Mosteiro da Serra do Pilar

IPA.00005358
Portugal, Porto, Vila Nova de Gaia, União das freguesias de Santa Marinha e São Pedro da Afurada
 
Arquitectura religiosa, maneirista. Convento maneirista constituído por igreja de planta cicular de alçados exteriores e interiores ritmados por pilastras e com cobertura em cúpula, capela-mor rectangular e claustro também circular de 1 piso formado por colunata e platibanda superior amplamente decorada. Igreja com retábulos de talha maneirista, e retábulo-mor neoclássico.
Número IPA Antigo: PT011317160001
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Planta composta por igreja circular, capela-mor rectangular, claustro circular, organizados sequencialmente, e dependências conventuais dispostas lateralmente formando 2 alas estreitas; a torre dispõe-se no lado esquerdo. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de 2 e 4 águas e em cúpula e terraço na igreja. Igreja com alçados de 2 registos, separados por cornija, ritmados por pilastras, que correspondem mais a contrafortes, decorados por pináculos ao nível do 2º registo e dos telhados, os quais intercalam aqui com a balaustrada que coroa a igreja. Portal de arco pleno enquadrado por estrutura de cantaria com 4 colunas jónicas, sobre soco, apoiando o entablamento que é sobrepujado por nicho, ladeado por volutas, e frontão triangular interrompido por cruz. Nos vários panos abrem-se, ao nível do 1º registo, pequenos vãos e, ao nível do 2º, janelas com forte enxalço. Cúpula coberta de telha com lanternim de cantaria de arcaturas e pequena cúpula; entre a balaustrada e a cúpula, cobertura em terraço, formando espécie de corredor. Interior dividido em 2 registos e ritmado por duplas pilastras que intercalam capelas com retábulos de talha dourada ou dourada e branca e têm entre si 2 ou 3 nichos com imagens; sobre as capelas e já ao nível do 2º registo, janelas. Entre as pilastras decoradas que ladeiam o arco triunfal, dispõem-se 2 púlpitos com baldaquinos de talha. Arco triunfal pleno bastante elevado. Cobertura em abóbada hemisférica com parte em cantaria, onde se rasgam nichos ou se dispõem almofadas, e parte em reboco realçado pelas nervuras e almofadas de cantaria. Capela-mor com 3 janelas separadas por pilastras num plano elevado, retábulo de talha branca e dourada e cobertura em abóbada de berço formando caixotões. Sacristia com tecto em abóbada cilíndrica. Claustro de 1 piso com ala coberta por abóbada circular de volta inteira com nervura central apoiada em 36 colunas jónicas que suportam cornija; esta é sobrepujada por platibanda decorada por almofadas rectangulares e "rendilhado" formado por volutas e cartelas intercaladas por pináculos, no alinhamento das colunas.

Acessos

Largo de Aviz

Protecção

MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 (Igreja) / IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 25 034, DG, 1.ª série, n.º 33 de 11 fevereiro 1935 (sala do capítulo, refeitório, cozinha, torre e capela) / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 137 de 16 junho 1949

Grau

1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.

Enquadramento

Urbano, isolado. Implantado no cimo de uma escarpa sobre o Rio Douro, na margem S., frente à cidade do Porto, em posição de destaque na serra do Pilar, também conhecida por serra dos Quebrantões, no local que os antigos chamavam de Monte de São Nicolau ou Monte da Meijoeira, e onde existia uma pequena ermida dedicada a São Nicolau.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: mosteiro masculino da Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho

Utilização Actual

Religiosa: Igreja com culto, claustros visitáveis às terças e quintas feiras / Militar: quartel

