Torre Velha

IPA.00015577
Portugal, Faro, Albufeira, Guia
 
Arquitectura militar, quinhentista. Torre isolada, de secção quadrangular, bastante arruinada. É provável que tenha feito parte de um conjunto militar mais vasto, característico da fortificação da linha de costa concebida durante e após o reinado de D. João III, à base de fortes e baterias.
Número IPA Antigo: PT050801020016
 
Registo visualizado 164 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Planta quadrangular simples, regular. Massa única, disposta na vertical. Torre parcialmente conservada até um provável segundo piso, apresentando níveis diferentes de desgaste. A fachada N. apresenta maior índice de destruição: obstrução dos cunhais que a delimitam, por uma ombreira de portão, a E. e por muro e arbustos a O.; conserva-se íntegra até uma altura de 1m c., inflectindo aí o material conservado para o interior da torre; alçado N. mantém-se em altura até cotas mais elevadas, mas à base de derrubes, sem qualquer integridade da fachada. Restantes fachadas organizam-se de modo semelhante, sendo a virada a S. a que apresenta melhores índices de conservação, elevando-se até 3m c. de altura com o aparelho original. Aparelho não-isódomo em toda a extensão da torre, incluindo as zonas mais baixas, com grande quantidade de pedra miúda não aparelhada; cunhais parcialmente conservados na secção SE. denotam ainda parte da organização inicial, intercalando as fiadas na direcção ora de um alçado, ora de outro; maioria dos cunhais desapareceu, permanecendo aí uma pedra miúda melhor aparelhada e disposta horizontalmente, como antecedendo o revestimento de cunhais maiores.

Acessos

Complexo turístico da Torre Velha. A partir de Albufeira, tomar a EN 526 em direcção a Pera (no sentido O.). A seguir à povoação das Sesmarias virar para S. em direcção à Praia da Galé. A torre localiza-se no síto do Castelo, perto da praia com o mesmo nome.

Protecção

Inexistente

Grau

3 – imóvel ou conjunto de acompanhamento que, sem possuir características individuais a assinalar, colabora na qualidade do espaço urbano ou na ligação do tempo com o lugar, devendo ser preservado em tal medida. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Valor Concelhio / Imóvel de Interesse Municipal e outras classificações locais.

Enquadramento

Peri-urbano, planalto, parcialmente adossado. Torre integrada num aldeamento turístico, do qual tomou o nome, encontrando-se parcialmente embebida no muro delimitador da propriedade. Monumento enquadrado por numerosos elementos dissonantes, de que se salienta um portão a E., um muro que se desenvolve para O. no seu prolongamento, profusão de arbustos e heras adossadas e uma piscina a SO.. Fragmentação das propriedades nas redondezas determinaram a perda de impacto do imóvel na paisagem, sendo muito difícil perceber a sua relação com a linha de costa. Para NO. um amplo espaço desafogado, que funciona como parque de estacionamento exterior do complexo turístico, permite vislumbrar a torre a uma certa distância, mas para S. e SE. o campo de visão estreita-se consideravelmente.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Militar: torre de vigia

Utilização Actual

Turística: pormenor notável

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

1548, Junho - ataque muçulmano à costa de Albudeira, que resultou na captura e escravidão de seis camponeses da zona; Séc. 16, 2ª metade, reinado de D. João III - construção da torre (atr.); Séc. 20, 2ª metade - restauro parcial com integração no aldeamento turístico do mesmo nome.

Características Particulares

Testemunho da fortificação da costa do Algarve central efectuada na 2ª metade do séc. 16 da qual restam numerosos casos de torres isoladas. Apresenta características algo arcaicas, como a irregularidade do aparelho e mesmo a planta, a recordar ainda formulários medievais cujos testemunhos mais importantes se situam actualmente no Sotavento (actual concelho de Olhão). Testemunha a convivência entre estruturas pré-existentes e o aproveitamento turístico no Algarve nos anos 80 do séc. 20.

Dados Técnicos

Estrutura monolítica

Materiais

Pedra e argamassa não especificada; cantaria (cunhais)

Bibliografia

COUTINHO, Valdemar, Castelos, fortalezas e torres da região do Algarve, Faro, Algarve em Foco, 1997.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN / DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Séc. 20, anos 80; proprietário - reconstrução parcial em altura e de cunhais.

Observações

*1 - erradamente considerada redonda por Valdemar Coutinho (COUTINHO, 1997)

Autor e Data

Paulo Fernandes 2002

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login