Fortaleza de Faro

IPA.00001316
Portugal, Faro, Faro, União das freguesias de Faro (Sé e São Pedro)
 
Arquitectura militar, medieval e moderna. Cortina de muralhas com adarve, ameadas em alguns troços, pontuadas por várias torres de secção quadrangular, rectangular e semicircular, sendo algumas destas polifacetadas na metade superior. Conservam-se ainda três portas de acesso à área intra-muros, implantadas nos extremos dos antigos eixos viários romanos, cardium e decumanus, sendo o extremo S. o espaço onde se erguia o antigo castelo e alcáçova. Porta N. composta por um corredor com abóbada de canhão, com uma porta em arco em ferradura do século 11 no alçado lateral O., apontando para uma antiga disposição em cotovelo da primitiva entrada. Porta E. defendida por duas torres barbacãs do século 12 unidas à muralha por dois arcos, um destes entaipado pela edificação de uma pequena ermida setecentista. Porta O., de modestas dimensões, aberta no século 17, apresenta uma configuração rectangular com os cantos superiores arredondados. Revelim segundo a tipologia Vauban situado a S., de planta trapezoidal e dotado de canhoeiras. Outros contributos da nova estética defensiva moderna encontram-se ainda presentes no reforço das antigas muralhas medievais, como um troço a S. que é suavemente abaluartado. As torres de base semi-circulares e polifacetadas na metade superior do corpo corresponde, possivelmente, a uma fundação tardo-romana e um acrescento bizantino.
Número IPA Antigo: PT050805050013
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Fortificação de planta elíptica com o eixo maior no sentido N.-S., sendo constituída por muralhas *2, ameadas num troço a O. *3 com merlões providos de seteiras, vários torreões de planta semi-circular e quadrangular, três portas de acesso ainda conservadas *4 e um revelim de planta poligonal a S., ladeando uma interrupção recente da muralha. Vários troços das muralhas e até mesmo alguns torreões, integram a estrutura de casas oitocentistas que aí foram sendo adossadas. As muralhas conservam alguns troços do antigo adarve (caminho de ronda), principalmente nos troços a E. e a S.. A Porta da Vila, ou Porta de Entre-Amba-las-Águas *5, encontra-se voltada para N. apresentando um longo corredor com abóbada de berço em tijolo burro à vista, abrindo-se uma porta em arco em ferradura no alçado O., num patamar mais baixo e acedido através de umas escadas, onde se extende um banco em pedra; ainda no mesmo alçado se abre um pequeno nicho numa posição relativamente alta, sendo confrontado com um idêntico no alçado oposto. A Porta do Repouso, ou Porta dos Freires, abre-se para E. e é constituída por duas torres barbacãs unidas entre si e entre as muralhas por arcos de volta perfeita (segmentos de abóbada de berço em tijolo burro), tal como o vão das muralhas; o arco voltado a SE. encontra-se entaipado devido à construção de uma pequena ermida setecentista voltada para o interior da porta (ermida de Nossa Senhora do Repouso), enquanto o vão entre as barbacãs correspondem a uma intervenção do século 19. A Porta Nova, voltada para O., é de proporções mais modestas, apresentando uma configuração rectangular com os cantos superiores arredondados; conservam-se nesta os antigos encaixes dos gonzos da porta. O revelim, designado como baluarte de S. Sebastião, apresenta cunhais em cantaria e canhoeiras voltadas para O.; possui quatro mísulas nesta face, próximas do chão, ligadas por arcos em tijolo, possivelmente destinadas a servir de assento a uma bateria de fogo rasante *6. Num pequeno troço de muralha situado entre a Porta da Vila e a Porta Nova, ligeiramente saliente, é apresentado uma suave inclinação do pano, mais acentuado nas esquinas deste, correspondendo a um reforço abaluartado da antiga muralha. Quanto aos torreões 7*, grande parte dos que apresentam planta quadrangular ou rectangular são prolongados por intervenções mais recentes, sendo rematadas por telhados de quatro águas; destaca-se o torreão que ladeia a N. a Porta do Repouso que sofreu um grande acrescento visando ser um miradouro privado. Dois torreões medievais, flaqueantes, situam-se numa inflexão da linha da muralha no sentido do antigo castelo *8. O torreão junto ao revelim é ameado, sendo uma sobrevivência do perímetro amuralhado do antigo castelo. Dois dos torreões de planta semi-circular, voltados ambos para SE., são multifacetados na metade superior, com 5 faces; um torreão situado a NE., de planta semicircular, é rematado por um muro rebocado e polifacetado com 7 faces. Encontra-se alguns vãos rasgados nas muralhas, como é caso de uma porta com moldura em cantaria que ladeia pela direita a Porta Nova ou uma janela de um edifício situado à N. do Seminário; em frente deste último imóvel e aberto um pequeno vão com cerca de 70 cm de largura e dotado de gradeamento *9.

