Igreja Paroquial de Atalaia / Igreja de Nossa Senhora da Assunção

IPA.00001966
Portugal, Santarém, Vila Nova da Barquinha, Atalaia
 
Igreja paroquial de provável fundação medieval, como sugere o recurso às três naves escalonadas, a qual permite a introdução de clerestório e a iluminação direta dos espaços internos, sendo as coberturas das naves de madeira e a cabeceira com abóbada de nervuras, de dois tramos, aplicada a uma capela facetada. Foi reformada no séc. 16, com a introdução de um portal e arco triunfal em cantaria lavrada, de linguagem erudita, de inspiração clássica, sendo possível que, nesta data, tenha surgindo uma nova fachada do tipo fachada-torre. O portal e o arco triunfal são os elementos de destaque neste imóvel, ornados por grotesco e atribuíveis à autoria de João de Ruão. No séc. 17, sofre nova intervenção, certamente para adaptação às novas normas tridentinas, sendo rasgadas novas janelas, destacando-se o efeito de pórtico em tabela na que se rasga sobre o portal axial, colocadas ou reformadas as portas travessas. O interior é decorado com azulejos de padrão, do tipo tapete, interrompido por painéis de azulejo figurativo, com cenas do Antigo e Novo Testamentos e é introduzido o púlpito, adossado à coluna, hoje amputado do seu primitivo suporte, em forma de coluna. O sepultamento no local do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Manuel origina obras na capela-mor, com a introdução de um túmulo simples, do tipo arca, envolvido por decoração tardo-barroca, e um novo retábulo-mor, removido durante as obras de restauro puristas, levadas a cabo pela DGEMN. É possível que, neste período, tenham sido construídas as duas alas que ladeiam a fachada principal, atualmente abrindo para o adro por arcos de volta perfeita, mas que tinham os arcos parcialmente entaipados, rasgados por duas portas de verga reta, bem como tenha ocorrido a ampliação das janelas. Interior com pequeno coro-alto sobre o endo-nártex formado pela torre e batistério em corpo adossado ao lado do Evangelho. Nos topos das naves, altares simples, onde existiram capelas retabulares, removidas no séc. 20.
Número IPA Antigo: PT031420010002
 
