Santuário de Nossa Senhora da Conceição do Sameiro

PT010303120133
Portugal, Braga, Braga, Espinho
 
Arquitectura religiosa, revivalista. Santuário mariano implantado no alto de um monte, composto escadório, culminado em recinto para missa campal e igreja, rodeada por parque arborizado, jardins, cruzeiro, fontes, capela e edifícios de apoio ao santuário, como a Casa das Estampas, Casa do Reitor, restaurante, instalações sanitárias para peregrinos, etc. Igreja neobarroca de planta longitudinal, regular, de uma só nave, com corpo pentagonal, onde se insere a capela-mor, coberta por cúpula coroada por lanternim. Fachada principal integralmente em granito, rematada por frontão triangular com brasão no tímpano, ritmada por pilastras e colunas jónicas e coríntias, flanqueada por torres sineiras quadrangulares, com portal em arco pleno sobrepujado por ampla janela de sacada, com varandas de pedra. Interior com nave com cobertura em abóbada de berço, coro-alto sobre arco em asa de cesta com balaustrada de pedra, pias de água benta de mármore, púlpitos com guardas plenas de talha dourada, capela-mor com cobertura em cúpula, com tambor rasgado por janelas rectangulares, retábulo-mor em mármore, tribunas confrontantes sobre arcos em asa de cesta, com balaustrada de pedra e capelas laterais com retábulos de mármore. Cripta de construção recente em betão armado, com decoração de painéis de azulejos relevados
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

