SIPA disponibiliza uma versão SIG das rotas temáticas
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sexta-feira, 3 de Maio de 2013
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O SIPA passa a disponibilizar uma versão SIG, para download, das rotas temáticas produzidas no âmbito do Inventário do Património Arquitetónico.
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As referidas rotas temáticas, que incluem um texto de apresentação do percurso acompanhado do elenco de objetos arquitetónicos e urbanísticos que o integram, bem como da respetiva descrição e do link ao registo de inventário SIPA, passam a ser complementadas com informação geográfica — dados espacialmente contextualizados que permitem a criação de itinerários e o cruzamento de informação com outros recursos cartográficos georreferenciados existentes —, a qual se encontra disponível no Catálogo de Ficheiros para Download no formato *.kmz através da aplicação Google Earth.
Esta informação geográfica poderá também ser consultada, no mesmo formato, a partir de qualquer dispositivo móvel suportado pelas plataformas Android e IOS que tenha instalado a referida aplicação Google Earth.
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Gonçalo Ribeiro Telles distinguido com o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe
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quarta-feira, 10 de Abril de 2013
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O arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles foi distinguido, no passado dia 10 de abril, com o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, atribuído pela International Federation of Landscape Architects (IFLA).
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A International Federation of Landscape Architects (IFLA) distinguiu o arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles com o prémio Sir Geoffrey Jellicoe, no passado dia 10 de abril, durante o seu 50.º congresso, em Auckland, Nova Zelândia.
O galardão, equivalente ao Prémio Pritzker de Arquitetura, tem como objectivo reconhecer um arquitecto paisagista cuja obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto incomparável e duradoiro no bem-estar da sociedade e do ambiente e na promoção da profissão, como destacam a federação internacional e a Associação Portuguesa de Arquitetos Paisagistas.
Criado em 2004 pela IFLA para homenagear o arquiteto paisagista britânico Sir Geoffrey Jellicoe, seu fundador, este prémio foi, no ano seguinte, atribuído ao arquiteto paisagista americano Peter Walker. Em 2009 foi a vez de Bernard Lassus, de França; em 2011 Cornelia Hahn Oberlander, do Canadá e em 2012 Mihaly Mocsenyi, da Hungria.
Este prémio vem, assim, confirmar o prestígio dos setenta anos de carreira de Gonçalo Ribeiro Telles, na área da arquitetura paisagista em Portugal.
O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) integra informação relativa à obra de Gonçalo Ribeiro Telles. Para aceder a registos do Inventário do Património Arquitetónico de imóveis ou conjuntos que foram objeto da intervenção do arquiteto paisagista, clique aqui para aceder à grelha de pesquisa avançada e aí, no campo Arquiteto / Construtor / Autor, introduza a expressão Gonçalo Ribeiro Telles. Da mesma forma, para aceder a documentos (fotos e desenhos) de Gonçalo Ribeiro Telles nos Arquivos e Coleções do SIPA, clique aqui para aceder à grelha de pesquisa e aí, no campo Autor, introduza a expressão Gonçalo Ribeiro Telles.
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Eduardo Nery (1938-2013)
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segunda-feira, 4 de Março de 2013
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Faleceu o artista plástico Eduardo Nery no passado dia 2 de março, em Lisboa, aos 74 anos de idade.
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Filho da escritora Maria Elisa Nery de Oliveira e do engenheiro Sebastião José de Oliveira, nasceu em 1938, na Figueira da Foz.
Diplomou-se em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, com a classificação de 19 valores, em 1969; frequentou o Curso de Conservadores de Museu, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, entre 1967-1969; fez um estágio em tapeçaria com o pintor Jean Lurçat em França (Saint-Céré), em 1960-1961.
Desenvolveu intensa atividade profissional em diversas áreas, destacando-se a pintura, o desenho, a gravura, a colagem, a tapeçaria, o vitral, a azulejaria, o mosaico e a fotografia; com importância menor, o design de jóias, a porcelana (projeto de um serviço de mesa para a Vista Alegre Atlantis, intitulado “Serviço Nery”, em 2011), a cenografia e a ilustração.
Data de 1966-1968 a sua primeira intervenção plástica na arquitetura, com execução de grandes extensões de pavimentos (interiores), em mosaico hidráulico, em mármore e em calçada mosaico e um painel de azulejo na fachada poente para a nova fábrica da Sociedade Central de Cervejas, em Vialonga. A partir dessa data produziu inúmeras obras para a arquitetura / espaço urbano, diversificando exaustivamente quer as técnicas, quer os materiais utilizados, destacando-se: a cerâmica, em particular o azulejo (Museu da Água, em Lisboa; filial da Caixa Geral de Depósitos e Centro de Saúde, ambos em Angra do Heroísmo; Instituto do Emprego e Formação Profissional, em Coimbra; agência do Banco BNC, em Lisboa; Estação de Contumil, no Porto; Sede da EPAL em Lisboa; Terminal do Aeroporto Internacional de Macau; Viaduto do Campo Grande, em Lisboa; Balcão Portagem do Montepio Geral, em Coimbra; Av. Infante Santo, em Lisboa; viadutos rodoviários junto à estação de Queluz - Massamá; jardins do Palácio Fronteira, em Lisboa; Estação de Tratamento de Água da EPAL, na Asseiceira, Tomar, etc.); o relevo e a pintura murais (Decoração exterior da torre dos silos em betão com faixas horizontais com reboco mais escuro e duas fachadas metálicas em relevo na Central de Cervejas, S.A., fábrica em Vialonga (1966-1968); para o Edifício Comercial na Rua Braamcamp, nº 9 (“Franjinhas”), em Lisboa executou pinturas murais na portaria e na sobreloja e labirintos em relevo e em betão à vista nas duas empenas); o alto-relevo em espelho (Loja Varig, em Lisboa); o desenho para grades metálicas (Clínica de Todos-os-Santos, em Lisboa); o vitral (Igreja de Queijas; na Capela de São José; na Basílica de Fátima; no Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, e na Câmara Municipal de Barcelos); o mosaico vítreo (cúpula da Sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa).
É também autor de vários estudos e projetos de cor para grandes conjuntos urbanos (Plano Integrado de Almada e da Cidade Nova de Santo André, Sines) e edifícios singulares (Serviços Postais de Coimbra; edifícios administrativos da TAP - Air Portugal, no Aeroporto de Lisboa), e de desenhos para pavimentos, no espaço público, em "calçada mosaico", nomeadamente os da vila do Redondo (Alentejo), os do Martim Moniz e da Praça do Município, em Lisboa.
Em 25 de maio de 2005, Eduardo Nery assinou um contrato de comodato com a ex Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, a partir do qual procedeu à entrega de um espólio vastíssimo, constituído dominantemente por desenhos e projetos na área da arquitetura e do espaço urbano, e por muitos outros documentos e fotografias de caráter profissional e biográfico.
Em maio de 2011, na sede do Banco Comercial Português, em Lisboa, foi assinado um protocolo de apoio mecenático entre a Fundação Millennium BCP, o IHRU e Eduardo e Maria da Graça Nery visando a salvaguarda e valorização do arquivo e espólio do artista plástico.
Em junho de 2012, no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, Eduardo Nery foi condecorado pelo presidente da República como Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em cerimónia realizada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) integra informação relativa à obra de Eduardo Nery. Para aceder a registos do Inventário do Património Arquitetónico de imóveis ou conjuntos que foram objeto da intervenção do artista, clique aqui para aceder à grelha de pesquisa avançada e aí, no campo Arquiteto / Construtor / Autor, introduza a expressão Eduardo Nery. Da mesma forma, para aceder a documentos (fotos e desenhos) de Eduardo Nery nos Arquivos e Colecções do SIPA, clique aqui para aceder à grelha de pesquisa e aí, no campo Autor, introduza a expressão Eduardo Nery.
Para obter mais informação sobre Eduardo Nery e a sua obra poderá aceder ao próprio site do artista.
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Estudo e divulgação do património azulejar português
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sexta-feira, 3 de Maio de 2013
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O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e a Rede Temática de Estudos de Azulejaria e Cerâmica João Miguel dos Santos Simões celebraram um acordo de colaboração no âmbito do Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA).
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O acordo tem como objetivo estabelecer e desenvolver uma relação de parceria técnico-científica para o estudo, inventariação e divulgação do património azulejar português. Durante o ano de 2013 proceder-se-á à catalogação dos azulejos pombalinos da Baixa de Lisboa, cujos registos de inventário serão divulgados no SIPA e no Az Infinitum - Sistema de Referência e Indexação de Azulejo.
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Duarte Cabral de Mello (1941-2013)
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sexta-feira, 3 de Maio de 2013
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O arquiteto Duarte Cabral de Mello faleceu no passado dia 30 de abril, aos 72 anos.
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Duarte Cabral de Mello nasceu em Lisboa, em 1941. Em 1970 diplomou-se em Arquitetura, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, após o que frequentou um estágio na área do planeamento urbano nos Estados Unidos da América, onde conheceu vários arquitetos de referência. Entre 1970 e 1972 lecionou no Institute for Architecture and Urban Studies, em Nova Iorque.
