Colégio da Graça / Igreja de Nossa Senhora da Graça

IPA.00002714
Portugal, Coimbra, Coimbra, União das freguesias de Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu)
 
Colégio com igreja de feição clássica com planta de nave única e capelas laterais intercomunicantes, capela-mor da mesma largura da nave, coro alto na entrada e cobertura em abóbada de berço aquartelada. Retábulo principal maneirista e laterais barrocos. Claustro clássico de tipo Castilhiano. A igreja, o claustro e todo o colégio são os primeiros exemplos de arquitectura com estrutura renascentista executados na cidade e influenciaram um conjunto de outras obras. A tipologia da igreja foi intensamente repetida na arquitectura religiosa do período maneirista, como nos vizinhos colégios do Carmo e de São Pedro.
Número IPA Antigo: PT020603170048
 
Registo visualizado 762 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Educativo  Colégio universitário    

Descrição

Planta longitudinal composta, nave única com 6 capelas colaterais intercomunicantes, 2 delas servindo de transepto, capela-mor de plano quadrado da largura da nave e coro-alto. Volumes articulados, cobertura diferenciada em telhado de 2, 3 e 4 águas. Fachada principal simples, em silharia lisa, voltada a SO., recuada e levantada sobre patamar a que dá acesso uma escada encaixada, de 8 degraus; dividide-se em 2 registos, separados por cornija, e frontão triangular. Ao centro, portal de vão rectangular ladeado por 2 colunas toscanas, com entablamento sobrepujado por nicho com escultura da Virgem e o Menino. Ladeiam o portal 2 janelões de vãos rectangulares. Segundo registo dominado por janelão central. O frontão ostenta pedra de armas com os emblemas régios e inscrição alusiva à fundação do colégio*1. Fachada dominada por campanário com porta alta de vão rectangular e 2 vãos sineiros de volta redonda com empena contracurvada. INTERIOR: nave iluminada por 2 janelões da frontaria, 3 janelas do lado da epístola e uma do lado do evangelho; capelas laterais, 3 a cada lado, com retábulos de talha; capela-mor iluminada do lado da epístola por janela rectangular e coro alto sobre a entrada; cobertura em abóbada de pedra de caixotões cruzetados; lambrim de azulejos de padrão em branco, azul e amarelo, em redor. Pavimento escalonado em 3 planos: o da nave, o do transepto e capelas da nave e o da capela-mor. Na capela-mor, 1 retábulo de talha dourada e telas nas paredes. Ao lado da capela-mor o ossário e a sacristia: sala rectangular, alta, com abóbada de berço com 5 arcos torais, paredes revestidas a azulejos e retábulo pétreo; ao alto a E., uma janela termal. A frontaria do colégio, a O. no prolongamento da fachada principal da igreja apresenta 3 panos com pilastras lisas de pedestais, com 3 registos, separados por cornija. No corpo central, a portaria, de 2 arcos e vão rectangular intermédio sobrepoem-se 3 janelas; encimando os dois arcos vêem-se escudos de armas; à esquerda o da ordem religiosa, à direita o da nação; acima do vão central um rótulo com inscrição data o conjunto de 1548 *2. A portaria tem 2 átrios, com abóbadas de aresta e alizares de azulejos em azul e branco; o do primeiro, mais baixo, representa motivos de camélias e o segundo, mais alto, motivos arquitectónicos e figurativos entre elementos vegetalistas. O claustro de 2 pisos tem no piso térreo, 3 arcadas geminadas em cada lanço, com pilares-contrafortes a separá-las, apoiando-se os arcos de volta redonda em colunas de capitéis lisos; na arcada central do lanço E. existem ainda alguns capitéis jónicos de duas e 4 volutas; as galerias E. e S. têm abobadamento de volta perfeita, com arcos torais de cantaria; as restantes têm cobertura plana. O segundo piso apresenta em cada lanço, 3 pares de sacadas com verga direita, friso, cornija e bacia de pedra assente sobre 4 mísulas, com grades de ferro; o beiral é triplo.

Acessos

Rua da Sofia, Rua de Aveiro

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto nº 67/97, DR, 1ª série-B, n.º 301 de 31 dezembro 1997

Enquadramento

Urbano, flanqueado, harmonização com o meio envolvente constituído por outros colégios e prédios de volumetria correspondente a 3 / 4 andares, com lojas no rés-do-chão.

