Castelo de Almourol
| IPA.00003404 |
| Portugal, Santarém, Vila Nova da Barquinha, Praia do Ribatejo |
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| Arquitectura militar romana, românica, gótica, revivalista. Edifício reedificado segundo uma mesma linha de arquitectura militar templária, que se encontra no Castelo de Tomar (v. PT031418120006). Em termos planimétricos, a opção foi por uma disposição quadrangular dos espaços. As altas muralhas, protegidas por nove torres circulares adossadas, e a torre de menagem, verdadeiro centro nevrálgico de toda a estrutura, constituem dois dos elementos inovadores com que os Templários pautaram a sua arquitectura militar no nosso país. A torre de menagem do castelo de Almourol tinha três pisos e foi bastante modificada ao longo dos tempos, mas mantém ainda importantes vestígios originais, como a sapata, que nos dá a dimensão geral da estrutura; as muralhas com torreões adossados, normalmente providas de alambor, foram trazidas para o ocidente peninsular por esta Ordem, e vemo-las também aplicadas em Almourol. |
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| Número IPA Antigo: PT031420020001 |
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| Registo visualizado 689 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Categoria
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| Monumento |
Descrição
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| Planimetria quadrangular irregular dividida internamente em dois recintos: um exterior, a nível inferior e voltado a montante com porta de traição e cortinas reforçadas por torres circulares, altas e esguias, num total de 9; no interior em zona mais elevada, e comunicando com aquele por uma porta, panos de muralhas tendo ao centro a torre de menagem. As cortinas são coroadas de merlões quadrangulares e seteiras quadradas. Várias escadas no interior dão acesso ao adarve apoiado em cachorros. A torre de menagem é de 3 pisos no interior da qual restam, como elementos originais, as sapatas onde assentava o vigamento. As torres são de dimensões e formas irregulares devido à configuração do terreno. No INTERIOR várias portas de cantaria comunicam as diferentes partes do castelo. Duas lápides alusivas à reedificação de Gualdim Pais por cima da porta de entrada e sobre a janela aberta na torre de menagem uma cruz. |
Acessos
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| EN. 365 / 118, a 4 Km. de Vila Nova da Barquinha |
Protecção
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| MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910 |
Grau
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| 1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional. |
Enquadramento
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| Rural. Ergue-se num aglomerado granítico escarpado com 310 m de comprimento por 75 m de largura, a 18 m. acima do nível das águas, no curso médio do rio Tejo, um pouco abaixo da sua confluência com o rio Zêzere, frente à povoação de Tancos. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Militar: castelo |
Utilização Actual
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| Cultural / Turística |
Propriedade
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| Pública: estatal |
Afectação
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| Ministério da Defesa Nacional |
Época Construção
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| Séc. 2 a.C. (conjectural) / 12 / 19 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Desconhecido |
Cronologia
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| 1129 - estava sob o domínio português; D. Afonso Henriques doou-o a Gualdim Pais, mestre dos templários; 1171 - foi reedificado pelos templários, segundo epígrafe sobre a porta principal; terá sido várias vezes restaurado nos reinados seguintes; Séc. 19 - obras de restauro alteraram a sua fisionomia original com a construção de vários elementos como a quase totalidade de ameias e merlões; séc. 20, anos 40 / 50 - o conjunto foi adaptado a Residência Oficial da República Portuguesa; 1955 - aquisição de mobiliário para o imóvel pela Comissão para a Aquisição de Mobiliário; 2004 - desagregação de algumas muralhas, devido a infiltrações de águas pluviais; 2008, 11 agosto - proposta da DRCLVTejo de fixação de uma Zona Especial de Proteção; 2009, 03 março - parecer concordante do Conselho Consultivo do IGESPAR. |
Características Particulares
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| O Castelo de Almourol é dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da Reconquista, sendo, simultaneamente, um dos que melhor evoca a memória dos Templários no nosso país. Quando da conquista, em 1129, deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan, sendo entregue aos Templários que o reedificaram. Tendo perdido a sua importância estratégica foi deixado ao abandono, provocando a sua ruína. No séc. 19, é como que "reinventado" à luz de um ideal romântico. O processo reinventivo, iniciado um século antes, foi definitivamente consumado pela intervenção dos anos 40 e 50, que adaptaram o conjunto a Residencia Oficial da República Portuguesa. |
Dados Técnicos
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| Estrutura autoportante |
Materiais
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| Cantaria de granito aparelhada conjugada com cantaria rusticada e alvenaria argamassada |
Bibliografia
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| ALMEIDA, António José Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; ALMEIDA, João de, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Lisboa, 1948; CORDEIRO, Luciano, Inscripções Portuguesas, Lisboa, 1895; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1955, Lisboa, 1956; Monumentos, n.º 20, Lisboa, DGEMN, 2004; OSORIO, Manuel, O Castelo de Almourol in Revista de Engenharia Militar, 1896; SEQUEIRA, Gustavo de, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Santarém, vol. III, Lisboa, 1949; TEIXEIRA, F.A. Carcez, O Castelo de Almourol in Serões, nº 39, Setembro, 1908; http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Almourol, 07-02-2007; http://www.ippar.pt/monumentos/castelo_almourol.html, 07-02-2007. |
Documentação Gráfica
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| IHRU: DGEMN / DSID; Museu Militar |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN / DSID; Museu Militar |
Documentação Administrativa
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| IHRU: DGEMN / DSID; Museu Militar |
Intervenção Realizada
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| DGEMN: 1939 - construção de adarves em alvenaria incluindo placas de betão armado, apeamento e reconstrução de um cunhal da torre de menagem, reparação e consolidação das ameias incluindo demolição das alvenarias que encobrem as seteiras, reconstrução de abóbada de alvenaria segundo a existente, reconstrução dos pavimentos, em calçada miúda, reconstrução dos adarves; 1955 - instalação de rede eléctrica; 1958 / 1959 - consolidação da torre de menagem com cintas de betão, impermeabilização do terraço e reconstrução do pavimento e das paredes interiores da torre, reconstrução de uma porta incluindo restauro das ombreiras e da verga; DGEMN / Escola Prática de Engenharia: 1959 - reparação de paramentos num troço de muralhas; 1960 - conclusão dos paramentos exteriores das muralhas e pavimentação do caminho de acesso; Direcção da Arma de Engenharia de Tancos: 1964 - construção de um caminho contornando a ilha do lado jusante desde o cais até perto do castelo do lado S.; DGEMN / Serviços de Engenharia do Estado Maior do Exército: 1996 - conservação dos panos de muralha, conservação e beneficiação no interior da torre de menagem, conservação e beneficiação pavimentos do castelo. |
Observações
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| O castelo terá sido erguido no local de um primitivo castro lusitano conquistado pelos romanos no séc. 1 a.C. e remodelado segundo a técnica castrense ocupado sucessivamente pelos Alanos, Visigodos e Mouros; desconhece-se a fundação do castelo actual. Em escavações efectuadas no interior e exterior foram encontrados vários vestígios da presença romana (moedas, uma inscrição num cipo, e restos de alicerces em opus romano) e do período medieval (medalhas, 2 colunelos de mármore, etc.) *: O projecto de musealização prevê a recriação de alguns espaços evocando a vivência no castelo. |
Autor e Data
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| Rosário Gordalina 1992 |
Actualização
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| João Seabra 1997 |
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