Igreja do Convento dos Paulistas / Igreja Paroquial de Santa Catarina / Igreja de Santa Catarina do Monte Sinai

IPA.00003140
Portugal, Lisboa, Lisboa, Misericórdia
 
Arquitectura religiosa, barroca. Convento paulista composto por igreja.
Número IPA Antigo: PT031106280036
 
Registo visualizado 5300 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Convento / Mosteiro  Mosteiro masculino  Ordem dos Eremitas de São Paulo - Paulistas

Descrição

Planta longitudinal composta em cruz latina, com nave única (com capelas laterais), transepto saliente e capela-mor profunda, tendo como resultante uma volumetria constituída por 2 paralelipípedos rectângulos justapostos, com coberturas a 2 águas. Na fachada principal a S. distinguem-se 3 corpos, separados entre si e delimitados lateralmente por duplas pilastras. Desenvolve-se o corpo central em 2 andares encimados por frontão e constituem-se os extremos como apoios das 2 torres sineiras de secção quadrada, que delimitam lateralmente, ao nível do piso térreo, a galilé à qual se acede por meio de 3 arcos de volta inteira, também separados entre si por pilastras simples. No alinhamento destes vãos e ao nível do 2º andar, abrem-se 3 janelas (sendo as laterais de emolduramento simples e encimadas por frontão triangular interrompido e a central de emolduramento decorado com enrolamentos e coroada por frontão curvo interrompido). Na galilé 3 portais, permitindo o da esquerda aceder à antiga portaria conventual (dando serventia à sacristia e aos andares superiores), um compartimento onde se observam painéis de azulejos seiscentistas historiados e cobertura abobadada, com pintura ornamental a fresco, organizada em torno de uma representação central das armas do reino e da ordem dos religiosos paulistas. O portal central apresenta-se ladeado por pilastras e encimado por frontão triangular interrompido pela representação relevada de um emblema do Santíssimo Sacramento. A iluminação do espaço interior faz-se mediante janelas abertas nos muros laterais (sobre cada uma das 4 capelas abrindo para a nave) e as do alçado principal, que surgem no interior ao nível do coro-alto. A nave é coberta por abóbada de arco abatido, revestida por estuques ornamentais organizados em torno de 2 grandes medalhões centrais, representando a Santíssima Trindade, da autoria de João Grossi (1718 / 1781) e Toscanelli, datados do 3º quartel do séc. 18, enquanto na capela-mor, de planta rectangular, se observa cobertura em abobadilha de aresta. Na nave, 8 retábulos laterais, dedicados, no lado do Evangelho, a Nossa Senhora da Conceição, Santa Ana a ensinar a Virgem a ler, São Miguel Arcanjo, São Pedro, surgindo, no lado da Epístola, Pietà, São José, São Joaquim e São Paulo. No cruzeiro, as capelas de Nossa Senhora de Fátima e Santíssimo.

Acessos

Calçada do Combro

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 5 046, DG, 1.ª série, n.º 268 de 11 Dezembro 1918 / ZEP, Portaria n.º 398/2010, DR, 2.º série, n.º 112 de 11 junho 2010 *1 / Incluído na Zona Especial de Proteção do Liceu de Passos Manuel (v. IPA.00006461) e na Zona Esecial de Proteção do Convento dos Paulistas (v. IPA.00005186)

Enquadramento

Urbano, em rua de grande pendente, destacado, adossado pelo lado O. ao antigo edifício conventual (v. PT031106280343)

