Categoria
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| Monumento |
Descrição
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| Construção de planta irregular, composta pela articulação horizontal de câmara poliginal regular com corredor de planta rectangular alongada. Cobertura autónoma para cada um dos elementos constituintes, em grande laje granítica para a câmara funerária e em sucessão de pequenas lajes sobre o corredor. A fachada principal, virada a E, é constituída pela projecção da abertura do corredor sobre a fachada da câmara. As restantes fachadas estão obstruídas à observação pela mamoa, que ainda cobre praticamente toda a estrutura, excepto o lado E. A câmara poligonal, constituída por 7 gigantescos esteios erguidos cerca de 8 m acima do leito da câmara, abre-se para o corredor através de alto vão, solidamente arquitravado por uma estrutura complexa de pequenos esteios dintelados. A cobertura, vastíssima laje com cerca de 7 m de diâmetro, jaz fragmentada sobre a mamoa, a descair na vertente ocidental. O corredor, com cerca de 12 m de comprimento, 2 m de altura e 1,5 m de largura, conserva a cobertura na maior parte da sua extensão e era assinalado, à entrada, por enorme menir - estela decorado com covinhas. |
Acessos
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| Herdade da Mitra, a 1Km ao N. do antigo Convento do Bom Jesus de Valverde |
Protecção
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| MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 516/71, DG, 1.ª série, n.º 274 de 22 novembro 1971 |
Grau
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| 1 |
Enquadramento
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| Rural, em encosta suave pendente para a Ribeira de Valverde, isolado e em destaque, visível a c. de 1 Km, na falda SE da pequena Serra de Montemuro |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Funerária: anta |
Utilização Actual
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| Marco histórico-cultural |
Propriedade
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| Privada: pessoa singular |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Megalítica |
Arquitecto / Construtor / Autor
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Cronologia
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| 4000 a. C., início / 3000 a. C., meados - a correntemente proposta para o megalitismo de Évora; 2012, 27 março - Proposta da DRCAlentejo de ZEP e para a aplicação de restrições, nos termos dos art.º 54.º e 77.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 outubro de 2009; 2012, 09 maio - Parecer favorável à Proposta da DRCAlentejo pelo diretor-geral da DGPC; 2012, 121 setembro - Anúncio n.º 13446/2012, publicado no DR, 2.ª série, n.º 184, de projeto de decisão relativo à revisão da categoria de classificação como MN e fixação de ZEP. |
Características Particulares
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| Câmara funerária de invulgar dimensão e corredor de estrutura complexa. Segundo alguns investigadores, a abertura do corredor assinalada por colossal menir antropomórfico |
Dados Técnicos
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| Paredes autoportantes |
Materiais
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| Granito de grão grosseiro porfiróide |
Bibliografia
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| PINA, Henrique Leonor, Novos Monumentos Megalíticos Do Distrito de Évora, in Actas do II Congresso Nacional de Arqueologia, Coimbra, 1970; GONÇALVES, José Pires, Roteiro de Alguns Megálitos da Região de Évora, Évora, 1975; CÂMARA MUNICIPAL DE ÉVORA, Roteiro do Megalitismo de Évora, edição coordenada por António Carlos Silva, Évora, 1992. |
Documentação Gráfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Intervenção Realizada
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| 1965 - Escavação de Henrique Leonor Pina (cf. bibliografia); 1983 - Estrutura metálica de cobertura; 1989/1990 - Revisão da escavação por Carlos Tavares da Silva (destes trabalhos não conhecemos, até agora, publicação de resultados) |
Observações
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| Trata-se de um dos maiores monumentos megalíticos da Península Ibérica, com uma estrutura muito complexa. Foi escavada em 1965 por Henrique Leonor Pina e os seus materiais recolheram ao Museu de Évora. A publicação dos resultados, realizado em 1970 em Coimbra, no II Congresso Nacional de Arqueologia, deixaram suspensos estudiosos e investigadores. O monumento encontrava-se integralmente selado dentro da sua mamoa, apenas com as cimalhas dos esteios a despontarem no topo supremo do cabeço da mamoa, uma pequena colina com cerca de 50 m de diâmetro máximo na base. Das suas entranhas, durante a escavação, cujos métodos repetidamente se põem em causa (cf. 070504066, para notar o método recentemente usado em Vale de Rodrigo, para consolidar, antes da intervenção, uma estrutura que levanta problemas técnicos similares), exumaram-se preciosos materiais, hoje depositados no Museu de Évora, do horizonte cultural e civilizacional geralmente associado ao megalítico de Évora: placas de xisto idoliformes, báculos, colares, artefactos de cobre, profusão de cerâmica do universo cultural das taças carenadas alentejanas. O monumento, a cuja estrutura, durante a escavação, se retirou o sólido apoio da mamoa, encontra-se agora em risco acentuado de degradação, dado o peso da sua estrutura. Há cerca de uma década, encontra-se coberto por ridícula estrutura metálica, de boa intenção, mas absolutamente incompatível com uma envolvência equilibrada (1) Alguns esteios apresentam fracturas profundas. Alguns pilares, cristalização de sais. |
Autor e Data
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| Manuel Branco 1993 |
Actualização
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