Palácio Nacional de Belém

IPA.00006547
Portugal, Lisboa, Lisboa, Belém
 
Arquitectura residencial, barroca e neoclássica. Edifício central de planta rectangular dividido em cinco corpos cercado por jardins.
Número IPA Antigo: PT031106320075
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Sensivelmente de planta em L, o núcleo principal organiza-se porém dentro de um rectângulo do qual se destacam em plano e em volume 3 corpos no alçado S., apresentando coberturas autónomas em telhado a 4 águas, sendo a restante construção coberta por telhado a 2 águas. A fachada principal (S.), sobre o jardim de buxo, apresenta 5 corpos, flanqueados por cunhais encimados por pináculos, crescentemente reentrantes da periferia para o centro. Os 2 corpos extremos são assim os mais avançados e formam com os restantes um terraço delimitado por balaustrada e servido por escadarias laterais de um só lanço recto, e em cujo muro de topo se observam 12 painéis de azulejos monócromos. Na fachada E., dando para o Pátio das Damas, animada por 2 ordens de janelas, destaca-se o portal; o alçado O. é servido pelo Pátio dos Bichos, onde se abrem 2 portas que dão acesso à escadaria principal e 3 janelas de sacada e, numa cota mais elevada, abre sobre o denominado Jardim da Cascata. INTERIOR: destaca-se a zona de aparato, que ocupa uma sequência linear de salas desenvolvida ao longo do alçado S. designadamente a Sala das Bicas - grande vestíbulo com pavimento de mármore, tecto apainelado em torno de uma composição alegórica da Flora e silhares de azulejos polícromos setecentistas, observando-se ainda as 2 bicas de mármore, com carrancas de leão sobre pequenos tanques circulares, que deram nome à Sala, e 8 bustos de jaspe sobre plintos, figurando imperadores romanos; a Sala Dourada - ou Salão de Baile - com tecto apainelado figurando uma alegoria central a Sala Império - onde se observam pinturas murais no tecto e sanca, com medalhões ao gosto neo-pompeiano; a Sala Luís XV - com tecto apainelado em cujas quadras dos topos são visíveis 2 escudos armoriados (Braganças e Orléans) e a Capela, de planta rectangular de paredes lisas com lambrim de madeira, retábulo neo-clássico em madeira dourada com pintura de André Reinoso representando A Adoração dos Pastores (em substituição de tela representando a Imaculada Conceição que fora retirada), tecto em abóbada pintada com decoração profusa de enrolamentos e concheados e motivos em "ferronneire" que lembram os do tecto da Sala Dourada. Nas paredes distribuem-se (4 a 4) pinturas sobre pastel da autoria de Paula Rego (1935) representando o "Ciclo da Vida da Virgem Maria e da Paixão de Jesus Cristo. Na área envolvente do palácio há a destacar o Jardim de Buxo (a S. do palácio), de concepção setecentista, constituído por uma esplanada delimitada por balaustrada ornada de estátuas e por alamedas traçadas entre o buxo em torno de 3 pequenos lagos circulares; o Jardim da Cascata (situado a NO.), no qual se observam 3 pavilhões (estufas), rematados na cimalha por balaustrada decorada com vasos e estátuas, sendo o central mais elevado e apresentando, inserida num arco de volta inteira, uma cascata em rotunda ornada por uma estátua de Hércules.

Acessos

Praça Afonso de Albuquerque. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,698064; long.: -9,200705

Protecção

MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 19/2007, DR, 1.ª série, n.º 149 de 03 agosto 2007 *1 / ZEP, DG, 2.ª série, n.º 203 de 31 agosto 1967 (palácio)

Grau

1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.