Propriedade

Pública: Estatal

Afectação

Ministério da Defesa Nacional

Época Construção

Séc. 16 / 17

Arquitecto / Construtor / Autor

CARPINTEIROS: Afonso Gonçalves (1573); Fernão Carvalho (1569); João Rebelo (1579); Pedro Anes (1567, 1572-1574, 1580). DESENHADOR: Manuel Taveira (1684). ENSAMBLADOR: António João Padilha (1682). ENTALHADORES: António Gomes (1692); Filipe da Silva (1691). IMAGINÁRIOS: Domingos Lopes (1684); Mestre Guilherme (1580). LADRILHADOR: Gaspar de Braga (1568); João Anes (1568), João Lopes (1573). MARCENEIRO: Pedro Anes (1567). MESTRE-DE-OBRAS: André Álvares (1580); Cristóvão Fernandes de Valadares (1580); Gonçalo Álvares; Gonçalo Anes de Madalena (1580). ORGANEIROS: Heitor Lobo (1559); Manuel Benito Gomes de Herrera (1719-1724). OURIVES: Manuel Pinto da Costa (1779). PEDREIROS: Diogo Dias (1568); Jerónimo Luís (1576-1577, 1580-1581); Manuel do Couto (1690). PINTOR: Francisco Correia (1573-1574). PINTORES - DOURADORES: Francisco Correia (1568). Lourenço Malhorquim (1567); Manuel de Ponte (1584).

Cronologia

Séc. 16 - encontrando-se o Mosteiro de Grijó em ruína e pretendendo-se a sua reforma e união com o de Santa Cruz de Coimbra, D. João III decide mudá-lo para a serra de São Nicolau de Vila Nova, defronte da cidade do Porto; 1537, 6 dezembro - Frei Brás de Braga escreve a D. João III e refere Diogo de Castilho e João de Ruão como mestres contratados para as obras; 1538, 23 maio - acordo entre os religiosos e Diogo Leite para envio de água de Angueiro e Trancoso ao mosteiro; 28 agosto - lançamento da 1ª pedra na presença do Bispo do Porto D. Baltasar Limpo; 1539, 17 julho - o Bispo do Porto autoriza que a ermida de são Nicolau transitasse para os religiosos na obrigação de estes fazerem uma outra; compra de terrenos e moradias para ampliação da cerca; 1540, 26 fevereiro - autorização papal oficializando a mudança; 1541, 19 setembro - o Pe. Geral de Santa Cruz de Coimbra aconselha os religiosos a estabelecerem-se definitivamente no novo local, num prazo de um ano, dado nenhum deles se encontrar aí; 1542, 4 setembro - eleito D. Manuel como 1º prior do mosteiro da Serra do Pilar; novembro - trabalhava-se em "alicerçar a igreja, claustro, coro, capítulo e refeitório"; 1563 - 1564 - separação definitiva do Mosteiro do de São Salvador de Grijó, dividindo-se as rendas e bens; 1567 - trabalhos de douramento e pinturas por Lourenço Malhorquim; dezembro - execução do retábulo do Crucifixo por Pedro Anes, que segundo Domingos de Pinho Brandão é o retábulo de Jesus; 1568 - pintura do retábulo de Jesus por Francisco Correia, por 28$000; maio - pagamento a Gaspar de Braga pelo ladrilhar do dormitório e corredor, pelo lavatório perto do refeitório e pelo retábulo de Nossa Senhora; dezembro - pagamento a Diogo Dias e João Anes pelo ladrilhar do dormitório; 1569 - execução do cadeiral e uma estante do coro por Fernão Carvalho por 50$000; pagamento a Pedro Anes pela mesma obra e a Gaspar de Braga pelo púlpito; 1572, Dezembro - Pedro Anes, conserta as grades da igreja; 1573 - pagamento a Gaspar de Braga pelo ladrilhar do corredor que está à porta da sacristia e à entrada do coro, e a João Lopes por ladrilhar a hospedaria de cima e outras dependências; pintura de um retábulo por Francisco Correia; agosto - execução de umas grades para a igreja por Afonso Gonçalves; 1573-1574 - feitura de um sepulcro para a Semana Santa e uma arca, por Pedro Anes e pintados por Francisco Correia; 1576 - 1577 - pagamento a Jerónimo Luís pela feitura da abóbada do claustro; 1578 - pagamento a