Catedral de Bragança / Igreja Catedral de Nossa Senhora Rainha

IPA.00026192
Portugal, Bragança, Bragança, União das freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo
 
Arquitetura religiosa, do séc. 20. Catedral de planta poligonal composta por vários corpos volumetricamente articulados, interiormente de espaço centralizado, coberturas em betão e amplamente iluminado. As fachadas são escalonadas, revestidas a cantaria de granito, de aparelho rusticado, terminadas em friso e cornijas e rasgadas por vãos retilíneos com molduras retas salientes. A fachada principal termina em empena interrompida por sineiras dispostas escalonadamente sobre um eixo central, formado pelos amplos vãos do portal e janelão. Nas fachadas laterais, abrem-se portas travessas e janelão superior e óculos em losango, possuindo frontalmente alpendre sobre pilares, formando empena alteada sobre o portal. Interior com as paredes facetadas, marcadas pelos pilares da estrutura e da cobertura, com coro-alto prolongado por alas laterais que criam capelas profundas nos topos, revestidas a madeira. A capela-mor surge numa das faces do polígono, marcada por plataforma sobrelevada, coberta por claraboia e possuindo a parede testeira revestida a painel cerâmico relevado, sobreposto por imagem de Cristo e da Virgem, tendo em frente cadeiral dos cónegos, em mármore.
Número IPA Antigo: PT010402450285
 