Registo visualizado 557 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta poligonal irregular, composta por três naves, capela-mor facetada, com batistério no lado esquerdo e sacristia no lado oposto, tendo coberturas diferenciadas em telhados de uma água (naves laterais, mais baixas, sacristia e batistério), duas águas na nave central e cinco na cabeceira, sendo em cúpula bolbosa, rebocada e pintada de branco, na torre sineira. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, seccionadas por contrafortes exteriores, com cunhais apilastrados, exceto na capela-mor, do tipo perpianho, de naves escalonadas, as colaterais com frestas de iluminação direta. Fachada principal virada a ocidente, marcada pela torre sineira ao centro, dividida em três registos, definidos por cornijas, a superior assente em cachorrada. O primeiro registo é marcado pelo portal axial, sobrepujado por janela de volta perfeita, rematada em frontão triangular. O portal é em volta perfeita, com o intradorso em caixotões decorados de rosetas, assente em largas pilastras, seccionadas por colunelos do tipo balaústre; os seguintes, possuem dois tondos, com duas figuras em relevo. Está enquadrado por pilastras ornadas por balaústres relevados e com duas mísulas, encimadas por baldaquinos, contendo as imagens em alto-relevo de São Pedro e São Paulo, assentes em altos plintos ornados por dois perfis, e rematadas por pináculos. Sobre estas pilastras, corre entablamento, decorado por grotesco, que centra a pedra de armas de D. Pedro de Meneses, primeiro Conde de Cantanhede. O segundo registo da sineira tem, na base, friso de grotesco, sendo rasgada por quatro ventanas de volta perfeita, duas na face principal e uma em cada uma das laterais. No terceiro registo, re-entrante e com pináculos do tipo balaústre nos ângulos, rasgam-se ventanas e, na face principal, surge o mostrador do relógio, em cantaria. A torre interrompe um frontão sem retorno que a une aos panos laterais, marcados por janelas retilíneas gradeadas e com molduras recortadas. É ladeada por dois panos em meia-empena curva, rematados em frisos e cornijas, nos quais se rasgam dois arcos de volta perfeita, de passagem para o adro, flanqueados por dois possantes cunhais de cantaria, firmados por pináculos. Fachada lateral esquerda com porta travessa de volta perfeita, assente em pilastras e ladeado por duas colunas que sustentam o friso de remate, tendo, no lado direito do corpo da nave lateral, o volume saliente do batistério, cego. No corpo da capela-mor, uma fresta em capialço. Fachada lateral direita marcada por dois contrafortes, rasgada por porta travessa semelhante à do lado oposto, encimada por janela retilínea, gradeada. No lado direito, o corpo da sacristia adossado, tendo janela retilínea, protegida por grades e, na face ocidental, porta de verga reta; na face posterior, pequena fresta. No corpo da capela-mor, uma fresta em capialço. Fachada posterior facetada, e cega. INTERIOR com as três naves divididas em cinco tramos por arcadas de volta perfeita sobre colunas de tambores com capitéis jónicos, as primeiras possuindo pias de água benta embutidas, em forma de concha. As paredes laterais apresentam revestimento parcial em azulejo de padrão policromo, do tipo tapete (P-508 e C-71), interrompido por painéis figurativos policromos, sobre alto silhar de azulejo enxaquetado, azul e branco, e encimados por reboco pintado de branco; nos panos de muro sobre as arcadas, alguns painéis de azulejo semelhantes aos anteriores. As naves têm coberturas de madeira em masseira, reforçadas por tirantes metálicos e pavimentos em lajeado. Sob a torre sineira, situa-se um endo-nártex, separado da nave por portal de madeira e bandeira, sobre o qual se desenvolve o coro-alto, que abre para a nave central por arco de volta perfeita, tendo guarda de cantaria balaustrada. No primeiro tramo do lado do Evangelho, situa-se um pequeno volume de perfil curvo, onde se integram as escadas de acesso ao coro-alto e à torre. Ainda do mesmo lado, um arco de volta perfeita, assente em pilastras toscanas de fustes almofadados, acede ao batistério, de perfil curvilíneo, forrado a azulejo de padrão policromo, do tipo tapete (P-380 e B-62), com teto de madeira e pavimento em lajeado. Encostada à parede fundeira, a pia batismal, em calcário, composta por pé em balaústre e ampla taça hemisférica, de bordo boleado. No lado do Evangelho, o nicho dos Santos Óleos, com moldura em cantaria calcária, retilíneo e com moldura formada por cordão perlado, assente em cornija sobre duas carrancas e rematando em friso e cornija, encimados por concha centrada por dois pináculos ornados por festões de drapeados; é fechado por grade de ferro, ornada por pequenos balaústres. Adossado à quarta coluna da nave lateral do Evangelho, surge o púlpito com bacia facetada, assente em concha, fragmento de coluna e uma mísula; tem guarda de balaústres de madeira. No topo das naves laterais, os altares colaterais, do tipo paralelepipédico, revestido a azulejo de padrão, encimados por edículas de molduras retilíneas, flanqueadas por colunelos do tipo balaústre, encimadas por friso de grotesco, contendo nicho de perfil abatido, de moldura múltipla e assente em colunelos, dedicados a Santo António (Evangelho) e São Francisco (Epístola). Arco triunfal de volta perfeita, assente em colunelos finos, ladeados por amplo friso côncavo, decorado por grotescos. Elevada por três degraus, a capela-mor poligonal, com paredes rebocadas e pintadas de branco, cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas e de dois tramos, com o de topo mais curto e descarregando em mísulas; os liernes, ogivas e terceletes da abóbada desenham uma cruz grega de pontas aguçadas, sendo os bocetes lavrados de rosetas e ostentando o fecho central as armas de D. Pedro de Meneses; pavimento em lajeado. No lado do Evangelho, erguesse o túmulo do Cardeal D. José Manuel da Câmara de Atalaia, segundo Patriarca de Lisboa e da família dos Condes da Atalaia, e, no lado oposto, a porta de acesso à sacristia. Na parede testeira, mísula com a imagem do orago.

