Catedral de Viseu / Sé de Viseu
| PT021823240002 |
| Portugal, Viseu, Viseu, Santa Maria |
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| Arquitectura religiosa, românica, gótica, maneirista, barroca. Catedral de planta em cruz latina, com nártex e 3 naves sensivelmente a igual altura, coro-alto, transepto desenvolvido e cabeceira escalonada com capela-mor rectangular e 2 absidíolos de planimetria poligonal. Sacristia e claustro adossados. Cobertura em abóbada de ogiva. Fachada harmónica com o corpo central maneirista, com estrutura arquitectónica em 3 registos e torres sineiras, rematadas por cúpula e balaustrada. Platibandas salientes coroadas de merlões pontiagudos. Capelas retabulares nos topos do transepto e ladeando o arco triunfal. Retábulos de talha dourada maneirista ( topo do transepto, no lado do Evangelho ) e barroca, seguindo as várias tipologias características do séc. 18. Retábulo principal joanino, com as imagens do orago, Nossa Senhora em pedra de Ançã, do período trecentista, e a de São Teotónio, barroca. Cadeiral maneirista no coro-alto com remates barrocos. Púlpitos junto aos pilares do arco cruzeiro. Azulejos setecentistas de decoração azul e branca, a decorar o claustro. Este encontra-se adossado ao lado SO., com planta quadrada, evoluindo em 2 pisos, o 1º de raiz maneirista, baseada na tratadística italiana, com colunas jónicas, sendo o 2º setecentista, com colunas dóricas unidas por balaustrada. Colunas do primeiro piso pousam num murete contínuo, formando um número par de tramos, com duas colunas nos ângulos, reforçando a estrutura, em detrimento da leitura contínua do espaço. Abóbada de cruzaria assenta em mísulas no alinhamento das colunas. Este esquema tem paralelo em obras do Renascimento e Maneirismo italianos, nomeadamente o Hospital Maior, em Milão e o Claustro de Santa Maria della Pace, em Roma. |
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| Registo visualizado 641 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Categoria
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| Monumento |
Descrição
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| Planta longitudinal, composta, em cruz latina, com 3 naves a igual altura, divididas em 3 tramos, com cabeceira composta por capela-mor e 2 absidíolos escalonados. Sacristia e claustro com 2 pisos adossado ao lado S.. Volumes articulados e disposição horizontalista das massas, com coberturas diferenciadas de telhado a 2, 3 e 4 águas e de terraço no corpo principal. Fachada principal orientada a NO., com corpo central de 3 registos sobrepostos, divididos por arquitrave e cornija. No 1º, grande vão, em arco abatido acede ao nártex, sendo ladeado por 2 pares de pilastras enquadrando nicho com as imagens de 2 Evangelistas. No 2º, surge pequena edícula, contendo a imagem de São Teotónio, circunscrito por 2 pilastras, rematadas por pequeno frontão triangular. Esta é ladeada por 2 janelões rectilíneos e sobrepujada por óculo oval. Lateralmente, 2 pares de pilastras enquadram nichos com 2 Evangelistas, repetindo o módulo do registo inferior. No 3º, nicho com a imagem de Nossa Senhora da Assunção, circunscrito por pilastras, rematadas por frontão semi-circular e ladeadas por aletas com pináculo. O módulo repete-se na envolvente, com pilastras, aletas, pináculo, mas com remate em frontão triangular, sobrepujado por cruz no vértice e por remates boleados. Esta estrutura é flanqueada por 2 torres sineiras de planta quadrada, cegas, tendo superiormente 2 vãos de perfil semi-circular, contendo sinos. Remate em cornija, sobre o qual corre balaustrada, com pináculos boleados nos ângulos. As torres têm remate em cúpula, com lanternim. O nártex é coberto por abóbada de aresta abatida, tendo lateralmente bailéus. Alçado NE. acha-se adossado, sendo visível no claustro do Museu Grão Vasco parte do seu pano murário, rematado por merlões, e contrafortado. Alçado SE. assente sobre afloramentos graníticos, composta por cabeceira rectangular ladeada por 2 absidíolos poligonais de 3 panos contrafortados. Fenestrações rectangulares na abside e de arcos apontados nas capelas laterais. Existência de gárgulas e remate em cornija, merlões e pináculos. INTERIOR tem as naves com cobertura em abóbada ogival, com terceletes encordoados, formando grossos nós, apoiando-se em pilares, formados por feixes de 12 colunelos, assentes em bases circulares. Os arcos formeiros são torsos. Coro-alto eleva-se sobre 1 abóbada de arco abatido com nervuras de combados, tendo balaustrada de madeira. Sob o coro-alto, no lado da Epístola, ocupando o espaço da primitiva escadaria helicoidal, eleva-se capela, dedicada ao Senhor dos Passos, cujo pórtico é formado por vão de arco abatido, assente em pilastras e ladeado por duas colunas coríntias, encimadas por frontão angular, assente em friso decorado com festões. No lado oposto, porta primitiva, de arco de volta perfeita. É coberta por abóbada semi-esférica. Na nave, surgem, no lado do Evangelho, 2 arcossólios e porta com arco apontado. Fenestração de arco apontado ilumina o espaço, surgindo, ainda, 1 rosácea cega. Nesta zona, rasgam-se 3 portas, de acesso à sacristia e ao coro-alto. No lado da Epístola, 2 portas laterais de acesso ao claustro e porta de arco apontado, janela com o mesmo tipo de perfil, óculo e vestígios de uma fenestração, actualmente entaipada. Nos pilares do cruzeiro, 2 púlpitos rectangulares com guardas em balaustrada de madeira e baldaquinos piramidais em talha dourada, encimados por anjos músicos. O acesso é feito por escadas de pedra helicoidais, cuja base se encontra decorada com volutas. Transepto com 1 retábulo em cada topo e junto ao arco triunfal. No topo do Evangelho, o retábulo é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. Esta