Santuário de Fátima

IPA.00020204
Portugal, Santarém, Ourém, Fátima
 
Arquitetura religiosa, do séc. 20. Santuário construído para comemoração das Aparições de Nossa Senhora aos Três pastorinhos de Fátima, Lúcia, Jacinta e Francisco, com vasto recinto composto por duas basílicas, pela pequena Capela das Aparições, uma antiga Azinheira, perto daquela onde apareceu a Virgem, o Monumento ao Sagrado Coração de Jesus e vários edifícios de apoio e monumentos comemorativos. A Basílica primitiva é de estilo neo-barroco, com planta retangular irregular, composta por nave, antecedida por galilé com várias capelas laterais profundas, encimadas por tribunas, capela-mor e corpos anexos, com coberturas interiores diferenciadas em abóbadas de berço de caixotões, iluminada uniformemente por janelas de vários perfis, rasgadas nas fachadas laterais. A fachada principal é marcada pela torre sineira, de vários registos e contendo duas ordens de ventanas. Interior com coro-alto, tribunas laterais e falso transepto inscrito, com decoração virada para a Via Sacra e para os Mistérios do Rosário.
Número IPA Antigo: PT031421060020
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

O Santuário é composto por amplo retângulo, cortado pelo túnel da EN356, onde se dispõem, em eixo com direção SO. - NE.: o Centro Pastoral Paulo VI, a Basílica da Santíssima Trindade (v. IPA.00033410), o enorme recinto à primitiva Basílica, tendo, ao centro, o Monumento ao Sagrado Coração de Jesus e a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, antecedida, a NO., pela Capelinha das Aparições e a Azinheira Grande. Ainda do mesmo lado, a Casa de Retiro de Nossa Senhora das Dores e, no lado oposto, enquadrando o recinto, a Casa de Retiro de Nossa Senhora do Carmo e a Reitoria. Pontualmente, surgem vários monumentos escultóricos. O RECINTO DE ORAÇÃO é amplo, com cerca de 265 metros, formando um ligeiro declive e pavimentado a alcatrão, possuindo um corredor lajeado, que serve de via penitencial. Já quase junto à Basílica, no centro do primitivo recinto, de menor dimensão, o Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, construído sobre um poço e fontanário de águas milagrosas, com quatro saídas de águas, e com a restante zona envolvente ajardinada; ao centro, o monumento composto por plataforma quadrangular de três degraus, onde assenta um plinto e amplo pilar, com a imagem de bronze do Sagrado Coração de Jesus, recebendo os peregrinos de braços abertos. A BASÍLICA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO é de planta poligonal irregular, composta por nave, capela-mor, vários anexos adossados às fachadas laterais e posterior, dando origem, internamente, a um transepto inscrito e antecedida por nártez e torre sineira, de volumes articulados e escalonados, com coberturas diferenciadas em terraços, em telhados de duas águas e, na torre, em coruchéu tronco-cónico, rasgado por olhos de boi e coroado por coroa fechada e cruz latina. Fachadas em cantaria de calcário aparente, percorridas por socos do mesmo material, flanqueadas por cunhais apilastrados e rematadas por entablamentos e platibandas balaustradas, interrompidas por acrotérios paralelepipédicos, encimados por urnas. Fachada principal virada a SO., marcada pelo corpo da sineira com vários registos separados por entablamentos, com cornijas de vários perfis, retos, angulares e curvos, o inferior com arco de volta perfeita de acesso à galilé, flanqueado por pilastras e remate em frontão triangular. Sobre este, um nicho com a imagem do orago, a que se sucede um intermédio de pequenas dimensões, um com ventanas de volta perfeita, um intermédio com os mostradores dos relógios e, no topo, um corpo de menores dimensões, com quatro sineiras de volta perfeita. As faces laterais possuem, no registo inferior, várias janelas retilíneas. Está ladeado pelo corpo da galilé com quatro arcos de volta perfeita de acesso, flanqueados por pilastras toscanas, encimado pelo corpo da nave, formando dois apainelados almofadados e cegos. Sobre o acrotério dos ângulos da platibanda, dois anjos. As fachadas laterais são semelhantes, com dois pisos de vãos nos anexos, os inferiores com cinco janelas jacentes, sobrepostas por duas janelas retilíneas, encimadas por frontões triangulares e, sobre estas, cinco janelas de perfil recortado, com áticas curvas. O corpo da nave é rasgado por cinco janelas com frontões triangulares. O transepto é marcado exteriormente por meia luneta, surgindo, a iluminar o cruzeiro janela com frontão semicircular. A capela-mor tem dois registos de dois vãos, os inferiores recortados e os superiores retilíneos, com molduras salientes e remates em cornijas; o corpo anexo possui porta de verga reta e três janelas retilíneas, surgindo mais duas nas faces NE.. O corpo adossado à fachada posterior tem um eixo de dois vãos retilíneos. Fachada posterior com dois panos definidos por três pilastras, a central com seis janelas jacentes, surgindo, em cada pano três janelas, uma jacente e duas retilíneas com remates em cornijas. INTERIOR em cantaria de calcário aparente, com coberturas em abóbadas de lunetas, com