O santuário integra parque arborizado com diversos jardins, destacando-se no lado NO. um espaço que integra a estátua do papa Pio IX, no lado S. uma alameda (Av. do Rosário) que integra um busto do fundador do santuário, um cruzeiro, e junto da igreja, o Horto das Oliveiras e a Fonte do Grilo. No Horto das Oliveiras encontra-se a Capela do Santíssimo Sacramento e os restos do primitivo monumento colocado no Sameiro. Do lado O. desenvolve-se um escadório que desemboca num recinto amplo, fronteiro à igreja, ladeado por estátuas do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora da Conceição do Sameiro sobre altos pedestais de granito, com altar coberto para realização de missa campal. Junto à Av. do Rosário, existe um parque de estacionamento para autocarros, um quartel da GNR e edifícios ligados a actividades religiosas como o Centro Apostólico do Sameiro. No acesso à igreja, pelo lado S., encontra-se definido por quatro estátuas, de São Cirilo de Alexandria, São Bernardo de Claraval, Santo António de Lisboa e Santo Afonso Maria de Ligório. Entre este espaço e a igreja, do lado direito, desenvolvem-se vários edifícios: a Casa das Estampas, a Casa do Reitor do Santuário, o Restaurante Maia e casas de banho para os peregrinos. A IGREJA ergue-se sobre uma plataforma, definindo um pequeno adro, pavimentado com lajes de granito, rodeado por uma balaustrada em cimento. Apresenta planta longitudinal, regular, composta por nave única, ladeada por torres sineiras quadrangulares e dois corpos rectangulares, e eixo corpo pentagonal de cantos arredondados, mais largo, onde se inscrevem a capela-mor, capelas laterais, vestíbulo, sacristia e sala dos benfeitores. Volumes articulados de tendência verticalizante, acentuada pela cúpula que se ergue no corpo pentagonal. Coberturas diferenciadas em telhados de duas águas e em coruchéu, com decoração fitomórfica, nas torres sineiras. A cúpula apresenta tambor circular rasgado por pares de lumes separados por pilastra, possuindo num dos lados corpo cilíndrico encimado por pequeno coruchéu. O tambor é percorrido superiormente por varandim de pedra sustentado por cachorrada fitomórfica. A cúpula é aberta por óculos com moldura estrelada e encimada por lanternim com varandim. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, exceptuando a principal em cantaria de granito, de aparelho isódomo. Fachada principal orientada, de três panos, correspondendo os dos extremos, mais estreitos às torres sineiras. Apresenta dois registos separados por entablamento com cornija denteada, ritmada por pilastras jónicas com fuste canelado e seccionado no primeiro registo e coríntias no segundo. Remate com frontão triangular, com friso denteado, inferiormente com a cornija interrompida por escudo da confraria, coroado por dois pares de urnas e cruz latina sobre acrotério na empena. No primeiro registo, ao centro, ressalta o portal, sobrelevado, com quatro degraus, em arco pleno, com arquivolta de capitel coríntio e folha de acanto no fecho. O portal é enquadrado por duas colunas jónicas, com fuste estriado e dois anéis com decoração fitomórfica, tendo o inferior querubins e o superior monograma mariano. Superiormente, sob o entablamento de separação de registos, dispõem-se três mísulas com decoração fitomórfica e par de volutas, fazendo a ligação com as das pilastras. Lateralmente, nas torres sineiras abrem-se três óculos circulares sobrepostos. Segundo registo rasgado por três amplos janelões em arco pleno, de sacada, o central com arquivolta de capitéis coríntios e querubim com motivo fitomórfico no fecho. Guarda da varanda, em pedra vazada por arcos e motivos fitomórficos. Último registo, correspondendo às torres sineiras, com relógio circular e quatro ventanas em arco pleno, com folha de acanto no fecho, cerrado por varandim com balaústres de pedra. Remate em frontão triangular, com urnas nos cunhais. Fachadas laterais semelhantes, com remates em platibanda de pedra, marcadas pelo corpo da nave e o da capela-mor. Corpo da nave, com dois panos