Pelourinho de Idanha-a-Velha

IPA.00000565
Portugal, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, União das freguesias de Monsanto e Idanha-a-Velha
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de bloco prismático, com soco circular de três degraus, onde assenta base paralelepipédica e fuste octogonal, encimafo por peça cúbica com elementos heráldicos e rematando em pináculo cónico torso.
Número IPA Antigo: PT020505040001
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco circular de três degraus consolidados por gatos de ferro. Coluna de base quadrangular chanfrada nos ângulos decorados por rosetas, assente em plataforma paralelepipédica, com fuste octogonal de superfície plana e fuselado na parte superior apresentando argola em ferro, capitel de secção octogonal. Remate em forma prismática, de secção octogonal, tendo nas faces as armas nacionais, a esfera armilar, a Cruz de Cristo e outros emblemas, sendo encimado por peça cónica assente em pequena base quadrangular e coroada por meia esfera, que sustenta catavento vertical em ferro, terminando em cruz.

Acessos

Largo da Igreja. WGS84 (graus decimais) lat.: 39,996416, long.: -7,143632

Protecção

IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DR n.º 231 de 11 outubro 1933

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Urbano, destacado em superfície plana e pavimentada com calçada à portuguesa. Isolado na zona central do espaço rectangular formado no cruzamento das vias principais *1: Rua de Guimarães, Rua do Castelo e Rua da Sé. Proximidade de edifícios em alvenaria de xisto, antiga Igreja da Misericórdia quinhentista e antiga Casa da Câmara, apresentando moldura com a Cruz de Cristo e na rua lateral balcão moldurado com porta de lintel recto e umbrais curvos de aresta chanfrada.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Político-administrativa: pelourinho / Judicial: pelourinho (concelho da comenda da Ordem Militar de Jesus Cristo)

Utilização Actual

Marco histórico-cultural: pelourinho

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia Local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 01 a.C. a 04 a.C. - existência de cidade romana fortificada assente sobre povoado pré-existente; séc. 06, meados - Egitânia torna-se sede de bispado visigótico; 1165 - doação da povoação aos Templários por D. Afonso Henriques; 1199 - transferência da sede episcopal da Egitânia para a Guarda; 1208 - provável reconstrução das muralhas por D. Sancho I; 1229 - concessão de carta de foral por D. Sancho II; 1319 - doação da vila à Ordem de Cristo; 1497 - obras de adaptação na antiga catedral por ordem de D. Manuel, enquanto mestre da Ordem de Cristo; 1510 - concessão de carta de foral por D. Manuel; hipotética edificação do pelourinho; 1758, 27 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Joaquim Martins, é referido que a povoação, com 20 moradores, é da Ordem de Cristo, pertencendo à Comarca de Castelo Branco; as justiças são feitas pelo juiz de fora de Idanha-a-Nova; tem Câmara; 1836 - extinção do estatuto concelhio; 1879 - foi anexada a Idanha-a-Nova.

Características Particulares

Pelourinho bastante elaborado, com a base decorada e ostentando no bloco a Cruz de Cristo e vários escudos. Tem Fuste fuselado na parte superior e apresenta remate cónica torso.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito; grimpa em ferro.

Bibliografia

ALMEIDA, José António Ferreira de, dir., Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; AZEVEDO, Correia de, Inventário Artístico de Portugal, Beiras, Lisboa, 1992; CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos das Beiras, Lisboa, 1936; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portgueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; PROENÇA, Raul e DIONÍSIO, Sant'Ana, Guia de Portugal, Beira II - Beira Baixa e Beira Alta, Lisboa, 1984; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Castelo Branco, Viseu, 2000.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 18, n.º 6, fl. 45-60)

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

*1 - local do suposto cruzamento do "cardus" com o "decumanus".

Autor e Data

Margarida Conceição 1993

Actualização

 
 
 
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