Enquadramento

Urbano, destacado, isolado por jardim murado e em posição altimétrica dominante. Com duas frentes urbanas, a principal, a S., com o jardim de buxo (v. PT031106321147) que antecede a fachada do palácio, a uma cota superior, voltada à Praça Afonso de Albuquerque (antiga Praça D. Fernando II) e, a lateral, a E. para o pátio das Damas, com portão para a Calçada da Ajuda e junto ao Museu dos Coches (v. PT031106320613). A N., a acompanhar a Calçada, diversas edificações do Quartel do Regimento de Lanceiros nº 2 (v. PT031106321033). A O., o Jardim Colonial (v. PT031106320614). O acesso ao palácio faz-se a partir da Praça Afonso de Albuquerque, através de portão com rampa que termina junto à fachada lateral O. no Pátio dos Bichos. Nas proximidades, a S., o edifício dos Correios de Belém (v. PT031106321108) e a 26ª Esquadra da P.S.P. (v. PT031106321109). Na Calçada da Ajuda, frente ao portão do Pátio das Damas, o Teatro Luís de Camões (v. PT031106320442).

Descrição Complementar

AZULEJO: INTERIOR: Sala da Bicas: Silhar de azulejos, enxaquetado compósito, de inspiração seiscentista, realizado no segundo quartel do séc. 18; policromia: azul, amarelo, branco. EXTERIOR: Varanda: 14 painéis representando figuras da mitologia, destacando-se várias representações de Hércules, seis das quais alusivas aos trabalhos de Hércules. Monocromia: azul em fundo branco, por vezes com traços manganés; último terço séc.18. Da esquerda para a direita: 1. Plutão e Cérbero (22 x 9 az.); 2. Vénus (22 x 13 az.); 3. Neptuno (22 x 13 az.); 4. Hércules ( 22 x 9 az.); 5. Hércules e a égua de Diómedes ( 22 x 19,5 az.); 6. Figura masculina (22 x 8 az.); 7. Figura masculina com arco e flechas (22 x 8 az.); 8. Figura feminina (22 x 8 az.); 9. Figura feminina (22 x 8 az.); 10. Hércules e a ave de Estinfália (22 x 19,5 az.); 11. Figura masculina com machado (22 x 9 az.); 12. Hércules e a serpente de Ládon (22 x 12,5 az.); 13. Hércules e o touro de Creta (22 x 12 az.); 14. Hércules e a Hidra de Lerna (22 x 12,5 az.). Barra de duas fiadas de azulejo, motivos geométricos (ovas) e vegetalistas (folhas de acanto). PAVILHÃO central da ala das laranjeiras (casa de fresco): Seis painéis de azulejos de composição figurativa formando silhar, todos eles com 7 azulejos de altura x 10 de largura; finais séc. 18; composição central em monocromia: azul em fundo branco; guarnição policroma: amarelo, verde, manganés, ornatos vegetalistas. 1. Cena de exterior (painel refeito posteriormente); 2. Duas figuras femininas e uma figura masculina no parque, com cesto de frutas; 3. Figura feminina em pé dá uma maçã a uma figura masculina; 4. Jogo de gamão; 5. Música no jardim; 6. Música no jardim: cravo, violino.

Utilização Inicial

Residencial: palácio real

Utilização Actual

Residencial: residência oficial da Presidência da República

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Secretaria Geral da Presidência da República

Época Construção

Séc. 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: João Pedro Ludovice (m. 1760) e Mateus Vicente de Oliveira (1706 - 1785); Rafael da Silva Castro (remod. de 1886); Rosendo Carvalheira (remod. 1903); Luís Benavente (remod. 1951); João de Almeida - atelier ARQUI III (remod. 1986); João Luís Carrilho da Graça (Centro de Documentação e Informação, iniciado em 1998); ENTALHADOR: Leandro Braga (1886); PINTORES: Máximo Paulino dos Reis (1781 - 1866); Vitorino Manuel da Serra (tecto da capela); José Malhoa (1886); Columbano Bordalo Pinheiro (1886); João Vaz (1986); Félix da Costa (1886); Ernesto Cotrim (1886); Henrique Casanova (1886); João Nascimento (1941) (restauro do tecto da capela); Paula Rego (pinturas da capela, 2002) PINTOR: Vitorino Manuel da Serra (séc. 18).

