Castro de Ázere

IPA.00003588
Portugal, Viana do Castelo, Arcos de Valdevez, União das freguesias de Grade e Carralcova
 
Povoado castrejo da Idade do Ferro e com ocupação romana.
Número IPA Antigo: PT011601040002
 
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Registo

Categoria

Sítio

Descrição

Povoado fortificado com número incerto de linhas de muralhas, adaptando-se à configuração do terreno, tendo a O. banquetas ou patamares e aproveitando os declives a N. e a S. para defesa natural. A meia encosta do monte, para S., habitação de planta circular com aparelho irregular e abertura a certa altura do solo, tendo ainda o pavimento interno mais elevado que o exterior. Uma outra construção descoberta tem planta quadrada e é de proporções mais exíguas. No alto do castro alicerces de capela com invocação de São Miguel, e medindo 6,50 m x 4,50 m.

Acessos

WGS84 (graus decimais): lat.: 41,868698; long.: -8,389257 (à freguesia)

Protecção

MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910

Grau

1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.

Enquadramento

Monte. Implanta-se num monte a c. 2 km. da vila, na margem esquerda do rio Vez.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Militar e residencial. Povoado fortificado

Utilização Actual

Devoluto

Propriedade

Afectação

Época Construção

Idade do Ferro

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 8 a. C. - Erigido durante a Idade do Ferro; séc. 2 - ocupação romana.

Características Particulares

Segundo António Martinho Baptista, o Castro de Ázere ou de São Miguel-o-Anjo, é um dos mais importantes do concelho de Arcos de Valdevez.

Dados Técnicos

Estrutura de cantaria aparelhada.

Materiais

Granito

Bibliografia

PEREIRA, F. Alves, Castelo de S. Miguel-o-Anjo, in O Archeologo Português, vol. 1, nº1, Lisboa, 1895, p. 161 - 175; idem, O Castelo de S. Miguel-o-Anjo - Mais alguns achados, in O Archeologo Português, vol. 4, nº 7 a 9, Lisboa, 1898, p. 231 - 238; ALVES, Lourenço, Aspectos da Cultura Castreja no Alto Minho, Sep. Rev. Caminiana, nº 3, Dez. 1980, Caminha, 1980; BAPTISTA, António Martinho, Adenda à noticia explicativa da Carta Geológica de Portugal, folha 1 - D (Arcos de Valdevez) - Arqueologia in Terra de Val de Vez, nº 9, Arcos de Valdevez, 1986, p. 97 - 116.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Bastante destruído e sem escavações arqueológicas sistemáticas que permitam estabelecer tipologias seguras. Como era usual procurou implantar-se em situação geográfica privilegiada, conjugando a defesa natural, através dos desníveis de terreno, com a artificial, através de construção de muralhas e as banquetas ou patamares. As casas apresentam planimetria diversa, de planta circular e quadrada. Em data ainda não averiguada construiu-se no topo capela com pedra pertencente ao castro; em 23 Nov. de 1893 foi visitado por Félix Alves Pereira. Entre o pouquíssimo espólio recolhido, Félix Alves Pereira refere moedas pertencentes a imperadores do séc. I, anel de bronze muito oxidado e 1 pedaço de cerâmica com ornamentação de feição primitiva.

Autor e Data

Paula Noé 1992

Actualização

 
 
 
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