Categoria
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| Monumento |
Descrição
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| O edifício, orientado a S., tem uma planta composta cruciforme, com o transepto semelhante aos das naves. O alçado principal em cantaria, mostra duas enormes torres que acentuam a verticalidade do imóvel. O portal principal é de arco pleno encimado por janelão moldurado de motivos geométricos. Estes são ladeados por duas ordens de colunas existindo no registo superior dois nichos. A fachada possui ainda quatro janelas duas em cada registo. Ao alto destaca-se uma balaustrada. Duas torres ladeiam a fachada e dividem-se em três registos. No primeiro uma janela semelhante às atrás descritas, enquanto no segundo uma ventana para sino. Por cima da cornija foi erigido um campanário. Os alçados laterais E. e O. encontram-se rebocados possuindo pequenos portais coevos à fundação e quatro janelas na zona do transepto que no entanto são insuficientes para uma correcta iluminação. O alçado posterior mostra a capela-mor e as laterais em cantaria iluminadas por janelas, possuindo a ousia duas do lado do evangelho e uma outra no lado oposto. O interior é de três naves com quatro tramos com abóbada nervada sustentada por seis pilares toscanos formadas por quatro colunas adossadas. O pavimento é lajeado. Do lado do Evangelho apresenta-se o altar das Relíquias, datado de 1664. Dois púlpitos sobressaem no cruzeiro do transepto sendo o olhar atraído para a capela-mor que se inicia logo no cadeiral denotando com isso uma enorme profundidade. O retábulo do altar-mor é formado por dois conjuntos de colunas coríntias que enquadram a zona central dedicada à Assunção de Nossa Senhora. O conjunto termina com ático preenchido com representação do "Calvário". Do lado da Epístola encontra-se o retábulo de Nª Sª dos Remédios. O altar é constituído por dois registos de edículas enquadradas por duas colunas. O ático enquadra uma janelão da capela dedicada a Nª Sª dos Remédios. Ainda deste lado do templo encontra-se o retábulo dedicado ao Santíssimo Sacramento. |
Acessos
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| Largo da Sé |
Protecção
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| MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria, DG, 1.ª série, n.º 185 de 09 agosto 1957 |
Grau
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| 1 |
Enquadramento
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| Urbano, rodeado pelo antigo Convento a O., pelas ruínas dos antigos Paços Episcopais a S. Aparece rodeado por muro de vedação embora o largo onde se encontra seja espaçoso e desafogado. |
Descrição Complementar
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| Junto à entrada do coro-baixo existe sepultura do bispo D. António Pinheiro, mas que não chegou a servir-lhe, porque foi sepultado na Sé de Leiria. Junto ao púlpito do lado do Evangelho existe lápide sepulcral de Francisco Velasquez com brasão e a seguinte inscrição: SEPULTURA DE FRANCISCO VELASQUEZ MESTRE QUE FOI DESTA SÉ - 1576. O arco da capela de São Pedro é ladeado, do lado esquerdo, pelo brasão da família Araújo e Madureira e a sepultura desta família apresenta a inscrição: SEPULTURA DO L. DO MIGUEL GODINHO PADROEIRO DESTA CAPELA DE SÃO PEDRO E DE SEUS HERDEIROS. Entre os púlpitos estão sepultados dois senhores da cidade, cujas lápides têm a inscrição: EDGAR DE BUIÇA CAVALEIRO FIDALGO DO HABITO DE CRISTO E SEUS HERDEIROS E JOSÉ SAPICO E SUA MULHER MARIA PIMENTEL. O arco da capela de São Jerónimo possuía a inscrição PADRE PASCOAL... QUE FOI ABBADE DE SENDIM. A sepultura do cónego Estêvão Martins de Escobar tem a inscrição CAPELÃO QUE FOI DEL REI DOM JOÃO III E O PRIMEIRO ARCEDIAGO DE MIRANDA NESTA SÉ. Na capela de Nossa Senhora dos Remédios existe lápide sepulcral com a inscrição AQUI JAZ O ILLUSTRISSIMO SR D. JOÃO DE SOUZA CARVALHO XX BISPO DE MIRANDA GOVERNOU XXI ANNOS MORREO A XV DE AGOSTO 1737. Esta sepultura foi mandada fazer pelo próprio ainda em vida. Em frente da capela de Nossa Senhora do Rosário, actualmente do Sagrado Coração de Jesus, existe a sepultura brasonada do bispo D. Fr. Aleixo de Miranda Henriques, mas não chegou a ser sepultado nela, porque morreu no Porto. Na capela-mor estão sepultados os bispos D. Diogo Marques Mourato e D. Fr. João da cruz em campa não identificada. |
