Pedra de audiência e carvalho junto

IPA.00005345
Portugal, Porto, Vila Nova de Gaia, Avintes
 
Arquitectura civil pública
Número IPA Antigo: PT011317020006
 
Registo visualizado 160 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

Categoria

Sítio

Descrição

Mesa de pedra, constituída por tampo de formato rectangular e com espessura de 0,25 m apoiado em duas bases, ladeada por 3 bancos igualmente de pedra dispostos em redor desta, um em cada face. Os bancos, muito simples, são constituídos por assentos em blocos de granito com espessura de 0,25 m e 2 pés rudimentares, também em granito

Acessos

Largo 5 de Outubro, junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários

Protecção

IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 35 817, DG, 1.ª série, n.º 187 de 20 agosto 1946 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 206 de 04 setembro 1947

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Urbano. Isolado. Numa placa ajardinada no meio de pequeno largo.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: Administração da justiça

Utilização Actual

Marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1742 - Colocação da mesa na actual localização; 1830 - o procurador da freguesia e couto de Avintes solicitou ao Rei a construção de uma "Casa de Audiência", no que não foi atendido, face às pretensões do mesmo tipo que o concelho de Gaia formulava; 1832 - Terminavam os julgamentos neste local

Características Particulares

Dados Técnicos

Materiais

Granito

Bibliografia

PACHECO, Helder, Novos Guias de Portugal, O Grande Porto, Lisboa, 1986

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN / DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Às quartas feiras ao meio dia, semanalmente, faziam julgamentos - as audiências. No banco alto sentava-se o juiz do Couto, empunhando o símbolo da autoridade, a vara vermelha. O juiz era eleito - a votos - pelos moradores, entre os "homens bons" da localidade e confirmado pelo senhor donatário, o Conde de Avintes. Das sentenças só havia recurso para a Relação do Porto. O tribunal funcionava com "dois oficiais" também eleitos: um escrivão e um meirinho. Tal como o juiz dispunham de varas. A "Pedra da Audiência" tinha junto um sobreiro de grande porte cuja ramagem abrigava do sol, os presentes nos julgamentos (foi destruído 1º por um vizinho, mais tarde por uma rajada ciclónica). Tradição da magistratura local era, aquando da eleição de novos juízes, o jantar que estes ofereciam a amigos e elementos congéneres de Pedroso e Crestuma. A jantarada decorria num pinhal junto ao que, por motivo da cerimónia, foi designado "Marco dos três juízes"

Autor e Data

Isabel Sereno e João Santos 1994

Actualização

 
 
 
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