João Lopes e Francisco Fernandes pelas obras no claustro; 1579, Outubro - pagamento a João Rebelo pela feitura de um armário para a sacristia da igreja, por 2$600; 1580 - pagamento a Jerónimo Luís pelo concerto do "cano" e o que ia para o claustro; Gonçalo Anes de Madalena, Cristóvão Fernandes de Valadares e André Álvares fazem a varanda para a portaria; Pêro Anes contrata a feitura do retábulo-mor; execução da imagem do Salvador pelo imaginário Guilherme; 1581 - pagamento a João Lopes pelo "guarnecimento" do dormitório "pela banda de fora" e a Jerónimo Luís pelo lajear do claustro e abertura de 8 sepulturas; 1582, julho-novembro - pintura do retábulo do Capítulo; 1583 - pagamento a João Lopes pelo seu trabalho no refeitório, cano, capela do claustro, portal para "o claustro da portaria" e "guarnições da claustrinha"; 1584, fevereiro - pintura e douramento do retábulo-mor por Manuel de Ponte; 1599 - o Capítulo Geral reunido em Coimbra decide atribuir o título e invocação de Santo Agostinho ao mosteiro do Pilar; 1629 - adjudicada a obra de um caminho para o mosteiro; 1669 - prior D. Jorge de Santo António põe mãos à (nova) igreja para a concluir; 1672 - missa inaugural da mesma; 1676, 31 julho - contrato com Domingos da Costa para a feitura do retábulo-mor, que não terá sido executado, com tribuna central para Nossa Senhora do Pilar, ladeada por nichos com as imagens de Santo Agostinho e São Teotónio; 1682, 13 maio - está concluído o cadeiral feito pelo ensamblador António João Padilha; 1684, 05 fevereiro - feitura do retábulo da Capela de Nossa Senhora do Amparo por Domingos Lopes, com uma peanha desenhada por Manuel Taveira; 1688 - ordem para a execução de um órgão pelo prior D. Bento; 1690, 23 agosto - Prior D. Jerónimo de S. Tomé decide construir a atual capela-mor e o coro, levando ao desmantelamento e translado do claustro para o atual local, recebendo o mestre pedreiro Manuel do Couto 550$000; 12 novembro - de parceria com João da Maia, decide-se iniciar a construção do coro, segundo traça de Domingos Lopes; 1691, 22 outubro - contrato para a feitura do retábulo-mor com Filipe da Silva, por 1:010$000; 1692 - colocação do parapeito e platibanda do claustro; 1692, 02 abril - feitura de painéis de talha da capela-mor, na forma dos feitos em Coimbra, pelo mestre António Gomes, por 210$000; 1695-1696 - feitura da imagem de Santo Agostinho para o retábulo-mor; 1699-1700 - feitura do retábulo de Cristo; 1770 - a sua cerca continha horta, pomares, vinha, pinhal, mato, devesa de castanheiros e carvalhos e terras de pão; 1779, 12 abril - contrato com o ourives Manuel Pinto da Costa, para a execução de uma banqueta, seis castiçais e cruz em prata, segundo risco entregue pela congregação; séc. 19 - em consequência das guerras liberais e das invasões francesas, o edifício passou a aquartelamento militar; 1832, 20 Julho - referência ao órgão no inventário; 1947, 11 abril - cedência a título precário do refeitório e sala anexa ao Regimento de Artilharia Pesada nº 2, para instalação de um pequeno museu; cedência da capela pelo Comando do RAP nº 2 à DGEMN; algumas dependências do mosteiro passam a servir de armazém de altares e talha diversa, painéis de azulejos e outras peças retiradas das igrejas pela DREMN; 1950 - enterramento no cemitério paroquial das ossadas encontradas no adro da igreja; 1957 - reabertura da igreja ao culto; 2004, janeiro - data do concurso de adjudicação para conservação da Igreja, claustro e espaços monásticos - conservação e restauro de peças existentes em depósito.

