Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa

IPA.00003128
Portugal, Lisboa, Lisboa, Santa Maria Maior
 
Arquitectura militar, românica e gótica. Castelo Medieval, de planta aproximadamente rectangular, cuja muralha, de paramentos verticais e espessos, é coroada por merlões quadrangulares sem seteiras, interrompida por 10 torres de planta quadrada, tendo algumas 1 a 2 pisos. A sua abertura é feita ao nível do adarve. Este é aberto e corre em volta de toda a muralha. Uma Torre de couraça desce do pano de muralha. Uma barbacã reforça 2 das faces da muralha, estando numa aberta a porta principal do castelo. A barbacã está rodeada nas 2 faces por um fosso.
Número IPA Antigo: PT031106120023
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Monumento composto pelo Castelo, a muralha que circunda a Cidadela, a Esplanada, o Passeio e as Cercas. O castelo, no vértice NO., é de planta aproximadamente rectangular e situa-se no ponto mais alto. Um muro recto com adarve e ameiado, de direcção N. / S., divide o castelo em duas praças de armas de planta rectangular, com comunicação através de uma porta, em arco quebrado de um lado, e de verga curva do outro. Na praça a O., duas escadas de pedra dão acesso ao adarve e, na muralha a N., rasga-se a Porta da Traição. As faces S. e E. do Castelo são reforçadas por uma barbacã em ângulo recto, que parte das torres NE. e SO., ameiada, rasgada por altas seteiras, correndo nela um adarve acessível por 2 escadas e jorramento na face exterior. Esta é rasgada por duas portas, uma na face E., pequena, em arco quebrado, e outra na face S., antecedida por uma ponte assente em 2 arcos abatidos, ambas dando acesso a um fosso seco que corre entre a muralha e a barbacã. No alinhamento da ponte, situa-se a porta principal do castelo, em arco pleno, que dá acesso a um pequeno pátio, o qual comunica com o interior por uma porta em arco quebrado na face S. e de arco plenona face N. No exterior da barbacã corre um fosso com água. A cidadela envolve pelos lados E. e S. o castelo e é limitada a N., E. e S. por uma cintura de muralhas ameiadas, que nasce no vértice NE. do castelo e integra 6 torres, ocultas do exterior, e 2 cubelos semi-circulares. No lanço N. rasgam-se 2 portas em arco abatido. A chamada porta do Norte é encimada por uma lápide; A porta Martim Moniz tem uma inscrição gravada na parede do lado exterior, sobre o arco, subrepujado por uma cabeça de uma estátua dentro de um pequeno nicho, em mármore, representando Martim Moniz. No lanço S. rasga-se a porta principal, de São Jorge, semelhante a um arco de triunfo, com arco pleno em fiadas adornada com mármore, sobre o fecho do qual se pode ler "4 - 4º - 1846 - D. Maria II", sendo rematada com pedra de armas reais. Lateralmente, em letras de bronze, uma dedicatória ao Duque da Terceira, Ministro da Guerra. Esta porta dá acesso à Esplanada. Nesta destaca-se a sala Ogival e a O. a "Casa do Leão". A partir da Esplanada nasce o Passeio que envolve o monumento pelos lados O. e N., com parapeito. As suas muralhas, coroadas por merlões e servidas por adarves, são interrompidas por 10 torres de planta quadrada, salientes para o exterior, ocupando no pano de muralha N., a NO., uma torre coberta por um telhado de 5 águas, sendo cada face rasgada por uma seteira. No seu interior abre-se uma sala, ao nível do adarve, de cobertura em travejamento em madeira. Ao centro deste pano de muralha encontra-se uma torre coberta por telhado de 4 águas, sendo cada face rasgada por uma janela em arco quebrado. Uma porta inscrita em arco quebrado dá acesso ao interior cuja cobertura é idêntica à da torre anterior. No vértice NE. a Torre da Cisterna, de eirado ameiado com muros rasgados por seteiras, tem uma cisterna com guarda de pedra e armação de ferro. No pano de muralha E., ao centro, cerca de 2 m. acima do adarve, uma torre de eirado descoberto, ameiado e rasgada por seteiras, cujo acesso se faz por uma escada estreita em pedra. No vértice SE:, existe uma torre mais alta, Torre do Observatório, de eirado descoberto e ameiado, com acesso através de uma escadaria de pedra de 2 lanços. A meio do pano S. situa-se a Torre de Ulisses, com planta de 2 pisos, tendo o 1º cobertura em abóbada de aresta e o 2º, cuja entrada se faz por uma porta de vão rectangular aberta na face N. tem 3 faces rasgadas por seteiras e o tecto em travejamento de madeira. Cobertura de telhado a 4 águas equivalendo este a um eirado. No vértice SO. uma torre ameiada, cuja entrada se faz por uma porta em arco pleno, parecendo faltar-lhe a pedra de fecho, antecedida por alguns degraus em pedra que nascem do adarve. No interior uma sala com tecto em travejamento de madeira. O pano de muralha O. tem 3 torres cujos eirados se situam acima do adarve, sendo o seu acesso feito por uma estreita escada de pedra na face E. das torres. Só 3 faces são ameiadas, correndo nelas um estreito adarve. Existem vestígios das cercas Moura e Fernandina, estando a sua maior parte integrados em edifícios, ou adulterados. Da Cerca Moura existem vestígios de 7 lanços de muralha visíveis da via pública, 13 Torres e cubelos, 9 dos quais são nitidamente visíveis e 3 portas ou arcos. Em relação à Cerca Fernandina, existem 8 lanços e cubelos, 5 deles, perfeitamente identificáveis e 1 porta ou arco. CENTRO DE INTERPRETAÇÃO em madeira e ferro, de planta rectangular simples e cobertura plana.

