Categoria
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| Monumento |
Descrição
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| Ruínas que compreendem os degraus ou assentos da «cavea», o pavimento da «orchesta», o embasamento do «proscaenium» formado de quadrângulos e semicírculos; uma inscrição gravada na face perpendicular do «proscaenium» frente à «cavea»; «cippo» em mármore cinzento de 5 palmos de comprimento e 2,5 de largura; 2 estátuas de Sileno reclinados sobre odres em mármore; várias colunas estriadas, capitéis e 3 fustes de diâmetro variados; uma enfiada de pedras de silharia, vestígios dos suportes de arranque das arcaturas para assento da «suma cavea» no r/c aberto no períbolo que serve de parede ao quartel da G.N.R.; alguns outros vestígios destroçados e em desordem. |
Acessos
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| Rua de São Mamede, ao Caldas, n.º 3 - 3 B; Praceta do Aljube, n.º 5. WGS84: 38º42'38.25''N., 9º07'56.59''O. (2010) |
Protecção
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| IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 47 984, DG, 1.ª série, n.º 233 de 06 outubro 1967 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 71 de 25 março 1969 |
Grau
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| 1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional. |
Enquadramento
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| Urbano. Na encosta S. do Castelo de São Jorge, semi-soterrado a 8 metros de profundidade na confluência da R. de São Mamede ao Caldas com a R. da Saudade; ocupa uma área que vai da R. Augusta até à cerca do Convento de Santo Elói; a parte a descoberto está no meio do casario; a N. adossa-se ao Quartel dos Lóios da G.N.R. e a S., em frente, tem a torre da Sé Catedral. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Cultural e recreativa e cultural: teatro |
Utilização Actual
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| Cultural: museu |
Propriedade
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| Pública: municipal |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 01 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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Cronologia
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| Séc. 01 - construído durante o reinado do imperador Augusto; funcionou como teatro por 300 anos; na época de Nero teve a inauguração oficial após reformulação da zona do «proscaenium», palco e «orchesta»; séc. 4 - no reinado de Constantino começa a ser desmantelado *1; séc. 18, finais - é encontrado pois ficara parcialmente descoberto quando do terramoto de 1755, que faz ruir os prédios de habitação que se haviam construído sobre ele; 1797 - as ruínas são desenhadas pelo arq. Francisco Xavier Fabri que dá o prospecto do monumento; 1799, 9 Fevereiro - a Gazeta de Lisboa noticiava que o prof. Luís António de Azevedo, tinha publicado a inscrição dos libertos segundo desenho de Fabri, que comprovava a dedicação do Teatro Romano de Lisboa ao imperador Nero por Caio Heio Primo.séc. 19 - levantados planta e alçado e postos a descobertos parte da «cavea» e provável área do «proscaenium», por Francisco Xavier Fabri; 1815 - Luiz António de Azevedo publica a descrição daquele; ruínas enterradas de novo; 1960 / 1967 - trabalhos de escavação de Fernando de Almeida; 1987 - é iniciada nova escavação (Dias Diogo) interrompida a 21 Abril 1990; 2001, Novembro - inauguração do Museu do Teatro Romano e campo Arqueológico envolvente; 2006, 22 agosto - parecer da DRCLisboa para definição de Zona Especial de Proteção conjunta do castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente; 2011, 10 outubro - o Conselho Nacional de Cultura propõe o arquivamento de definição de Zona Especial de Proteção; 18 outubro - Despacho do diretor do IGESPAR a concordar com o parecer e a pedir novas definições de Zona Especial de Proteção. |
Características Particulares
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| Assenta numa encosta de constituição calcária, trabalhada para o efeito em degraus à maneira da construção dos teatros gregos. |
Dados Técnicos
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| Estrutura autoportante. |
Materiais
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| Calcário da região, mármore polícromo, madeira, «opus signinum». |
Bibliografia
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| ALARCÃO, Jorge, História da Arte em Portugal, vol. 1, Lisboa, 1980; AZEVEDO, Luis António, Dissertação Crítico - filológica - histórica sobre o Verdadeiro Ano ..., Lisboa, 1815; MOITA, Irisalva, Repensar Olisipo a partir de Lisboa, in I Encontro Nacional de Arqueologia, Setúbal, 1985; O Teatro Romano de Lisboa, Revista Municipal, nº 124 / 125, I trimestre, Lisboa, 1970; RODRIGUES, Adriano Vasco, O Teatro Romano de Felicitas Julia, Lisboa, 1987; VITERBO, Sousa, Diccionario Historico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portuguezes ou a serviço de Portugal, Lisboa, Imprensa Nacional, 1904, vol. I; WHEELER, Mortimer, Roman Art and Architecture, (Word of Art), New York, 1985. |
Documentação Gráfica
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| IHRU: DGEMN/DRMLisboa |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DRMLisboa |
Documentação Administrativa
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| IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DRMLisboa |
Intervenção Realizada
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| Séc. 19 - levantamento de planta e alçado; 1960 / 1967 - trabalhos de escavação; 1987 / 1990 - reinício de trabalhos de escavação e recuperação. |
Observações
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| *1 As pedras são reutilizadas na construção de outros edifícios públicos, como a Cerca de Moura. |
Autor e Data
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| Albertina Belo 1993 |
Actualização
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