Em Portugal foi docente na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa.
Nas décadas de 1970 e 1980 integrou várias equipas de trabalho na área do planeamento urbano e da habitação social, colaborando com Vítor Figueiredo e Maria Manuel Godinho de Almeida, destacando-se em 1973, a zona-piloto de habitação para a EPUL, no Restelo; em 1974, o conjunto de duzentas habitações para a EPUL, em Telheiras-Sul; em 1975, 250 fogos para a Câmara Municipal de Setúbal; em 1975-1976, o Plano do Alto do Zambujal e 800 habitações para o Fundo de Fomento da Habitação.
Em 1980 recebeu a Menção Honrosa (com Maria Manuel G. Almeida) do concurso para o Plano de Renovação Urbana da Área do Martim Moniz, em Lisboa.
Na década de 1990 concebeu um dos planos de pormenor para a Expo 98, em Lisboa e, mais recentemente,o Plano de Urbanização do Centro Histórico de Braga.
São ainda de destacar os seus projetos para a Companhia das Lezírias (1978-80), o Centro Cívico na Caparica (1981), a reconversão de um palacete na Lapa (1983-86) e o Centro Universitário da Madeira (1986).
O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) integra o espólio do Fundo de Fomento da Habitação, bem como o espólio do arquiteto Vitor Figueiredo, do qual faz parte o projeto de arquitetura do Alto do Zambujal, disponível online.
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SIPA disponibiliza dados geográficos sobre Conventos em Lisboa
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sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012
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O SIPA publicou na sua plataforma SIG um inventário temático sobre Casas Religiosas em Lisboa.
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As Casas Religiosas são o tema do primeiro de uma série de inventários temáticos que o SIPA pretende disponibilizar em formato SIG respeitantes a objetos arquitetónicos da cidade de Lisboa com impacto no crescimento urbanístico.
A informação produzida será distribuída em dois formatos: em KMZ, ficheiro de fácil acesso destinado ao público em geral, e em SHP, que integra dados mais direcionados às comunidades educativa e científica, bem como a agentes do património arquitetónico / urbanístico com conhecimentos em software SIG. A partir de ambos os formatos é possível aceder aos registos de inventário constantes da base de dados SIPA.
Estes inventários temáticos irão sendo sucessivamente atualizados, à medida que novos dados e informações sobre os objetos arquitetónicos e urbanísticos inventariados forem sendo recolhidos e processados. A versão que presentemente é disponibilizada sobre as Casas Religiosas inclui 64 imóveis, dos quais 59 ainda existentes e 5 desaparecidos.
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Faleceu Oscar Niemeyer, aos 104 anos de idade
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quinta-feira, 6 de Dezembro de 2012
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Autor de mais de 600 projetos, Oscar Niemayer, um dos maiores génios da arquitetura mundial, faleceu na noite de 4 de dezembro.
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Oscar Niemeyer, de nacionalidade brasileira, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, a 15 de dezembro de 1907.
Resumindo a sua vasta obra, o arquiteto começa a sua atividade profissional, ainda estudante, por volta de 1932 no ateliê dos arquitetos Lúcio Costa e Carlos Leão.
Forma-se em Arquitetura e Engenharia, em 1934, pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Ainda no ateliê dos arquitetos Lúcio Costa e Carlos Leão, e integrando esta equipa, participa no projeto do Palácio de Capanema, sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, em 1936, onde, no ano seguinte, integrando uma vez mais aquela equipa projetista e com a assessoria do urbanista Le Corbusier, projeta o edifício “O Berço”. Ainda em colaboração com Lúcio Costa, projeta o Pavilhão Brasileiro na Feira Mundial de Nova Iorque, em 1939-1940.
Em 1940, conhece Juscelino Kubitschek, presidente brasileiro que lhe encomenda o Conjunto Arquitectónico da Pampulha. Sete anos mais tarde, integraria o Comité Internacional de Arquitetos que desenvolveu a Sede da ONU, em Nova Iorque. Ainda nesta primeira fase projeta vários edifícios de habitação unifamiliar e coletiva, entre as quais a “Casa das Canoas”, esta para sua residência pessoal, que viria mais tarde a constituir parte integrante da Fundação Oscar Niemeyer.
No início da década de 1950 foi inaugurado o “Edifício Copan” e a Bienal do Parque do Ibirapuera, da sua autoria.
Em 1956, Oscar Niemeyer é novamente convidado por Juscelino Kubitschek, desta vez para projetar a nova capital do Brasil — a cidade de Brasília — para a qual o arquiteto muda a sua residência dois anos mais tarde e onde desenvolve uma intensa atividade como projetista. Em 1957 projeta o Palácio da Alvorada e em 1958 conclui, o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional, o Teatro Nacional de Brasília, a Catedral de Brasília e o Palácio do Planalto, sendo estas duas últimas obras as mais emblemáticas desta década.
Durante a década de 1960, é inaugurado em 1962 o Palácio do Itamaraty e o Ministério da Justiça e, em 1965, o Aeroporto de Brasília.
Ainda em 1965 expõe as suas obras no Louvre, em Paris, e termina a construção da Sede do Partido Comunista.
Devido às suas convicções políticas, e durante o período de ditadura militar no Brasil, em 1967 é impedido de trabalhar no seu país. Exilado em Paris, realiza vários projetos internacionais para França, Itália e Argélia. É nesta época que projeta o único edifício de sua autoria existente em Portugal — O Carlton Park Hotel.
Em 1971, lança a sua primeira coleção de móveis na Europa.
Volta a projetar para o seu país na década de 1980, ao assinar a obra do Sambódromo do Rio de Janeiro — Passarela do Samba (obra que viria a reformular, juntamente com a sua equipa, em fevereiro último, passando a contar com mais 12 500 lugares, acomodando presentemente 72 500 pessoas) — e em 1987 o Memorial da América Latina, na cidade de São Paulo.
Em 1991 projeta o Museu de Arte Contemporânea de Niterói e oito anos mais tarde completa o projeto do Auditório Ibirapuera.
Após o virar do século XX, inaugurou, em 2002, o complexo que abriga o Museu Oscar Neimeyer, em Curitiba e, em 2011, o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, em Avillés, Espanha.
Nesse mesmo ano publica a sua primeira obra de ficção Diante do Nada. Em 2011, lançaria o livro As Igrejas de Oscar Niemeyer, para o qual selecionou fotografias e desenhos das dezasseis obras religiosas que realizou ao longo da sua carreira.
Oscar Neimeyer recebeu vários prémios ao longo da sua vida, dos quais destacamos, em 1988, o Prémio Pritzker de Arquitectura; em 1996, o Prémio Leão de Ouro da Bienal de Veneza e, em 2007, aos 100 anos de idade, a medalha do Mérito Cultural do Brasil.
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O SIPA e o Inventário do Património Arquitetónico da Diocese do Porto
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domingo, 11 de Novembro de 2012
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O acordo celebrado em Janeiro de 2011 entre o IHRU e a Diocese do Porto com o objetivo de registar o património arquitetónico implantado na área de influência desta entidade incidiu, durante o ano em curso, sobre os edifícios religiosos das vigararias de Castelo de Paiva–Penafiel, Paredes, Santo Tirso, Trofa e Vila do Conde. Os registos de inventário daí resultantes já foram integrados no SIPA e encontram-se disponíveis on-line.
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O trabalho resulta de uma colaboração entre os técnicos de ambas as instituições, ficando a cargo da Diocese o levantamento de dados no terreno e a produção de registos fotográficos, atividade de que resultou a integração no SIPA de 13729 fotografias. A partir dos dados recolhidos, foi possível aos técnicos do SIPA a produção e a atualização de 298 registos de inventário de diferentes tipologias arquitetónicas, com a seguinte distribuição:
. Mosteiros - 9
. Igrejas paroquiais - 126
. Capelas - 115
. Salões paroquiais - 5
. Cruzeiros e Vias Sacras - 14
. Nichos e Alminhas - 24
. Monumentos escultóricos - 5
Destes registos, novos ou resultado de uma atualização de conteúdos, destacam-se, pela sua qualidade arquitetónica ou pelo reconhecido valor do seu património integrado, alguns edifícios monacais e paroquiais.
Na tipologia arquitetónica Mosteiro, os imóveis registados são essencialmente da Ordem de São Bento ou dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, destacando-se:
O Mosteiro de Bustelo, que integra a atual igreja paroquial da freguesia, e que é um dos mais pequenos da Regra Beneditina, mantendo a zona regral, o aqueduto e, sobretudo, um património de talha dourada do estilo barroco nacional e joanino, dando-se especial relevo ao cadeiral do coro-alto.
O Mosteiro de Santo Tirso , que mantém a sua estrutura primitiva e a respetiva cerca, ainda com funções agrícolas, relacionadas com o ensino, destacando-se as sobrevivências da época medieval nos capitéis do claustro, bem como a decoração barroca nas modinaturas e património interior.