Acessos

Atalaia, Rua Patriarca D. José; Rua da Fortaleza. WGS84 (graus decimais): lat.: 39,482867; long.: -8,450271

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 11 453, DG, 1.ª série, n.º 35 de 19 fevereiro 1926 *1

Enquadramento

Peri-urbano, isolado, implantado em ligeiríssimo declive, a que se adapta, tendo plataforma artificial elevada, no lado esquerdo. Encontra-se junto á via pública, com a qual forma um ângulo agudo, dando lugar a uma faixa de passeio pavimentado a calçada, de que se separa por plataforma de cantaria, com acesso frontal por quatro degraus centrais. Lateralmente, um murete de alvenaria, rebocado e pintado de branco, envolve a igreja e fecha um adro em forma de triângulo irregular. Encontra-se pavimentado a calçada, pontuado, na zona posterior, por canteiros com árvores de porte médio. Fronteiro, uma ampla casa abastada.

Descrição Complementar

No PORTAL AXIAL, as armas dos Meneses, Senhores de Cantanhede, envolvidos por tondo de flores: "Partido: o primeiro de prata, com cinco escudetes de azul, postos em cruz, cada escudete carregado de cinco besantes do primeiro esmalte postos em sautor; o segundo de vermelho, com cinco flores-de-lis de ouro, postos em sautor" (Armorial, p. 363). Os PAINÉIS DE AZULEJO DA NAVE CENTRAL figuram cenas do Antigo Testamento. São retangulares, de 10x9, envolvidos por cercadura e representando: "Criação do Homem", "Adão e Eva no Paraíso", "Eva colhendo as maçãs", "Adão e Eva expulsos do Paraíso", "Caim mara Abel", "Construção da arca de Noé", "Dilúvio", "Arca no monte Ararat" e, sobre o arco triunfal, uma "Santíssima Trindade". Os PAINÉIS DAS NAVES LATERAIS representam "Nossa Senhora da Assunção, "Batismo de Cristo", "Santa Catarina e São Domingos", "Alegoria Eucarística", "Circuncisão", "Milagre da Mula", "Nossa Senhora da Ascensão". Sobre a porta travessa, a "Pomba do Espírito Santo". Na BACIA DO PÚLPITO, a inscrição: "DE ABRLI (sic) 1674". TÚMULO DO PATRIARCA D. José Manuel é em cantaria de calcário e encontra-se embutido no muro, envolvido por elementos arquitetónicos, formados por arco de volta perfeita, assente em pilastras, ladeadas por quatro pilastras, as exteriores em paraestática e as interiores encimadas por pináculos, assentes em plintos decorados por leões rampantes. O conjunto remata em cornija de perfil contracurvo, de inspiração borromínica, que encima as armas do Cardeal, ladeadas por painéis de "ferronerie". A arca, encimada por florões, é paralelepipédica, com almofada recortada nos ângulos, onde surge concha. As armas são as dos Manuéis: "Esquartelado: o primeiro e o quarto de vermelho, com uma asa aberta de ouro, terminada por uma mão de carnação, empunhando uma espada de prata, guarnecida de ouro; o segundo e o terceiro deprata, com um leão de púrpura, armado e lampassado de azul." (Armorial, p. 340). Timbre: mitra de cardeal.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

DGPC, Decreto-Lei n.º 115/2012, DR, 1.ª série, n.º 102 de 25 maio 2012

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: João de Castilho (atr., 1528); Mateus Vicente de Oliveira (1758). EMPREITEIROS: Agostinho F. Quinas & Filhos, Lda. (1986); Anselmo Costa (1975); António Domingues Esteves (1938-1939); Artur Rodrigues Maia (1929-1935, 1934); Cândido Patuleia (1969); Raul Marques da Graça (1936, 1955, 1960). ESCULTOR: João de Ruão (atr., séc. 16). FORNECEDORES: Fábrica Cerâmica da Pampilhosa (1938-1939).

