Ponte de Lagoncinha

IPA.00000213
Portugal, Braga, Vila Nova de Famalicão, Lousado
 
Ponte construída no início da época medieval, sobre uma provável pré-existência romana, de arco, com tabuleiro ligeiramente rampante, assente sobre arcos desiguais, protegidos por talhamares. Apresenta afinidades com a Ponte de Ucanha (v. 1820080001) e com a Ponte de Sequeiros (v. PT020911370009).
Número IPA Antigo: PT010312240003
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Transportes  Ponte / Viaduto  Ponte pedonal / rodoviária  Tipo arco

Descrição

Ponte em cantaria, com tabuleiro ligeiramente rampante, com guarda plena e pavimento lajeado, assente sobre seis arcos diferentes, apresentando-se uns em volta perfeita e outros quebrados. É ritmado por talhamares triangulares e quadrangulares.

Acessos

EM. 508 para Lousado a partir de Santo Tirso

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 32 973, DG, 1.ª série, nº 175 de 18 agosto 1943 / ZEP, DG 31 de 06 Fevereiro 1961

Enquadramento

Rural, isolada, sobre o rio Ave, rodeada por densa vegetação. No topo N. da ponte, encontra-se a Capela de São Lourenço (v. PT010312240045). Na proximidade, a S., localizam-se as Alminhas da Ponte (v. PT010312240046).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: ponte

Utilização Actual

Transportes: ponte

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Época medieval (conjectural) / Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Época romana - possível existência de uma ponte romana, por onde passava a via que ligava Porto a Braga; Época medieval - possível substituição da antiga ponte romana por uma outra nova; 1502, cerca - cai um arco da parte do lado do Porto tendo a Câmara daquela cidade procedido à sua reparação; 1533 - referências a novas reparações; 1563 - novas referências a reparações; séc. 18, meados - a criação da Barca da Trofa levou ao abandono da ponte da Lagoncinha no trajecto Porto / Braga; 1858 - a Barca da Trofa foi substituída por uma ponte de madeira até que nesta data foi construída uma ponte pênsil depois substituída por outra da cimento armado; 1952 - a ponte é submetida a profundas obras de restauro e reconstrução; 1953 - conclusão de obras restauro.

Dados Técnicos

Estrutura mista.

Materiais

Estrutura em granito e betão armado.

Bibliografia

Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1953, Lisboa, 1954; DGEMN, Boletim nº 87, Lisboa, 1957; Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976; ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, Implantação do românico. Arquitectura militar e civil in História da Arte em Portugal, vol. 3, Lisboa, 1986, p. 132 - 145; IPPAR, Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, Inventário, vol. 2, Lisboa, 1993; SILVA, Elsa Costa e, Ponte românica em risco, in Diário de Notícias, 11 de Novembro de 2002, p. 34.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DREMN/DSID/DREML

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DREMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DREMN/DSID/DREML

Intervenção Realizada

CMP: 1502, cerca de - Reparação de um dos arcos da ponte; 1533 - reparações; 1563 - reparações; DGEMN: 1952 / 1953 - Desmonte da ponte, tendo sido reforçada com uma laje de betão armado cobrindo toda a superfície do pavimento para a distribuição das cargas, sobre o qual, se repôs novamente o lajedo; foram também reforçados com cintas de betão, os intradorsos dos três arcos a S., e reconstruídos os contrafortes e quebra rios, em falta, e o seu enchimento com betão ciclópico, e repostos ainda os tímpanos dos mesmos arcos; 1980 - instalação de um sistema de Sinalização Semafórica Automática de Trânsito; 1987 - fechamento das juntas, limpeza da vegetação e reparação das guardas; 1993 / 1994 - reparação da guarda no acesso S..

Observações

*1 - Em Março e Abril de 1994 a Junta de Freguesia de Lousada em colaboração com um empresário local realizou obras de desaterro, alinhamento e pavimentação para alargamento da EM. e do caminho de acesso à ponte do lado S, provocando uma considerável alteração da envolvência do monumento e chegando mesmo a deslocar as alminhas aí existentes; *2 - a colocação de uma caixa de drenagem de água, pelo Sistema Integrado de Despoluição do Vale do Ave (SIDVA), tem vindo a afectar o primeiro arco, do lado N., causando fissuras, provocadas pela força da água.

Autor e Data

Isabel Sereno e Paulo Dordio 1994 / Joaquim Gonçalves 2004

Actualização

 
 
 
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