separados por dupla pilastra toscana e dois registos, sendo o superior recuado e protegido por balaustrada de pedra. O primeiro é rasgado por porta de verga recta encimada por frontão curvo e o segundo por janelas em arco abatido. Corpo da capela-mor estruturado por pilastras toscanas coroada por fogaréus e terminado em frontão triangular rematado por cruz latina sobre acrotério, com cartela fitomórfica com a inscrição AVE MARIA (o do lado N.) e GRATIA PLENA (o do lado S.), no tímpano. Possui portal de verga recta, emoldurado, enquadrado por pilastras toscanas, sobrepujado por janelão, em arco pleno sobre duas colunas jónicas, enquadrado por outras duas colunas jónicas que sustentam frontão curvo. Panos de ligação à nave e à fachada posterior, de perfil curvo, rasgados por janela de moldura recortada. A fachada posterior, integrando os dois lados do pentágono, é ritmada por pilastras toscanas que estruturam três panos e possui três registos, separados o segundo e o terceiro, no pano central, por friso. Os panos laterais, mais estreitos, possuem janela e óculo de moldura recortada. O pano central é rasgado, no primeiro registo, por duas janelas de moldura recortada, no segundo por duas janelas de sacada única, em arco pleno rematadas por frontão triangular sobre duas mísulas, e no terceiro, por duas janelas em arco abatido com pedra salientada no fecho. INTERIOR em cantaria de granito com pavimento em madeira e passadeira central em lajes de granito polido, com cobertura em abóbada de berço, sobre cornija de pedra. Coro-alto assente em dois arcos em asa de cesto, protegido por balaustrada de pedra, salientada no centro sobre mísula antropomórfica. Sub-coro forrado a azulejos industriais, policromos de estampilha azul, amarela e branca, com inscrições em suporte de mármore e guarda-vento de castanho. Nave com duas portas travessas, confrontantes, rematadas por frontão triangular, com guarda-vento de castanho, inscritas em vão de arco pleno com duas portas laterais, confrontantes, uma para o coro-alto e torre e a outra para espaço de arrumos. Sobre o vão, janela de sacada com base rectangular sobre duas mísulas fitomórficas e balaústres de pedra. Lateralmente, dois grandes vãos em arco pleno sobre pilastras compósitas, cerrados por grade de ferro forjado e balaustrada de mármore que abre para a cripta e dois púlpitos de base quadrangular sobre mísula fitomórfica, com guardas plenas de talha dourada e porta de verga recta encimada por cornija, salientada centralmente, com modilhão. Arco triunfal pleno sobre pilastras compósitas. Capela-mor pentagonal, com cobertura em cúpula, com quatro vãos de verga recta encimados por frontão interrompido, com monograma no tímpano, dois de acesso à cripta e ao púlpito e dois servindo de depósito de velas. Colateralmente, duas portas travessas formando tribunas semelhantes ao coro-alto. Retábulo-mor em mármore, de planta recta e um eixo estruturado por duas colunas de fuste estriado, demarcadas no terço inferior e capitel compósito, definindo nicho com arco pleno sobre colunas compósitas, albergando imagem da padroeira. Remate em cornija encimada por espaldar elevado ao centro em semicírculo, com representação em relevo da Santíssima Trindade, com filactera inferiormente, coroado por cartela com monograma mariano, com anjos a segurar coroa, repetindo-se os mesmos, lateralmente. Na parede testeira, duas capelas laterais em arco pleno sobre pilastras compósitas, estruturadas com colunas de mármore e cobertura em meia-cúpula de caixotões, com imaginária em nicho enquadrado por colunata encimada por entablamento. A partir destas capelas acede-se a corredor que comunica com a sacristia e sala de benfeitores e ao vestíbulo através do qual se sobe ao zimbório por escadas de madeira, em vários lanços e, no último troço, por escada de caracol, em cimento. Acesso à cripta através de túnel, ligando a amplo recinto recente, em betão, decorado com painéis de azulejo representando os mistérios do Rosário e a obra evangelizadora dos Portugueses.