Registo visualizado 326 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Planta poligonal, composta por vários corpos volumetricamente articulados, formando o núcleo do edifício, e possuindo duas alas laterais alpendradas, dispostas em ângulo reto, e muito mais baixas. Coberturas de cobre, preto, de duas, três ou quatro águas. As fachadas são revestidas a cantaria de granito, de aparelho rusticado, predominantemente terminadas em friso e dupla ou tripla cornija, pintada de branco, tal como as molduras dos vãos. Fachada principal sensivelmente virada a E., bastante alteada e terminada em empena, interrompida por um eixo verticalizante e re-entrante, formado por dois grandes vãos retilíneos, de molduras múltiplas salientes, correspondente ao portal e a janelão, sobreposto pelas sineiras. Estas organizam-se em quatro registos, formando falso corpo torreado, o inferior com duas ventanas em arco de volta perfeita, o segundo rasgado por três ventanas mais pequenas, encimado por vão quadrangular vazado contendo cruz de Cristo metálica, e, por último, estrutura quadrangular enquadrando pequeno sino, rematada por coronel metálico. O portal possui dupla porta de duas folhas cada, encimado por bandeiras, e o janelão possui caixilharia de vidrinhos bastante seccionada. As fachadas laterais são semelhantes e apresentam três panos, o primeiro oblíquo e rasgado numa zona re-entrante por portal de verga reta, o central mais baixo e mais largo, rasgado ao centro por portal de verga reta entre dois óculos em losango e, superiormente, por amplo janelão retilíneo, com molduras avançadas de múltiplos frisos e caixilharia semelhante, e o terceiro corpo, mais baixo ainda, rasgado por óculo em losango. Em frente desenvolve-se alpendre, apoiado em pilares biselados, formando empena alteada sobre o portal central e que, na zona do corpo mais baixo, forma ângulo reto e se prolonga nas longas alas laterais, igualmente assentes em pilares facetados de ambos os lados, possuindo pavimento cerâmico e cobertura em empena. Aproveitando os declives do terreno, o corpo mais baixo da fachada lateral esquerda é rasgado num plano rebaixado por largo portal retilíneo, e na fachada oposta, sob o corpo maior, desenvolvem-se várias dependências, igualmente com largo portal de verga reta, acedidas por escadaria, flanqueada por canteiros de flores e com alpendre sobre dois pilares. Neste mesmo lado, a ala alpendrada na zona do ângulo reto é parcialmente fechada, com fachadas revestidas a cantaria rusticada e rasgada por várias portas de verga reta. Fachada posterior com corpo central facetado e torreado, rasgado por pequenas frestas, e rematado por elemento apontado com cruz latina; é flanqueado por vários corpos escalonados, sendo um dos dispostos à esquerda, o do batistério, semicircular, rasgado superiormente com janelas jacentes. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco. Nártex com pavimento em cantaria, portal flanqueado por escadas de acesso às sineiras, protegidas por parede em tijolo de vidro e porta em ferro. Lateralmente, abre-se de cada lado largo portal de ligação a outros espaços e, frontalmente, três portais para a igreja, o central maior, enquadrados por molduras em vigas de betão, criando espaços intermédios para colocação de armários. Igreja de espaço centralizado e facetado, ritmada pelas vigas da estrutura que apoiam as vigas da cobertura, em planos inclinados de betão, formando sobre a zona da capela-mor, plana, amplo losango com claraboia envidraçada. Espacialmente, organiza-se em anfiteatro, com pavimento de madeira e degraus em cantaria. O coro-alto prolonga-se por amplas tribunas laterais, de perfil recortado e terminadas junto à capela-mor, com os assentos igualmente dispostos em anfiteatro, e no término com escadas de madeira de ambos os lados. Quer o coro, quer as tribunas surgem apoiadas em pilares, revestidos a madeira, e possuem guarda em madeira ritmada por espaços vazados. No coro, dois órgãos de armário enquadram o janelão. As alas formam nos extremos, sob os assentos em anfiteatro, duas capelas laterais profundas e acedidas por portais de verga reta; a do lado do Evangelho é dedicada a Nossa Senhora das Graças, tem duas naves separadas por pilares revestidos a madeiras e cobertura de madeira de quatro panos facetados, sobre falsas mísulas; a da Epístola é dedicada ao Divino Senhor dos Passos e das Confissões, tem cobertura revestida a madeira, de dois panos, e ao fundo, sobre altar, as imagens de Cristo com a cruz às costas entre a da Virgem (Evangelho) e a de São João (Epístola). O espaço da capela-mor é marcado por plataforma ligeiramente sobrelevada e facetada, de cantaria, com vários degraus, apresentando a parede testeira revestida por amplo painel cerâmico, policromo e relevado, sobreposto por uma cruz, a imagem de Cristo relevada, com os braços abertos, veste ampla em V e cabeça envolvida por auréola, e a da Virgem, de mãos postas, portando manto, sobre nuvens e encimada por coroa. Junto à parede testeira dispõe-se o cadeiral dos cónegos, em mármore, com oito lugares individualizados e com braços, enquadrando cadeira episcopal, separada, com espaldar mais alto e encimado por frontão triangular. Na plataforma dispõem-se ainda mesa de altar de tampo retangular sobre dois pés, tocheiro e atril, todos em mármore. Do lado do Evangelho existe pequeno espaço re-entrante, em ângulo, onde se dispõe o sacrário com a forma geográfica do distrito, e porta circular, com várias molduras. Do lado da Epístola, existe capela batismal semicircular, com vãos jacentes de vidros policromos, circundada por cadeiras de madeira e, ao centro, alta mísula piramidal, em mármore, com imaginária. No meio possui plataforma de cantaria sobre a qual assenta a pia batismal, em mármore, com taça facetada sobre largo pé também facetado, flanqueada por dois elementos recortados de sustentação; junto surge ainda tocheiro em mármore.

Acessos

Rua Engenheiro Adelino Amaro da Costa; Avenida 22 de maio

Protecção

Inexistente

Grau

3 – imóvel ou conjunto de acompanhamento que, sem possuir características individuais a assinalar, colabora na qualidade do espaço urbano ou na ligação do tempo com o lugar, devendo ser preservado em tal medida. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Valor Concelhio / Imóvel de Interesse Municipal e outras classificações locais.

Enquadramento

Urbano, isolado, a O. do Núcleo urbano da cidade de Bragança (v. IPA.00027973), e numa encosta da cidade. Implanta-se em plataforma sobrelevada e adaptada ao declive do terreno, de planta pentagonal, ocupando o edifício a zona O., circundada por vias de circulação, possuindo frontalmente amplo adro, precedido por escadaria, integrando ao centro espelho de água em cascata e vários canteiros com oliveiras. Nas imediações erguem-se a Escola Secundária Abade de Baçal (v. IPA.00018831), o Mercado Municipal de Bragança (v. IPA.00026219), o Liceu Nacional de Bragança (v. IPA.00020553), e, mais para O., no local do Forte de São João de Deus, a Câmara Municipal de Bragança (v. IPA.00020548).