zona do transepto é iluminada por janelas, sobre porta rectilínea. No lado da epístola, zona iluminada por óculo e janelão de arco quebrado, 1 deles acedendo ao actual baptistério, 2 arcossólios, porta de acesso a divisórias incaracterísticas e porta comunicante com o claustro, em arco abatido sobrepujado por frontão. Iluminação por 1 fenestração de arco apontado e óculo. Capela-mor rectangular, com cobertura em abóbada de berço policromada, decorada com grotesco, tendo medalhão central com a representação de Nossa Senhora da Assunção. O espaço é iluminado por fenestrações rectangulares laterais. Retábulo e cadeiral de talha dourada. Absidíolos de planimetria poligonal, com cobertura em abóbada de ogiva, contendo retábulos de talha dourada. Espaços adaptados a nova utilização, ladeiam a cabeceira, tendo acesso através do transepto. Sacristia com cobertura em abóbada de canhão, decorada com grotescos e revestida de azulejos. A ladear a igreja, encontra-se adossado ao lado SO. o espaço claustral, com 2 pisos. Na fachada exterior, é possível observar, no 1º piso, 2 portas rectangulares, encimadas superiormente por 5 janelões rectangulares de sacada, encimados por frontões triangulares e cornija. Adossado a S., o claustro, de forma quadrangular, desenvolve-se em dois andares, tendo, em cada ala, arcaria de 4 arcos de volta perfeita, assentes em colunas jónicas, com colarinho, no piso inferior, e dóricas no superior, com balaustradas graníticas. Nas enjuntas, medalhões circulares. Em cada quadra, 2 aberturas de acesso ao pátio central. Coberturas em abóbada de aresta, decoradas com bocetes. A NE., porta de arco de volta perfeito, 2 capelas e portal de 4 colunas de fuste cilíndrico, de cada lado, com arquivoltas de 12 ribetes de arco quebrado, decorado com bolas e flores estilizadas. As duas capelas são dedicadas, respectivamente, à Lamentação de Cristo Morto, com retábulo de cantaria, e à Virgem. Nesta, surge retábulo divididos por colunas pseudo-salomónicas, tendo nas ilhargas a apresentação da Anunciação. No ático, surgem atlantes que definem 4 painéis, representando a Adoração, Apresentação de Cristo no Templo, Circuncisão e Visitação. A decoração é feita à base de acantos, parras, aves e pequenos querubins. A SE., capela de arco a pleno centro, arcossólio, portal de arco apontado e arcossólio a pleno centro, contendo 1 túmulo de 1 bispo, apresentando a arca, é decorada com motivos heráldicos. O portal de arco apontado acede ao actual baptistério, de planimetria quadrangular e com cobertura em abóbada de nervuras. No lado SE. porta acede ao transepto da Igreja, tendo fenestra no lado NE.. Em frente à porta, 2 arcossólios, sobrepujados por 1 janelão no interstício da descarga das nervuras. Capitéis figurativos e filomórficos. No centro, piscina quadrangular e a pia baptismal, em forma de concha, executada em brecha da Arrábida. A capela desta ala é de forma rectangular, com acesso por arco a pleno centro, protegido por teia de ferro. Apresenta 2 tramos, cobertos por abóbada de nervuras, com bocetes de decoração heráldica. A iluminação é efectuada através de 1 fresta. Na parede fundeira, porta rectangular, sobrepujada por outra de perfil apontado. 2 arcossólios, 1 deles contendo túmulo. Altar sobre supedâneo, a que se acede por 2 degraus. Ala NE. tem 2 arcossólios incaracterísticos e capela dedicada às Almas, com pórtico em volta perfeito, ladeado por colunas coríntias sobre alto supedâneo, encimadas por pináculos. Tabela central, de forma trapezoidal, ladeada por volutas, contendo 1 emblema heráldico em cartela. Interior com tecto em caixotes, de ponta de diamante. No fundo, vestígios de pintura mural, representando as Almas. O altar é marcado por 1 enorme Cristo de madeira. Lado NO. com 2 portas de acesso ao exterior. O 2º piso, é constituído por 4 colunas dóricas, sobrepujadas por entablamento e separadas por balaustrada. Acessos para o lado da Sé e para a Varanda dos Cónegos. Existência de presépio em terracota, do séc. 18. |
Acessos
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| Largo da Sé. WGS84 (graus decimais) lat.: 40,659871, long.: -7,910794 |
Protecção
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| MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 42 de 19 fevereiro 1963 |
Grau
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| 1 |
Enquadramento
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| Urbano, é um ponto de referência da malha urbana, implantado num vasto largo plano, formando 1 adro em forma de U, a que se acede através de 5 degraus. Adossado ao edifício do antigo Seminário, depois Paços dos Bispos de Viseu (v. PT021823240005). tendo de um lado o edifício do actual Museu Grão Vasco e do outro o Passeio ou Varanda dos Cónegos, com acesso pelo claustro superior. Encontra-se fronteiro à Igreja da Misericórdia (v. PT021823240042). |
Descrição Complementar
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| Retábulo principal com camarim profundo, de perfil circular, contendo trono com a imagem do orago, em pedra de Ançã, e a de São Teotónio, de madeira. O camarim é composto por apainelados de madeira entalhada, decorados com elementos fitomórficos. É rodeado por 2 pilastras, com atlantes e 2 colunas salomónicas, suportadas por altos plintos. O ático assenta em arquitrave com friso de folhas e é composto por frontão interrompido, com 2 anjos e coroado por sanefa. Grande profusão de elementos fitomórficos. O retábulo no topo do transepto, no Evangelho, é estruturado em 2 andares, com 3 fiadas verticais. No andar inferior, camarim central, com caixotões, comportando 1 trono com a imagem do orago. Lateralmente, 2 nichos de volta perfeita, ladeados por 2 pares de pilastras e encimados por pequenas pinturas. São