Acessos

A E. o Largo de São Francisco e Rua José Maria Brandeiro, a S. a linha dos caminhos de ferro, a O. Rua do Comandante Francisco Manuel, e a N. o Largo D. Francisco Gomes e a Rua do Albergue

Protecção

IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º45/93, DR, 1.ª série-B, n.º 280 de 30 novembro 1993

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Urbano, planície, adossado. Situado junto à ria, circunscreve uma pequena elevação que foi sendo povoada desde a Idade do Ferro, segundo o que atestam os vestígios arqueológicos. Em torno desta extendem-se áreas mais planas, actualmente dando lugar ao Lg. de São Francisco a E. e o Lg. D. Francisco Gomes Avelar a N.. A O. e a S. as muralhas confrontam a ria, confronto que seria mais evidente antes da construção da linha dos caminhos de ferro nos finais do século 19, retirando a agressividade das muralhas quando vistas da ria. As muralhas definem assim o núcleo urbano mais antigo da cidade, cuja malha ainda deixa transparecer os eixos principais da urbe romana, o "cardium" e o "decumanum", ambas desembocando nas entradas das muralhas. Apenas os troços das muralhas voltadas para a Ria e para o Lg. de S. Francisco, e em partes da R. do Albergue, não têm habitações adossadas no seu exterior, situação resultante de uma política de revalorização das muralhas, contando com a demolição de várias casas que outrora estiveram adossadas aos panos desta. Conservam-se adossadas às muralhas alguns edifícios de interesse artístico, como é o caso do edifício do Governo Civil (v. PT050805050075), que integra parte da muralha no seu interior, o antigo quartel setecentista, situado a S. e no interior das muralhas, onde estaria fixado o castelo, o Seminário Episcopal de São José (v. PT050805050070), e com maior destaque o portal monumental concedido por Francisco Fabri para a entrada N. das muralhas, segundo a traça neoclássica e durante o bispado de Dom Francisco Gomes Avelar (v. PT050805050002).

Descrição Complementar

INSCRIÇÕES: inscrição gravada em lápide rectangular no alçado E. do corredor da Porta da Vila, com sulcos pintados a preto e sem moldura; tipo de letra: cursiva; leitura: ARCO DA VILA / FACHADA NEO-CLÁSSICA DO ARQUITECTO FRANCISCO XAVIER FABRI CONSTRUÍDA SOBRE O ANTIGO ARCO E INAUGURADA EM 1812 / OBRAS DE RECUPERAÇÃO REALIZADAS NO ANO DE 1992 / O PRESIDENTE DA CÂMARA, (assinatura) João Carlos Dinonísio Botelho / C. M. DE FARO / PRODIATEC COMUNIDADE EUROPEIA; Inscrição gravada em lápide rectangular no alçado E. do corredor da Porta da Vila, sem moldura; tipo de letra: capital quadrada; leitura: À MEMÓRIA DO REI D. JOÃO III QUE EM 1540 ELEVOU FARO À CATEGORIA DE CIDADE, SE CONSAGRA ESTA LÁPIDE INAUGURADA A 14 DE JUNHO DE 1940; inscrição gravada em lápide rectangular no alçado O. do corredor da Porta da Vila, sem moldura; tipo de letra: capital quadrada; leitura: A MEMORIA DO BENEMERITO E INSIGNE BISPO DO ALGARVE D. FRANCISCO GOMES DO AVELAR (MDCCXXXIX-MDCCCXVI) / A CIDADE DE FARO AGRADECIDA / XVII-I-MCMXXV.

