Paço Real de Santarém / Colégio de Nossa Senhora da Conceição / Seminário de Santarém / Catedral de Santarém / Sé de Santarém

IPA.00010134
Portugal, Santarém, Santarém, União das freguesias de Santarém (Marvila), Santa Iria da Ribeira de Santarém, Santarém (São Salvador) e Santarém (São Nicolau)
 
Arquitetura religiosa educativa, maneirista, barroca e neoclássica. Colégio da Companhia de Jesus, de estrutura retangular, com igreja ao centro e dois pátios, em volta dos quais se desenvolviam a vida escolar, no lado esquerdo, e conventual, no lado direito. Igreja de planta longitudinal composta por nave, para onde abrem oito capelas laterais à face, um dos esquemas jesuítas, e capela-mor mais estreita, com coberturas diferenciadas em teto plano de madeira, na nave, e em falsa abóbada de berço de madeira, na capela-mor, ambos pintados em "trompe l'oeil", com iconografia alusiva à Companhia de Jesus, semelhante às coberturas da Casa Professa de São Roque, em Lisboa (v. PT031106150012) e do Colégio do Funchal (v. PT062203080006). A fachada principal tem afinidades compositivas com a de Coimbra (v. PT030603250001), com estrutura tripartida, flanqueada por dois panos, que corresponderiam às torres sineiras, não construídas, rasgada por três portais de verga reta e vazada por janelas e nichos, contendo os principais Santos da Ordem, rematada por tabela com a imagem do orago, flanqueada por aletas e rematada em frontão de lanços. Interior com cinco tramos definidos por pilastras, o primeiro correspondente ao coro-alto, assente em colunas, e os restantes às capelas laterais enquadradas por arcos de volta perfeita, contendo retábulos de talha dourada ou policroma, ou em cantaria, do estilo barroco nacional e joanino, as últimas constituindo retábulos relicários; são encimados por tribunas com guarda balaustrada. No penúltimo pilar e com acesso pelos corredores laterais, dois púlpitos confrontantes, de planta quadrangular e guarda plena, encimados por baldaquino. Arco triunfal de volta perfeita, ladeado pelas janelas das tribunas, elementos que se repetem na capela-mor, com retábulo sobre supedâneo, em embutidos de mármore, de planta reta e um eixo, contendo trono expositivo e sacrário embutido. No lado do Evangelho, sacristia, com arcaz de madeira e enorme lavabo. O colégio e zona conventual tinham acesso pelas respetivas portarias, a ladear a igreja, a segunda protegida por alpendre, desenvolvendo-se em torno de dois pátios de dois pisos, o do lado esquerdo correspondente ao colégio, com o piso inferior de arcadas e o superior com janelas de sacada, tendo a Sala dos Actos situada em zona frontal ao acesso, de construção tardia e decoração neoclássica. No lado oposto, a zona conventual, implementada em torno do Pátio da Cisterna, com alas rasgadas por janelas retilíneas, de dois andares, possuindo ampla ala dos dormitórios, percorrida por largos corredores centrais abobadados e decorados com azulejos barrocos joaninos, marcados exteriormente por panos de muro em empena, numa solução semelhante ao Colégio do Funchal, com cubículos iluminados por janelas com conversadeiras. No piso inferior, o refeitório, antecedido pela sala do lavabo.
Número IPA Antigo: PT031416210009
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Planta poligonal irregular, composta por igreja central de planta longitudinal, com capelas laterais à face e capela-mor mais estreita, tendo sacristia no lado esquerdo, e pelos corpos do convento, no lado direito e colégio, no oposto, desenvolvidos em volta de três pátios, o posterior aberto e integrando torre sineira quadrangular; prolonga-se, no lado direito, por dois corpos perpendiculares. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de duas e quatro águas, sendo em terraço sobre a sineira. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por alto embasamento de cantaria, em aparelho isódomo, flanqueadas por cunhais apilastrados e rematadas em frisos e cornijas. Fachada principal voltada a E., simétrica, composta pelo corpo central da igreja, em ligeiro ressalto, de cinco panos definidos por três ordens de pilastras toscanas, as exteriores firmadas por pináculos piramidais, correspondentes a três registos, separados por frisos e cornijas; no pano central, portal de verga reta e moldura saliente, flanqueado por colunas toscanas sobre plintos cúbicos, encimadas por pináculos piramidais, tudo almofadado, as quais sustentam friso de aparelho rústico e cornija; sobre esta, tabela retangular vertical, contendo as insígnias jesuíticas, flanqueada por colunas toscanas e por aletas recortadas, rematando em frontão triangular interrompido, encimado por pináculos e por inscrição rodeada por motivos fitomórficos. Sobre o portal, já no terceiro registo, ampla janela, flanqueada por pilastras e encimada por friso ornado por rosetão. Os panos intermédios possuem portas de verga reta e molduras salientes, encimadas por frontões triangulares interrompidos por pináculos embebidos, sobrepujados por inscrições, encimadas por dois andares de janelas com pilastras laterais, remates em friso, cornija, pináculos e inscrições. Os panos exteriores possuem lápide em losango, com inscrição, encimada por segunda inscrição e por dois nichos em arco de volta perfeita, flanqueados por colunas toscanas, remate em cornija e nova inscrição; nos nichos, as imagens de Santo Inácio de Loyola e São Francisco Xavier e São Francisco de Borja e São Luís Gonzaga. A fachada remata em friso fitomórfico, cornija e tabela central retangular vertical, flanqueada por pilastras toscanas e aletas, possuindo, ao centro, nicho em arco de volta perfeita sobre pilastras, tendo seguintes ornados por elemento vegetalista e, no interior, protegido por vidraça, a imagem do orago, em barro; está ladeado por colunas toscanas, que sustentam o entablamento do remate, encimado por inscrição. Os corpos laterais são semelhantes, de dois pisos divididos por friso de cantaria, o inferior marcado, junto ao corpo da igreja, por portas de verga reta e moldura rusticada, ladeado por duas janelas quadrangulares, protegidas por alpendre sustentado por oito colunas toscanas assentes em plintos cúbicos com as faces almofadadas em losango curvo nos ângulos; possui, ainda, quatro janelas retilíneas; no piso superior, seis janelas de varandim e guarda plena, com molduras de cantaria e remates em cornija, uma delas de maiores dimensões e com guarda em cantaria aparente, marcando o corredor, estando encimada por pano de muro, rematando em empena com cruz latina no vértice, rasgado por óculo circular em capialço. O acesso à fachada lateral esquerda, virada a S., processa-se por vão retilíneo, tendo dois pisos divididos por friso de cantaria, rasgados por dez vãos retilíneos em cada piso, os do lado esquerdo levemente desalinhados, correspondentes, a uma porta ao centro do piso inferior e a janelas de peitoril. Fachada lateral direita virada a N., de dois pisos divididos por friso de cantaria, encontrando-se rasgada por vãos retilíneos e molduras de cantaria, com o remate interrompido por pano de muro em empena marcando os corredores, numa solução semelhante à da fachada principal; no piso térreo, dez janelas e duas portas, surgindo, no superior, 17 janelas de varandim e remates em cornijas, duas de maiores dimensões, as janelas regrais. Fachada posterior formada por três panos, os dois da esquerda bastante salientes, originando um pequeno pátio vedado por muro. O pano da esquerda evolui em dois pisos, com amplo embasamento saliente, tendo, no primeiro piso, três janelas retilíneas, a central de maiores dimensões, surgindo, no superior, três eixos de vãos separados por pilastras toscanas, correspondentes a janelas de varandim com guarda plena, a central maior e rematada por cornija. Na face S., surgem, no primeiro piso, portal em arco apontado protegido por portão metálico e, no segundo, seis janelas de varandim com guardas plenas. O pano intermédio corresponde à torre sineira, com 3 andares de vãos, o inferior com duas janelas em capialço, o intermédio com janela de varandim e guarda metálica, surgindo, no superior, janela retilínea; possui três sineiras em duas das faces e uma nas laterais, todas em arco de