Ermida de Santo André

IPA.00000996
Portugal, Beja, Beja, União das freguesias de Beja (Santiago Maior e São João Baptista)
 
Arquitectura religiosa, tardo gótica, mudéjar. Capela antecedida por galilé, com paramentos marcados por contrafortes cilíndricos com pináculos cónicos, merlões chanfrados envolvendo a nave e a capela-mor. Encontram-se paralelos tipológicos na ermida de São Brás em Évora (PT04070512021), entre outros exemplos. Retábulo-mor maneirista de madeira integrando painéis de pintura mural manuelina.
Número IPA Antigo: PT040205130002
 
Registo visualizado 180 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Planta longitudinal, composta pela nave rectangular a que se adossa a capela-mor quadrada e uma galilé. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhado de uma (galilé) e duas águas; pequena sineira assente sobre a empena da galilé; galilé, rasgada por arcos redondos nas 3 faces, com contrafortes cilíndricos coroados por merlões chanfrados, com abóbada de cruzaria de ogivas sobre mísulas no interior. Fachada principal, de empena angular, rasgada por portal; fachadas laterais marcadas por contrafortes cilíndricos mais elevados e com remate cónico; um renque de merlões chanfrados remata as fachadas laterais e o corpo mais baixo da capela-mor, rasgado por uma única fresta. INTERIOR: nave única coberta por abóbada de berço quebrado, com arcos torais sobre mísulas; arco triunfal quebrado sobre pilastras; capela-mor com abóbada de cruzaria de ogivas descarregando em mísulas. Paredes da capela-mor totalmente revestidas a azulejos de padrão polícromo seiscentista (maçaroca). Retábulo-mor de madeira, conjugado com painéis de pintura mural, ocultando o revestimento azulejar do alçado fundeiro, idêntico ao dos alçados alterais; é de planta recta e estrutura tripartida definida por quatro colunas de fustes estriados e pintados fingindo mármore; banco assente directamente na mesa de altar, rectangular de alvenaria; no corpo ao centro nicho de volta perfeita, decorado por marmoreados fingidos e com pequeno baldaquino decorado interiormente por um sol; dos lados painéis rectangualres decorados com pinturas murais figurando uma cena do martírio de Santo André e uma cena do Calvário; remate em friso e cornija; ático com tabela rectangular circunscrita por colunas idênticas às do corpo, repetindo o mesmo sequema do eixo central mas rematado por pequeno frontão triangular; nos eixos laterais tabela decorada por pinturas; sotobanco revestido a azulejo e apresentando dois nichos quadrangulares fechados por portadas de madeira *1; frontal da mesa de altar revestido por pinturas murais, imitando adamascado a ouro e servindo de fundo à representação 2 anjos-tenentes amparando o escudo nacional sobre esfera armilar.

Acessos

EN 121, junto a uma das entradas de Beja

Protecção

MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 82 de 06 abril 1961

Grau

1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.

Enquadramento

Urbano, meia encosta, isolado. A ermida, assente em afloramento rochoso, implanta-se num largo arborizado, no limite da área urbana, junto a rotunda de um dos principais acessos rodoviários da cidade.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: ermida

Utilização Actual

Devoluto

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Câmara Municipal de Beja, processo de cessão em curso

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

Séc. 16, inícios - provável construção do templo no local, onde, segundo a tradição no local terá existido um primitivo edifício, fundado por D. Sancho I, em comemoração da 1ª conquista da cidade em 1162; junto à ermida existiu uma gafaria; realização pinturas murais; Séc. 17 - execução dos azulejos e execução do retábulo-mor reaproveitando as pinturas murais quinhentistas; 1939 - a capela serviu o vizinho cemitério, como capela mortuária; 1852 / 1853 - a câmara mandou aplicar no interior azulejos procedentes do demolido Convento de Santa Clara, 1994 - existia ainda no nicho central do retábulo-mor a ladeiam a imagem estofada do padroeiro.

Características Particulares

As pinturas murais manuelinas

Dados Técnicos

Estrutura de paredes portantes, reforçada por contrafortes cilíndricos sobre os quais descarregam as abóbadas; coberturas em telha assentes sobre estrutura de madeira no extradorso das abóbadas.

Materiais

Paredes de alvenaria rebocada e caiada. Cobertura em telha. Pavimento em tijoleira. Ferro no gradeamento da galilé.

Bibliografia

BRITO, Diogo de Castro e, A Ermida de Santo André, Boletim Oficial da Junta da Província do Baixo Alentejo, Beja, 1937; ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal, Lisboa, 1993.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMS

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; IANTT, Memórias Paroquiais, vol. 6, Lisboa, 1758.

Intervenção Realizada

DGEMN: 1960 / 1970 - reparação da cobertura e de rebocos; arranjo da grade do alpendre; 1977 - substituição da cobertura; 1979 - Reparação da cobertura, reconstrução de rebocos salitrosos, caiação.

Observações

Autor e Data

Isabel Mendonça 1994

Actualização

Rosário Gordalina 2006
 
 
 
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