sobrepujados por arquitrave e cornija saliente, assentes sobre 2 colunas coríntias, decoradas, no terço inferior, com querubins e acantos. No lado do Evangelho, a imagem de Nossa Senhora de Lourdes e, no da Epístola, São José. No andar superior, quadro central, ladeado por colunas e sobrepujado por frontão semi-circular, tem mísula com a imagem de Cristo Redentor. Lateralmente, 2 nichos sobrepujados por aletas, tendo, no lado do Evangelho, Santa Ana a ensinar a Virgem a ler, e, no da Epístola, São Joaquim. O sotobanco é decorado com pinturas. Os retábulos laterais, situados no transepto, são idênticos, sendo dedicados a Nossa Senhora do Rosário e a Santa Rita de Cássia. Apresentam 1 nicho central, encimado por sanefa e drapeados, enquadrado por 2 colunas pseudo-salomónicas. As ilhargas são decoradas com acantos, putti e concheados. No átrio surgem anjos, elemento que surge no remate exterior, com espaldar central. Capela colateral do lado do Evangelho dedicada a São João Baptista, com retábulo de talha dourada, com nicho central, encimado por sanefa, ladeado por colunas pseudo-salomónicas, contendo a imagem do orago, em madeira estofada. As ilhargas são rasgadas, na zona das janelas. Lateralmente, surgem anjos- lampadários. O ático é marcado por anjos. A capela é coberta por azulejos azuis e brancos, historiados, representando o Baptismo de Cristo e o Bom Pastor. A capela colateral do lado do Evangelho, dedicada ao Santíssimo Sacramento, tem decoração e estrutura semelhante à anterior, surgindo a imagem de São Pedro, em madeira estofada. Os azulejos representam a Pesca Milagrosa e a Entrega das Chaves a São Pedro. Em frente à capela lateral da Epístola, ergue-se uma capela tumular, formando arco em asa de cesto, enquadrado por pilastras, que sustentam friso dórico, encimado por cornija. Tabela rectangular com a data de 1629, rematada por frontão triangular interrompido, com aletas laterais. No remate, 1 cruz. Sobre as pilastras, surgem brasões heráldicos. No topo do transepto, órgão de armário, decorado com acantos, concheados e troféus musicais no remate. |
Utilização Inicial
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| Religiosa: catedral |
Utilização Actual
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| Religiosa: catedral / Cultural: museu |
Propriedade
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| Pública: estatal |
Afectação
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| Afeto ao culto, Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa, 1940, artigo 6.º |
Época Construção
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| Séc. 12 / 13 / 14 / 15 / 16 / 17 / 18 / 19 / 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| ARQUITECTOS: João de Castilho (atr., 1513); Francisco de Cremona (1528-1534); Fr. João Torreano (séc. 17); David Álvares e João Moreno (1635); Pedro Álvares (1646); Luís Cunha (1991-92). AZULEJADOR: Agostinho de Paiva (1721). CAIADOR: José de Almeida, Sebastião Pais (1732; José de Almeida (1738). CARPINTEIRO: Domingos Franciso, Manuel Marques (1629); Gaspar Fernandes (1629-85); Valentim de Almeida (1639-40); Agostinho João (1659-50); António Madeira (1664-65); Gaspar Barreiros (1684-85); Francisco Antunes (1686); José da Cunha (1720); Francisco Martins (1721-22); Bento Viegas, Custódio Vieira, Domingos João, João da Costa (1732). ENSAMBLADOR: Julião da Graça (séc. 17); Manuel de Carvalho (1739-41); António Pinto (1861). ENTALHADORES: Francisco Lopes de Matos (atr., séc. 17); António Castanho (1607); Domingos Fernandes (1681-82); Bernardo de Araújo, Manuel da Costa, Manuel Guedes (1720); Manuel Correia (1721-22); Manuel Vieira da Silva (1727); Francisco Machado, Gaspar Ferreira e Santos Pacheco (1721-33); Alexandre Marques de Resende Malafaia (1738); Narciso de Sousa Melo (1808). ESCULTOR: Claude Laprade (1721-1723). FERREIRO: António Simões (1652); Luís Araújo (1720-39). FUNDIDOR: João Alonso, João del Puente (1635); Manuel Ferreira Gomes (1721). IMAGINÁRIOS: João de Ruão (1567); Claude Laprade (séc. 17, finais). LADRILHADOR: José de Góis (1720). LATOEIRO: Corisco (1683-84); Simão de Almeida (1736-45). OLEIRO: Agostinho de Paiva (1720). ORGANEIROS: Salvador Rebelo (1582-83); Manuel Bento Gomes de Herrera (1721-22); Luís António dos Santos (1808); Padre António Duarte Moura (1876). OURIVES: António Pinheiro (1639-57); André de Andrade (1658-65); Sebastião da Mota (1664-66); António Cardoso de Almeida (séc. 18); João de Oliveira (1731-34); João Antunes Metelo, Simão Teixeira (1741); Manuel Cardoso (1743-45); António Cardoso de Almeida Patarata (1768). PEDREIROS: Pero Martins, João Galego, João Gonçalves e Domingos de Alafões (séc. 13); João de Lamego (1331); Gonçalo Esteves e Domingos Vital (séc. 1379); Manuel Martins (1585-1632); Manuel Fernandes (1635-46); Bartolomeu Álvares e Francisco Lopes de Matos (1632); João Álvares, António Gonçalves (1658-65); Brás Fernandes (1681-82); Alçada (1685-86); António Álvares, Manuel Gonçalves (1720); António Ribeiro, João Rodrigues e Pascoal Rodrigues (1720-41); Manuel da Cunha Ferreira (1721); Andrés Garcia (1729-33); António Gomes, Manuel Camina, João de Estrada, João Mordés, Pedro de Almofás, Pedro Ferreira (1732); Manuel Ribeiro Álvares (1738-39). PINTORES: Vasco Fernandes (1505-1506, 1528-1535); Galhas (1801); José de Almeida Furtado, José Lopes Grilo (séc. 19); António José Pereira (1862-82). PINTOR de AZULEJO: Manuel da Silva (séc. 18). PINTORES - DOURADORES: Gonçalo Coelho (1629); Francisco Álvares, Gonçalo Egas, Manuel Lopes de Carvalho (1720); José de Miranda Pereira (1720-51); Baltasar Pinto da Mota, Manuel de Miranda Pereira (1732); José António (1741). RELOJOEIRO: Martim Gonçalves (séc. 16); João Pedro Ferreira (1783). SERRALHEIRO: Manuel Brás (1664); Domingos Gonçalves (1685-86); Manuel de Almeida (1694); Pedro Monteiro (1720); Pedro Martins de Mesquita (1720-41); Bento Lopes (1732-38); Bernardo José (1738). TORNEIRO: Marcos Lourenço (1581-82); Agostinho João (1629), António Marques (1631-32). VIDRACEIRO: Bento Álvares (1631), Matias Lopes (1720-22); José Barrilero (1735). |