Utilização Inicial
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| Religiosa: Sé |
Utilização Actual
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| Religiosa: igreja paroquial |
Propriedade
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| Pública: estatal |
Afectação
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| DRCNorte, Portaria n.º 829/2009, DR, 2.ª série, n.º 163 de 24 agosto 2009 |
Época Construção
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| Séc. 16 / 17 / 18 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| ARQUITECTOS: Gonçalo Torralva (1547); Miguel de Arruda (1554); Baltazar de Castro (1940, década). CARPINTEIRO: Sebastião da Silva (1754). EMPREITEIRO: Pero de la Faia (1554 - 1560); Francisco Velásquez (1560 - 1576). ENTALHADORES: João Francisco, Manuel Alvarez (atrib. 1561-65); Gregório Hernandez e Francisco de Velazquez (1610-14); Jerónimo Garcia (1636); António Lopes de Sousa (1664); Francisco Lopes de Matos (1672-81); Francisco Lopes Matos (1681); Lourenço Baptista (Séc. 17/18). ESCOLA: Escola de Berruguete (1561-65). MESTRE-DE-OBRAS: Jorge Gomes (séc. 16); Manuel Camelo (1582? - 1585); Gaspar da Fonseca (1586); Domingos da Fonseca (1634). ORGANEIRO: Manuel Vieira (1694). PEDREIRO: Domingos da Fonseca (atr. 1620 / 1621); Manuel Gonçalves de Castro (1754). PINTOR: António de Oliveira (1666); Alonso Ramesal (1627-37); Jerónimo de Calábria (1633). PINTOR-DOURADOR: Alonso Ramesal (1627-37). PINTOR-ENTALHADOR: Manuel Marcos (1650); Manuel Caetano Fortuna (1752-53). |
Cronologia
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| 1545, 22 Maio - elevação da vila de Miranda a cidade e instituição de sede da Diocese, pela Bula "Pró excelenti", de Paulo III e a pedido do Rei D. João III; o Papa suprime a vigararia perpétua de Miranda, manda que o bispo de Miranda mande ampliar o edifício e lhe dê a forma de catedral e que esta mantenha a mesma invocação; 10 Julho - confirmação da elevação da vila a cidade por D. João III; 1545 - concessão de bens do Mosteiro de Castro de Avelãs como base do património do cabido de Miranda; 1546 - anexação do mosteiro de Castro de Avelãs e respectivas rendas ao cabido de Miranda, por João III; 1547, final - devido à Igreja de Santa Maria ser demasiado pequena para a celebração do culto, D. Turíbio Lopes, o primeiro Bispo da Diocese de Miranda do Douro, desenvolve os planos e inicia a recolha de fundos monetários e materiais para a construção da catedral; Dezembro - carta do bispo a D. João III dando-lhe conta que Gonçalo Torralva tinha estado em Miranda com o debuxo e mais apontamentos da obra; medição e delimitação do terreno onde se ergueria a igreja pelo arquitecto; 1548 - visita do mestre Jorge Gomes com os mestres de cal e cabouqueiros; referência à abundância e boa qualidade das caleiras e pedreiras no local; 1549, 4 Fevereiro - carta do Bispo ao rei, pedindo-lhe o envio dos mestres que haviam de fazer as obras; 31 Maio - o Bispo remete ao rei o risco que este lhe enviara, "porque é tão sumptuoso que se não poderá acabar em vida dos presentes"; 1552, 16 Maio - inicio da abertura dos alicerces, depois de se assistir à missa cantada em honra do Espírito Santo; para a obra contava-se com 30$000 de terça que o rei tinha na Terra de Miranda, mais as esmolas dos fiéis e as rendas da Mitra e da Mesa Capitular e da fábrica da catedral; 24 Maio - cerimónia do lançamento da primeira pedra, presidida pelo vigário geral da Diocese, Dr. Gaspar David, e pelo chantre da catedral, cónego Manuel de Gouveia; D. Turíbio mandou os mestres da obra comparecer em Lisboa "para falar com Miguel de Arruda" sobre a construção da Sé de Miranda; 1554 / 1560, entre - era empreiteiro da obra Pero de la Faya; 1560, 4 Janeiro - D. Julião d'Alva, antes de entrar na diocese, escreveu ao cabido mostrando-se descontente com a traça e