Descrição Complementar

Na nave, para além das capelas laterais, com altares de talha seiscentista e setecentista, com as seguintes invocações: São Paulo, São Joaquim e Sant'Ana, São José, Nª Sª da Piedade, São Pedro, São Miguel, Sant'Ana e Nossa Senhora da Conceição, há a destacar: o órgão setecentista em talha dourada, colocado superiormente às 2 primeiras capelas do lado da Epístola; pinturas a óleo sobre tela, figurando santos da ordem de São Paulo da Serra de Ossa, atribuídos a Bento Coelho da Silveira (activ. 1648 / 1708) e André Gonçalves (1692 / 1762); 2 púlpitos adossados às pilastras que fazem a transição para o transepto. No transepto, merecem menção: a capela do Senhor Jesus da Pobreza (lado do Evangelho), apresentando trabalho de mármores embutidos e duplas colunas salomónicas enquadrando uma representação de Cristo Crucificado, com as figuras da Virgem, Maria Madalena e São João Evangelista em mármore branco; o 2º registo, com telas emolduradas por talha dourada; a cobertura, com abóbada semelhante, estrutural e decorativamente, à da nave. Na capela-mor merecem menção: o retábulo, de talha dourada (do entalhador Santos Pacheco de Lima, 1728), apresentando duplas colunas salomónicas revestidas por motivos vegetalistas estilizados, apoiadas em grandes mísulas por sua vez suportadas por figuras de anjos em tamanho natural, ladeando a tribuna e notando-se, sobre o sacrário, imagens de Santa Catarina, São Paulo Eremita e São Bulão; 6 pinturas sobre tela, das quais 2 são da autoria de Vieira Lusitano (1699 / 1783), Cristo no Deserto e A Multiplicação dos Pães; a decoração da cobertura com uma alegoria da Santíssima Trindade pintada sobre estuque por António Pimenta Rolim (c. 1689 / 1751) no 1º quartel do séc. 18. No coro-alto, surge um ciclo da vida de São Paulo, a representar São Paulo a despedir-se da irmã, São Paulo é conduzido por um anjo ao deserto, São Paulo tece o seu trajo de eremita, São Paulo medita junto à cruz, um centauro revela a Santo Antão a existência de São Paulo, São Paulo é alimentado por um corvo, Encontro de Santo Antão e São Paulo, Colóquio entre Santo Antão e São Paulo, Santo Antão revela aos companheiros a existência de São Paulo, Santo Antão contempla a subida da alma de São Paulo, Santo Antão descobre São Paulo morto, Santo Antão recobre o cadáver de São Paulo com a capa de Santo Atanásio.

Utilização Inicial

Religiosa: mosteiro masculino

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial / Assistencial: centro paroquial / Política e administrativa: junta de freguesia

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETOS: Joaquim de Oliveira (séc. 18); Valentim José Correia (séc. 19). DESENHADOR: Manuel Azevedo Fortes (1727). ENTALHADORES: José Freire (1718); Manuel João de Matos (1703-1713); Santos Pacheco (1726-1730). ORGANEIRO: Frei Domingos de São José Varela (1820). PEDREIROS: José Ferreira (1704); José Freire (1725); Manuel Dias (1725); Manuel Dinis (1704); Simão da Silva (1705); Tomãs Francisco (1705). PINTORES: António Pereira Rovasco (1698-1699); António Pimenta Rolim (1730); Inácio de Oliveira Bernardes (1730). PINTORES-DOURADORES: José Gonçalves (1730); Manuel da Silva Costa (1704); Tomé de Sousa Vilar (1730).

