Ruínas de São Miguel de Odrinhas / Museu de São Miguel de Odrinhas

IPA.00006100
Portugal, Lisboa, Sintra, União das freguesias de São João das Lampas e Terrugem
 
Villa romana, fundada no século 1 a. C., de que subsistem apenas vestígios, entre os quais se destaca um mosaico policromo. Para além dos vestígios da villa romana, de destacar a ermida do século 12 junto à qual se encontra, conservado "in situ", um cemitério dos séculos de cariz medieval, embora não haja a certeza de que a actual distribuição das respectivas cabeceiras seja a primitiva. O museu possui uma grande colecção epigráfica regional, comparável às de Idanha-a-Velha e de Barcelona e apenas superada pelos incontáveis exemplares provenientes de Mérida e de Tarragona.
Número IPA Antigo: PT031111100024
 
Registo visualizado 909 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Conjunto arquitetónico  Edifício e estrutura  Agrícola e florestal  Villa    

Descrição

O sítio de Odrinhas é constituído por ruínas, de três épocas de ocupação, e pelo Museu. Ruínas: da Época Romana fazem parte quase todos os muros e compartimentos, vestígios de uma "villa", de que faz parte pavimento mosaico polícromo de desenho geométrico; Época Paleocristã, destacando-se o monumento absidal que, apesar de estruturalmente integrado no conjunto sobreviveu às restantes áreas da villa, dada a sua provável conversão a determinada altura em Basílica Cristã; Séc. 12 a 15 - desenvolveu-se necrópole de inumação espalhada sobre as estruturas romanas e tardo romana, atentando cada uma delas a respectiva cabeceira discóide. As sepulturas centram-se em torno da ermida de São Miguel, erigida pela mesma época, revestida posteriormente por azulejos hispano-árabes. Sob o alpendre da capela existe uma lápide sepulcral do séc. 1, com inscrição. No interior da capela existe uma estela funerária a servir de banco, com inscrição. No lado sul, adossado à capela, está o túmulo de Fernão Reganha, com arcossólio com lápide. O Museu foi construído inicialmente para recolher os restos romanos provenientes das ruínas anexas, mas rapidamente se converteu num museu regional, obrigando à construção de um anexo alpendrado e à provisória utilização de vários espaços exteriores.

Acessos

Na Estrada Sintra - Ericeira, cortar para São Miguel de Odrinhas. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,886916, long.: -9,366240

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 42 692, DG, 1.ª série, n.º 276 de 30 novembro 1959

Enquadramento

Rural. Implanta-se na zona da Várzea de Sintra, tendo fronteiro estrada.

Descrição Complementar

INSCRIÇÕES: (lápide do alpendre) Inscrição funerária gravada em lápide; Dimensões:174 x 75 x 24; Tipo de Letra: Capital quadrada; Leitura: LUCIUS AELIUIS LUCIUS FILIUS GAL. AELIANUS. HIC SITUS EST. LUCIUS AELIUS SEXUS F. GAL. SENECA PATER HIC SITUS EST. CASSIA QUINTUS FILIA QUINTILIA MATER HIC SITUS EST; LUCIO JULIUS LUCIS FILIUS GAL AELIANUS ANNORUM XIIII HIC SITUS EST. LUCIO JULIUS LUCIUS FILIUS GALAELIANUS JULIANUS ANNORUM XXV HIC SITUS EST; AELIA CAIUS FILIA AMOENA HIC SITUS EST; Exterior debaixo de arcossólio. Inscrição funerária gravada em lápide; Calcário; Tipo de Letra: gótica minúscula; Leitura: Sepultura de Fernão Reganha o velho e de seus herdeiros Fernand'Eanes seu bisneto e pesador da cidade de Lisboa a mandou fazer.

Utilização Inicial

Agrícola e florestal: villa

Utilização Actual

Cultural e recreativa: museu

Propriedade

Pública: municipal / Privada: Igreja Católica

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 01 a.C. / 04 / Época paleocristã / Séc. 12 / 15

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 01 a.C., 2º metade - fundação de uma "villa" romana; séc. 04 - sobre a antiga "villa" é erigida uma nova; séc. 12 - 15 - Desenvolveu-se necrópole de inumação sobre os vestígios romanos; 1907 - uma pedra existente na capela é estudada pelo arqueólogo Félix Alves Pereira, classificando-a como pertencente a um monumento funerário; 1949 - são efectuadas escavações no local; 1953 - a pedra estudada por Félix Alves Pereira é classificada como uma ara dedicada a uma divindade; 1955, 13 de junho - O museu foi inaugurado por iniciativa do Professor Dr. Joaquim Fontes, assistindo à sua inauguração o Cardeal Patriarca, D. Manuel Gonçalves Cerejeira; 1998 - projecto de remodelação do Museu; 1999 - construção do novo museu.

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

AZEVEDO, José Alfredo da Costa - Obras de José Alfredo da Costa Azevedo, Litoral e Planície Saloia, Vol. III, Sintra, 1997; Monumentos, n.º 10 e n.º 12, Lisboa, DGEMN, 1999-2000.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1938 - obras efectuadas na capela.

Observações

Autor e Data

Paula Noé 1991

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login