Categoria
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| Monumento |
Descrição
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| Planta rectangular. Frontispício com 2 pisos (cave e sub-cave). Predominância de uma certa horizontalidade. 1º Registo: uma escadaria dá acesso à entrada principal dividida em 3 (uma ampla central e 2 laterais pequenas) por 2 colunas perismáticas. Esta zona é toda revestida a mármore polido. Este registo é rasgado por 5 vitrinas de aro metálico e 2 portas, recuadas. A entrada principal, bem como estas portas são encimadas por palas. O 2º registo caracteriza-se por uma placa em consola da qual pendem uma espécie de faixas ligeiramente curvas, em betão (onde são afixados os cartazes). A fachada é lateralmente rasgada, em toda a sua altura, por janelas com pinázios contínuos e termina coroada por uma platibanda composta por uma placa estreita em betão suportada por mísulas. Cobre o edifício um terraço. A fachada posterior é rasgada por uma ampla entrada encimada por uma pala. A fachada monolítica é quebrada no 2º registo por uma sequência de pilares e janelas frestas bem como de 2 óculos. Termina em cornija arquitravada. Interior: à esquerda, uma bilheteira e à direita loja idêntica à bilheteira. Uma porta dá acesso ao foyer tendo um bar em madeira placada à direita, ladeado pelas entradas das salas 2 e 3. Uma escadaria de 2 lanços dá acesso ao 2º piso composto por foyer, à esquerda abrem-se 2 entradas para a sala 1 e um bar. No topo é rasgado por portas que dão acesso a uma grande varanda. |
Acessos
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| Avenida da Liberdade, n.º 175; Rua Júlio César Machado, n.º 8 a 10. VWGS84 (graus decimais) lat.: 38,720351, long.: -9,146543 |
Protecção
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| Em vias de classificação (Homologado como IIP - Imóvel de Interesse Público, Despacho de 26 outubro 1989) |
Grau
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| 3 |
Enquadramento
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| Urbano. Situa-se no lado O., a meio da Av. da Liberdade. Destaca-se dos outros edifícios. Adossado nas ilhargas. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Cultural e recreativa. cinema e sala de espectáculos |
Utilização Actual
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| Cultural e recreativa: salas de cinema e de espectáculo abertas ao público |
Propriedade
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| Privada: pessoa colectiva |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| ARQUITECTO: Fernando Silva (1948). CONSTRUTOR: Manuel Nunes Tiago (1948-1950). |
Cronologia
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| 1946 - a empresa "Sociedade Anglo - Portuguesa de Cinemas, SARL", pede autorização à CML para a construção do Cinema São Jorge, no local do antigo palacete da Baronesa de Samora Correia; 1947 - a CML autoriza a construção do cinema: são convidados os arquitectos Fernando Silva e Leonard Allen, que apresentam uma proposta, sendo esta recusada pela CML e tomando Fernando Silva a direcção de todas as fases do plano; 1948 - a CML aprova o projecto de Fernando Silva e é neste ano que se inicia a sua construção, pelo construtor Manuel Nunes Tiago; 1950 - auto de vistoria camarária e autorização de ocupação do cinema, iniciando-se neste ano as actividades cinematográficas; é distinguido por unanimidade com o Prémio Municipal de Arquitectura; 1998, Dezembro - elaboração da Carta de Risco do imóvel pela DGEMN. |
Características Particulares
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| O emprego das novas técnicas de construção, do betão permitiram novas soluções estruturais e decorativas. Veja-se a sequência das "faixas" da fachada principal de um efeito decorativo original, bem como o tratamento da cumeeira. |
Dados Técnicos
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| Paredes autoportantes |
Materiais
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| Betão armado, alvenaria, mármore polido, madeira polida |
Bibliografia
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| O Século, 23 Março 1948; FRANÇA, José Augusto, A Arte em Portugal no século XX, 1911 - 1961, 2º Edição, Lisboa, 1984; TOSTÕES, Ana, Os Verdes Anos na Arquitectura Portuguesa dos Anos 50, Porto, FAUP, 1997; |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID; Fundação Calouste Gulbenkian: Arquivo de Arte - Estúdio Mário Novais, CFT003.5189-5199 e CFT003.5400-5403; |
Documentação Administrativa
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| IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco; CML: Processo de Obras nº 14 868, Direcção dos Serviços Centrais e Culturais, 5ª Repartição (Arquivo de Obras) |
Intervenção Realizada
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Observações
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Autor e Data
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| João Silva 1991 |
Actualização
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| Laura Figueirinhas 1998 |
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