volta perfeita assente em impostas salientes, rematando em friso, cornija, pináculos angulares e espaldar recortado de dupla face, ornado por volutas; a esta, adossa-se o corpo do colégio, com quatro pisos de vãos, tendo porta de verga reta no primeiro, janela retilínea no segundo e, em cada um dos pisos superiores, três janelas retilíneas; na face S., janela retilínea e, no topo, outras duas com o mesmo perfil. O pano do lado direito evolui em quatro pisos com os vãos rasgados a partir de eixo central composto por janelas de varandim com guardas metálicas, surgindo, em cada um dos lados, três janelas no primeiro piso, uma de varandim, flanqueada por duas jacentes, e duas janelas de peitoril retilíneas nos superiores. INTERIOR da igreja com uma nave dividida em cinco tramos por pilastras toscanas colossais, assentes em altos plintos paralelepipédicos de embrechados, o primeiro correspondente ao coro-alto. Cobertura em teto plano de madeira, pintado em "trompe l'oeil", com medalhão central representando Nossa Senhora da Conceição entre uma glória de anjos, surgindo, nos ângulos, alegorias aos quatro continentes, figuras femininas do Antigo Testamento prefigurando a Virgem (Débora, Judite, Jael, Ester), santos jesuítas e emblemas da Companhia; pavimento em lajeado. O coro-alto é de perfil convexo, assente em duas colunas toscanas sobre plintos pintados a imitar embutidos e duas consolas, tendo guarda de madeira balaustrada, com acesso por duas portas de verga reta e comportando órgão. Portal axial protegido por guarda-vento de madeira, ladeado por duas pias de água-benta em mármore e, lateralmente, duas portas de verga reta e remate em cornija, de acesso às zonas conventual e colegial. No sub-coro, no lado da Epístola, confessionário de madeira. As oito capelas à face são enquadradas por arcos de volta perfeita assentes em pilastras toscanas, encimados por friso, cornija e, no segundo registo, tribunas de perfil contracurvado, rematadas por cornijas e protegidas por guardas balaustradas; são dedicadas, no lado do Evangelho, a São Francisco de Borja, São Luís Gonzaga, Sagrado Coração de Jesus (inicialmente de São Francisco Xavier) e Nossa Senhora do Socorro; no oposto, Santa Ana, Nossa Senhora da Boa Morte, Nossa Senhora da Conceição (inicialmente de Santo Estanislau de Kotska) e Nossa Senhora da Glória. Confrontantes, surgem os púlpitos, retangulares, assentes em consolas, com guardas plenas e acesso por porta de verga reta, através dos corredores laterais, encimadas por baldaquinos piramidais. Arco triunfal de volta perfeita assente em pilastras, ornado por embutidos de mármore, tendo pedra de fecho com as armas do fundador, D. Duarte da Costa, sendo flanqueado por pilastras toscanas colossais e, em eixo, porta de verga reta e duas tribunas sobrepostas, semelhantes às laterais; a porta do lado do Evangelho liga a capela incaracterística e a oposta à ante-sacristia. Capela-mor elevada por um degrau, com cobertura em falsa abóbada de berço, com pintura de quadratura figurando a "Assunção da Virgem"; tem paredes ornadas por apainelados marmoreados e de estuques relevados, encimados por duplas tribunas. Sobre supedâneo de degraus centrais, retábulo-mor de mármore com embutidos, de planta côncava e um eixo definido por quatro colunas torsas, assentes em consolas e plintos paralelepipédicos. Ao centro, tribuna central em arco de volta perfeita, contendo trono expositivo dourado. A estrutura remata em fragmentos de frontão, encimados por anjos e espaldar contracurvo, com cartela central com as insígnias da Companhia, sustentada por anjos; altar paralelepipédico, de embutidos, formando frontal tripartido, com sebastos e sanefa, encimado por sacrário embutido, ladeado por duas mísulas com imaginária. Na SACRISTIA, coberta por abóbada de berço e pavimento em cimento pintado de várias tonalidades, formando estrela central, destaca-se o arcaz encimado por espaldar e oratório central, tendo, no lado esquerdo, o lavabo. No lado esquerdo, desenvolve-se a área do COLÉGIO, com acesso por portaria com cobertura em falsa abóbada de berço, assente em friso e cornija, pavimento marmóreo e silhar de azulejos de padrão policromo e rodapé em pedra torta. O espaço desenvolve-se em torno de um pequeno claustro de dois pisos, com as alas apresentando diferentes soluções, com duas arcadas, uma delas abatida, no lado E., ligando à portaria, três na oposta e quatro no lado S., sendo a ala N. formada por muro, rasgado, no extremo esquerdo, por duas janelas retilíneas e por janelas em arco abatido na zona superior. As arcadas são de volta perfeita, assentes em pilares toscanos, encimados por janelas retilíneas rematadas por cornijas; as alas apresentam coberturas em abóbadas de aresta, pavimento em lajeado e silhares de azulejo de padrão policromo; na ala O. situam-se as escadas de acesso ao piso superior e a Sala dos Actos, retangular, iluminada por várias janelas, tendo cobertura em teto plano de madeira pintada de bege, assente em friso e cornija, com pavimento lajeado, formado por corredor central em branco e, nas alas, axadrezado preto e branco, revestida por azulejos formando silhar, de padronagem vegetalista e painéis com pequenas reservas com paisagens, pintadas a roxo manganês, e, na base das galerias, padronagem policroma; tem tribunas no lado esquerdo e janela no direito, formando dois arcos abatidos, divididos por mainel; galerias com bancos corridos nas paredes laterais e guardas de madeira balaustrada; na parede testeira, cátedra de madeira. No lado direito, surge a área CONVENTUAL, desenvolvida em torno de dois pátios, um deles fechado, o denominado Pátio da Cisterna, com quatro alas de dois pisos, rasgados regularmente por janelas retilíneas, possuindo instalações sanitárias e acesso à sacristia. O pátio aberto, de feitura mais recente, possui três alas, de três e quatro pisos, rasgadas por janelas retilíneas, algumas de varandim com guarda plena, surgindo, na do lado N., duas arcadas de volta perfeita, com capitéis decorados por elementos fitomórficos e alguns com elementos jónicos, e, no lado E., quatro arcos de volta perfeita, integrando vestígios de capitéis com decoração delida, vestígios dos primitivos Paços Reais *2; esta ala tem cobertura em abóbada de aresta e, ao centro, rasga-se portal em arco abatido, com moldura recortada, encimado por espaldar contracurvo e volutado, integrando tondo com inscrição e remate em cornija angular, interrompida por cartela com as iniciais da Ordem "IHS". O acesso à área conventual processa-se pela portaria, ampla e revestida a azulejo figurativo monocromo, azul sobre fundo branco, representando caçadas, que se prolongam pela escadaria de acesso ao piso superior; é rasgada por portas para as várias alas do piso inferior e porta em disposição oblíqua de ligação à igreja. A partir do patamar superior, também com azulejos representando caçadas e pavimentado a tijoleira antiga, pontuada por reaproveitamento de azulejo azul e branco, desenvolvem-se os enormes corredores, com coberturas em falsas abóbadas de berço e silhares de azulejo figurativo a azul e branco, para onde abrem os cubículos, iluminados por janelas com conversadeiras, atualmente revestidos a azulejo de padrão policromo, e o acesso ao coro-alto. No piso inferior, surge o refeitório e atual cozinha, o primeiro de planta retangular, percorrido por bancos corridos em madeira e assentes em consolas de cantaria, pavimento em pedra de várias tonalidades, formando uma malha reticulada em xadrez, com cobertura em abóbadas de aresta, formando três tramos definidos por arcos abatidos, possuindo púlpito de leitura com bacia pouco saliente e guarda plena, com acesso por porta em arco abatido e moldura recortada. Integra lavabo em cantaria, de espaldar convexo, dividido em três panos, com três bicas, as laterais ornadas por florões, rematando em festões e cornija, esta encimada por fogaréus e cruz central, assente em plinto galbado; o tanque é retilíneo. A cozinha, de planta em L, integra algumas abóbadas do primitivo Paço Real numa das alas, tendo cobertura em falsa abóbada de berço abatido na outra, amplamente iluminada por janelas em capialço e pelas arcadas do pátio aberto.