desenho da catedral, informando ser necessário proceder a algumas alterações; o Bispo manda que o mestre da obra vá ter com ele a Lisboa para lhe dar conta da obra feita e para ver o que se havia de mudar; Maio - chegada de Francisco Velásquez a Miranda para continuar com a empreitada da catedral, introduzindo alterações encomendadas pelo Bispo D. Julião d'Alva; o rei manda que "enquanto durar a obra e ele for mestre dela sejam dados na dita cidade os mantimentos que forem necessários e ouver mister por seu dinheiro assim para ele como para seus oficiais, servidores, carreiros e trabalhadores que na dita obra trabalharem e servirem"; 1561 / 1565 - feitura do retábulo da capela de São Bento, possivelmente da Escola de Berruguete (Alonso Berruguete) e atribuída ao círculo de Manuel Alvarez, de Pelencia, Espanha; 1566, 6 Abril - sagração do altar-mor pelo bispo D. António Pinheiro; 1576 - morte de Francisco Velasquez e sepultamento do mesmo em campa rasa na Sé; 1580, 12 Setembro - data da morte do cónego Estêvão Martins de Escobar; 1582, 15 Novembro - acórdão determinando o derrube da torre sineira da igreja velha e o aproveitamento da pedra na obra da Sé; estipula-se que, na falta de outro mestre-de-obras mais competente, se assinassem e pagassem $500 a Manuel Camelo por seu trabalho e estipêndio cada semana, por ter conta com os oficiais e por olhar pela dita obra; 1585, 15 Dezembro - manda-se contratar um "homem perito" para acompanhar as obras; 1586 - contratação de Gaspar da Fonseca como arquitecto e mestre-de-obras, o qual se compromete a fechar o casco e acabar o portal com o coro e seus remates; o mesmo receberia a pensão anual de 50$000, pagos aos terços, e casa para viver; 1590 - ainda trabalhava na obra Gaspar da Fonseca; regularmente ali trabalhavam mais de 20 pessoas, entre pedreiros, carpinteiros, carreiros, ferreiros, caleiros, acrivadores de areia, aguadeiros e outros; neste ano, as despesas em salários atingiram 824$227; séc. 16, última década - conclusão da obra de arquitectura da Sé; 1609 - Bispo D. Diogo de Sousa escreve ao Papa dizendo que a catedral era um edifício sumptuoso, bem construído, dotado de tudo o que era necessário, com sacristia bem ornada de paramentos de ouro e prata, já com coro, torres, sinos e cemitério; 1610 - faltavam executar as portas da entrada principal, o retábulo-mor e o lajeado do pátio; 1610 / 1614 - execução das portas e do retábulo-mor por mestres de Valladolid, da oficina de Gregório Fernandez e Francisco Velasquez; 1620 / 1621 - construção do lajeado, atribuído a Domingos da Fonseca; 1627 - Alonso Ramesal de Zamora pinta a sacristia; 1629 - existência de um órgão no coro; 1633 - pintura do retábulo-mor pelo pintor Jerónimo de Calábria, de Valladolid, mas o pintor Alonso de Ramesal, de Zamora, também participa na pintura e douramento do mesmo; 1634 - cobertura das abóbadas de cal; era mestre-de-obras Domingos da Fonseca; 1636 - o Cabido encarrega Jerónimo Garcia, de Zamora, da feitura das esculturas dos quatro Evangelistas; 1637 - Alonso Ramesal pinta o retábulo do altar-mor; 1650 - o Cabido manda executar o retábulo de Nossa Senhora dos Remédios, ao escultor Manuel Marcos, de Prado Gatão, o qual pintou também as figuras alusivas à vida da Virgem existentes nas edículas do retábulo; 1651 - instituição da capela de Santo António, pelo Cónego Manuel; 1662 - o Cabido decide mandar fazer o retábulo das Relíquias ou de Nossa Senhora da Alegria ou do Leite, para reunir o grande número de relíquias oferecidas à catedral; 1664 - data da conclusão do retábulo das Relíquias, pelo escultor António Lopes da Costa, de Moncorvo; 1666 - pintura do retábulo das Relíquias e do retábulo de Santo Amaro pelo pintor António de Oliveira, de Torre de Moncorvo; a feitura do último é atribuída a António Lopes de Sousa, também de Moncorvo; 1672 - feitura do retábulo do Santíssimo Sacramento, posteriormente denominado de Nossa Senhora do Rosário (actualmente do Sagrado Coração de Jesus), pelo entalhador Francisco Lopes de Matos, por 325$000; 1681, 16 Agosto - segundo acórdão do Colégio Capitular, manda-se executar a tribuna