Ainda da mesma Ordem, o Mosteiro de Paço de Sousa, austero e despojado da sua decoração pelas intervenções puristas da DGEMN, onde se mantêm o túmulo do fundador, Egas Moniz, e uma capela manuelina, o atual batistério, com arcosólio do tumulado e revestimentos em azulejo hispano-mourisco.
No que diz respeito ao monacato feminino, salienta-se o Mosteiro de São Salvador de Vairão, de fundação medieval, destituído, atualmente, de grande parte da sua zona regral, bastante remodelada e adulterada, mas cujos igreja, coros, sacristia e capela lateral mantêm o seu património integrado barroco, com uma riqueza de pormenores e de qualidade técnica inegáveis, onde se destaca o nome do entalhador Gabriel Ferreira, natural de Famalicão.
Na tipologia Igrejas Paroquiais sobressaem os seguintes imóveis:
A Igreja Paroquial de Abragão, em Penafiel, de fundação medieval, de que subsiste a capela-mor e respetivos remates exteriores, em cachorrada decorada, alterada interiormente por profusa decoração dos estilos maneirista (retábulos colaterais) e barroca, destacando-se a pintura integral do arco triunfal.
A Igreja Paroquial de Burgães, Santo Tirso, de construção setecentista, de que subsistem três retábulos de talha joanina no interior, tendo sido remodelada em meados do séc. XX, com a construção de uma nova fachada principal, do tipo fachada – torre.
A Igreja Paroquial de Cabeça Santa, de fundação românica, com interessante decoração zoo e antropomórfica nos capitéis exteriores e interiores, despojada do seu património integrado, tendo sobrevivido uma capela lateral, seiscentista, totalmente revestida a talha e a azulejo de tapete.
A antiga Igreja Paroquial de Canas, atual Capela de São Tomé, em Penafiel, Rans, excelente exemplo do tipo de construções locais quinhentistas, existentes em várias capelas penafidelenses, com portais em arcos de volta perfeita com as molduras formadas por aduelas e com a empena da fachada principal truncada por sineira.
A moderna Igreja Paroquial de Fontiscos, construída em 1969 pelo arquiteto Alfredo Moreira da Silva, correspondendo às novas exigências do culto católico pós Concílio Vaticano II.
A Igreja Paroquial de Novelas, em Penafiel, de linguagem modernista, destacando-se a fachada principal com eixo de vãos lobulados e nártex aberto, e o tratamento interior com ampla nave cortada por arcos diafragma, todos eles apontados, imprimindo uma maior elevação ao templo.
A Igreja Paroquial de Raiva, em Castelo de Paiva, um templo simples do qual se destaca a implantação numa encosta das margens do Douro.
A Igreja Paroquial de Santa Maria de Negrelos, em Santo Tirso, bastante simples e despojada, mantendo, porém, interessantes pinturas murais figurativas na capela-mor, datáveis do séc. XVI.
A Igreja Paroquial de São Martinho de Bougado, em Trofa, uma das maiores do concelho, possuindo fachada harmónica, tipologia compositiva pouco utilizada na região, dois púlpitos confrontantes e profusa decoração de talha rococó, denotando a importância e poderio económico do seu patrocinador, D. Diogo Marques Mourato, bispo de Miranda, cuja pedra de armas se encontra no exterior e interior.
A Igreja Paroquial de São Martinho de Penafiel é quinhentista, de três naves, planimetria não muito usual na zona, com a fachada principal marcada por estrutura maneirista, integrando pintura mural alusiva ao orago. O edifício nasce de uma pequena capela dedicada ao Espírito Santo, medieval, de que subsistem alguns elementos na fachada lateral esquerda.
A Igreja de São Tomé de Negrelos, em Negrelos, um templo oitocentista, com fachada torre e totalmente remodelado, mas que mantém uma capela lateral, dedicada ao Santíssimo Sacramento, com acesso por alpendre sustentado por colunata, encimado pela casa do despacho, que mantém uma primitiva janela de ângulo, tudo datável do séc. XVI.
Destacam-se, ainda, o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Santo Tirso, no topo do Monte Córdova, uma estrutura neo-românica, bastante despojada e apenas funcional, bem como, na tipologia de capelas, a Ermida de Nossa Senhora do Salto, em Paredes, Aguiar de Sousa, implantada em zona montanhosa, bastante escarpada, junto ao Rio Sousa, nas imediações de uma mini-hídrica, junto ao rio, onde surgem várias casas de habitação em xisto e com ótimo acesso pela A41.
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Dia Nacional dos Castelos
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quarta-feira, 3 de Outubro de 2012
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O Dia Nacional dos Castelos terá este ano as comemorações oficiais no dia 7 de Outubro, com várias ações por todo o país que promovem a divulgação e conservação do património arquitetónico militar português.
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Tal como em anos anteriores, no próximo fim de semana é possível participar em atividades pedagógicas e lúdicas para os mais novos, bem como animações e visitas guiadas aos castelos e fortificações.
O Encontro Internacional Castelos das Ordens Militares é organizado pela Direcção-Geral do Património Cultural e pelo Município de Palmela, que no âmbito do programa estratégico da Rede de Mosteiros Portugueses Património da Humanidade, propõem um Encontro Internacional com o tema Castelos das Ordens Militares, que irá decorrer entre os dias 10 e 13 de outubro, no convento de Cristo em Tomar.
Este encontro terá a participação de investigadores de vários países, onde será abordado o tema das estruturas fortificadas ligadas às ordens militares: Santiago, Cristo, Avis, Montesa, Alcântara, Calatrava, Teutónica, Templo e Hospital, com destaque para as fortificações e os processos de territorialização e de militarização.
Para aceder a informação sobre fortificações de ordens militares consulte os registos de Inventário do SIPA:
Castelo de Almourol
Castelo de Montalvão
Castelo de Tomar
Castelo de Penamacor
Castelo de Belver
Castelo de Amieira
Castelo de Avis
Castelo de Noudar
Castelo de Santiago do Cacém
Castelo de Monsanto
Castelo de Sesimbra
Castelo de Mértola
Castro Marim
Castelo de Aljezur
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Dia Nacional da Água
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segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
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Celebra-se hoje o Dia Nacional da Água.
O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) associa-se esta comemoração destacando informação sobre imóveis relacionados com a arquitetura da água disponíveis em www.monumentos.pt
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O SIPA e a Música
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segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
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O Dia Mundial da Música comemora-se anualmente a 1 de Outubro.
A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música.
O SIPA alia-se a estas comemorações destacando algum do vastíssimo património arquitetónico inventariado direta ou inderetamente relacionado com a música.
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Venha visitar a Casa da Música, no Porto, OU alguns dos 65 coretos já registados no SIPA como o Coreto da Beira Rio , em Viana do Castelo, o Coreto da Sociedade Filarmónica Operária Amorense, no Seixal e o Coreto de Faro.
Consulte o registo de inventário da Torre sineira da Capela Real da Ajuda, em Lisboa e saiba que o Regimento de música de 1592 referia “2 baixões, uma corneta, 2 organistas, 4 moços de estante e 18 meninos de coro”.
Conheça algumas das Salas de Música de antigos palacetes e solares setecentistas como, em Lisboa, a do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte - com estuques figurando, entre outros instrumentos, um alaúde, uma viola, uma tuba, um clarinete, pandeiretas, pratos, tambores e liras - e a do Palácio Belmonte com azulejos onde se divisam um guitarrista, um violinista e um flautista.
Com finalidade simbólica, alegórica, heráldica ou simplesmente decorativa a Música está omnipresente no nosso património arquitetónico: aprecie as figurações de anjos músicos na capela de São João Baptista na Igreja Paroquial de Veiros (Estremoz) e no oratório do claustro do Convento de Santa Cruz de Vila Viçosa; ou os instrumentos musicais figurados na fachada principal do Teatro do Cabeção (Mora) e do Teatro Garcia de Resende, em Évora.
Na Igreja Paroquial de Estômbar (Lagoa) aprecie as colunas manuelinas do coro-alto com o fuste totalmente esculpido em meio relevo com figuras a tocar diferentes instrumentos musicais. Conheça ainda outros destes espaços onde eram entoados os cânticos que acompanhavam a liturgia como o coro-alto da Capela de Nossa Senhora das Dores, em Vila Real e o da Igreja de São Francisco de Paula , em Lisboa.
Por fim deslumbre-se com o órgão rococó do Santuário de Nossa Senhora da Esperança de Satão (Viseu) ou com o orgão portátil existente no Edifício do Asilo de Inválidos Militares, em Torres Vedras. Pode ainda consultar a vasta documentação textual e fotográfica existente no SIPA relativa a este instrumento; clique aqui, selecione o tipo de documentação pretendida e preencha com a palavra “orgão” o campo de pesquisa "Título".
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Dia Mundial da Arquitetura 2012
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segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
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A Ordem dos Arquitetos celebra o Dia Mundial da Arquitetura com o tema Os Arquitetos Mudam a Cidade, a partir de dia 1 de Outubro, estará em discussão a cidade com um ambiente urbano mais qualificado e sustentável.