Características Particulares

Exemplar único de convento com igreja e claustro de planta circular. Segundo Marta Oliveira, a solução de um eixo da composição principal sustentado por uma sequência de espaços centrados, a igreja e o claustro, enquadrado por duas alas laterais, é inédita no país e constitui um modelo proveniente da arquitectura civil. A ala N. dos dormitórios apresenta uma organização semelhante à de outros conventos portugueses. O chafariz do claustro segue o modelo dos grandes chafarizes de João Lopes o Velho, tendo sido realizado por pedreiros dirigidos pelo filho do mestre.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes, estrutura mista.

Materiais

Paredes exteriores em alvenaria de pedra, cobertura em telha cerâmica, caixilharias e retábulos em madeira e perfis de ferro.

Bibliografia

ABREU, Susana Matos, Uma Civitas Dei em Quebrantões ou a cerca do Mosteiro da Serra do Pilar in Monumentos, nº 9, Lisboa, 1998; ALCÂNTARA, Fernanda, XAVIER, João Pedro, O Mosteiro de S. Salvador da Serra como imago mundi in Monumentos, nº 9, Lisboa, 1998; ALMEIDA, José António Ferreira de, dir., Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; BRANDÃO, Domingos de Pinho, Obra de talha dourada, ensamblagem e pintura na cidade e na Diocese do Porto - Documentação, vol. I (séculos XV a XVI), Porto, Diocese do Porto, 1984; FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime B. Ferreira, A ourivesaria portuense nos séculos XVII e XVIII, análise de alguns contratos, in Actas do I Congresso Internacional do Barroco, vol. I, Porto, 1991, pp. 335-354; FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime, O novo coro da Igreja do Mosteiro de Santo Agostinho da Serra e a deslocação do claustro (1690 - 1691) in Monumentos, nº 9, Lisboa, 1998; Convento da Serra do Pilar, História de Gaia, fasc. 23, 2º vol., 1985, pp. 45 - 48; CORREIA, José Eduardo Horta, A Arquitectura - maneirista e "estilo chão" in História da Arte em Portugal, vol. 7, Lisboa, 1986, pp. 92 - 135; GOMES, M. Malhoa, Conservação do Património Azulejar: Problema da remoção de azulejos in Monumentos, nº 9, Lisboa, 1998; GOY, Ana, A influencia dos modelos de João Lopes o Velho em terras Galegas nos albores do barroco in Cadernos Vianenses, nº 19, Viana do Castelo, 1995, pp. 137 - 154; KUBLER, George, A Arquitectura Portuguesa Chã, entre as especiarias e os diamantes, 1521 - 1706, Lisboa, 1988; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1956, Lisboa, 1957; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no Ano de 1961, 1º Vol., Lisboa, 1962; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no Ano de 1962, 1º Vol., Lisboa, 1963; OLIVEIRA, Marta M. Peters Arriscado de, O Mosteiro do Salvador: um projecto do século XVI in Monumentos, nº 9, Lisboa, 1998; PACHECO, Helder, Novos Guias de Portugal - O Grande Porto, 1986; RUÃO, Carlos, A Arquitectura Maneirista no Noroeste de Portugal. Italianismo e Flamenguismo, Coimbra, 1996; RUÃO, Carlos, A edificação da dupla-rotunda do mosteiro de Santo Agostinho in Monumentos, nº 9, Lisboa, 1998; SILVA, Paula Araújo da, Intervenções da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais no mosteiro da Serra do Pilar. Das ruínas do século XIX até hoje in Monumentos, nº 9, Lisboa, 1998; VALENÇA, Manuel, A Arte Organística em Portugal, vol. II, Braga, 1990.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN; Arquivo Distrital do Porto; ANTT

