Catedral do Porto / Sé do Porto / Igreja Paroquial da Sé / Igreja de Nossa Senhora da Assunção

IPA.00001086
Portugal, Porto, Porto, União das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória
 
Arquitetura religiosa românica, gótica, maneirista e barroca. Catedral de construção românico-gótica com igreja com planta em cruz latina, composta por três naves escalonadas de cinco tramos definidos por pilares cruciformes fasciculados, transepto saliente e cabeceira tripartida. Possui vários corpos adossados, formando a Casa do Cabido, sacristia, capelas várias, e dois claustros, o velho e o Gótico, quadrangular, de dois pisos, adossado a S.. A igreja tem coberturas interiores diferenciadas em abóbadas de ogiva, reforçadas exteriormente por arcobotantes, escassamente iluminada por frestas e rosácea de feição gótica, exceto na capela-mor, de estrutura maneirista com cobertura em caixotões pétreos, elemento que se repete na Capela de São Vicente; o transepto tem abóbadas de berço e, no cruzeiro, torre lanterna pouco elevada, com cobertura em abóbada polinervada.. Fachadas em cantaria de granito, rematadas por ameias ornamentais. Fachada principal harmónica composta por corpo central com portal maneirista, rematado por frontão e nicho barrocos, e por enorme rosácea. É flanqueada por torres sineiras rasgadas por frestas que permitem iluminar as escadas de acesso, com ventanas em arcos de volta perfeita, rematadas por balaustradas maneiristas e cobertura em cúpula. A fachada lateral N. possui porta travessa, antecedida por galilé maneirista e barroca. Possui batistério no lado do Evangelho, capelas no topo do transepto e a Capela do Santíssimo e de São Pedro nos primitivos absidíolos. Arco triunfal maneirista, de volta perfeita, assente em pilastras toscanas e rematado por cornija e nicho, ladeado por capelas retabulares colaterais de talha dourada do estilo barroco nacional. Capela-mor com o cadeiral dos cónegos, órgãos barrocos e retábulo-mor de talha dourada do estilo barroco joanino. Claustro de dois pisos, o inferior com arcadas fechadas, a central de acesso à quadra, marcada por cruzeiro. As arcadas são múltiplas, assentes em colunelos geminados. Sacristia de feitura barroca com pinturas murais de quadraturas, um arcaz, armários, oratório e lavabo. A Casa do Cabido é barroca pela época de construção, todavia apresenta uma fachada ainda maneirista, pela adoção de escassos elementos decorativos centrados nos vãos, de que é exemplo o jogo de frontões curvos e triangulares; mas a adoção do esquema de tetos de caixotões em dois dos seus compartimentos - Sala Capitular e Antecabido -, e a utilização de materiais nobres como os mármores policromos conjugados com a lousa ou a adoção de elementos decorativos e mobiliário, numa conceção luxuosa, são uma característica do barroco, não só pela linguagem adotada, como também pela noção de "horror ao vazio" que criam.
Número IPA Antigo: PT011312140001
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Conjunto composto por igreja e claustro adossado ao lado direito, com IGREJA de planta em cruz latina de três naves com cinco tramos cada, transepto saliente e cabeceira tripartida constituída por capela-mor retangular profunda com capelas colaterais, a do lado do Evangelho, designada por capela do Santíssimo Sacramento de planta centrada trilobada, para a qual se abre a sacristia paroquial de planta retangular, e do lado oposto a capela de São Pedro de planta hexagonal; possui duas torres retangulares flanqueando a fachada principal, tendo, a N., uma galilé de cinco tramos. De volumes escalonados e coberturas diferenciadas em lajeado de uma água na galilé, duas águas nas naves, transepto e sacristia do Cabido, em telhados de duas águas na capela-mor e cruzeiro, este com torre, aberta em três faces por janelas termais em arco quebrado, sendo em domos bolbosos pétreos nas torres sineiras. Fachadas em cantaria de granito aparente, interrompidas por contrafortes escalonados e rematadas em cornijas e ameias piramidais decorativas. Fachada principal voltada a O. com corpo inscrito em amplo arco de volta perfeita apoiado em pilastras toscanas, com o intradorso ligeiramente côncavo decorado por mísulas, encimadas por motivos fitomórficos. Portal principal de verga reta ladeado por quatro colunas dóricas, grupadas em plintos galbados, suportando entablamento também dórico com métopas ornadas por motivos vegetalistas, sobre o qual se elevam fragmentos de frontão recortados, de volutas, encimado por par de urnas, interrompido por varandim balaustrado. Sobre o varandim, estrutura arquitetónica de planta côncava, com nicho central contendo a imagem de Nossa Senhora da Assunção, assente em base piramidal, enquadrado por quatro pilastras decoradas por folhagem e por duas colunas, rematada por cornija com urnas nos extremos. A encimar o portal, cartela recortada com inscrição. Sobrepuja este conjunto, rosácea radiante, com raios perlados, reunidos por arcos trilobados e com decoração fitomórfica. Torres sineiras rematadas por guarda balaustrada, com urnas sobre acrotérios nos ângulos, de dois registos, definidos por ressalto, sendo o primeiro do lado N. percorrido por três frisos de cantaria, e ambas rasgadas por seteiras; no topo, ventana em arco de volta perfeita, de molduras salientes. Fachada lateral esquerda, com notório escalonamento dos vários corpos, apresentando adossada à nave galilé, com pano lateral formando ângulo com a torre, rasgado por nicho com a imagem de granito de São João Nepomuceno. A galilé é aberta por cinco arcos de volta perfeita assentes em pilastras toscanas, com guardas balaustradas, sendo os que ladeiam o arco central mais estreitos e ornados por volutas, sendo os cheios ritmados por pilastras toscanas decoradas por volutas nos ângulos superiores, existindo um vão no espaço entre as pilastras. Remata em entablamento, encimado ao centro por espaldar com cornija quebrada, interrompida por pináculo, ladeado por frontões curvos, interrompidos por pináculo piramidal volutado inferiormente, sobre acrotério. Junto aos extremos, a cornija do entablamento eleva-se em semicírculo, coroada por pináculo idêntico aos restantes. Interior com cobertura abobadada, rebocada e pintada de branco, demarcada por arcos torais em granito e pavimento em lajeado de granito, formando composições geométricas. Paredes ritmadas por pilastras toscanas, formando os tramos, sendo os vãos dos arcos revestidos com azulejos figurativos, azuis e brancos. A estes, adossam-se bancos de espaldar recortado, em granito, apresentando o do lado E., janela retangular gradeada. Sobre esta, o corpo da nave central mais elevado, que se liga à lateral por arcobotantes, tendo cada tramo rasgado por uma fresta com toros diédricos e capitéis sem imposta. Braço do transepto rematado em empena com cruz grega flor-de-lisada no vértice, com três registos marcados por frisos, possuindo no último fresta com toro diédrico e capitel sem imposta, ornado com motivos vegetalistas. Corpo da capela-mor com duas janelas retilíneas e pequena luneta. Tem adossado o corpo da sacristia paroquial com fachadas flanqueadas por cunhais apilastrados e panos definidos por pilastras, e rematadas em cornija. Os panos são rasgados por dois registos de janelas retangulares gradeadas, as do primeiro, jacentes. Sobre esta, o corpo da Capela do Santíssimo Sacramento, rematado por cornija e coroado por lanternim. Fachada lateral direita com claustro adossado, sendo os corpos da nave e transepto idênticos aos da fachada oposta. INTERIOR com paredes em cantaria aparente e pavimento em laje de granito, ao qual se sobrepõe amplo estrado de madeira a partir do segundo tramo da nave central e no último tramo das naves laterais. Coberturas diferenciadas em abóbadas de berço ligeiramente quebrado, sustentadas por arcos torais lisos na nave central, assentes em colunas fasciculadas, que se unem aos pilares polístilos da arcaria quebrada que a separa das naves laterais, formando um núcleo cruciforme apoiados sobre grandes socos. Os arcos das abóbadas da nave lateral do lado do Evangelho são fasciculados, à exceção do que antecede o transepto, ornamentado com meias esferas. Os arcos da nave do lado da Epístola, são lisos e os dois mais próximos do transepto estão ornados com meias esferas. Os braços do transepto apresentam cobertura em abóbada de berço, também ligeiramente quebrado, sustentada por colunas embebidas na caixa muraria, e o cruzeiro é coberto por abóbada polinervada. As frestas são decoradas por toro diédrico e capitel sem imposta. Coro-alto assente em arco de volta perfeita suportado por colunas idênticas às da nave, totalmente ocupado por grande órgão de tubos. O portal está protegido por guarda-vento de madeira. Nas naves laterais, na parede fundeira, abrem-se portas de acesso às torres, ladeadas por pias de água benta, formadas por grande concha em mármore rosa, encimadas por decoração fitomórfica e sustentada por anjo em mármore negro, surgindo outras duas nas naves laterais, semelhantes. Em cada uma das naves, surge um confessionário em madeira. No primeiro tramo da nave do lado do Evangelho, batistério protegido por grade de ferro decorada por motivos fitomórficos. O interior tem as paredes revestidas a mármores policromo, com cobertura em falsa abóbada revestida a estuque policromo e pavimento em mármore rosa e branco formando motivos geométricos. Tem pia batismal em mármore rosa composta por pedestal de jaspe e mármore. Nos topos dos braços do transepto, as capelas de Nossa Senhora do Presépio (Evangelho) e de Santa Ana (Epístola); ambas estão enquadradas por composição pétrea, composta por arco de volta perfeita enquadrado por quatro pilastras, demarcadas no terço inferior, grupadas em plinto único decorado por cartelas, rematando em friso geométrico, cornija e um segundo friso decorado por óvulos e almofadados, nos extremos, encimados por pináculos piramidais com bola, encimado por tabela retangular vertical, rematando em frontão triangular interrompido, ladeado por aletas, contendo esculturas policromas, uma Santíssima Trindade horizontal na do lado do Evangelho, e uma Santa Ana, a Virgem e São Joaquim no lado oposto. Para o transepto abrem-se em arco de volta perfeita, as capelas colaterais, dedicadas ao Santíssimo Sacramento (Evangelho) e a São Pedro (Epístola). São enquadradas por estrutura de talha dourada, composta por quatro colunas demarcadas no terço inferior, decoradas por motivos fitomórficos, com capitéis coríntios, grupadas em plintos paralelepipédicos pétreos. As colunas e as pilastras são encimadas por fragmentos de entablamento, suportando frontalmente figuras encimadas por entablamento ritmado por modilhões que sustenta espaldar rendilhado, com par de plintos piramidais com bola, nos extremos e ao centro nicho com imagem do orago. No intradorso, decorado por ornatos de canais, pilastras a sustentar o arco. A Capela do Santíssimo Sacramento é protegida por grade de ferro ornada com motivos fitomórficos e tem as paredes em tons de verde são ornadas por estuque com finos motivos fitomórficos dourados e apresentam portas de comunicação com a sacristia paroquial; tem cobertura em cúpula de lanternim, ornada por pinturas e pavimento em mármore rosa, branco e negro compondo um grande motivo floral. A Capela de São Pedro está protegida por grade de comunhão de ferro, ornada com enrolamentos e motivos fitomórficos, tendo paredes laterais com arcada cega, em parte oculta pelo retábulo, tendo cobertura em abóbada de talha dourada, de quarto de esfera. Arco triunfal de volta perfeita assente em par de pilastras de capitel compósito dourado, emolduradas, com pintura policroma de motivos fitomórficos. A rematar o arco, sobre a pedra de fecho, as armas de D. Frei Gonçalo de Morais, sob entablamento, ritmado por mísulas, interrompido por edícula rematada por frontão, com imagem de Nossa Senhora da Assunção. Está ladeado por capelas retabulares colaterais dedicadas a Nossa Senhora de Vandoma (Evangelho) e a Nossa Senhora da Silva (Epístola). São inscritas em arco de volta perfeita, sobre pilastras compósitas, emolduradas no intradorso e encimadas por vãos cegos de volta perfeita que terão pertencido à abertura da primitiva charola. Capela-mor protegida por grade de comunhão em bronze, com paredes revestidas a mármores policromos, formando decoração geométrica, e pintura mural representando falsas arquiteturas, arabescos e diversos ornatos; tem cobertura em abóbada de berço com caixotões recorrendo a jogo de mármores policromos a preto, branco e rosa, conjugados com florões de talha dourada; o pavimento é em mármore rosa e branco, compondo motivos geométricos. É iluminada por janelões, apresentando os que se encontram junto à parede testeira, guarda em balaustrada. Sob estes, rasgam-se portas, a do lado do Evangelho, de acesso à Sacristia Paroquial e a do lado da Epístola à tribuna, encimadas por frontões invertidos ao centro do qual surge uma cartela em forma de coração rematado por uma concha. Adossado às paredes e confrontantes, o cadeiral de pau-preto, de três filas, encimado por órgãos. Apresenta supedâneo de granito com escadas centrais, sendo lateralmente protegido por guardas de bronze, tendo, nas faces do maciço, inscrições. Retábulo-mor assente em banco de cantaria, formando apainelados marmóreos, de talha dourada, de planta côncava e um eixo definido por cinco colunas torsas, percorridas por espira fitomórfica, assentes em plintos paralelepipédicos ornados por elementos geométricos e fitomórficos. Às colunas adossam-se mísulas com imaginária. Ao centro, dois vãos sobrepostos, o inferior formando um nicho definido por pilastras, encimado por anjos e com falsos drapeados a abrir em boca de cena, contendo o sacrário; sobre este, a tribuna em arco de volta perfeita, com a representação da Santíssima Trindade e Nossa Senhora da Assunção. A estrutura remata em espaldar rematado por baldaquino ladeado por anjos atlantes e ornado por lambrequins. Altar paralelepipédico com banqueta de embutidos de mármore ornada de acantos. O CORPO ANEXO desenvolve-se no seguimento da fachada principal, composto pela Casa do Cabido, o claustro gótico com a capela de São Vicente, retangular, e a sactistia do cabido adossada lateralmente ao Claustro Velho, também conhecido por Cemitério do Bispo, de planta trapezoidal. De volumes escalonados com coberturas de três (Casa do Cabido) e quatro (Capela de São Vicente) águas. Tem fachadas rebocadas e pintadas de branco, rasgadas por vãos de verga reta. CLAUSTRO GÓTICO de dois pisos, o primeiro formado por quatro galerias, de cinco tramos cada, marcados por contrafortes de esbarro, fechado por murete e com acessos centrais, sendo composto por arcaria de três arcos apontados, assentes em colunelos geminados, sobrepujados por espelho vazado por enorme óculo. No centro da quadra, cruzeiro em pedra, assente em plataforma octogonal de três degraus, onde assenta a base, a coluna facetada com peanha adossada, albergando a Virgem. É rematado por cruz florenciada, com Cristo na face frontal e Nossa Senhora da Piedade na posterior. As alas do claustro têm paredes revestidas a painéis de azulejos figurativos a azul e branco, com coberturas em abóbadas em cruzaria de ogiva, com arcos torais e formeiros sem cadeia que partem de colunelos embebidos na caixa murária e nos pilares da arcaria. Capitéis uniformes na repetição do modelo, finos e altos, com decoração vegetalista presa ao cesto e impostas altas e desproporcionadas relativamente aos pequenos arcos que aguentam. Para as alas abrem portas de acesso às várias dependências anexas e outras falsas, em que se destacam os jogos de frontões, os panejamentos com borlas, as urnas e os diamantes, e por três capelas dedicadas a Nossa Senhora da Expectação, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora da Esperança. São enquadradas por composições arquitetónicas de granito com duas pilastras a ladear o nicho em arco de volta perfeita e sobre este uma ampla composição de enrolamentos e motivos fitomórficos em torno de uma cartela circular central. Na ala N., no segundo tramo, arcada cega geminada com um capitel historiado com dois grifos e duas figuras humanas. Na ala S., a Capela de Nossa Senhora da Piedade, ou de Santa Catarina, a Escada Barroca e a Capela de São Vicente. Na ala E., a Sacristia do Cabido. O piso superior é protegido por gradeamento simples em ferro com acrotérios paralelepipédicos. As alas S. e O. estão ornamentadas com painéis de azulejo figurativo azul e branco. O CLAUSTRO VELHO tem acesso a partir da ala E. do claustro gótico, tendo, na ala O., o corpo da capela de Nossa Senhora da Piedade, uma porta de ferro de acesso ao terreiro exterior e corpo anexo ao Paço Episcopal. Nas alas E. e S., arcosólios apontados, com pilares de secção retangular. Arcos e impostas com ornamentação de meias esferas, lóbulos e entrelaçados. Mísulas entre os arcos, facetadas e, sobre estas, remate em friso de corda. Alguns elementos de origem arqueológica como túmulos antropomórficos ou capitéis. Na ala N., o acesso para o Antigo Tesouro. CASA DO CABIDO com fachadas rebocadas e pintadas de branco, com elementos marcados a granito, cunhais apilastrados e remates em cornija sob beiral saliente, apresentando na fachada principal, modilhões. Fachada principal de dois panos, o esquerdo, alongado, precedido por comprido patamar em cantaria, com acesso nos extremos por escadas com arranque volutado, com três registos, e o do extremo direito, ligeiramente recuado, de dois registos, sendo o primeiro em cantaria de granito aparente. Pano alongado possuindo no primeiro registo, portas intercaladas por janelas gradeadas, encimadas por frontão triangular. A porta central é ladeada por pequenas janelas em quarto de círculo e rematada por frontão de volutas interrompido por nicho com a imagem de São Miguel. As dos extremos apresentam bandeira encimada por frontão curvo. Registos superiores rasgados regularmente por janelas, as do segundo, gradeadas e as do último, de sacada, com guarda de ferro, bandeira e remate em frontões triangulares e curvos alternados. Pano estreito rasgado por fresta no primeiro registo e no segundo por janela de sacada à face. Fachada lateral S. com primeiro registo, contrafortado e segundo com janela de sacada à face. INTERIOR rebocado e pintado de branco, exceto na Capela de São João Evangelista ou de João Gordo em cantaria aparente. Primeiro piso com dois compartimentos cobertos por abóbada de berço pintada de branco com arcos torais de pedra, de acesso à Capela hexagonal de João Gordo. Segundo piso com abóbadas de berço e de arestas pintadas a branco, apoiadas em arcos torais de pedra e pavimento de madeira. Museu do Tesouro com compartimentos contínuos com vitrinas com fundo forrado a veludo azul. No último piso, correspondente ao andar nobre, encontram-se o Antecabido, Sala Capitular e Cartório.

