Povoado do Cabeço do Vouga / Castelium Marnelis / Estação arqueológica de Cabeço do Vouga

IPA.00006456
Portugal, Aveiro, Águeda, União das freguesias de Trofa, Segadães e Lamas do Vouga
 
Aglomerado proto-urbano. Povoado proto-histórico com significativa ocupação romana. Povoado fortificado / castro abandonado com as invasões bárbaras, embora ocupado mantido até fins da Época Medievall.
Número IPA Antigo: PT020101100005
 
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Registo

 
Conjunto urbano  Aglomerado urbano  Povoado  Povoado proto-histórico  Povoado fortificado  

Descrição

Plataforma artificial murada, no Cabeço da Mina, de planta rectangular, posto a descoberto por escavações arqueológicas, com prospecção limitada a área coincidente com a maior altitude ou acrópole. O pano de muro mais relevante tem 3,30 m de altura, 41 m de comprimento e 0,60 m de espessura. Na frente poente, o muro original da plataforma foi reforçado com um contraforte rectilíneo com pilastras duplas, incluindo ainda quatro edificações de planta circular a ele adossadas pela face interna. Os alicerces da muralha são visíveis a olho nú, fruto da sua majestosidade.

Acessos

EN. 1, Lamas do Vouga

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 36 383, DG, 1ª Série, nº 170 de 25 Julho 1947

Enquadramento

Rural, localizado nos cumes designados Cabeço Redondo e Cabeço da Mina, prolongando-se em área de grande extensão coberta por floresta e mato bravo, tendo implantada do cimo uma capela dedicada ao Divino Espírito Santo e a Nossa Senhora da Vitória.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Pública: municipal; Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Proto-história / Época romana

Arquitecto / Construtor / Autor

Não aplicável

Cronologia

Séc. 01 a.C. - construção da plataforma murada, sobre ocupação pré-romana; 137 a.C. - o império romano conquista a fortaleza ao povo celta e reforça-se o sistema defensivo; as invasões bárbaras vândalas puseram termo ao fortificado; séc. 03 - 04 - construção do conjunto de contrafortes no paramento poente da plataforma; 1999 - assinatura de protocolo de cooperação entre a Câmara Municipal e a Escola Superior de Conservacion e Restauracion de Bens Culturais de Galicia, para assegurar os trabalhos de restauro e conservação e realizar sondagens geofísicas.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes

Materiais

Arenito vermelho

Bibliografia

ALMEIDA, João de, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Lisboa, 1946; MADAHIL, Rocha, Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga. Terraço subjacente à Ermida do Espírito Santo, Arquivo do Distrito de Aveiro, VII, 1941, pp.227 - 258 e pp. 313 - 369; SOUTO, Alberto, Romanização no Baixo Vouga; SOUTO, Dulce Alves, Subsídios para uma carta arqueológica do distrito de Aveiro no período de Romanização, Arquivo do Distrito de Aveiro, XXIV, 1958, p. 241 - 276; CORREIA, Azevedo, Arte Monumental Portuguesa, Vol. 1, Porto, 1975, pp. 29 - 30; LOPES, Luis Seabra, Talabriga: Situação e Limites Aproximados, Portugália nova série, Instituto de Arqueologia, Vol. XVI, Porto, pp. 331 - 343; Site Internet: http://sweet.ua.pt/~lsl/talabriga.html; Bairrada - "Arqueológica" do Vouga com cooperação espanhola, Jornal de Notícias, 11 Janeiro 2000; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/69750 [consultado em 08 julho 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DREMC

Intervenção Realizada

Séc. 20, 1ª metade - escavações dirigidas por Rocha Madahil e Sousa Baptista; 2ª metade - rdcavações dirigidas por Mário de Castro Hipólito; 1996 - início de nova intervenção arqueológica sob a direcção de Fernando. A. Pereira da Silva (Universidade do Porto); CMÁgueda e Escola Superior de Conservation e Restauration de bens Culturais de Galicia; 1999, Julho - início das escavações, descobrindo-se novas estruturas.

Observações

Documentação da DREMC informa que desde 1948 se solicita a limpeza do local. Em 1966 Mário de Castro Hipólito assina parecer em que se fala numa possível vedação da zona arqueológica, embora esta proposta não tenha tido seguimento.

Autor e Data

Margarida Alçada 1990 / Carlos Ruão 1996

Actualização

 
 
 
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