Descrição Complementar

Retábulo-Mor: de talha dourada assente em soco de cantaria lavrada com rótulos contendo emblemas marianos, complementados por legendas; composição em 3 corpos arquitectónicos, divididos por pares de colunas coríntias, produzindo 3 registos em altura, a enquadrar 6 painéis alusivos à Vida da Virgem nos 2 superiores, no registo inferior 2 nichos com as imagens de Nossa Senhora da Graça e de Santo Agostinho; o arco central tem painel de datação posterior representando o encontro de Cristo com a Virgem. Retábulos laterais: as capelas do transepto têm retábulos de talha dourada, de 4 colunas torsas e nicho central com esculturas; as capelas da nave têm retábulos de talha dourada com frontais simples a imitar marmoreado todos de estrutura idêntica: 2 colunas laterais de capitel compósito e fuste liso sobre pedestais; 3 apainelados lisos, rebordados de ornatos, fazem o fundo de igual número de imagens, que variam em todos; as extremas assentam em mísulas, a do meio num pedestal largo, em cuja frente fica um pequeno quadro a óleo; o frontão é interrompido por dossel rectangular de madeira policromada, imitando tecido. Do recheio destaca-se: o cadeiral de madeira de castanho, de 2 bancos, no coro-alto; o órgão de tubos, também no coro-alto, desmontado aguardando restauro; algumas grandes telas na sacristia e na casa da arrecadação.

Utilização Inicial

Educativa: colégio universitário

Utilização Actual

Religiosa: igreja / Devoluto

Propriedade

Privada: Igreja Católica (igreja) / pública: estatal

Afectação

Ministério do Exército ( claustro )

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 18 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: Diogo de Castilho (séc. 16); ENSAMBLADOR: Baltazar Gomes Figueira (1644); ENTALHADOR: João de Azevedo. PEDREIRO: António Fernandes; PINTOR: Manuel Gonçalves Gavião (1644)