Acessos

Terreiro da Sé

Protecção

MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho de 1910 / incluído no Centro Histórico (v. PT011312140163) e na Zona Histórica (v. PT011312070086) da Cidade do Porto

Grau

1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.

Enquadramento

Urbano, isolado, destacado em elevação no Morro da Pena Ventosa, com terreiro fronteiro denominado Terreiro de D. Afonso Henriques. O acesso ao portal axial processa-se por escada de dois lanços divergentes, com arranques zoomórficos serpentiformes, com patamar protegido por guarda de ferro entre plintos de granito. O acesso lateral N., à galilé é feito por escadaria composta por lanço em leque, de acesso a patamar de onde partem dois lanços divergentes de acesso a patamar superior. Neste localiza-se a S. o Paço Episcopal (v. PT011312140007) e o Pelourinho (v. PT011312140018). A O., em plataforma inferior a Igreja de São Lourenço (v. PT011312130050), a NO. a Torre de D. Pedro Pitões (v. PT011312140249) e a N. a Estátua de Vímara Peres e a Casa da Câmara (v. PT011312140228). À fachada N. da Sé, no corpo da Sacristia Paroquial, adossa-se o Chafariz de São Miguel (v. PT011312140014).

Descrição Complementar

No PORTAL PRINCIPAL, inscrição gravada em cartela de granito com decoração de enrolamentos: "PRAESULIS HAUD DEXTRA, SED DEDE VACANTE REVIXI; DEXTRA OPERI TANTO NUM FORET UNA SATIS? Anno 1722", que se traduz por: "Renasci, não com a mão do Prelado, mas estando a Sé vaga; porventura, seria bastante uma só mão para obra tão grandiosa? Ano 1722". Na TORRE SINEIRA N., surgem dois elementos esculpidos, o "signum salomonis" (sino saimão) junto ao primeiro contraforte e uma coca (embarcação biscainha) no contraforte do lado do portal. AS JANELAS estão protegidas por vitral colorido, distinguindo-se o da rosácea com a representação dos Evangelistas, entremeados por motivos românicos e, ao centro, a Assunção da Virgem. NA GALILÉ, surgem painéis de azulejos figurativos a azul e branco, com legendas do Apocalipse e dos Salmos, que formam o motivo central e surgem envolvidas por motivos classicizantes arquitetónicos, florais e vegetalistas e putti. No CORO-ALTO, grande órgão de feitura recente, constituído por 3510 tubos, 48 registos, 6 acoplamentos, uma consola com 3 teclados e pedaleira. Os RETÁBULOS DO TRANSEPTO são semelhantes, de talha dourada, planta reta e três eixos definidos por duas colunas torsas com o terço inferior marcado e ornado por motivos fitomórficos, assentes em mísulas e em duas pilastras com os fustes decorados por acantos, e por dois quarteirões. Ao centro, forma-se um registo marcado por apainelado de acantos, que centram a imagem do orago, encimado por nichos, o do Evangelho apontado e enquadrando tela com moldura fitomórfica e a representação da Adoração dos Pastores, e o oposto com arco de volta perfeita. Os eixos laterais possuem apainelados almofadados, tendo na base duas portas de madeira almofadadas, encimados por painéis recortados, albergando tela a representar, no do Evangelho, São João Baptista e São João Evangelista e, no lado oposto, São Joaquim e São José. A estrutura remata em entablamento encimado por motivos fitomórficos. Altar paralelepipédico com embutidos de cantaria, rosa, branca e preta, formando motivos florais. CAPELA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO com grande retábulo de prata, inserido em arco de volta perfeita também com estrutura de prata, de planta reta e um eixo, composto por pilastras e anjos tenentes. Ao centro, o sacrário em forma de templete, de quatro registos escalonados, decorados com baixos-relevos representando cenas bíblicas. Cada um dos registos forma varandim, e as diferentes cenas são enquadradas por par de colunas e delimitadas por bordaduras ornadas com motivos vegetalistas e fitomórficos. No primeiro registo, representação da Criação do Mundo, Criação de Adão e Eva, Tentação de Eva pela Serpente, Consciência do Pecado de Adão e Eva, e a Expulsão do Paraíso, e nos painéis principais, Sonho da Escada de Jacob, Sacrifício do Profeta Melquisedeque, e o Sacrifício de Isaac. No segundo registo, na base, os Sacramentos (Batismo, Confirmação, Eucaristia, Unção dos Doentes, Ordem e Matrimónio) e nos painéis, Elias é alimentado por um Anjo, Maná no deserto e Ceia do Cordeiro Pascal. No terceiro, a Última Ceia ladeada pela Ceia dos Discípulos de Emaús e pelo Profeta Elias servido por Anjos, e no quarto a figura da Fé ladeada pela Caridade e pela Esperança. É encimado por Crucifixo e figuras de apóstolos em meio corpo colocadas sobre o varandim dos sucessivos andares. Altar paralelepipédico com molduras integrando ao centro cartelas ovais com a representação dos Evangelistas e no friso superior pequenos medalhões representam cenas da vida de Cristo: Menino Jesus entre os Doutores, Bodas de Caná, Discípulos de Emaús, Jesus servidos pelos Anjos, Marta e Maria com Jesus e nos medalhões dos extremos laterais, as virtudes da Esperança e da Caridade. Banqueta com os instrumentos da paixão esculpidos nos nove medalhões e nas colunas compósitas do primeiro andar estão figuradas as virtudes cardeais, Justiça, Fortaleza, Temperança e Prudência. Na CAPELA DE SÃO PEDRO, retábulo de talha dourada, de planta côncava e um eixo definido por quatro colunas torsas, percorridas por espiras fitomórficas, assentes em consolas. Ao centro, mísula, enquadrada por apainelado dourado, encimado por motivo concheado. A estrutura remata em frontão curvo interrompido, sobre o qual se sentam dois anjos de vulto. Altar paralelepipédico de embutidos com desenhos geométricos relevados, em mármore rosa e branco. OS RETÁBULOS COLATERAIS são semelhantes de talha dourada, de planta côncava e três eixos definidos por quatro colunas torsas, com os terços inferiores lisos e ornados por folhagem, assentes em consolas, as exteriores com duas ordens, as inferiores pétreas, que se prolongam em três arquivoltas, duas torsas e uma côncava, as primeiras cortadas por aduelas de florões, formando o remate. Ao centro, nicho em arco trilobado, com o fundo ornado por folhagem, contendo a imagem do orago. Os eixos laterais, bastante estreitos, são formados por mísulas de acantos, sobrepujadas por baldaquinos. Altar paralelepipédico, de embutidos com desenhos geométricos relevados, rosa e branco. CADEIRAL da capela-mor com espaldar dividido por painéis ornados pelo monograma "AM" encimado por coroa real e remate por sequência de composições fitomórficas, frisos e pequenos espaldares recortados. Sobre este, os ÓRGÃOS em talha dourada, de três castelos, o central proeminente, com flautado, rematado por gelosias em cortina com cartela central em forma de coração em torno da qual se desenvolvem enrolamentos. Os castelos são delimitados por pilastras retangulares, ornadas com motivos fitomórficos. Todo o conjunto é encimado por fragmentos de frontão de volutas com anjos músicos, e ao centro uma mísula apoiada em enrolamentos suportando um anjo músico coroado. Nas paredes laterais da capela-mor, surgem duas INSCRIÇÕES: no lado do Evangelho, em placa de mármore "O S.B.D. Frei Gonçalo de Morais se sagrou em Lisboa em Setembro de 1602 e entrou nesta cidade a 30 de Outubro do mesmo ano", surgindo, na do lado oposto, "Esta capela, retábulo e coro fez S.B.D. Frei Gonçalo de Morais começou no ano de 1606 e acabou-se pela Páscoa de 1610". NO CLAUSTRO, PAINÉIS DE AZULEJOS figurativos, a azul e branco, com as cenas enquadradas por elementos arquitetónicos ornados com enrolamentos, concheados, putti e anjos, baldaquinos com lambrequins e cortinados, tendo a representação de diferentes passagens do Cântico dos Cânticos, acompanhadas de legendas em latim, com a Representação do Despontar da Perfeição, Encontro do Ideal, Felicidade do Encontro, Quietação da Posse, Caminho da Vitória, Prémio Final e Apoteose. No piso superior, painéis de azulejo figurativo, a azul e branco, representando o da ala S. a Alegoria do Ar e o da ala O. a Alegoria da Água. CAPELA DE NOSSA SENHORA DA EXPECTAÇÃO com cobertura em abóbada de berço, tendo, na parede fundeira, o retábulo contornado por pinturas murais. Retábulo de talha dourada, apresentando alguns elementos decorativos em madeira em branco, de planta reta e três eixos definidos por quarteirões, tendo, em cada um, nichos de volta perfeita, o central de maiores dimensões e em abóbada de concha. A estrutura remata em friso, cornija, segmentos de frontões circulares, uma cartela e enrolamentos, sendo ladeada por dois anjos. Altar paralelepipédico de madeira policroma, com elementos decorativos, compostos por finos enrolamentos e motivos florais, marcados a dourado. CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO com as paredes ornadas com painéis brancos com composições flamejantes e concheados assimétricos, tendo cobertura em abóbada de berço. Retábulo de talha policroma a branco com ornatos dourados pontuados de vermelho, de planta reta e três eixos, definidos por colunas ornadas com grinaldas vegetalistas e remate recortado ornado com motivos flamejantes e cabeças de anjo. No eixo central, nicho de perfil recortado com a imagem da padroeira e nos eixos laterais peanhas a sustentar imaginária. Altar em forma de urna. CAPELA DE NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA com as paredes