de Nossa Senhora dos Remédios ao escultor Francisco Lopes Matos, de Viseu; 1684 - venda das pratas e paramentos pontificais para custear as obras; 1688, 6 Novembro - execução de um órgão a um organeiro de Chaves, por 2000 cruzados, tendo que ser semelhante ao de São Francisco de Zamora; 1694 - montagem do órgão pelo organeiro do Porto Manuel Vieira; 1702 - referida a existência de dois órgãos; séc. 17, finais / séc. 18, inícios - execução do retábulo de São Caetano, padroeiro dos nobres do Reino, atribuído ao escultor Lourenço Baptista, e à custa da Confraria de São Caetano; feitura do retábulo de São Jerónimo para a capela com a mesma invocação, instituída pelos párocos de Sendim, o padre Pascoal e o Abade Rego; 1715 - D. João V manda fundar na Sé uma capela dedicada a São José; 1715 / 1716 - obra de talha e pintura do coro; 1736 - o Cabido decide trocar a capela de São José, no início da nave, no lado do Evangelho, pela capela de São Pedro, no braço esquerdo do cruzeiro, pertencente à família dos Araújos e Madureiras, representados na escritura de troca por Francisco Soares de Araújo e sua mulher Úrsula Maria Godinho e Madureira; estes, como condição, estipularam que a sua sepultura e brasão fossem transferidos para a parede e chão junto da capela de São Pedro; construção do arco e capela de São José no braço esquerdo do transepto pelo Cabido, mas com alguns rendimentos que a capela de São José possuía; data inscrita sobre o arco da capela do Santíssimo; 1716 / 1717- feitura do retábulo de Nossa Senhora da Piedade, possivelmente pelo entalhador João Francisco, de Duas Igrejas; 1722 - no Inventário da Fábrica da Sé é referida a imagem do Menino Jesus da Cartolinha e dos fatos de todas as cores litúrgicas que vestia, o qual saía na procissão do Ano Novo e do Dia de Reis; nesta época não tinha cartolinha; 1736 - o cónego Ochoa deixa em testamento a lâmpada de prata que ilumina o Santíssimo Sacramento; 1736 / 1737 - data da feitura do retábulo de São Pedro, mandado fazer pelo Cabido; 1737, Agosto - falecimento do 20º bispo de Miranda, D. João de Sousa Carvalho, sepultado no absidíolo da Epístola; 1749, 9 Outubro - o bispo D. Diogo Marques Mourato comunica ao cabido a decisão de mandar construir "a fundamentis" uma nova capela-mor, devido à mesma ser de reduzidas dimensões, à custa dos rendimentos da fábrica da catedral; 22 Outubro - lançamento da primeira pedra na obra de ampliação da capela-mor; nesta obra trabalhou o pedreiro Manuel Gonçalves de Castro, de Vila Praia de Âncora, e o carpinteiro Sebastião da Silva; 1752 / 1753 - recolocação do retábulo-mor na capela-mor, acrescentando-se-lhe a moldura de talha envolvendo o ático, executada por Manuel Caetano Fortuna, de Miranda do Douro; 1754, 14 Agosto - benção da capela-mor após a conclusão da obra de ampliação; 1759 / 1760 - o bispo D. Fr. Aleixo terá mandado alargar a capela de São José, então já dedicada ao Santíssimo Sacramento, e abrir as portas para o cemitério e para a sacristia; feitura do retábulo do Santíssimo Sacramento; 1764 - com a transferência da residência dos bispos para Bragança, o bispo Fr. Aleixo de Miranda Henriques leva consigo as alfaias e paramentos mais ricos e alguns sinos das torres; 1780 - Miranda passou a ser uma reitoria com reitor e pároco, e o imóvel passou gradualmente ao abandonado e foi espoliado; séc. 18, finais / séc. 19, inícios - provável execução do retábulo da capela de Santo António, pela Confraria de Santo António; séc. 19, finais / séc. 20, inícios - colocação da cartolinha na imagem do Menino Jesus; 1940, década - transferência do órgão do local inicial - sobre a porta do lado do Evangelho - para o coro-alto, durante as obras de restauro efectuadas no imóvel pelo arquitecto Baltazar de Castro; 1992, 01 Junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei 106F/92, DR, 1.ª série A, n.º 126; 2007, 20 dezembro - o imóvel é afeto à Direção Regional da Cultura do Norte, pela Portaria n.º 1130/2007, DR, 2.ª série, n.º 245. |
Características Particulares