caixotões, em betão armado, assentes em entablamento e pilastras, e com pavimentos em lajeado no sub-coro e em parquet com réguas e corredor central em lajeado. Coro-alto em cantaria, com a zona central saliente, sobre colunas toscanas e com guarda plena em cantaria, contendo os vários corpos do grande órgão, o principal enquadrado por arco de volta perfeita, com dupla arquivolta fitomórfica, e assente em pilastras. Tem acesso por escadas a partir das portas do sub-coro e, superiormente está ladeado por dois nichos com imaginária. Para a nave, abrem 10 capelas laterais, protegidas por teias de madeira, iluminadas por vãos no topo e com coberturas em caixotões almofadados, contendo altares e baixos-relevos, alusivos aos Mistérios do Rosário; sobre estes, duas tribunas assentes em colunas de fustes lisos e capitéis coríntios com guardas balaustradas. Confrontantes, surgem dois púlpitos facetados, assentes em colunas de fustes lisos e com guarda plena almofadada, encimados por guarda-vozes facetados. O transepto está marcado por arcos de volta perfeita, com dois altares, surgindo, no braço do Evangelho, os túmulos de Jacinta e Lúcia, surgindo, no lado oposto, o túmulo de Francisco. Arco triunfal de volta perfeita, sustentado por pilastras toscanas, com arco ornado por motivos fitomórficos, estando ladeado por dois nichos com imaginária e por duas portas, a do Evangelho com um órgão de tubos, de acesso à atual Capela de São José, e a do lado oposto, de acesso à sacristia. Capela-mor protegida por teia em mármore, com altar e retábulo em cantaria de calcário, de planta côncava e um eixo definido por quatro colunas coríntias com o terço inferior marcado por anel de festões de drapeados, assentes em duas ordens de plintos paralelepipédicos, almofadados. Ao centro, painel pintado. A estrutura remata em relevo, representando a "Coroação da Virgem", rodeada por anjos. Altar paralelepipédico, em calcário, com frontal de prata, a representar uma Última Ceia, encimado por sacrário de prata. Em frente à Basílica, foi instalado ALTAR EXTERIOR composto por uma grande tribuna, com altar, presidência, ambão e bancos para os concelebrantes, enquadrado pela COLUNATA, disposta de forma côncava, composta por dois tipos de colunas, as existentes junto à basílica abertas, sucedendo-se corpos escalonados que saem para o recinto, cada um deles com arcos geminados assentes em colunas grupadas e com guardas balaustradas. No final da colunata, no lado SE., a CAPELA DO SAGRADO LAUSPERENE, com vitrais a representar o "Maná do Deserto" e a "Última Ceia". No lado oposto, uma Sala de projeções, com capacidade para 60 pessoas, a AZINHEIRA grande, envolvida por amplo canteiro circular relvado, e a CAPELINHA DAS APARIÇÕES, envolvida por amplo recinto de planta quadrangular, com acessos frontal e laterais, iluminada por um poço de luz, tendo, na base, uma zona de arrecadação de oferendas. No interior, a pequena Capela, de planta retangular simples e cobertura homogénea em telhado de duas águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com cunhais e frisos pintados de bege, com a fachada principal virada a SE., rasgada por portal em arco abatido. Na fachada lateral direita, painel de azulejos, azuis e brancos, recortados. No exterior, um altar, ambão e assentos em cantaria, surgindo uma redoma com a imagem de Nossa Senhora, a marcar o local onde se implantava a pequena azinheira. Junto a esta estrutura, surge um coberto vegetal, sob o qual evolui uma construção, onde existe uma zona de acolhimento e informação, instalações sanitárias, uma sacristia, dois gabinetes, uma loja de self-service de aquisição de velas e o queimador, em zona inferior. Junta a esta, a Casa de Retiro de Nossa Senhora das Dores, destinada ao alojamento de pessoas em retiro ou encontros. No lado oposto, a enorme Casa de Retiro de Nossa Senhora do Carmo e a Reitoria, junto à qual surge um Presépio. Nas imediações desta, o MONUMENTO AO MURO DE BERLIM, formado por um bloco de betão com 3,60 metros de altura e 1,20 metros de largo, proveniente de Berlim, do muro demolido em novembro de 1989. Junto a este, o MONUMENTO AOS PADRES FORMIGÃO E FISCHER, constituído por sete painéis de granito verde pérola, em homenagem ao Cónego Dr. Manuel Nunes Formigão e Prof. Dr. Luís Fischer, dois ilustres sacerdotes que estiveram nos fundamentos da historiografia das aparições de Fátima e da difusão da sua mensagem. Ainda do mesmo lado, a CRUZ ALTA com 34 metros de altura e 17 de largura, feita de aço corten. No lado oposto, à entrada do Recinto, o MONUMENTO AO PAPA PAULO VI, representando o Papa de joelhos e evoca a sua peregrinação a Fátima em 1967 e o MONUMENTO AO PAPA PIO XII, em mármore branco. No extremo SO., a Basílica da Santíssima Trindade (v. IPA.), de planta circular, surgindo, no lado oposto da Estrada Nacional, hoje com túnel de circulação, O CENTRO PASTORAL DE PAULO VI, de planta poligonal irregular e evolui em quatro pisos, com vários átrios, corredores de circulação, um anfiteatro com capacidade para 2124 pessoas, salas de encontros, capela, alojamentos e um restaurante de self-service.