mostrando vestígios de pinturas murais, tendo cobertura em abóbada de berço. Retábulo de talha dourada, de planta reta e três eixos definidos por quarteirões, tendo, em cada um, nichos de volta perfeita, o central de maiores dimensões e em abóbada de concha. A estrutura remata em friso, cornija, segmentos de frontões circulares, uma cartela e enrolamentos, sendo ladeada por dois anjos. Apresenta o brasão dos Homens Carneiros de Vasconcelos e o altar é em forma de urna. CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE OU DE SANTA CATARINA de planta retangular, com acesso protegido por grade, tendo as paredes revestidas a azulejo figurativo, a azul e btanco, com a representação de São Caetano e porta fingida com com degraus, balaústres e corrimão, de acesso à antiga Casa do Cabido (Evangelho), surgindo, no lado oposto, a representação de Santa Catarina. Tem cobertura de madeira em saia-camisa e pavimento em laje de granito, integrando duas sepulturas. Na parede testeira retábulo de talha, de planta côncava e três eixos definidos por pilastras com capitéis coríntios, cada um deles com nichos em arcos de volta perfeita, os laterais com abóbadas de concha, albergando imaginária. A estrutura remata em perfil abatido. Altar paralelepipédico tripartido ornado por pequenos filetes dourados. ESCADA BARROCA com balaustrada contínua em pedraria, embebida na caixa muraria, com portadas que abrem para os vários patamares, rematadas por frontões triangulares e cartelas que terminam em concheados e em enrolamentos. No patamar superior, janelas encimadas por fragmentos de frontões curvos, cujo tímpano é constituído por cartela circular. Portada de acesso ao segundo piso do claustro encimada por frontão curvo interrompido apoiado sobre arquitrave ornada com brincos e que se apoia sobre um friso com triglifos e métopas e que por sua vez se prolonga por todo o compartimento. A composição que coroa a portada repete-se nos outros panos do compartimento. CAPELA DE SÃO VICENTE com paredes rebocadas e pintadas de branco, percorridas por painéis de azulejos figurativos, a azul e branco, com representação no centro, de um Pelicano na parede fundeira e de uma Fénix na parede S., no interior de cartelas valorizadas por enquadramentos arquitetónicos e encimadas por um querubim coroado. Tem cobertura em abóbada de berço com caixotões de pedra e pavimento lajeado com inscrição no acesso à cripta do Panteão Episcopal, com a inscrição: "Esta sepultura mandou fazer o Bispo D. Frei Gonçalo de Morais para enterramento dos Bispos deste Bispado: e a 20 de Março de 1614 foram trasladados a ela: os Bispos D. Jerónimo de Menezes, D. Frei Marcos, D. Simão de Sá, D. Rodrigo Pinheiro e D. Julião; e se fez um ofício muito solene e ouve sermão; e o Bispo D. Frei Gonçalo disse a Missa em Pontificial; e nele foi na Procissão da trasladação e ouve grande acompanhamento de gente". Na parede fundeira, tribuna de talha dourada, assente em arco abatido, também de talha, com marmoreados e decorado por volutas, albergando grande órgão fingido. Nas paredes laterais, cadeiral de bancos corridos, com espaldar dividido por quarteirões que enquadram cinco baixos-relevos, representando cenas do Antigo Testamento - a Expulsão do Paraíso, a Aparição dos Três Anjos a Abraão, o Sacrifício de Isaac, José junto ao poço e Moisés diante da Sarça-ardente -, surgindo, no lado oposto, cenas do Novo Testamento - a Aparição do Anjo aos Pastores, o Encontro de Herodes com os Magos, o Menino entre os Doutores, a Última Ceia e Pentecostes. Na parede testeira, retábulo em talha dourada, de planta reta e três eixos definidos por colunas com fustes estriados, que suportam as arquitraves do remate. Ao centro, tribuna em arco de volta perfeita, com imaginária, e, sob esta, sacrário. Nos eixos laterais, peanha com imaginária. Altar em forma de urna com as armas de D. João Rafael de Mendonça no frontal. SACRISTIA DO CABIDO com paredes e cobertura em abóbada de berço quebrado, em cantaria, sustentada por arcos torais de faces lisas que se apoiam em consolas, pintadas cenograficamente com pintura mural, com quadratura procurando integrar a arquitetura real na composição de arquitetura ilusionista. Na parede do topo S., janelão semi-circular com grades de ferro e dois retangulares num registo inferior, a ladear retábulo. Pavimento de mármore rosa e branco formando losangos. Retábulo de talha dourada, de planta reta e um eixo definido por pilastras ornadas com enrolamentos nas abas laterais. Possui nicho, albergando imaginária e remata em estrutura de perfil abatido, decorado por lambrequins, encimado por composição de enrolamentos, segmentos de frontão e anjos. Altar paralelepipédico assente em dois balaústres, em mármore policromo rosa, branco e negro. Na parede do topo N., entre as portas que acedem ao braço do transepto, monumental relógio envolvido por composição em talha dourada que se prolonga num registo superior, envolvendo tela da Sagrada Família. No centro, duas mesas de mármore rosa, e adossados às paredes dois lavabos com espaldar enquadrado por quarteirões, com bicas carrancas ao centro, rematado por frontão curvo interrompido, por composição elevada, ladeada por anjos, e inferiormente taça gomada assente em mísula. O mobiliário é composto por dois armários, embebidos na parede e quatro arcazes em pau-preto, formando pares de diferentes dimensões, rematados por enquadramentos de talha dourada onde se inserem dez pinturas com cenas bíblicas, suspensas nas paredes, envolvidas por molduras. CAPELA DE SÃO JOÃO EVANGELISTA de planta hexagonal, com acesso por arco de arestas em chanfro que se apoia sobre impostas salientes e colunelos. Tem teto de madeira, sendo ainda visíveis colunas com moldura anelar que sustentaram o peso da primitiva abóbada, e pavimento lajeado com duas sepulturas rasas com inscrições: "Aqui jaz António de Paz Cavaleiro de Avis e Administrador que foi desta capela" e "Aqui jaz Simão Gomes cidadão desta cidade sogro de António Paz Administrador que foi desta capela". Na parede testeira, arcosólio quebrado e ligeiramente abatido, sustentado por colunas geminadas com capitéis vegetalistas, albergando a arca tumular de João Gordo. Esta apoia-se sobre quatro leões, apresentando no frontal uma Última Ceia, em que cada uma das personagens ocupa uma edícula de um cadeiral gótico de espaldares trilobados. Na testeira inferior, um Calvário e na cabeceira a Coroação da Virgem. Estátua jacente, bastante mutilada, com a cabeça amparada por dois anjos, sobre uma almofada e aos pés encostam-se a animais domésticos. ANTECABIDO com escadaria de acesso, de vários lanços e patamares, decorados por silhares de azulejo, composto por treze painéis de azulejos figurativos, a azul e branco, delimitados por molduras com motivos florais estilizados, retratando cenas campestres.Encontrase rematada por pequena urna sustentada por quatro grandes enrolamentos. A sala apresenta janela de peitoril, que abre para o segundo piso do Claustro, e portal de acesso à SALA DO CAPÍTULO, de lousa e mármore rosa, enquadrado por colunas estriadas, com o primeiro terço ornado por cartelas circulares que enquadram motivos florais e com capitel compósito, sustentando arquitrave, sobre a qual, nos extremos, se elevam fragmentos de frontão de volutas e ao centro, espaldar recortado com cartela com inscrição. Possui a inscrição em cartela oval de mármore branco: "TRANSTULIT HUC SOLIUM CONCORS SAPIENTIA; DIGNAM NACTA AULAM, IMPERIO NOBILIORE REGET ANNO 1722". A Sala tem as paredes percorridas por silhares de azulejo figurativo, a azul e branco, com cenas de caça, envolvidas por cartelas com enquadramentos arquitetónicos, enrolamentos, motivos fitomórficos e putti. Tem pavimento de madeira e teto em masseira com caixotões, com molduras ornadas por rosas e florões de talha dourada. Os painéis apresentam pintura sobre tala com temática alegórica, seguindo os modelos da Iconologia de Cesare Ripa e sendo alusivas às funções e responsabilidades do Cabido. Representam São Miguel a vencer o Demónio, A Autoridade, A Liberdade, O Sigilo, A Concórdia, O Prémio, A Clemência, A Sapiência I, A Prudência, A Justiça Divina, A Sapiência II, A Verdade, A Caridade, O Mérito e A Solicitude. Em cada painel surgem transcritos na base, em dísticos, versículos bíblicos alusivos à cena. Tem três grandes janelas de sacada, ornadas com sanefas em talha dourada, e na parede oposta duas falsas portas almofadadas encimadas também por sanefas, a ladear retábulo de talha dourada, de planta reta e um eixo definido por colunas torsas ornadas com motivos vegetalistas, contendo nicho com imaginária. Remata em arquitrave com lambrequins e borla, sobre a qual surge frontão interrompido por cartela envolvida por enrolamentos e motivos fitomórficos. Banco profusamente relevado com querubim ao centro. Ao sotobanco encosta-se altar reto de construção recente. No extremo da sala, porta de acesso ao CARTÓRIO com paredes percorridas por silhares de azulejos figurativos, a azul e branco, com a representação das Quatro Estações, identificadas pelos atributos iconográficos da Iconologia de Cesare Ripa. As alegorias surgem em cartelas ovais envolvidas por túrgida composição arquitetónica, compostas por enrolamentos, motivos fitomórficos, concheados e putti.

