Capela de Santo Amaro

IPA.00028258
Portugal, Vila Real, Sabrosa, Vilarinho de São Romão
 
Capela tardo-barroca construída pela paróquia, provavelmente em finais do séc. 18, com planta retangular simples, interiormente com iluminação axial e bilateral e teto de madeira. Apresenta fachadas de cunhais apilastrados, a principal terminada em empena sem retorno e rasgada por portal de verga reta com falso frontão triangular interrompido, entre janelas e nicho superior. Um dos vãos da frontaria é encimado por cruz sobre globo em cantaria relevada. As fachadas laterais são rasgadas por janela na zona do retábulo-mor, tendo ainda a lateral esquerda porta travessa, e a posterior é cega e termina em empena. No interior possui coro-alto, púlpito no lado da Epístola e retábulo-mor, de planta reta e um eixo, com estrutura neoclássica, datado de 1885, mas com repintes descaracterizantes. O sacrário integrado no retábulo é tardo-barroco e teria pertencido à primitiva estrutura retabular, destacando-se ainda, do mesmo período, a maquineta envidraçada do lado da Epístola.
Número IPA Antigo: PT011710010098
 
Registo visualizado 141 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Capela / Ermida  

Descrição

Planta retangular de massa simples e cobertura homogénea em telhados de duas águas, rematadas em beirada simples. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por soco de cantaria, com pilastras toscanas nos cunhais, coroados por pináculos piramidais com bola sobre acrotérios, e terminadas em friso e cornija; todos os elementos de cantaria possuem as juntas pintadas de branco. Fachada principal virada a oeste., terminada em empena, coroada por cruz latina de cantaria, de braços quadrados sobre acrotério, e rasgada por portal de verga reta, terminada em cornija, encimada por fragmentos de cornija interrompida por elementos de cantaria com friso relevado sustentando bola; é sobreposto por nicho, em arco de volta perfeita, sobre pilastras almofadadas, interiormente concheado e albergando imagem pétrea do orago sobre cornija, sendo encimado por uma outra cornija reta. O portal é ladeado por dois vãos retangulares, gradeados, o direito encimado por cruz latina sobre globo relevado e moldurado. Fachadas laterais rasgadas por janela de capialço na zona do retábulo-mor, a lateral esquerda tendo ainda porta travessa de verga reta e, sobre a cornija do remate, sineira em arco de volta perfeita, albergando sino, rematada por dois pináculos piramidais e cruz latina de braços quadrangulares. Fachada posterior cega e terminada em empena. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco e com azulejos de padrão fitomórfico azuis e brancos formando silhar, com rodamão em madeira; pavimento cerâmico com guias de cantaria, integrando lápide sepulcral inscrita, e cobertura de madeira, em falsa abóbada de berço, sobre cornija. Coro-alto de madeira com guarda em balaustrada do mesmo material, acedida por escada disposta no lado da Epístola. Neste mesmo lado dispõe-se púlpito, de bacia retangular, com guarda plena de madeira, pintada de castanho, acedido por escada de madeira com guarda em balaústres planos. Junto à porta travessa, já sobre o supedâneo, existe pia de água benta cilíndrica e pequeno nicho de alfaias e, no lado oposto, duplo nicho de alfaias, de perfil curvo, um deles fechado. Sobre o supedâneo de cantaria, acedido por dois degraus, dispõe-se o retábulo-mor, em talha pintada a marmoreados fingidos, a rosa, e dourado, com corpo de perfil reto e um eixo, definido por duas pilastras estriadas, sobre plintos paralelepipédicos ornados de losango com flor relevada, sustentando o remate em empena, com friso denticulado e cornija, coroada por cruz. Ao centro, abre-se nicho, em arco, interiormente pintado de marmoreado azul e albergando imagem, assente em estrutura que integra sacrário, contendo porta com custódia, envolvida por acantos enrolados. Sobre o nicho existe cartela oval com resplendor e coração inflamado e elemento vegetalista. Altar paralelepipédico, com frontal formando apainelados, com molduras de motivos vegetalistas. Ladeiam o retábulo duas maquinetas com imaginária.

Acessos

Lugar de Paradelinha, Largo da Capela

Protecção

Inexistente

Grau

3 – imóvel ou conjunto de acompanhamento que, sem possuir características individuais a assinalar, colabora na qualidade do espaço urbano ou na ligação do tempo com o lugar, devendo ser preservado em tal medida. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Valor Concelhio / Imóvel de Interesse Municipal e outras classificações locais.

Enquadramento

Peri-urbano, isolado, no interior da aldeia, a 348 m de altitude, numa plataforma artificial, adaptado ao declive acentuado do terreno, sobretudo junto à fachada posterior, encaixado entre um socalco e a estrada que atravessa a povoação. Frontalmente o adro é pavimentado a paralelos de granito e a porta travessa é precedida por escada de pedra.

Descrição Complementar

A lápide sepulcral integrada no pavimento tem a seguinte inscrição: "... DE ... / DE / ANTÓNIO DE SOUSA / CAVALLEIRO DA ORDEM / DE CHRISTO E / FIDALGO DA CASA REAL / FALLECEU EN 30 DE / MARÇO DE 1851".

Utilização Inicial

Religiosa: capela

Utilização Actual

Religiosa: igreja

Propriedade

Privada: Igreja Católica

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1758, 30 março - o padre António de Santa Marta Lobo não refere a existência de nenhuma capela no Lugar de Paradelinha nas Memórias Paroquiais da freguesia; séc. 18, finais - época provável da construção da capela; 1851, 01 março - data da morte de António de Sousa, cavaleiro da Ordem de Cristo e fidalgo da Casa Real, sepultado na capela; 1885 - data inscrita no retábulo-mor.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada; frisos, pilastras, molduras dos vãos, pináculos, cruz, sineira em cantaria de granito; portas e portadas de madeira; grades em ferro; retábulo e maquinetas em talha policroma e dourado; pavimento cerâmico; teto de madeira; cobertura de telha.

Bibliografia

CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique - As Freguesias do Distrito de Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património. Braga: 2006.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Autor e Data

Paula Noé 2014

Actualização

 
 
 
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