Acessos

Largo Sá da Bandeira, Campo Sá da Bandeira, Rua Cidade da Covilhã, Rua José Saramago

Protecção

MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 3 027, DG, 1.ª série, n.º 38 de 14 março 1917 (igreja do Seminário) / IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 3 027, DG, 1.ª série, n.º 38 de 14 março 1917 (vestígios do Paço Real) / ZEP / Zona "non aedificandi", Portaria, DG, 2.ª série, n.º 10 de 13 janeiro 1960 (igreja do Seminário e vestígios do Paço Real) *1

Grau

1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.

Enquadramento

Urbano, isolado, situado numa plataforma antecedida, na zona frontal, por patamar protegido por esferas inibidoras de estacionamento, que liga a ampla escadaria poligonal, que leva aos portais da igreja e das portarias, estando em posição dominante sobre o largo, pavimentado a lajes de calcário. As fachadas laterais encontram-se rodeadas por passeio, o do lado direito bordejado por pequenas construções e a fachada do lado esquerdo, parcialmente adossada a portal de verga reta que liga a construção setecentista; esta prolonga-se em muro de alvenaria, encimado por grades, que protege o perímetro da fachada posterior. A fachada lateral direita encontra-se protegida por muro de alvenaria, encimado por merlões. Encontra-se situado nas imediações da Capela de Nossa Senhora da Piedade (v. PT031416210022) e fronteiro à Casa com janela manuelina (v. PT031416210014).

