Catedral de Viseu / Sé de Viseu / Igreja Paroquial de Santa Maria / Igreja de Nossa Senhora da Assunção

IPA.00005790
Portugal, Viseu, Viseu, União das freguesias de Viseu
 
Arquitetura religiosa, românica, gótica, maneirista e barroca. Conjunto episcopal composto pela catedral, ladeada por claustro no lado direito e o paço episcopal no oposto. A igreja é em cruz latina, composta por nártex, três naves sensivelmente a igual altura, transepto bastante desenvolvido e cabeceira escalonada composta por capela-mor profunda e dois absidíolos de planimetria poligonal, com coberturas interiores diferenciadas, as das naves em cruzaria de ogivas, assentes em pilares cruciformes, sendo em abóbada de berço na cabeceira, escassamente iluminada por óculos e frestas. Fachadas em cantaria de granito aparente, parcialmente rematadas por ameias decorativas, de feitura recente. Fachada principal do tipo fachada harmónica com o corpo central maneirista, com estrutura arquitetónica de dois registos e remate em tabela com aletas, dando acesso a amplo nártex, flanqueado pelas torres sineiras, rematadas por cúpulas e balaustradas, de feitura mais tardia. Interior com coro-alto a ocupar as três naves, assente em arcos abatidos e com guarda de talha balaustrada. Nos últimos pilares da nave, surgem os púlpitos confrontantes, quadrangulares, com acesso por escadas em caracol em volta do pilar, tendo guarda e guarda-voz entalhado. Arco triunfal de volta perfeita assente em pilastras toscanas, ladeado pelos absidíolos com retábulos de talha barroca joanina. A capela-mor possui o cadeiral dos cónegos e, sobre supedâneo, o retábulo-mor, de talha barroca joanina, com corpo de planta côncava e um eixo. Claustro de planta quadrada, de dois pisos, o primeiro de raiz maneirista, baseada na tratadística italiana, com colunas jónicas, sendo o segundo setecentista, com colunas dóricas unidas por balaustrada; as colunas do primeiro piso pousam num murete contínuo, formando um número par de tramos, com duas colunas nos ângulos, reforçando a estrutura, em detrimento da leitura contínua do espaço; tem cobertura em abóbada de cruzaria assente em mísulas no alinhamento das colunas, sendo de madeira no segundo piso. Para o espaço, abrem várias capelas de diferentes dimensões, contendo retábulos em cantaria. Sacristia maneirista, retangular, com um arcaz corrido, lavabo e oratórios, tendo cobertura em gamela, pintada com brutesco.
Número IPA Antigo: PT021823240002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Catedral  