Utilização Inicial

Militar: castelo / Militar: fortaleza

Utilização Actual

Cultural

Propriedade

Pública: estatal / Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 7 / 9 / 11 / 12 / 13 / / 16 / 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

Séc. 01 - 02 - ocupação romana do que já seria uma povoação fortificada datada da idade do ferro; são construídas novas muralhas; 552 a 624 - é reconstruída a torre do castelo que se situa junto ao actual Largo de São Francisco, fazendo esta parte do troço das muralhas de origem tardo-romana. A base da torre é semicircular e a restante parte polifacetada precisamente por ter sido reconstruída durante o período de domínio bizantino no sul da Península Ibérica. Outras duas torres, localizadas fora do castelo foram igualmente reconstruídas; 870 - data desta época a maior parte da muralha, a construção desta deve-se ao príncipe Ben Bekr, sucessor de Yahia Ben Bekr, possivelmente construída sobre uma pré-existente romana, visigótica ou mesmo bizantina; as portas da fortificação foram dotadas de portas de ferro chapeadas; Séc. 9 - é construída a alcáçova árabe, no interior das muralhas romanas, à qual corresponde o castelo; a fortaleza árabe era constituída por uma forte alcáçova e por uma vasta cerca amuralhada com 4 portas e 1 postigo; Séc. 11 - é construído o arco em ferradura que hoje ainda se conserva no interior do Arco da Vila; disposto em cotovelo, este abria-se para o antigo porto de abrigo; Séc. 12 - após a invasão almoada constroem-se duas torres albarrãs diante da actual Porta do Arco do Repouso; 1249, 29 Março - as tropas de D. Afonso III e de D. Paio Peres Correia conquistam a fortificação; o castelo foi colocado como um dos postos em terçaria em poder de D. João de Aboim e do filho, Pero Eanes de Portel; 1250 - D. Afonso III manda reparar as muralhas e as torres; 1251 - retoma pelos mouros, ao que parece, devido às guerras com Castela; 1260, Janeiro - reconquista definitiva da praça; 1266, Agosto - D. Afonso III concede a primeira carta de foral a Faro; este monarca manda reedificar a fortaleza cercando-a de altas muralhas apoiadas em várias torres; 1267, 16 Fevereiro - por carta régia de D. Afonso X de Castela foram entregues todos os castelos e terras do Algarve a D. Afonso III, rei de Portugal; 1269, 12 Julho - novo foral concedido por D. Afonso III, destinada aos mouros residentes; 1373 - D. Fernando entrega o castelo a Nuno Gonçalves Velho que fez dele sua menagem; 1449 - a muralha conserva ainda a sua integridade primitiva; 1475 - as fortificações de Faro encontram-se arruinadas; 1491, 14 Abril - Faro passa a pertencer à Casa da Rainha, sendo doada por D. João II à rainha D. Leonor; 1504, 20 Agosto - o foral é confirmado; 1540, 7 Setembro - D. João III eleva Faro à condição de cidade e manda restaurar toda a fortaleza; 1577, 30 Março - a sede do bispado do Algarve, até aí assente na cidade de Silves, foi transferida para Faro; foi anexado um revelim durante o reinado de D. Sebastião; 1596 - o assalto das tropas inglesas pelo comando do Conde de Essex danifica as muralhas, tendo sido realizadas de imediato as obras de restauro com adaptação à artilharia; Séc. 16, finais - 17, inícios - é possível que as torres tivessem canhoeiras, apesar de não se apresentarem vestígios; 1617-1618 - o 8º Governador Militar do Algarve, D. João de Castro, encomenda a Alexandre Massay, engenheiro militar de origem italiana ao serviço de Filipe II, o levantamento exaustivo de todas as fortificações nesta região; desta obra resulta a planta mais antiga que se conhece do castelo e muralhas de Faro; 1630 - é aberta a Porta Nova; 1621 - O Engenheiro Militar Alexandre Massay refere-se à Porta do Mar dizendo que esta se encontrava tapada, devendo abrir-se e fazer-se um revelim junto dela, no entanto, não chegou a realizar tais obras; este engenheiro configurará o imóvel até fins do séc. 19; 1630 - é aberta a Porta Nova; Séc.17 - com a generalização da artilharia, as muralhas sofrem algumas adaptações às novas necessidades militares, derrubam-se ameias e algumas torres, de modo a igualar com a altura da cortina, como forma de assegurar a funcionalidade das bocas de fogo; 1633 - a cava que envolvia as muralhas que seria banhadas pelo canal, encontrava-se entupida, tendo sido necessário limpá-la de forma a recolher a água do mar; 1640 - após esta data, que assinala a Restauração da Independência, foram derrubadas as ameias de algumas torres para que se igualassem em altura com os muros dos panos de muralha, possibilitando a implantação das bocas de fogo; foram assim acrescentadas as baterias do