Cronologia
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| Alta Idade Média - construção da basílica paleocristã, no local da actual catedral *1; séc. 9, finais - edificação da Catedral; séc. 10, finais - tomada de Viseu pelos muçulmanos; 1058 - conquista definitiva da cidade por Fernando Magno, rei de Leão e retoma do Culto Cristão, depois de purificada a Sé; 1080 - D. Henrique e D. Teresa fazem doações de edifícios para ampliação da Sé; séc. 13, finais - o bispo D. Egas decide construir uma nova Catedral mais ampla e mais digna, no mesmo local da antiga, doando o rei D. Dinis uns muros e porta entre a Torre e a Sé, mandando derrubar umas casas aí existentes, menos a residência do alcaide, sendo mestre das obras Pero Martins, acompanhado pelo filho João Galego, João Gonaçlves e Domingos de Alafões; 1292 - referência ao coro primitivo; 1304 - feitura dos estatutos da Sé, no tempo do bispo D. Egas; 1331 - início das obras no primitivo claustro, por João de Lamego; 1379 - dirige as obras da Catedral o mestre Gonçalves Esteves; 1390 - supervisão das obras a cargo de Domingos Vital; séc. 14 - feitura da imagem de Nossa Senhora, existente no altar-mor; 1441 - referência à existência de 4 torres na Catedral; séc. 15 - edificação da capela funerária de D. João Vicente, no espaço claustral; séc. 16 - construção da escadaria de 3 lanços de acesso ao coro-alto, com entrada pela sacristia ou pelo braço do transepto (lado do Evangelho), obra do Bispo D. Gonçalo Pinheiro; 1500 - intenção do bispo D. Fernando Gonçalves de Miranda adquirir um retábulo-mor na Flandres; 1500-1506 - pintura das tábuas do retábulo-mor pela oficina de Vasco Fernandes; 1513 - construção da abóbada, atribuída a João de Castilho e de nova fachada em substituição da antiga e do 1º registo do Claustro; 1516, 23 de Julho - consagração e benção do templo, por D. Diogo Ortiz; 1528 / 1535 - encomenda dos retábulos para as capelas colaterais, dedicadas a São Pedro e São João, para os topos do transepto e do políptico da capela-mor a Vasco Fernandes, esta para integrar o retábulo manuelino; construção do claustro, por ordem do bispo D. Miguel da Silva, conforme risco de Francisco de Cremona; 1529, 28 Fev. - Carta do Bispo de Viseu sobre o subsídio dos comendadores da Ordem de Cristo, para a fábrica da Sé; 1534 - execução do cadeiral do coro-alto por ordem do bispo D. Miguel da Silva; este bispo solicita ao rei a dádiva da torre velha, antiga prisão, existente junto ao claustro; 1535-1540 - feitura dos retábulos colaterais da Sé; 1539 - Francisco Cremona desenha o claustro e respectivas capelas; 1550 - Pedro Gomes de Abreu foi sepultado na Capela de São Domingos, na Sé, instituída pelo seu filho, Diogo Soares de Melo e Abreu; 1557 - construção da Capela da Vera Cruz ou Capela Tércia, no espaço claustral, por ordem do bispo D. Gonçalo Pinheiro; instituição da Capela dos Santos Brancos, no mesmo claustro, sendo o retábulo desenhado por João de Ruão; 1561 - feitura dos estatutos da Sé de Viseu; 1567 - conclusão da construção da capela pelo sobrinho do instituidor, Miguel de Cabedo; feitura do retábulo; 15 Novembro - falecimento do bispo D. Gonçalo Pinheiro sepultado à entrada da capela-mor; 1573-1574 - execução da sacristia, a mando de D. Jorge de Ataíde; 1582 - 1583 - Salvador Rebelo empreende reparações no órgão; 1595 - instituição da Capela do Senhor da Agonia, no claustro, por ordem do cónego Jorge Henriques; séc. 17 - demolição da cabeceira gótica da capela-mor, da autoria do Mestre Pero Martins, e feitura de uma nova, bem como a reforma da sacristia de D. Jorge de Ataíde, por Fr. João Turriano; construção do 2º piso do claustro; feitura do retábulo, actualmente dedicado ao Sagrado Coração de Jesus; obras do ensamblador alemão Julião da Graça; feitura do primitivo retábulo-mor, atribuível a Francisco Lopes de Matos; 1607 - feitura do retábulo de São Pedro por António Castanho; 1614-1615 - o bispo D. João Manuel ofereceu à Sé uma custódia, lâmpada de prata, órgãos, reposteiros e 4 pinturas para a sacristia; 1626 - doação de cálices pelo cónego Estêvão Gonçalves Neto; 1629 - Lourenço Coelho Leitão, desembargador da Relação do Porto, encomendou a Gonçalo Coelho a pintura do seu mausoléu; forro das abóbadas, abertura de frestas da capela-mor, alpendre sobre o claustro, tudo obra do carpinteiro Domingos Francisco; 1631, 1 Fevereiro - quitação do vidraceiro Bento Álvares das vidraças do templo; 1631 - 1632 - grades da capela de São Sebastião por António Marques, por $120; 1635, 10 Fevereiro - 1 forte temporal provoca a queda da torre dos sinos e da fachada manuelina; execução de nova fachada (a actual) pela traça do Arquitecto de Salamanca, João Moreno, rectificada por David Álvares e executada pelo mestre Manuel Fernandes; execução dos novos sinos pelos fundidores biscainhos João Alonso e João del Puente; 1639 - 1640 - forro da porta do Sol pelo carpinteiro Valentim de Almeida; 1646 - construção dos zimbórios das torres pelo mesmo; Pedro Álvares fez apontamentos para a obra da fachada; 1652, 7 Janeiro - contrato com António Simões para a execução das guardas das varandas da Casa do Cabido; 1656 - feitura da Capela de Santo António do claustro por João Álvares, Manuel Martins, por 68$000; 1664 - obra de serralharia por Manuel Brás, por 2 cruzados; 1664 - 1665 - forro da casa do sacristão por António Madeira, por 6$000; 1664 - 1666 - obras do ourives da prata, Sebastião