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Desde 1996 que a União Internacional de Arquitetos celebra o dia Mundial da Arquitetura, I´m a city changer é o tema escolhido para 2012 pela UIA, que desta forma se junta ao movimento iniciado pela Organização das Nações Unidas com a campanha urbana mundial denominada Melhor cidade, mais qualidade de vida.
A Ordem dos Arquitetos aderiu à ideia, Os Arquitetos Mudam a Cidade, para celebrar no Dia Mundial da Arquitetura propondo vários debates sobre Política Pública de Arquitetura em Portugal, enquanto instrumento fundamental para a melhoria e sustentabilidade do ambiente construído das nossas cidades e território.
Durante o mês de Outubro irão decorrer um conjunto de atividades que promovem a ligação entre a arquitetura e os cidadãos, que evidenciam a importância da arquitetura como “recurso sociocultural e económico fundamental ao serviço de todos”.
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Património edificado ligado à indústria do mármore no SIPA
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quinta-feira, 27 de Setembro de 2012
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O IHRU e o CECHAP firmaram recentemente uma parceria com o objetivo de promover a inventariação e a divulgação, no âmbito do SIPA, do património edificado ligado à indústria do mármore.
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Tendo presente que o Património Arquitetónico ancestralmente relacionado com a indústria extrativa e transformadora do mármore, existente nos concelhos de Borba, Estremoz e Vila Viçosa, representa uma importante parcela do património construído existente no Distrito de Évora e que o CECHAP - Centro de Estudos de Cultura, História, Artes e Patrimónios é detentor e produtor de informação sobre edifícios, estruturas e sistemas de arquitetura ligados à indústria do mármore, foi estabelecida entre o IHRU e o CECHAP uma Parceria técnico-científica no âmbito do Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) tendo em vista o levantamento, inventariação, estudo e divulgação daquele património.
No âmbito desta Parceria, de vigência trienal, cabe ao CECHAP - que encetou um projeto de registo e inventariação do património ligado à indústria do mármore, nele reconhecendo o valor estratégico dos recursos, metodologias e instrumentos do SIPA - inventariar, de acordo com as metodologias SIPA e o estipulado nos planos de ação anuais, esse património, sendo os conteúdos produzidos posteriormente integrados, via extranet, na base de dados SIPA.
Ao IHRU/SIPA cabe assegurar o acompanhamento/consultoria e a validação dos dados fornecidos pelo CECHAP.
Esta Parceria potencia ainda outros projetos de colaboração, nomeadamente ao nível da produção de vocabulários técnicos controlados e da permuta e cedência de documentação.
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SIPA publica on-line Informação Geográfica
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sexta-feira, 24 de Agosto de 2012
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O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico passou, a partir de hoje, a disponibilizar no site www.monumentos.pt Informação Geográfica (IG) sobre património arquitetónico, urbanístico e paisagístico português possível de ser acedida e utilizada em múltiplos formatos e plataformas.
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A Informação Geográfica - IG (entendida como sinónimo de informação georreferenciada ou com referência espacial) assume, no âmbito do Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, um papel preponderante para a pesquisa, estudo e interpretação do património arquitetónico, urbanístico e paisagístico português e de origem ou matriz portuguesa. Permite, paralelamente aos recursos existentes em base de dados, a visualização, a integração e a análise dos dados espacialmente contextualizados, possibilitando o cruzamento com outros recursos cartográficos de base georreferenciados. Deste modo, o SIPA pretende disponibilizar parcialmente a sua Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) a um vasto leque de utilizadores através de diferentes plataformas e formatos.
Os recursos que desde já são colocados à disposição dos utilizadores são os seguintes:
- Catálogo de temas de IG para Download (essencialmente nos formatos PDF (software Adobe Acrobat, outros); KML (software Google Earth, outros) e SHP (software Esri ArcGIS, outros);
- Catálogo de Serviços de IG (quando estiver operacional, permite aceder a recursos disponíveis fundamentalmente para Sistemas de Informação Geográfica (SIG), através da associação do software SIG à IDE do SIPA via Internet).
A breve trecho, será ainda disponibilizada uma ferramenta de visualização / navegação de IG.
Em suma, a Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) do SIPA fica, assim, parcialmente acessível a um vasto leque de utilizadores e parceiros de uma forma versátil, com a vantagem de se poder visualizar a informação sem recorrer à instalação de qualquer software. Possibilita a visualização e aquisição (download) de categorias temáticas do SIPA em diversos formatos. Permite, através de um catálogo de serviços, aceder a diversos temas de informação geográfica (e.g. Património Cultural Protegido, Património Cultural) para os parceiros SIPA e utilizadores SIG (na grande maioria), com a vantagem de facultar IG atualizada em tempo real (através da associação direta aos servidores e bases de dados do SIPA). As plataformas e formatos de acesso à IG do SIPA poderão ser complementares entre si, facilitando a consulta de metadados e sua visualização antes de realizar download ou aceder ao catálogo de recursos, vulgarmente conhecido como Web Map Service (serviços de mapas online).
A maioria dos recursos agrega simultaneamente os respetivos metadados (termo entendido como a informação acerca da informação e que se encontram harmonizados com as normas ISO e a Diretiva INSPIRE, fornecidos em ficheiros do tipo HTML/PDF, excetuando-se os formatos PDF, que incorporam as respetivas fichas técnicas).
Grande parte destes temas de IG, além de incluir uma pequena estrutura alfanumérica de dados fundamentais (e.g. designação e localização do objeto), remete ainda para os registos e arquivos do SIPA (através de links a mais informação), potenciando a relação entre o utilizador e este recurso on-line.
Para além destas plataformas de multiformatos de IG, mantém-se a possibilidade de visualizar os resultados das pesquisas efetuadas à base de dados alfanumérica do Inventário do Património Arquitetónico em mapa.
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Curso de inventariação do património arquitetónico
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sexta-feira, 17 de Agosto de 2012
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O IHRU tem programada para este ano, no Forte de Sacavém, de 24 a 26 de Outubro, uma nova edição do Curso de Formação Inventariação de Património Arquitetónico KIT01 2012.
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OBJETIVOS
Baseando-se nos princípios e regras de inventariação preconizados no KIT01 - Património Arquitetónico Geral, é objetivo do Curso de Formação Inventariação de Património Arquitetónico dotar os formandos das ferramentas e conhecimentos teórico-práticos que lhes permitam reconhecer, identificar e documentar, de forma normalizada e técnica e cientificamente consistente, edifícios e estruturas construídas das mais diversas tipologias
DESTINATÁRIOS
1. Agentes do património arquitetónico, públicos e privados, designadamente: proprietários, afetatários, gestores, utilizadores;
2. Organizações não-governamentais ligadas à salvaguarda e valorização patrimoniais;
3. Investigadores, professores e estudantes, especialmente nos domínios da Arquitetura, da Engenharia, da História, da História da Arte, do Património Cultural;
4. Cidadãos em geral
METODOLOGIA
Aulas teóricas, num total de cerca de 9 horas, com o apoio de apresentações em MSPowerpoint e consulta da base de dados SIPA, disponível em www.monumentos.pt; exercícios práticos, num total de 9 horas, realizados na aula e no terreno, ambos com base em edifícios e estruturas nacionais existentes.
DURAÇÃO
18 horas – 3 dias, de 4º a 6 feira, das 9.30 às 12.30 e das 14.00 às 17.00.
LOCAL
Forte de Sacavém
Rua do Forte de Monte Cintra,
Sacavém
Clique aqui para abrir o registo de inventário do Forte de Sacavém e, a partir dele, aceder ao MAPA e calcular o seu trajeto.
DOCENTES
Doutora Paula Figueiredo e Dra. Paula Noé.
PREÇO
180€ - inclui manual do formando, uma cópia da publicação KIT01 Património Arquitetónico Geral e certificado de presença.
SECRETARIADO
Paula Figueiredo, tel. 219427780, AVFigueiredo@ihru.pt; Paula Noé, tel. 219427780, APNoe@ihru.pt.
FICHA DE INSCRIÇÃO
Clique aqui para aceder ao folheto e à ficha de inscrição.
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Novo horário da sala de leitura do Forte de Sacavém
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quinta-feira, 12 de Julho de 2012
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Entre os dias 15 de Julho e 14 de Setembro, inclusive, a sala de leitura e serviço de referência do Inventário, dos Arquivos e Biblioteca do SIPA encerrarão ao público às Quintas e Sextas-Feiras, mantendo, nos restantes dias da semana, o horário normal. A Biblioteca, porém, estará encerrada ao público de 13 a 31 de agosto.
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Património arquitectónico ferroviário no SIPA
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sexta-feira, 16 de Março de 2012
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O IHRU e a REFER firmaram recentemente uma parceria com o objectivo de promover a inventariação e a divulgação, no âmbito do SIPA, do património edificado ferroviário à guarda daquela empresa.