Acessos

Rua do Chão da Feira; Largo Rodrigo de Freitas; Rua de Santa Cruz; Rua das Cozinhas

Protecção

MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910

Grau

1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.

Enquadramento

Urbano. Situa-se no cimo da colina, destacado; o castelo está isolado, mas as muralhas da Cidadela envolvem a freguesia civil pelo lado E. e S..

Descrição Complementar

INSCRIÇÕES: Porta do Norte: Inscrição Tipo de Letra: capital quadrada; Leitura: A HISTÓRIA DESTE CASTELO FOI RECORDADA COM GRATIDÃO PELOS PORTUGUESES DE 1940; Porta de Martim Moniz: Inscrição Tipo de Letra: capital quadrada; Leitura: EL REI DOM AFONSO HENRIQUES MANDOU AQUI COLOCAR ESTA ESTÁTUA E CABEÇA DE PEDRA EM MEMÓRIA DA GLORIOSA MORTE QUE DO MARTIM MONIZ PROGENITOR DA FAMÍLIA DOS VASCONCELOS RECEBEU NESTA PORTA QUANDO ATRAVESSANDO-SE NELA FRANQUEOU AOS SEUS A ENTRADA COM QUE SE GANHOU AOS MOUROS ESTA CIDADE NO ANO DE 1147. No interior do castelo, um monumento comemorativo a D. Afonso Henriques.

Utilização Inicial

Militar: castelo

Utilização Actual

Marco histórico-cultural: castelo

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Câmara Municipal de Lisboa, auto de cessão de 31 Maio 1942 reformulado em 08 Junho 1979

Época Construção

Séc. 01 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: Custódio Vieira da Silva (1733); Filippo Terzi (1577); João Gillot (1652); Manuel do Couto (1657-1733); Teodósio de Frias, o Moço (1642). CARPINTEIROS: Afonso Esteves (séc. 15); Gil Pires (séc. 15); João Pires da Pedreira (1449); Luís de Frias (séc. 17); Teodósio de Frias (séc. 16); Teodósio de Frias (1642); Simão (1450-1452). FERREIRO: Ingres Flamengo (1450). PEDREIROS: Fernão da Ribeira (séc. 15); João de Alverca (1448-1452); João Fernandes (1373-1375), Luís de Alverca (1449); Vasco Brás (1373-1375). SERRADORES: Fernão de Anes (1451); João Gonçalves (1451).