da Mota; 1673-1684 - feitura de um novo retábulo principal, com o apeamento do quinhentista; a obra é atribuída a Francisco Lopes de Matos; 1681 - 1682 - obra da casa sobre a sacristia por Brás Fernandes; feitura de uma estante para o coro por Domingos Fernandes; 1685 - 1686 - feitura de uma porta pelo serralheiro Domingos Gonçalves; 1686, 27 Setembro - obra das estantes por Francisco Antunes; séc. 17, final - execução das imagens de São João Evangelista e São Pedro dos retábulos colaterais, bem como a de Nossa Senhora do Rosário, atribuídas a Claude Laprade; 1685-1686 - entaipada uma fresta do claustro, junto aos órgãos, pelo pedreiro Alçada, por $315; 1694 - obra de serralharia de Manuel de Almeida; séc. 18 - execução dos painéis de azulejo para o claustro, pelo pintor Manuel da Silva, e para a sacristia, estes a mando do bispo D. João Melo; execução dos retábulos de talha dourada; remodelação do cadeiral do coro-alto; execução de uma lâmpada de prata para o altar do Senhor, por António Cardoso de Almeida; 1720 - obras de pintura de Manuel da Silva, que colaborou na pintura de azulejos da oficina de Coimbra, com o oleiro Agostinho de Paiva, a 14$000 o milheiro, e o ladrilhador José de Góis, que recebeu 3 moedas de ouro, seguindo-se várias pagamentos, inclusive para o revestimento azulejar das capelas de São João e São Pedro; obra dos entalhadores Bernardo de Araújo, Manuel da Costa e Manuel Guedes; obra de douramento do coro-alto por Francisco Álvares, Gonçalo Egas e Manuel Lopes de Carvalho; obra de carpintaria de José da Cunha; ferragens do coro e ante-coro por Pedro Monteiro; Setembro - António Álvares, pedreiro de Braga, encontrava-se à frente das obras da Sé, dirigindo 51 pedreiros, 42 dos quais eram minhotos; obras do pedreiro Manuel Gonçalves; feitura de tijolo por José da Cunha; 1720 - 1722 - obra nas vidraças e grades da Sé, por Matias Lopes, por 9$600; 1720-1741 - abertura de janelas e frestas, construção da Casa do Cartório e Cabido, aumento do pé direito, construção de novas abóbadas e ampliação das entradas (com o consequente desaparecimento dos arcos góticos) nas capelas colaterais, obra de João Rodrigues apeando-se os primitivos retábulos, abertura da porta defronte da que vai para o claustro e que dá acesso para a casa junto à torre dos sinos, para que, nessa casa, se colocasse a pia baptismal; pavimentação do corpo da Igreja, construção do baptistério, construção do claustro superior, segundo risco de António Ribeiro, pelos pedreiros Pascoal Rodrigues e António Ribeiro, abertura dos janelões rectangulares na fachada principal, modificação das bases das colunas; feitura das grades para janelas e ameias pelo ferreiro Luís Araújo, por 74$980; obra do dourador José de Miranda Pereira; 1721 - obras executadas pelo Cabido nas dependências do cartório e casa capitular, pelo pedreiro Manuel da Cunha Ferreira; execução dos azulejos do piso inferior do claustro por Agostinho de Paiva, mestre coimbrão, pintadas por Manuel da Silva; Manuel da Silva pinta as chinoiseries do cadeiral da Sé de Viseu; 23 Novembro - contrato com Manuel Correia para a feitura dos retábulos de São João e São Pedro, conforme plantas provenientes de Porto e Coimbra; 29 Dezembro - contrato para a execução dos sinos de Nossa Senhora e São Teotónio, por Manuel Ferreira Gomes, por 287$000; 1721 - 1722 - feitura do órgão por D. Manuel Bento Gomes Herrera; execução da bacia do mesmo por Manuel Correia, conforme desenho de Gaspar Ferreira, por 40 moedas de ouro e pelo carpinteiro Francisco Martins; douragem do órgão por Manuel da Silva, por 300$000, que contemplava igualmente a pintura do cadeiral; 1721-1723 - execução das imagens de São Pedro e São Paulo por Claude Laprade; 1726 - conserto do órgão pelo mesmo organeiro; 1727 - feitura dos retábulos de Santa Ana e Nossa Senhora do Rosário por Manuel Vieira da Silva; 1729-1733 - execução do retábulo principal, segundo risco de Santos Pacheco e execução do entalhador minhoto Francisco Machado, com supervisão de Gaspar Ferreira, de Coimbra; execução do supedâneo do mesmo pelo pedreiro espanhol Andrés Garcia; transferência do retábulo maneirista para a capela do transepto, dedicada ao Espírito Santo; 1731 - 1734 - feitura de 3 lâmpadas e outros objectos de prata, como castiçais, cruzes, turíbulos, uma estante, por João de Oliveira; 1732 - obra no mostrador do relógio pelos pedreiros António Gomes, Manuel Camina, João de Estrada, João Mordés, Pedro de Almofás, Pedro Ferreira, por 20$400, pelos carpinteiros minhotos Bento Viegas, Custódio Vieira, Domingos João e João da Costa, por 25$000, e pelo serralheiro Bento Lopes; douramento dos retábulos de Nossa Senhora do Rosário e Santa Ana, por Manuel de Miranda Pereira e Baltazar Pinto da Mota; 1733, 28 de Dezembro - contrato para a douragem do retábulo principal com o dourador José de Miranda Pereira, morador em Farinha Podre, em Penacova, bem como dos altares de Nossa Senhora do rosário e Santa Ana; os frontais foram dourados por Manuel de Miranda Pereira e Baltasar Pinto da Mota; 1733 - 1734 - desenho do cadeiral da Sé por Gaspar Ferreira; 1735 - remoção do retábulo-mor maneirista e feitura de uma nova estrutura; 1735 - 1736 - feitura de 4 espelhos para a sacristia, por Caetano Barrilaro, por 24 moedas de ouro; 1736 - execução de um relicário de prata para o sacrário por Simão de Almeida, por 16$790; 1737 - José de Miranda Pereira dourou e encarnou a imagem de São Teotónio; 1738 - feitura de bolas de ferro para as grades pelo serralheiro Bernardo José, por 11$520; Maio - ajuste das grades do piso superior do claustro, por Bento Lopes; 17 Dezembro - contrato com Alexandre Marques de Resende Malafaia para o retábulo do Senhor dos Passos, do claustro, por 105$600; 1738 - 1739 - construção da Varanda ou Passeio dos Cónegos, por Manuel Ribeiro Alves; feitura dos balaústres do 2.