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Tendo presente que o património ferroviário representa uma importante parcela do património construído existente no nosso País e que a Rede Ferroviária Nacional - REFER, EPE é detentora de um vasto conjunto de informação original sobre edifícios e estruturas ferroviários tutelando um riquíssimo património, não só arquitetónico como documental, foi estabelecida entre aquela empresa e o IHRU, IP, uma parceria técnico-científica no âmbito do sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) tendo em vista o levantamento, inventariação, estudo e divulgação daquele património.
No âmbito desta Parceria, de vigência trienal, cabe à REFER - que encetou recentemente um projeto de inventariação do património móvel e imóvel ferroviário que tutela - inventariar, de acordo com as metodologias SIPA e o estipulado nos planos de ação anuais, esse património, sendo os conteúdos produzidos posteriormente integrados, via extranet, na base de dados SIPA.
Ao IHRU/SIPA cabe assegurar o acompanhamento/consultoria e a validação dos dados fornecidos pela REFER.
Esta Parceria potencia ainda outros projetos de colaboração, nomeadamente ao nível do Thesaurus e da permuta e cedência de documentação.
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Parcerias no âmbito do SIPA entre o IHRU e a Igreja Católica Portuguesa
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terça-feira, 8 de Maio de 2012
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No dia 7 de maio de 2012, pelas 15:00 horas, no Forte de Sacavém, decorreu uma cerimónia de formalização de duas parcerias SIPA entre o IHRU e a Igreja Católica portuguesa.
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O património arquitetónico religioso representa a maior percentagem de património edificado existente em Portugal, símbolo da identidade regional e nacional e da memória devocional portuguesa, constituindo um poderoso fator de distinção e de identificação sociais de indivíduos e de populações.
Face à necessidade de assegurar a produção, acesso e difusão de informação qualificada sobre esse património, capaz de contribuir para a sua identificação, salvaguarda e valorização, mas também como uma das mais eficazes ferramentas para melhorar a qualidade do desempenho dos gestores e utilizadores desse património; aumentar a consciência pública sobre a qualidade da arquitetura e importância de se fomentar a sua proteção; promover a investigação e encorajar a utilização da respetiva informação e documentação, como recurso educativo e fonte de fruição cultural; a Igreja Católica reconhece, enquanto proprietária e administradora de um conjunto muito significativo de património arquitetónico em Portugal, a importância e valor estratégico dos serviços, metodologias e recursos do Sistema de Informação para o Património (SIPA), desenvolvido e gerido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
Tendo em vista a potenciação de competências e a concretização de objetivos comuns, as duas Instituições celebraram entre si, em cerimónia presidida pela Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território:
a) Um Acordo de Colaboração de âmbito genérico, em que outorgam o senhor Arquiteto Victor Reis, na qualidade de Presidente do Conselho Diretivo do IHRU, IP, e D. Pio Gonçalo Alves de Sousa, na qualidade de Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais da Conferência Episcopal Portuguesa;
b) Um Contrato que estabelece o Plano Anual de Ação específico relativo à parceria existente desde início do ano transato entre o IHRU, IP e a Diocese do Porto, ato em que outorga, na qualidade de Diretor do Secretariado Diocesano de Liturgia, o senhor Padre Manuel José Dias Amorim.
Mediante estas parcerias, que têm por objeto o estudo, a inventariação e a divulgação do património administrado pela Igreja Católica, compromete-se o IHRU a desenvolver ações de formação no domínio das metodologias de inventariação arquitetónica; fornecer apoio técnico-científico e consultoria; processar e tratar os dados e informações recolhidos; validar os registos produzidos e atualizados; normalizar e requalificar conteúdos e sistemas de informação e documentação patrimonial; divulgar o património arquitetónico, respetivos inventários e ações realizadas no âmbito do Acordo.
Em contrapartida, compete à Comissão Episcopal, através do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, promover junto das Dioceses Portuguesas e demais instituições eclesiais a implementação de parcerias específicas com o IHRU, de que é caso exemplar a estabelecida com a Diocese do Porto; acompanhar e apoiar o desenvolvimento de projetos e ações de inventariação patrimonial, nomeadamente, a produção e atualização de registos de inventário, bem como a cedência de informação e documentação complementar; divulgar a relação de parceria firmada e integrar outras, tendo em vista a obtenção de financiamentos externos; apoiar e participar no desenvolvimento da rede de recursos e parceiros SIPA.
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Manuel Mendes Tainha (1922-2012)
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quarta-feira, 20 de Junho de 2012
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Manuel Mendes Tainha, referência incontornável da arquitetura portuguesa do século XX, faleceu no passado dia 18 de junho, aos 90 anos.
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Manuel Tainha nasce em Paço d’Arcos em 1922, diplomando-se em arquitetura, em 1950, pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, chegando a trabalhar com Carlos Manuel Ramos.
Entre as obras mais relevantes da sua carreira, que abrangeu toda a segunda metade do século XX, destacam-se, numa primeira fase, a Pousada de Santa Bárbara em Oliveira do Hospital (1955-71), a Escola Agrícola e Industrial de Grândola (1959-63), a Escola de Regentes Agrícolas de Évora (1960-66), as Torres dos Olivais em Lisboa (1961-67) bem como o Centro de Saúde de Sete Rios (1976-79).
Já na década de 80 do século XX, projeta a Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Santarém, Tomar (1988-93) e a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, projeto reconhecido com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura de 1991.
São ainda de destacar os seus projetos para a Biblioteca Municipal de Viseu (1994-99), o Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra, no Pólo II da Universidade de Coimbra (1990-96), o Passadiço do Bom Sucesso em Belém (1992-93), as Estações da Alameda I e II, do Metropolitano de Lisboa (1994-98) e a Porta Norte da Expo 98 (1996-98).
De referir ainda a sua participação em obras como o seu Atelier na Rua Viriato, n.º 5, em Lisboa (1964), a coordenação da brigada técnica que projetou o Bairro SAAL Paz e Progresso do Vale Pereiro (1977) e o Bairro SAAL Unidos Venceremos em Canal Caveira (1978), a Casa Ventura Terra em Lisboa (1990-92), bem a recuperação do Edifício dos Passos do Concelho de Lisboa – Sala dos Vereadores (1998).
Em reconhecimento da qualidade da sua obra foi agraciado com diversos prémios, destacando-se o Prémio AICA – Associação Internacional de Críticos de Arte / Secretaria de Estado da Cultura de 1990, o Prémio Nacional de Arquitetura da Associação dos Arquitetos Portugueses para Edifícios Isolados em 1993, o Prémio MIPRIM, com o Hotel Carlton Palácio, Grupo Pestana, Lisboa 2000.
A par da atividade como profissional liberal, intervindo nas mais diversas áreas, destacou-se ainda no ensaio crítico e como professor.
Foi co-fundador e diretor da revista Binário em 1958, tendo escrito variados textos sobre a arquitetura portuguesa. Em 2002 recebe o Prémio Jean Tschumi da União Internacional dos Arquitetos, atribuído no âmbito da sua atividade como crítico de arquitetura.
Dedicou parte da sua vida ao ensino da arquitetura, sendo co-fundador do Curso de Formação Artística da Sociedade Nacional de Belas Artes de 1965 a 1974, exerceu funções como Professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa entre 1976 e 1992, no Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra de 1989 a 1993 e no Curso de Arquitetura da Universidade Lusíada de Lisboa desde 1993.
Entre 1955 e 1961, no âmbito do Sindicato Nacional dos Arquitetos, Manuel Tainha foi ainda co-promotor e co-organizador do Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa, publicado como Arquitetura Popular em Portugal em 1961.
Foi também Secretário da Direção do Sindicato, entre 1957 e 1958, Presidente do Sindicato, entre 1960 e 1963 e Presidente da Assembleia Geral da Associação dos Arquitetos Portugueses, entre 1982 e 1989.
Em 2000, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República Portuguesa, e foi-lhe dedicada uma exposição retrospetiva na Casa da Cerca, em Almada.
Foi-lhe atribuído o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Técnica de Lisboa em 2004 e pela Universidade Lusíada em 2005.
Em 2007, doou o seu espólio à Fundação Calouste Gulbenkian e em 2010, por ocasião do Dia Nacional do Arquiteto, foi homenageado pela Ordem dos Arquitetos.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra o espólio da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, do qual faz parte o projeto de arquitetura da Pousada de Santa Bárbara em Oliveira do Hospital, disponível on-line.
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Dia Nacional do Pescador
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quinta-feira, 31 de Maio de 2012
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O Dia Nacional do Pescador, instituído no ano de 1997 por decreto governamental, comemora-se todos os anos no dia 31 de maio.
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No Dia do Pescador muitas comunidades piscatórias organizam festejos e diversas atividades para comemorar este dia.Dada a localização geográfica de Portugal, a par da abundância de pescado junto à costa, a atividade ocupou desde épocas remotas um lugar importante na nossa economia, cujo maior desenvolvimento teve lugar a partir de meados do Séc. 19; nos inícios do Séc. 20 muitas povoações concentravam quase toda a sua atividade económica no mar desenvolvendo-se particularmente a indústria de conservas. A partir da década de 30 a atividade decai progressivamente assistindo-se ao encerramento e abandono de inúmeras fábricas de conservas, armações, comunidades piscatórias, tornando-se gradualmente a pesca numa atividade de subsistência, substituída pela agricultura e indústria e, a partir da década de 70, pelo turismo.