Cronologia

1528 - provável fundação ou reedificação da igreja por D. Pedro de Menezes, senhor de Cantanhede, cujas armas se encontram no portal axial e no fecho da abóbada da capela-mor; o risco é atribuível a Júlio de Castilho, sendo o portal e a decoração do arco triunfal atribuíveis a Júlio de Castilho; 1542 - a povoação é da Coroa, tendo sido dada, neste ano, a D. Fradique Manuel, ascendente dos Condes da Atalaia, com Tancos, Asseiceira e o Casal de Santa Marta e todas as suas rendas, em troca de Salvaterra; 1674 - obras na igreja, conforme atesta a data na base do púlpito, com feitura do mesmo e colocação de painéis de azulejo no interior; provável regularização da capela-mor, que passa, exteriormente, de facetada a retangular e feitura dos contrafortes para escorar a parede sul; 1758, 02 abril - nas Memórias Paroquiais, a igreja surge referida como estando dentro da povoação, tendo por orago Nossa Senhora da Assunção, com três nave e cinco altares, o do Santo Nome de Jesus e Nossa Senhora do Rosário (Evangelho), Espírito Santo e Santo António (Epístola); o pároco é prior, apresentado pelo Marquês de Tancos, D. João Manuel de Noronha; o pároco apresenta um cura coadjutor; tem de renda 500$000; 1758, 09 julho - o cardeal D. José Manuel morre na casa dos Condes da Atalaia, onde se tinha refugiado devido a desavenças com o Marquês de Pombal, relativas ao processo de expulsão da Companhia de Jesus; 12 julho - sepultura do cardeal na capela-mor da igreja, em túmulo mandado fazer pela sua sobrinha, D. Constança Manuel, Marquesa de Tancos, conforme risco de Mateus Vicente de Oliveira (QUEIROZ: 48); provável feitura dos panos que ladeiam a fachada principal e colocação de novo retábulo-mor na capela-mor; 1929 - 1934 - obras de restauro do templo, sendo desmontado o retábulo-mor tardo-barroco e os laterais; 1933 - corte e venda em hasta pública de três amoreiras que se achavam no adro; 1937, 28 junho - um abaixo-assinado de habitantes locais, solicita que as obras sejam retomadas e concluídas, com a reconstrução de quatro altares laterais e o mor, arranjo do batistério, com colocação de teia de ferro, arranjo-o da cobertura da torre e colocação de cabeções dos sinos; acabamento da sacristia e colocação de rodapé em azulejo na igreja; 1941, 13 outubro - carta da Junta de Freguesia de Atalaia a referir que adquirira um novo relógio para a igreja, que já se encontrava encaixotado no local e que é necessária a sua colocação; 16 dezembro - por não haver resposta ao pedido anterior, este é reiterado pela Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha; fica decidido que seria a Junta ou a Câmara a colocar o relógio; 1950, 04 dezembro - a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha solicita, por pedido do pároco, que a DGEMN proceda à eletrificação da igreja; 1960 - o pároco manda colocar uma caixa de esmolas embutida numa coluna, sendo pedido pela DGEMN a sua remoção; 1978, 27 junho - durante a noite, a igreja é assaltada , sendo furtadas duas imagens de madeira, de São Francisco e Santo António; 1982, 11 agosto - o edifício é afeto ao IPPC (Instituto Português do Património Cultural, por Decreto-Lei n.º 318/82; 1992, 01 junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei 106F/92, DR, 1.ª série A, n.º 126; 1983, 24 janeiro - projeto da Câmara de Vila Nova da Barquinha para arranjo do adro, com o restauro dos muros laterais, reconstrução das escadas de acesso ao cemitério, construção de dez caldeiras, que servirão de bancos e onde se plantarão árvores; 1989 - obras de arranjo do adro, conforme projeto de 1983; 2009, 24 agosto - o imóvel é afeto à Direção Regional da Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, Portaria n.º 829/2009, DR, 2.ª série, n.º 163.

Dados Técnicos

Sistema estrutural misto.

Materiais

Estrutura em alvenaria e cantaria, rebocada e pintada; pavimentos, degraus, cunhais, contrafortes, abóbada, colunas, modinaturas, pia de água benta, pia batismal, túmulo, base do púlpito e arco triunfal em cantaria de calcário; coberturas, portas, caixilharias e mobiliário de madeira; revestimento e painéis de azulejo; grades em ferro; coberturas exteriores em telha cerâmica.