Descrição Complementar

No nártex da igreja existe lápide de mármore com a seguinte inscrição, em cinco regras: "ESTA IGREJA CATEDRAL DE NOSSA SENHORA RAINHA / FOI DEDICADA NO DIA SETE DE OUTUBRO DO ANO / DOIS MIL E UM. O RITO FOI CELEBRADO / POR D. ANTÓNIO JOSÉ RAFAEL, 42º BISPO DE / BRAGANÇA - MIRANDA".

Utilização Inicial

Religiosa: catedral

Utilização Actual

Religiosa: catedral

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 20 / 21

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: Francisco Figueira (1964); Vassalo Rosa (1964). ENGENHEIRO CIVIL: Eduardo Zúquete (1964). ESCULTOR: António Alfredo (1964). MESTRE: Mário Silva (1999).

Cronologia

1764, 17 novembro - carta régia transferindo a diocese de Miranda para Bragança; o bispo D. José de Miranda Rodrigues doa a igreja e colégio do Santo Nome de Jesus (v. IPA.00000169) para instalação da Sé; 1766, 13 janeiro - início de funcionamento do Seminário Diocesano no edifício; 1768 - D. Frei Aleixo escreve ao Marquês de Pombal manifestando a sua intenção de construir uma nova Sé em Bragança, sem demolir qualquer "porção" da existente e do Seminário, no quintal daquele, com o frontispício virado para as Eiras do Bispo, atual Praça de Camões, num terreno imediato à praça; o projeto, de cruz latina e uma nave, era de António Stopanni Romano e dele subsiste uma planta e corte longitudinal, mas a construção da capela-mor nunca passou dos alicerces; 1770 - com a transferência de D. Aleixo para a Diocese do Porto, abranda o ritmo da obra; 05 março - D. José solicita a Clemente XIV a divisão do bispado de Miranda em dois: Miranda e Bragança; 10 julho - Breve "Pastoris aeterni" autorizando a divisão, ficando Bragança como sede do Bispado; 1772, 22 fevereiro - tomada de posse do 1º bispo de Bragança, D. Miguel António Barreto de Meneses; 1780, 27 setembro - Bula "Romanus Pontifex" do papa Pio VI fundindo a diocese de Bragança com a de Miranda, com obrigação de erigir a catedral em Bragança; 1781, 12 junho - tomada de posse do bispo D. Bernardo Seixas, o qual não consegue dar continuidade às obras da Sé; 1803 - depois de várias diligências infrutíferas junto da rainha D. Maria I, para dar-se continuidade às obras, o cabido de Bragança abandona o projeto de Frei Aleixo e resolve ampliar a igreja dos jesuítas; no entanto, desacordos com o General Sepúlveda, que queria dirigir as obras, levam à suspensão da construção; 1878, 13 janeiro - D. José Maria Martens Ferrão projeta erguer a catedral no extinto mosteiro de Santa Clara, sendo o autor de um projeto, em estilo neogótico, o arquiteto José Maia Nepomuceno; o local é cedido à Mitra com a condição das obras começarem no prazo de cinco anos, sob pena de ser devolvido à propriedade do Governo, o que veio a acontecer; 1950, década - o MRAR - Movimento de Renovação da Arte Religiosa, tendo conhecimento do desejo do bispo de Bragança de construir uma nova Sé, estabelece contactos para se promover um concurso nacional para a sua construção; 1963 - apresentação do Regulamento e Programa do Concurso para a construção da Sé, pelo MRAR; são admitidos a concurso onze projetos, tendo ganho por unanimidade o elaborado pela equipa constituída pelos arquitetos Luís Gonçalo Vassalo Rosa e Francisco Figueira, escultor António Alfredo, engenheiro Eduardo Zúquete e P. Albino Cleto, como consultor litúrgico *1; 1964 - apresentação do anteprojeto vencedor pela equipa projetista em Bragança, no Museu Abade de Baçal, e em Lisboa, na Sociedade Nacional de Belas Artes; 11 novembro - carta do bispo de Bragança aos autores do projeto indicando que o mesmo não lhe