Ribat da Arrifana

IPA.00031965
Portugal, Faro, Aljezur, Aljezur
 
Arquitectura religiosa, islâmica. Ribat formado por 3 mesquitas com qiblas e respectivos mihrab. Apresenta afinidades com o Ribat de Guardamar, em Alicante, Espanha, do Séc. 11, nomeadamente na forma e dimensão de algumas das mesquitas e da localização junto ao mar.
Número IPA Antigo: PT050803010018
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Ruínas de diversas construções, em dois sectores, que incluem três mesquitas, com qiblas e respectivos mihrabs: no Sector 1 mesquita de grandes dimensões com outra adossada; no Sector 2 mesquita menor e restos de compartimentos anexos.

Acessos

Ponta da Atalaia, Vale da Telha, a c. de 6Km a O, de Aljezur.

Protecção

Em vias de classificação

Grau

5 - registo em pré-inventário com um preenchimento mínimo dos campos… e pressupondo a existência de um registo iconográfico.

Enquadramento

Rural, orla marítima, falésia, isolado, em promontório, a menos de uma centena de metros do oceano. O local, designado na antiga cartografia por Arrifana, constitui um dos pontos mais ocidentalis de um longo sector da costa; daqui é possível avistar-se a S. o cabo de São Vicente e a N. o cabo Sardão.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: ribat

Utilização Actual

Marco histórico-cultural

Propriedade

Afectação

Época Construção

Séc. 12

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1130 - data provável de fundação por Ibn Qasî; 1144 - entrada solene de Ibn Qasî em Mértola; 1145 - Ibn Qasî desloca-se a Salé para solicitar, a Al-Mumine, a vinda dos Almoadas; 1146 - regresso de Ibn Qasî ao Algarve; 1147 - 1147 - o almoada Barraz conquista Sevilha com o apoio de Ibn Qasî e dos seus seguidores; 1150 - Barraz e Ibn Qasî entram em Silves sendo Ibn Qasî eleito seu governador; revolta de Ibn Qasî contra os almoadas; 1151, a partir de - abandono do Ribat após do assassinato de Ibn Qasî e da perseguição movida aos seus seguidores; 1786 - mais antiga referência conhecida, na História de Portugal, ao Ribat da Arrifana, por Fr. Vicente Salgado; 1841 - João Baptista da Silva Lopes refere "Na costa (de Aljezur) em hum sítio elevado, sobranceiro ao mar, se encontrão ruinas de edificios de huma não pequena povoação, cujas ruas ainda se conservão"; 2001 - identificação do Ribat pelos arqueólogos Mário e Rosa Varela Gomes; limpeza e escavação superficial de dois sectores com o apoio da autarquia, do Centro de Emprego e Formação Profissional de Lagos e da Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur; 2002, Agosto - escavações sob a direcção de Mário e Rosa Varela Gomes; 2008, 3 de Setembro - proposta de classificação pela DRCAlgarve; 2008, 09 de Setembro - Despacho de abertura do processo de classificação pelo Subdirector do IGESPAR; 2011, Agosto - descoberta de uma mesquita, 21 sepulturas e uma lápide funerária com inscrições em árabe, durante escavações chefiadas por Mário e Rosa Varela Gomes, 2012, 15 novembro - Anúncio n.º 13699/2012 publicado no DR, 2.ª série, n.º 221, de projeto de decisão de classificação como MN; 2013, 08 maio - Anúncio n.º 165/2013 publicado no DR, 2.ª série, n.º 88, de projeto de decisão de classificação como MN, propondo restrições.

Características Particulares

É o segundo ribat descoberto na Península Ibérica, depois do de Guardamar, Alicante.

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

GOMES, Mário Varela e GOMES, Rosa Varela, O Ribat da Arrifana (Aljezur, Algarve). resultados da campanha de escavações de 2002, Revista Portuguesa de Arqueologia, Vol7, nº 1, 2004, pp. 483 - 573.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO

Autor e Data

Rosário Gordalina 2011

Actualização

 
 
 
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