Descrição

Conjunto formado pelo templo e claustro adossado no lado direito, o primeiro com planta em cruz latina, composta por três naves a igual altura, divididas em três tramos, com cabeceira composta por capela-mor e dois absidíolos escalonados, tendo, no lado direito, sacristia adossada, de volumes articulados e disposição horizontalista das massas, com coberturas diferenciadas em telhados de duas, três e quatro águas. Fachada principal virada a NO., com corpo central de três registos definidos por entablamento, os dois primeiros com dois panos definidos por duas ordens de pilastras toscanas de fustes almofadados. O primeiro registo é rasgado, ao centro, por amplo arco abatido, de acesso à galilé, protegida por grades metálicas, encimado por nicho em abóbada de concha, contendo a imagem de São Teotónio, enquadrado por pilastras toscanas e aletas, encimado por frontão triangular. Encontra-se ladeado por dois janelões retilíneos com molduras recortadas e encimado por óculo ovalado, de moldura saliente. Os panos laterais possuem duas ordens de nichos sobrepostos, com esculturas representando os Evangelistas. O terceiro registo, mais estreito, formando o remate, possui frontão triangular com motivos geométricos almofadados, encimado por cruz latina e pináculos de bola sobre plintos, assente em pilastras toscanas, ladeadas por aletas. Ao centro, nicho em abóbada de concha contendo a imagem de Nossa Senhora da Assunção, circunscrito por pilastras, rematadas por frontão semi-circular e ladeadas por aletas com pináculos piramidais com bola. O corpo está flanqueado por duas torres sineiras de planta quadrada, cegas, tendo superiormente uma e duas ventanas por face. São rematadas por cornijas, sobre a qual corre balaustrada, com pináculos nos ângulos, ostentando, na do lado direito, mostradores do relógio, possuindo cobertura em cúpula com lanternim. A galilé tem cobertura em falsa abóbada de arestas, com vários almofadados e florão central, com pavimento em lajeado e possuindo, lateralmente, bailéus. O portal é em arco abatido, assente em duplas pilastras toscanas, sobrepujado por frontão semicircular, contendo florão central. A fachada lateral esquerda encontra-se parcialmente adossada ao claustro do Museu, sendo visível parte do pano murário, rematado por merlões, e contrafortado. Fachada lateral direita está adossada ao claustro. A fachada posterior assenta sobre afloramentos graníticos, composta por cabeceira retangular ladeada por dois absidíolos poligonais de três panos contrafortados, a primeira com frestas retangulares, sendo em arcos apontados nas capelas laterais. INTERIOR com as paredes em cantaria de granito aparente, tendo, nas naves, coberturas em abóbadas ogivais, com terceletes encordoados, formando grossos nós, apoiando-se em pilares, formados por feixes de doze colunelos, assentes em bases circulares e com capitéis dourados; os arcos formeiros são torsos. O coro-alto estende-se pelas três naves, assente em arco abatido na nave central, com intradorso revestido a talha dourada com os seguintes marcados por escudos, estando sobre arcos de volta perfeita nas naves laterais; tem guarda de talha dourada, com balaústres torsos; o sub-coro tem abóbada de combados, pontuada por elementos vegetalistas dourados. Sob o coro-alto, no lado da Epístola, ocupando o espaço da primitiva escadaria helicoidal, a Capela do Senhor dos Passos, cujo pórtico é formado por vão de arco abatido, assente em pilastras e ladeado por duas colunas coríntias, encimadas por frontão angular, assente em friso decorado com festões. No lado oposto, porta primitiva, de arco de volta perfeita. Confrontantes, surgem duas portas em arcos abatidos e molduras salientes, a da Epístola de ligação ao claustro. Na nave, surgem, no lado do Evangelho, dois arcosólios, um deles contendo imagem, aparecendo, no lado oposto, ampla porta travessa de verga reta. Confrontantes, portas em arcos apontados, a da Epístola elevada, tendo, superiormente, vestígios de uma ampla janela, atualmente entaipada. Nos pilares do cruzeiro, dois púlpitos retangulares com bacias em cantaria, assentes em consolas, tendo guardas balaustradas de talha dourada, com acesso por escadas de pedra helicoidais, envolvendo os pilares, com arranques volutados e guardas metálicas. Estão encimados por guarda-vozes de talha dourada, com lambrequins rendilhados e sobrepujados por anjos músicos. Transepto com cobertura semelhante à das naves, tendo, no topo do braço do Evangelho, uma capela retabular dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. No lado da Epístola deste braço, porta de verga reta, encimada por pedra de armas, ladeado por retábulo de talha dourada, dedicado a Nossa Senhora do Rosário. No topo do transepto do lado da Epístola, arcosólio, possuindo, também, uma porta e retábulo de talha dedicado a Santa Rita de Cássia. No cruzeiro do transepto, sobre supedâneo de três degraus, a mesa de altar, em cantaria de granito, composto por pirâmide invertida, ladeado por ambão metálica, sustentado por pirâmide de cantaria. Os absidíolos têm acesso por arcos de volta perfeita, assentes em pilastras toscanas almofadadas, sendo dedicados a São João Baptista (Evangelho) e ao Santíssimo Sacramento (Epístola). Arco triunfal de volta perfeita, assente em pilastras toscanas almofadadas, possuindo um segundo arco, ornado por brutesco e rasgado por óculo circular. Capela-mor com as paredes rebocadas e pintadas de branco, com cobertura em falsa abóbada de berço, assente em frisos e cornijas de cantaria, decorada por brutesco com medalhão central, representando Nossa Senhora da Assunção. Às paredes laterais, adossa-se cadeiral de talha em branco e dourada. Retábulo-mor de talha dourada, com corpo de planta côncava e um eixo definido por quatro colunas salomónicas e por dois quarteirões interiores, assentes em consolas e plintos paralelepipédicos. Ao centro, tribuna de volta perfeita e de boca rendilhada, contendo trono expositivo de três degraus, profusamente decotados, com o fundo apainelados e ornado por enorme resplendor. A estrutura remata em fragmentos de frontão encimados por anjos de vulto, que seguram festões que percorrem toda a estrutura, composta por falso espaldar curvo, ornado por anjos e enrolamentos, encimada por baldaquino formado por cornija, espaldar de acantos e querubins e com lambrequins recortados. Altar paralelepipédico, encimado por sacrário embutido em estrutura de cantaria. Sacristia com as paredes revestidas a azulejo de padrão policromo, com cobertura em gamela, decorada por brutesco, tendo pavimento em lajeado. Possui arcaz de madeira com inúmeros gavetões e pequeno espaldar almofadado, encimado por espelhos e nicho ladeado por pilastras e rematado em frontão, contendo imaginária. Possui lavabo em cantaria de granito, composto por nicho pouco profundo, em arco abatido, onde se inscrevem três bicas que vertem para taça retilínea, de perfil curvo e bordo boleado. CORPO ANEXO com fachada principal de dois registos, o inferior em cantaria de granito aparente, sendo o superior rebocado e pintado de branco, o primeiro rasgado por dias portas de verga reta, surgindo, no segundo, cinco janelas de varandim metálico, que assenta na cornija que divide os registos, para onde abrem portas de verga reta, rematadas por frisos e frontões triangulares. No extremo direito, uma porta acede à Varanda dos Cónegos, marcada por sucessivas colunas toscanas, assentes em plintos e com guardas metálicas, tendo tetos de madeira. Fachada lateral direita marcada por possantes contrafortes, tendo, no piso superior, pequena sacada corrida com guarda metálica e portas semelhantes às da fachada principal. Fachada posterior marcada por corpo torreado com pequenas janelas e, no topo, janelas em arcos de volta perfeita. Possui vãos em arcos apontados, uma janela de sacada e, superiormente, pequena sacada corrida com três portas-janelas, duas delas rematando em cornijas. Desenvolve-se em torno de claustro quadrangular, de dois andares, tendo, em cada ala do piso inferior, quatro arcos de volta perfeita assentes em colunas jónicas, surgindo, no superior, quatro vãos retilíneos assentes em colunas toscanas, com guardas balaustradas; nas enjuntas, medalhões circulares. As alas rematam em entablamento; em cada ala, surgem duas aberturas de acesso à quadra, com pavimento em lajeado. Na ala inferior tem coberturas em abóbada de aresta, decoradas com bocetes, sendo a superior de madeira. A ala NE. tem porta em arco de volta perfeita e duas capelas dedicadas a Cristo Morto e à Virgem. A ala SE. tem capela de planta retangular, o atua batistérior, com acesso por arco de volta perfeita, protegido por teia de ferro; apresenta dois tramos, cobertos por abóbada de nervuras, com bocetes de decoração heráldica. A iluminação é efetuada através de uma fresta e, na parede fundeira, rasga-se porta retangular, sobrepujada por outra de perfil apontado. Possui dois arcosólios, um deles contendo túmulo e, sobre supedâneo de dois degraus, a mesa de altar. Na ala, surge, ainda, um arcosólio em arco de volta perfeita, contendo o túmulo de um bispo, sendo a arca decorada por motivos heráldicos. Um portal em arco apontado acede ao atual batistério, de planimetria quadrangular e com cobertura em abóbada de nervuras. No lado SE., uma porta acede ao transepto da Igreja, tendo fenestra no lado NE.. Em frente à porta, dois arcosólios, sobrepujados por 1 janelão no interstício da descarga das nervuras, que assentam em capitéis decorados com elementos figurativos e filomórficos. No centro, surge uma piscina quadrangular e a pia batismal, em forma de concha, executada em brecha da Arrábida. A ala SO. tem dois arcosólios incaracterísticos e capela dedicada às Almas, com pórtico em arco de volta perfeita, ladeado por colunas coríntias sobre alto supedâneo, encimadas por pináculos, rematando em tabela central, de forma trapezoidal, ladeada por volutas, contendo um emblema heráldico em cartela. Interior com teto em caixotes, de ponta de diamante, tendo, no fundo, vestígios de pintura mural, representando as Almas. A ala NO. tem duas portas de acesso ao exterior. O segundo piso tem acessos para o lado da Sé e para a Varanda dos Cónegos.

Acessos

Largo da Sé. WGS84 (graus decimais) lat.: 40,659871, long.: -7,910794

Protecção

MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 42 de 19 fevereiro 1963

Grau

1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.