Descrição Complementar

Na FACHADA PRINCIPAL, sobre o portal axial, inscrição: "HAC TIBI MAGNA PARES IMVNI LABE PARENTV / SACRAT IESUADAE GENS TIBI SACRA DOMVM". No lado esquerdo, no pano exterior, a inscrição: "MAG. XAVERIO" e, no intermédio, "SVPER OMNE NOME"; no pano intermédio do lado direito, "DONAVIT ILLI NOME" e, no exterior, "IGNATIO P. MAX.". Sobre os nichos do pano exterior do lado esquerdo, as inscrições: "AD MAI. DEI GLOR." e "DNON MORI IVRO". Sobre as janelas do pano intermédio, as inscrições marianas: "TOTA PVLCHRA ES / AMICA MEA" e "IMACULATAE VIRGI". O nicho central possui várias inscrições: "EL TOTA VT SOL", "PVLCHRA VT LUNA" e, sob oquerubim, "SVB TVVM PRAESIDIVM". A verga da janela central tem as datas: "1711 - 1910 1910". Sobre as janelas intermédias do lado direito, as inscrições: "ET MACVULA NON / ESTINTE Cant. 4" e "VOTV IMORTALE". Sobre os nichos do lado direito, as inscrições: "REPOSIA É MIHI" e "SAT EST DNE.". No coro-alto, ÓRGÃO com dois teclados manuais, correspondentes ao Grande Órgão e Expressivo. CAPELA DE SÃO FRANCISCO DE BORJA com retábulo em cantaria de mármore de várias tonalidades, de planta côncava e um eixo definido por duas colunas de fuste liso e capitéis coríntios, assentes em consolas, exteriormente com duas ordens. Ao centro, nicho contracurvo emoldurado, contendo a imagem do orago. A estrutura remata em entablamento, encimado por acantos, que enquadram espaldar recortado, contendo resplendor, glória e as letras "IHS", sobrepujados por cornija angular. Altar em forma de urna, com frontal almofadado. CAPELA DE SÃO LUÍS GONZAGA tem arco com cartela recortada e ornada por acantos, apresentando coroa fechada. Possui retábulo de madeira marmoreada, de planta côncava e um eixo definido por quatro colunas de fuste liso, capitéis coríntios e assentes em consolas. Ao centro, nicho de perfil contracurvo e emoldurado, contendo painel pintado com a representação do orago. A estrutura remata em entablamento e fragmentos de frontão, sobrepujados por anjos de vulto, que enquadram espaldar recortado, contendo resplendor e pelicano, e por cornija angular, encimada por "putti", querubim e coroa fechada, interrompida por cartela com motivo vegetalista. Altar em forma de urna, flanqueado por elementos volutados, e encimado por nicho em arco de volta perfeita, assente em pilastras, com aletas e rematado por querubim. CAPELA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS com retábulo de talha dourada, de planta côncava e um eixo definido por quatro pilastras com os fustes ornados por acantos, assentes em duas ordens de plintos paralelepipédicos, também decorados por acantos, e por quatro colunas torsas, com o fuste decorado por pâmpanos e assentes em consolas, que se prolongam em quatro arquivoltas, duas torsas, unidas no sentido do raio e interrompidos por fecho em forma de cartela de acantos. Ao centro, pequeno nicho em arco de volta perfeita assente em pilastras, com moldura interna recortada e fundo formado por apainelados de acantos, sob o qual surge um segundo nicho em arco de volta perfeita, encimado por anjos de vulto encarnados. Altar em forma de urna. CAPELA DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO com arco de embutidos, elementos que se repetem no sotobanco, com o altar paralelepipédico, constituindo estrutura tumular, com a inscrição "PAX ET BONUM / D. ANTÓNIO FRANCISCO MARQUES / PRIMEIRO BISPO DE SANTARÉM", flanqueado por duas peanhas, também de embutidos de cantaria. Contém retábulo de talha dourada, de planta reta e três eixos definidos por quatro colunas torsas com os fustes ornados por pâmpanos, assentes em consolas. Ao centro, nicho polilobado, com moldura rendilhada e fundo preenchido por grande resplendor, tendo, na base, pequeno nicho retilíneo. Os os eixos laterais formam painéis estreitos, com apainelados em forma de cartelas de acantos e querubins, que abrem para expor relicários. A estrutura remata em friso e cornija, com fragmentos de frontão, encimados por "putti" de vulto, a enquadrar tabela retangular horizontal, contendo resplendor e flanqueada por estípites e atlantes, sendo sobrepujada por frontão interrompido por cornija contracurva e festões. CAPELA DE SANTA ANA com retábulo semelhante ao de São Francisco de Borja, apresentando remate com espaldar a enquadrar delta luminoso. CAPELA DE NOSSA SENHORA DA BOA MORTE com retábulo semelhante ao de São Luís Gonzaga, tendo, na zona inferior, nicho ovalado, envolvido por acantos e glória de anjos, contendo a imagem do orago, encimado por baixo-relevo a representar a "Assunção da Virgem". No espaldar, surge uma pomba e, no altar, em forma de urna, querubins. CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO com retábulo semelhante ao do Coração de Jesus, consistindo a única diferença no nicho, de maiores dimensões e trilobulado. CAPELA DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA com retábulo semelhante ao de Nossa Senhora do Socorro, mas apresentando nicho com arco trilobulado e altar paralelepipédico de embutidos, formando frontal com sebastos e sanefa, encimado por sacrário envolvido por acantos enrolados; no remate, tímpano em relevo entalhado quinhentista, segundo a tradição vindo de outra igreja de Santarém, representando os "24 anciãos do Apocalipse em adoração ao Livro Sagrado". Junto aos degraus da capela, uma sepultura com pedra de armas insculpida, com a inscrição: "AQVI NESTA SEPVLTVRA / ESTÃO OS OSSOS DE JOÃO DE / ANDRADE PESSOA E DE D. / MARIA DE AFONSECA SVA / MVLHER E DO DOVTOR MA / NOEL DE ANDRADE PESSOA / SEV FILHO INSTITVIODR / E DOTADOR DESTA CAPELLA / OBIITO APRIL MDCLXXXV". CAPELA COLATERAL DO EVANGELHO incaracterística, com cobertura em falsa abóbada de berço, assente em cornija, silhares de azulejos de figura avulsa e pequeno nicho de volta perfeita. A PINTURA da CAPELA-MOR está assinada e datada: "L.G.S. / 1754". SACRISTIA com arcaz encimado por espaldar de talha, com vários painéis divididos por pilastras, firmadas por vasos com flores, contendo representações de jarras floridas, sendo rematado em frisos, cornijas e pequenos frontões recortados. Ao centro, oratório de talha policroma, com marmoreados fingidos verdes, azuis e brancos, de planta convexa e um eixo definido por duas estípites, assentes em plintos galbados, tendo, ao centro, nicho de perfil contracurvo e emoldurado, com o fundo pintado de azul e com glória de anjos. A estrutura remata em frontão interrompido por espaldar curvo, integrando cartela com as iniciais "AM" e coroa fechada. O conjunto insere-se em nicho de volta perfeita, com fecho volutado, assente em pilastras, flanqueado por colunas toscanas com tambores irregulares, com os seguintes ornados por acantos e remate em friso de flores. Sobre o oratório, surgem as letras "IHS" e a data "1680", bem como painel pintado, bipartido por uma cruz latina, tendo, no lado esquerdo, coroa fechada e, no direito, mitra. LAVABO em cantaria, de espaldar convexo, dividido em três panos, com três bicas, as laterais ornadas por florões, rematando em festões e cornija, esta encimada por fogaréus e cruz central, assente em plinto galbado; o tanque é retilíneo, semelhante ao do refeitório. No pátio com vestígios dos Paços Reais, surge um portal com a seguinte inscrição: "ESTE PORTAL QUE DIVIDIA / O CENTRO DO REFEITÓRIO. / FOI PARA AQUI TRASLADADO EM MARÇO DE 1877". A zona que antecede o refeitório possui azulejos policromos, com decoração de acantos e concheados, possuindo painéis alegóricos, e rodapés de pedra torta, que terão vindo de algum edifício franciscano, como se depreende de algumas inscrições alusivas a São Francisco e São Domingos.

