Categoria
|
| Sítio |
Descrição
|
| Mesa de pedra, constituída por tampo de formato rectangular e com espessura de 0,25 m apoiado em duas bases, ladeada por 3 bancos igualmente de pedra dispostos em redor desta, um em cada face. Os bancos, muito simples, são constituídos por assentos em blocos de granito com espessura de 0,25 m e 2 pés rudimentares, também em granito |
Acessos
|
| Largo 5 de Outubro, junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários |
Protecção
|
| IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 35 817, DG, 1.ª série, n.º 187 de 20 agosto 1946 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 206 de 04 setembro 1947 |
Grau
|
| 2 |
Enquadramento
|
| Urbano. Isolado. Numa placa ajardinada no meio de pequeno largo. |
Descrição Complementar
|
| |
Utilização Inicial
|
| Judicial: Administração da justiça |
Utilização Actual
|
| Marco histórico-cultural |
Propriedade
|
| Pública: estatal |
Afectação
|
| |
Época Construção
|
| Séc. 18 |
Arquitecto / Construtor / Autor
|
| |
Cronologia
|
| 1742 - Colocação da mesa na actual localização; 1830 - o procurador da freguesia e couto de Avintes solicitou ao Rei a construção de uma "Casa de Audiência", no que não foi atendido, face às pretensões do mesmo tipo que o concelho de Gaia formulava; 1832 - Terminavam os julgamentos neste local |
Características Particulares
|
| |
Dados Técnicos
|
| |
Materiais
|
| Granito |
Bibliografia
|
| PACHECO, Helder, Novos Guias de Portugal, O Grande Porto, Lisboa, 1986 |
Documentação Gráfica
|
| |
Documentação Fotográfica
|
| IHRU: DGEMN / DSID |
Documentação Administrativa
|
| |
Intervenção Realizada
|
| |
Observações
|
| Às quartas feiras ao meio dia, semanalmente, faziam julgamentos - as audiências. No banco alto sentava-se o juiz do Couto, empunhando o símbolo da autoridade, a vara vermelha. O juiz era eleito - a votos - pelos moradores, entre os "homens bons" da localidade e confirmado pelo senhor donatário, o Conde de Avintes. Das sentenças só havia recurso para a Relação do Porto. O tribunal funcionava com "dois oficiais" também eleitos: um escrivão e um meirinho. Tal como o juiz dispunham de varas. A "Pedra da Audiência" tinha junto um sobreiro de grande porte cuja ramagem abrigava do sol, os presentes nos julgamentos (foi destruído 1º por um vizinho, mais tarde por uma rajada ciclónica). Tradição da magistratura local era, aquando da eleição de novos juízes, o jantar que estes ofereciam a amigos e elementos congéneres de Pedroso e Crestuma. A jantarada decorria num pinhal junto ao que, por motivo da cerimónia, foi designado "Marco dos três juízes" |
Autor e Data
|
| Isabel Sereno e João Santos 1994 |
Actualização
|
| |
| |
| |