Acessos

Avenida D. José Alves Correia da Silva, no Lugar da Cova da Iria

Protecção

Zona "non aedificandi", Decreto-lei n.º 37 008, DG, 1.º série, n.º 186 de 11 agosto 1948, do Ministério das Obras Públicas

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Urbano, isolado, construído no centro urbano de Fátima, do qual se tornou polo de desenvolvimento, circundado por parques de estacionamento a N., E., e O., e por zona arborizada. Nas imediações, surgem vários locais relacionados com as Aparições de Fátima ou com os nelas envolvidos, como o Lugar de Valinhos, onde ocorreu a 4.ª aparição e onde se construiu uma Via Sacra(v. IPA.00001875), a Loca do Anjo, onde ocorreram as 1.ª e 3.ª aparições, a Casa de Francisco e Jacinta (v. IPA.00003892), a Casa de Lúcia (v. IPA.00029981), o Poço dos Pastorinhos ou Poço do Arneiro no quintal desta, a Igreja Paroquial e Cemitério (v. IPA.00020205). Nos acessos ao Recinto, surgem monumentos alusivos ao Santuário e às Aparições. Na Rotunda N., de Nossa Senhora da Encarnação, surge o Monumento ao Peregrino, ali colocado por iniciativa do Rotary Club de Fátima e benzido por D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, a 27 de outubro de 1990. Na rotunda S., de Santa Teresa, surge um Monumento aos Pastorinhos, feito conforme projeto de Francisco Marques, esculpido por Fernando Marques, feito em pedra e em aço inox; foi inaugurado a 10 de junho de 1997 por D. Seragim de Sousa Ferreira e Silva. No topo da Rua Anjo de Portugal, o Monumento que dá o nome à via, uma escultura feita em bronze, sobre base de pedra, envolvido por vegetação; nasceu da iniciativa da Associação Fátima Cultural, feita por José de Sousa Araújo e inaugurada a 29 de setembro de 1996. O Recinto encontra-se envolvido por várias casas de congregações religiosas, por várias lojas e unidades turísticas. A E. do Santuário, a Capela Bizantina Domus Pacis, com a primeira pedra lançada em outubro de 1956 e inaugurada a 28 de agosto de 1963.

Descrição Complementar

A TORRE SINEIRA tem 65 metros de altura e é rematada por coroa de bronze de 7.000 kg, encimada por cruz iluminada; tem carrilhão, composto por 62 sinos, o maior com 3.000 kg. e o badalo 90 kg. A estátua do Imaculado Coração de Maria, no nicho da torre, tem 4,73 m e pesa 14 toneladas. À entrada da basílica, por cima do PORTAL AXIAL, encontra-se um mosaico que representar a "Santíssima Trindade a coroar Nossa Senhora". A nave e transepto têm iluminação direta, estando as janelas protegidas por VITRAIS, representando, nas capelas do lado do Evangelho, a "Virgem Prudentíssima", "Porta do Céu", "Refúgio dos Pecadores", "Arca da Aliança", "Vaso Espiritual"; no lado oposto, "Espelho de Justiça", "Rainha da Paz", "Consoladora dos Aflitos", "Rosa Mística", "Estrela da Manhã". Os vitrais da galeria têm, pela mesma ordem, cenas da vida da Virgem, sucedendo-se: "Nascimento da Virgem", "Visitação", "Anunciação", "Esponsais da Virgem", "Apresentação da Virgem no Templo", "Encontro de Jesus no Templo", "Bodas de Caná", Calvário, Pietà e "Assunção da Virgem". Os vitrais das lunetas ostentam, no lado do Evangelho: São João, Cenas da vida dos Pastorinhos, As 3 Aparições do Anjo, O Cálix e a Hóstia, surgindo, no lado oposto, Anjo com um turíbulo e as 6 Aparições de Nossa Senhora. Nas meias lunetas do transepto, uma Sagrada Família (Evangelho) e Nosso Senhor a abençoar o mundo e o Imaculado Coração de Maria (Epístola). CAPELAS DA NAVE E TRANSEPTO possuem relevos dourados, identificados por inscrições, enquadrados por colunas de mármore com fustes lisos e capitéis coríntios, rematadas em urnas e cartela sustentada por anjos; os altares surgem sobre oito colunas de capitéis jónicos. A sua sequência inicia-se no topo NO. do transepto, onde surgem os altares da Anunciação e Visitação, sucedendo-se as capelas dedicadas à Natividade, Apresentação de Jesus no Templo, Jesus entre os Doutores, Jesus no Horto, Flagelação. Sucedem-se as cinco capelas da Epístola, com Coroação de Espinhos, Caminho do Calvário, Crucificação, Ressurreição, Ascensão de Cristo, culminando nas duas do braço do transepto do mesmo lado com o Pentecostes e a Assunção da Virgem. O ARCO CRUZEIRO ostenta em toda a volta um mosaico, feito nas oficinas do Vaticano, onde se lê "REGINA SACRATISSIMI ROSARII FATIMAE ORA PRO NOBIS", oferecido pelos católicos de Singapura. Capela-mor com VITRAIS a representar os quatro Evangelistas, a Aparição do Anjo, uma cena da vida dos Pastorinhos e aspetos da Cova da Iria em dia de peregrinação. O ÓRGÃO tem cinco corpos, o Grande Órgão, Positivo, Recitativo, Vila Marim Solo e Eco, acionados por uma consola com cinco teclados e pedaleira; tem 152 registos e aproximadamente 12000 tubos de chumbo, estanho e madeira; tem ainda 20 campainhas e cerca de 20 foles. Na CAPELA-MOR, surgem dois túmulos com as inscrições: "AQUI REPOUSAM OS RESTOS MORTAIS / DO BISPO DE LEIRIA / DOM JOSÉ ALVES CORREIA DA SILVA / O BISPO DE NOSSA SENHORA / 15 JANEIRO 1872 - 4 DEZEMBRO 1962"; "AQUI REPOUSAM OS RESTOS MORTAIS / DO BISPO DE LEIRIA - FÁTIMA / DOM ALBERTO COSME DO AMARAL / 12 OUTUBRO 1916 - 7 OUTUBRO 2005". CAPELA DE SÃO JOSÉ iluminada por cinco vitrais a representar a Unidade, a Dualidade, a Trindade, o Quadrado e o Pentágono. A COLUNATA é composta por 200 colunas e meias colunas, albergando 14 altares, com as Estações da Via Sacra, em cerâmica policroma, com as cenas recortadas e contra um fundo ocre, identificadas por inscrições em metal. São dedicadas no lado esquerdo (da esquerda para a direita) a Segunda queda de Cristo, Sudário de Verónica, Cristo ajudado por Cireneu, Passo do Encontro, Primeira queda de Cristo, Caminho do Calvário e Condenação à morte; no lado oposto, da direita para a esquerda, Cristo consola as mulheres de Jerusalém, Terceira queda de Cristo, Despojamento das vestes, Crucificação, Morte de Cristo, Pietà e Deposição no túmulo. Está encimada por esculturas de mármore, representando, as de maiores dimensões, os Santos portugueses, São João de Deus, São João de Brito, Santo António de Lisboa e São Nuno de Santa Maria e as de menor Santa Teresa de Ávila, São Francisco de Sales, São Marcelino Champagnat, São João Baptista de La Salle, Santo Afonso Maria de Ligório, São João Bosco e São Domingos Sávio, São Luís Maria Grignion de Montfort, São Vicente de Paulo, São Simão Stock, Santo Inácio de Loiola, São Paulo da Cruz, São João da Cruz e Santa Beatriz da Silva. O ÓRGÃO DA CAPELINHA DAS APARIÇÕES tem 12 registos e dispõe de dois teclados manuais e pedaleira. O PRESÉPIO tem a forma de um triângulo (referência à Santíssima Trindade), com 5 metros de altura e 5 metros de largura, feito em chapa de aço inox perfurada, o que permite a colocação de numerosas lâmpadas que, à noite, iluminam todo o conjunto.