Acessos

Monte do Sameiro; Av. do Rosário

Protecção

Inexistente

Grau

3

Enquadramento

Rural, isolado, na linha de cumeeira do Monte do Sameiro, dominando o vale do rio Este e a cidade de Braga.

Descrição Complementar

INSCRIÇÕES: Inscrição latina gravada no sub-coro, do lado da Epístola, mármore, leitura: ANNO.DOMINI. M.DCCC.LXXX. QVARTO.KALENDAS.SEPTEMBRES. LOCATVR.IN.SACELLO. MONTIS.SAMEIRO. VIRGINIS.SINE.LABE. CONCEPTAE.IMAGO. ROMAE. SCVLPTA. PII.IX. PONTIFICIS.MAX. SPIRITVALIBVS.DONIS.IN. INVISENTIVM. BENEFICIVM. ORNATA.XI. KALENDAS.IANVARIAS.M.DCCC.LXXII.; ANNO. DOMINI.M.DCCC. LXXXX. PRIDIE.KALENDAS.SEPTEMBRES. ANTONIVS. IOSEPHVS.DE.FREITAS. HONORATO. BRACARAE.ARCHIEPISCOPVS.AC. DOMINVS. HISPANIARVM. PRIMAS. SVAE.VRBIS.ET.ARCHIDIOECESIS. DEDIDERIVM. PRIMARIVM. HVIVS. TEMPLI.LAPIDEM. SOLEMNI.RITV.POSVIT.; na parte frontal, do mesmo lado, num suporte semelhante, leitura: ANNO.REPARATAE.SALVTIS.M.CM.IIII.EX. QUO.PIVS.IX. PONTIF.MAX INTER.CHRISTIANAE.FIDEI.DOGMATA. IMMACULATVM. DEIPARAE.CONCEPTVM RECENSVERAT.QVINQVAGESIMO QVO.LEONIS.XIII. ET.PII.X.ADHORTATIONIBVS.TOTO.ORBI.SOLEMNIA. AGEBANTVR. PRIDIE.IDIBVS.IVNII IOSEPHVS.MACCHI.THESSALONICENSIVM. ANTISTES. APOSTOLICAE.SEDIS.IN.LVSITANIA.LEGATVS PII.X.NOMINE.ET. AVCTORITATE VIRGINIS.SINE.LABE.CONCEPTAE.SIGNVM QVOD.IN.ARA. VIVS.TEMPLI.PRINCIPE.COLITVR CORONA.EX.AURO.PVRISSIMO.PLVRIMIS. ADAMANTINIS.GEMMIS.DISTINCTA REGINAE.MARIAE.AMELIAE TOTIVSQVE. GENTIS.LVSITANE.DONO.OBLATA.DEDIMIVIT ADSTANTIBVS.VIRIS. CLARISSIMIS IOSEPHO.III.APOSTOLORVM.TITVLO.S.R.E.PRESBYTERO. CARDINALI.ET.LISBONENSI.PATRIARCHA EMMANVELE.BAPTISTA.DA.CUNHA ARCHIEPISCOPO.AC.DOMINO.BRACARENSIMO.PRIMATE.HISPANIARVM AVGVSTO.ARCHIEPISCOPO.EBORENSI ARCHIEPISCOPIS-EPISCOPIS. ALGARBIENSI.PORTALEGRENSI.AEGITANIENSI ET.ARCHIEPISCOPO. MITYLENAEO CVM.EPISCOPIS.CONIMBRICENSI.VISENSI.BEIENSI. BRIGANTINO.PORTVGALLIENSI.ET.LAMACENSI DECANO.ET.CAPITVLO SANCTAE.PRIMATIALIS.ECCLESIAE.BRACARENSIS VRBIS.PRAEFECTO. CETERISQVE.MAGISTRATIBVS CVIVS.ORDINIS.CIVIBVS.INGENTI.POPVLI. CONFLVENTE.EX.HOMINVS.MILLIA PEREGRINORVS.RITV.MONTEM. SAMERIVM.CONSCENDENTE MARIALIA.QVINQVAGENARIA.SOLEMNIA. PERAETVM.INFAVSTISSSIMI.EVENTVS.MEMORIAM REGIVM.VIRGINIS. IMMACVLATAE.SODAITIUM.HVIVS.TEMPLI.CVSTOS HVNC.TITVLVM. PONENDVM.CVRAVIT.; inscrição latina gravada no subcoro, do lado do Evangelho, mármore, leitura: IDIBUS-IUNIIS-ANNI-MCMLIV-P.