Enquadramento

Urbano, constituindo um ponto de referência na malha urbana, implantado num vasto largo plano, onde se inscreve um adro elevado relativamente à via pública, a que se acede através de cinco degraus e em forma de U. No centro do adro, pontuado por floreiras, situa-se um cruzeiro, em cantaria de granito, composto por plataforma circular de seis degraus, onde assenta pequena base e plinto circular, decorado por armas episcopais. Sobre este, ergue-se a coluna de fuste liso e capitel compósito, encimado por esfera e cruz latina, de hastes flor-de-lisadas. O templo tem adossado, a NE., o edifício do antigo Seminário, depois Paços dos Bispos de Viseu, onde funciona, atualmente, o Museu Grão Vasco (v. IPA.00003800), surgindo, no lado oposto, o Passeio ou Varanda dos Cónegos, com acesso pelo claustro superior. Encontra-se fronteiro à Igreja da Misericórdia (v. IPA.00007267).

Descrição Complementar

O RETÁBULO NO TOPO DO TRANSEPTO, no lado do Evangelho, é de talha dourada, de planta reta e três eixos definidos por parastase de quatro pilastras e quatro colunas coríntias, estas com o terço inferior marcado e decorado por brutesco, assentes na estrutura de base, e possuindo orelhas recortadas exteriores. Ao centro, nicho de volta perfeita com duplas molduras decoradas por motivos geométricos, tendo fecho saliente e seguintes vegetalistas, com o intradorso em caixotões e contendo um trono de três degraus onde surge a imagem do orago. Os eixos laterais possuem dois apainelados de volta perfeita e moldura de entrelaçados, contendo mísulas decoradas por acantos, e encimados por dois painéis pintados, a representar uma "Visitação" (Evangelho) e a "Sagrada Família" (Epístola). A estrutura remata, nos eixos laterais, em frisos de acantos e querubins, que sustentam pinal de acantos e dois nichos laterais, de volta perfeita e encimados por meios-frontões interrompidos, ornados por folhagem. Ao centro, tabela retangular vertical, flanqueada por frisos e colunas coríntias, com o terço inferior ornado por brutesco, rematada em frontão semicircular, com rosetão central. Alltar paralelepipédico, ladeado por painéis galbados e ornados por folhagem e concheados, encimados por painéis pintados, o da Epístola a representar uma "Natividade". Os RETÁBULOS COLATERAIS do transepto são semelhantes, inseridos em nichos de volta perfeitas, envolvidos por talha dourada, composta por pilastras de acantos e arquivolta com o mesmo tipo de decoração; cada um deles é de talha dourada, com corpo de planta côncava e um eixo definido por duas pilastras e quatro colunas torsas, ornadas por pâmpanos, assentes em consolas, as pilastras encimadas por pequenos "putti" atlantes. Ao centro, painel de acantos, enquadrado por duas pilastras de capitéis coríntios e fustes ornados por acantos, assentes em plintos paralelepipédicos com o mesmo tipo de decoração; possui peanha decorada por folhagem, sustentando as imagens dos respetivos oragos, sobrepujadas por baldaquino em cúpula, com lambrequins e falsos drapeados a abrir em boca de cena, com decoração fitomórfica estofada. A estrutura remata em fragmentos de frontão e anjos de vulto encarnados. Altar paralelepipédico. Fronteira à estrutura do lado da Epístola, uma CAPELA TUMULAR em cantaria, com vão em asa de cesto enquadrado por pilastras, que sustentam friso dórico, encimado por cornija e tabela retangular com inscrição, rematando em frontão de lanços, interrompido por cruz, ladeada por aletas ostentando pedras de armas, encimadas por pináculos. A tabela tem a inscrição: "D. O. M. / ESTA CAPELA DO S(anto) SACRAM(ent)O / E SEPVLTVRA HE DO D(outo)OR / L(ouren)ÇO COELHO LEITAM DESEM / BARG(ad)OR E C(orreged)OR DO CRIME DA CA / SA DO PORTO E DE D(ona) ANNA CARDO / SA DE (...) SVA MOLHER COM / MISSA QVOTIDIANA POR SUAS AL / MAS E D(inhei)RO APPLICADO P(ara)A FABRI / CA E COM PROHIBIÇOM DE SE SEPVLTA / R A (...) DA PESSOA DE QVALQVER ES / TADO E CONDIÇAM QVE SEIA NE(m) / DE SEV SANGVE E A FIZERAM / A CVSTA DA SVA FAZENDA CON / FORME AO CONTRATO FEITO CO(m) / O S(e)N(h)OR BISPO E R(everen)DO CABIDO CON / FIRMADO POR S(va) SANTIDADE QVE / ESTA NA NOTTA DE FR(ancis)CO DA COS / TA HOMEM ANNO MDCXXIX". No topo do transepto, ÓRGÃO positivo de armário, com caixa de madeira e elementos decorativos dourados, ornado por acantos e concheados, rematando em cornija e troféu musical. As CAPELAS COLATERAIS são semelhantes, com as paredes revestidas a azulejos figurativos, a azul e branco, representando, na do Evangelho, o "Batismo de Cristo" e o orago e, no lado oposto, a "Pesca Milagrosa" e a "Entrega das Chaves a São Pedro". As zonas junto ao altar encontram-se revestidas a talha dourada, que envolve parcialmente a cobertura, decorada por apainelados vegetalistas e anjos tocheiros. Os retábulos são semelhantes, de talha dourada, cada um deles com corpo de planta côncava e um eixo definido por duas pilastras e quatro colunas torsas, ornadas por pâmpanos, estas assentes em consolas e as pilastras sobre duas ordens de plintos paralelepipédicos. Ao centro, painel de volta perfeita, contendo mísula com a imagem do orago, encimado por sanefa de lambrequins. A estrutura remata em fragmentos de frontão, encimados por anjos, que centram enorme cartela enrolada, ladeada por anjos músicos. Altar paralelepipédico, o do Evangelho encimado pelo sacrário. No claustro, a CAPELA DO CRISTO MORTO possui um retábulo em cantaria de calcário, de planta côncava e um eixo definido por quatro pilastras toscanas, decoradas por cartelas, que sustentam a cornija do remate. Ao centro, painel relevado, representando a "Lamentação de Cristo Morto" A estrutura remata em pequenas edículas relevadas, unidas por acantos. Altar paralelepipédico decorado por cruz latina. O PORTAL DO BATISTÉRIO é escavado, composto por quatro colunas de fuste cilíndrico, de cada lado, com arquivoltas de 12 ribetes de arco quebrado, decorado com bolas e flores estilizadas. A CAPELA DA ANUNCIAÇÃO possui retábulo com colunas torsas, tendo nas ilhargas a representação da "Anunciação". A estrutura remata em atlantes, envolvido por decoração de acantos, parras, aves e pequenos querubins, dando origem a quatro painéis com a representação da "Adoração", "Apresentação do Menino no Templo", "Circuncisão" e "Visitação". O RETÁBULO DO CRUCIFICADO está envolvido por estrutura arquitetónica em cantaria, composta por duas colunas jónicas, assentes em altos plintos paralelepipédicos, almofadados e crucíferos, que sustentam entablamento, pináculos laterais e espaldar trapezoidal contendo elemento heráldico. No interior, amplo nicho de volta perfeita, contendo altar paralelepipédico e a imagem do orago.

