Conjunto de Casas de Renda Económica na Avenida João XXI, em Braga

IPA.00026754
Portugal, Braga, Braga, Braga (São Vítor)
 
Conjunto arquitetónico residencial multifamiliar. Habitação económica de promoção pública estatal (HE-FCP, Federação das Caixas de Previdência - Habitações Económicas). Conjunto de média dimensão composto por edifícios multifamiliares de três e quatro pisos, com fogos T3, T4 e T5, formando quarteirões abertos.
Número IPA Antigo: PT010303510277
 
Registo visualizado 1867 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Conjunto arquitetónico  Edifício  Residencial multifamiliar  Habitação económica  Promoção pública estatal (HE-FCP)  Casas de renda económica

Descrição

Conjunto urbano de habitação constituído por oito blocos, destinados a cinquenta e dois fogos. Quatro blocos estão organizados por três pisos, tendo cada piso três fogos; os outros quatro blocos possuem quatro pisos, pois foi acrescentado mais uma habitação na cave. Ao nível da tipologia, existem doze fogos T3; vinte e seis fogos T4 e catorze T5. Cada bloco habitacional apresenta planta rectangular, com cobertura em telhado de quatro águas, estrutura e organização semelhante, variando a cor da pintura das fachadas.

Acessos

Avenida João XXI, n.º 19, 75, 111, 149, 191, 233, 267, 301

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolado. O conjunto insere-se na malha urbana, implantado diagonalmente em relação à Avenida João XXI, numa disposição isolada e paralela entre cada bloco, com espaços ajardinados, pontuados por arbustos e árvores de pequeno porte; é delimitado pela rua Bernardo Sequeira e pela Praceta Doutor Luís de Almeida Braga. Na proximidade, ergue-se a Escola Secundária Carlos Amarante (v. PT010303510240).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

privada: pessoas singulares

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: Dario da Silva Vieira

Cronologia

1945, 7 Maio - a Lei nº 2007 estabelece as bases para a construção de Casas de Renda Económica, a promover nos centros urbanos ou industriais; edificadas por sociedades cooperativas ou anónimas, organismos corporativos ou de coordenação económica, instituições de previdência social, empresas concessionárias de serviços públicos, empresas industriais e outras entidades idóneas de direito privado; 1946, 25 Abril - O Decreto-Lei nº 35611cria a Federação das Caixas de Previdência - Habitações Económicas, com o intuito de canalizar os capitais das instituições de previdência (todas as caixas sindicais de previdência ou reforma dependentes do Ministério das Corporações e Previdência Social) para o fomento da habitação económica; 1947/1949 - primeira fase de construção de bairros habitacionais pela Federação das Caixas de Previdência - Habitações Económicas, através do emprego de fundos da Previdência e da disponibilização de terrenos pelas respectivas Câmaras, podendo as casas vir a ser adquiridas em regime de propriedade resolúvel*2; 1949 - as HE alargam o seu quadro técnico *3; 1955 - Decreto-Lei nº 40246, que consagra a intervenção da Previdência no fomento da construção de casas económicas; 1958, 9 Abril - a Lei nº 2092 institui o regime de edificação de Casas Construídas Através de Empréstimo, tendo em vista o fomento da habitação económica, autorizando as instituições de previdência a conceder empréstimos para a construção, beneficiação e aquisição de casa própria, pelos beneficiários daquelas instituições e respectivas empresas contribuintes e pelos sócios efectivos das Casas do Povo ou suas federações; 1959 - construção do Bairro Renda Económica de Braga (2ª fase); 1972 - encerramento das actividades da FCP-HE; 1974, 16 Abril - Portaria 280/74 - o património dos Bairros Renda Económica foi integrado na Caixa Nacional de Pensões; 1981, 29 Julho - Portaria nº 649/81 - transferência do património habitacional do Centro Nacional de Pensões para o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante

Materiais

Paredes rebocadas e pintadas; embasamento em granito aparente; molduras dos vãos em granito; caixilharias das janelas em alumínio; guardas das varandas em ferro pintado; vidros simples nas portas e janelas; cobertura exterior de telha.

Bibliografia

PORTAS, Nuno (coord.); AA. VV. - Habitação Para o Maior Número, os Anos de 1950-1980. Lisboa: IHRU; CML, 2014; TAVARES, Maria - "HE-FCP: uma perspectiva estratégica [nos anos 50 e 60 em Portugal] ". 1.º Congresso Internacional de Habitação no Espaço Lusófono. Lisboa: ISCTE, 2010, comunicação apresentada ao congresso; TRINDADE, Cachulo da - Casas Económicas. Casas de Renda Económica, Casas de Renda Limitada e Casas para Famílias Pobres. Legislação Anotada. Coimbra: Coimbra Editora Limitada, 1951.

Documentação Gráfica

IGFSS: Departamento de Património Imobiliário do Porto

Documentação Fotográfica

IHRU: SIPA

Documentação Administrativa

IGFSS: Departamento de Património Imobiliário do Porto

Intervenção Realizada

Observações

Dário Viera fez parte das equipas de trabalho para a execução de habitações económicas da Federação das Caixas de Previdência - Habitações Económicas (FCP-HE), cuja figura de destaque foi o arquitecto Nuno Teotónio Pereira. Outros arquitectos que integraram estas equipas, para além de Nuno Teotónio Pereira, foram: Nuno Portas, Bartolomeu Costa Cabral, Vasco Croft de Moura, Fernando Távora, João Andersen, Filipe Figueiredo, entre outros. Sendo-lhes dado grande autonomia ao nível do projecto, a partir da qual se desenvolveu a experimentação tipológica e a criação de propostas com várias escalas de linguagem. *2 - A planificação dos empreendimentos tem por base os inquéritos prévios realizados pelo Serviço de Inquéritos Habitacionais do Ministério das Corporações e Previdência Social, os quais determinavam o número de fogos a construir, as fases de construção, os tipos e categorias de fogos, em função das carências locais, e da dimensão e capacidade económica dos agregados familiares. *3 - Através do arquitecto Teotónio Pereira, o arquitecto João Braula Reis entra para a FCP-HE para coordenar o Gabinete de Arquitectura, criando novas equipas e novas metodologia de trabalho, onde apostam na individualização de cada obra, através de projectos dirigidos e contextualizados, em negação aos projecto-tipo, e por outro, participavam activamente no estudo de todos os aspectos referentes à construção económica da habitação. Surgem os projectos experimentais focalizados nas vivências do espaço por parte dos utilizadores.

Autor e Data

Sónia Basto 2008

Actualização

Anouk Costa 2014
 
 
 
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