-C.-N.-CENTESIMI-EX-QUO-DOGMA IMMACULATAE-VIRGINIS-A-PIO-IX-PONT.-M.-PROCLAMATUM -L..-POSTQUAM -EFFIGIES-SPECIOSA-BEATISSIMAE-DEIPARAE HOC-IN-COLLE- SANCTO-A-LEGATO-PII-X-MAGNIFICE-CORONATA MOLES-INGENS-PEREGRINANTIUM-UNDIQUE-DOMUS-LUSITANAE PROFECTORUM-PATRONAM-CAELESTEM-OMNIBUS-CORAM-PRAESULIBUS RELIGIOSIS-CIVILIBUSQUE-OVANTER-AC-SUPPLICITER-COLLAUDANTIUM-HUC- CONVENIT. COMITIIS-HUIUS-MODI-FREQUENTISSIMIS-VERO-MAIALIBUS D.-EMMANUEL-G.-CEREJEIRA-CARDINALIS-ET-PATRIARCHA-OLISIPPONENSIS FUNGENS-LEGATIONE-A-PIO-XII-CONDREDITA-PRAEFUIT-ASSIDENTIBUS D.-ANTONIO-BENEDICTO-MARTINS-JUNIOR-ARCHIEPISCOPO-BRACARENSI D.-FERDINANDO-CENTO-NUNTIO-APOST-APUD-LUSITANOS-SIMUL CUM-CAETERIS-ARCHIEPISCOPIS-ET-EPISCOPIS-NUNCUPATIM EBORENSI-MITYLENENSI-AVERIENSI-CONIMBRICENSI LERINENSI-PACENCI-VISEENSI- VILLA-REGALENSI-LAMACENSI BRIGANTINO-PORTUCALENSI-AEGITANIENSI / PORTALEGRENSI-ALGARBIENSI-COLLEGIO-CANONICO-BASILICAE BRACARENSIS-MINISTER-IURIS-HONORATISSIMUS PROF.-CAVALEIRO-FERREIRA-EGREGIOS-INTER-VIROS-ATQUE-MAGISTRATUS-TANQUAM-PROCURATOR-CELSAE-POTESTATIS-DITIONIS PATRIAI-HUD-IMMERITO-PRAECELLIT IN-HUIUS-DIEI-CENTENARII-MEMORIAM-CONVENTU-ALIQUOT DIERUM-SPECTANTI-STUDIA-AD-MARIALIA-ANTEACTO HIC-LAPIS-CLARISSIMI-CONSILIO-ARCHIEPISCOPI PRIMATIS-AFFIXUS-EST.; inscrição gravada nas capelas laterais, do lado do Evangelho, leitura: VENHA A NÓS O VOSSO REINO; inscrição gravada nas capelas laterais, do lado da Epístola, leitura: JOSÉ ESPOSO DE MARIA DA QUAL NASCEU JESUS (S. MAT. I); inscrição gravada na torre sineira, do lado direito, na fachada voltada a S., bronze, leitura: AO REVERENDO PADRE MARTINHO ANTÓNIO PEREIRA DA SILVA INSPIRADO FUNDADOR DESTE SANTUÁRIO MARIANO HOMENAGEM DA CONFRARIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DO MONTE SAMEIRO NA COMEMORAÇÃO DO I CENTENÁRIO 7 DE JUNHO DE 1964; inscrição gravada no vestíbulo, mármore, leitura: ESTA BASILICA FOI BENEFICIADA COM NOTÁVEIS OBRAS DE ACABAMENTO, NOMEADAMENTE PINTURAS, AZULEJOS PAVIMENTO, VITRAIS, QUEIMADORES, GRADES ORNAMENTAIS E BANCOS DURANTE OS ANOS DE 1981 - 1982. ESTES MELHORAMENTOS FORAM INAUGURADOS POR SUA EXCIA. REVMª O SENHOR, D. EURICO DIAS NOGUEIRA, ARCEBISPO PRIMAZ, NO DIA 28 DE FEVEREIRO