Utilização Inicial

Educativa: colégio da Companhia de Jesus

Utilização Actual

Religiosa: catedral / Educativa: seminário / Cultural: arquivo e museu diocesano

Propriedade

Pública: Estatal

Afectação

Igreja Católica (Diocese de Santarém), Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa, artigo 6.º, 07 maio 1940

Época Construção

Séc. 17 / 18 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETOS: Baltazar Álvares (1581); João Nunes Tinoco (atr., séc. 17); Mateus do Couto, tio (1647-1660); Porfírio Pardal Monteiro (1940-1942). CANTEIROS: António Pereira, Vicente Soares e Manuel Rodrigues (1713-17). CARPINTEIRO: José Nogueira (1768). DESENHADOR: Carlos Baptista Garvo (1713). ELETRICISTAS: António de Jesus da Silva (1977, 1985-1986, 1994-1995); General Eletric Portuguesa (1973); Maximiano Monteiro Mendes (1977). EMPREITEIROS: Agostinho F. Quinas (1981, 1992); Anselmo Costa (1960, 1976); Augusto de Oliveira Ferreira & C.ª Lda. (2012-2013); Firma Luseca - Sociedade de Construções, S.A. (1994-1995); Joaquim da Silva Ramalho (1952, 1954-1956, 1958). ENGENHEIRO: João Francisco Tojal (1746). ENTALHADORES: António Luís (1705); António Martins Calheiros (1705); António Pereira (1713-1717); Claude Laprade (séc. 18, atr.); José Pereira Lobo (1710); Manuel Álvares (1703, 1713); Manuel Rodrigues (1713-1717); Matias Rodrigues de Carvalho (1709-1710); Vicente Soares (1713-1717). ESCULTOR: João António Bellini (1734-1740). IMAGINÁRIO: Carlos Baptista Garvo (1713). MESTRES-DE-OBRAS: António Mendes (1576); Miguel de Arruda (séc. 16); Pedro de Arruda (1526); Pêro Nunes (1504). ORGANEIRO: James Chapman Bishop (1835-1842); James Surrel (1858); Nuno Rigaud (2008). PEDREIROS: António Pereira (1713); Manuel Rodrigues (1713); Pedro de Arruda (1526); Pêro Nunes (1504); Vicente Soares (1713). PINTORES: António Lobo (atr., 1728); António Machado Sapeiro (atr., 1728); Diogo Teixeira (1580); Luís Gonçalves de Sena (atr., 1728, 1754); Pedro Alexandrino de Carvalho (atr., 1728); Padre Velazquez (atr., 1728).