Cronologia

Séc. 18 - provável pintura da Sala das Bicas por Vitorino Manuel da Serra; 1726 - aquisição, por D. João V, da denominada Quinta de Baixo ao 3º Condes de Aveiras, D. João da Silva Telo, por 200.000 cruzados, e da Quinta do Meio, contígua àquela, aos Condes de São Lourenço, tendo por finalidade a edificação de um palácio de veraneio com cerca ajardinada; 1754 - morre no palácio a rainha D. Maria Ana de Áustria; 1755 / 1756 - o palácio designado como "Casa Real de Campo de Belém", resiste ao terramoto, sendo-lhe feitas inumeras reparações, nomeadamente nos telhados, bem como nas estufas e cavalariças sobre orientação do arquitecto João Pedro Ludovice; c. 1770 - por iniciativa régia, é dado um significativo impulso às obras de reconstrução orientadas, segundo A. Ayres de Carvalho, pelo arquitecto Mateus Vicente de Oliveira; 1778 - aplicação do revestimento azulejar no varandim do alçado S. e fecho do corpo central; 1780 - constroem-se os viveiros dos pássaros; 1787 - início da construção do picadeiro real cujas obras se irão prolongar até 1828; 1807 - com a partida da Família Real para o Brasil, o palácio é despojado de parte do seu recheio artístico e permanecerá abandonado até ao fim da Guerra Civil; 1839 - no palácio realizam-se bailes de corte e serve de residência a visitantes régios; 1840, década - enquanto decorrem obras no Palácio das Necessidades, a Família Real transfere-se para Belém, nascendo aí, em 1845, a infanta D. Antónia; 1850 - após obras de remodelação, é inaugurado o novo salão de baile do palácio de Belém, onde a rainha D. Maria II recebe a sociedade portuguesa; 1860 - realizam-se no palácio os festejos do casamento da infanta D. Antónia com o príncipe Leopoldo de Hohenzollern; 1861 - em Novembro, morre no palácio o infante D. Augusto e, no Natal, morre o infante D. João. A sucessão de mortes levou ao abandono do palácio, por parte da Famíla Real, passando a albergar visitantes estrangeiros pelo que se procedeu a pequenas reparações, nomeadamente colocação de candeeiros e reparação nas canalizações de gás; 1886 - obras no palácio sob a direcção do arquitecto Rafael de Silva Castro (m. 1892), por ordem do rei D. Carlos que elegera o edifício para sua residência após o casamento com a princesa Amélia de Orléans. Aí nasceriam, em 1887, o Príncipe D. Luís Filipe e, em 1889, o Infante D. Manuel; 1889 - com a morte do rei D. Luís, o seu sucessor, D. Carlos, escolhe para residência oficial o Palácio das Necessidades ficando Belém reservado para acolher hóspedes oficiais; 1902 / 1903 - remodelação dos interiores a cargo do arquitecto Rosendo Carvalheira e construção, na ala N. do Pátio das Damas, de um palacete (normalmente designado Anexo), destinado a receber as comitivas de hóspedes estrangeiros, sendo inaugurado com a visita do rei de Espanha, Alfonso XIII a Portugal; 1904 - o picadeiro é separado do palácio e destinado a albergar o Museu dos Coches Reais; 1908 - por carta régia, publicada no Diário do Governo de 4 de Setembro, o palácio deixa de pertencer à Casa Real, passando a ser pertença da Fazenda Pública com a finalidade de "alojamento de Chefes de Estado, Príncipes e missões estrangeiras que vierem em visita oficial a Lisboa, ficando para esse fim a cargo do