Utilização Inicial

Religiosa: catedral

Utilização Actual

Religiosa: catedral / Religiosa: igreja paroquial / Cultural: museu

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

DRCNorte, Portaria n.º 829/2009, DR, 2.ª série, n.º 163 de 24 agosto 2009 / Afeto ao culto, Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa, 1940, artigo 6.º

Época Construção

Séc. 12 / 13 / 14 / 15 / 16 / 17 / 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETOS: Baltazar da Silva Castro (atr.,1927-1949); Domingos Lopes (1682); Fernando Távora (1989); Nicolau Nasoni (séc. 18). CARPINTEIROS: António Simões (1537-1539); Bartolomeu Duarte (1571); Bastião Gonçalves (1546); Cristóvão Martins (1553); Francisco Teixeira (1546); Gonçalo Jorge (1548, 1550, 1583); Jácome de Carvalho (1574); João Anes (1545); Manuel André (1537-1539); Miguel Gonçalves (1574); Pêro Anes (1579). DESENHADOR: Pantaleão da Rocha Magalhães (1678). EMPREITEIROS: Agostinho Rica Gonçalves; António Domingues Esteves; Carlos Moreira; Domingos Soares Carneiro; Francisco da Silva Santos; João Baptista Antunes; Saúl Domingues Esteves. ENGENHEIROS: Paulo Lourenço (séc. 20); Vasco Freitas (séc. 20); Vítor Abrantes (séc. 20); ENSAMBLADORES: António Moutinho (1700); Manuel da Costa (séc. 17); Manuel da Cruz (séc. 18); Miguel Marques (séc. 17); Manuel Vieira (1673); Pantalião da Afonseca (séc. 18), Valério da Silva (1700). ENTALHADORES: Ambrósio Monteiro (séc. 18); André Siciliano (1537-1539); António Gomes (séc. 17); António Simões (1537-1539); Caetano da Silva Pinto (séc. 18); Domingos Nunes (1682); Filipe Silva (séc. 18); Garcia Fernandes Oliveira (séc. 18); Luís Pereira da Costa (1726-1727); Manuel do Couto e Azevedo (séc. 18); Miguel Francisco da Silva (1727); Salvador Martins (1718); Santos Pacheco (1727). ESCULTORES: António de Almeida (1664); Claude Laprade (séc. 17); Domingos da Rocha (1719); Domingos Lopes (1678); João de Miranda; Manuel Carneiro Adão; Mestre Pêro ou Pedro (séc. 16); Teixeira Lopes, Pai (séc. 19). FUNDIDOR: Manuel Ferreira Gomes (1719). LADRILHADORES: João Alves de Sá (séc. 18); João Neto da Costa (1719-1720). MESTRES-DE-OBRAS: Soeiro Anes (1184). ORGANEIROS: António José dos Santos (1869); Georg Jann (1983); Heitor Lobo (1537-1538); Padre Manuel Lourenço da Conceição (1719); Teodoro Hensberg (1738). OURIVES: Bartolomeu Nunes (1639-1671); Domingos de Sousa Coelho (1739); Manuel Barbosa; Manuel de Sousa Amaral (1654); Manuel Gomes; Manuel Guedes (séc. 17), Manuel Sá Sousa Amaral; Manuel Teixeira (1639); Pedro Francisco Francês. PEDREIROS: António da Costa (séc. 18); António da Costa, filho (séc. 18); António Pereira (séc. 16); Domingos Pinto (séc. 18); Francisco Fernandes (1576); João Pereira dos Santos (1717-1719); Manuel do Couto (séc. 18); Manuel Ferreira (séc. 18); Marcos Rodrigues de Novais (séc. 18); Sebastião Fernandes (1719). PINTORES: António de Araújo (1552); Bastião Morais (1537); Reimão de Armas (1544-1557). PINTORES DE AZULEJO: António Vital Rifarto (1727-1738); Valentim de Almeida (1729-1730). PINTORES - DOURADORES: Augusto Tavares; Carlos António Leoni; João Baptista Pachini (1720-1721); José Salutim; Luís Correia (1725); Manuel Correia (1682); Manuel de Castro (1579); Manuel Ferreira (1678); Manuel Ferreira e Sousa (1727); Manuel Leão (1731); Manuel Pinto Monteiro (1725); Mateus Nunes de Oliveira (1685). VITRALISTA: Ricardo Leone (séc. 20).