Cronologia

48 a.C. - presumível data de construção da primeira fortificação, tendo sido concedida a Lisboa a categoria de município romano; séc. 10 - reconstrução muçulmana das fortificações, castelo e muralhas, bem como da Cerca Moura, segundo os autores; 1147 - D. Afonso Henriques conquista Lisboa; c. 1265 - D. Afonso III faz obras de reparação no palácio ou casa de habitação do governador; c. 1300 - D. Dinis transforma a alcáçova mourisca em Paço Real da Alcáçova; 1373 / 1375 - D. Fernando manda construir a Cerca Nova - Cerca Fernandina; nesta obra trabalharam os mestres João Fernandes e Vasco Brás; presumível utilização da Torre de Ulisses a partir deste reinado, até D. Manuel I, para nela se guardar os documentos antigos; séc. 14 - reinado de D. João I: atulhamento do fosso; colocação do castelo sob a protecção de São Jorge; 1448, 09 Dezembro - é nomeado carpinteiro das obras do castelo Gil Pires, que sucedeu a Afonso Esteves, com o ordenado de 400 reais brancos; 1448-1451 - pagamento de várias verbas a Gil Pires por obras levadas a cabo no paço, num total de 11$603; pagamento de 17$016 ao pedreiro João de Alverca por obras no paço; compra de ferragens para a obra por 3$792; aquisição de cal por 3$740; compra de madeira grossa e delgada por 924 reais e 14$488; compra de talha, tijolo e areia, por 4$474; 1449 - pagamento de $147 a Luís de Alverca e aos criados João e Luís; aquisição de 2,5 moios de cal a João de Lamego; pagamento de $350 ao carpinteiro João Pires da Pedreira; compra de cortiça para as obras no paço, por $157; 1450 - compra de dois feixes de arcos para um dos compartimentos dos paços, por $075; feitura de duas mesas para a livraria do paço, pelo carpinteiro Simão, por $155; pagamento de ferragens a Ingres Flamengo, no valor de $254; 1451 - pagamento de 1$875 a João de Alverca pelo seccionamento de uma dependência do paço; forro da câmara por Gil Pires, pela quantia de $570; pagamento de $165 Fernão de Anes e João Gonçalves por serrarem a madeira; compra de quatro pedras grandes para as janelas ao pedreiro Álvaro Vaz; 1452 - quitação de obras no Paço por João de Alverca; edificação da biblioteca, com pagamento de 55 reais ao carpinteiro Simão pela feitura de duas mesas para a mesma; 1485, 01 Setembro - é nomeado mestre de pedraria dos paços Fernão da Ribeira; 1502 - nasce o teatro português, no Castelo, com uma peça de Gil Vicente - "Auto do Vaqueiro"; a Corte é transferida para o Paço da Ribeira; 1509 - avaliação das obras das muralhas pelos pedreiros Afonso Rodrigues e João Afonso; 1519, 31 Maio - medição da porta da Cruz, que havia caído, por Pedro Luís; 1531 - Castilho refere que depois do terramoto ocorrido neste ano, o Paço da Alcáçova sofreu alguma ruína; 1569 - D. Sebastião manda reedificar o Paço, então votado ao abandono, para aí estabelecer a sua morada; 1577 - Filippo Terzi dá um parecer sobre a obra de demolição de uma torre da cerca, existente junto à fachada principal da Igreja do Loreto; c. 1580 - com a dominação filipina o castelo foi ocupado por quartéis e prisões; 1642, 30 Dezembro - obras no castelo por Teodósio de Frias, o Moço; em substituição do pai, Luís de Frias, e do avô, Teodósio de Frias; 1648, 06 Novembro - carta a pedir que Nicolau de Langres se dirigisse a Lisboa para executar o desenho da construção da fortificação em torno do Castelo de São Jorge e dos muros de Lisboa; 1650 - vistoria às muralhas da cidade por Mateus do Couto; séc. 18, início - é nomeado mestre das obras Manuel do Couto; 1652 - João Gillot projecta as novas cercas; 1657 - 1733 - obras conforme projecto de Manuel do Couto; 1673 - construção do Hospital dos Soldados, sob a invocação de São João de Deus, na actual Rua do Recolhimento; séc. 17, final - construção do Recolhimento do Castelo, no ângulo SE. do recinto; 1733 - é nomeado mestre das obras Custódio Vieira da Silva; 1755, 1 Novembro - sofre graves e irreparáveis danos com o terramoto; a função de aquartelamento e presídio é acentuada depois deste acontecimento; o Hospital dos Soldados e o Recolhimento do Castelo ficaram muito arruinados; 1780 - são empreendidas obras para a instalação da Casa Pia; esta ocupação dura até 1807; a função de aquartelamento e cadeia persistiu e continuou; c. 1788 - é construído o Observatório Geodésico na torre SE. (Torre do Observatório); 1940 - reintegração do Castelo de São Jorge com vista à comemoração centenária da Fundação da Nacionalidade e da Restauração da Independência; os trabalhos foram realizados pela DGEMN; recuperação parcial do Recolhimento do Castelo; 1947, 25 Outubro - colocação de um monumento comemorativo a D. Afonso Henriques, oferecido pela cidade do Porto e constituindo uma réplica do criado por Soares dos Reis em 1887; 1998 - adaptação das salas Ogival, das Colunas e da Cisterna para instalação do museu "Olissipónia"; 2006, 22 agosto - parecer da DRCLisboa para definição de Zona Especial de Proteção conjunta do castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente; 2011, 10 outubro - o Conselho Nacional de Cultura propõe o arquivamento de definição de Zona Especial de Proteção; 18 outubro - Despacho do diretor do IGESPAR a concordar com o parecer e a pedir novas definições de Zona Especial de Proteção.