Utilização Inicial

Religiosa: santuário

Utilização Actual

Religiosa: santuário

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Leiria - Fátima)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 20 / 21

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETOS: Alexandros Tombazis (1998); António Lino (1949-1954); Erich Corsepius (1995); Gerardus Samuel van Krieken (1928); João Antunes (1928); João de Sousa Araújo (1950-1951); José Carlos Loureiro (1960, 1979, 1982, 1983-1984, 1994); José Manuel Loureiro (1979); Luís Pádua Ramos (1979). ARTISTAS PLÁSTICOS: Francisco Providência (2008); Fred Pittino (1998); José Aurélio (1999); Kerry Joe Kelly (2008); P. Marko Ivan Rupnik (2008); Pedro Calapez (2008); Robert Schad (2007); Vanni Rinaldi (2008). CERAMISTAS: Fábrica Viúva Lamego (séc. 20); Lino António (séc. 20); Manuel Cargaleiro (séc. 20). CONSTRUTOR: Pardal Monteiro, Lda (1949-1954). DESENHADORES: Álvaro Siza Vieira (2008); José Teia (1998). ESCULTORES: Albano França (séc. 20); Álvaro Brée (1953); António Duarte da Silva Santos (1953); António Teixeira Lopes (1931); Benedetto Pietrogrande (2008); Catherine Green (2008); Clara Menéres (2000); Czeslaw Dzwigaj (2008); Domingos Soares Branco (1960, 1961, 1979); Graça Costa Cabral (1979); Jaime Ferreira dos Santos (1967); Joaquim Correia (1968, 1973); José Fernandes de Sousa Caldas (1961); José Ferreira Thedim (1920); José Manuel Mouta Barradas (1960); José Rodrigues (1979); Lagoa Henriques (1979); Maria Irene Vilar (1979); Maria Loizidou (2008); Maximiano Alves (séc. 20); José Rodrigues (2000); Leopoldo Neves de Almeida (1953, 1957); Maria Amélia Carvalheira da Silva (1957, 1960, 1962, 1967, 1968, 1970); Maria Irene Vilar (1989); Salvador de Eça Barata Feio (1953); Thomas McGlynn (1958); Vasco Pereira da Conceição (1967); Victor Manuel Maia Godinho Marques (1964). FUNDIDORES: Fundição do Bulhão (séc. 20); José Gonçalves Coutinho (séc. 20). ORGANEIROS: Firma Fratelli Rufatti (1952); Gerhard Grenzing (2001); Yves Koenig (2001). OURIVES: Ourivesaria Aliança (séc. 20). PEDREIROS: Joaquim Barbeiro (1919). PINTORES: Eduardo Nery (1993); João de Sousa Araújo (1967); Júlio Resende (1979); Orlando Sá Nogueira (1979). PINTORES DE VITRAL: J. Alves Mendes (1967); Sociedade Maumejean y Hijos (1950-1951). RELOJOEIRO: Bento Rodrigues (séc. 20).