Cronologia

1647 - fundação do convento dos religiosos de São Paulo da Serra de Ossa, por acção do Padre Mestre Frei Diogo da Ponte, dedicada ao Santíssimo Sacramento; 1649 - instalação dos primeiros religiosos; 1654 - início da construção da igreja, com o orago do Santíssimo Sacramento, assinalada com lançamento da primeira pedra na capela de Santo António; 1680 - sagração do templo, com a presença do príncipe regente D. Pedro II; 1698, 21 novembro - a Irmandade do Santíssimo contrata António Pereira Rovasco para dourar e estofar o retábulo-mor, o trono, painéis laterais e tecto do templo, semelhante à Capela da Doutrina de São Roque e ao tecto do Loreto, por 850$000; 1699, 3 maio - quitação da obra de douramento da capela-mor; Séc. 18 - provável remodelação do edifício provavelmente Joaquim de Oliveira; 1703, 12 abril - encomenda do retábulo para a Capela do Santíssimo, localizada no transepto, no lado da Epístola, a Manuel João de Matos; 26 Outubro - Frei Pedro Caldas contrata o entalhador Manuel João de Matos para a execução do retábulo de São Pedro, feito à semelhança do retábulo da Capela de São Miguel; 21 dezembro - quitação da obra do retábulo do Santíssimo (FERREIRA, 2009, vol. II, p. 544); 1704, 07 abril - contrato com José Ferreira e Manuel Dinis para a feitura do retábulo de embutidos da Capela do Bom Jesus (COUTINHO: 361); 13 abril - contrato para o douramento do retábulo de Nossa Senhora da Atocha, feito entre o juiz da Irmandade, Francisco Xavier Monteiro de Vasconcelos e o dourador Manuel da Silva Costa; 15 junho - contrato com Manuel João de Matos para a execução do retábulo de Santo António, feito conforme o da Capela do Senhor Jesus da Pobreza; 1705, 01 fevereiro - contrato com o entalhador Manuel João de Matos para a feitura do retábulo de Nossa Senhora da Piedade, encomendado por Frei José dos Reis; 12 julho - a Irmandade do Senhor Jesus da Pobreza contrata a feitura do retábulo da Capela de Santo Cristo aos pedreiros Tomás Francisco e Simão da Silva (COUTINHO: 360); 1713, 02 março - contrato com o entalhador Manuel João de Matos para a execução do retábulo da Sagrada Família, encomendado por Maria Catarina da Silva; 1714, 13 junho - contrato com a Irmandade de Santo Cristo para a obra das casas feitas pela mesma no Mosteiro (COUTINHO: 413); 1718, 26 março - contrato para a execução do retábulo de São Vicente, entre a Irmandade, representada por João da Costa Moreira e Domingues de Andrade, e o entalhador José Freire;1725, 24 março - por iniciativa de Frei Pedro da Soledade Caldas, decide-se a construção de um retábulo-mor, tendo sido encarregados os pedreiros Manuel Dias e José Freire da obra de embasamento em pedra; 1726, 13 junho - contrato com Santos Pacheco para a execução do cadeiral do coro (FERREIRA, 2009, vol. II, p. 557); 1727-1730 - desenho do retábulo-mor por Manuel de Azevedo Fortes ou , segundo outros autores, por Frederico Ludovice; passado à talha por Santos Pacheco; 1730 - pintura das telas por Inácio de Oliveira Bernardes; pintura do tecto da capela-mor por António Pimenta Rolim (f. 1751); 10 maio - contrato com os mestres José Gonçalves e Tomé de Sousa Vilar para o douramento do retábulo-mor; 1731, cerca - pintura de 12 painéis para o coro por André Gonçalves, representando um ciclo da vida de São Paulo; 1755, 1 novembro - o terramoto causou graves prejuízos na frontaria e no interior, tendo o tecto de ser apeado e reconstruído; 1763 - a reedificação do templo estaria completada, tendo sido a cobertura elevada em relação à construção primitiva, prevendo a aplicação da decoração em estuque; 1770 - provável execução do órgão; séc. 19 - obras de remodelação da autoria do arquitecto Valentim José Correia (1822-1900); 1834 - com a extinção das Ordens Religiosas, a comunidade religiosa abandona o edifício conventual mas mantém 4 capelães da ordem assegurando o culto; 1835 - a igreja passa a ser paroquial, sob o orago de Santa Catarina, instalando-se também no edifício a Irmandade dos Livreiros (até 1890); 1837 - 1876 - restauros, estando a igreja intermitentemente encerrada; 1922 - 1930 - o culto esteve suspenso, devido às obras em curso; 1969 - estragos provocados pelo sismo; 1998, maio - elaboração da Carta de Risco do imóvel pela DGEMN; 2005, 29 setembro - proposta de Zona Especial de Proteção da DRCLVTejo; 2008, 23 maio - parecer favorável do Conselho Consultivo do IGESPAR; 2009, 11 novembro - Despacho de homoliogação da definição da Zona Especial de Proteção Conjunto do Bairro Alto e Imóveis Classificados na sua Área Envolvente, pela Ministra da Cultura; 2011, 20 maio - Declaração de rectificação ao teor do diploma legal de fixação de Zona Especial de Proteção n.º 874/2011, DR, 2.ª Série, n.º 98; 2013, 05 março - publicação do projeto de decisão de fixação da Zona Especial de Proteção, em Anúncio n.º 85/2013, DR, 2.º série, n.º 44.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes

Materiais

Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, mármore, tijoleira, estuques pintados, madeira pintada e dourada, ferro forjado