Características Particulares

O castelo é dividido a meio por um pano de muralha interrompido por uma torre.

Dados Técnicos

Sistemas estruturais

Materiais

Cantaria, alvenaria, betão armado, telha portuguesa.

Bibliografia

ALMEIDA, Fernando de, Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, 1º. Tomo, Lisboa, 1973; ARAÚJO, Noberto de, Inventário de Lisboa, Fascículos I e II, Lisboa, 1944; DGEMN, Castelo de São Jorge, Boletim nº. 25 - 26, Lisboa, 1941; DGEMN, Obras em Monumentos Nacionais - Congresso Internacional de História da Arte, s.l., 1949; FERREIRA, Rafael Laborde, VIEIRA, Victor Manuel Lopes, Estatuária de Lisboa, Lisboa, Amigos do Livro, Lda., 1985; LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, s.d.; MESTRE, Victor, GASPAR, Maria Alexandra, GOMES, Ana M., Reabilitação do troço sul / nascente do caminho-de-ronda do Castelo de São Jorge, Lisboa, in Monumentos, n.º17, Lisboa, DGEMN, 2002, pp. 132-139; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1952, Lisboa, 1953; Monumentos, n.º 9 a n.º 13, n.º 16-17, Lisboa, DGEMN, 1998-2000, 2002; PEDREIRINHO, José Manuel, Dicionário de arquitectos activos em Portugal do Séc. I à actualidade, Porto, Edições Afrontamento, 1994; Segundo Congresso sobre Monumentos Militares Portugueses, Lisboa, 1984; SILVA, Augusto Vieira da, O Castelo de São Jorge em Lisboa, 2ª. edição, Lisboa, 1937; SILVA, Augusto Vieira da, Dispersos, Vol. I e II, Lisboa, 1960; SILVA, Augusto Vieira da, A Cêrca Fernandina de Lisboa, Lisboa, 1948 - 49; SILVA, Augusto Vieira da, A Cêrca Moura de Lisboa, Estudo Histórico Descritivo, Lisboa, 1939; SILVA, Augusto Vieira da, A Cêrca Moura de Lisboa e o Esteiro do Tejo na Baixa, Lisboa, 1939; SILVA, Augusto Vieira da, As Muralhas da Ribeira de Lisboa, Lisboa, 1940 - 41; VITERBO, Sousa, Diccionario Historico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portuguezes ou a serviço de Portugal, Lisboa, Imprensa Nacional, 1904, 3 vols..