Cronologia

1916, março - julho - duas aparições de uma figura resplandecente, que seria denominado como o Anjo da Paz, aos Pastorinhos Lúcia de Jesus Santos (1907-2005), Jacinta Marto (1910-1920) e Francisco Marto (1908-1919), a primeira na Loca do Cabeço e segunda sobre o poço do quintal de Lúcia; setembro - outubro - terceira aparição do anjo na Loca do Cabeço; 1917, 13 maio - 13 julho - a Virgem aparece três vezes aos Pastorinhos, em Cova de Iria; 19 agosto - quarta aparição da Virgem, em Valinhos; 13 setembro - 13 outubro - quinta e sexta aparições da Virgem; 1919, 04 abril - o vidente Francisco Marto morre em Aljustrel; 28 abril - início da construção da Capelinha das Aparições pelo pedreiro Joaquim Barbeiro, de Santa Catarina da Serra; 15 junho - conclusão da obra; 1920, 20 fevereiro - morre Jacinta Marto, no Hospital D. Estefânia, em Lisboa; 13 maio - bênção da imagem de Nossa Senhora de Fátima, executada por José Ferreira Thedim, conforme indicações de Lúcia, e paga por Gilberto Fernandes dos Santos, de Torres Novas; na Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Fátima, pelo pároco Manuel Bento Moreira e pelo padre António de Oliveira Reis, arcipreste de Torres Novas; 13 junho - colocação da imagem na Capelinha das Aparições; 1921 - construção de um fontanário com 15 bicas, junto à Capelinha, de que resta uma estrutura com 4 bicas; 13 outubro - celebração da primeira missa junto à Capelinha, sendo nomeado como primeiro capelão o Padre Manuel de Sousa; 1922, 06 março - a Capela é dinamitada; 03 maio - Provisão do Bispo de Leiria, mandando instaurar processo canónico sobre os acontecimentos, não sendo apuradas responsabilidades; 13 dezembro - reconstrução da Capela e do primeiro alpendre; 1923, 13 janeiro - reinauguração da Capelinha; 1924 - Carlos de Azevedo Mendes, membro do Centro Académico de Democracia Cristã, organiza a Pia União dos Servitas de Nossa Senhora de Fátima, para apoio aos peregrinos e doentes; 1926, 01 novembro - visita do primeiro enviado papal, o Núncio Apostólico, Monsenhor Nicotra; 1927, 26 julho - o Bispo de Leiria preside, pela primeira vez, a uma cerimónia oficial na Cova de Iria, depois da bênção das estações da Via-Sacra, desde o Reguengo do Fetal, numa extensão de 11 Kms; nomeação do primeiro reitor do Santuário; 1928, 13 maio - lançamento da primeira pedra da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, pelo Arcebispo de Évora, D. Manuel da Conceição Santos; o projeto é do arquiteto holandês Gerardus Samuel van Krieken *1; construção da colunata de acesso ao recinto, entretanto demolida; 1929 - ante-projeto de urbanização dos arquitetos Luís Cristino da Silva e Ernesto Korrodi, surgindo outro projeto de António de Aguiar e José de Lima Franco; 1930, 13 outubro - pela Carta Pastoral "A Divina Providência", o Bispo de Leiria declara "dignas de crédito as visões das crianças na Cova da Iria", passando a ser oficial o culto de Nossa Senhora de Fátima; 1931, 13 maio - primeira Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria, feita pelo Episcopado Português; 1932 - doação de uma imagem de Nossa Senhora, datada de 1931, obra do escultor António Teixeira Lopes, atualmente no átrio da Casa de retiro de Nossa Senhora do Carmo; 13 maio - bênção da estátua do Sagrado Coração de Jesus por Monsenhor João Beda Cardinale, Núncio Apostólico, Oferecida por um peregrino anónimo e localizada no centro do recinto de oração; 1935, 12 setembro - trasladação dos restos mortais de Jacinta Marto, do cemitério de Vila Nova de Ourém para o de Fátima; 1942, 13 maio - grande peregrinação para assinalar o 25º aniversário das aparições; 13 outubro - as mulheres portuguesas oferecem uma coroa à Virgem, utilizada apenas nos dias das grandes peregrinações; 20 maio - identificação pela vidente Lúcia de Jesus, dos lugares históricos das aparições em Fátima; 31 outubro - Pio XII, falando em português pela rádio, consagra o Mundo ao Imaculado Coração de Maria; 1943 - ante-projeto de urbanização da zona por Cottinelli Telmo; 1945 - 1946 - projeto de urbanização do arquiteto João Antunes, que seria parcialmente aplicado; 1946 - demolição da capela das confissões, onde esteve uma imagem de São José, transferida para a capela de São José na Basílica; 13 maio - coroação da imagem de Nossa Senhora de Fátima, da Capelinha das Aparições, pelo Cardeal Bento Aloisi Masella, Legado Pontifício; 1947, 13 maio - coroação da primeira Imagem da Virgem Peregrina de Fátima, pelo Arcebispo de Évora, feita segundo indicações da Irmã Lúcia e oferecida pelo Bispo de Leiria; 1949 - aquisição de terrenos pelo Santuário para regularização do recinto; 1949 - 1954 - construção da colunata, sendo autor do projecto o arquiteto António Lino e construtor a firma Pardal Monteiro, Lda.; feitura dos painéis cerâmicos da Via Sacra para a colunata por Lino António e Manuel Cargaleiro, na Fábrica Viúva Lamego; 1950 - 1951 - feitura dos vitrais da capela-mor, desenhados por João de Sousa Araújo e executados pela Sociedade Maumejean y Hijos, de Madrid; 1951, 01 maio - trasladação dos restos mortais de Jacinta Marto, do cemitério de Fátima para a Basílica do Santuário; 13 outubro - colocação da antiga Cruz Alta, para assinalar o encerramento do Ano Santo Universal, pelo Cardeal Tedeschini, Legado