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1572, dezembro - conserto das grades da igreja por Pedro Anes; DGEMN: 1927 - Conclusão do chafariz do claustro em cantaria lavrada; 1933 / 1934 - trabalhos de reconstrução do mosteiro; 1939 - execução de uma abóbada em betão para a sacristia nova; 1941 - aprovação do estudo do arruamento de acesso ao mosteiro; obras de reparação dos estragos causados pelo ciclone de Feveiro; 1942 - prosseguimento das obras; conclusão do acesso; 1943 - obras de restauro na capela-mor; demolição completa do coro; 1945 / 1946 - pequenas obras de conservação; 1947 - obras de reparação diversas; 1950 - consolidação da cúpula; 1950 - substituição de cantarias fendidas e parcialmente destruídas; 1951 - estudo de consolidação da escarpa N. do mosteiro, parcialmente em desagregação; conclusão da consolidação da cúpula; 1953 - montagem da antiga fonte no adro; 1956 - desmonte das armações dos cadeirais da capela-mor; início do restauro dos altares e desmonte da talha do altar-mor para restauro; sondagens para estudo das aberturas primitivas de iluminação da capela-mor; 1957 - prosseguimento do restauro da capela-mor; elaboração de projecto do estudo da consolidação da escarpa; 1961 / 1962 - obras de consolidação da escarpa, protegendo as instalações do Quartel de Artilharia Pesada, pelos Serviços de Conservação; 1968 / 1969 / 1970 / 1972 - obras de beneficiação do claustro e salas anexas; elaboração de proposta para restauro e montagem do antigo cadeiral na capela-mor; 1976 / 1977 / 1978 / 1979 - diversos trabalhos de conservação, incluindo a reconstrução do cadeiral; telhado da cúpula da nave; conclusão de sanitários; 1980 / 1981 - tratamento de rebocos e limpeza de talhas arrecadadas e sua classificação; 1982 / 1983 - conservações diversas e pintura de rebocos da fachada; 1985 / 1986 / 1987 - trabalhos de beneficiação; 1992 - conservações diversas e pintura de rebocos da fachada; 1996 - conservação e beneficiação de vãos exteriores e das coberturas; 1997 - conservação do claustro e das coberturas planas; execução de "passereles" em grelhas de aço nos telhados; tratamento das gárgulas; limpeza das paredes interiores do claustro; revisão e restauro das janelas da sacristia; instalação eléctrica do claustro; inventariação e tratamento do património azulejar em depósito no imóvel, em colaboração com o Museu Nacional do Azulejo; limpeza e inventariação de elementos decorativos retirados de outros imóveis; 1998 - obras de conservação de espaços anexos à igreja e claustro; reparação de lajeados; 1999 - obras de conservação da igreja e espaços conventuais; 2001 - continuação das obras de conservação do pátio anexo À sacristia; 2002 - instalação do sistema electrostático contra pombos na sala anexa ao claustro; conservação da igreja, claustro e espaços monásticos, 4ª fase, instalações sanitárias; limpeza, consolidação e estabilização da estrutura e do granito da fonte existente no claustro; obras de conservação da rede de águas pluviais da cobertura do claustro; 2014, 10 junho - anúncio de procedimento n.º 3318/2014, DR n.º 116, 2ª série relativo a remodelações diversas nos edifícios rb02 e rb09 - Quartel da Serra do Pilar e Campo de Manobras, para instalação da UnAp/CmdPess e DSP, tendo por valor do preço base do procedimento 443089 euros.

Observações

*1 - O Decreto-lei de 1910 classificou apenas a igreja e o claustro do Mosteiro da Serra do Pilar, sendo as demais dependências conventuais (sala do Capítulo, refeitório, cozinha, torre e capela) classificadas pelo Decreto-Lei de 1935. *2 - No sítio de fundação do mosteiro, existia uma ermida antiga de invocação e orago de São Nicolau, e com uma imagem de Cristo crucificado de grande devoção na cidade, conhecida como o Senhor do Além. Esta ermida, um pequeno eremitério e uma fonte, de assistência aos peregrinos, foi integrada no circuito do mosteiro, acordando D. Baltasar Limpo e Frei Brás de Braga transferir e mandar fazer uma nova ermida no penedo acima do cais. *3 - As terras escolhidas para a constituição da cerca resultaram de 3 parcelas: dois casais, chamados de Cimiel (nos quais se implantaram os edifícios monásticos), e um pedaço de montado a NE. destes, parte adquirida da Quinta de Quebrantões. Este conjunto ficava definido a N. pelo rio Douro, a O. pelo Fervença (uma pequena linha de água hoje encanada), e pelos caminhos para Oliveira do Douro (actual R. de Camões) e a S. Cristóvão de Mafamude (R. 14 de Outubro e Alameda da Serra do Pilar), que se intersectavam no extremo S. dos terrenos. *4 - A documentação continua por omitir se a primeira igreja, erguida em 1537, seria também de planta circular. Se assim fosse, segundo Carlos Ruão, o nome preferencial para projectar tal obra seria João de Ruão. *5 - Segundo Susana Abreu, a orientação E. - O. da igreja (levemente rotada em função do curso do rio) permitiu a organização geográfica dos terrenos e edifícios circundantes. A introdução de um segundo eixo N. - S., perpendicular a este, marcou no terreno um verdadeiro "Axis Mundi" apropriadamente sobre o canto geométrico do principal conjunto de edifícios. *6 - O interior da igreja é dinamizado pela balaustrada de cantaria que se dispõe de uma forma ondulada. *7 - O arco triunfal é ladeado por imagens dos 4 Evangelistas dispostos nos nichos.

Autor e Data

Isabel Sereno / João Santos 1994 / Paula Noé 1998

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