Bibliografia

Armorial Lusitano - Genealogia e Heráldica. Lisboa: Editorial Enciclopédia, Lda., 1961; CÂNCIO, Francisco, Ribatejo Histórico e Monumental, 2 vols, 1938; A Igreja Matriz da Atalaia, Boletim da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, nº 24, Lisboa, 1941; GONÇALVES, A. Nogueira - A Igreja de Atalaia e a primeira época de João de Ruão. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1974; SIMÕES, João Miguel dos Santos - Azulejaria em Portugal no século XVII. 2.ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1997, tomo I; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Santarém, Vol. III, Lisboa, 1949; MOURATO, Manuel António, Memória Histórica da Notável Vila de Abrantes, Abrantes, 1981; QUEIROZ, Mónica Ribas Marques Ribeiro de - o Arquitecto Mateus Vicente de Oliveira (1706-1785). Uma Práxis Original na Arquitectura Portuguesa Setecentista. Lisboa: s.l., 2013. Texto policopiado. Dissertação de Doutoramento de Belas-Artes, apresentada à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Documentação Gráfica

DGPC: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN/ DSID, SIPA; Diocese de Santarém

Documentação Administrativa

DGPC: PT DGEMN:DSARH-010/043-0012, PT DGEMN:DSARH-010/043-0013, PT DGEMN:DSARH-010/043-0021; DGLAB/TT: Memórias Paroquiais, vol. 5, n.º 30, fls. 729 - 732

Intervenção Realizada

DGEMN: 1929 / 1930 - conserto do telhado da igreja por Artur Rodrigues Maia; 1931 / 1932 - arranjo das coberturas da capela-mor e sacristia, forro das três naves e suas pinturas e das paredes interiores, por Artur Rodrigues Maia; 1934 - lajeamento da igreja e do adro; limpeza das cantarias do arco triunfal e das colunas das naves e arranjo da casa da Irmandade, adossada à nave colateral esquerda; desmontagem, para arranjo, de dois altares laterais e duas telas, por Artur Rodrigues Maia; 1936 - arranjo do adro pelo construtor Raul Marques da Graça; 1938 / 1939 - apeamento e reconstrução da armação do telhado; apeamento e reconstrução completa da parede sul, que por assentamentos está desaprumada, o que originou que, no passado, tivessem que ser construídos contrafortes exteriores; obra adjudicada a António Domingues Esteves; aquisição de talhas à Fábrica Cerâmica da Pampilhosa; 1939 - o mesmo empreiteiro encarregou-se na obra da sacristia, com rebaixamento das paredes, armação e cobertura dos telhados, forros em pinho, picagem e feitura de novos rebocos, lajeamento do pavimento, construção e assentamento de portas e caixilharias; demolição da parede exterior da capela-mor, para desafrontamento da parede primitiva, cintagem da abóbada em betão armado, restauração das janelas e contrafortes primitivos em cantaria; substituição dos rebocos exteriores e assentamento dos azulejos; arranjo do adro com construção dos muros de vedação, abertura de cachorros, mudança do caminho para o cemitério, feitura de degraus em cantaria e lajeado em volta do templo; 1941- substituição do relógio da torre; 1955 - arranjo do confessionário por Raul Marques da Graça; 1960 - reparação da cobertura por Raul Marques da Graça; 1960 / 1961 - instalação elétrica e sonora; 1969 - obras de limpeza e conservação no telhado; reparação e pintura de portas e caixilharias, substituição de uma porta e janela do lado sul; consolidação e pintura dos cabeções dos sinos e reparações nos paramentos da fachada principal; obra levada a cabo por Cândido Patuleia; 1975 - conservação e reparação dos telhados, por Anselmo Costa; 1986 - beneficiação da cobertura, por Agostinho F. Quinas & Filhos, Lda.; IPPAR: 2002 - revisão das coberturas, com limpeza, reparação da estrutura, substituição de relhas e revisão dos forros; reparação de rebocos degradados; revisão das carpintarias e serralharias; recuperação dos vitrais; limpeza, consolidação, e refechamento de juntas em cantarias; reparações dos sinos e dos cabeções; montagem de redes anti-pombo na torre sineira; colocação de pavimento em lajeado na área envolvente; limpeza das cantarias do portal.

Observações

*1 - DOF: Igreja da Atalaia, com pórtico renascença e um conjunto interno a que dão realce azulejos do princípio do séc. XVII.

Autor e Data

Paula Figueiredo 2016 (no âmbito da parceria DGPC / Diocese de Santarém)

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login