Utilização Inicial

Religiosa: catedral

Utilização Actual

Religiosa: catedral / Religiosa: igreja paroquial / Cultural e recreativa: museu

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Igreja Católica (Diocese de Viseu), Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa, artigo 6.º, 07 maio 1940

Época Construção

Séc. 13 / 14 / 16 / 17 / 18 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETOS: David Álvares (1635); Francisco de Cremona (1528-1534, 1539); João de Castilho (atr., 1513); João Moreno (1635); João Torreano (Frei) (séc. 17); Luís Cunha (1991-1992); Pedro Álvares (1646). CAIADOR: José de Almeida (1732, 1741); Sebastião Pais (1732). CARPINTEIROS: Agostinho João (1629, 1658-1660); António Madeira (1664-1665); Bento Viegas (1732); Custódio Vieira (1732); Domingos Francisco (1629); Domingos João (1732); Francisco Antunes (1686); Francisco Martins (1721-1722); Gaspar Fernandes (1629); João da Costa (1732); José da Cunha (1720); Manuel Marques (1629); Manuel Martins (1629, 1631-1632); Valentim de Almeida (1639-1640, 1646). ENSAMBLADOR: Julião da Graça (séc. 17); Manuel de Carvalho (1739-1741). ENTALHADORES: Alexandre Marques de Resende Malafaia (1738); António Castanho (1607); Bernardo de Araújo (1720); Domingos Fernandes (1681-1682); Francisco Lopes de Matos (atr., séc. 17, 1673-1684); Francisco Machado (1729-1733); Gaspar Ferreira (1721-1722, 1733-1734); Manuel Correia (1721-1722); Manuel da Costa (1720); Manuel Guedes (1720); Manuel Vieira da Silva (1727); Narciso de Sousa Melo (1808); Santos Pacheco (1729-1733). ESCULTOR: Claude Laprade (séc. 17, 1721-1723). FERREIROS: António Simões (1652); Luís Araújo (1720-1739). FORNECEDOR: José da Cunha (1720). FUNDIDORES: João Alonso (1635); João del Puente (1635); Manuel Ferreira Gomes (1721). IMAGINÁRIOS: João de Ruão (1557). LADRILHADOR: José de Góis (1720). LATOEIROS: Corisco (1684-1686); Simão de Almeida (1743). OLEIRO: Agostinho de Paiva (1720, 1721). ORGANEIROS: António Duarte Moura (1875-1876); Luís António dos Santos (1808); Manuel Bento Gomes de Herrera (1720-1722, 1721-1722, 1726); Salvador Rebelo (1582-1583). OURIVES: André de Andrade (1658-1660, 1662-1665); António Cardoso de Almeida Patarata (1768); António Pinheiro (1639-1657); João Antunes Metelo (1741); João de Oliveira (1731-1734); Manuel Cardoso (1743, 1745);Sebastião da Mota (1664-1666); Simão de Almeida (1736, 1745); Simão Teixeira (1741). PEDREIROS: Mestre Alçada (1684-1686, 1685-86); Andrés Garcia (1729-1733); António Álvares (1720); António Gomes (1732); António Gonçalves (1658-1660);António Ribeiro (1720-1741); Bartolomeu Álvares (1672); Brás Fernandes (1681-1682); Domingos de Lafões (séc. 13); Domingos Vital (1390); Francisco Lopes de Matos (1672); Gaspar Barreiros (1684-1686); Gaspar Fernandes (1684-1686); Gonçalo Esteves (1379); João Álvares (1656, 1662-1665); João de Estrada (1732); João de Lamego (1331); João Galego (séc. 13); João Gonçalves (séc. 13); João Gonçalves (1658-1660); João Mordés (1732); João Rodrigues (1720-1741); José Martins (1585-1586); Manuel Camina (1732); Manuel da Cunha Ferreira (1721); Manuel Fernandes (1635); Manuel Gonçalves (1720); Manuel Martins (1656); Manuel Ribeiro Álvares (1738-1739); Pascoal Rodrigues (1720-1741); Pedro de Almofás (1732); Pedro Ferreira (1732); Pero Martins (séc. 13). PINTORES: António José Pereira (1862, 1882); Galhas (1801); José de Almeida Furtado (séc. 19); José Lopes Grilo (séc. 19); Vasco Fernandes (1505-1506, 1528-1535). PINTOR de AZULEJO: Manuel da Silva (séc. 18, 1721). PINTORES - DOURADORES: Baltasar Pinto da Mota (1732, 1733); Gonçalo Coelho (1629); Gonçalo Egas (1720); Francisco Álvares (1720); José António (1741); José de Miranda Pereira (1720-1741, 1733, 1737, 1751); Manuel de Miranda Pereira (1732); Manuel Lopes de Carvalho (1720). RELOJOEIROS: Martim Gonçalves (séc. 16); João Pedro Ferreira (1783). SERRALHEIROS: Bento Lopes (1732, 1738); Bernardo José (1738); Domingos Gonçalves (1685-1686); Manuel Brás (1664); Manuel da Silva (1721-1722); Manuel de Almeida (1694); Pedro Martins de Mesquita (1720-1722); Pedro Monteiro (1720). TORNEIROS: António Marques (1631-1632); Marcos Lourenço (1581-1882). VIDRACEIROS: Bento Álvares (1631); José Barrilero (1735); Matias Lopes (1720-1722). NÃO DETERMINADO: António Pinto (1861).