Cronologia

Séc. 13, 2.ª metade - construção dos novos paços reais, junto à porta de Leiria, numa zona que passa a chamar-se Alcáçova Nova (BEIRANTE: 1980); 1491 - após a morte do príncipe D. João, filho de D. João II, num acidente a cavalo entre as Ómnias e o Alfange, o edifício passou a ter uma associação de local maléfico, deixando de ser o local privilegiado de estadia da Corte; séc. 15 - 16 - reforma dos paços medievais, durante o reinado de D. Manuel; 1504, 18 maio - nomeação de Pêro Nunes como mestre das obras do paço, recebendo 1 moio de trigo anual; 1526 - nomeação de Pedro de Arruda como mestre-de-obras de pedraria e carpintaria do paço; séc. 16, meados - é mestre-de-obras do Paço Miguel de Arruda; 1576, 07 dezembro - nomeação de António Mendes como mestre-de-obras do paço, por falecimento de Miguel de Arruda; recebia 2 moios de trigo, pagos pela jugada de Santarém; 1580 - pintura de um Pentecostes por Diogo Teixeira; 1581 - nomeação de Baltazar Álvares para mestre das obras dos Paços de Santarém, Almeirim e Salvaterra; 1609 - D. Duarte da Costa, armeiro-mor do reino e padre jesuíta do Colégio de Santo Antão, em Lisboa, oferece-se para financiar o novo Colégio dos Jesuítas em Santarém e umas casas próximas; 1617 - a Companhia de Jesus pede autorização à Câmara de Santarém para fundar um Colégio no local; 1621, 07 maio - chegada dos jesuítas a Santarém e instalação provisória nas casas contíguas à ermida de Santo Antão; 1622 - os paços estão muito danificados, "com muitas casas caídas, torres e pedaços de muros" (BRANDÃO, p. 207); 1637, 24 outubro - aforamento do denominado Chão do Poço, por D. Filipe III a Fernão Teles de Meneses; 1641 - 1643 - transferência dos jesuítas para a ermida de São Sebastião, junto à Porta de Leiria, de onde podiam acompanhar mais de perto as obras do novo edifício; 1647, 14 julho - D. João IV doa à Companhia de Jesus os antigos Paços Reais, obrigando-se esta, em troca, a construir a igreja e instalações para aposentadoria da corte, nas suas deslocações a Santarém; neste Alvará é referido Mateus do Couto (tio) como arquiteto responsável pelas obras, desconhecendo-se se foi o responsável pela feitura do projeto; 1648 - 1676 - data inscrita num lintel da portaria; construção da aposentadoria real; 1651, 06 março - os jesuítas mudam-se para os paços, criação de uma igreja provisória "numa das salas térreas"; 1653 - data do projeto assinado pelo Geral João Paulo Oliva; 1660 - Mateus do Couto é ainda referido como o arquiteto responsável pelas obras; 1672, 07 maio - lançamento da primeira pedra, abençoada pelo prior da igreja de Santo Estêvão, Dr. Francisco Lobo; 1673 - o projeto da fachada é aprovado em Roma, pelo Geral da Companhia, sendo atribuível a João Nunes Tinoco (COUTINHO: 297); 1676 - data inscrita na fachada; 1680 - conclusão da sacristia, segundo data sobre o oratório; 1685 - data na sepultura de Manuel de Andrade Pessoa e dos seus pais, João de Andrade Pessoa e D. Maria da Fonseca; 1686 - instituição da Capela de Nossa Senhora do Socorro pelo Dr. Manuel de Andrade Pessoa, vigário da freguesia de São Martinho, em Santarém; séc. 17, último quartel - fundação da capela de São Francisco Xavier pela respetiva irmandade; 1693, 08 janeiro - compra do Chão do Poço a D. Maria de Lencastre, Marquesa de Unhão; 1696 - instituição da capela de São Estanislau Kostka por João Henriques de Sampaio Rosa, de Penacova (é atualmente dedicada a Nossa Senhora da Conceição); 1698 - trasladação dos ossos do fundador para a capela-mor (falecido em 1613); séc. 18, início - provável execução do retábulo de Nossa Senhora do Socorro, por Claude Laprade; 1702, 06 julho - confirmação da doação dos Paços Reais por D. Pedro II; 1703, 21 abril - ajuste entre João Henriques, morador em Santarém e instituidor da Capela do Beato Estanislau, com Manuel Álvares, entalhador de Lisboa, para a feitura do retábulo, que para o efeito recebeu 310$000; 1705 - fundação da capela de Nossa Senhora da Glória, no lado da Epístola, pelas filhas de Francisco de Sousa Pinto, cavaleiro fidalgo da Casa Real, Jerónima de Sousa Morais e Mariana de Sousa Gouveia; 15 Junho - contrato para a execução do retábulo pelos entalhadores lisboetas, António Luís e António Martins Calheiros, seguindo o modelo do retábulo fronteiro existente na nave da igreja; o contrato acabou por não se concretizar *3; 1709, 3 outubro - contrato com Matias Rodrigues de Carvalho para acrescentar o retábulo de Nossa Senhora da Glória, "pelo mesmo rascunho e forma que elle fez na capela de Nossa Senhora dos Agonizantes da Caza Professa de São Roque"; a obra constaria de capela e nicho da Senhora e glória de serafins e anjos; 1710, 1 março - testamento de Matias Rodrigues de Carvalho, onde declara que a obra a seu cargo no Colégio de Santarém seria acabada por José Pereira Lobo; 1711 - data inscrita na fachada, referindo provavelmente a conclusão das obras da igreja; 1713, 31 maio - ajuste entre Manuel Álvares e a Confraria de São Francisco Xavier, para a execução do retábulo da respetiva Capela, que deveria ser igual à do Beato Estanislau; 1713 - 1717 - realização do retábulo da capela-mor a partir do risco de Carlos Baptista Garvo, pelos artistas lisboetas, António Pereira, Vicente Soares e Manuel Rodrigues; 1728 - conclusão da obra de pintura da abóbada da nave, atribuída a António Lobo (SANTOS, p. 17), a Luís Gonçalves de Sena, a Pedro Alexandrino, ao pintor jesuíta Padre Velazquez (BRANDÃO, pp. 199-277) e a António Machado Sapeiro (SERRÃO, 1989, pp. 253-270); 1734 - 1735 - instituição da capela de Nossa Senhora da Boa Morte, patrocinada pelo mercador de Santarém, José Gonçalves Fagundes; 1734-1739 - feitura da sacristia por João António Bellini; 1735 - início da obra da capela de Santa Ana, de acordo com data nela inscrita; 1738 - ajuste do retábulo de Nossa Senhora da Boa Morte com o mestre António Bellini de Pádua; 19 julho - falecimento de José Gonçalves Fagundes, sepultado na sua capela de Nossa Senhora da Boa Morte; 1740, 17 agosto - inauguração da capela de Nossa Senhora da Boa Morte; 1749 - instituição da capela de São Luís Gonzaga pelo beneficiado Francisco Rebelo de Freire, sede da Irmandade dos Estudantes do Colégio; 1754 - pintura do teto da capela-mor por Luís Gonçalves de Sena, pintor local; 1755, 01 novembro - com o terramoto, cai a cruz de pedra da fachada principal; 1759, 19 janeiro - expulsão dos jesuítas, sendo reitor o Padre Inácio Borges; 7 fevereiro - Inventário dos bens do Colégio, feito pelo Desembargador da Casa da Suplicação, Dr. Inocêncio Álvares da Silva Freire *4; possui as Capelas de Nossa Senhora da Boa Morte, com Irmandade, sendo patrocinada pelo Padre Vicente de Seixas, de Nossa Senhora do Socorro, protegida pelo Padre Francisco Cardoso, a Capela de São Luís Gonzaga, protegida pelo reitor Inácio Borges, Capela de São Francisco Xavier, protegida pelo Padre Alexandre da Cruz, a de Nossa Senhora da Glória, protegida pelo Padre Pedro Homem, a de São Estanislau, protegida pelo mesmo Padre; há a Confraria dos Estudantes; o Colégio possui a Quinta da Labruja, na Golegã, composta por casas nobres, transformadas em cubículos, uma sala, varanda e a Capela de São Sebastião, Quinta dos Caniços e a Quinta de Pernes; 23 junho - Alvará extinguindo as classes e as escolas jesuíticas; 1765, 12 outubro - a Câmara pede a vistoria da Ermida de São Miguel dos Paços Reais, por estar arruinada; 1768, 30 abril - adjudicação das obras da Ermida de São Miguel ao carpinteiro José Nogueira, por 119$200; 1780, 20 janeiro - D. Maria I doa os edifícios laterais ao cardeal patriarca de Lisboa, D. Fernando de Sousa e Silva, que neles instala o Seminário Patriarcal de Santarém ou Real Colégio de Nossa Senhora da Conceição; o Seminário é dotado das rendas da reedificação da Basílica da Estrela; 28 outubro - o vigário-geral de Santarém, João Baptista Salerno, toma posse do edifício; 1780-1781 - obras no Palácio Real para instalação do Seminário; 1787 - colocação da cruz em ferro no remate da fachada, em substituição da anterior em pedra; 1789, 18 agosto - caderno com avaliação da prata que do Erário Régio se mandou avaliar ao Mestre Ourives João de Sousa Jorge, contraste da Corte; 1794 - 1795 - instalação de cinco sinos na Torre dos Presos ou Torre da Gaiola, integrada no edifício do Seminário; 1796 - reconstrução do Pátio dos Estudos, no tempo do reitor, Padre Bento José de Sousa Farinha; 1801 - no antigo Colégio e nos Paços, destinados a aposentadoria real, passa a funcionar o Seminário Patriarcal; conclusão da construção de um corredor na ala S.; 1801 - 1805 - construção da Sala dos Actos, segundo o modelo da Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra; 1807 - com as Invasões Francesas e o saque da cidade, os seminaristas partem para Lisboa; 1811 - regresso dos seminaristas; 1834 - com a vitória liberal, os seminaristas são expulsos e o edifício é transformado em hospital; 1835, 18 março - início da feitura do órgão por James Chapman Bishop; 30 julho - o Ministério da Fazenda ordena o sequestro dos bens e integração dos mesmos na Fazenda Pública; 1837, 13 outubro - a Câmara pede e obtém um poço, pedindo ao major Francisco de Paula Lobo de Ávila que procedesse ao arranjo do mesmo; 1838, 21 maio - deliberação semelhante à anterior; 1842, 17 março - conclusão da feitura do órgão; 1849, 27 setembro - Carta Régia autoriza o Patriarca D. Guilherme I a restaurar o Seminário, incorporando vários bens de paróquias e colegiadas; 1851, 01 setembro - a Câmara pede a restituição do poço existente dentro da cerca; 1852, 10 março - novo pedido do poço pela Câmara; 21 maio - a Câmara toma posse do poço; 1853 - fim de obras profundas no edifício, com inauguração do mesmo; 15 setembro - publicação das condições de funcionamento do Seminário em Diário do Governo; 16 outubro - o Patriarca D. Guilherme Henriques de Carvalho restaura o Seminário, com o título de Nossa Senhora da Conceição, dando-lhe as rendas das paróquias de Santarém, extintas em 1852; 17 outubro - início das aulas; 1854 - 1942 - funciona no local o Liceu Sá da Bandeira; 1875, janeiro - começa a funcionar o novo relógio da torre, adquirido em Inglaterra, por 500$000; 1877 - ampliação do refeitório, com transferência do portal que o dividia para um dos pátios; colocação de azulejo no espaço; séc. 20 - o fundo musical é transferido para a Sé de Lisboa; 1909, 23 abril - um sismo provoca danos no corredor e zimbórios; 1910 - desmantelamento da livraria do Seminário; 1928 - construção do alpendre antecedendo o anexo da igreja do lado S., semelhante ao alpendre da portaria existente do lado oposto; 1940 - 1942 - obras de remodelação, por iniciativa do Cardeal Cerejeira, tendo sido construídas as camaratas, alteradas as instalações sanitárias e vãos exteriores da cozinha, conforme projeto do arquiteto Pardal Monteiro; 1946 - é apresentado um projeto de ampliação do Seminário, da autoria do engenheiro João Francisco Tojal, prevendo a construção de um edifício de três pisos, alinhado com o antigo edifício, recebendo a aprovação do responsável pelo Plano de Urbanização de Santarém o arquiteto João António de Aguiar; o arquiteto Pardal Monteiro apresenta um projeto para a ampliação, não concretizado; 02 outubro - fixação da Zona de Proteção da Igreja do Seminário e vestígios do Paço Real, por Portaria publicada no DG n.º 23, revogada pela Portaria de 1960; 1958 - apresentação de um novo projeto da autoria de Porfírio Pardal Monteiro; 1959, 30 setembro - aprovação pela DGEMN deste novo projeto; 1962 - anulação da obra, pois existiam demandas entre o Patriarcado e a Câmara Municipal, pela concessão dos terrenos; 1975 - a igreja é transformada em Sé episcopal, com a criação da diocese de Santarém, sendo nomeado como primeiro bispo D. António Francisco Marques; os alunos do Seminário são distribuídos por outros estabelecimentos; 16 julho - nomeação do primeiro bispo; 4 outubro - ordenação do bispo; 1979 - obras de adaptação a Centro Diocesano, com divisão das antigas camaratas e grandes salas.