DE 1982 E MANDADAS EXECUTAR PELA MESA DA CONFRARIA, ASSIM CONSTITUIDA: MONSENHOR AMÂNDIO RODRIGUES ALVES DE CASTRO, MONSENHOR AMÉRICO FERREIRA ALVES RAMIRO CORSINO NUNES DA SILVA COMENDADOR MANUEL DA SILVA VILAVERDE DR. MANUEL FILIPE NORONHA FREIRE DE ANDRADE ENGENHEIRO ANTÓNIO JOSÉ CARLOS JUNQUEIRA DE ALMEIDA ANTÓNIO PIRES DA SILVA JOAQUIM SÁ MACHADO JOÃO JOSÉ DA COSTA PIRES; inscrição gravada no vestíbulo, mármore, leitura: AO PADRE MARTINHO ANTÓNIO PEREIRA DA SILVA FUNDADOR DO PRIMEIRO MONUMENTO À IMACULADA CONCEIÇÃO NO MONTE SAMEIRO NO CENTENÁRIO DA SUA MORTE / HOMENAGEM DA CONFRARIA E DOS SEUS AMIGOS DO SAMEIRO 8 DE ABRIL DE 1975; inscrição gravada na cripta, mármore, leitura: AD PERPETUAM REI MEMORIAM BENZIDA A PRIMEIRA PEDRA DESTA CRIPTA POR SUA EXCIA. REVMª. O SENHOR DOM FRANCISCO MARIA DA SILVA, ARCEBISPO PRIMAZ, NO DIA 31 DE AGOSTO DE 1973, FOI A MESMA SOLENEMENTE INAUGURADA EM 17 DE JUNHO DE 1979, NA PRESENÇA DE TODO O EPISCOPADO PORTUGUÊS E DO SENHOR NÚNCIO APOSTÓLICO MONSENHOR SANTE PORTALUPI, PRESIDINDO À CONCELEBRAÇÃO SUA EMINÊNCIA O CARDEAL PATRIARCA, DOM ANTÓNIO RIBEIRO, SENDO ARCEBISPO DE BRAGA DOM EURICO DIAS NOGUEIRA. MANDOU-A CONSTRUIR A CONFRARIA DE NOSSA SENHORA DO SAMEIRO, DE CUJA MESA FAZIAM PARTE OS SEGUINTES MEMBROS: PRESIDENTE - MONSENHOR AMÂNDIO RODRIGUES ALVES DE CASTRO VICE-PRESIDENTE - ENGENHEIRO ALBERTO JOSÉ VALE REGO DE AMORIM VEDOR DE CULTO - CÓNEGO MANUEL RODRIGUES DE AZEVEDO SECRETÁRIO - COMENDADOR FERNANDO DA COSTA VILAÇA TESOUREIRO - COMENDADOR MANUEL DA SILVA VILAVERDE VOGAIS - DR. MANUEL FILIPE DE NORONHA FREIRE DE ANDRADE ENGRº ANTÓNIO JOSÉ CARLOS JUINQUEIRA DE ALMEIDA ANTÓNIO PIRES DA SILVA ABEL RODRIGUES DE SOUSA GAMA FORAM ARQUITECTOS DESTA OBRA: D. MARIA JOSÉ MARQUES MOREIRA DA SILVA E DAVID MOREIRA DA SILVA; HERÁLDICA: Na fachada principal escudo da Confraria de Nossa Senhora da Conceição do Sameiro; cartela decorativa sobre a qual assenta o escudo, encimado por coroa real. Dois ramos, um de carvalho e outro de oliveira, ladeiam a cartela e cruzam-se na ponta. Escudo com composição partida, possuindo no I as armas de Portugal com os escudetes postos em aspas e a bordadura carregada de sete torres em vez de sete castelos; no II o monograma mariano AM encimado por uma estrela de cinco pontas.