Pontifício *2; 1952 - montagem do órgão pela Firma Fratelli Rufatti, de Pádua; 13 março - trasladação dos restos mortais de Francisco Marto, do cemitério de Fátima para a Basílica do Santuário; 07 julho - Consagração dos Povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, pelo Papa Pio XII; 1953 - inauguradas sobre a colunata, as estátuas de S. João de Deus, de Álvaro Brée, de São João de Brito, de António Duarte da Silva Santos, de Santo António, de Leopoldo Neves de Almeida, de São Nuno de Santa Maria (Nuno Álvares Pereira), de Salvador de Eça Barata Feio; 07 outubro - sagração do igreja de Nossa Senhora do Rosário; 1954, 11 novembro - Pio XII concede-lhe o título de Basílica no breve "Luce Superna"; séc. 20, meados - feitura do carrilhão, com 62 sinos fundidos e temperados em Fátima por José Gonçalves Coutinho, de Braga; feitura do relógio por Bento Rodrigues de Braga, sendo os anjos da fachada da autoria de Albano França; colocação da coroa no topo da sineira, fundida na Fundição do Bulhão, no Porto; feitura do frontal de altar na Ourivesaria Aliança, do Porto; execução do relevo do retábulo por Maximiliano Alves; 1956, 13 maio - o Cardeal Roncalli, Patriarca de Veneza, futuro Papa João XXIII (1958-1963), preside à peregrinação internacional aniversária; 1956, outubro - o Papa Paulo VI (1963-1978) doa uma cruz peitoral em ouro; 1957, 04 dezembro - falece D. José Alves Correia da Silva, primeiro Bispo da diocese restaurada de Leiria (1920-1957), cujos restos mortais repousam na Basílica de Nossa Senhora do Rosário: colocação no local de uma efígie do bispo em bronze, obra de Leopoldo de Almeida; colocação da estátua do Anjo de Portugal na Loca do Cabeço, executada por Maria Amélia Carvalheira da Silva; 1958, 13 maio - bênção da estátua do Imaculado Coração de Maria, por D. João Pereira Venâncio, oferta dos católicos americanos e esculpida pelo Padre Thomas McGlynn, religioso dominicano, com a altura de 4,73 m e pesa 13 toneladas; 1960, 01 janeiro - início de construção da capela do Sagrado Lausperene, conforme projeto de José Carlos Loureiro; 1960, 01 maio - inauguração da estátua de São João Bosco e São Domingos Sávio, sobre a colunata, de José Manuel Mouta Barradas; 05 junho - inauguração da estátua de Santo Afonso Maria de Ligório, sobre a colunata, de Maria Amélia Carvalheira da Silva; 13 outubro - inauguração da estátua de São Luís Maria Grignion de Montfort, sobre a colunata, de Domingos Soares Branco; 1961, 16 julho - inauguração da estátua de São Vicente de Paulo, sobre a colunata, de José Fernandes de Sousa Caldas; 12 outubro - bênção da estátua do Papa Pio XII, situada a SO. da Basílica, executada em mármore branco pelo escultor Domingos Soares Branco; 1962 - os corpos do órgão, até então dispersos, foram reunidos num só, no coro; 07 agosto - inauguração da estátua de São Simon Stock, sobre a colunata, de Maria Amélia Carvalheira da Silva; 1964 - são retirado os "ex-votos" que cobriam as paredes da Capelinha; 17 julho - inauguração da estátua de São João Baptista de La Salle, sobre a colunata, de Victor Manuel Maia Godinho Marques; 1965, 13 maio - entrega da Rosa de Ouro concedida ao Santuário pelo Papa Paulo VI pelo Cardeal Fernando Cento, legado Pontifício, durante a Peregrinação Internacional Aniversária; 1967 - data da imagem de Nossa Senhora de Fátima colocada na Capela de São José; inauguração dos vitrais dos altares laterais, que representam invocações da ladainha de Nossa Senhora, e os restantes das galerias, da parte superior da nave e do transepto, assim como todas as pinturas do interior da Basílica, da autoria de João de Sousa Araújo; os vitrais são executados nas oficinas de J. Alves Mendes, de Lisboa; 13 maio - deslocação do Papa Paulo VI a Fátima no cinquentenário da 1.ª aparição; 20 maio - inauguração da estátua de São Marcelino de Chapagnat, sobre a colunata, de Vasco Pereira da Conceição; 27 setembro - inauguração da estátua de Santo Inácio de Loyola, sobre a colunata, de Maria Amélia Carvalheira da Silva; 1968, maio - inauguração da estátua do Papa Paulo VI, localizada atualmente a NO. da Basílica, da autoria de Joaquim Correia; 12 agosto - inauguração da estátua de São Francisco de Sales, sobre a colunata, de Maria Amélia Carvalheira da Silva; 12 outubro - inauguração da estátua de São Paulo da Cruz, sobre a colunata, de Jaime Ferreira dos Santos; 1970, 10 maio - inauguração das estátuas de São João da Cruz e de Santa Teresa de Ávila, de Maria Amélia Carvalheira da Silva, sobre a colunata; 1973 - constata-se a incapacidade de acolhimento de peregrinos em dias de média afluência à Basílica; 02 fevereiro - inauguração da estátua de D. José Alves Correia da Silva, primeiro Bispo de Leiria, de autoria de Joaquim Correia, situada a SE. da Igreja da Santíssima Trindade; 1974 - elaboração do primeiro programa pastoral, que inclui a ideia de um grande espaço coberto para assembleias, pelo Reitor do Santuário, Monsenhor Luciano Guerra; 1977, 13 maio - a Peregrinação do 60º aniversário da 1.