Cronologia

572-589 - instalação do primeiro Bispo em Portucale, após a transferência da sede episcopal da paróquia de Magnetum (Meinedo, Lousada) para o Porto; construção de uma primeira igreja; 716 - as invasões muçulmanas interrompem a atividade da Diocese; 868 - a diocese é restaurada; 977 - as investidas de Almançor originam nova interrupção; séc. 11 - construção da antiga Sé, situada a S. da atual, de que subsistirá um capitel; 1025 - o Bispado é recuperado; 1085 - as funções episcopais são exercidas por D. Pedro, Arcebispo de Braga; 1113 - 1114 - D. Hugo é nomeado Bispo do Porto, restabelecendo-se o bispado, após uma sede vacante de vinte e sete anos; 1120, 18 abril - D. Teresa doa o burgo portuense e um vasto território a D. Hugo e seus sucessores; séc. 12, final - início da construção da Sé, com o bispo D. Fernão Martins Pais; 1184 - Mestre Soeiro Anes, responsável pelos capitéis e fachada, é recompensado no testamento do bispo; 1271 - legado testamentário de D. Afonso III para a construção; séc. 14, 1.º terço - conceção do túmulo de João Gordo; 1348 - a Inquirição de D. Afonso IV faz referência à existência da pequena ermida; 1385 - o Bispo D. João III oferece mil pedras lavradas para o Claustro Gótico; 1387, 14 fevereiro - casamento de D. João I e de D. Filipa de Lencastre na Sé; 1406 - a cidade do Porto passa a senhorio da Coroa; 1496-1505 - construção do alpendre de São João, atribuível a António Pereira; execução do retábulo-mor, encomendado pelo bispo D. Diogo de Sousa, que doa um pontifical e dois frontais para o altar; 1502 - 1567 - a primeira sede da Santa Casa da Misericórdia do Porto está instalada na Capela de Santiago no Claustro Velho; 1523 - obra do Sino Jerónimo com um diâmetro de 1,30cm; 1537 - 1539 - construção do coro-alto em madeira, por André Siciliano e António Simões a mando de D. Baltazar Limpo; 1537, 06 junho - pintura da imagem de Nossa Senhora, por Bastião Morais, morador na rua do Cimo da Vila; 1537 - 1538 - execução do órgão por Heitor Lobo, por 150$000; 1545 - feitura dos assentos da capela-mor por João Anes, do Porto; 1546 - execução do armário do coro por Bastião Gonçalves; 1540 - referência ao pequeno órgão do presépio que estaria na Capela de Nossa Senhora do Presépio; 1542 - obra do Sino de Santa Bárbara; 1544, setembro - 1557, 3 fevereiro - limpeza e douramento do retábulo-mor, pelo pintor Reimão de Armas; 1548, março - guarnição do altar do retábulo-mor por Gonçalo Jorge; 1552 - pintura e douramento das grades, cobertura e armário do batistério e do altar do coro, por António de Araújo; 1553 - execução de quatro tocheiros por Cristóvão Martins; 1574 - feitura do guarda-voz do púlpito por Miguel Gonçalves, tendo sido acrescentada uma roda por Jácome de Carvalho; 1557, 05 junho - conclusão do zimbório que remata o cruzeiro; 1574 - a construção do Alpendre de São João é confiada a Bartolomeu Duarte; 1576 - Francisco Fernandes é contratado para construir os seus esteios e arcos; 1582 - 1591 - construção da Capela de São Vicente e da primitiva Casa do Cabido; 1579 - feitura de um tocheiro para o círio pascal por Pêro Anes, dourado por Manuel de Castro; 1606 - 1610 - construção da capela-mor substituindo-se a primitiva abside e charola, sendo dotada com retábulo e cadeiral; 1614, 20 fevereiro - são trasladados os restos mortais dos bispos portuenses para a cripta que está sob a Capela de São Vicente, obra de D. Frei Gonçalo de Morais; 1632 - 1641 - construção do primeiro andar da estrutura escalonada do Altar de Prata da Capela do Santíssimo, por Manuel Guedes; 1639 - conclusão do segundo nível do Altar de Prata, por Manuel Teixeira e Manuel Gomes; 1639 - 1671 - construção da galeria superior do claustro; 1647 - conclusão do terceiro andar do Altar de Prata, por Manuel Guedes e Bartolomeu Nunes; séc. 17, meados - colocação na capela-mor do órgão do lado do Evangelho; 1654, 14 janeiro - ajuste com o ourives Manuel de Sousa Amaral para a execução de duas figuras de prata, representando Henoc e Noé, para o sacrário do Altar de Prata, pela quantia de 50$000; 1664 - execução dos modelos para a imaginária de Moisés e Araão para o Altar de Prata, pelo escultor António de Almeida; 1665 - execução de Moisés e Araão pelo ourives Manuel Sousa Amaral; 1666 - elaboração das figuras de São Pedro e São Paulo para o Altar de Prata por Manuel Barbosa, segundo modelo do Padre Sebastião Dinis da Fonseca; 1673, 11 fevereiro - contrato com Manuel Vieira para a feitura de duas grades; 1676 - 1682 - conceção do frontal de altar do Altar de Prata por Pedro Francisco Francês; 1678, 12 maio - contrato de execução do sepulcro pelo escultor Domingos Lopes, conforme desenho do padre Pantaleão da Rocha Magalhães; 22 novembro - douramento do sepulcro por Manuel Ferreira; 1679 - 1682 - execução da banqueta do Altar de Prata; 1682, 19 janeiro - contratos da obra de talha, douramento e pintura de 6 retábulos, a executar por Domingos Nunes, 20 janeiro - Domingos Lopes toma três dos seis retábulos contratados por Domingos Nunes; 30 dezembro - contrata a obra de pintura dos retábulos Manuel Ferreira, que a confiou a Manuel Correia; 1683 - D. Fernando Correia de Lacerda manda fazer oito painéis para os retábulos; 1685, 14 abril - contrato com Mateus Nunes de Oliveira para a feitura do espaldar do cadeiral do coro; 1700 - ampliação da estrutura da Sacristia do Cabido durante o bispado de D. Frei Gonçalo de Morais; 1700, 19 julho - obra de três arcazes e dois armários da sacristia do Cabido, contratada por Valério da Silva e António Moutinho; séc. 18 - execução do presépio; 1701 - contrato das obras de pintura e douramento da talha da Sacristia do Cabido, por Manuel Pinto Monteiro; 1707 - 1708 - obras de ampliação da Capela do Santíssimo Sacramento; 1709, 11 abril - estabelecimento dos primeiros contratos com os mestres pedreiros com vista à construção da Casa do Cabido; 29 abril - estabelecimento dos contratos com os mestres carpinteiros para a mesma; 1717 - 1741 - período de Sede Vacante responsável por uma das maiores transformações da Sé, tanto exterior como interior; 1717 - 1719 - construção da Casa do Cabido, sob orientação de João Pereira dos Santos; 1717, 22 março - estabelecimento dos segundos contratos com os mestres pedreiros para a construção da Casa do Cabido; 1717 - 1729 - construção do retábulo-mor por Miguel Francisco da Silva; 1717, março - ajuste da obra do teto da Sala Capitular; 1718 - pagamento da obra de talha do teto da Sala do Capítulo a Salvador Martins, compreendendo os florões e rosas de talha que o decoram; 1718, 09 agosto - 1719, 12 janeiro - Luís Pereira da Costa executa o retábulo e as sete sanefas da Sala do Capítulo, por 61$000; 1719 - António Pereira chega à Sé do Porto como "Mestre de Estuques da Sé do Porto"; obra do Crucifixo do retábulo da Sala do Capítulo da autoria de Domingos da Rocha; obra do Sino de Santa Ana por Manuel Ferreira Gomes; 1719, 01 março - contrato com o Padre Manuel Lourenço da Conceição para a execução de um novo órgão para o coro-alto, reaproveitando o antigo, pela quantia de 4 mil cruzados; 1719, 20 maio - é paga a quantia de 70$00 a Sebastião Fernandes, Manuel Ferreira, Manuel do Couto e Marcos Rodrigues de Novais, para a execução da casa dos foles do órgão do coro-alto e escada da torre; 1719 - 1720 - empreitada de quinze painéis do teto da Sala Capitular, executados por João Baptista Pachini; 1719, agosto - 1720, janeiro - pagamentos a João Neto da Costa pelo assentamento dos azulejos do Antecabido e da Sala do Cabido; 1719 - 1726 - execução do órgão e do novo coro-alto em pedra feito para implantar o mesmo; 1720, 27 abril - 1721, 22 fevereiro - João Baptista Pachini recebe o pagamento pelos painéis de São Pedro e São Paulo que se encontravam sobre as capelas do transepto; 1722 - conclusão do atual portal segundo inscrição existente; obra da primitiva mesa da Sala do Capítulo *1; 1725 - estaria concluída a empreitada de revestimento a estuque do interior da Sé; douramento do órgão do coro-alto por Manuel Pinto Monteiro e Luís Correia; novembro - Nicolau Nasoni vem trabalhar para as obras da Sé, por intermédio de D. Jerónimo de Távora e Noronha; 1725 - 1726 - execução de quatro imagens para as varandas do órgão, pelo Mestre Manuel Carneiro Adão; 1726 - é desmantelado o retábulo-mor maneirista; a casa dos foles está em construção; acrescento de registo e ecos no órgão do coro-alto; 1726, 08 junho - 1727, 24 novembro - Garcia Fernandes de Oliveira recebe pagamentos pelas obras de talha que realizou para a capela-mor, tais como remates, sanefas e grades; 1726 - Luís Pereira da Costa recebe pagamentos pelo modelo da cadeira que fez para o cadeiral da capela-mor; 1727 - Manuel Ferreira e Sousa recebe "por conta dos painéis de São Pedro e São Paulo" que substituíram os de Pachini; pagamentos a António Vital Rifarto pelos azulejos do Claustro Superior; execução do atual retábulo-mor por Miguel Francisco da Silva e Luís Pereira da Costa, segundo desenho de Santos Pacheco; 1727, 22 fevereiro - 1733, 16 maio - pagamento dos dois órgãos da capela-mor ao Padre Manuel Lourenço da Conceição, sendo substituído o que existia no lado do Evangelho; 1727, 04 março - 1728, 20 janeiro - pagamento das caixas dos órgãos da capela-mor a Luís Pereira da Costa; 1729 - conceção das quatro imagens de madeira do retábulo-mor, por Claude Laprade; obra do Sino Balão, o maior sino da Torre N. *2; 1729 - 1730 - pintura dos azulejos do Claustro por Valentim de Almeida; 1729 - 1731 - douramento do retábulo-mor; 1730 - as quatro imagens do retábulo-mor são estofadas e douradas por João Salutim; obra da caixa de órgão fingido da Capela de São Vicente; 1731 - conceção dos frescos da capela-mor por Nicolau Nasoni, segundo inscrição existente; incêndio na Sacristia do Cabido, sendo destruídas as pinturas de brutesco, executadas por Manuel Leão e Mateus Nunes de Oliveira; 1733, 10 setembro - Vital Rifarto compromete-se com o Cabido a assentar diversos conjuntos de azulejos, tanto no Claustro Superior como na Sala do Cartório; 1734 - Carlos Antoni Leoni pinta duas telas para a Sacristia do Cabido, com a representação do "Casamento da Virgem" e das "Bodas de Canãa"; fevereiro - obras de talha da Sacristia do Cabido por Miguel Francisco da Silva; 1736 - obra de Nasoni para a Galilé e Escada Barroca; 1738 - conceção dos painéis azulejares da Capela de São Vicente, por António Vital Rifarto; obra do Sino do Senhor Fora; Teodoro Hensberg conserta e aumenta um dos órgãos da capela-mor; 1739, 10 julho - contrato com o ourives Domingos de Sousa Coelho para a realização da obra em prata para a Confraria do Santíssimo Sacramento; 1742 - obra das pilastras que enquadram o sacrário do Altar de Prata; 1766 - conceção da imagem de São João Nepomuceno; 1771 - 1793 - o retábulo da Capela de São Vicente no bispado de D. João Rafael Mendonça; 1793 - restauro das pinturas da Sacristia do Cabido da autoria de Nicolau Nasoni, usando a mesma linguagem do artista; 1841 - obra do Sino da Sylvia; 1849, 01 agosto - 19 setembro - o corpo de Carlos Alberto, rei da Sardenha, está depositado na Capela de São Vicente; 1855 - a imagem de Nossa Senhora de Vandoma é trasladada para a Capela de São Vicente, após a demolição do Arco de Vandoma; 1869 - o órgão do lado da Epístola da capela-mor é reconstruído por António José dos Santos; 1904 - obra do Sino ferial; 1921, 05 julho - o Bispo D. António Barbosa Leão reclama a necessidade de se fazerem algumas reparações urgentes na Sé; 1925 - as obras que estão a ser realizadas são interrompidas por falta de verbas; 1927 - é retomada a intervenção; 1934 - Artur de Magalhães Basto revela a documentação que confirmou ter existido uma cabeceira em charola; o Cabido solicita à DGEMN que intensifique as obras no interior da Igreja para se poder passar a exercer o culto; são cedidas ao Museu Municipal do Porto diversas peças de lapidária procedentes das obras, com exceção das peças que pertenceriam ao pórtico primitivo, que se pensavam necessárias para o restauro; conceção dos painéis de azulejo da Galilé por João Alves de Sá; 1935 - o Cabido critica o facto de se pretender realizar um conjunto de demolições na zona dos anexos da parte posterior da capela-mor; encomenda a Ricardo Leone dos vitrais para a rosácea e frestas das naves; 1939, 01 junho - apresentação do Projeto de Melhoramentos do Bairro da Sé, da autoria do Arquiteto Arménio Losa, que propunha a demolição do casario fronteiro à Sé com vista à abertura de uma grande esplanada monumental; 1940 - a CMP promove demolições e o arranjo urbanístico do Bairro da Sé criando um grande Terreiro fronteiro à Sé e Paço Episcopal; 07 julho - inauguração das obras de restauro realizadas pela DGEMN *3; 1943 - António Filomeno da Rocha Carneiro propõe a reconstituição da cabeceira românica primitiva da Sé no âmbito de uma prova para o "Concurso de Projeto de Arqueologia" do curso de Arquitetura da Escola Superior de Belas-Artes do Porto; 1948 - início das demolições do Largo do Corpo da Guarda; 1951, 08 março - danos provocados pela queda de uma faísca na torre S.; 1954 - a CMP promove a demolição de casas na Calçada de Vandoma, fronteiras à fachada lateral da Sé; 1964, março - descoberta na capela-mor da pintura mural de Nicolau Nasoni; maio - descoberta da arcada cega da Capela de São Pedro; 1966 - o Cabido propõe a adaptação aos novos preceitos litúrgicos decorrentes do Concílio do Vaticano II, tendo sido colocada uma mesa de altar no cruzeiro; 04 março - a Fundação Calouste Gulbenkian contacta a DGEMN relativamente ao seu interesse em promover o restauro dos órgãos da Sé; 1970, outubro - já se encontram em Portugal as peças dos órgãos restauradas pela empresa holandesa Flentrop-Orgelbouw N.V.; 1980, 08 dezembro - primeira referência assinalando a intenção de colocar um novo órgão no coro-alto; 1981 - o Coro da Sé Catedral do Porto assume a responsabilidade pela construção do novo órgão; 1982, 23 abril - é constituída uma comissão executiva para aquisição do órgão, formada pelos responsáveis do Coro da Sé, do Seminário Maior, do Concelho de Leigos da Diocese, da Associação Comercial, da Associação Industrial, da Fundação Engenheiro António de Almeida e da Juventude Musical Portuguesa; 11 agosto - pelo Decreto-Lei n.º 318/82, o edifício é afeto ao Instituto Português do Património Cultural (IPPC); 1983, 22 julho - celebração do contrato entre o Cabido, na pessoa de Monsenhor Miguel Estêvão Faria de Sampaio e a firma Orgelbaumeisterbetrieb Georg Jann de Regensburg (AllKofen), da Alemanha, na pessoa de Georg Jann, para a feitura do órgão; 1984 - a imagem de Nossa Senhora de Vandoma é colocada no retábulo colateral do lado do Evangelho, até então denominado de Altar do Senhor do Além; 1985 junho - agosto - instalação do novo órgão de tubos; 19 outubro - inauguração do órgão; dezembro - o mau tempo faz aluir parte do terreiro e morro da Sé; 1989 - projeto de instalação do Museu do Tesouro da Catedral da autoria de Fernando Távora; 1992 - protocolo de cooperação entre o IPPC e o Cabido da Sé para a realização da obra da futura Sala do Tesouro; 01 junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei 106F/92, DR, 1.ª série A, n.º 126; 1996 - inauguração do Museu do Tesouro da Sé; 2002 - inauguração do restauro da sacristia do Cabido.