Bibliografia

ALMEIDA, D. Fernando de, (coord. de), Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, Lisboa - Tomo 2, Lisboa, 1975; ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, Vol. I, Livro 5, Lisboa, s.d.; ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa, Vol. 1, Fasc. 10, Lisboa, 1955; BERGER, Francisco José Gentil, Lisboa e os Arquitectos de D. João V, Lisboa, 1994; CAEIRO, Baltasar Matos, Os Conventos de Lisboa, Lisboa, 1989; CARVALHO, Ayres de, Documentário Artístico do Primeiro Quartel de Setecentos, Exarado nas Notas dos Tabeliães de Lisboa, in Separata da Revista Bracara Augusta, vol. XXVII, fasc. 63 (75), 1973, p. 56; CASTRO, João Baptista de, Mappa de Portugal, Vol. III, Lisboa, 1763; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corographia Portugueza, Lisboa, 1712; COUTINHO, Maria João Fontes Pereira, A produção portuguesa de obras de embutidos de pedraria policroma (1670-1720). Lisboa, Dissertação de Doutoramento em História da Arte apresentada à Faculdade de Letras de Lisboa, 2010, 3 vols.; CRUZ, Maria Ivone C., A Igreja dos Paulistas e o Movimento Barroco em Portugal, Lisboa, 1951 (tese apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - texto policopiado); FERREIRA, Sílvia Maria Cabrita Nogueira Amaral da Silva, A Talha Barroca de Lisboa (1670-1720). Os Artistas e as Obras, Lisboa, Dissertação de Doutoramento em História da Arte apresentada à Faculdade de Letras de Lisboa, 2009, 3 vols.; FLOR, Susana Varela, Barroco e Neoclássico nos tectos da Igreja de Nossa Senhora da Encarnação em Lisboa, in ARTIS, Lisboa, Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa, 2005, n.º 4, pp. 293-309; MACHADO, José Alberto Gomes, André Gonçalves - pintura do Barroco português, Lisboa, Editorial Estampa, 1995; MATOS, Alfredo, PORTUGAL, Fernando, Lisboa em 1758. Memórias Paroquiais de Lisboa, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1974; Monumentos, n.º 9 a n.º 12, Lisboa, DGEMN, 1998-2000; NEVES, Eduardo Augusto da Silva, A Igreja de Santa Catarina, in Olisipo, nº 115/116, Lisboa, 1966; PEREIRA, Esteves, RODRIGUES, Guilherme, Portugal Dicionário, Vol. III, Lisboa, 1905-1911; PEREIRA, Luis Gonzaga, Monumentos Sacros de Lisboa em 1833, Lisboa, 1927; SANTOS, Reynaldo dos, Oito Séculos de Arte Portuguesa, Vol. II, Lisboa, s.d.; SERRÃO, Vítor, António Pereira Ravasco, ou a influência francesa na arte do tempo de D. Pedro II, in A Cripto-História de Arte, Lisboa, Livros Horizonte, 2001, pp. 125-148; SERRÃO, Vítor, História da Arte em Portugal - o Barroco, Barcarena, Editorial Presença, 2003.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DRMLisboa; BNP: Secção de Iconografia, Desenho D. 121 A.

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DRMLisboa

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco, DGEMN/DSARH, DGEMN/DRMLisboa

Intervenção Realizada

1820 - reforma do órgão por Fr. Domingos de São José Varela; 1873 - restauro do retábulo de Nossa Senhora da Conceição, com esmolas da Irmandade com o mesmo titular; DGEMN: 1932 / 1935 - reparação da abóbada da neve e do cruzeiro; 1938 / 1948 - diversas obras de restauro; 1941 - obras de limpeza e conservação da fachada; 1958 - reparação dos sanitários anexos à sacristia; 1959 / 1963 - obras de reparação do órgão; 1961 - reparações na instalação eléctrica; 1977 / 1979 / 1981 - obras de conservação; 1978 - reparação de coberturas; 1982 / 1984 - obras de conservação; 1986 - reparação dos tectos (restauro de estuques); 1991 / 1993 - obras de reparação do telhado; 1995 - obras de beneficiação nos telhados da nave e transepto; rebocos da torre sineira; instalação eléctrica na Igreja, sacristia e anexos; 1996 - reparação da fachada E. e terraço e vãos sobre a nave de Igreja (lado E.); 1997 - rebocos, caiação e coberturas da fachada O., reparação da fachada S., consolidação da azulejaria da galilé, pintura do tecto da escadaria para o coro-alto; 1998 - limpeza e impermeabilização e telhado do corpo sul do convento; consolidação da fachada principal e respectivos torreões; reparação das caixilharias e fachada sul do convento; reparação da pintura da abóbada da galilé; remoção dos painéis de azulejos da galilé para o interior; restauro de duas telas do lado direito do transepto; 1999 - reparação dos rebocos e caiação da fachada tardoz voltada sobre o logradouro, respectivas caixilharias e gradeamentos; recuperação da torre nascente e da portaria; recuperação das fachadas posteriores; 1999 / 2000 - recuperação da fachada N.; 2000 - renovação da instalação eléctrica e restauro da pintura do tecto da portaria; 2003 / 2004 - restauro do tecto, trono e laterais da capela-mor; 2005 - Intervenção urgente no restauro dos altares de Nossa Senhora da Pobreza e de Nossa Senhora de Fátima, por meio de impermeabilização do dreno ao logo do alçado nascente (exterior), rebocos e caiação do lado interior; ventilação da mina existente a nascente.

Observações

*1 - Zona Especial de Proteção do Bairro Alto e imóveis classificados na área envolvente

Autor e Data

Teresa Vale e Carlos Gomes 1995

Actualização

Júlio Grilo 2006
 
 
 
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