Arco romano de Beja / Porta de Évora

IPA.00000968
Portugal, Beja, Beja, União das freguesias de Beja (Santiago Maior e São João Baptista)
 
Arquitectura militar, romana. Arco de volta redonda, que fazia parte de uma das portas de acesso ao circuito muralhado defensivo, construído no período tardo-romano para defesa de "Pax Julia".
Número IPA Antigo: PT040205110001
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Arco de volta perfeita com grandes aduelas, impostas molduradas e pés direitos formados por grandes blocos de cantaria aparelhada; com uma moldura boleada superior, tem esculpida no vértice uma máscara humana.

Acessos

Rua D. Dinis

Protecção

MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 71 de 25 março 1955

Grau

1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.

Enquadramento

Urbano, topo de outeiro, adossado. Encosta-se a uma das torres que flanqueia a muralha do Castelo (v. PT040205130003) e a um troço da muralha que envolvia a povoação, dando acesso à barbacã que rodeia a torre de menagem, do seu lado O. Sob o arco passa ainda um troço de calçada romana de grandes lajes.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Militar: muralha

Utilização Actual

Turística

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Câmara Municipal de Beja, autos de 20 Dezembro 1939 e 20 Dezembro 1945

Época Construção

Séc. 2 / 3 (conjectural) / 4

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 3 / 4, inícios - construção provável do circuito muralhado de "Pax Julia" (ALARCÃO, 1986), de que fazia parte o arco conhecido como "porta de Évora", integrado no plano geral de construção de muralhas nas províncias romanas; séc. 16, 1º terço - construção de uma segunda porta mais larga (entre a porta romana, que desaparece, e o Hospital da Misericórdia), destruída em 1893, por dificultar o trânsito; 1938 - reconstrução do arco com os destroços entaipados em quintais e moradias.

Características Particulares

O arco tinha ainda como decoração nos cunhais do arco 3 águias de pedra, uma em baixo relevo, as restantes em alto relevo; hoje guardam-se no Museu da Cidade (ESPANCA, 1993).

Dados Técnicos

Materiais

Cantaria de granito

Bibliografia

ALARCÃO, Jorge, Arquitectura romana in História da Arte em Portugal, vol. 1, Lisboa, 1986; CANELAS, Carlos, Beja e as suas fortificações, Arquivo de Beja, Beja, 1966 / 1967; DGEMN, Castelo de Beja, Boletim nº 77 da DGEMN, Lisboa, 1954; ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Beja, Lisboa, 1993; MESTRE, Joaquim Ferreira, Beja - olhares sobre a cidade, Beja, 1991.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

DGEMN: 1938 - reconstrução, durante as obras de restauro do castelo.

Observações

*1 - Desse circuito resta, além do arco da porta de Évora, o arco da porta de Aviz; a porta de Mértola e a de Aljustrel mantiveram-se até ao séc. 19. Nestas portas terminavam as vias romanas que ligavam a cidade a Évora e a Faro.

Autor e Data

Isabel Mendonça 1993

Actualização

 
 
 
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