ª Aparição é presidida pelo Cardeal Humberto Medeiros, Arcebispo de Boston, legado Pontifício; 10 julho - peregrinação a Fátima do Cardeal Albino Luciani, Patriarca de Veneza, depois Papa João Paulo I; 19 setembro - elevação de Fátima à categoria de Vila; 1979, 13 maio - bênção da primeira pedra do Centro Pastoral Paulo VI pelo Cardeal Franjo Seper, então Prefeito da Sagrada Congregação da Doutrina da Fé, conforme projeto dos arquitetos José Carlos Loureiro, Luís Pádua Ramos e José Manuel Loureiro); 1982, 12 - 13 maio - inauguração de novo alpendre da Capelinha, aquando da peregrinação do Papa João Paulo II; projeto do arquiteto José Carlos Loureiro; 13 maio - inauguração do Centro Pastoral Paulo VI pelo Papa João Paulo II; possui uma imagem da Pastorinha do escultor José Rodrigues, um Cristo Ressuscitado de Lagoa Henriques, uma Virgem de Graça Costa Cabral, um Crucificado de Maria Irene Vilar e, em frente ao edifício, uma Virgem de Domingos Soares Branco; pintura do vitral do Bom Pastor para a Capela por Júlio Resende; bênção da primeira pedra da atual Capela do Sagrado Lausperene; feitura dos vitrais por Orlando Sá Nogueira; 1983 - 1984 - projeto da Casa de Nossa Senhora do Carmo e da Casa de Nossa Senhora das Dores, da autoria de José Carlos Loureiro; 1984, 25 março - o Papa João Paulo II consagra o Mundo ao Imaculado Coração de Maria, na Praça de São Pedro, diante da imagem da Virgem de Fátima, que propositadamente viajara desde a Capelinha das Aparições; entrega ao então Bispo de Leiria-Fátima, D. Alberto Cosme do Amaral, a bala que o tinha atingido em 13 de maio de 1981; 1986, 13 maio - inauguração da Casa de retiro de Nossa Senhora do Carmo, pelo Cardeal D. António Ribeiro; 1987, 01 janeiro - inauguração da actual Capela do Sagrado Lausperene, construída com as ofertas da associação austríaca "Cruzada de Reparação pelo Rosário para a Paz no Mundo"; 1988 - forrado o teto da Capelinha das Aparições, com madeira de pinho, proveniente do norte da Sibéria, pela sua leveza e durabilidade; 1989 - é encastoada na coroa de Nossa Senhora a bala extraída do corpo de João Paulo II; 13 maio - inauguração da estátua de Santa Beatriz da Silva, sobre a colunata, de Maria Irene Vilar; 13 maio - Jacinta e Francisco recebem o título de "Veneráveis"; 1991, 12 - 13 Maio - 2.ª peregrinação a Fátima do Papa João Paulo II; 1993 - colocação dos cinco vitrais da Capela de São José da autoria de Eduardo Nery; 1994, 13 agosto - É inaugurado o monumento que integra um módulo do Muro de Berlim, à entrada do Recinto, do lado Sul, resultando de um arranjo do arquiteto José Carlos Loureiro; 1995 - remodelação da capela-mor da basílica, sob projeto de Erich Corsepius; 1996 - elaboração do programa para a construção da Igreja da Santíssima Trindade; 12 - 13 outubro - o Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e futuro Papa Bento XVI, visita o Santuário de Fátima; 1997 - o Santuário organiza um concurso internacional de propostas para o projeto da Igreja da Santíssima Trindade; 04 junho - elevação de Fátima à categoria de cidade; 1998, 10 abril - colocação nas paredes laterais da Basílica, de uma Via Sacra, composta por 15 painéis em mosaico, da autoria de Fred Pittino, e fruto de um legado de uma senhora espanhola das Vascongadas; o desenho da XV estação é obra de José Teia; 13 outubro - inauguração de um monumento-memória dedicado aos Cónego Dr. Manuel Nunes Formigão e Prof. Dr. Luís Fischer, à entrada do Santuário; 19 dezembro - um júri internacional selecciona a proposta do arquiteto grego Alexandros Tombazis para a Igreja da Santíssima Trindade ao fundo do Recinto do Santuário, junto à Praça Pio XII; 1999, 25 dezembro - inaugurado, no Recinto do Santuário, um presépio da autoria de José Aurélio, de Alcobaça; 2000, 13 maio - beatificação dos videntes Francisco e Jacinta Marto, por ocasião da 3.ª visita de João Paulo II; bênção das imagens de Jacinta e Francisco da autoria da escultora Clara Menéres e José Rodrigues, respetivamente; 2001, 12 - 13 maio - inauguração dos órgãos da Capelinha construído pelo Organeiro Gerhard Grenzing, de Barcelona, e do Recinto, construído por Yves Koenig, de Sarre-Union, França; 2003, 08 dezembro - colocação numa coluna da imagem de Nossa Senhora de Fátima, Virgem Peregrina, no lado esquerdo da capela-mor da Basílica; 2004, fevereiro - início da obra da igreja da Santíssima Trindade; 06 junho - lançamento da primeira pedra da obra; 2005, 13 fevereiro - falecimento da vidente Lúcia Santos; 10 outubro - sepultamento de Dom Alberto Cosme do Amaral, bispo emérito de Leiria-Fátima, no lado direito da capela-mor da Basílica de Nossa Senhora do Rosário; 2006 - estabelecidos os Estatutos do Santuário; 19 fevereiro - trasladação do corpo de Lúcia do Convento de Santa Teresa, em Coimbra, para a Basílica do Santuário de Fátima; 2007, 02 janeiro - classificação da Azinheira como Interesse Público pela Direção-Geral dos Recursos Florestais de Portugal; 2007, 29 agosto - erguida a Cruz alta actual, com 34 metros de altura, da autoria do artista Robert Schad; 12 outubro - Dedicação da Igreja da Santíssima Trindade, pelo Legado Pontifício, D. Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano e Legado do Papa Bento XVI, assistindo o Presidente da República, Cavaco Silva e o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama; 2010, 12 - 14 maio - Peregrinação a Fátima do Santo Padre Bento XVI; concessão da 2.ª Rosa de Ouro ao Santuário; 2012, 13 agosto - a igreja da Santíssima Trindade é elevada à categoria de Basílica.