Características Particulares

Antigo Colégio localizado junto às primitivas muralhas da vila, de que preservou uma torre, transformada em sineira, à semelhança do que a Companhia fez no Colégio de Braga (v. PT010303070056), ocupando parte da antiga Alcáçova, de que restam portas em arco quebrado de arestas chanfradas, medievais, abóbadas de arestas e capitéis manuelinos, das obras de remodelação do espaço, os últimos com decoração vegetalista e clássica; algumas das abóbadas encontram-se integradas nas espessuras dos muros, não sendo visíveis os seus arranques. Resta, ainda, um celeiro delimitado por grossas paredes com grande espessura, rasgadas por frestas, de cinco tramos e três alas, com abóbadas de aresta sobre pilares quadrangulares, hoje separadas por paredes, mas constituindo, inicialmente, um espaço amplo. Com a doação dos Paços, foi feita uma Aposentadoria Real, integrada no corpo N.. O edifício foi ampliado para a instalação do Seminário, com a construção de nova ala, partindo da dos dormitórios. A fachada principal da igreja possui várias inscrições, alusivas aos santos da Ordem e às Litanias Marianas, bem como datas de construção e reforma. Interior com grande profusão de decoração em cantaria, indiciando a amplitude dos bens que o fundador colocou à disposição da Ordem, bem como o poder económico dos particulares e confrarias que fundaram as capelas, com embrechados de boa qualidade, sendo alguns retábulos também de cantaria, onde se destaca o mor, desenhado por mestre italiano. A zona conventual possui vasto espólio azulejar barroco, representando caçadas, cenas portuárias e de género, algumas truncadas pela abertura de novos vãos, destacando-se o de temática franciscana, existente junto ao refeitório, indiciando uma proveniência distinta, bem como os da Sala dos Atos, neoclássicos, esta construída à semelhança de outras salas de colégios da Companhia, como o de Évora (v. PT040705210023), ou da Universidade de Coimbra (v. PT020603250014). O refeitório de reduzidas dimensões, comparado com o de outros colégios, encontrava-se seccionado por porta, reaproveitada e colocada num dos pátios internos, surgindo, numa das zonas, a sala do lavabo, que se mantém, com estrutura e decoração joanina, semelhante ao da sacristia. Nesta, surge o arcaz encimado por espaldar reformado no período neoclássico. O alpendre da portaria do colégio foi feito no séc. 20, à semelhança da pré-existente no lado oposto.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria de pedra rebocada e pintada; molduras, frisos, pilastras, colunas, pavimentos, retábulos, bacia do púlpito e lavabos em cantaria; pavimentos e revestimentos murários da igreja em pedra calcária e mármore; pavimentos, retábulos, coberturas, caixilhos e portadas em madeira; pavimentos da sacristia e corredor de acesso em cimento; coberturas em telha cerâmica; janelas com vidro simples.

Bibliografia

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Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, Arquivo Pessoal Porfírio Pardal Monteiro (PPM NT5 UAC58); Câmara Municipal de Santarém

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, SIPA

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSARH-010/234-0155 (1973-1994), DGEMN/DSARH-010/234-0156 (1994), DGEMN/DSARH-010/234-0158 (1994), DGEMN/DSARH-010/234-0159 (1994), DGEMN/DSARH-010/234-0160 (1994), DGEMN/DSARH-010/234-0161 (1994), DGEMN/DSARH-010/234-0162 (1994), DGEMN/DSARH-010/234-0163 (1994), DGEMN/DSARH-010/234-0164 (1994), DGEMN/DSARH-010/234-0165 (1994), DGEMN/DSARH-010/234-0167 (1994), DGEMN/DSARH-010/234-0169 (1994), DGEMN/DSARH-010/234-0172 (1994), DGEMN/DSID-001/014-2017 (1952-1977), DGEMN/DSID-001/014-2018/2 (1954-1980); ATContas: Cartório da Junta da Inconfidência - Companhia de Jesus [Colégio de Nossa Senhora da Conceição] (Mç. 36 - n.º 135)