Cronologia

Época medieval - construção da basílica paleocristã, no local da atual catedral *1; séc. 09, final - edificação da Catedral; séc. 10, final - tomada de Viseu pelos muçulmanos; 1058 - conquista definitiva da cidade por Fernando Magno, rei de Leão e retoma do Culto Cristão, depois de purificada a Sé; 1080 - D. Henrique e D. Teresa fazem doações de edifícios para ampliação da Sé; séc. 13, finais - o bispo D. Egas decide construir uma nova Catedral mais ampla e mais digna, no mesmo local da antiga, doando o rei D. Dinis uns muros e a porta entre a Torre e a Sé, mandando derrubar umas casas aí existentes, menos a residência do alcaide, sendo mestre das obras Pero Martins, acompanhado pelo filho João Galego, João Gonçalves e Domingos de "Alafões"; 1292 - referência ao coro primitivo; séc. 14 - feitura da imagem de Nossa Senhora para o altar-mor; 1304 - feitura dos estatutos da Sé, no tempo do bispo D. Egas; 1331 - início das obras no primitivo claustro, por João de Lamego; 1379 - dirige as obras da Catedral o mestre Gonçalves Esteves; 1390 - supervisão das obras a cargo de Domingos Vital; séc. 15 - edificação da capela funerária de D. João Vicente, no espaço claustral; 1441 - referência à existência de quatro torres; 1500 - intenção do bispo D. Fernando Gonçalves de Miranda adquirir o retábulo-mor na Flandres; 1500-1506 - pintura das tábuas do retábulo-mor pela oficina de Vasco Fernandes; séc. 16 - construção da escadaria de três lanços de acesso ao coro-alto, com entrada pela sacristia ou pelo braço do transepto (lado do Evangelho), obra do Bispo D. Gonçalo Pinheiro; 1513 - construção da abóbada, atribuída a João de Castilho e de nova fachada em substituição da antiga e do primeiro registo do claustro; 1516, 23 julho - consagração e bênção do templo, por D. Diogo Ortiz; 1528 - 1535 - encomenda dos retábulos para as capelas colaterais, dedicadas a São Pedro e São João, para os topos do transepto e do políptico da capela-mor a Vasco Fernandes, esta para integrar o retábulo manuelino; construção do claustro, por ordem do bispo D. Miguel da Silva, conforme risco de Francisco de Cremona; 1529, 28 fevereiro - carta do Bispo de Viseu sobre o subsídio dos comendadores da Ordem de Cristo, para a fábrica da Sé; 1534 - execução do cadeiral do coro-alto por ordem do bispo D. Miguel da Silva; este bispo solicita ao rei a dádiva da torre velha, antiga prisão, existente junto ao claustro; 1535-1540 - execução dos retábulos colaterais da Sé; 1539 - Francisco Cremona desenha o claustro e respetivas capelas; 1550 - Pedro Gomes de Abreu foi sepultado na Capela de São Domingos, na Sé, instituída pelo seu filho, Diogo Soares de Melo e Abreu; 1557 - construção da Capela da Vera Cruz ou Capela Tércia, no espaço claustral, por ordem do bispo D. Gonçalo Pinheiro; instituição da Capela dos Santos Brancos, no mesmo claustro, sendo o retábulo desenhado por João de Ruão; 1561 - feitura dos estatutos da Sé de Viseu; 1567 - conclusão da construção da capela da Vera Cruz pelo sobrinho do instituidor, Miguel de Cabedo, e do respetivo retábulo; 15 novembro - falecimento do bispo D. Gonçalo Pinheiro sepultado à entrada da capela-mor; 1573 - 1574 - execução da sacristia, a mando de D. Jorge de Ataíde; 1582 - 1583 - Salvador Rebelo empreende reparações no órgão; 1595 - instituição da Capela do Senhor da Agonia, no claustro, por ordem do cónego Jorge Henriques; séc. 17 - demolição da cabeceira gótica da capela-mor, da autoria do Mestre Pero Martins, e feitura de uma nova, bem como a reforma da sacristia de D. Jorge de Ataíde, por Frei João Turriano; construção do segundo piso do claustro; feitura do retábulo, atualmente dedicado ao Sagrado Coração de Jesus; obras do ensamblador alemão Julião da Graça; feitura do primitivo retábulo-mor, atribuível a Francisco Lopes de Matos; 1607 - feitura do retábulo de São Pedro por António Castanho; 1614-1615 - o bispo D. João Manuel oferece à Sé uma custódia, lâmpada de prata, órgãos, reposteiros e quatro pinturas para a sacristia; 1626 - doação de cálices pelo cónego Estêvão Gonçalves Neto; 1629 - Lourenço Coelho Leitão, desembargador da Relação do Porto, encomenda a Gonçalo Coelho a pintura do seu mausoléu; forro das abóbadas, abertura de frestas da capela-mor, alpendre sobre o claustro, tudo obra do carpinteiro Domingos Francisco; 01 maio - Lourenço Coelho Leitão encomenda, ainda, a Gonçalo Coelho a pintura do retábulo da Capela do Santíssimo, respetivas imagens, teto, grades de ferro e sepultura do encomendador por 460$000 (BRANDÃO, vol. I, pp. 237-241); 1631, 01 fevereiro - quitação do vidraceiro Bento Álvares pela feitura das vidraças do templo; 1631 - 1632 - feitura das grades da capela de São Sebastião por António Marques, por $120; 1635, 10 fevereiro - 1 forte temporal provoca a queda da torre dos sinos e da fachada manuelina; execução de nova fachada (a atual) pela traça do arquiteto de Salamanca, João Moreno, retificada por David Álvares e executada pelo mestre Manuel Fernandes; execução dos novos sinos pelos fundidores biscainhos João Alonso e João del Puente; 1639 - 1640 - forro da porta do Sol pelo carpinteiro Valentim de Almeida; 1646 - construção dos zimbórios das torres pelo mesmo; Pedro Álvares faz apontamentos para a obra da fachada; 1652, 07 janeiro - contrato com António Simões para a execução das guardas das varandas da Casa do Cabido; 1656 - feitura da Capela de Santo António do claustro por João Álvares e Manuel Martins, por 68$000; 1664 - obra de serralharia por Manuel Brás, por dois cruzados; 1664 - 1665 - forro da casa do sacristão por António Madeira, por 6$000; 1664 - 1666 - obras do ourives da prata, Sebastião da Mota; 1673 - 1684 - feitura de um novo retábulo principal, com o apeamento do quinhentista; a obra é atribuída a Francisco Lopes de Matos; 1681 - 1682 - obra da casa sobre a sacristia por Brás Fernandes; feitura de uma estante para o coro por Domingos Fernandes; 1685 - 1686 - feitura de uma porta pelo serralheiro Domingos Gonçalves; 1686, 27 setembro - obra das estantes por Francisco Antunes; séc. 17, final - execução das imagens de São João Evangelista e São Pedro dos retábulos colaterais, bem como a de Nossa Senhora do Rosário, atribuídas a Claude Laprade; 1685 - 1686 - entaipada uma fresta do claustro, junto aos órgãos, pelo pedreiro Alçada, por $315; 1694 - obra de serralharia de Manuel de Almeida; séc. 18 - execução dos painéis de azulejo para o claustro, pelo pintor Manuel da Silva, e para a sacristia, estes a mando do bispo D. João Melo; execução dos retábulos de talha dourada; remodelação do cadeiral do coro-alto; execução de uma lâmpada de prata para o altar do Senhor, por António Cardoso de Almeida; 1720 - obras de pintura de Manuel da Silva, que colaborou na pintura de azulejos da oficina de Coimbra, com o oleiro Agostinho de Paiva, a 14$000 o milheiro, e o ladrilhador José de Góis, que recebeu 3 moedas de ouro, seguindo-se vários pagamentos, inclusive para o revestimento azulejar das