Características Particulares

O Santuário é o mais visitado em Portugal, com cerca de cinco milhões de visitantes anuais sendo o culto difundido graças às sucessivas viagens das Virgens Peregrinas um pouco por todo o mundo, recebendo grande recetividade por parte do Vaticano, tendo sido visitado sucessivamente pelos quatro últimos pontífices. Encontra-se relacionado com as Aparições da Virgem a três pastores num contexto de Guerra (I Guerra Mundial), os quais, recentemente beatificados, repousam no interior da Basílica. O recinto é de grandes dimensões e possui três edifícios que revelam a necessidade de corresponder a um culto crescente, começando por uma modesta capela que se mantém no lado esquerdo do Recinto de acesso, pela Basílica de Nossa Senhora do Rosário e pelo amplo edifício recentemente construído da Basílica da Sagrada Família. A Basílica do Rosário, correspondendo à necessidade de circulação de grande número de fiéis recebeu, em meados do séc. 20, uma colunata escalonada, onde se percorre a Via Sacra e onde se convida ao percurso divergente dos peregrinos, que cria dois enormes braços que rececionam os visitantes. O órgão da Basílica, inicialmente composto por 5 corpos dispersos, foram reunidos em 1962 no coro. O recinto destaca-se por ser, do ponto de vista artístico, um repositório de obras de arte criadas por artistas plásticos de todo o mundo e patrocinadas por grupos de crentes de vários pontos do globo, demonstrando, também neste capítulo, a universalidade da mensagem que Fátima emite.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes (Basílica de Nossa Senhora do Rosário e Capelinha das Aparições); sistema estrutural de paredes autónomas (Basílica da Santíssima Trindade); Sistemas estruturais autónomos (Monumentos comemorativos).

Materiais

Estrutura, modinaturas, elementos arquitetónicos, coberturas, pavimentos em cantaria de calcário do lugar do Moimento; altares em mármore de Estremoz e de Pêro Pinheiro; portas de madeira; cobertura da torre sineira em bronze; janelas com vidros simples; coberturas em telha cerâmica.

Bibliografia

Caminhos do Espírito, Percursos da Arte. Leiria: Região de Turismo Leiria - Fátima, 2004, pp. 153 - 160; COSTA, Nuno Brandão e LOUREIRO, Luís Pinheiro - J. Carlos Loureiro. Aveleda: Verso da História, 2013; Fátima - 75 anos. Fátima: Comissão Central das Comemorações do 75.º Aniversário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, 1992; SILVA, Patrick Coelho da - O Santuário de Fátiam: arquitetura portuguesa do século XX. Porto: s.n., 2012. Texto policopiado. Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade Fernando Pessoa; VASCONCELOS, João - Romarias - II - um inventário dos Santuários de Portugal. Lisboa: Olhapim Editores, 1996, vol. II. [consultado em novembro 2013].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DRMLisboa

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DRMLisboa, DGEMN/DSID, SIPA; Associação dos Reitores dos Santuários Portugueses / Paulinas

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSMN-001-0030/02, Arquivo Pessoal de Cottinelli Telmo

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1923 - restauro da Capelinha das Aparições; 1951 - restauro da imagem de Nossa Senhora da Capelinha das Aparições, pelo seu autor primitivo e retocada várias vezes, posteriormente; 1999, agosto - restauro da coroa da imagem de Nossa Senhora por Waldemar Karwowski, artista norte-americano de origem polaca, que oferece o trabalho e o material; substituição da cruz da Basílica de Nossa Senhora do Rosário; 2005 - limpeza das cantaria da fachada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário e da Colunata.

Observações

*1 - o arquiteto Gerard van Kriken nasceu em Roterdão e formou-se em Genebra. Veio em 1889 para Portugal para lecionar nas Escolas Técnicas Industriais. Quando foi colocado na Escola Industrial Infante D. Henrique, contratado como professor de artes ornamentais, casou-se e radicou-se no Porto, sendo a sua última morada a rua de Santa Luzia, nº 371. Foi autor do projeto da basílica de Fátima, não tendo acompanhado a obra até ao fim por entretanto ter falecido, ficando os trabalhos a cargo de António Lino. *2 - a Cruz Alta foi concebida pelo arquiteto Carlos Freire, sendo removida no dia 16 de fevereiro de 2007, para a construção da nova Basílica da Santíssima Trindade, tendo sido doado ao Santuário do Cristo Rei (v. IPA.00010276).

Autor e Data

Paula Figueiredo 2013 (no âmbito da parceria IHRU / Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja)

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