Ministério dos Negócios Estrangeiros"; 1911 - por decreto, datado de 24 de Agosto, fixa-se no palácio a Secretaria-Geral da Presidência da República, mas não o Presidente dado que o artigo nº 45 da Constituição proibia residência ao Chefe de Estado em propriedades do estado; 1912 - por decreto, datado de 28 de Junho, o Governo autoriza que seja arrendado ao então presidente da República, Dr. Manuel de Arriaga, o "Anexo" mediante o pagamento mensal de cem mil réis (pagamento esse em vigor durante todo o peródo da 1ª República); 1918 - esteve exposto na sala Luís XV (actual sala dos Embaixadores), em câmara ardente, o corpo do Presidente Sidónio Pais, assassinado a 14 de Dezembro na Estação do Rossio; 1928 - por decreto, datado de 24 de Março, define-se o estatuto de residência oficial do chefe de estado, passando o Presidente da República e sua família a residir num dos Palácios Nacionais. À data do decreto, era presidente o General Óscar Carmona que decidira fixar residência na Cidadela de Cascais (v. PT031105030006) deixando o palácio de Belém reservado para as cerimónias de Estado, reuniões oficiais, recepções e outros acontecimentos formais; 1929 - por ocasião de uma projectada visita do rei de Espanha, o palácio sofreu diversas obras de remodelação de forma a receber condignamente o monarca, que acabaria por não realizar a visita; 1951 - 1952 - remodelação da ala chamada de "Arrábida" para residência do Presidente da República, General Francisco Craveiro Lopes; 1967, 24 janeiro - o imóvel foi classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo decreto n.º 47.508, publicado no Diário do Governo n.º 20; 1969 - estragos provocados pelo sismo; 1974 - após a "Revolução dos Cravos" o palácio é transformado em sede do Poder e palco constante de decisões e reuniões politicas; 1976 - após a eleição do General António Ramalho Eanes como presidente da República, o palácio sofreu uma vasta campanha de obras, em especial na "Arrábida" para adaptação de residência oficial do chefe de estado e família; 1980 - 1985 - a sala de Jantar é utilizada como núcleo museológico para exposição dos presentes oferecidos ao Chefe de Estado; 1998 - inicia-se a construção do edifício do Centro de Documentação e Informação, da autoria do arquitecto João Luís Carrilho da Graça (1952), vencedor do concurso promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República; 2002 - o presidente da República, Jorge Sampaio encomenda à pintora Paula Rego um conjunto de pinturas para decoração das paredes da capela do palácio. A pintora acabaria por oferecer as obras cuja temática seria o "Ciclo da Vida da Virgem Maria e da Paixão de Jesus Cristo"; 2004, 5 Outubro - é inaugurado o Museu da Presidência da República; 2005 - realiza-se na Galeria de Pintura do Rei. D. Luís I, a exposição "Do Palácio de Belém" onde se apresentou a história, a arquitectura e o recheio artístico do palácio; 2006 - Por despacho da Ministra da Cultura, datado de 10 de Março, foi determinada e reclassificação do imóvel como Monumento Nacional, e a redelimitação, de forma a incluir todo o conjunto intramuros, nomeadamente o palácio, os jardins (v. PT031106321147) e outras dependências, como o Picadeiro (v. PT031106320613) e o Museu da Presidência.