Utilização Inicial

Religiosa: santuário

Utilização Actual

Religiosa: santuário (culto diário)

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Braga)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: Luís Cunha (praceta João Paulo II); AUTOR DE RISCO: António Dias Salgado (1883), Joaquim Augusto Correia Guimarães (1890); ENTALHADOR: José Manuel da Costa Lopes (1880); ESCULTOR: Emídio Carlos Amaticci (primeira estátua de Nossa Senhora do Sameiro), Oficinas Teixeira (1886), Raul Xavier (estátuas de São Cirilo de Alexandria, São Bernardo de Claraval, Santo António de Lisboa e Santo Afonso Maria de Ligório), António Pacheco (estátua de bronze de João Paulo II); MESTRE DE OBRAS: José Maria de Araújo (1880, 22 Julho), Guilherme José Pereira (1897); OURIVES: Martins Barata (sacrário), Roque Gameiro (coroa); PINTORES: Jaime Martins Barata (séc. 20), Querubim Lapa (1988).

Cronologia

1861 - O Pe. Martinho António Pereira da Silva tem a ideia de erigir um monumento à Imaculada Conceição, no cimo do Monte Sameiro; 1863, 14 Junho - é benzida a primeira pedra do monumento em honra de Nossa Senhora do Sameiro; 1864 - encomenda de uma estátua de Nossa Senhora da Conceição ao escultor Emídio Carlos Amaticci; 1869, 29 Agosto - inauguração e bênção do monumento pelo Arcebispo D. José Joaquim de Azevedo e Moura; 1880 - referência ao retábulo, realizado pelo entalhador José Manuel da Costa Lopes; 19 Julho - é concluída a construção da capela-mor; 22 Julho - referência às obras na capela do Sameiro, dirigidas pelo mestre José Maria de Araújo; 5 Agosto - informação sobre o andamento das obras, referindo-se que o risco da capela é idêntico ao da igreja do Hospital de São Marcos (v. PT010303410018), mas com menor amplitude; 1876, 22 Dezembro - bênção em Roma pelo Papa Pio IX da imagem de Nossa Senhora do Sameiro, destinada ao templo; 1878, 7 Agosto - chegada a Braga da imagem benzida por Pio IX, ficando na Igreja do Pópulo (v. PT010303410031) durante dois anos; 1880, 29 Agosto - condução solene da imagem da Igreja do Pópulo para o Sameiro; 1881 - a "classe" dos artistas oferece uma cruz de prata; 1881, finais - intenção de construir uma nova igreja; 1 Novembro - o Engenheiro distrital António Plácido Peixoto de Vasconcelos foi encarregado de apresentar um risco completo para um novo tempo, demolindo o que se acha principiado; 1882, Junho - marcada a extensão do terreno necessário para o templo, assim como para a estrada e avenidas; 1882, Outubro - entregue a planta, foi aprovada pela Junta dos Irmãos da Senhora do Sameiro; Novembro - apresentação na sacristia da Igreja dos Terceiros, em Braga, da planta e alçados do novo templo; 1883, 9 Janeiro - destruição criminosa do monumento, tendo escapado, somente, a cabeça da imagem da Virgem; 1883, Agosto - apresentação de um novo projecto para o Sameiro, da autoria de António Dias Salgado, da Póvoa de Lanhoso; 1884, Março - referência ao novo plano para o Sameiro, incluindo o templo, escadório, monumento e quartéis; Maio - informação de que tinha sido escolhido o terreno para o santuário, "na vertente da montanha que vira para Braga"; 28 Julho - início da reconstrução do novo monumento; 1886, 9 Maio - inauguração de um novo monumento a Nossa Senhora do Sameiro, com uma imagem em mármore executada nas oficinas Teixeira, de Braga; 1888, 12 Janeiro - o rei D. Luís I concedeu o título de Real à Confraria de Nossa Senhora da Conceição do Monte Sameiro; 1890, Março - arrematação parcial das obras de pedraria a efectuar no novo templo; 31 Agosto - lançamento da primeira pedra do actual santuário, pelo Arcebispo de Braga, D. António José de Freitas Honorato; festa de inauguração dos trabalhos, referindo-se que o risco foi desenhado por Joaquim Augusto Correia Guimarães, condutor de 2ª classe de Obras Públicas do distrito de Braga; 1894, Maio - encomenda da imagem do Sagrado Coração de Jesus; 1896, Janeiro - lançada a segunda empreitada da construção; 1897, Abril - nova empreitada pelo mestre de obras Guilherme José Pereira, pela quantia de 7800$000 réis; 1900, Abril - nova empreitada arrematada por 3099$000 réis, verba coberta por um donativo de Alberto Fernandes de Azevedo; 1904 - um grupo de pessoas, entre as quais se conta a rainha D. Amélia, ofereceu uma coroa em ouro, durante as comemorações do cinquentenário da definição dogmática da Imaculada Conceição; 1904, 12 Janeiro - coroação solene da imagem de Nossa Senhora do Sameiro colocada no santuário; Maio - as obras aceleram-se tendo-se feito um soalhamento provisório para as festas dos 50 anos; séc. 20 - Jaime Martins Barata foi o responsável pela pintura de alguns vitrais; 1928, Fevereiro - a revista Ilustração Católica fala da fachada do templo, cuja capela-mor está a ser demolida para se construir a nova abside; 1941, 12 Julho - sagração do novo altar do templo do Sameiro pelo Arcebispo D. António Bento Martins Júnior; 1953 - conclusão de obras; 1954, 8 Junho - inauguração dos novos monumentos ao Coração de Jesus, a Nossa Senhora e ao papa Pio IX; 1957, 15 Maio - inauguração do monumento ao Pe. Martinho; 1959, 30 Agosto - inauguração do monumento a São Cirilo de Alexandria; 8 Dezembro - inauguração do monumento a Santo António de Lisboa; 1960, 29 Maio - inauguração do monumento a São Bernardo de Claraval; 28 Agosto - inauguração do monumento a Santo Afonso Maria de Ligório; 1969, 29 Agosto - bênção e inauguração do Centro Apostólico do Sameiro; 1973, 31 Agosto - início da construção do recinto coberto da cripta; 1979, 13 Junho - os restos mortais do Pe. Martinho Silva, fundador do santuário, são trasladados para a criptra; 1979, 17 Junho - inauguração do recinto; 1982 - visita de Sua Santidade o Papa João Paulo II ao santuário; 1988 - o pintor Querubim Lapa pinta os painéis de azulejo da cripta, alusivos à obra evangelizadora dos portugueses.