º piso do claustro pelo mesmo, por 51$870; 1739 - 1741 - feitura de mobiliário pelo ensamblador Manuel de Carvalho; 1741 - douramento e estofo da imagem de São Teotónio do nicho da Casa do Cabido por José António, por 6$800; execução da cruz processional e as coroas de prata de Nossa Senhora e Menino, por João Antunes Metelo e Simão Teixeira; 1743, 17 Agosto - contrato para a feitura de seis castiçais de prata para a Irmandade do Senhor, pelos latoeiro Simão de Almeida e o ourives de prata Manuel Cardoso; estes recebiam vários elementos de prata, velhos, o valor de 59 marcos e meio, devendo a obra ser igual aos castiçais encomendados em Lisboa pelo Cabido; 1745, 9 Maio - contrato com Simão de Almeida e Manuel Cardoso para a execução de uma lâmpada de prata para o altar do Senhor, semelhante às dos retábulos colaterais, de São Pedro e São João, dando-se-lhes uma bacia, um gomil e uma lâmpada velha; 1751, Agosto - douramento do retábulo do Senhor dos Passos, por José de Miranda Pereira; 1768 - feitura de 12 castiçais de prata pelo ourives António Cardoso de Almeida Patarata, por 1:008$650; 1783, Fevereiro - feitura de um relógio por João Pedro Ferreira; séc. 19 - construção da Casa da Guarda, no adro da Sé; várias pinturas e bandeira por José de Almeida Furtado, o Gata; execução do altar do Coração de Jesus no claustro, por José Lopes Grilo; 1801 - pintura de um Martírio de São Sebastião, assinado pelo pintor Galhas; 1808 - execução do órgão positivo por Luís António dos Santos, o seu n.º 8; execução da caixa por Narciso de Sousa Melo; 1862 - pintura da Ceia de Cristo por António José Pereira; 1950 - a queda de um raio destruiu parte da cúpula de uma das torres; 1989 - decisão de reformulação do Museu de Arte Sacra, com inventariação das peças e arranjo do espaço, com tratamento da cobertura, reparação das madeiras, caixilharias e tijoleira dos pavimentos, execução de vitrinas e instalação de sistema de iluminação e de segurança; 1999, 23 de Julho - aprovado condicionalmente por despacho superior do Ministério da Cultura o anteprojecto de repavimentação e mobiliário urbano - PROCOM zona Histórica de Viseu, onde se insere o Adro da Sé; 2000, 23 Julho - reabertura do Museu de Arte Sacra, encerrado para reestruturação desde 30 Outubro 1996. |
Características Particulares
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| Fachada principal de feição maneirista, ladeada por torres de volumetria românica. Adossada ao edifício do antigo Paço Episcopal, surgindo, na zona da cabeceira, várias construções de diferentes épocas. Prolongamento de um dos alçados laterais pela Varanda dos Cónegos. Existência de nártex axial. Abóbada em cruzaria de ogivas, apresentando grossos nós nos liernes. Capitéis da nave são dourados. Tecto da capela-mor decorado com pintura de grotesco. Retábulo principal de talha joanina com camarim pouco profundo, obrigando o trono a projectar-se para o exterior do mesmo. Existência de capelas funerárias e de culto na zona do claustro, este de influência do Renascimento italiano. Colunas do andar inferior apresentam elementos da ordem compósita, mas não utilizam a fiada de acantos. Base das colunas não tem filete na transição entre o toro e a escócia. Mantém parte da sua decoração de talha dourada e de azulejo. |
Dados Técnicos
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| Paredes autoportantes; estrutura mista. |
Materiais
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| Granito, madeira, ferro, betão armado, talha dourada e azulejo. |
Bibliografia
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| ALMEIDA, M. Lopes de, Artes e Ofícios em documentos da Universidade, 1630-1650, Coimbra, 1972; ALVES, Alexandre, Elementos para um inventário artístico da cidade de Viseu, in Revista Beira Alta, Viseu, vol. XX, 1961; ALVES, Alexandre, O frontispício e as torres da Catedral de Viseu, Viseu, 1971; ALVES, Alexandre, A actividade de Gaspar Ferreira em terras do interior Beirão, in Mundo da Arte, n.º 6, Coimbra, Maio de 1982; ALVES, Alexandre, Artistas e artífices..., in Revista da Beira Alta, Viseu, 1983; ALVES, Alexandre, Artistas espanhóis na cidade de Viseu nos séculos XVI e XVII, in As relações artísticas entre Portugal e Espanha na época dos Descobrimentos, Coimbra, 1987; ALVES, Alexandre, Estêvão Gonçalves Neto, pintor, in Beira Alta, vol. L, fasc. 1 e 2, Viseu, Assembleis Distrital de Viseu, 1991, pp. 377-383; ALVES, Alexandre, A Sé Catedral de Santa Maria de Viseu, Viseu, 1995; ALVES, Alexandre, A Catedral de Viseu, in Monumentos, Lisboa, Setembro de 2000, pp. 8-11; AZEVEDO, Correia de, Arte Monumental Portuguesa, vol. IV, Porto, 1975; BEIRÃO, António da Motta, Sé de Viseu: uma legenda, um erro, uma abóbada, in Beira Alta, vol. 3, fasc. 4, Viseu, 1944, pp. 338-342; BRANDÃO, Domingos de Pinho, Obra de talha dourada, ensamblagem e pintura na cidade e na Diocese do Porto - Documentação, vol. I (séculos XV a XVI), Porto, Diocese do Porto, 1984; CEBALLOS, Alfonso Rodriguez, Juano Moreno y la Arquitectura Protobarroca en Salamanca, in Archivo Español de Arte, vol. XLIX, nº 195, Madrid, 1977; CORREIA, Alberto, Viseu, Lisboa, 1989; CORREIA, Alberto, O Mistério Figurado. Análise de uma "Anunciação" do Museu de Grão Vasco, Viseu, 1995; DACOS, Nicole; SERRÃO, Vítor, Do grotesco ao brutesco. 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Sua relação com os de Santa Cruz de Coimbra e de São João de Tarouca, Porto, 1925; MOREIRA, Francisco de Almeida, La catedral de Viseu: sus aspectos arquitectónicos, Porto, 1927; MOREIRA, Francisco de Almeida, A catedral de Viseu e a sua pintura religiosa, Lisboa, 1936; MOREIRA, Francisco de Almeida, Imagens de Viseu, Porto, 1937; MOREIRA, Rafael, Arquitectura, in XVII Exposição de Arte, Ciência e Cultura, Arte Antiga, vol. I, Lisboa, 1983; MOREIRA, Rafael, D. 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José António Ferreira de Almeida], Lisboa, 1980; VALE, Alexandre de Lucena e, A Catedral de Viseu, in Separata da Revista Beira Alta, Viseu, 1945; VALENÇA, Manuel ( Padre ), A Arte Organística em Portugal, vols. I e II, Braga, 1990; VAZ, João L. Inês, Espaço e tempo na Acrópole de Viseu, in Monumentos, n.º 13, Lisboa, Setembro de 2000, pp. 44-51. |