capelas de São João e São Pedro; obra dos entalhadores Bernardo de Araújo, Manuel da Costa e Manuel Guedes; obra de douramento do coro-alto por Francisco Álvares, Gonçalo Egas e Manuel Lopes de Carvalho; obra de carpintaria de José da Cunha; ferragens do coro e ante-coro por Pedro Monteiro; setembro - António Álvares, pedreiro de Braga, encontrava-se à frente das obras da Sé, dirigindo 51 pedreiros, 42 dos quais eram minhotos; obras do pedreiro Manuel Gonçalves; feitura de tijolo por José da Cunha; 1720 - 1722 - obra nas vidraças e grades da Sé, por Matias Lopes, por 9$600; 1720-1741 - abertura de janelas e frestas, construção das Casas do Cartório e do Cabido, aumento do pé direito, construção de novas abóbadas e ampliação das entradas (com o consequente desaparecimento dos arcos góticos) nas capelas colaterais, obra de João Rodrigues apeando-se os primitivos retábulos, abertura da porta defronte da que vai para o claustro e que dá acesso para a casa junto à torre dos sinos, para que, nessa casa, se colocasse a pia batismal; pavimentação do corpo da Igreja, construção do batistério, construção do claustro superior, segundo risco do pedreiro António Ribeiro, por este e pelo pedreiro Pascoal Rodrigues; abertura dos janelões retangulares na fachada principal, modificação das bases das colunas; feitura das grades para janelas e ameias pelo ferreiro Luís Araújo, por 74$980; obra do dourador José de Miranda Pereira; 1721 - obras executadas pelo Cabido nas dependências do cartório e casa capitular, pelo pedreiro Manuel da Cunha Ferreira; execução dos azulejos do piso inferior do claustro por Agostinho de Paiva, mestre coimbrão, pintadas por Manuel da Silva; Manuel da Silva pinta as "chinoiseries" do cadeiral da Sé de Viseu; 23 novembro - contrato com Manuel Correia para a feitura dos retábulos de São João e São Pedro, conforme plantas provenientes de Porto e Coimbra; 29 dezembro - contrato para a execução dos sinos de Nossa Senhora e São Teotónio, por Manuel Ferreira Gomes, por 287$000; 1721 - 1722 - feitura do órgão por D. Manuel Bento Gomes Herrera; execução da bacia do órgão por Manuel Correia, conforme desenho de Gaspar Ferreira, por 40 moedas de ouro e pelo carpinteiro Francisco Martins; douragem do órgão por Manuel da Silva, por 300$000, que contemplava igualmente a pintura do cadeiral; 1721 - 1723 - execução das imagens de São Pedro e São Paulo por Claude Laprade; 1727 - feitura dos retábulos de Santa Ana e Nossa Senhora do Rosário por Manuel Vieira da Silva; 1729 - 1733 - execução do retábulo principal, segundo risco de Santos Pacheco e execução do entalhador minhoto Francisco Machado, por 1:300$000 (BRANDÃO, vol. II, p. 217); a obra inicial, desenhada por Gaspar Ferreira, de Coimbra e executada por Luís Pereira da Costa e Miguel Francisco da Silva, foi considerada como não correspondendo à encomenda inicial; execução do supedâneo do mesmo pelo pedreiro espanhol Andrés Garcia; transferência do retábulo maneirista para a capela do transepto, dedicada ao Espírito Santo; 1731 - 1734 - feitura de três lâmpadas e outros objetos de prata, como castiçais, cruzes, turíbulos, uma estante, pelo ourives João de Oliveira; 1732 - obra no mostrador do relógio pelos pedreiros António Gomes, Manuel Camina, João de Estrada, João Mordés, Pedro de Almofás, Pedro Ferreira, por 20$400, pelos carpinteiros minhotos Bento Viegas, Custódio Vieira, Domingos João e João da Costa, por 25$000, e pelo serralheiro Bento Lopes; douramento dos retábulos de Nossa Senhora do Rosário e Santa Ana, por Manuel de Miranda Pereira e Baltazar Pinto da Mota; 1733, 28 dezembro - contrato para a douragem do retábulo principal com o dourador José de Miranda Pereira, morador em Farinha Podre, em Penacova, bem como dos altares de Nossa Senhora do Rosário e Santa Ana; os frontais são dourados por Manuel de Miranda Pereira e Baltasar Pinto da Mota; 1733 - 1734 - desenho do cadeiral da Sé por Gaspar Ferreira; 1735 - remoção do retábulo-mor maneirista e feitura de uma nova estrutura; 1735 - 1736 - feitura de quatro espelhos para a sacristia, por Caetano Barrilaro, por 24 moedas de ouro; 1736 - execução de um relicário de prata para o sacrário por Simão de Almeida, por 16$790; 1737 - José de Miranda Pereira doura e encarna a imagem de São Teotónio; 1738 - feitura de bolas de ferro para as grades pelo serralheiro Bernardo José, por 11$520; maio - ajuste das grades do piso superior do claustro, por Bento Lopes; 17 dezembro - contrato com Alexandre Marques de Resende Malafaia para o retábulo do Senhor dos Passos, do claustro, por 105$600; 1738 - 1739 - construção da Varanda ou Passeio dos Cónegos, por Manuel Ribeiro Alves; feitura dos balaústres do segundo piso do claustro pelo mesmo, por 51$870; 1739 - 1741 - feitura de mobiliário pelo ensamblador Manuel de Carvalho; 1741 - douramento e estofo da imagem de São Teotónio do nicho da Casa do Cabido por José António, por 6$800; execução da cruz processional e as coroas de prata de Nossa Senhora e Menino, por João Antunes Metelo e Simão Teixeira; 1743, 17 agosto - contrato para a feitura de seis castiçais de prata para a Irmandade do Senhor, pelos latoeiro Simão de Almeida e o ourives de prata Manuel Cardoso; estes recebiam vários elementos de prata, velhos, o valor de 59 marcos e meio, devendo a obra ser igual aos castiçais encomendados em Lisboa pelo Cabido; 1745, 09 maio - contrato com Simão de Almeida e Manuel Cardoso para a execução de uma lâmpada de prata para o altar do Senhor, semelhante às dos retábulos colaterais, de São Pedro e São João, dando-se-lhes uma bacia, um gomil e uma lâmpada velha; 1751, agosto - douramento do retábulo do Senhor dos Passos, por José de Miranda Pereira; 1768 - feitura de 12 castiçais de prata pelo ourives António Cardoso de Almeida Patarata, por 1:008$650; 1783, fevereiro - feitura de um relógio por João Pedro Ferreira; séc. 19 - construção da Casa da Guarda, no adro da Sé; várias pinturas e bandeira por José de Almeida Furtado, o Gata; execução do altar do Coração de Jesus no claustro, por José Lopes Grilo; 1801 - pintura de um Martírio de São Sebastião, assinado pelo pintor Galhas; 1808 - execução do órgão positivo por Luís António dos Santos, o seu n.º 8; execução da caixa por Narciso de Sousa Melo; 1862 - pintura da Ceia de Cristo por António José Pereira; 1950 - a queda de um raio destrói parte da cúpula de uma das torres; 1989 - decisão de reformulação do Museu de Arte Sacra, com inventariação das peças e arranjo do espaço, com tratamento da cobertura, reparação das madeiras, caixilharias e tijoleira dos pavimentos, execução de vitrinas e instalação de sistema de iluminação e de segurança; 1996, 30 outubro - encerramento do Museu de Arte Sacra para intervenção; 1999, 23 julho - aprovação condicional por despacho superior do Ministério da Cultura o anteprojeto de repavimentação e mobiliário urbano - PROCOM zona Histórica de Viseu, onde se insere o adro da Sé; 2000, 23 julho - reabertura do Museu de Arte Sacra.