O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) associa-se a esta comemoração destacando informação relacionada com a atividade piscatória disponível, em www.monumentos.pt.
Alguns dos registos de inventário aqui destacados encontram-se em diferentes estados de completude, refletindo a fase do processo de produção em que se integram, distinguindo-se entre registos de nível Inventário e registo de nível Pré-inventário. Pode contribuir diretamente para a criação e atualização, no SIPA, de conteúdos (textuais e imagens) sobre este e outro património. Registe-se para aceder às áreas de interatividade da Extranet associada ao Sítio
Conheça:
As Armações de Pesca Ferreira Neto PT050814050016 e do Barril PT050814080062 em Tavira.
As habitações de comunidades piscatórias Casa Avieira PT031415030051 em Muge, Salvaterra de Magos e o Palheiro Amarelo PT020115030062 em Esmoriz, Aveiro.
Os Bairro de Casas de Pescadores em Esposende PT010306050068 e PT010306060049, em Santa Luzia, Tavira PT050814080078, na Fuzeta PT050810050078 e Olhão PT050810010017 e em vila de Rabo de Peixe, em Ponta Delgada, Açores PT072105080014.
Os Frigoríficos de peixe e bacalhau de Massarelos, Porto PT011312070044 e PT011312070485 e os Armazéns piscatórios em Cascais PT031105030158.
As Lotas de Santa Luzia, Tavira PT050814080077, da Fuseta PT050810010036 e de Olhão PT050810030061.
As Fábricas de Conserva de Peixe de Perienes, PT031512050045 em Setúbal, a Ramirez PT050816020036 e a Comalpe PT050816020051 em Vila-Real de Santo-António e a Feu Hermanos PT050811030046 em Portimão.
O Posto de Depuração de Ostras do Tejo PT031506040022 na freguesia de Gaio-Rosário, Moita, Setúbal.
As Fábricas de Salga de Peixe do Creiro, Setúbal PT031512040063 e, no Museu Islâmico de Tavira PT050814060050, uma salga de peixe do séc. 5 a.C. e uma rede de pesca da mesma data provavelmente única no mundo.
As Casas do Compromisso Marítimo de Tavira PT050814050024 e de Olhão PT050810030024.
As Capitanias do Porto de Aveiro PT020105120013 e de Faro PT050805040135 (onde se conservam maquetes de armação para a pesca).
O Porto de pesca palafítico da Carrasqueira PT041501060014 na Comporta, Alcácer do Sal.
Os Aprestos de pesca que se conservam na Estação arqueológica da Mata da Machada, em Palhais PT031504030017, Barreiro, Setúbal e os Armazéns da Ribeira, em Sines PT041513010018 edificados no Séc. 17 para armazenamento de sal e aprestos de pesca.
A Antiga associação de pescadores do Seixal PT031510040023, a Casa dos Pescadores - Lar Pratz PT041513010021 em Sines e a Capela do Espírito Santo dos Mareantes em Sesimbra PT031511020004.
O pavilhão da casa da Pesca do Palácio do Marquês de Pombal em Oeiras PT031110040002 e PT031110040071 com estuques alusivos à atividade piscatória.
As técnicas ancestrais de pesca artesanal no Moinho dos Canais Mértola PT040209040041 cuja designação deriva da pesca artesanal, outrora praticada no local, que recorria aos chamados caneiros para a apanha da lampreia.
A padroeira dos pescadores na Capela de Nossa Senhora das Salvas em Sines PT041513010001 e dos varinos na Ermida de Nossa Senhora de Alcamé PT031114090100, em Vila Franca de Xira.
As embarcações de Câmara de Lobos, Funchal PT062202010025 e da Foz do Guadiana PT050804020033.
E AINDA:
Figurações alusivas a esta à atividade em Pinturas murais na Igreja do convento da Esperança PT040714030006 em Vila Viçosa, em vitral na Igreja Paroquial de Esgueira PT020105050071, Aveiro, em painéis de azulejo nas Estações Ferroviárias de Sines PT041513010019, do Rossio, Lisboa PT031106310080 e de Caminha, PT011602070124, no Colégio do Espírito Santo PT040705210023, em Évora, em Lisboa na Quinta dos Azulejos do Lumiar PT031106180396, na Quinta da Alfarrobeira em São Domingos de Benfica PT031106390063, no Palácio dos Marqueses de Fronteira PT031106390113, no Palácio Belmonte PT031106340364 e na Aula Magna da Universidade PT031106090455 e em escultura no Jardim Roque Gameiro PT031106491429, Lisboa.
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Gonçalo Ribeiro Telles completa hoje 90 anos.
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sexta-feira, 25 de Maio de 2012
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Homem de forte carisma, Gonçalo Ribeiro Telles é um dos Arquitetos Paisagistas pioneiros da sua profissão em Portugal, área onde desempenha ainda um papel ativo de importância muito relevante, contando-se, entre as várias atividades que mantém, com o entusiasmo e empenho que o caracterizam, a de Presidente da Assembleia Geral e da Comissão de Avaliação curricular da Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas (APAP).
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Gonçalo Ribeiro Telles nasceu a 25 de Maio de 1922, formando-se como Engenheiro Agrónomo e Arquitecto Paisagista em 1952, no Instituto Superior de Agronomia (ISA).
Pertence, juntamente com Manuel Azevedo Coutinho, António Viana Barreto e Ilídio de Araújo, entre outros, à primeira geração de Arquitectos Paisagistas formados no Curso Livre de Arquitectura Paisagista criado por Francisco Caldeira Cabral.
Ao longo da sua longa carreira de mais de 60 anos distingiu-se em variados campos de atividade, tais como o projeto e planeamento, a docência e a política.
Iniciou a sua carreira na Câmara Municipal de Lisboa (CML), em 1951, onde desenvolveu funções até 1960, realizando mais de 60 projetos para o espaço público desta cidade, abrangendo bairros tais como Alvalade, Encarnação Restelo e Olivais, projetando espaços com tipologias tão diversas como jardins, praças, arruamentos e cemitérios. Planeou ainda como técnico nesta instituição as “Estruturas Verdes” da Lapa (1958), de Alfama e Castelo (1959) e do Plano Director de Lisboa (1959). Como funcionário do Estado, exerceu ainda atividades no Fundo de Fomento da Habitação, entre 1971 e 1974, onde dirigiu o setor de Planeamento Biofísico e Espaços Verdes.
Como profissional liberal, a sua carreira obteve um forte incremento após a sua saída da CML, realizando cerca de três centenas e meia de projetos, em áreas como, jardins de uso privado; parques de uso publico como o Parque da Moita (1971) e o Parque do Vale das Abadias (1971); jardins de instituições como: o Museu da Marinha (1961), a Fundação Calouste Gulbenkian (1959- finais de 60) o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (1966), a Estação Agronómica Nacional (1966) e o Instituto Ricardo Jorge (1973); jardins históricos, como: os jardins do Paço Episcopal de Portalegre (1965) e Quinta dos Marqueses de Pombal (finais de 60); enquadramento paisagístico de unidades fabris como: a Petroquímica (1960) e a Siderurgia Nacional (1961); recuperação de pedreiras: como a Tijocal (1962).
Em 1975 é-lhe atribuído, em conjunto com António Viana Barreto, o Prémio Valmor pelo projecto do Parque da Fundação Calouste Gulbenkian.
No ordenamento do território colaborou, entre outros, no Plano Regional de Lisboa (1963), no Plano Diretor de Coimbra (1972), no Plano de Pormenor da Zona do castelo (1972) e no plano Diretor Municipal de Lisboa (componentes ambientais) (1994).
Como docente passou pelo ISA e Universidade de Évora, tendo fundado, nesta instituição académica, em 1975, a Licenciatura em Arquitetura Paisagista. Em 1994 foi agraciado por aquela Universidade com o título de Doutor Honoris Causa, continuando, após esta data, a lecionar nesse como professor convidado, orientando vários trabalhos para obtenção dos graus de licenciatura, mestrado e doutoramento.
É também o responsável por mais de 100 publicações sobre diversos temas, como sejam: o Ordenamento do Território, o Ambiente, o Urbanismo, a Análise Visual, a Paisagem, o Projeto, a Agricultura, a Gestão de Recursos, a Educação e a Política.
Fundador e Dirigente do Partido Popular Monárquico (PPM), ocupou altos cargos públicos, nomeadamente os de Sub-secretário e Secretário de Estado do Ambiente, do 1º ao 4º e 6º Governos Provisórios, de Ministro de Estado e da Qualidade de Vida do 8º Governo Constitucional, de Deputado do PPM, de Vereador da Câmara Municipal de Lisboa e Fundador e Dirigente do Partido da Terra.
