Fonte da Colher / Chafariz da Colher

IPA.00000496
Portugal, Porto, Porto, União das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória
 
Arquitectura civil pública seiscentista. Fonte de espaldar, decorado por almofadas rectangulares.
Número IPA Antigo: PT011312080021
 
Registo visualizado 211 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Nos seus extremos apresenta duas pilastras estriadas como prolongamento dos cachorros de suporte da varanda que lhe serve de remate superior. Possui enquadrado nestas pilastras cinco espécies de almofadas de granito trabalhado, estando na primeira e segunda almofada a partir do pavimento localizadas as saídas da água. A saida junto ao pavimento é apenas um orifício no granito, enquanto a localizada mais acima possui uma bica em ferro. Na almofada superior, lápide com inscrição, pouco legível, com a data de 1629. No muro lateral poente uma alça em ferro. O pavimento do chafariz, em lajeado de granito e está rebaixado relativamente à Rua de Miragaia três degraus. No alinhamento da saída da água o pavimento é ligeiramente rebaixado em forma semicircular onde se ergue um pilarete em granito.

Acessos

No remate O. da Rua de Miragaia

Protecção

IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 28 536, DG, 1ª série, n.º 66, de 22 março 1938

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Urbano, adossado ao piso térreo de um prédio, cuja varanda bastante saliente, serve de cobertura ao tanque. Encosta-se a O. ao muro de suporte do Largo da Alfândega e volta-se para o muro de suporte da Rua Nova da Alfândega.

Descrição Complementar

INSCRIÇÕES: "Loubado seja o Santíssimo Sacramento e a Puríssima Conceição da Virgem Nossa Senhora, concebida sem pecado original - 1629".

Utilização Inicial

Infraestrutural: Fonte pública

Utilização Actual

Infraestrutural: Fonte pública

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 17

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1629 - Construção da fonte; 1871 - com as obras da Rua Nova da Alfândega, a fonte ficou em plano inferior ao da rua, e quase escondida a um canto, para possibilitar um mais fácil acesso ao edifício da nova alfândega do Porto (v. PT011312080167).

Características Particulares

A sua água era considerada uma das melhores da cidade. Pensa-se que será uma das fontes mais antigas da cidade do Porto e ainda se encontra em funcionamento. A Câmara, quando tentaram apropriar-se da água desta Fonte, mandou gravar a seguinte frase, expressa no granito desta forma:" A água desta Fonte é somente da Sidade".

Dados Técnicos

Estrutura autónoma.

Materiais

Chafariz em granito; pavimento em lajeado de granito; uma das saídas da água em tubo de ferro.

Bibliografia

Porto a Património Mundial, Câmara Municipal do Porto, Porto, 1993; IPPAR, Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, vol. II, Lisboa, 1993; QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho, Inventário Artístico de Portugal. Cidade do Porto, Lisboa, 1995; SILVA, Germano da, Fontes e Chafarizes do Porto, Porto, 2000.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN / DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1940 - Restauro da fonte pela Câmara Municipal do Porto.

Observações

Apesar de possuir lápide datada de 1629 a sua construção deve ser bastante anterior, porque no Arquivo Distrital do Porto, existe um documento do Cartório da Sé, Livro LXXIX das Sentenças, do ano de 1491, que, a páginas 151 e seguintes, se refere a um "contrato condicional de censo de 300 Reis para aniversários, imposto nas casas que, em Miragaia, estão sobre a fonte da colher". O nome desta fonte provém do imposto que se pagava nas suas proximidades, o da colher. A medida era a colher e pagava-se por todos os produtos a vender no Porto, o pão, farinha, nozes etc, que chegassem por terra ou pelo Rio. Os produtos chegados por terra pagavam o seu tributo à porta da Sé, ao Bispo ou ao Cabido; os chegados pelo Rio para serem vendidos na Feira junto aos Estaleiros de Miragaia, faziam o seu pagamento junto da fonte. Os comerciantes por cada alqueire de produto pagavam uma colher.

Autor e Data

Isabel Sereno 1994

Actualização

Paula Noé 1997
 
 
 
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