Dados Técnicos

Sistema estrutural misto.

Materiais

Estrutura em alvenaria e cantaria de granito, parcialmente rebocada e pintada; modinaturas, pilastras, colunas, abóbadas, bocetes, mísulas, pavimentos, pia batismal, bacias dos púlpitos em cantaria de granito; retábulos em pedra de Ançã; coberturas, vigamentos, bancos, portas de madeira; retábulos de talha dourada; órgão e cadeiral de madeira entalhada; grades e guardas em ferro; lajes em betão armado; silhares e revestimentos de azulejo tradicional; coberturas em telha cerâmica.

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Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; DGLAB/TT, Memórias Paroquiais, 1758), vol. 43, m. 515, Corpo Cronológico, Parte I, maço 42, doc. 56; DGLAB/ADViseu (Arquivo Distrital de Viseu: Documentos avulsos, Livro de Notas de Viseu, Livro dos Acórdãos, 1549-1571, Obras do Cabido, 1629; ACSV (Arquivo do Cabido da Sé de Viseu): Livro para nelle se assentarem os assentos e determinaçoins do Reverendo Cabbido para que fosse mais verdadeiro, 1708-1778

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: séc. 16 - arranjo do relógio por Martim Gonçalves; 1581 / 1582 - conserto da torre pelo torneiro Marcos Lourenço, a $100 por dias; 1582 / 1583 - restauro dos órgãos por Salvador Rebelo (BRANDÃO, vol. I, p. 106); 1726 - conserto do órgão por Manuel Bento Gomes de Herrera; 1585 / 1586 - obra nos telhados pelo pedreiro José Martins; 1629 - reforma dos telhados por Gaspar Fernandes, Manuel Marques, Manuel Martins e Agostinho João; 1631 / 1632 - conserto das grades da Capela de São Sebastião por Manuel Martins; 1639 / 1640 / 1641 / 1642 / 1643 / 1644 / 1645 / 1646 / 1647 / 1648 / 1649 / 1650 / 1651 / 1652 / 1653 / 1654 / 1655 / 1656 / 1657 - consertos pelo ourives António Pinheiro; 1658 / 1659 / 1660 - colocação de betume no claustro por João Álvares e António Gonçalves, por 5$320; conserto das dependências do sacristão pelo mesmo, por $280; o mesmo fez uma pia de água benta, junto à Capela do Senhor, e abriu a torre dos sinos; consertos em peças de ourivesaria por André de Andrade; conserto da sacristia e coro pelo carpinteiro Agostinho João; 1662 / 1663 / 1664 / 1665 - conserto de peças de ourivesaria por André de Andrade; João Álvares arranjou as dependências do sacristão; 1672 - obra na grimpa do zimbório pelos pedreiros Bartolomeu Álvares e Francisco Lopes de Matos; 1684 / 1685 / 1686 - substituição das coberturas pelo pedreiro Alçada; obras nos canos e telhados por Gaspar Barreiros e Gaspar Fernandes; conserto de alfaias pelo latoeiro Corisco; 1720 / 1722 - sucessivos restauros do órgão por D. Benito Gomes; consertos de serralharia por Pedro Martins de Mesquita; 1732 - retelhamento do edifício por José de Almeida e Sebastião Pais; 1741 - obras de caiação na Capela de São Sebastião por José de Almeida; 1861 - conserto dos foles do órgão por António Pinto; 1875 / 1876 - colocação de ladrilho do claustro, restauro da Casa do Tesouro Velho e Novo, da Sacristia, dos Coros de Baixo e de Cima, da Sala Capitular, do Arquivo do Cabido, do Órgão, da abóbada, das ameias e do telhado; a obra do órgão foi de Padre António Duarte Moura; 1882 - restauro dos quadros de São João Baptista, São Sebastião e Nossa Senhora da Misericórdia por António José Pereira; 1918 - desobstrução do portal de ligação entre o claustro e a nave e demolição do altar que se encontrava nesta zona; 1921 - conclusão da remoção dos azulejos existentes no interior da Sé para o claustro; 1934 - destruição da Casa da Guarda, no adro da Sé; DGEMN: 1936 - reconstrução da armação e cobertura do telhado, porta da sacristia, substituição de cantarias; projeto de ajardinamento do adro da Sé; 1937 - reparação da escada para o coro-alto e construção de gigantes exteriores que permitam escorar as abóbadas; demolição da escada que comunicava entre a sacristia e o coro; demolição do telhado que existia sobre a sacristia, que é coberta por um terraço inclinado de betão; desobstrução de muros para deixar à vista aberturas e ornamentos primitivos; recuperação da rosácea que dá para o claustro do museu, impermeabilização das coberturas; 1938 - reconstrução do anexo do Cabido; refechamento das juntas das lajes; demolição da escada que comunicava entre a igreja e o coro; conclusão das obras na cobertura da sacristia; 1940 - obras no passeio dos cónegos; reconstrução de coberturas e tetos; 1942 - demolição de coberturas; consolidação da abóbada incluindo substituição de aduelas em mau estado; demolição da Capela de Santo António, rasgando na área por ela ocupada a porta que do Adro dá acesso ao Claustro e a respetiva escadaria; transferência do Tesouro da Sé para o Museu de Arte Sacra; 1943 / 1944 / 1945 / 1946 / 1947 / 1948 - demolição e reconstrução das coberturas e telhados, reconstrução da cobertura dos absidíolos; escavação e construção de muros de suporte; restauro das cantarias dos altares; assentamento de azulejos; alteração da cota do pavimento do novo batistério; 1950 - reconstrução do coruchéu da torre e da porta que acede do templo ao claustro inferior; 1953 - restauros gerais que põem a descoberto elementos decorativos românicos e góticos, bem como a porta primitiva da Capela de D. João Vicente, um arcosólio, colunas e arranques das nervuras das abóbadas do antigo claustro; desmontagem do órgão por João Sampaio Filhos; transformação das janelas do transepto em óculos; restauro da porta ogival do claustro; restauro dos arcosólios e remoção dos respetivos túmulos, a colocar em novos arcosólios; arranjo do coro-alto, respetiva abóbada e conservação dos cadeirais; conservação das cantarias no interior da igreja e feitura de uma rosácea para o lado esquerdo