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1858 - intervenção no órgão por James Surrel; DGEMN: 1952 - por solicitação do pároco, que denuncia o mau estado do pavimento da igreja, realizam-se obras de pavimentação da mesma, com o assentamento de soalho em pinho, por Joaquim da Silva Ramalho; 1954 / 1955 / 1956 - colocação na igreja de pavimento em tijoleira; levantamento do soalho antigo na zona dos bancos e assentamento de novo soalho, com rebaixamento do mesmo, de modo a ficar ao nível de todo o piso da nave e demolição de parte da teia; obras por Joaquim da Silva Ramalho; colocação de novos bancos e genuflexórios em madeira de andiroba, na igreja por Joaquim da Silva Ramalho; obras de demolição do morro existente junto do cunhal do seminário, incluindo escavação e remoção de terras, demolição de escadaria com aproveitamento de degraus, colocação de fundações em alvenaria hidráulica para assentamento da escadaria e assentamento de degraus velhos e novos; obras por Joaquim da Silva Ramalho; 1956 - instalação elétrica para iluminação exterior; 1958 - substituição dos degraus de madeira por degraus de pedra nos altares laterais; colocação de soalho no coro; execução de um sacrário em mármore e um baldaquino amovível; feitura de uma Via Sacra em talha; aquisição de lustres eletrificados semelhantes aos três que a igreja já tem; construção de bancos semelhantes aos existentes; feitura de dois genuflexórios; assentar duas bancadas nas paredes laterais da capela-mor; retoque na abóbada da capela-mor; obras por Joaquim da Silva Ramalho; SEMINÁRIO SANTARÉM: 1959 - arranjo dos telhados do seminário e limpeza e caiação da fachada principal; intervenção no órgão por Américo Peixoto Braga; DGEMN: 1960 - obras na igreja, com construção de uma nova estrutura do telhado; colocação de novas telhas e forro; assentamento de caleiras de zinco; limpeza das fachadas, rebocos, refechamento de juntas e caiações; reparação de caixilhos, incluindo a substituição de vidros; reparação geral de portas, pinturas e caiações; 1973 - obras de reparação da cobertura da igreja, com levantamento de forro; substituição de parte do guarda-pó; reparação das ripas do telhado; construção de passadeiras novas em tijoleira; colocação de nova telha; obras por Anselmo Costa; CMSantarém: 1973 - iluminação exterior da igreja pela firma pela General Eletric Portuguesa; SEMINÁRIO: 1975 - consolidação das estruturas dos alpendres da fachada principal; DGEMN: 1976 - obras de restauro das portas exteriores da igreja, incluindo a substituição de almofadas e troços dos aros e couceiras nas três portas da fachada principal; envernizamento das referidas portas; construção de pavimentos em tijoleira e reconstrução do pavimento em laje de pedra na faixa de remate; levantamento de pavimento em mosaico e assentamento de lajes de calcário; obras de Anselmo Costa; arranjo de rebocos e pintura da fachada principal; lavagem da cantaria da moldura dos vãos; substituição das redes que protegem as imagens da fachada principal; reboco e pintura de paredes interiores; colocação de um novo tampo em madeira num altar lateral; arranjo do pavimento de tijoleira da igreja; pintura do guarda-vento; pintura e limpeza de paredes marmoreadas; obras por Anselmo Costa; 1977 - renovação da instalação elétrica da igreja, por Maximiano Monteiro Mendes; reparação do quadro elétrico por António de Jesus da Silva; 1980 / 1981 - restauro do órgão; 1981 - pintura exterior, limpeza das cantarias, pintura de portas e caixilharias por Agostinho F. Quinas; 1985 / 1986 - reparação do quadro elétrico e da instalação elétrica por António de Jesus da Silva; 1992 - consolidação e limpeza da base e da cruz da igreja por Agostinho F. Quinas & Filhos, Lda.; DGEMN / IPPAR: 1994 / 1995 - reconstrução da cobertura pela Firma Luseca - sociedade de Construções, S.A.; remodelação do sistema de proteção de para-raios por António de Jesus da Silva; restauro das pinturas dos tetos da nave e da capela-mor; obras de conservação e limpeza na capela-mor e capelas laterais; PROPRIETÁRIO: 2008 - restauro do órgão pelo organeiro Nuno Rigaud; DRCLVTejo / DIOCESE: 2012 / 2013 - restauro do edifício; instalação de um museu e de um arquivo, cofinanciado pelo QREN; as obras são adjudicadas à empresa Augusto de Oliveira Ferreira & C.ª Lda.

Observações

*1 - é uma Zona Especial de Proteção conjunta da Janela manuelina de uma casa na Praça Sá da Bandeira, nº 12 e 13, da Igreja do Seminário, Vestígios dos Paços Reais e Igreja da Piedade. *2 - Nas imediações do antigo paço, nas escadinhas das Figueiras, encontra-se uma coluna de fuste redondo e anel intermédio encordoado, com capitel com volutas, suportando um alpendre de uma casa, com a seguinte inscrição aposta na parede: "Esta coluna pertenceu à varanda do palácio real, donde o rei dom Pedro assistiu à execução dos assassinos de Inez de Castro". *3 - Segundo Sílvia Ferreira e Maria João Coutinho, do retábulo da Graça apenas foi feito por António Martins Calheiros o remate, em médio relevo, figurando uma glória composta pelos 24 anciãos de Apocalipse, 12 de cada lado, tendo na mãos instrumentos e coroas na cabeça, no meio dos quais surgia um cordeiro sobre livro aberto; O retábulo segue a estrutura do do Santíssimo de São Roque, optando contudo por colunas salomónicas, mais ao gosto moderno que na Casa Professa. *4 - o inventário começou pelos cubículos dos Padres e irmãos, num total de 25; no Dormitório, existia uma Capela com sacrário e 5 imagens, de Santo Cristo, Nossa Senhora, Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Francisco de Regis; na capela-mor, registou-se a existência de um quadro de Nossa Senhora da Conceição, envolvido por retábulo de pedra, tendo 2 imagens de vulto, em pedra, de Santo Inácio de Loyola e São Francisco Xavier, bem como um busto-relicário de São Francisco Xavier; na sacristia, um Crucificado, uma Senhora com o Menino, 3 quadros da Virgem e quatro armários; no Refeitório, uma "Última Ceia" e uma cadeira de onde se lê; a Capela de Nossa Senhora da Boa Morte tinha a imagem do orago, com 6 palmos e uma naveta e um Menino Jesus; na Capela de Nossa Senhora do Socorro, uma imagem do orago com 8 palmos e o Menino nos braços, iluminada por uma grande lâmpada de prata; na Capela de São Luís Gonzaga, um altar de madeira, tendo, no nicho, a imagem do orago e 6 castiçais feitos em Roma; na Capela de Nossa Senhora da Glória, uma imagem do orago, com 9 palmos e o Menino estofado, 6 castiçais de prata, 1 presépio debaixo do altar; na Capela de São Estanislau, uma imagem do Santo, de 3 palmos, com banqueta de cobre prateado.

Autor e Data

Rosário Gordalina 1990 / Isabel Mendonça 2001 / Paula Figueiredo 2005 / Luísa Castro-Caldas 2006

Actualização

 
 
 
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