Características Particulares

A igreja de planta regular e extrema simetria, segundo uma matriz classicizante já fora de época, ostenta uma volumetria imponente, reforçada pela verticalidade que é acentuada pelas torres sineiras que flanqueiam a fachada principal e pelo zimbório que cobre a capela-mor. Embora todo o trabalho de pedra revele mestria a junção dos vários elementos decorativos resulta num exercício de arquitectura revivalista marcado por um certo exagero.

Dados Técnicos

Estrutura mista.

Materiais

escadório, fontes, cruzeiro, estrutura da igreja, pilastras, colunas, modinaturas, passadeira central do pavimento da nave, balaustradas, bases dos púlpitos, cornijas e cachorros em cantaria de granito; retábulos, pias de água benta e túmulo do fundador, em mármore; pavimento da cripta em tijoleira cerâmica; portas, guardas-vento, pavimento da nave, escadas interiores, pavimentos e cobertura dos anexos, caixilharias, em madeira; guardas dos púlpitos em talha dourada; janelas com vitral; grades do vão de escadas para a cripta e das janelas, em ferro; sub-coro, corredor e átrio com silhar de azulejos industriais; cripta com painéis de azulejo relevados; coberturas exteriores em telha de aba e canudo.

Bibliografia

Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1953, Lisboa, 1954; NÓBREGA, Artur Vaz Osório da, Pedras de Armas e Armas Tumulares do distrito de Braga, vol 2, Braga, 1972, pp. 104 - 107; Fastos Episcopaes da Igreja Primacial de Braga, vol. 4, Braga, pp. 282 - 284; BORGES. Cónego José, O Sameiro. Solar da Imaculada. Breve História de um Belo Santuário e Notas do meu Peregrinar, Braga, 1999; OLIVEIRA, Eduardo Pires de, Arte religiosa e artistas em Braga e sua região (1870 - 1920), Braga, 1999, pp 130 - 145; OLIVEIRA, Eduardo Pires de, Braga. Percursos e memórias de granito e oiro, Porto, 1999, pp. 305 - 307; COSTA, Salvador, Santuários do Norte de Portugal, Porto, 2000, pp. 25 - 30; Da Fonte do Grilo ao Zimbório, in Correio do Minho, 5 Janeiro de 2003, p. 9; LEITE, Pe. Fernando, História do Sameiro, Braga, 2004.

Documentação Gráfica

DGEMN: DSID

Documentação Fotográfica

DGEMN: DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

CNSS: 2003 - Recuperação da Capela do Santíssimo Sacramento.

Observações

Autor e Data

António Dinis 2005

Actualização

 
 
 
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