Cinema São Jorge

IPA.00002482
Portugal, Lisboa, Lisboa, Santo António
 
Arquitectura cultural e recreativa. Edifício concebido para cinema de grandes dimensões com plateia e balcão, considerado uma "obra moderna", construída no fim de uma década caracterizada por parâmetros nacionalistas e dela se arredando, tomando uma direcção mais aberta às influências internacionais contemporâneas.
Número IPA Antigo: PT031106140210
 
Registo visualizado 469 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Planta rectangular. Frontispício com 2 pisos (cave e sub-cave). Predominância de uma certa horizontalidade. 1º Registo: uma escadaria dá acesso à entrada principal dividida em 3 (uma ampla central e 2 laterais pequenas) por 2 colunas perismáticas. Esta zona é toda revestida a mármore polido. Este registo é rasgado por 5 vitrinas de aro metálico e 2 portas, recuadas. A entrada principal, bem como estas portas são encimadas por palas. O 2º registo caracteriza-se por uma placa em consola da qual pendem uma espécie de faixas ligeiramente curvas, em betão (onde são afixados os cartazes). A fachada é lateralmente rasgada, em toda a sua altura, por janelas com pinázios contínuos e termina coroada por uma platibanda composta por uma placa estreita em betão suportada por mísulas. Cobre o edifício um terraço. A fachada posterior é rasgada por uma ampla entrada encimada por uma pala. A fachada monolítica é quebrada no 2º registo por uma sequência de pilares e janelas frestas bem como de 2 óculos. Termina em cornija arquitravada. Interior: à esquerda, uma bilheteira e à direita loja idêntica à bilheteira. Uma porta dá acesso ao foyer tendo um bar em madeira placada à direita, ladeado pelas entradas das salas 2 e 3. Uma escadaria de 2 lanços dá acesso ao 2º piso composto por foyer, à esquerda abrem-se 2 entradas para a sala 1 e um bar. No topo é rasgado por portas que dão acesso a uma grande varanda.

Acessos

Avenida da Liberdade, n.º 175; Rua Júlio César Machado, n.º 8 a 10

Protecção

Em vias de classificação (Homologado como IIP - Imóvel de Interesse Público, Despacho de 26 outubro 1989) / Incluído na classificação da Avenida da Liberdade (v. IPA.00005972) e na Zona Especial de Proteção Conjunta dos imóveis classificados da Avenida da Liberdade e área envolvente

Grau

3 – imóvel ou conjunto de acompanhamento que, sem possuir características individuais a assinalar, colabora na qualidade do espaço urbano ou na ligação do tempo com o lugar, devendo ser preservado em tal medida. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Valor Concelhio / Imóvel de Interesse Municipal e outras classificações locais.

Enquadramento

Urbano. Situa-se no lado O., a meio da Av. da Liberdade. Destaca-se dos outros edifícios. Adossado nas ilhargas.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Cultural e recreativa. cinema e sala de espectáculos

Utilização Actual

Cultural e recreativa: salas de cinema e de espectáculo abertas ao público

Propriedade

Privada: pessoa colectiva

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: Fernando Silva (1948). CONSTRUTOR: Manuel Nunes Tiago (1948-1950).

Cronologia

1946 - a empresa "Sociedade Anglo - Portuguesa de Cinemas, SARL", pede autorização à CML para a construção do Cinema São Jorge, no local do antigo palacete da Baronesa de Samora Correia; 1947 - a CML autoriza a construção do cinema: são convidados os arquitectos Fernando Silva e Leonard Allen, que apresentam uma proposta, sendo esta recusada pela CML e tomando Fernando Silva a direcção de todas as fases do plano; 1948 - a CML aprova o projecto de Fernando Silva e é neste ano que se inicia a sua construção, pelo construtor Manuel Nunes Tiago; 1950 - auto de vistoria camarária e autorização de ocupação do cinema, iniciando-se neste ano as actividades cinematográficas; é distinguido por unanimidade com o Prémio Municipal de Arquitectura; 1998, Dezembro - elaboração da Carta de Risco do imóvel pela DGEMN.

Características Particulares

O emprego das novas técnicas de construção, do betão permitiram novas soluções estruturais e decorativas. Veja-se a sequência das "faixas" da fachada principal de um efeito decorativo original, bem como o tratamento da cumeeira.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes

Materiais

Betão armado, alvenaria, mármore polido, madeira polida

Bibliografia

O Século, 23 Março 1948; FRANÇA, José Augusto, A Arte em Portugal no século XX, 1911 - 1961, 2º Edição, Lisboa, 1984; TOSTÕES, Ana, Os Verdes Anos na Arquitectura Portuguesa dos Anos 50, Porto, FAUP, 1997;

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; Fundação Calouste Gulbenkian: Arquivo de Arte - Estúdio Mário Novais, CFT003.5189-5199 e CFT003.5400-5403;

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco; CML: Processo de Obras nº 14 868, Direcção dos Serviços Centrais e Culturais, 5ª Repartição (Arquivo de Obras)

Intervenção Realizada

Observações

Autor e Data

João Silva 1991

Actualização

Laura Figueirinhas 1998
 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login