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| Se o exterior lembra mais a Sé de Portalegre que a de Leiria, o interior relaciona-se com ambos, salientando-se o mesmo tipo de pilares e uma comum expressão na decoração das abóbadas. O retábulo-mor, com baixos relevos em forma de grandes painéis policromados, integra-se na fase seiscentista da talha do renascimento, de grande influência espanhola, sobretudo da Real Escola de Valhadolid, de onde veio. O cadeiral, com quadros pintados nos respaldos, é barroco, de estilo nacional. |
Dados Técnicos
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| Sistema estrutural de paredes portantes. |
Materiais
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| Granito, argamassa, materiais de enchimento, madeira e barro. Decoração e talha dourada e pinturas. |
Bibliografia
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| CASTRO, José de, Bragança e Miranda, Porto, 1946; MOURINHO JÚNIOR, António Rodrigues, A Talha nos Concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso nos Séculos XVII e XVIII; SMITH, Robert C., A talha em Portugal, Lisboa, 1963; CORREIA, José Eduardo Horta, A Arquitectura - maneirismo e "estilo-chão" in História da Arte em Portugal, vol. 7, Lisboa, 1986, p. 93 - 135; MARKL, Dagoberto, A Arquitectura e o Urbanismo in História da Arte em Portugal, vol. 6, Lisboa, 1986, p. 31 - 59; ALVES, Francisco Manuel, Memórias Arqueológico - Históricas do Distrito de Bragança, Bragança, 1990; VALENÇA, Manuel, A Arte Organística em Portugal, vol. I e II, Braga, 1990; MOURINHO, A. Rodrigues, A Catedral de Miranda do Douro, s.l., edição do autor, 1ª edição, 1993; ALVES, Alexandre, Artistas e Artífices nas Dioceses de Lamego e Viseu, vol. II, Viseu, 2001. |
Documentação Gráfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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| IHRU: DGEMN/DSID; IAN/TT: Corpo Cronológico, Parte I, maço 79, docs. 137 e 142; maço 80, doc. 58; maço 82, docs. 42 e 107. |
Intervenção Realizada
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| 1715 / 1716 - obras de restauro nas paredes, tectos e telhados da catedral, despendendo-se em salários e materiais, incluindo a obra de talha e pintura do coro, 1:400$000; 1904 - afinação do órgão; 1945 - afinação do órgão para comemoração do 4º centenário da Diocese de Miranda do Douro; DGEMN: 1946 - transporte do relógio da torre do antigo Convento da Madre de Deus, em Lisboa, para a Igreja; execução da porta N., apeamento e montagem de um dos altares laterais e reparação da cobertura; 1948 - restauro e colocação de relógio e sino na torre, limpeza de cantaria da torre, reparação de dois altares de talha; 1949 - reparação da cobertura; 1950 - reconstrução do pavimento do coro; reparação de rebocos interiores; 1951 - assentamento de balaústres no coro; 1954 - iluminação dos altares; 1955 - reparação de dois vitrais da capela-mor; 1957 - conservação de telhados e reparação do pavimento da sacristia do lado N.; 1959 / 1962 - reparação da rede eléctrica e restauro de pavimentos; 1963 - reconstrução de duas gárgulas de cantaria; 1967 - reparação da cobertura e abóbada da sacristia do lado S.; 1970 - reparação da cobertura e dos cadeirais da capela-mor; 1971 - consolidação da estrutura dos altares; 1973 - reconstrução da cobertura da capela do lado N.; 1974 / 1975 - conservação da cobertura e dos rebocos interiores; 1978 - conservação diversa; 1979 - reconstrução de parte da balaustrada de cantaria; 1980 - levantamento e assentamento de telhados; 1982 - valorização dos paramentos exteriores; 1995 - afinação e restauro do órgão por ocasião do 450º aniversário da diocese. |
Observações
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| O órgão está identificado com uma inscrição declarando que "Geral do Vieira do Porto, nascido em Braga, fez este órgão, 1696", não se sabendo, no entanto, se ele construiu a parte sonora ou entalhou a caixa. |
Autor e Data
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| Ernesto Jana 1994 / Paula Noé 1996 |
Actualização
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| Curso Inventariação KIT01 (1.ª ed.) 2009 |
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