lado do mar e alguns baluartes, assim como uma nova cintura de muralhas; após a revolução, foi restaurada com obras de tipo abaluartado, criando redutos e baterias voltadas ao mar; 1644 - o engenheiro João Gilot, realiza obras nas muralhas, tendo como finalidade adaptá-las às necessidades da defesa; 1653 - num relatório do Engenheiro Pedro da Santa Colomba enviado ao príncipe D. Teotónio é referido a importância da praça de Faro no contexto da região, seja pelas pescarias ou pelo comércio aí praticado; tornava-se assim urgente renovar as estruturas defensivas segundo as novas técnicas, e a construção de um forte de quatro baluartes para a defesa da barra; 1654 - o Conde de Val de Reis, Governador e Capitão General do Reino do Algarve, numa carta enviada para a Corte, informa ter mandado reparar as muralhas, e principalmente os baluartes de São Jorge e de São Sebastião, de forma a serem adaptados a nova artilharia; nestes foram rebaixados os muros; as ameias das muralhas foram arrasadas e criados parapeitos de serventia a estas; fez-se ainda grande parte do fosso da muralha; deu-se início à fortaleza da barra, designada posteriormente como fortaleza de São Lourenço da Barra de Faro; no mesmo ano o Cabido de Faro opõe-se às obras realizadas, insistindo na construção de uma cerca que envolva os arrabaldes; 1664 - as reparações estavam quase concluídas; 1709 - construção da capela de Nossa Senhora do Repouso sobre tutela da Câmara Municipal de Faro, entaipando um dos arcos da entrada da porta do Arco do Repouso; 1755 - o terramoto de 1 de Novembro danifica grande parte das muralhas, incluíndo torres e baluartes; 1773 a 1789 - as portas sofreram alterações; 1795, c. - o Conde de Val de Reis, Governador militar do Reino do Algarve, encarrega o Coronel José Sande de Vasconcelos de executar a planta da Praça de Faro; Séc. 18 - derrube das muralhas desde a Porta da Vila até ao Baluarte de S. Sebastião; Séc. 18, último quartel - é construído um quartel de planta em U, adossado interiormente a três lados do castelo medieval, a mando do Conde de Resende, Governador e Capitão General de Reino do Algarve; Séc. 18, finais - as muralhas perdem importância enquanto reduto militar; Séc. 19 - após a perda de funções militares, são realizadas remodelações no castelo; algumas das intervenções penalizaram fortemente a identidade do castelo; é aberto um vão entre as torres barbacãs da Porta d Repouso; 1812, 25 Outubro - construído o Arco da Vila pelo Arquitecto genovês Francisco Xavier Fabri; 1841 - segundo Silva Lopes (LOPES, 1841), o "quartelamento do castello" foi avaliado em 10 000 réis; 1849 - mantém ainda alguns equipamentos militares, mas os troços das muralhas são abandonados pelas autoridades e vão caindo aos poucos nas mãos de particulares, integrando as casas oitocentistas então construídas; 1871 - os armazéns do castelo servem de depósitos de alfarroba; Séc. 19, finais - construção da linha de caminho de ferro nas imediações das muralhas, impedindo definitivamente que a água da maré chegasse junto destas; 1897 - os espaços do antigo quartel são arrendados a uma firma portuense que aí instala uma fábrica de álcool; 1911- parte das muralhas e do castelo estiveram em risco de demolição devido a um projecto para uma "estrada de circunvalação"; 1923 - com o aproveitamento da zona intra-muros por armazéns e posteriormente pela fábrica de cerveja, foi necessário rasgar a muralha a S. para a abertura de uma via larga para os transportes de grandes dimensões, fazendo actualmente a ligação entre a Rua do Castelo e o Largo S. Francisco; foi demolido um troço de 8,15 metros de comprimento; interrompeu-se, desta maneira, o caminho de ronda que ainda se conservava; 1931-1940 - construção da Fábrica da Companhia Produtiva de Malte e Cerveja Portugália sobre o antigo castelo, adulterando-se profundamente os torreões e os panos de ligação à Vila-a-Dentro; esta construção ocupa o espaço de uma antiga Fábrica de alcool de finais do século anterior; esta fábrica nunca chega a entrar em funcionamento; actualemente, este espaço fabril é utilizado como espaço expositivo dependente do museu municipal; 1940 - restauro total das portas da vila; 1971-1986 - aquisição e demolição de prédios anexos às muralhas; 1993 - são classificadas as muralhas, 2007, 05 dezembro - Proposta da DRCAlgarve propondo ZEP conjunta ao Núcleo Histórico de Faro, abrangendo este imóvel; 2008, 23 maio - Parecer do Conselho Consultivo do IGESPAR relativo à ZEP; 2010, 15 novembro - Proposta da DRCAlgarve para alargamento da ZEP do Património Classificado do Núcleo Histórico de Faro Vila Adentro.

