Pelourinho de Beja

IPA.00000316
Portugal, Beja, Beja, União das freguesias de Beja (Salvador e Santa Maria da Feira)
 
Arquitectura comemorativa, do séc. 20. Memória de pelourinho de pinha cónica torsa, com soco octogonal de três degraus e base poligonal estrelada, fuste helicoidal com rosetas e nó de cordão. Tem capitel polilobado e remate cónico torso encimando por grimpa de ferro com elementos da heráldica manuelina.
Número IPA Antigo: PT040205150007
 
Registo visualizado 115 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Estrutura em cantaria de calcário, composta por soco de três degraus octogonais, escalonados, de gola boleada, sobre os quais assenta base de forma estrelada em côncavo, inferiormente cilíndrica, cingida por anéis e decorada por segmentos cantonais, seguindo-se um supedâneo tronco-piramidal côncavo, igualmente moldurado por anéis, que sustenta a coluna de fuste helicoidal marcado por finos toros lisos que intercalam faixas decoradas com séries de rosetas, interrompido a meia altura por anel de cordão. Capitel quadrilobado inferiormente escalonado e apoiado numa gola, ambos os elementos decorados com meias esferas. Possui remate cónico de toros torsos, de movimento oposto ao do fuste, com base circular de cordão, encimado por pequena faixa hexagonal com botões e terminando em grimpa de ferro composta sucessivamente por uma esfera armilar, uma flâmula e uma cruz da Ordem Cristo.

Acessos

Praça da República (antiga Praça de D. Manuel)

Protecção

IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 287 de 07 dezembro 1956

Grau

3 – imóvel ou conjunto de acompanhamento que, sem possuir características individuais a assinalar, colabora na qualidade do espaço urbano ou na ligação do tempo com o lugar, devendo ser preservado em tal medida. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Valor Concelhio / Imóvel de Interesse Municipal e outras classificações locais.

Enquadramento

Urbano. Ergue-se, destacado, no centro duma ampla praça de piso plano. Enquadrado por passeio empedrado, do tipo calçada portuguesa, e circundado por arruamentos e edifícios de habitação e comerciais de dois e três pisos.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Comemorativa: memória de pelourinho

Utilização Actual

Comemorativa: memória de pelourinho

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1254, 16 Fevereiro - concessão de foral a Beja, por D.Afonso III; 1291, 29 Maio / 1297, 28 Julho / 1308, 22 Abril - confirmações do foral de Beja por D. Dinis; 1335, 15 Abril - confirmação dos forais anteriores por D. Afonso IV; 1453 - criação do título de Duque de Beja, criado a favor de D. Fernando, infante de portugal, outorgado por D. Afonso V; 1512 - D. Manuel eleva Beja a cidade e manda construir o Terreiro dos Paços do Concelho (actualmente com o nome deste rei), mas não houve concessão de foral novo, apenas se conhece o processo aberto para o mesmo existente na Torre do Tombo; é possível que date desta época o primitivo pelourinho manuelino, do qual existe um desenho no Museu da Cidade; 1758, 09 Junho - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco António Guerreiro de Aboim, é referido que a povoação é cabeça do estado do Infantado: tem câmara com vereadores e procurador, um juiz de fora e um dos órfãos, todos providos pela Junta do Infantado; séc. 19 - apeamento do pelourinho, que se encontrava então no topo da Praça, defronte da casa dos Godins Palma, recolhendo-se alguns elementos, como o capitel, o remate e parte do fuste no Museu da Cidade; 1938 - reconstrução do Pelourinho feita com base em elementos iconográficos, mas não reutilizando qualquer dos elementos originais e colocação no local onde hoje se encontra; 2001, finais Setembro - parcialmente destruído ao ser acidentalmente derrubado durante os preparativos para o "Dia Europeu sem Carros".

Características Particulares

Pelourinho revivlaista, réplica de um primitivo pelourinho manuelino, mas sem elementos originais, tendo sido respeitada a traça do monumento quinhentista, embora com algumas variantes.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de calcário; grimpa de ferro forjado.

Bibliografia

COSTA, Padre António Carvalho da, Corografia Portuguesa, vol. II, Lisboa, 1868, p. 309; ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Beja, Lisboa, 1993; LEAL, Augusto Soares A. B. Pinho, Portugal Antigo e Moderno, vol. I, Lisboa, 1873, p. 358; LEAL, José da Silva Mendes, Os Pelourionhos, in A Nossa Pátria, 1906, p. 33; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997, p. 120.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT, Gavetas da Torre do Tombo, Gav. 20, Maço 11, nº 16 (processo para elaboração do novo foral de Beja), Memórias Paroquiais (vol. 6, n.º 74, fl. 521-540

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

Isabel Mendonça 1993 / Lina Oliveira 2006

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login