agradava e que o anteprojeto lhe parecia " frio, sem alma" e que "nem a disposição nem a luz suprem algo que lhe falta"; o bispo submete o anteprojeto à Câmara para apreciação que, juntando um parecer favorável e elogioso, solicita a informação da Direção de Urbanização de Bragança; esta, atendendo à localização, em zona de proteção de edifícios públicos, envia o trabalho ao Ministro das Obras Públicas, com um parecer favorável e proposta de algumas correções; o Ministro solicita parecer à Junta Nacional de Educação, que reprovou o anteprojeto com base nos seguintes pontos: "Rotura com a tradição das belas composições e obras do passado; ausência de unidade, harmonia e simplicidade; não se encontrar exaltada a verdade utilitária e funcional; e não se empregar os materiais da região"; transita depois para a Direção Geral dos Serviços de Urbanização, que se pronuncia com pareceres favoráveis, contestando o anterior e propondo a consulta do Conselho Superior de Obras Públicas; 23 dezembro - publicação de carta de Rui Tovar dando início à contestação pública da proposta para a Sé de Bragança; considera que "a "maquette" da futura catedral de Bragança é prejudicial aos interesses espirituais e económicos do povo português, além de ir constituir, se tal projeto fosse por diante, "um gilvaz horrível no perfil pitoresco de uma das mais belas cidades monumentais de Portugal"; 1965, 20 fevereiro - pedido de resignação de D. Abílio Vaz das Neves, sendo nomeado como novo bispo de Bragança, D. Manuel de Jesus Pereira, que não deseja interpor uma ação de recurso contra o despacho do Ministro Arantes e Oliveira; 10 maio - o Ministro dá o despacho: "Em face do parecer do Ministério da Educação Nacional tem de considerar-se o projeto reprovado"; 08 junho - carta da Comissão Executiva da nova Sé informando os autores do projeto da sua rejeição; 08 julho - carta do bispo aos arquitetos Vassalo Rosa e Francisco Figueira dava mostras do seu desagrado com a situação herdada; 1966 - apresentação ao bispo de um novo anteprojeto, de características totalmente distintas e da autoria exclusiva do arquiteto Francisco Figueira, para um terreno próximo ao do concurso, mas que teve continuidade; 1981 - D. António José Rafael, Bispo de Bragança, obtém do Governo compromisso definitivo para a construção da Sé catedral e contacta o arquiteto Vassalo Rosa e o escultor António Alfredo (Francisco Figueira encontrava-se em Macau), para retomarem o projeto; 1982 - cerimónia do lançamento da primeira pedra; D. António participa ativamente com os projetistas, alterando o programa, a nível da organização interna e formal; 1987 - apresentação pública da proposta para a construção da Sé, bem distinta do anteprojeto inicial; 1988 - início das obras de construção da Sé em terreno cedido pela Câmara Municipal, e com um orçamento de 750 mil contos; 24 dezembro - em entrevista ao jornal Expresso, D. António Rafael atribui a responsabilidade do chumbo do anteprojeto a uma intervenção direta do próprio Salazar, "que não quis. Era muito dinheiro - 8 mil contos - e o estilo novo, que parecia avançado"; 1995 - após a conclusão da estrutura, faz-se a inauguração funcional da catedral, por volta dos 450 anos da Diocese de Bragança-Miranda; 1999 - feitura do painel cerâmico da parede testeira da capela-mor, pelo mestre Mário Silva; 2001, 07 outubro - dedicação da Catedral de Bragança a Nossa Senhora Rainha; 2004, 23 dezembro - assinatura de Contrato - Programa para a execução de arranjos exteriores da Sé Catedral, com a presença do então Secretário de Estado da Administração Local, José Cesário.

