Edifício na Rua das Murtas n. 1

IPA.00016208
Portugal, Lisboa, Lisboa, Alvalade
 
Arquitectura residencial, contemporânea. Edifício de acompanhamento, de grande dimensão, em gaveto duplo (remate de quarteirão), para habitação em propriedade horizontal
Número IPA Antigo: PT031106420753
 
Registo visualizado 142 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício        

Descrição

Acessos

Rua das Murtas, N.º 1; Avenida do Brasil n.º 45. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,756058, long.: -9,149004

Protecção

Inexistente

Grau

5 - registo em pré-inventário com um preenchimento mínimo dos campos… e pressupondo a existência de um registo iconográfico.

Enquadramento

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: edifício

Utilização Actual

Residencial: edifício

Propriedade

Privada

Afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: Manuel Maria Cristóvão Laginha (1919-1985). INTERIORES: Designer Daciano da Costa (1930-2005) (9.º Esq.)

Cronologia

1961 - a Câmara Municipal de Lisboa aprova o processo 49.098/60, contendo estudo para a renovação de todo o quarteirão delimitado pela Av. do Brasil, Rua Oriental do Campo Grande, Rua das Murtas e antiga Azinhaga das Murtas (esta a substituir pela abertura de novo arruamento, depois Rua José Santa Camarão); 1962 (atr.) - o Arq. Manuel Laginha elabora uma "Proposta de variante ao estudo aprovado pelo Município em 1961", para a ocupação de dois lotes no gaveto da Av. do Brasil com a Rua das Murtas, correspondentes aos números 43A e 45 do primeiro arruamento, no lugar de moradia existente a demolir (AML.Arquivo Intermédio Obra 46.173, AML.Arquivo Fotográfico foto PT/AMLSB/AF/VGF/S00205). Preconiza o recuo dos dois lotes em relação ao plano marginal da Av. Brasil, de modo a conseguir para estes uma altura (dois pisos de embasamento, piso técnico intermédio, 8 pisos em elevação e um recuado) superior à dos restantes lotes do mesmo quarteirão (com um piso menos em elevação e sem recuado). Para cumprimento da "regra dos 45º", que faz depender a cércea de um edifício da largura do arruamento ou da distância entre aquele e o plano marginal fronteiro, os dois lotes recuam 2,5m relativamente aos restantes (ML NP1075.DGEMN). Tal proposta terá constituído o processo 19.808/62 da CML; 1962-1969 - o arquitecto elabora, para a requerente Raquel Correia Gomes, uma primeira versão do projecto para os dois lotes, nos quais adopta, para cada dois andares de habitação, a combinação de duas tipologias T4 (mais quarto de serviço) no lado esquerdo e uma T3 em duplex no lado direito (ML NP511.DGEMN). O volume em elevação sobre o embasamento é, nesta primeira versão, desenhado como um paralelepípedo puro, destacado daquele por um piso técnico recuado, subtraído em faixas verticais de varandas escavadas e, no andar recuado, rematado por laje de coroamento parcialmente recortada e lateralmente sustentada pelo prolongamento das empenas (como ilustra uma perspectiva atribuível a esta versão do projecto, ML NP1063.DGEMN). No mesmo intervalo temporal terá igualmente elaborado uma solução alternativa para os mesmos dois lotes, eliminando a tipologia duplex e criando para cada andar, no lote 1, fogos de 4 quartos e quarto de serviço (lado esquerdo) e 3 quartos (lado direito); no lote 2, dois fogos quase simétricos com 3 quartos e quarto de serviço, tendo o lado direito um escritório, e caixa de escadas em posição central. Caracteriza esta alternativa um elemento que se manterá no projecto apresentado a licenciamento em 1969: a aposição à fachada lateral NE. de dois volumes salientes, rodados 45 graus e de altura integral, contendo os vãos que na proposta anterior eram colocados no plano da fachada (ML NP1075.DGEMN); 1969, Agosto - é apresentado por Manuel Laginha o pedido de licenciamento das obras de construção do lote 1 (Av. do Brasil 45 e Rua das Murtas 1, AML.Arquivo Intermédio Proc. 34.962/69), contendo as alterações ao projecto de 1962 (ML NP930.DGEMN). Aprovado, obtém a licença n.