Características Particulares

Conserva o único arco em ferradura in situ da região algarvia, aparecendo este nas iluminuras. Estas muralhas têm ainda a particularidade de se situarem em zona plana.

Dados Técnicos

Estrutura monolítica

Materiais

Alvenaria de pedra, taipa, cantarias e tijolo burro

Bibliografia

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Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; CMF: Gabinete Técnico Local

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN

Intervenção Realizada

1940 - Restauração completa das portas da vila compreendendo a substituição de cantarias, limpeza e refechamento de juntas; restauro e limpeza de uma torre na antiga muralha, joje transformada em torre sineira da Sé; 1966 - recuperação do baluarte e torres situadas no extremo S., compreendendo a construção de alvenaria hidráulica em elevação, e ameias bem como a construção de moldura de tijolo no baluarte; 1967 - demolição de prédios adquiridos para desafogo da muralha e reparação dos respectivos troços; 1969 - reparação geral das muralhas depois do sismo de 28 de Fevereiro de 1969, compreendendo a construção de alvenarias hidráulicas em cortinas e merlões, viradas para o Lg. de São Francisco. 1971-1986 - são adquiridos e demolidos prédios que se encontravam adossados às muralhas; 1983 e 1986 - reparação de rombos e refechamento de juntas;1992 - obras de recuperação.

Observações

*1 - DOF...incluindo os elementos ainda existentes das muralhas; *2 - a grossura do muro nunca é menos de 1,85 metros; *3 - no caso do troço que envolve o seminário episcopal, é possível que os merlões tenham sido entaipados para elevar o muro e dar mais privacidade; neste imóvel religioso, o troço de muralha ainda conserva grande parte do adarve; *4 - haveria ainda a Porta do Socorro, ou porta falsa, situada no antigo castelo, e a Porta do Mar, ou porta do castelo, a S., entretanto entaipada; existem autores que dizem que esta última seria mais uma designação da Porta da Vila; esta última porta seria banhada pela água da Ria Formosa quando a maré enchia, fazendo-se então o acesso pelo mar; *5 - esta porta apresenta na face voltada para o Largo Francisco Gomes do Avelar, o Arco da Vila (v. 0805050002), uma construção de princípios do século XIX da autoria do arquitecto genovês Xavier Fabri, emoldurando esta porta segundo uma linguagem arquitectónica neoclássica; por cima desta porta assenta a antiga ermida de Nossa Senhora de Entre-amba-las-águas, posteriormente designada de ermida de Nossa Senhora do Ó; *6 - este baluarte foi, durante muito tempo, denominado por "Mesa dos Mouros"; outro baluarte existiria onde hoje ergue uma casa com um portão que rasga a muralha, próximo do baluarte de S. Sebastião, conhecido por sua vez, como sendo o baluarte de São Jorge; em 1621, Massaii refere a existência de 4 peças de artilharia dispostas a servir e outras sete desmontadas neste baluarte, enquanto o de S. sebastião teria apenas 3 peças de ferro; *7 - não existem vestígios da torre de menagem; *8 - o antigo castelo teria oito torres, uma das quais de menagem; *9 - é possível que tenha funcionado como canhoeira dado que confronta uma zona de atracagem de barcos.

Autor e Data

João Neto 1991 / Daniel Giebels 2005

Actualização

 
 
 
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