Cronologia

1542, 30 Outubro - Início do processo da fundação do colégio com a petição enviada à Câmara para a cedência de um terreno para a sua instalação; 1543 - fundação por D. João III, do Colégio da Graça da Ordem dos Eremitas Calçados de Santo Agostinho; incumbido da obra Fr. Luís de Montoia; 1546, 30 Junho - O principal Luis de Montoya informa o Geral da Ordem, em Lisboa, que as obras do colégio, por ele supervisionadas, seguem a um bom ritmo construtivo e indica já a presença de 40 religiosos, na sua maioria estudantes; 1548 - Estão concluídas as obras do edifício principal do colégio; 1549, 12 Outubro - após a sua conclusão, o Colégio é incorporado na Universidade por carta régia; 1555- conclusão das obras da igreja dedicada a Nossa Senhora da Graça; 1555 - As obras da igreja são concluídas; 1577, 23 Janeiro - Dom Sebastião outorga nova carta de lei referente aos privilégios dos gracianos; 1596 - Dom Filipe I reforça os privilégios ao Colégio; 1644 - colocação do retábulo da capela-mor em talha dourada, com seis painéis alusivos à Vida da Virgem, da autoria do pintor Baltazar Gomes Figueira*3;.séc. 17 - Segue-se uma nova etapa construtiva no colégio, com a edificação da sacristia e do segundo piso do claustro séc 17, final - Colocação dos retábulos em talha dourada nos altares das capelas laterais, do falso transepto; 1689 - Notificação da conservatória universitária enviada ao juiz ordinário de Ançã, acusando Manuel Gonçalves Carmelita e Manuel Marques pelo incumprimento do contrato estabelecido com os religiosos do Colégio, na entrega da pedra encomendada para as obras decorrentes na sacristia e no claustro; 1697, 27 julho - contrato com o entalhador João de Azevedo para a feitura do retábulo de São José; 1699, 23 Fevereiro - O conservador da Universidade outorga uma carta de sentença, contra Manuel Gonçalves Gorrião, natural de Ançã, pelo atraso da obra que iniciara na sacristia da igreja; séc. 18, início - colocação de altares nas capelas da nave; rasgamento ou ampliação das janelas da nave, na parte sul; 1828 / 1834 - durante a guerra civil o colégio funciona como hospital militar ao serviço dos partidários absolutistas de Dom Miguel; 1834, 30 Maio - O Colégio é encerrado por decreto de Joaquim António de Aguiar; 1835, 10 Janeiro - A Câmara de Coimbra solicita ao Parlamento a cedência do Colégio, já incorporado na Fazenda Nacional, para a instalação de um quartel militar; 1836, 15 Dezembro - a igreja e o claustro são entregues à Irmandade do Senhor dos Passos, e as instalações colegiais cedidas para albergar um quartel militar e diversos serviços do então designado Ministério da Guerra, ficando ainda sob domínio da Câmara, algumas dependências; 1837 - encontra-se já instalado no colégio um batalhão militar móvel; 1842, 5 Janeiro - encontram-se temporariamente aquartelados 200 homens de 1ª linha;1842, 11 Janeiro - dá entrada na Câmara de Coimbra o primeiro pedido de obras de valorização do edifício; 1843, 9 Março - a Câmara delibera que se procedam às obras de remodelação necessárias para a breve instalação do Batalhão do Regimento nº 14. ; 1844, 11 Fevereiro - decisão camarária em proceder a todos arranjos necessários, tendo em vista a ampliação do "Quartel da Graça a fim de se acomodar nele o maior número possível de oficiais e praças; 1844, 18 Março - são requisitados candeeiros para iluminação dos quartos dos oficiais e das cavalariças; 1844, 17 Junho - Noticia-se sobre a necessidade de construir uma nova cavalariça, pois a existente está lotada; 1844, 14 Agosto - é cedida uma sala de aulas destinada a arrecadação dos militares; 1844, 5 Setembro - o celeiro existente na cerca é arrendado, com a condição camarária de não ser para guardar palha; 1845, 9 Janeiro - face ao grande numero de despesas feitas pela câmara para a manutenção do antigo colégio, esta procura tornar efectiva e legal a cedência sob posse ao Estado, mas não obtem sucesso; 1846, 29 Outubro - a câmara resolve fazer obras remodelação no quartel para acomodar mais de 1500 homens; 1847, 10 Janeiro - é nomeada comissão de vereadores para administrar as obras necessárias no conjunto edificado para a instalação de 600 praças e respectivos oficiais; 1848, 17 Agosto - a câmara municipal queixa-se das enormes despesas contraídas pelas obras de readaptação do antigo colégio a quartel militar; 1849, 20 Julho - o director das Obras Públicas solicita à câmara municipal a cedência de umas salas na área sul do edifício colegial principal para aí instalar os seus serviços. O pedido é indeferido; 1850, 23 Outubro - a câmara cede, temporariamente, o refeitório do antigo colégio para a instalação do teatro da Sociedade Filarmónica Boa União; 1852, 14 Agosto - Os militares solicitam a cedência do pátio do colégio para procederem aos necessários exercícios ginásticos e equestres; 1852 - decreto estatal concede ao município tutela exclusiva do colégio e da cerca; 1852, 11 Novembro - A Sociedade de Instrução dos Operários, instalada no Arco da Almedina muda-se para uma dependência do antigo colégio; 1856, 17 Janeiro - deliberou-se o empréstimo ao Ministério da