Características Particulares

A Sé do Porto surge como um monumento experimental ao nível da adoção de uma série de elementos artísticos e estruturais inovadores que, ao serem adotados ao longo dos seus oito séculos de existência, vão ser exemplo para toda uma área de influência, cidade do Porto e Norte do País. Assim, a Sé foi um dos primeiros exemplos portugueses a empregar arcobotantes para sustento do peso da abóbada da nave central. A influência da região francesa do Limousin, que se manifestou no emprego muito particular na decoração dos vãos com toros diédricos e capitéis sem imposta, disseminou-se a partir deste monumento por toda a região da bacia do Douro. A linguagem do barroco joanino, com claras influências do barroco romano e dos esquemas propostos por Andrea Pozzo, e que foi introduzida na cidade do Porto com o retábulo-mor da Sé, inspirou e influenciou toda a região norte (FERREIRA-ALVES, N.M., 2001). A Sé do Porto surge, no panorama da História da Arte Portuguesa, como sendo um monumento construído seguramente na segunda metade do séc. 12. Deve-se a esta época a construção da sua primitiva cabeceira românica, desmantelada para ser substituída pela atual, maneirista. Esta cabeceira apresentava características muito particulares, normalmente adotadas nas igrejas de peregrinação: era composta pela capela-mor, rodeada de charola com três capelas radiantes, que seriam certamente poligonais, dedicadas à invocação do Salvador, São Jerónimo e Santa Margarida, e dois absidíolos poligonais, dos quais ainda subsiste um, ainda com vestígios da sua decoração original, a Capela de São Pedro, com arcada cega em pedraria. Sobre o deambulatório havia uma galeria coberta, que ajudava a sustentar o peso da alta abóbada da nave central, onde existia um órgão, à qual se acedia por escada em caracol, que segundo Domingos de Pinho Brandão ainda existe entaipada por detrás do Altar de Nossa Senhora da Silva. Deste deambulatório superior permanecem como vestígio os arcos entaipados que ladeiam o arco triunfal. A abóbada polinervada do cruzeiro que embora já seja coeva da arquitetura manuelina, não adota contudo a sua linguagem decorativa. No Claustro Velho e na Capela de São João Evangelista com as suas finas colunas que sustentavam a primitiva abóbada, surgem arcosólios quebrados, destacando-se o sarcófago com jacente de João Gordo em que se verifica ainda a adoção de elementos arquitetónicos góticos nas composições que decoram as faces do sarcófago como, por exemplo, na representação da "Última Ceia" em que cada uma das personagens ocupa uma edícula de um cadeiral gótico de espaldares trilobados. Há que destacar, ainda, a clara influência Coimbrã que se manifesta na traça e estruturas originais deste Monumento: o claustro gótico não só é o último da série iniciada pelo Claustro da Sé-Velha de Coimbra (MONTEIRO, M., 1954), como também as formas arquitetónicas da fachada principal da igreja foram na sua origem muito semelhantes às da Sé Velha, facto corroborado pela ligação de Mestre Soeiro Anes a ambas as fábricas arquitetónicas, apesar da fachada portuense ter sido concluída mais tardiamente, recebendo já influências góticas (REAL, 1984), de que é exemplo a rosácea. A Sé é ainda um exemplo elucidativo para a historiografia da arte portuense do constante debate em torno das atribuições de riscos a Nicolau Nasoni e a António Pereira - a autoria do risco da Galilé, da escada barroca que liga o Claustro Gótico ao Claustro Superior, com um jogo de escadas de lanços convergentes e divergentes, das portadas da Capela-mor ou das do Claustro são matéria para este debate devido à inexistência de provas documentais que comprovem a sua autoria. Muito embora se deva a Robert Smith a atribuição destes elementos a Nasoni, por analogia estilística, o avançar das investigações e a revelação de novos dados documentais que designam António Pereira de "arquiteto das obras da sé" têm vindo a pôr em causa esta teoria. Capela do Santíssimo Sacramento, capela-mor e sacristia do Cabido marcadas pelo recurso aos mármores policromos formando motivos geométricos e a linguagem decorativa da capela-mor com mármores policromos e pintura a têmpera nos paramentos, para além de elementos de talha e de mobiliário característico do barroco. Possui vários painéis de azulejo a azul e branco, joaninos, com cenas alegóricas, inspiradas nas gravuras de Cesar Ripa, e do Cântico dos Cânticos. Os elementos rococós identificáveis são poucos e encontram-se no retábulo da Capela de Nossa Senhora da Conceição onde são utilizados motivos decorativos flamejantes e concheados assimétricos. O mesmo acontece com os elementos neoclássicos que se limitam à mesa de altar com finos motivos florais e enrolamentos, conjugando o branco e o dourado, do retábulo da Capela de Nossa Senhora da Conceição.

Dados Técnicos

Estrutura mista (na Igreja descarregando as coberturas o seu peso em volumosos pilares, assim como em arcobotantes e contrafortes).

Materiais

Estrutura de granito aparente ou rebocada e pintada e de madeira em coberturas; granito do Porto (de duas micas, com predomínio da moscovite sobre a biotite, de grão médio, por vezes ligeiramente orientado); calcário de Portunhos no sarcófago com jacente de João Gordo; mármore em pavimentos, frontais de altar, paramentos, ornamentos de portadas, pia baptismal e pias de água benta, mesas e lavabos da Sacristia do Cabido; lousa em pavimento do claustro e portadas; bronze nas grades e baixo-relevo do baptistério e na grade da capela-mor; azulejos na Galilé, no claustro gótico, Capela de São Vicente, Antecabido, Sala Capitular e Cartório; madeira nos retábulos, mobiliário e imaginária; estuque trabalhado na Capela do Santíssimo Sacramento, sacristia paroquial e baptistério; telha estilo nacional nas coberturas do cruzeiro, Casa do Cabido, Capela de São Vicente e caixa da Escada Barroca; telha romana na capela-mor; vidro em janelas, capelas do Claustro Gótico.