Documentação Gráfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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| IHRU: DGEMN/DSID; Arquivo Distrital de Viseu (ADV): Documentos avulsos; Livro de Notas de Viseu; Livro dos Acordãos, 1549-1571; Obras do Cabido, 1629; Arquivo do Cabido da Sé de Viseu ( ACSV ), Livro para nelle se assentarem os assentos e determinaçoins do Reverendo Cabbido para que fosse mais verdadeiro, 1708-1778; DGA/TT, Dicionário Geográfico de Portugal (Memórias Paroquiais de 1758), vol. 43, m. 515; Corpo Cronológico, Parte I, maço 42, doc. 56 |
Intervenção Realizada
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| PROPRIETÁRIO: séc. 16 - arranjo do relógio por Martim Gonaçalves; 1581 / 1582 - conserto da torre pelo torneiro Marcos Lourenço, a $100 por dias; 1585 / 1586 - obra nos telhados pelo pedreiro José Martins; 1629 - reforma dos telhados por Gaspar Fernandes, Manuel Marques, Manuel Martins e Agostinho João; 1631 / 1632 - conserto das grades da Capela de São Sebastião por Manuel Martins; 1639 / 1640 / 1641 / 1642 / 1643 / 1644 / 1645 / 1646 / 1647 / 1648 / 1649 / 1650 / 1651 / 1652 / 1653 / 1654 / 1655 / 1656 / 1657 - consertos pelo ourives António Pinheiro; 1658 / 1659 / 1660 - colocação de betume no claustro por João Álvares e António Gonçalves, por 5$320; conserto das dependências do sacristão pelo mesmo, por $280; o mesmo fez uma pia de água benta, junto à Capela do Senhor, e abriu a torre dos sinos; consertos em peças de ourivesaria por André de Andrade; conserto da sacristia e coro pelo carpinteiro Agostinho João; 1662 / 1663 / 1664 / 1665 - conserto de peças de ourivesaria por André de Andrade; João Álvares arranjou as dependências do sacristão; 1672 - obra na grimpa do zimbório pelos pedreiros Bartolomeu Álvares e Francisco Lopes de Matos; 1684 / 1685 / 1686 - substituição das coberturas pelo pedreiro Alçada; obras nos canos e telhados por Gaspar Barreiros e Gaspar Fernandes; conserto de alfaias pelo latoeiro Corisco; 1720 / 1722 - sucessivos restauros do órgão por D. Benito Gomes; consertos de serralharia por Pedro Martins de Mesquita; 1732 - retelhamento do edifício por José de Almeida e Sebastião Pais; 1741 - obras de caição na Capela de São Sebastião por José de Almeida; 1861 - conserto dos foles do órgão por António Pinto; 1875 / 1876 - colocação de ladrilho do claustro, restauro da Casa do Tesouro Velho e Novo, da Sacristia, dos Coros de Baixo e de Cima, da Sala Capitular, do Arquivo do Cabido, do Órgão, da abóbada, das ameias e do telhado; a obra do órgão foi de Padre António Duarte Moura; 1882 - restauro dos quadros de São João Baptista, São Sebastião e Nossa Senhora da Misericórdia por António José Pereira; 1918 - desobstrução do portal de ligação entre o claustro e a nave e demolição do altar que se encontrava nesta zona; 1921 - conclusão da remoção dos azulejos existentes no interior da Sé para o claustro; 1934 - destruição da Casa da Guarda, no adro da Sé; DGEMN: 1936 - reconstrução da armação e cobertura do telhado, porta da sacristia, substituição de cantarias; projecto de ajardinamento do adro da Sé; 1937 - reparação da escada para o coro-alto e construção de gigantes exteriores que permitem escorar as abóbadas; demolição da escada que comunicava a sacristia com o coro e do telhado que existia sobre a sacristia, que foi coberta por um terraço inclinado de betão; desobstrução de muros para deixar à vista aberturas e ornamentos primitivos; recuperação da rosácea que dá para o claustro do museu, impermeabilização das coberturas; 1938 - reconstrução do anexo do Cabido; refechamento das juntas das lajes; demolição da escada que comunicava entre a igreja e o coro; conclusão das obras na cobertura da sacristia; 1940 - obras no passeio dos cónegos; reconstrução de coberturas e tectos; 1942 - demolição de coberturas; consolidação da abóbada incluindo substituição de aduelas em mau estado; demolição da Capela de Santo António, rasgando na área por ela ocupada a porta que do Adro dá acesso ao Claustro e a respectiva escadaria; transferência do Tesouro da Sé para o Museu de Arte Sacra; 1943 / 1944 / 1945 / 1946 / 1947 / 1948 - demolição e reconstrução das coberturas e telhados, reconstrução da cobertura dos absidíolos; escavação e construção de muros de suporte; restauro das cantarias dos altares; assentamento de azulejos; alteração da cota do pavimento do novo baptistério; 1950 - reconstrução do coruchéu da torre e da porta que acede do templo ao claustro inferior; 1953 - restauros gerais que puseram a descoberto elementos decorativos românicos e góticos, bem como a porta primitiva da Capela de D. João Vicente, um arcossólio, colunas e arranques das nervuras das abóbadas do antigo claustro; desmontagem do órgão por João Sampaio Filhos; transformação das janelas do transpeto em óculos; restauro da porta ogival do claustro; restauro dos arcossólios e remoção dos respectivos túmulos, a colocar em novos arcossólios; arranjo do coro-alto, respectiva abóbada e conservação dos cadeirais; conservação das cantarias no interior da igreja e feitura de uma rosácea para o lado esquerdo do transepto; alargamento dos arcossólios da Capela Tércia; arranjo das balaustradas da