Da sua passagem pelos Governos destaca-se legislação proposta e aprovada no âmbito da defesa da paisagem e do ambiente, encontrando-se, entre outros decretos de lei: Os Planos Regionais de Ordenamento do Território (Dec. Lei 388/83), a Reserva Ecológica Nacional (Dec. Lei 321/83) e a Reserva Agrícola Nacional (Dec. Lei 451/83).
Presidente da Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas (APAP) entre 2001 e 2005, desempenha agora, nesta associação, as funções de Presidente da Assembleia-Geral e da Comissão de Avaliação Curricular.
O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) integra informação relativa a Gonçalo Ribeiro Telles, bem como o seu espólio pessoal. Para consultar fichas de Inventário relacionadas com a obra deste Arquiteto Paisagista clique nos links abaixo:
Jardim da Fundação Calouste GulbenKiam
Quinta dos Medos
Parque do Vale das Abadias
Parque Municipal da Moita
Parque do Cabeço das Rolas
Envolvente paisagistica da Capela de São Jerónimo
Jardim do Grémio Literário
Quinta de São Sebastião
Jardins da Fundação Mário Soares
Jardins da Urbanização Nova Oeiras
Jardins do Laboratório Nacional de Engenharia Civil / LNEC
Jardins do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge
Jardim do Centro de Reabilitação da Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian
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António Facco Vianna Barreto (1924-2012)
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segunda-feira, 14 de Maio de 2012
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Faleceu na madrugada de 12 de maio António Facco Vianna Barreto. Personagem iIustre, revelou-se pelo seu perfil como homem e pela obra deixada, um dos pilares da Arquitectura Paisagista no nosso país.
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Nascido a 15 de Fevereiro de 1924, formando-se como Engenheiro Silvicultor e Arquitecto Paisagista em 1952, no Instituto Superior de Agronomia (ISA), foi um dos pioneiros da profissão, juntamente com Gonçalo Ribeiro Telles e Ilídio de Araújo, entre outros, pertencendo à primeira geração de Arquitectos Paisagistas formados no Curso Livre de Arquitectura Paisagista, fundado em Portugal por Francisco Caldeira Cabral.
Em 1953 entrou para a Direção-Geral de Serviços de Urbanização (DGSU), onde projetou e realizou variadas obras, de entre as quais se destacam os jardins envolventes de monumentos nacionais como a Torre de Belém (1953-58 )em Lisboa, o Mosteiro da Batalha (1965) em Leiria ou o Paço Ducal e Castelo (1957), em Guimarães.
Como profissional liberal realiza no seu atelier parcerias com outros colegas de profissão ou com arquitetos. Podemos referir variadas obras como os terraços do Hotel Ritz (1956), com Álvaro Dentinho e Porfírio Pardal Monteiro, equipa que se viria a juntar de novo na realização da Biblioteca Nacional (1955) e dos edifícios da Universidade de Lisboa, instituição para a qual projetou ainda o Estádio Universitário de Lisboa (1956) com os seu colegas, Álvaro Dentinho e Ilídio de Araújo. Em Rio Maior, projetou os terraços do tribunal judicial (1960), com Álvaro Dentinho e com Sebastião Formosinho Sanchez. Realizou vários parques em todo o país. Em Viseu efectuou o Parque Aquilino Ribeiro (1954-55 e 2003) e em Sines o Parque Urbano (2001-2). Em Setúbal é o autor do Parque do Bonfim (1954-56), dos ajardinamentos da Avenida Luísa Todi (1970), com o seu colega Albano Castelo Branco, e dos terraços ajardinados do Edifício Do Serviço Sub-Regional de Segurança Social (1969), em colaboração com o arquiteto Raul Chorão Ramalho. Em Lisboa projetou ainda, juntamente com o seu colega Gonçalo Ribeiro Telles, e arquitetos Ruy D’Athouguia, Alberto Pessoa e Pedro Cid, a Fundação Calouste Gulbenkian (1961-63), obra que lhes valeu em 1975, a atribuição do Prémio Valmor, que contemplou os jardins e os edifícios sede e museu.
Efetua ainda, entre muitas outras obras, dois Campus Universitários para a Universidade do Algarve, em Faro, o Campus Universitário de Gambelas (1981) e o Campus Universitário da Pena (1980).
Destacou-se também na área do urbanismo e do ordenamento do território, facto testemunhado com obras como o Estudo de Ordenamento do Algarve, em colaboração com os colegas Álvaro Dentinho e Albano Castelo Branco, o Bairro da Sacor (1959-65), com Álvaro Dentinho e Jorge Segurado, o Plano de Expansão de Carnaxide (1962) e o Plano de Aptidão de Queijas (1962) com Álvaro Dentinho e Ruy D’Athouguia.
Na sua longa carreira, de mais de 50 anos, passou ainda pelo ensino, no ISA e na Universidade de Évora, na Administração Central, onde ocupou o cargo de Diretor-Geral do Ordenamento, no Ministério da Qualidade de Vida, entre 1981 e 1986, e na Direção-Geral de Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU), onde concebeu instrumentos jurídicos essenciais nesta área.
Há cerca de um mês, foi galardoado com o prémio "Personalidade da Arquitectura Paisagista", concedido pelo "Jornal Arquitecturas", contando o júri com Margarida Cancela de Abreu , Gonçalo Ribeiro Telles e Marcelo Rebelo de Sousa, entre outros.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra informação relativa a Viana Barreto, a qual poderá ser consultada neste “site”, no sector “Pesquisar arquivos / Viana Barreto.
O SIPA integra, ainda, o espólio do referido Arquiteto Paisagista, bem como de outros criadores de Arquitectura e Arquitectura Paisagista. A sua consulta pública, no Forte de Sacavém, será facultada mediante pedido por escrito e posterior marcação.
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Douro Património Mundial
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segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
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No passado dia 27 de Janeiro, realizou-se na Quinta do Seixo, Tabuaço, a conferência intitulada “Que Douro na próxima Década? Paisagens e Cultura”, no âmbito de um programa comemorativo dos 10 anos do Douro Património Mundial.
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A Quinta do Seixo situa-se na margem sul do rio Douro, no Cima-Corgo, com uma área de cerca de 108 hectares, sendo 71 hectares cultivados com vinhas selecionadas, plantadas em patamares e sob o sistema de vinha ao alto. Foi com esta paisagem de fundo que decorreu o debate com a presença do arquiteto Álvaro Siza Vieira, da arquiteta Paula Silva, Diretora Regional da Cultura do Norte, da arquiteta Teresa Andresen, Universidade do Porto e do arquiteto Rui Loza, Diretor da Delegação do Norte, do IHRU, I.P..
O evento, organizado conjuntamente pela Estrutura de Missão do Douro, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, pela Liga dos Amigos do Douro Património Mundial e pela Comunidade Intermunicipal do Douro, contou ainda com um conjunto de personalidades e outras instituições, para a programação de vários eventos, que tiveram início no passado dia 14 de Dezembro e se prolongam durante o presente ano.
O Alto Douro Vinhateiro foi inscrito pela UNESCO na lista do Património Mundial, a 14 de Dezembro de 2001, como Paisagem Cultural Evolutiva e Viva. A Paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro é uma obra conjunta do Homem e da natureza, resultante de um processo multissecular de adaptação de técnicas e saberes de cultivo da vinha, desenvolvida em condições naturais difíceis.
A justificação da sua candidatura a Património Mundial teve por base os seguintes pressupostos: a relação do Homem com a natureza, numa situação de escassez e adversidade dos elementos naturais (água, solo e encostas íngremes); o conhecimento das culturas mediterrâneas, onde a vinha é a cultura principal em associação com a oliveira e a amendoeira; o surgimento das novas tecnologias e consequente alteração da paisagem, mas mantendo os saberes, os costumes e as crenças tradicionais das populações locais; e a diversidade da arquitetura local.
O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico – SIPA - integra um vasto conjunto de fichas de inventário de paisagem. Poderá visualizar a do Alto Douro Vinhateiro, aqui.
No âmbito do presente tema, poderá ainda interessar a Rota das Elevações Sagradas no Alto Douro Vinhateiro.
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Comemorações dos 1100 anos da Igreja de São Pedro de Lourosa, Oliveira do Hospital
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quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
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Decorrem desde o dia 15 de Janeiro, e até ao dia 14 de Setembro, as comemorações dos “1100 anos de Fé e História” da Igreja moçárabe, de Lourosa.
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A igreja de São Pedro de Lourosa, construída em 912, é um dos raros exemplares de arquitetura pré-românica, de caráter tardo-asturiano, existentes em território português. Apesar das várias intervenções registadas em épocas sucessivas, o templo conserva a sua essência e linhas primitivas fundamentais, que o qualificam como o mais importante exemplar de arquitetura moçárabe em Portugal. Formalmente apresenta três naves de três tramos, a central bastante mais elevada que as laterais, arcos em ferradura, nártex de compartimento único, transepto saliente e cabeceira tripartida, que harmoniza com o alçado austero e despido de decoração, de feição românica.