do transepto; alargamento dos arcosólios da Capela Tércia; arranjo das balaustradas da torre; reparação das pinturas da abóbada da capela-mor; consolidação do pavimento cerâmico da sacristia; arranjo da talha dos retábulos; reconstrução da porta do batistério em comunicação com o claustro; fornecimento e construção de mobiliário; 1955 - levantamento do pavimento do coro e colocação de tijoleira; abertura de uma fresta na nave lateral esquerda; reparação geral do telhado; arranjo e limpeza das abóbadas das Capelas de São João e São Pedro; consolidação do altar das Almas; escoramento do retábulo-mor; escavação para a cripta; consolidação dos arcos entre as capelas laterais e a capela-mor; rebaixamento do piso da nave junto a esta última; iluminação da nave; reparação das coberturas das capelas; remoção do órgão para o edifício do Seminário; 1956 - instalação elétrica; consolidação das abóbadas da nave e do batistério; restauro do teto da sacristia; colocação de vitral figurativo nos vãos; restauro do órgão positivo, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian; 1957 - restauro das janelas da Capela Tércia e colocação de novas cantarias nos vãos; arranjo do altar-mor, piso da capela-mor, do cadeiral e do púlpito; entaipado o vão lateral da Capela Tércia; 1958 - restauro e douramento do altar de Santo António e conservação da Capela Tércia, ambos no claustro; adaptação do altar de São Pedro a Capela do Santíssimo; levantamento e transferência da pia batismal para esta última; consolidação dos azulejos do claustro; feitura de novo altar-mor em cantaria, transferido para a zona do cruzeiro; consolidação estrutural da torre onde se encontra o Museu de Arte Sacra; CMViseu: 1960 - arranjo do adro da Sé, com pavimentação e iluminação; DGEMN: 1961 - restauro das ameias; obras de conservação no batistério, na Capela Tércia e na sacristia; 1962 - arranjo das cantaria, reboco e novo pavimento no claustro; construção de instalações sanitárias e redes de abastecimento de água e drenagem das residuais; reparação das escadas de madeira das sineiras; 1965 - obras de conservação na capela-mor; 1966 - arranjo das abóbadas; transferência do altar do Santíssimo para a Capela de São Pedro; batistério recolocado no seu local primitivo; vedação do acesso às coberturas da nave e refechamento de juntas; reparação e pintura de caixilharias; 1963 - restauro dos azulejos e pavimento do claustro; 1967 - nivelamento da capela batismal, colocação de cantaria nova no vão de acesso; reconstrução da base do silhar de azulejo geométrico; cobertura do claustro; 1968 - conservação de tetos, telhados e pavimentos; arranjo da Capela do Senhor dos Passos; 1974 / 1975 - intervenção nas coberturas do claustro; beneficiação da instalação elétrica; 1975 - substituição das coberturas e reparação dos rebocos do claustro; limpeza da cisterna; 1976 / 1977 / 1978 - conservação das paredes, azulejos do claustro, pintura das grades das capelas e arranjo da abóbada da Capela Tércia; intervenção nas coberturas da capela-mor e absidíolos; 1980 - apeamento, restauro e recolocação dos azulejos do segundo piso do claustro; aplicação de mastique para vedação nas juntas da abóbada da nave; 1983 - remoção de rebocos em abóbadas e paredes do claustro; limpeza das gárgulas e substituição dos tubos de escoamento das águas; 1986 - impermeabilização da abóbada da nave com tela acrílica; CMViseu: 1988 - repavimentação da área envolvente da torre SE.; DGEMN: 1989 - substituição do revestimento das coberturas do claustro, por telha de canudo, colocada sobre sub-telha; 1991 / 1992 - alteração e construção do novo altar, segundo projeto do arquiteto Luís Cunha; 1996 - substituição geral de telhas, por telha de canudo grampeada sobre sub-telha e remodelação da instalação elétrica; restauro dos azulejos do claustro inferior; 1997 - reconstrução das coberturas na zona do claustro e escadas de acesso ao coro-alto, remoção dos painéis de azulejos no piso inferior do claustro para restauro, picagem de rebocos e substituição de janelas; 1997 / 1998 - remodelação do Museu de Arte Sacra, com tratamento do espaço e adaptação ao projeto museográfico, desentaipando-se um vão no corredor lateral, a SE., colocação de pavimento de tijoleira, substituição de reboco e instalação elétrica e de segurança das vitrinas; 1998 - reparação de pavimentos, paredes e tetos, das coberturas da sacristia; renovação das instalações sanitárias; conservação de caixilharia; reparação de paredes e tetos na zona do claustro e vãos exteriores; 1998 / 1999 - restauro, consolidação e conservação do revestimento azulejar do piso inferior do claustro; 1999 / 2000 - obras gerais de conservação: tetos de madeira do segundo piso do claustro, varanda dos cónegos, limpeza de cantarias, reparação de pavimentos, restauro de vitrais; reparação das escadas das sineiras; rebocos e caiações interiores; 2000 - limpeza e tratamento de cantarias no claustro e frontispício; 2003 - levantamento do pavimento da nave para alteração do sistema de abastecimento de energia elétrica; ligação à rede pública de abastecimento de água e drenagem de águas residuais na zona N..

Observações

*1 - a existência da primitiva basílica paleocristã foi confirmada pelas escavações de 1988. Tinha uma abside central e dois absidíolos, separados por pedras almofadadas de granito, estando o edifício caiado. Interior pintado com frescos, sendo as cores dominantes os ocres. No local, vestígios de dois edifícios primitivos romanos. Anexa, existia uma necrópole, escavada no ano de 1991.

Autor e Data

João Carvalho 1996 / Paula Figueiredo 2000

Actualização

Maria Fernandes 2002
 
 
 
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