Características Particulares

Antiga quinta de veraneio, transformada em palácio real (resistiu ao terramoto de 1755) formado por diversas construções do século 18 com decorações interiores realizadas no século 19 e 20.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes, estrutura mista

Materiais

Alvenaria mista, cantaria de calcário, mármore, estuque, azulejos.

Bibliografia

ALMEIDA, Rodrigo Vicente de, Belém: apontamentos literário-histórico-arqueológicos, in O Arqueólogo Português, vol. 18, 1913; ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa, Fasc. 3, Lisboa, 1946; ATAÍDE, M. Maia, (coord. de), Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, Lisboa - Tomo III, Lisboa, 1988; BRAGA, Pedro Bebiano, Entre o Palácio e o Tejo, Monumentos 4, DGEMN, Lisboa, 1996; CALDAS, João Vieira, O Palácio de Belém na Arquitectura da sua Época, Monumentos 4, DGEMN, Lisboa, 1996; CANAS, José Fernando, Intervenções Recentes da DGEMN, Monumentos 4, DGEMN, Lisboa 1996; CARITA, Hélder, CARDOSO, Homem, Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal, Lisboa, 1987; DIAS, Gabriel Palma, As Intervenções Joaninas nas Quintas de Belém à Ajuda, in Encontro dos Alvores do Barroco à Agonia do Rococó (Fundação das Casas de Fronteira e Alorna), Lisboa, 1994; FERNANDES, José Manuel, A "Residência para o Chefe do Estado": uma obra de Luís Benavente, Monumentos 4, DGEMN, Lisboa, 1996; FREITAS, Eduardo, CALADO, Maria, FERREIRA, Vítor Matias, Lisboa. Freguesia de Belém, Lisboa, 1993; GAMA, Francisco Pimenta da Gama, Palácio de Belém: Sete anos de Cooperação Eficaz, Monumentos 4, DGEMN, Lisboa, 1996; GASPAR, Diogo (coordenação), Do Palácio de Belém, edição Museu da Presidência da República, Lisboa, Outubro, 2005; GIL, Júlio, Os Mais Belos Palácios de Portugal, Lisboa, 1992; LEITE, Ana Cristina, Os Jardins, Monumentos 4, DGEMN, Lisboa, 1996; MATOS, José Sarmento de Matos, Uma Quinta à Beira-Rio, Monumentos 4, DGEMN, Lisboa 1996; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no Ano de 1961, 1º Vol., Lisboa, 1962; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1953, Lisboa, 1954; Monumentos, n.º 9 a n.º 10, n.º 18, n.º 20, Lisboa, DGEMN, 1998-1999, 2003-2004; NEVES, Manuel Dias das Neves, Beneficiação da Cobertura e Tecto da Sala das Bicas, Monumentos 4, DGEMN, Lisboa 1996; RIBEIRO, Mário de Sampaio, A Calçada da Ajuda, Lisboa, 1940; SALAZAR, Tiago, Belém: Memorial do Palácio, in História, Ano XV, Nº 168, Set. 1993; SANTANA, Francisco, SUCENA, Eduardo, (dir. de), Dicionário da História de Lisboa, Lisboa, 1994; SARAIVA, José António, O Palácio de Belém, Lisboa, 1985; SERRÃO, Vítor, História da Arte em Portugal - o Barroco, Barcarena, Editorial Presença, 2003.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DRMLisboa, DGEMN/DSARH, DGEMN/DSPI/CAM, DGEMN/DSEP, DGEMN/DRELisboa/DRC/DEM/DIE

