Categoria
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| Monumento |
Descrição
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| INTERIOR com parede testeira revestida a painel cerâmico, policromo e relevado, sobreposto por imagem de Cristo e da Virgem. A capela lateral do Evangelho é dedicada a Nossa Senhora das Graças e a da Epístola ao Divino Senhor dos Passos e das Confissões. |
Acessos
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| Avenida Engenheiro Amaro da Costa |
Protecção
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| Inexistente |
Grau
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| 5 |
Enquadramento
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| Urbano, isolado, em plataforma sobrelevada. |
Descrição Complementar
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| No endo-nártex da igreja existe lápide de mármore com a seguinte inscrição, em cinco regras "ESTA IGREJA CATEDRAL DE NOSSA SENHORA RAINHA / FOI DEDICADA NO DIA SETE DE OUTUBRO DO ANO / DOIS MIL E UM. O RITO FOI CELEBRADO / POR D. ANTÓNIO JOS´RAFAEL, 42º BISPO DE / RAGANÇA - MIRANDA". |
Utilização Inicial
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| Religiosa: sé |
Utilização Actual
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| Religiosa: sé |
Propriedade
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| Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda) |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| ARQUITECTO: Francisco Figueira (1964); Vassalo Rosa (1964). ENGENHEIRO: Eduardo Zúquete (1964). ESCULTOR: António Alfredo (1964). MESTRE: Mário Silva (1999). |
Cronologia
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| 1764, 17 novembro - carta régia transferindo a diocese de Miranda para Bragança; o bispo D. José de Miranda Rodrigues doa a igreja e colégio do Santo Nome de Jesus (v. PT010402450031) para instalação da Sé; 1766, 13 janeiro - início de funcionamento do Seminário Diocesano no edifício; 1768 - D. Frei Aleixo escreve ao Marquês de Pombal manifestando a sua intenção de construir uma nova Sé em Bragança, sem demolir qualquer "porção" da existente e do Seminário, no quintal daquele, com o frontispício virado para as Eiras do Bispo, actual Praça de Camões, num terreno imediato à praça; o projecto, de cruz latina e uma nave, era de António Stopanni Romano e dele subsiste uma planta e corte longitudinal, mas a construção da capela-mor nunca passou dos alicerces; 1770 - com a transferência de D. Aleixo para a Diocese do Porto, abranda o ritmo da obra; 5 março - D. José solicita a Clemente XIV a divisão do bispado de Miranda em dois: Miranda e Bragança; 10 Julho - Breve "Pastoris aeterni" autorizando a divisão, ficando Bragança como sede do Bispado; 1772, 22 fevereiro - tomada de posse do 1º bispo de Bragança, D. Miguel António Barreto de Meneses; 1780, 27 setembro - Bula "Romanus Pontifex" do papa Pio VI fundindo a diocese de Bragança com a de Miranda, com obrigação de erigir a catedral em Bragança; 1781, 12 junho - tomada de posse do bispo D. Bernardo Seixas, o qual não consegue continuar as obras; 1803 - depois de várias diligências infrutíferas junto da rainha D. Maria I, para dar-se continuidade às obras, o cabido de Bragança abandona o projecto de Frei Aleixo e resolve ampliar a igreja dos jesuítas; no entanto, desacordos com o General Sepúlveda, que queria dirigir as obras, levam à suspensão da construção; 1878, 13 janeiro - D. José Maria Martens Ferrão projecta erguer a catedral no extinto mosteiro de Santa Clara, sendo o autor do projecto, em estilo neogótico, o arquitecto José Maia Nepomuceno; o local é cedido à Mitra com a condição das obras começarem no prazo de cinco anos, sob pena de ser devolvido à propriedade do governo, o que veio a acontecer; 1950, década - o MRAR - Movimento de Renovação da Arte Religiosa, tendo conhecimento do desejo do bispo de Bragança construir uma nova Sé, estabelece contactos para se promover um concurso nacional para a sua construção; 1963 - apresentação do Regulamento e Programa do Concurso para a construção da sé, pelo MRAR; foram admitidos a concurso onze projetos, tendo ganho por unanimidade o elaborado pela equipa constituída pelos arquitetos Luís Vassalo Rosa e Francisco Figueira, escultor António Alfredo, engenheiro Eduardo Zúquete e P. Albino Cleto, como consultor litúrgico; 1964 - apresentação do anteprojeto vencedor pela equipa projetista em Bragança, no Museu Abade de Baçal, e em Lisboa, na Sociedade Nacional de Belas Artes; 11 novembro - carta do bispo de Bragança aos autores do projeto indicando que o mesmo não lhe agradava e que o anteprojeto lhe parecia " frio, sem alma" e que "nem a disposição nem a luz suprem algo que lhe falta"; o bispo submete o anteprojeto à Câmara para apreciação que, juntando um parecer favorável e elogioso, solicita a informação da Direcção de Urbanização de Bragança; esta, atendendo à localização, em zona de protecção de edifícios públicos, enviou o trabalho ao ministro das Obras Públicas, com um parecer favorável e proposta de algumas correcções; o ministro solicita parecer à Junta Nacional de Educação, que reprovou o anteprojeto com base nos seguintes pontos: "Rotura com a tradição das belas composições e obras do passado; ausência de unidade, harmonia