Torre de Penegate / Torre de D. Egas Pais

IPA.00001135
Portugal, Braga, Vila Verde, União das freguesias de Carreiras (São Miguel) e Carreiras (Santiago)
 
Arquitectura militar, medieval. Exemplo típico da casa - torre medieval. Tornou-se no mais nobre e evidente sinal do senhorio sobre uma terra.
Número IPA Antigo: PT010313480023
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Torre de planta quadrangular, ameada e com 3 pisos. A cobertura é em terraço plano. A porta de entrada, em arco quebrado, situa-se a um nível mais elevado do que o pavimento exterior, denunciando que, noutros tempos, o acesso se fazia por escada móvel. Os primeiros pisos têm frestas altas e muito estreitas. Na fachada O. existe uma balcão com mata-cães e, nas outras faces, janelas de volta inteira e outras trilobadas. No último piso, a E., destaca-se uma janela em arco quebrado. No interior da torre encontra-se uma inscrição (talvez gótica) de difícil leitura.

Acessos

EM 539, no cruzamento junto à igreja

Protecção

MIP - Monumento de Interesse Público / ZEP, Portaria n.º 164/2013, DR, 2.ª série, n.º 67, de 5 abril 2013

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Rural. Adossada a uma casa ameada de construção recente, tem ao lado a capela da Penha. Está situada sobre enorme penedo que forma um outeiro encarpado dominando todo o vale de Febros, numa posição de destaque. O acesso faz-se através de um percurso pedonal muito íngreme. Neste vale passava uma estrada medieval, de raiz romana, ligando Braga a Valença.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: solar

Utilização Actual

Marco histórico-cultural

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Época Construção

Séc. 14

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1322 - Início da construção, por Mem Rodrigues de Vasconcelos, alcaide-mor do castelo de Guimarães, após a obtenção de licença régia de D. Dinis, a 5 de Outubro do mesmo ano; 1668 - falecimento de Miguel Valadares, proprietário da torre; 1907 - adquirida pelo pai do actual proprietário; 1939 - ligação a uma casa construída lateralmente; 1986, 20 agosto - deliberação municipal no sentido de propor ao IPPC a classificação como MN; 1988, 15 novembro - proposta de classificação da CM de Vila Verde; 1990, 20 junho - despacho de abertura do Presidente do IPPC; 2011, 27 dezembro - proposta da DRCNorte para a classificação como MIP; 2012, 23 janeiro - parecer favorável da SPAA do Conselho Nacional de Cultura; 2012, 28 setembro - publicação do Anúncio n.º 13494/2012, DR, 2.º série, nº189, com projeto de decisão relativo à classificação como Monumento de Interesse Público e à fixação da respetiva zona especial de proteção.

Características Particulares

Dados Técnicos

Paredes autoportantes.

Materiais

Paredes de cantaria bastante largas, pavimentos em madeira e cobertura laje aligeirada de betão armado.

Bibliografia

COSTA, Carvalho da, Corografia Portuguesa, Braga, 1868; PINHO, Leal Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873 - 1890, vol. 12; ABREU, Leonídio (coord.), História, Arte e Paisagem do Distrito de Braga. 1 - Concelho de Vila Verde, Braga, 1963; MACHADO, José, Palácios, Castelos e Solares, Ilustração Portuguesa, Lisboa 1906; ABREU, Leonídio, Silva Minhota, Braga 1956; AZEVEDO, Correia de, Monografia do Concelho de Vila Verde, 1958; AZEVEDO, Carlos de, Solares Portugueses, Lisboa, 1969; ALMEIDA, José António Ferreira de (coord.), Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976; SOUSA, J. J. Rigaud, Casas Torre ainda existentes nos arredores de Braga, O Distrito de Braga, Braga, vol. 3, 1978.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN: DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Proprietário: 1939 - Alteração do número de merlões e abertura de uma passagem para a casa construída naquela altura.

Observações

A capela da Penha, construída no séc. 17, que foi cabeça do vínculo instituído pelo abade António Valadares, irmão do Dr. Miguel Valadares, então proprietário da torre, possui um altar barroco de talha dourada, tendo ao centro a imagem de Nossa Senhora e dos lados dois painéis pintados, representando São João e Santo António. Nela se encontra igualmente o túmulo em pedra com estátua jacente, esculpido na parede, do Dr. Miguel Valadares. No exterior da capela está uma inscrição com os seguintes dizeres: "VIRGINI SACRA DEDIC OP DOCTOR MICHAEL VALADARES ANNO1617".

Autor e Data

João Santos 1996

Actualização

 
 
 
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