torre; reparação das pinturas da abóbada da capela-mor; consolidação do pavimento cerâmico da sacristia; arranjo da talha dos retábulos; reconstrução da porta do baptistério em comunicação com o claustro; fornecimento e construção de mobiliário; 1955 - levantamento do pavimento do coro e colocação de tijoleira; abertura de 1 fresta na nave lateral esquerda; reparação geral do telhado; arranjo e limpeza das abóbadas das Capelas de São João e São Pedro; consolidação do altar das Almas; escoramento do retábulo principal; escavação para a cripta; consolidação dos arcos entre as capelas laterais e a capela-mor; rebaixamento do piso da nave junto a esta última; iluminação da nave; reparação das coberturas das capelas; remoção do órgão para o edifício do Seminário; 1956 - instalação eléctrica; consolidação das abóbadas da nave e do baptistério; restauro do tecto da sacristia; colocação de vitral figurativo nos vãos; restauro do órgão positivo, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian; 1957 - restauro das janelas da Capela Tércia e colocação de novas cantarias nos vãos; arranjo do altar-mor, piso da capela-mor, do cadeiral e do púlpito; entaipado o vão lateral da Capela Tércia; 1958 - restauro e douragem do altar de Santo António e conservação da Capela Tércia, ambas no claustro; adaptação do altar de São Pedro a Capela do Santíssimo; levantamento e transferência da pia baptismal para esta última; consolidação dos azulejos do claustro; feitura de novo altar-mor em cantaria, transferido para a zona do cruzeiro; consolidação estrutural da torre onde se encontra o Museu de Arte Sacra; CMV: 1960 - arranjo do adro da Sé, com pavimentação e iluminação; DGEMN: 1961 - restauro das ameias; obras de conservação no baptistério, na Capela Tércia e na sacristia; 1962 - arranjo das cantaria, reboco e novo pavimento no claustro; construção de instalações sanitárias e redes de abastecimento de água e drenagem das residuais; reparação das escadas de madeira das sineiras; 1965 - obras de conservação na capela-mor; 1966 - arranjo das abóbadas; transferência do altar do Santíssimo para a Capela de São Pedro; baptistério recolocado no seu local primitivo; vedação do acesso às coberturas da nave e refechamento de juntas; reparação e pintura de caixilharias; 1963 - restauro dos azulejos e pavimento do claustro; 1967 - nivelamento da capela baptismal, colocação de cantaria nova no vão de acesso; reconstrução da base do silhar de azulejo geométrico; cobertura do claustro; 1968 - conservação de tectos, telhados e pavimentos; arranjo da Capela do Senhor dos Passos; 1974 / 1975 - intervenção nas coberturas do claustro; beneficiação da instalação eléctrica; 1975 - substituição das coberturas e reparação dos rebocos do claustro; limpeza da cisterna; 1976 / 1977 / 1978 - conservação das paredes, azulejos do claustro, pintura das grades das capelas e arranjo da abóbada da Capela Tércia; intervenção nas coberturas da capela-mor e absidíolos; 1980 - apeamento, restauro e recolocação dos azulejos do 2º piso do claustro; aplicação de mastique para vedação nas juntas da abóbada da nave; 1983 - remoção de rebocos em abóbadas e paredes do claustro; limpeza das gárgulas e substituição dos tubos de escoamento das águas; 1986 - impermeabilização da abóbada da nave com tela acrílica; CMV: 1988 - repavimentação da área envolvente da torre SE.; DGEMN: 1989 - substituição do revestimento das coberturas do claustro, por telha de canudo, colocada sobre subtelha; 1991 / 1992 - alteração e construção do novo altar, segundo projecto do arquitecto Luís Cunha; 1996 - substituição geral de telhas, por telha de canudo grampeada sobre subtelha e remodelação da instalação eléctrica; restauro dos azulejos do claustro inferior ; 1997 - reconstrução das coberturas na zona do claustro e escadas de acesso ao coro-alto, remoção dos painéis de azulejos no piso inferior do claustro para restauro, picagem de rebocos e substituição de janelas; 1997 / 1998 - remodelação do Museu de Arte Sacra, com tratamento do espaço e adaptação ao projecto museugráfico, desentaipando-se um vão no corredor lateral, a SE., colocação de pavimento de tijoleira, substituição de reboco e instalação eléctrica e de segurança das vitrinas ; 1998 - reparação de pavimentos, paredes e tectos, das coberturas da sacristia; renovação das instalações sanitárias; conservação de caixilharia; reparação de paredes e tectos na zona do claustro e vãos exteriores; 1998 / 1999 - restauro, consolidação e conservação do revestimento azulejar do r/c. do claustro; 1999 / 2000 - obras gerais de conservação: tectos de madeira do segundo piso do claustro, varanda dos cónegos, limpeza de cantarias, reparação de pavimentos, restauro de vitrais; reparação das escadas das sineiras; rebocos e caiações interiores; 2000 - limpeza e tratamento de cantarias no claustro e frontispício; 2003 - levantamento do pavimento da nave para alteração do sistema de abastecimento de energia eléctrica; ligação à rede pública de abastecimento de água e drenagem de águas residuais na zona N.. |
Observações
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| *1 - a existência da primitiva basílica paleocristã foi confirmada pelas escavações de 1988. Tinha uma abside central e dois absidíolos, separados por pedras almofadadas de granito, estando o edifício caiado. Interior pintado com frescos, sendo as cores dominantes os ocres. No local, vestígios de dois edifícios primitivos romanos. Anexa, existia uma necrópole, escavada no ano de 1991. |
Autor e Data
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| João Carvalho 1996 / Paula Figueiredo 2000 |
Actualização
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| Maria Fernandes 2002 |
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