Guerra, enquanto se não prover um quartel efectivo para o aquartelamento da força militar permanente nesta cidade a cargo do Estado, o dormitório do noviciado no Quartel da Graça, ficando o resto edifício para aquartelamento das forças militares que transitassem na cidade; 1856, 19 Julho - lavrou-se na Câmara Municipal, o contrato de arrendamento da loja nº 4 no edifício; 1856, 27 Abril - é inaugurado no antigo refeitório, o Teatro da Sociedade Boa União; 1857 - a câmara de Coimbra delibera a promoção algumas obras de reconversão do espaço colegial para a reinstalação na cidade, da Escola de Ensino Mútuo, solicitada nesse mesmo ano pelo Comissário Regional dos Estudos. No entanto, paira a dúvida se as obras foram executadas na totalidade, uma vez que os militares recusaram a ideia e não abandonaram o edifício, contudo, existem referências ao funcionamento da escola nas proximidades do claustro; 1860. 5 Março - o Ministro do Reino ordena à câmara municipal que proceda aos reparos necessários nas áreas ocupadas pelo Quartel da Graça; 1861 26 Outubro - A Câmara Municipal de Coimbra procura transferir os militares do colégio da Graça para o convento de Santa Ana; 1866, 8 Agosto - foi entregue pela CMC ao Governo Civil de Coimbra, conforme portaria, o colégio da Graça, ficando o município com a cerca; 1870 - restauro da sacristia e outras áreas da igreja; 1884 - as dependências colegiais reassumem funções militares com a instalação do Quartel do Comando Militar de Coimbra e respectivos destacamentos de Infantaria e Cavalaria. É criado o Regimento de Infantaria nº23, igualmente instalado nas dependências no Quartel da Graça. A Câmara de Coimbra cede a cerca do colégio ao Comando Militar de Coimbra, e considera a criação de um Museu Municipal nas dependências desocupadas do antigo colégio, agora pertença do Ministério da Guerra; 1911 - mudança do Regimento de Infantaria nº 23 para o antigo convento de Sant'Ana, cedendo as instalações ao 2º Grupo de Companhias de Administração Militar (Distrito de Recrutamento nº 23, Regimento de Reserva nºs. 23 e 35 e pela Inspecção de Infantaria); 1836 - a documentação do Cartório do Colégio da Graça, incorporada nos Próprios Nacionais, passa para a tutela do Arquivo da Universidade de Coimbra; 1950, 7 Setembro - parte dos claustros e um anexo foram adquiridos pelo Estado à Irmandade do Senhor dos Passos da Graça, de que era Juiz João Monteiro Lourenço. Em 06 de Dezembro, os espaços adquiridos foram cedidos ao Ministério do Exército; 1958 - a Câmara Municipal de Coimbra e o Ministério do Exército permutaram entre si vários terrenos, tendo o Ministério cedido à Câmara uma parcela de terreno da cerca do Quartel da Sofia, com a área de 7012 m2, para o alargamento da rua de Aveiro.1958, 26 Setembro - parte da estrutura retabular do altar-mor da igreja desaba sobre a mesa de altar, danificando algumas telas do retábulo e destruindo o sacrário, castiçais e outras alfaias;1960, 23 Março - recusada a primeira proposta de classificação da igreja e do antigo colégio; 1971, 22 Novembro - data do Decreto nº 516, de classificação da R. da Sofia; 1974, 16 Setembro - a Comissão Administrativa da Liga dos Combatentes expõe ao director da Direcção dos Monumentos do Centro, "o péssimo estado de conservação ameaçando ruína a ala esquerda dos referidos claustros e perigo para todos os que a visitam"; 1974, 15 Outubro - o Director da Direcção dos Monumentos do Centro, alerta o Director Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais para o avançado estado de ruína do claustro; 1975, 23 Janeiro - a Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais do Centro recebe instruções superiores para adiar quaisquer intervenções de consolidação ou restauro no referido claustro; 1979, 17 Julho - os Serviços Sociais das Forças Armadas, solicitam autorização à Direcção dos Monumentos do Centro para efectuar obras urgentes de reparação e conservação do salão principal; 1982, 28 Julho - notícia publicada no jornal Diário de Coimbra alerta para o avançado estado de degradação dos painéis azulejares existentes na sacristia da igreja, datados do século XVII; 1992 - Início do restauro do órgão da Igreja de Nossa Senhora da Graça; 1998 - extinção do quartel militar, passando as instalações confinantes com a igreja a serem ocupadas pela Liga dos Combatentes e as restantes pelos Serviços Sociais do Exército; 1999 - reafectação à Universidade de Coimbra do 3º andar da ala esquerda para instalação do Centro de Documentação 25 de Abril; 2002, Julho - Os serviços militares das Forças Armadas, de inspecção e recrutamento, entregam algumas das instalações do Quartel, transferindo os serviços aí sediados para o Quartel de Santa Ana; 2002, Agosto - protocolo entre o MDN e o IPM do MC que visa a utilização temporária, a título precário e gratuito pelo Museu Machado de Castro, das áreas oficinais do quartel para depósito e oficinas de restauro; 2005 - São executados novos projectos arquitectónicos para a instalação do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra; 2006, Fevereiro - elaboração da Carta de Risco do imóvel pela DGEMN.

