Troço da Via Romana da Pedra da Sé

IPA.00002674
Portugal, Coimbra, Tábua, Tábua
 
Via romana, com utilização de soluções tecnológicas pouco usuais em Portugal, pelo cuidado posto no talhe dos blocos que a compõem e pela utilização de 3 eixos centrais. A largura da via e o cuidado da construção são características determinantes para a classificação. O corte da pedra é romana, caracteriza-se pela abertura de pequenos rasgis rectangulares equidistantes que recebem cunhas de madeira, que depois de molhada provocam a clivagem regular do bloco pretendido. A estrutura interna, descoberta nas zonas dos caixotões, é composta por duas camadas de terra, divididas por outra de fragmentos de quartzo, que garantiam a permeabilidade e consistência da via.
Número IPA Antigo: PT020616140008
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Transportes  Via  Via romana  

Descrição

Via com utilização de tecnologia invulgar em Portugal *1, ocupando na largura média, em recta, 4,70 metros, correspondendo a 3 passos romanos. Nas curvas, apresenta cerca de 8 metros de largura ou seja seis passos romanos. Um eixo central e dois laterais cortados equidistantemente por estruturas graníticas, de características semelhantes, formando caixotões duplos ao longo do trajecto* 2.

Acessos

Tábua, Junto à antiga estrada Tábua - Santa Comba Dão

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 29/90, DG, 1ª série, n.º 163 de 17 julho 1990

Enquadramento

Rural, numa das encostas do vale do Mondego, rodeado por mata, difícil acesso *1.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: via romana

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Época Construção

Séc. 01

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 01 - possível data de construção.

Dados Técnicos

Estrutura autónoma

Materiais

Pedra da região

Bibliografia

ALARCÃO, Jorge, O Domínio Romano em Portugal, Lisboa, 1988; ARAÚJO, José Rosa de, Os miliarios da estrada romana de Braga a Tuy, in Distrito de Braga, 2ª Série, 5, 1982, pp. 121 - 246; BATATA, Carlos, Tomar na Arte Antiga, Tomar, 1983; Itinerário de Antonino; PEREIRA, Felix Alves, Geographia proto-histórica da Lusitânia. Situação conjectura de Talabriga, in O Arqueólogo Português, 12, 1907; SAÁ, Mário, As Grandes Vias da Lusitânia, Lisboa, 1963; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73607 [consultado em 23 agosto 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

*1 - Possível troço da via romana que ligava Bobadela a Santarém passando por Tomar. Para a correcta interpretação deste troço de via, é fundamental relacioná-lo com a importância jurisdicional e económica da Bobadela, importante centro administrativo no tempo de Augusto, comprovada pela existência de outras estações arqueológicas na zona, nomeadamente no Fundo da Vila, São João das Areias e Óvoa, bem como a exploração de ouro nas minas de Góis. Foi proprietária deste espaço a poetisa Shara Beirão que tentou transformar aquela área num local de aprazível visita, criando um circuito que conduziria aos pontos mais atraentes da paisagem, nomeadamente o monumental bloco granítíco e as fontes naturais. Talvez por desconhecimento, a antiga via romana não era contemplada nesse circuito turístico e cultural. *2 - Impossível de descrever mais detalhadamente pois encontra-se quase inteiramente coberta por mato.

Autor e Data

João Cravo 1994 / Maria Bonina / Fernando Grilo 1996

Actualização

 
 
 
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