º 171 e o n.º de Obra 57.856. O projecto descreve uma construção com dois pisos em cave (para estacionamento), dois pisos em embasamento ocupando integralmente o perímetro de implantação (para comércio no piso térreo e escritórios, em open space, no piso superior), um piso intermédio (sobre o embasamento, para habitação da porteira e estendais colectivos no terraço), oito pisos idênticos de habitação (um fogo T2 e um fogo T3, com quarto de serviço e escritório, em cada piso) e um recuado (correspondente ao 11.º andar e também para habitação) (ML NP510.DGEMN). Acompanha o projecto uma "Lista dos principais acabamentos previstos", datada de Agosto de 1968 e que inclui, nos exteriores, a utilização de betão aparente "com aditivo, cofragem cuidada, pintado a tinta plástica, ou Silexore" na estrutura, de forras de mármore areado moca creme em panos de enchimento, de caixilharia de alumínio anodizado cor natural e de lagetas de betão de junta aberta, sobreelevadas da laje de cobertura isolada ao calor e humidade. Prevê-se, a nível de equipamento, a montagem de sistemas de evacuação de lixos por via seca (conduta), de aquecimento central a vapor e, entre outros, de sinalização aérea para a aviação (dada a proximidade ao Aeroporto) (ML NP1075.DGEMN). No mesmo ano de 1969, dá entrada um pedido de Alterações (AML.Arquivo Intermédio Proc. 47.664/69), justificado, em memória descritiva datada de Novembro e assinada por Manuel Laginha, pela necessidade de "adaptação de algumas das anteriores habitações ao programa familiar dos actuais proprietários" (ML NP239.DGEMN). As plantas são então subdivididas em uma para cada um dos diferentes andares, cuja compartimentação interior é modificada em função das necessidades de cada proprietário, em consequência do regime de Propriedade Horizontal entretanto adoptado. A empreitada de construção do imóvel implica a abertura de concurso, cujo programa é definido por Manuel Laginha (ML NP228.DGEMN); 1970, Março - novo processo de Alterações, para ocupação do terraço sobre o 2.º andar, parcialmente liberto de construções na parte sob o bloco de apartamentos, com "atelier para artistas plásticos" (ML NP239.DGEMN); 1972, Dezembro - processo de Alterações (CML.Arquivo Intermédio Proc. 7.032/OB/72) que ilustra o pedido no Proc. 25.588/72 e sucede ao Proc. 664/OB/72, tendo em vista a ocupação das ligações laterais entre os terraços NO. e SE. sobre o 2.º andar com ateliers e a adição de um andar recuado, conforme memória descritiva assinada por Manuel Laginha (ML NP239.DGEMN). Também para adição do andar recuado, em Janeiro de 1973 é apresentado novo pedido de Alterações (ML NP239.DGEMN), que corresponderá ao Proc. 28.052/73 da Câmara Municipal de Lisboa;

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/Arquivo Pessoal Manuel Laginha ML NP 228, NP 247, NP 510, NP 511, NP 512, NP 513, NP 930, NP 933, NP 1056, NP 1058, NP 1059, NP 1060, NP 1061, NP 1062, NP 1063, NP 1065, NP 1066, NP 1075

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID DGEMN/Arquivo Pessoal Manuel Laginha ML NP 37, NP 54, NP 977, NP 978

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/Arquivo Pessoal Manuel Laginha ML NP 228, NP 239. CML / Arquivo Intermédio (Bairro da Liberdade), Obra n.º 57.856

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO

Autor e Data

Ricardo Agarez 2006

Actualização

 
 
 
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