Casa da Quintela, incluindo o conjunto rural e o jardim

IPA.00008518
Portugal, Viseu, Mangualde, Quintela de Azurara
 
Arquitectura residencial, barroca. Edifício manifesta uma arquitectura erudita, de raízes beirãs. Construção rectangular, desenvolvendo-se em 2 pisos, sendo o principal o mais importante, por ser, originalmente, a zona de habitação, e pela maior riqueza decorativa. Fachada principal simétrica, desenvolvendo-se a partir do eixo formado pelo portal. Janelas de guilhotina no andar superior, com vãos abatidos, emoldurados por cantarias. No alçado tardoz, loggia central abre sobre os jardins, sendo a zona que melhor remete para a primitiva estrutura maneirista. Construções para serviços e apoio às actividades agrícolas nas imediações, mas não adossadas à construção principal. Zona agrícola mais afastada da habitação, que é rodeada pela zona ajardinada, de características barrocas. Simetria dos espaços, enquadrados por buxos e constituídos por flores e árvores de adorno, e tanques característicos daquele período. Portal de acesso armoriado.
Número IPA Antigo: PT021806140029
 
Registo visualizado 133 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício        

Descrição

Planta rectangular simples e regular, com coincidência entre o exterior e o interior. De volumes simples e disposição horizontalista das massas e cobertura de telhado de 4 águas. As restantes dependências da propriedade ( casa de caseiros, celeiros, estábulos, adega, etc. ) podem considerar-se com as mesmas características planimétricas, à excepção das coberturas que são compostas por telhados de 1, 2 e 4 águas. Embasamentos marcados. Fachada principal orientada a NO., demarcada por pilastras e cornija. No piso térreo portal rectangular centralizado, ladeado por 2 pequenas fenestrações rectangulares a que se segue, nos extremos, um janelão rectangular de guilhotina, gradeado. No piso superior, 7 janelões de peitoril, em guilhotina, com vão em arco abatido, emoldurado. Para ambos os lados, muro delimitador da propriedade, um deles com pequeno portão de acesso a terreiro e zonas e estruturas de serviço, o outro, para SO., de maiores dimensões, armoriado com as Armas dose Morais e Pintos, dá acesso aos alçados lateral e tardoz, à zona ajardinada e à quinta contígua. Alçado SO., a que se tem acesso pelo portão atrás descrito, é rasgado por 2 janelas rectangulares no piso térreo, tendo, no superior, 3 janelas de guilhotina, uma delas com pequeno ressalto. Remate em cornija. Alçado tardoz voltado para terreiro arborizado de acesso aos jardins e à quinta, organiza-se em função de um eixo central composto por uma entrada em arco abatido, de acesso ao interior, ladeado por fenestrações gradeadas. No piso superior e igualmente em posição centralizada, uma pequena loggia, apoiada em pilar central hexagonal. Fenestrações rectangulares de guilhotina. Alçado NE. Tem, no piso térreo, porta e janelas rectangulares de guilhotina, gradeadas. No superior, 3 fenestrações rectangulares de guilhotina, com pequenas sacadas. No seguimento da fachada principal ruína de antiga torre. Fronteiro ao alçado tardoz e no limite do terreiro referido, a antiga casa dos caseiros, que confina com o muro principal, com porta rectangular de acesso e fenestrações indiferenciadas em todos os alçados, de características beirãs. Nas imediações da casa, várias construções de apoio. No INTERIOR um átrio dá acesso ao piso inferior, onde se desenvolvem várias dependências destinadas à habitação e as cozinhas. O átrio comunica, à esquerda, com divisões de habitação, e, à direita, com o escritório. Através de outra escadaria, tem-se acesso ao piso superior, composto por divisões adaptadas à função de habitação, como quartos, salões, com acesso à loggia, e instalações sanitárias. As várias dependências são cobertas por tectos em masseira.

Acessos

EN 16 ao Km 110,7 para Quintela; a 3,4 Km, no Largo Francisco de Tavares

Protecção

IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 67/97, DR, 1.ª série-B, n.º 301 de 31 dezembro 1997

Grau

3 – imóvel ou conjunto de acompanhamento que, sem possuir características individuais a assinalar, colabora na qualidade do espaço urbano ou na ligação do tempo com o lugar, devendo ser preservado em tal medida. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Valor Concelhio / Imóvel de Interesse Municipal e outras classificações locais.

Enquadramento

Urbano, a meia encosta, implantado no centro da povoação, isolado e destacado na via pública. A propriedade é separada por muros, onde se encontra o portão armoriado de acesso aos jardins, organizados em diferentes planos, e quinta.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: casa

Utilização Actual

Residencial: casa / Turística: turismo de habitação

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 18 ( conjectural )

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Época medieval - provável construção de um edifício neste local; séc. 16 - construção do actual imóvel; séc. 18, 2.ª metade - provável reconstrução do edifício; 1717 - queda da torre primitiva ( CARDOSO, Anabela dos Santos Ramos ); 1950 - 1960 - a casa pertenceu ao Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, José Tavares de Ataíde da Cunha Cabral, que a deixou ao sobrinho, João Carlos de Ataíde e Arriaga Cunha Cabral, familiar do Presidente da República, Manuel de Arriaga, que a transformou; 1996, 9 Outubro - Despacho de classificação do Ministro da Cultura.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante.

Materiais

Granito, rebocos e madeiras.

Bibliografia

SILVA, Valentim da, Concelho de Mangualde - Antigo Concelho de Azurara da Beira, Porto, 1945; CARDOSO, Anabela dos Santos Ramos, Casas Solarengas no Concelho de Mangualde, Mangualde, 1994; CORREIA, Alberto, Mangualde - Roteiro Turístico, Mangualde, 1997.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1985 - obras de conservação geral e adaptação às novas funções.

Observações

*1 - a implantação do imóvel, de raízes medievais hoje desaparecidas, leva a crer ter constituído o centro de desenvolvimento de Quintela de Azurara. *2 - como fonte de rendimento, a propriedade comporta uma fábrica artesanal de mobiliário de excepcional qualidade. *3 - os proprietários não permitiram efectuar fotografias no interior.

Autor e Data

Cecília Matias 1997 / João Carvalho 2000

Actualização

 
 
 
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