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DRML

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DRML, GSRP

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DSARH, DGEMN/DRML

Intervenção Realizada

DGEMN: 1929 - reparação de uma parte da muralha do caminho de ronda do lado Norte0; 1938 - escavações, demolições e sondagens preliminares com vista a um estudo de urbanização e reintegração do castelo; 1939 - obras de demolição, consolidação e restauração do castelo de São Jorge, compreendendo todos os trabalhos necessários para a completa reintegração do monumento; 1940 / 1941 - diversos trabalhos de conservação; modificação, adaptação e assentamento de um portão em ferro; 1942 - diversos trabalhos de conservação; trabalhos de conclusão do Antigo Palácio do Governador do Castelo de São Jorge; 1943 - diversos trabalhos; 1944 - plantação de árvores, arbustos e trepadeiras nas esplanadas do Castelo; diversos trabalhos; 1945 - fornecimento e assentamento de uma porta; 1946 - construção de muros de alvenaria no horto da Casa do Governador; 1947 - diversos trabalhos; 1948 - construção do alicerce e assentamento do pedestal para a estátua de D. Afonso Henriques; construção de portadas para a casa da guarda; 1952 - consolidação da muralha exterior (lado Sul); 1952 - obras de impermeabilização da muralha; reparação e pintura de um portão; 1953 - reparação e limpeza da sala do museu; 1954 - assistência técnica aos trabalhos de regularização do terreno da parada oriental, junto à Igreja de Santa Cruz do Castelo; 1956 - modificação do sistema de esgoto das águas das chuvas e calcetamento; 1957 - reparação de canalizações; 1958 - consolidação de troços de muralhas e torres, na Muralha Fernandina na Rua Norberto de Araújo; 1959 - consolidação de troços de muralhas e torres; consolidação de troços de muralha e torres, na Costa do Castelo; reparação do portão da entrada principal do Castelo; consolidação da muralha da Costa do Castelo; 1961 - colocação de tampas de madeira nas bocas das cisternas; 1962 - reparação dos muros, muralhas e torreões da cerca Fernandina, existentes na cerca do Liceu Nacional Gil Vicente; 1964 - obras de consolidação na muralha e impermeabilização de um muro de suporte (Rua Bartolomeu de Gusmão); 1968 - obras de reparação numa cisterna existente numa das torres; 1969 - trabalhos de reforço e refechamento de fendas em 2 arcos de alvenaria e pedra; 1975 / 1976 - diversos trabalhos de conservação e adaptação na Antiga Casa do Governador do Castelo; 1977 - trabalhos de prospecção e sondagem; 1980 - beneficiação em panos de muralha; - CML efectuou obras de remodelação no Restaurante Leão, (para além das que foram autorizadas, efectuaram outras que adulteraram a estrutura do monumento, segundo a DGEMN); 1983 - obras de reparação no troço de muralhas na Rua do Chão da Feira; 1986 - obras de consolidação num pano de muralha junto à porta D. Maria; 1997 / 1998 - elaboração do projecto do Caminho de Ronda; nício da recuperação do caminho-de-ronda entre a Porta de São Jorge e o Lavadouro Público; escavações arqueológicas, sendo detectados os edifícios do Hospital dos Soldados e do Recolhimento do Castrlo *1; 1998 - recuperação e consolidação da muralha fernandina; 1998 / 1999 - decorrem escavações arqueológicas; início dos trabalhos de implantação do pequeno espaço museológico onde se inicia o percurso do Caminho de Ronda; 1999 / 2000 / 2001 - execução de passadiço metálico assente sobre o Caminho de Ronda até ao 1º cubelo; execução de pequeno edifício destinado a núcleo museológico; estudo para instalação do programa funcional, em parceria com o Instituto Português de Arqueologia; CML: 2002 - trabalhos de recuperação.

Observações

*1 - foram recolhidas nas dependências lápides epigráficas, cerâmica, moedas.

Autor e Data

João Silva 1991

Actualização

Albertina Rodrigues 2002
 
 
 
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