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DRMLisboa

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DRMLisboa

Intervenção Realizada

1902 / 1903 - construção, na ala N. do Pátio das Damas, de um palacete, normalmente designado Anexo; 1909 - redecoração de algumas salas do palácio; 1929 - campanha de redecoração interna (com vista a ser recebida no palácio a família real espanhola), da responsabilidade do Arquitecto F. L. Ramalho, tendo então sido retiradas as sobreportas e outras pinturas da autoria de Columbano Bordalo Pinheiro e José Malhoa, talhas de Victor Bastos e os fogões de algumas salas; 1940 - ampliação da garagem; 1947 - trabalhos diversos nas dependências da Secretaria da Presidência e da Chancelaria das Ordens; 1948 - reparação dos telhados e caixilharias, obras diversas; 1949 - reparação dos telhados, obras de beneficiação da garagem, reparação da rede eléctrica e dos lustres das salas Império, Bicas e Luís XV, reparação do pavimento do Pátio dos Bichos; 1950 / 1951 - reparações exteriores (fachada N.); 1951 - construção de estufa, reparações exteriores em anexos, adaptação de edifício no Pátio da Arrábida a residência do chefe de Estado; 1952 - reparação dos telhados e caixilharias, obras diversas na sala de jantar, cozinha e galeria, remodelação do jardim e lago, obras de remodelação e redecoração do denominado Anexo, sob a orientação do Arq. Luís Benavente (coberturas, rede de água e electricidade, IS, cozinha), reparação do pavimento do Pátio das Damas e do Pátio dos Bichos, beneficiação do jardim da Arrábida; 1953 - remodelação da rede telefónica, eléctrica, melhoramentos nas dependências do pessoal, remodelação do jardim de buxo, reparação do muro S. do jardim, reparação dos telhados, pinturas e reparação dos pavimentos (mármores e parquets) e escadas; 1954 - instalação sistema de alarme, reparações diversas, obras de conservação, restauro de pintura artística nas salas Império e Dourada, obras de adaptação de um anexo a lavandaria e rouparia; 1955 - protecção dos azulejos do alçado S., reparação de coberturas, beneficiação da rede eléctrica do palácio e do jardim, pinturas interiores; 1956 - restauro da fonte integrada no muro do jardim (dando sobre a Pç. Afonso de Albuquerque), instalação eléctrica em dependências anexas, reparação e pintura das fachadas, colocação de novos portões no Pátio dos Bichos; 1956 / 1957 - reparação de fogões e caldeiras, obras gerais de conservação exterior; 1958 - remodelação do antigo pavilhão da GNR para residência de funcionários, obras gerais de conservação (esgotos, telhados, tectos); 1959 - reparação da escadaria junto à sala das Damas, instalação de ar condicionado no gabinete do Presidente, reparação de chaminés e pequenas obras interiores, reparação de fachadas, coberturas e da instalação eléctrica; 1960 - instalação de um ascensor, limpeza do muro exterior S., obras de remodelação para novas instalações da Secretaria da Presidência; 1961 - beneficiação da rede eléctrica; DGEMN: 1961 - Continuação das obras periódicas de conservação, pelo Serviço dos Monumentos Nacionais; 1962 - reparação de fachadas, coberturas e da instalação de sinalização, subida de muro do jardim contíguo ao então Jardim Colonial, obras de beneficiação, reparação da pérgola do jardim da Arrábida; 1963 - douramento de caixilharias e portas da sala de Jantar, dos caixilhos da fachada S., beneficiação da rede eléctrica (salas do Despacho, residência do chefe de Estado e garagem), diversas obras de conservação; 1964 - reparação da rede eléctrica e aquecimento central, obras diversas no Anexo e Pátio das Damas; 1965 - beneficiação da rede eléctrica e aquecimento central, obras de conservação exterior e interior (residência do motorista), remodelação da rede de esgotos; 1966 / 1967 - remodelação da casa do guarda, reparações exteriores e coberturas, obras de conservação interna, reparação da rede eléctrica e aquecimento central, reparações no Pátio das Damas; 1967 - arranjo do vestíbulo; 1968 - reparação da rede eléctrica, de sinalização e aquecimento central, reparações interiores e exteriores; 1969 - reparações interiores e exteriores, beneficiação da rede eléctrica e aquecimento central, reparação dos telhados e dos danos causados pelo sismo deste ano (fendas), restauro de dourados e diversos trabalhos interiores; 1970 - reparações no muro exterior S., reparações interiores e