Bibliografia

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Lisboa: Associação Portuguesa de Historiadores de Arte. Novembro 2004, n.º 2; BRANDÃO, Domingos de Pinho - Órgãos da Sé do Porto e actividade de organeiros que nesta cidade viveram. Porto: Coro da Sé Catedral, 1985; BRANDÃO, Domingos de Pinho - Obra de talha dourada, ensamblagem e pintura na cidade e na Diocese do Porto. Porto: Diocese do Porto, 1984 - 1987, 4 vols.; COELHO, Sofia Thenaisie - A Cidade em Suspenso. Projectos em torno da Sé do Porto (1934 / 2001). Coimbra: 2001; COUTINHO, B. Xavier - Nótulas para a História da Sé do Porto. Porto: Fernando Machado, 1965; História do Porto. Porto: 1986; CRUARB (coord.) - Porto Património Mundial. Porto: Câmara Municipal do Porto, 1996 a 2001, 3 vols.; FERREIRA, José Augusto - Porto. Origens Históricas e seus principais Monumentos. Porto: 1928; FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime - «Elementos para a História Artística da Sé do Porto nos séculos XVII e XVIII. Nótulas sobre algumas obras (1665 - 1709)». 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Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DREMN/DM - Arquivo óptico; AHMP: Material Iconográfico; Centro de Documentação de Urbanismo e Arquitectura da FAUP: desenho de [António Filomeno da] Rocha Carneiro, assinado e datado de "Julho 943" (s/ cota); AHMOTH: 173c PORTO, século XX, Cópia (Colecção de Desenhos Avulsos do MOPTH); Arquivo do extinto CRUARB - CMP: fontes iconográficas; Serviço de Manuscritos e Reservados da BPMP: Edifícios do Porto em 1833, Álbum de Desenhos de Joaquim Cardoso Vitória Vilanova. Manuscrito 1479

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DREMN/DM - Arquivo óptico, DGEMN/DREMN: Livro 190; Livro 190/A; Livro 190/B; AHMP: Colecções Postais, Arquivo Guilherme Bonfim Barreiros; Arquivo de Fotografia do Porto - CPF/MC: Colecção Casa Alvão; Serviço de Manuscritos e Reservados da BPMP: Catálogo de Postais Ilustrados Antigos

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DREMN - Processo Administrativo da Sé do Porto, Expediente nº25 (1921 a 1923), P.1 a P.6 (Anos de 1927-2001); DSID: Processo de Obras da Sé do Porto, 1854, 1855 e 1856; Processo Administrativo da Sé do Porto, 1857; Processo Administrativo da Sé do Porto, 1858 (zona de protecção); Arquivo do extinto CRUARB - CMP: Dossier "Freguesia da Sé"