e simplicidade; não se encontra exaltada a verdade utilitária e funcional; e não se empregam os materiais da região"; transitou depois para a Direcção Geral dos Serviços de Urbanização, que se pronunciou com pareceres favoráveis, contestando o anterior e propondo a consulta do Conselho Superior de Obras Públicas; 23 dezembro - publicação de carta de Rui Tovar dando início à contestação pública da proposta para a Sé de Bragança; considera que "a "maquette" da futura catedral de Bragança é prejudicial aos interesses espirituais e económicos do povo português, além de ir constituir, se tal projecto fosse por diante, um gilvaz horrível no perfil pitoresco de uma das mais belas cidades monumentais de Portugal"; 1965, 20 fevereiro - pedido de resignação de D. Abílio Vaz das Neves, sendo nomeado como novo bispo de Bragança, D. Manuel de Jesus Pereira, que não desejava interpor uma ação de recurso contra o despacho do ministro Arantes e Oliveira; 10 maio - o ministro dá o despacho: "Em face do parecer do Ministério da Educação Nacional tem de considerar-se o projecto reprovado"; 8 junho - carta da Comissão Executiva da nova Sé informando os autores do projeto a sua rejeição; 8 julho - carta do bispo aos arquitetos Vassalo Rosa e Francisco Figueira dava mostras do seu desagrado com a situação herdada; 1966 - apresentação ao bispo de um novo anteprojeto, de características totalmente distintas e da autoria exclusiva do arquiteto Francisco Figueira, para um terreno próximo ao do concurso, mas que teve continuidade; 1981 - D. António José Rafael, Bispo de Bragança, obtém do governo compromisso definitivo para a construção da sé catedral; contacta o arquiteto Vassalo Rosa e o escultor António Alfredo (Francisco Figueira encontrava-se em Macau), para retomarem o projeto; D. António participa ativamente com os projetistas, alterando o programa, a nível da organização interna e formal; 1987 - apresentação pública da proposta para a construção da Sé, bem distinta do anteprojeto inicial; 1988 - início das obras de construção da sé; 24 dezembro - em entrevista ao jornal Expresso, D. António Rafael atribuiu a responsabilidade do chumbo do anteprojeto a uma intervenção direta do próprio Salazar, "que não quis. Era muito dinheiro - 8 mil contos - e o estilo novo, que parecia avançado"; 1999 - feitura do painel cerâmico da parede testeira da capela-mor, pelo mestre Mário Silva; 2001, 7 Outubro - dedicação da Catedral de Bragança a Nossa Senhora Rainha; 2004, 23 Dezembro - assinatura de Contrato - Programa para a execução de arranjos exteriores da Sé Catedral, com a presença do então Secretário de Estado da Administração Local, José Cesário. |
Características Particulares
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| Segundo os autores do projeto, a Sé foi concebida como uma fortaleza monolítica, assente na força e na plasticidade, daí a escolha dos materiais rudes e naturais para as suas paredes, adros e tetos. |
Dados Técnicos
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Materiais
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| Estrutura de betão; pavimentos de soalho e de cantaria; paredes em tijolos de vidro; painel cerâmico; coro-alto e bancadas em madeira; cobertura metálica. |
Bibliografia
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| Bragança Boletim Municipal Especial, nº 22, Bragança, Fevereiro 2009; CUNHA, João Alves da, O "caso" do concurso da Sé de Bragança, in Revista Monumentos, nº 32, Lisboa, Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, 2011, pp. 134-141; DEPARTAMENTO DOS BENS CULTURAIS DA IGREJA, Guia das Igrejas e Capelas de Bragança, Vila Real, Diocese de Bragança-Miranda, 2001. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID, SIPA |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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| 2004 / 2005 - arranjos exteriores contemplando uma área de 28.860 m2 e incidindo sobre a execução de jardim, muros, pavimentos, arborização, iluminação e zona de estacionamento com 180 lugares, correspondendo a um investimento de cerca de 2.200.200 euros, comparticipados em 50% pelo então Ministério das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional; 2011 - obras de conservação na ala adossada à fachada lateral esquerda. |
Observações
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| EM ESTUDO. *1 - O júri do concurso era composto pelo cónego Dr. António de Figueiredo Sarmento, pela Diocese de Bragança, arquiteto António de Freitas Leal, pelo MRAR, arquiteto Alfredo Viana de Lima, pela Câmara Municipal de Bragança, arquiteto Octávio Lixa Figueiras, pelo Sindicato Nacional dos Arquitetos, e arquiteto Alberto da Silva Bessa, pelo Ministério das Obras Públicas; a título consultivo figuravam o Dr. Mário Tavares Chicó, professor de História de Arte da Faculdade de Letras de Lisboa, engenheiro Joaquim Sampaio, professor da Faculdade de Engenharia do Porto e do Laboratório de Ensaios de Materiais da mesma Faculdade, P. José Ferreira, professor de Liturgia do Seminário dos Olivais, e P. João de Almeida, assistente eclesiástico do MRAR. |
Autor e Data
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| Filomena Bandeira 2007 / Paula Noé 2012 |
Actualização
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