Dados Técnicos

Estrutura mista.

Materiais

Exterior: paramentos de pedra na frontaria da igreja, de alvenaria rebocada no campanário, colégio e restantes paredes do templo; cantaria em pilastras, molduras de vãos, cornijas, remates, coroamentos e obra esculpida de cantaria; cobertura de telha cerâmica. Interior: paramentos de alvenaria rebocada, revestimento parcial de azulejo na nave, na sacristia ou na portaria do colégio; arcos e pilares de cantaria aparelhada; coberturas de cantaria na igreja, de tijolo na sacristia, sala do capítulo e primeiro piso do claustro; pavimentos em pedra e madeira; talha dourada, vidro.

Bibliografia

BORGES, Nelson Correia, Coimbra e Regiao, Lisboa, 1987; BRANDÃO, Domingos de Pinho - Obra de talha dourada, ensamblagem e pintura na cidade e na Diocese do Porto - Documentação. Porto: Diocese do Porto, 1984, vol. I; CORREIA, Vergílio e GONÇALVES, A. Nogueira, Inventário Artístico de Portugal - Cidade de Coimbra, Lisboa, 1947; CORREIA, José Eduardo Horta, A Importância dos Colégios Universitários na Definição dos Claustros Portugueses, in Universidade(s). História, Memória, Perspectivas (Actas), vol. 2, Coimbra, 1991; CRAVEIRO, Maria de Lurdes, Diogo de Castilho e a Arquitectura da Renascença em Coimbra, dissertação de mestrado apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1990; CRAVEIRO, Maria de Lurdes, A Reforma Joanina e a Arquitectura dos Colégios, Monumentos, n.º 8, Março 1998; DIAS, Pedro, Coimbra. Arte e História, Porto, 1983; IDEM, Notas Para o Estudo do Emprego das Ordens Clássicas nos Claustros Quinhentistas de Coimbra, Munda, n.º 13, Maio 1987; Diário de Coimbra, 27 Setembro 1958 e de 28 Julho 1982; GONÇALVES, A. Nogueira, Os Colégios Universitários de Coimbra e o Desenvolvimento da Arte, in A Sociedade e a Cultura de Coimbra no Renascimento (Actas), Coimbra, 1982; VALENÇA, Manuel, A Arte Organística em Portugal, vol. II, Braga, 1990; VASCONCELOS, António de, Escritos Vários, vol. 1, Coimbra, 1938; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/69814 [consultado em 11 agosto 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DREMC (processo da Rua da Sofia), DSID, Carta de Risco; MDN: R. PAT / DSE; CMC (arquivo histórico);

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DREMC, DSID, Carta de Risco; MDN: R. PAT. / DSE

Intervenção Realizada

CMC: 1846 / 1847 - obras de readaptação do antigo colégio a quartel militar; 1870 - primeiras obras de intervenção de restauro na sacristia e noutras áreas da igreja; DSUC (Direcção dos Serviços de Urbanização de Coimbra): 1955 / 1957 - Obras de conservação geral, substituição integral dos telhados, incluindo estrutura de madeira, rebocos exteriores, reparação dos pavimentos, substituiçao das caixilharias exteriores, reparação de altares laterais, pinturas de portas e caixilharias e construção do guarda-vento; 1958 - recuperação do retábulo-mor (obra custeada pela Irmandade); obras de beneficiação na sacristia e sala do capítulo; 1977 - obras de adaptação de alguns espaços do colégio para os Serviços Sociais do Exército, com acompanhamento da DGEMN; 1992 / 1993 / 1994 - início do restauro do órgão.

Observações

*1 - D. João III em 1555: CONDITVM:IOANNE.III. / REGE.PIISSIMO.ET.VIRGINI.DE / IPARAE.DICATVM:ANNO.I.S.S.S. (leitura de CORREIA e GONÇALVES, 1947); *2 - COLLEGIVM ORDINIS DIVI/AVGVSTINI DOMINAE NOSTRAE DE GRATIA DICATUM A PIISSIMO IOAN/NE TERTIO REGE CONDITUM AC / DOTATVM ANNO DNI 1548 (CORREIA e GONÇALVES, 1947). *3 - pai de Josefa d'Óbidos; *4 - Colégio universitário organizado à volta do claustro.

Autor e Data

Horácio Bonifácio 1991 / Francisco Jesus 1998 / Margarida Silva 2006

Actualização

Cecília Matias 2004
 
 
 
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