exteriores, beneficiação da rede eléctrica, reparação nas instalações do comando da guarda; 1971 - reparações interiores e exteriores, beneficiação da rede eléctrica e de água, trabalhos diversos de conservação; 1972 - reparações interiores, beneficiação da secretaria (instalação de ar condicionado e aquecimento central); 1973 - reparações interiores e exteriores, beneficiação da iluminação dos jardins; 1974 - reparações interiores, reparação de coberturas e fachadas, restauro de dourados, construção e assentamento de um portão em madeira de casquinha; 1975 - obras de conservação interiores e exteriores, reparação de telhados e fachadas, beneficiação da rede de águas; 1976 - reparações interiores (remodelação das cozinhas) e exteriores, beneficiação da instalação eléctrica, reforço do muro de suporte do jardim; 1977 - reparação da rede de detecção de incêndios, beneficiação da rede eléctrica e do ascensor; 1977 / 1980 - adaptação de um anexo a serviços da Presidência; 1979 - obras de conservação, beneficiação da rede eléctrica da cave (instalação de arquivo); 1980 - obras de beneficiação geral, reparação da rede eléctrica e do ascensor, trabalhos de pintura e douradura na Sala dos Presidentes, conservação dos telhados e fachada do Pátio dos Bichos, beneficiação da iluminação do Jardim da Ninfa; 1981 - obras gerais de beneficiação e conservação, construção da piscina no jardim da Arrábida; 1982 - beneficiação do sistema de detecção de incêndios e da rede eléctrica, obras de conservação e reparação de cantarias, beneficiação das I.S. do Conselho de Estado, remodelação do Jardim da Arrábida; 1983 - obras de beneficiação diversas (instalação eléctrica e de segurança), reparação de caixilharias e azulejos, muros exteriores; 1984 - trabalhos de pintura e douradura, beneficiação das estufas, rede eléctrica e instalações da P.S.P., beneficiação e restauro de azulejos; 1985 -obras de beneficiação geral, beneficiação da Sala de Jantar e revestimento com tecido das paredes da Sala Império, remodelação do sistema de abastecimento de água e da rede de abastecimento de gás; 1986 - remodelação da instalação eléctrica da Casa Militar da Presidência; 1987 - beneficiações diversas na sala de jantar, de caixilharia, azulejos, revestimento de paredes da sala dourada, aquisição de várias peças decorativas; 1988 / 1989 - decoração do antigo atelier de D. Carlos, aquisição de um conjunto de peças decorativas, beneficiação dos anexos; 1990 - alteração do muro divisório do jardins do palácio com o Jardim-Museu Agrícola Tropical, criação de um novo tanque (circular), rodeado por arbustos organizados segundo um desenho geométrico, beneficiações diversas: de carpintaria na residência e sala das bicas, do atelier de D. Carlos; 1991 - instalações da Presidência da República - beneficiações em coberturas, fachadas, instalação eléctrica, cozinha, copa e fornecimento e montagem de diverso equipamento; 1992 / 1993 / 1994 / 1995 - beneficiações em cabos de iluminação exterior, coberturas da sala das Bicas, fachadas, da cobertura da sala dourada, das instalações do Comando da GNR, sistema de detecção de incêndios e fornecimento e montagem de equipamento, instalação de colunas para a informática e comunicações, reparação de lagos e respectivas estátuas de bronze do jardim dos Buchos; 1996 - beneficiações diversas, reparações de coberturas, adaptação de instalações para o serviço de segurança; 1997 - obras de beneficiação no átrio do Pátio das Damas; 1998 - beneficiações diversas nas coberturas e pavimentos; execução de nova instalação eléctrica em diversos gabinetes; novas instalações para os serviços de comunicação; beneficiação da Sala das Bicas e do jardim; 2001, Agosto - restauro da capela (retábulo e pinturas do tectos) realizado pela firma Carla Cardiga & Gonçalves Jordão; 2003 - projecto e fiscalização das obras de remodelação das redes hidráulicas de aquecimento; 2004 - adaptação do edifício de comando da GNR para integrar a loja e a entrada no museu, zona de comando da GNR e zona de creditação de visitantes.

Observações

*1 - DOF: Palácio Nacional de Belém e todo o conjunto intramuros, nomeadamente o Palácio, os jardins e outras dependências, bem como o Jardim Botânico Tropical, ex - Jardim - Museu Agrícola Tropical.

Autor e Data

Teresa Vale e Carlos Gomes 1994 / Paula Correia 2004

Actualização

 
 
 
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