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1540, 28 maio - pagamento a Heitor Lobo pelo conserto dos órgãos; 1546 - conserto da ombreira do altar do coro, por Francisco Teixeira; 1548, março - renovação e remendo das cortinas do retábulo-mor; 1550 - arranjo do retábulo de São Gonçalo e um dos da charola por Gonçalo Jorge; 1553 - arranjo da pia batismal por Reimão de Armas; 1558 - reforma do órgão do coro-alto por Heitor Lobo, com introdução das "doçainas, charamelas e orlos"; 1564, 05 setembro - conserto dos órgãos por Heitor Lobo; 1571, 24 agosto - Heitor Lobo conserta os órgãos; 1583, outubro - conserto dos tocheiros por Gonçalo Jorge; 1587 - Ambrósio de Ponte afina os órgãos; 1631 - remodelação do Sino Jerónimo; 1729 - remodelação do Sino Jerónimo; 1769 - remodelação do Sino de Santa Bárbara; 1859 - restauro das pinturas de Nasoni da Sacristia do Cabido; DMN: 1922 - aprovação do orçamento para reparação dos telhados e outras obras na Sé e anexos, e do orçamento retificado para demolição da empena entre as torres; 1926 - orçamento retificativo para o assentamento de lousa no claustro; 3ª Repartição da Direcção-Geral de Belas-Artes: 1927 / 1935 - obras no exterior; 1927 - demolição da empena e da casa do sineiro entre as torres; 1928 - demolição da parede que oculta as ameias primitivas e da armação do telhado entre esta e a parede original (extradorso da nave N. e nave central); demolição da alvenaria que assenta sobre a nave central e de escada de pedra de nove degraus, em ruína; apeamento da armação e telhado da nave central e arranjo do plano inclinado; consolidação do parapeito e assentamento de merlões, regularização do extradorso da abóbada da nave N., com calafetagem de juntas; arranjo da cobertura do braço do transepto N., com regularização e revestimento a lajedo e construção de pavimento de betão armado; regularização e reconstrução do extradorso da nave S., com tomada de juntas com argamassa hidráulica; DGEMN: 1929 - reconstrução do parapeito ameado e lajedo da nave S.; revestimento do extradorso da nave central com placa de betão armado, limpeza, picagem da cantaria e tomada de juntas; desentaipamento de porta e reparação da cantaria mutilada; 1930 - regularização e revestimento do extradorso da abóbada do braço N. do transepto com placa de betão armado e regularização do lajeado, construção do lajeado do extradorso da abóbada do braço S., do extradorso das abóbadas das naves e dos parapeitos ameados; 1931 - reconstrução do parapeito ameado e de um cunhal; reparação das fachadas, e reconstrução parcial de um gigante das torres; reparação e consolidação do presépio (portal?); consolidação do pórtico principal, com a substituição de cantarias chumbadas e mutiladas; 1932 / 1940 - obras no interior da igreja e claustros; 1932 - reconstrução de duas arquivoltas (portal?), de duas frestas na nave central; reparação dos paramentos das torres; 1933 - é posta a descoberto a janela geminada da galeria N. do claustro gótico, oculta por painel de azulejos; reconstrução de feixes de colunelos (Claustro?), do parapeito de guardas do portal principal e do lajedo; escavação e recolha de ossos (claustro?); rebaixamento de paredes (naves?), com tomada de juntas e demolição dos ornatos em madeira justapostos às paredes abobadadas; 1934 - apeamento de seis altares das naves laterais; 1935 - reconstrução de feixe de colunelos, incluindo capitéis, ábacos, etc., e de paramentos, modilhões, cornija e platibanda (naves?); pintura e colocação de painéis de azulejos, reboco geral, reconstrução de telhados, de pilares e de paredes, limpeza e tomada de juntas das abóbadas da galilé; 1936 - consolidação e recalçamento geral dos alicerces para apoio de paredes e gigantes reconstruídos, incluindo o rebaixamento e alargamento do leito atual; reconstrução de gigantes primitivos mutilados e arranjo das paredes exteriores; assentamento de cruzeiro com reparação das cantarias mutiladas e colocação de caleira subterrânea do claustro; construção de colunas e feixe de colunelos em elevação, incluindo bases, capitéis e arcadas, de feixe de colunelos em torno dos pilares da nave, revestimento de paredes em grossura com cantaria e adaptação de portais, reconstrução de frestas nas naves; limpeza geral e tomada de juntas em paramentos e abóbadas; 1937 - construção de colunas e feixe de colunelos dos pilares, incluindo bases, capitéis e arcadas; lajeado em pavimentos térreos e abóbadas das naves, e assentamento em cobertura de abóbada; apeamento da armação do telhado da capela-mor e cobertura com canais de telha romana incluindo o endireitamento da abóbada; 1938 - lavagem de cantarias de paredes, incluindo tomada de juntas; assentamento de lajedo em revestimento de pavimentos e arranjo de degraus (claustro?); assentamento de vitrais e desbaste da pedra da rosácea; 1939 - apeamento e reconstrução de paredes e construção de escada orbicular em cantaria (claustro velho?); construção e assentamento de cantaria moldurada; refechamento de juntas e lavagem de cantaria; 1940 - assentamento de caixilharia exterior, incluindo vidros, ferragens, pintura; reparação de portas interiores com pintura; 1942 / 1946 - obras de restauro da Casa do Cabido, Capela de São João Evangelista e da Sacristia do Cabido; 1942 - apeamento e reconstrução do telhado, reboco das fachadas da Casa do Cabido, arrumação do teto em caixotões da Sala do Capítulo, obras na Capela de João Gordo e na sala do cartório; 1943 - limpeza, colagem em nova tela e restauro do painel "A Prudência" e limpeza e douramento do teto da Casa do Capítulo; demolição da abóbada de tijolo da Capela de João Gordo e restauro parcial; execução do remate da escada do antecabido; conclusão das obras do cartório e do antecabido; substituição parcial do travejamento e soalho do antigo Capítulo e anexos; 1944 - limpeza, colagem em nova tela e restauro dos painéis do teto "A Justiça", "A Sabedoria", "A Razão" e "A Majestade", pintura a óleo de caixilharia e portas e douramento a ouro fino das molduras que envolvem um dos quadros do teto do Capítulo; modificação das sete portas da varanda da Casa do Cabido e anexo; 1945 - colocação do guarnecimento em lousa e mármore no vão da porta de acesso; limpeza, colagem em nova tela e restauro dos painéis de "A Clemência" e de "O Segredo"; colocação dos treze painéis já restaurados nos caixotões do teto e douramento das molduras que envolvem os mesmos, reparação geral e novo assentamento das sanefas do Capítulo; refechamento parcial das juntas das paredes e da cobertura da sacristia do Cabido; 1946 - conclusão do restauro das pinturas do teto do Capítulo; apeamento do terço terminal da abóbada e lajedo da cobertura e conclusão do apeamento, além do terço terminal, incluindo a arrumação de cantarias a aproveitar, apeamento das paredes exteriores de grossura e cantarias do ameado voltadas ao claustro velho, compreendendo o arranque das guardas de ferro envidraçadas existentes, recalçamento de alicerces das paredes exteriores, reconstrução das paredes exteriores de grossura, e de cintas de betão para travação destas, reconstrução da metade superior do gigante do corpo ligado à casa do tesouro, execução da cornija interior do corpo dianteiro, e reconstrução da abóbada e arranjo dos paramentos desta e das paredes interiores da sacristia do Cabido; arranjo das abóbada e impermeabilização do extradorso da galilé; emboço, reboco e caiações do interior das paredes das portas principal, lateral esquerda e altar de São Pedro; arranjo dos caixilhos da sacristia e do lanternim da Capela do Santíssimo; 1947 - elaboração de estudo de um púlpito; 1949 - arranque e nova colocação de azulejos no claustro gótico; 1950 / 1987 - obras de conservação; 1951 - desmonte, reconstrução e assentamento de vitrais, e consolidação e restauro de cantarias da rosácea; reforço interior dos vitrais das naves; instalação de pára-raios, reconstrução do motivo decorativo do remate da cúpula e consolidação das cantarias da torre S.; reconstrução de um arcobotante e de merlões da fachada S.; levantamento do lajeado do claustro para passagem do cabo do pára-raios; 1952 - contrato para a montagem de pára-raios na torre N.; 1954 - obras de conservação na sacristia paroquial e corredor de entrada; obras de construção civil, na abóbada da sacristia do Cabido, no soalho e pinturas da sacristia paroquial, e no pavimento do claustro gótico; consolidação dos azulejos da Capela de Nossa Senhora da Piedade; arranjo dos paramentos da escada de acesso ao Capítulo; colocação de novo vitral na nave lateral; 1957 - reparação da abóbada da sacristia, remoção de colonização biológica, reconstrução de vitral no transepto S. e vedação dos vitrais da nave S.; 1958 - obras de conservação; 1960 - execução de sondagem das fundações e recalçamento da capela-mor; 1961 - reconstrução do soco exterior da capela-mor; 1962 - obras de conservação e colocação de tirantes e tratamento das paredes envolventes da capela-mor; substituição de caixilhos e de parte do revestimento da fachada da Casa do Cabido; 1963 - montagem de instalação elétrica; reparação dos telhados anexos à sacristia; 1964 - conclusão de dois confessionários; limpeza dos paramentos com reboco da capela-mor e reparação dos rebocos interiores da Capela de São Pedro; instalação elétrica; 1965 - beneficiação das portas da Galilé e da fachada principal; 1966 - limpeza dos telhados e tratamento da tijoleira da Galilé; 1967 - substituição de algumas telhas da capela-mor e anexos e consolidação da estrutura de cobertura; conclusão da instalação elétrica do exterior; reparação de telhados, com substituição de telhas e limpeza geral; 1968 - tratamento de rebocos, pinturas e portadas da Casa do Cabido; obras de conservação e restauro das fachadas S. e O., dos estuques da sacristia paroquial, do revestimento da capela-mor e das portas do claustro; reparação dos arcazes da sacristia e do pavimento do claustro gótico e da sacristia; 1970 - restauro das dependências, acessos, caixas dos órgãos e talhas, e obras de instalação elétrica dos órgãos e de iluminação nas zonas de acesso; 1972 - reparação de danos causados por temporal; reconstrução dos vitrais da rosácea e proteção com rede metálica; 1973 - reparação do telhado do anexo contíguo à capela-mor e reparação do reboco da Casa do Cabido; 1974 - obras de reparação de telhados e substituição de vidros partidos; 1975 - fixação de azulejo no claustro gótico; 1976 - obras de conservação e beneficiação dos paramentos da Casa do Cabido (?); reparação geral de telhados, portas e caixilhos; 1977 - reparação dos telhados da capela-mor, da sacristia paroquial e da Casa do Cabido e arranjo dos paramentos da escadaria de acesso ao piso superior do claustro gótico; 1978 - arranjo dos paramentos do Capítulo e escada de acesso; limpeza geral dos telhados e revisão das portas do claustro velho; 1979 - reparação das coberturas e rebocos do claustro gótico; 1980 - tratamento das cantarias do corpo exterior de acesso ao coro e das dependências anexas à Sacristia, com arranjo dos telhados e do teto da Capela de Nossa Senhora da Piedade; reparação das portas do claustro velho; 1981 - reparação da rede de escoamento de águas pluviais; obras de conservação na Capela de São Vicente e no Capítulo; 1982 - beneficiação da fachada N. e arranjo da cobertura da sacristia; execução de caleiras interiores e acerto dos beirados da Capela de São Vicente; colocação de portas exteriores no Capítulo; IPPC / DGEMN (compromisso de colaboração): 1983 - substituição da cobertura da sacristia paroquial e da telha do lanternim do cruzeiro; colocação de portal metálico no acesso ao claustro velho e reparação de portas e caixilhos nos claustros; 1984 - substituição dos caixilhos de madeira das capelas do claustro gótico por vidro rochedo; renovação da estrutura das coberturas da Capela do Santíssimo e do acesso ao órgão do lado N.; renovação da cobertura da sacristia paroquial; arranjo das fachadas até à altura de 3 m; renovação do revestimento do terraço da Galilé; 1987 - valorização dos painéis de azulejo do Claustro Gótico; 1990 - restauro e ativação eletrónica dos sinos da torre N.; IPPAR: 1992 - reabilitação das coberturas das naves e sacristia do Cabido; 1993 - início da instalação do museu, com execução de toscos; 1993 / 1994 / 1995 / 1996 / 1997 / 1998 / 1999 - conservação e restauro dos frescos da capela-mor; 1994 - desobstrução da Capela de São João Evangelista; 1995 / 1996 - instalação do museu, com acabamentos e montagem da exposição; 1995 / 1996 / 1997 / 1998 / 1999 / 2000 / 2001 / 2002 - conservação e restauro de pintura, talha dourada, estatuária e mobiliário da Sacristia do Cabido; 1996 - colocação de caixilharia nos vãos da capela-mor; 1999 - limpeza de cantarias e azulejos do claustro gótico; 1999 / 2000 / 2001 - obras na Capela de Nossa Senhora da Piedade com limpeza e proteção dos azulejos e portas, conservação e restauro do retábulo e das esculturas, introdução de caixilharia na janela e porta no acesso ao Claustro, reparação do telhado, conservação e restauro da guarda metálica, consolidação das alvenarias e taipas do corredor adjacente; 1999 / 2000 / 2001 / 2002 - estudo histórico e arqueológico da Sé; 2000 - substituição do quadro elétrico; conservação e restauro dos retábulos do claustro gótico e da pintura e escultura, consolidação da alvenaria e execução de paramento em estuque no nicho do lado O. / N.; remoção do repinte e conservação e restauro da pintura mural do nicho do lado O. / S.; manutenção das portas do claustro gótico e das portas interiores da escada barroca; diagnóstico sobre o estado de conservação dos estuques da Capela do Santíssimo e sacristia paroquial; reparação dos telhados dos anexos da sacristia do Cabido; 2000 / 2001 - limpeza, estabilização, proteção e acomodação das peças depositadas em locais diversos; obras na capela de São Vicente com reparação pontual da cobertura, caiação das paredes interiores, conservação preventiva e desmontagem do painel pintado sobrejacente ao órgão; 2001 - diagnóstico sobre o estado de conservação da pedra do claustro gótico; obras na sacristia do Cabido com reparação pontual das juntas do lajeado da cobertura e das paredes exteriores, recuperação das caixilharias e colocação de vidraças; sondagens arqueológicas na sala subjacente à sacristia paroquial; diagnóstico sobre a estabilidade da abóbada da capela-mor; 2002 - diagnósticos sobre a estabilidade estrutural, estado de conservação da pedra e argamassas existentes no revestimento exterior e das juntas das torres, com análise laboratorial sobre a composição e desempenho; diagnóstico sobre o estado de conservação das madeiras da estrutura das coberturas da Casa do Cabido e Capela de São Vicente; levantamento ortofotográfico dos painéis de azulejo da Capela de Nossa Senhora da Piedade; instalação de sistema de afastamento de pombos no claustro gótico; 2002 / 2003 / 2004 - empreitada de recuperação das torres e das coberturas e fachadas O. e S.; conservação, restauro e automatização dos sinos; conservação do relógio mecânico e restauro do mostrador, da torre N.; 2003 - recuperação do revestimento do intradorso das abóbadas da Galilé; instalação de sistema de afastamento de pombos; diagnóstico sobre o estado de conservação das madeiras da caixa do órgão da Capela de São Vicente; manutenção do guarda-vento da igreja; conservação e restauro da porta interior de acesso ao claustro velho; 2003 / 2004 - reforço, consolidação estrutural e restauro dos elementos decorativos do coroamento das torres; conservação e restauro das esculturas em madeira policroma da sala do Cabido e cartório; apeamento parcial dos azulejos do Cartório; escavações arqueológicas no pátio a E. da sacristia do Cabido; 2004 - instalação de passadiço no lanternim do transepto e apeamento do telhado; instalação de pára-raios e de sistema de monitorização nas torres; levantamento geométrico, monitorização e diagnóstico sobre a estabilidade estrutural; levantamento fotográfico, limpeza, consolidação do suporte e pré-fixação dos estuques da Capela do Santíssimo Sacramento; substituição do revestimento em estuque do teto da escada barroca; intervenção arqueológica em curso.

Observações

*1 - a primitiva mesa da Sala do Capítulo encontra-se atualmente na Sala dos Brasões do Palácio Nacional de Sintra (v. PT031111110006). *2 - Sino Balão tem um diâmetro de 1,70cm, possivelmente patrocinado pelas ofertas a São João Nepomuceno, cuja figura aparece juntamente com a de São Miguel, símbolo do Cabido portuense. *3 - antes do início das intervenções da DGEMN existiam na Sé do Porto seis capelas embutidas nos paramentos das naves laterais dedicadas à Santíssima Trindade, a Santa Apolónia, a Santiago, à Sagrada Família, a Santa Luzia e a São Gonçalo. Estas capelas vieram substituir no século XVIII oito retábulos que estavam adossados aos pilares das naves, por se considerar que estes obstruíam a circulação na Igreja. Dos retábulos que estavam inscritos nos paramentos das naves laterais, apeados em 1934, foram cedidos quatro à Igreja do Santíssimo Sacramento (Porto), embora não fossem aí aplicados por se ter considerado que não se adequavam ao seu estilo arquitetónico. Atualmente encontra-se um deles na capela do Monte da Assunção (Santo Tirso) e outros dois na Igreja Paroquial de Santa Maria de Lamas (Santa Maria da Feira). É de salientar que ao longo das intervenções realizadas pela DGEMN se reflctiram dois modos diferentes de intervir no património edificado, mostrando uma passagem "do restauro à conservação" que se concretiza particularmente a partir de 1946, consequência da evolução dos conceitos, teorias e práticas então verificados (BOTELHO, M.L., 2004). Os dados relativos ao estado de conservação atual do Monumento, assim como aos das Intervenções realizadas desde 1987 e das que estão previstas, foram fornecidos pelo IPPAR - Direção Regional do Porto (Colheita de dados: 15 de Outubro de 2004).

Autor e Data

Leonor Botelho e Patrícia Costa 2004

Actualização

 
 
 
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