Características Particulares

Constitui a única catedral portuguesa construída de raiz no séc. 20, sendo fruto de uma série de vicissitudes, que culminaram na sua dedicação, a Nossa Senhora Rainha, apenas em 2001. De fato, logo depois da transferência da diocese de Miranda para Bragança, em 1764, o bispo D. Frei Aleixo de Miranda Henriques manifesta ensejo em construir uma nova Sé naquela cidade, num terreno anexo ao antigo colégio Jesuíta, onde se instalara a catedral, mas a construção da capela-mor não passaria dos alicerces. Mais tarde, em 1878, D. José Maria Martens Ferrão tenta construir a catedral no extinto Mosteiro de Santa Clara, com projeto do arquiteto José Maia Nepomuceno, mas as obras nem tiveram início. Mais recentemente, na década de 1960, realiza-se um concurso público para a construção da Sé, ganhando o projeto dos arquitetos Luís Gonçalo Vassalo Rosa e Francisco Figueira, do escultor António Alfredo e engenheiro Eduardo Zúquete. Posto em causa devido ao seu aspeto inovador, só a partir de 1988, se daria início à construção da Catedral de Bragança com algumas adaptações ao projeto inicial. Segundo os seus autores, a Sé foi concebida como uma fortaleza monolítica, assente na força e na plasticidade, daí a escolha dos materiais rudes e naturais, como o granito e o xisto, para as suas paredes, adros e coberturas. A sua planimetria e correspondência exterior e interior é bastante inovadora, apresentando duas alas laterais alpendradas dispostas em ângulo reto. No interior, de espaço centralizado e organizado em anfiteatro, destaca-se o painel cerâmico relevado do mestre Mário Silva e o sacrário com a forma geográfica do distrito. Na envolvente da catedral, plantaram-se árvores selecionadas na flora local, como a oliveira, o castanheiro e a cerejeira.

Dados Técnicos

Sistema estrutural misto.

Materiais

Estrutura de betão; elementos em granito e xisto; pavimentos de soalho e de cantaria; paredes em tijolos de vidro; painel cerâmico policromo; coro-alto e alas laterais revestidas e com guarda de madeira envernizada; vidros simples e policromos; portas de madeira; altar, cadeiral dos cónegos, pia batismal, tocheiros e atril em mármore; cobertura de cobre.

Bibliografia

Bragança Boletim Municipal Especial. Bragança: Câmara Municipal de Bragança, fevereiro 2009, nº 22; CUNHA, João Alves da - "O "caso" do concurso da Sé de Bragança. In Revista Monumentos. Lisboa: Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, 2011, nº 32, pp. 134-141; DEPARTAMENTO DOS BENS CULTURAIS DA IGREJA - Guia das Igrejas e Capelas de Bragança. Vila Real: Diocese de Bragança-Miranda, 2001; "Bispo de Bragança herda 5 milhões de dívidas de Catedral inacabada" (http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=29687), [consultado em 17-12-20113].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSMN

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, SIPA

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSMN

Intervenção Realizada

2000, década - substituição de portas em madeira e correção de uma parede exterior, de 60 metros, com blocos de granito, que ameaçavam cair; 2004 / 2005 - arranjos exteriores contemplando uma área de 28.860 m2 e incidindo sobre a execução de jardim, muros, pavimentos, arborização, iluminação e zona de estacionamento com 180 lugares, correspondendo a um investimento de cerca de 2.200.200 euros, comparticipados em 50% pelo então Ministério das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional; 2011 - obras de conservação na ala adossada à fachada lateral esquerda.

Observações

*1 - O júri do concurso era composto pelo cónego Dr. António de Figueiredo Sarmento, pela Diocese de Bragança, arquiteto António de Freitas Leal, pelo MRAR, arquiteto Alfredo Viana de Lima, pela Câmara Municipal de Bragança, arquiteto Octávio Lixa Figueiras, pelo Sindicato Nacional dos Arquitetos, e arquiteto Alberto da Silva Bessa, pelo Ministério das Obras Públicas; a título consultivo figuravam o Dr. Mário Tavares Chicó, professor de História de Arte da Faculdade de Letras de Lisboa, engenheiro Joaquim Sampaio, professor da Faculdade de Engenharia do Porto e do Laboratório de Ensaios de Materiais da mesma Faculdade, Pe. José Ferreira, professor de Liturgia do Seminário dos Olivais, e Pe. João de Almeida, assistente eclesiástico do MRAR.

Autor e Data

Paula Noé 2013 (no âmbito da parceria IHRU / Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja)

Actualização

 
 
 
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