Durante as comemorações, realizar-se-ão várias atividades mensais, de cariz religioso e cultural, contando o programa cultural com várias conferências, exposições de pintura e fotografia, concertos medievais e uma feira moçárabe que decorrerá nos dias 18 e 19 de Agosto.
Paralelamente às comemorações, o município projeta realizar várias obras de requalificação na igreja e espaço envolvente.
Para aceder à ficha da Igreja de São Pedro de Lourosa clique aqui.
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Guimarães Capital Europeia da Cultura
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quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
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Guimarães viveu, em 21 de Janeiro, um dia único que marcou o arranque da Capital Europeia da Cultura 2012.
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A Cerimónia oficial de abertura protocolar realizou-se no pavilhão Multiusos com a participação da Fundação Orquestra Estúdio e do espetáculo “Os Nossos afetos”, e continuou na Praça do Toural, com a companhia de teatro catalão La Fura dels Baus, que através de mais uma das suas originais coreografias, conjugou a iconografia da cidade-berço com o convite da urbe ao mundo. Marionetas gigantes circularam entre a multidão acompanhados de música, projeção de vídeo e iluminação das fachadas do Toural, numa técnica multimédia conhecida com ”vídeomapping”. A partir da meia-noite, a festa contagiou a cidade e entrou pelos bares, ruas, largos e praças do Centro Histórico de Guimarães.
Depois de Lisboa (1994) e Porto (2001), cabe agora a Guimarães completar o mapa das CEC portuguesas. A candidatura de Guimarães começou a ser preparada em 2006, tendo tido como um dos fatores decisivos a notável reabilitação do centro histórico, condição que a elevou a Património da Humanidade (em 2001), bem como ter-se afirmado como um centro de renovação de tecido urbano europeu, que contribuiu para o seu reconhecimento no papel de cidade intermédia tanto ao nível do modo de vida, como de cultura europeia.
Ao longo de todo o ano, um vasto e diversificado programa cultural – arte, arquitetura, artes performativas, cinema e audiovisual, música - será oferecido aos vimaranenses, aos portugueses e a todos os habitantes na Europa, numa conjetura de participação e cidadania com o lema “Tu fazes parte!”
A par da programação cultural, Guimarães beneficiará da requalificação do espaço público, como já aconteceu com o Largo do Toural e a Alameda de São Dâmaso, de infraestruturas, com o projeto Campurbis, uma parceria da Câmara Municipal de Guimarães e da Universidade do Minho, que articula a revitalização da zona industrial de Couros com a instalação do Instituto de Design (antiga fábrica da Ramada); do Centro de formação pós-graduada (antiga fábrica Freitas & Fernandes) e o Centro de ciência viva (antiga fábrica Âncora); de equipamentos com a Plataforma das Artes, que se irá localizar nas instalações do antigo mercado municipal transformado num espaço multifuncional, dedicado a atividades artísticas, culturais e socioeconómicas distribuídas em três áreas programáticas: um Centro de Arte, Ateliers Emergentes de Apoio à Criatividade e Laboratórios Criativos.
Poderá interessar a exposição virtual: Cidades em Arquivo|Guimarães: A construção de uma memória.
O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico – SIPA - integra um vasto conjunto de fichas de inventário de edifícios e estruturas contruídas implantados no núcleo urbano de Guimarães. Para consultar esses registos realize uma pesquisa por "Braga" (Distrito) e "Guimarães" (Concelho) aqui.
Para visualizar a programação de Fevereiro da Capital Europeia da Cultura.
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Homenagem ao Arquitecto Paisagista, Gonçalo Ribeiro Telles.
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quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
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Realizou-se durante o passado dia 6 de Dezembro uma sessão de homenagem e reflexão dedicada ao Arquitecto Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, cujo espólio pessoal, relativo à sua actividade profissional, se encontra à guarda do IHRU, no Forte de Sacavém.
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Esta homenagem teve lugar nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, instituição que, juntamente com o Centro Nacional de Cultura, promoveu este evento.
A sessão foi aberta pelos Presidentes destas duas instituições, Emílio Rui Vilar e Guilherme D’ Oliveira Martins, respectivamente. Foram abordadas temáticas várias sobre a pessoa de Gonçalo Ribeiro Telles nas sua múltiplas facetas: o homem, o político, o professor, o visionário, tendo discursado individualidades de diversas áreas.
No final foi apresentada uma foto-bibliografia de Gonçalo Ribeiro Telles, tendo a sessão sido encerrada por um depoimento do próprio, centrado no seu percurso de vida.
Gonçalo Ribeiro Telles nasceu a 25 de Maio de 1922, formando-se como Engenheiro Agrónomo e Arquitecto Paisagista em 1952, no Instituto Superior de Agronomia (ISA).
Pertence, juntamente com Manuel Azevedo Coutinho, António Viana Barreto e Ilídio de Araújo, entre outros, à primeira geração de Arquitectos Paisagistas formados no Curso Livre de Arquitectura Paisagista criado por Francisco Caldeira Cabral.
A sua longa carreira, de mais de 50 anos, passou pelo ensino, no ISA e Universidade de Évora, tendo fundado, nesta instituição académica, em 1975, a Licenciatura em Arquitectura Paisagista. Em 1994 foi agraciado por aquela Universidade com o título de Doutor Honoris Causa, continuando, após esta data, a leccionar nesse estabelecimento de ensino como professor convidado, orientando vários trabalhos para obtenção dos graus de licenciatura, mestrado e doutoramento.
É também o responsável por mais de 100 publicações sobre diversos temas, como sejam: o Ordenamento do Território, o Ambiente, o Urbanismo, a Análise Visual, a Paisagem, o Projecto, a Agricultura, a Gestão de Recursos, a Educação e a Política.
Fundador e dirigente do Partido Popular Monárquico (PPM) e do partido da Terra, ocupou altos cargos públicos.
A par do exercício da profissão liberal, exerceu funções de Arquitecto Paisagista na Câmara Municipal de Lisboa entre 1953 e 1960, e no Fundo de Fomento da Habitação, onde dirigiu o sector de Planeamento Biofísico e Espaços verdes.
Em 1975 é-lhe atribuído, em conjunto com António Viana Barreto, o Prémio Valmor pelo Projecto do Parque da Fundação Calouste Gulbenkian.
Presidente da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) entre 2001 e 2005, desempenha agora, nesta associação, as funções de Presidente da Mesa da Assembleia-Geral e da Comissão de Avaliação.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra informação relativa a Gonçalo Ribeiro Telles, bem como o espólio do referido Arquitecto Paisagista.
Para aceder aos termos e condições de acesso e consulta da documentação do espólio Ribeiro Telles clique aqui.
Para consultar fichas de Inventário relacionadas com a obra deste Arquitecto Paisagista clique nos links abaixo:
> Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian
> Quinta dos medos
> Parque do Vale das Abadias
> Parque Municipal da Moita
> Parque do Cabeço das Rolas
> Capela de São Jerónimo
> Grémio Literário
> Quinta de São Sebastião
> Jardins da Fundação Mário Soares
> Jardins da Urbanização Nova Oeiras
> Laboratório Nacional de Engenharia Civil / LNEC
> Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge
> Centro de Reabilitação da Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian
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Prémios para a Arquitectura Paisagista e Equipamento Urbano, em Portugal
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quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
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Estão abertos até Março de 2012 concursos promovidos pelo Jornal Arquitecturas para atribuição de prémios na área da Arquitectura Paisagista e Equipamento Urbano
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Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista
Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista, promovido pelo Jornal Arquitecturas com o apoio da Planbelas e com o apoio institucional da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP), visa promover o reconhecimento público do trabalho dos Arquitectos Paisagistas de nacionalidade Portuguesa.
Este prémio admite candidaturas em 3 categorias:
- Obra
- Projecto
- Prémio Personalidade.
As candidaturas poderão ser entregues até às 18:00 horas do próximo dia 5 de Março.
Consulte aqui o regulamento
Prémio Jornal Arquitecturas/Vibeiras Jovem Arquitecto Paisagista
O Prémio Jornal Arquitecturas/Vibeiras Jovem Arquitecto Paisagista, promovido pelo Jornal Arquitecturas em parceria com a Vibeiras e com o apoio institucional da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP), tem por objectivo a promoção e reconhecimento público do trabalho de jovens Arquitectos Paisagistas Ibero-Americanos, estudantes ou jovens profissionais e, este ano, tem como tema: “Recuperação do Espaço Público”.
Este prémio admite candidaturas em 2 categorias:
- Estudantes
- Jovens Profissionais
As candidaturas poderão ser entregues até às 18:00 horas do próximo dia 12 de Março.
Consulte aqui o regulamento
Premio Larus / Jornal Arquitecturas Equipamiento Urbano Ibérico
O Prémio Larus/Jornal Arquitecturas Equipamiento Urbano Ibérico, promovido . pelo Jornal Arquitecturas, patrocinado pela empresa Larus – Design Urbano e com o apoio do Centro Português de Design e a Asociación de Diseñadores de Madrid (DIMAD), visa reconhecer publicamente os melhores projectos de equipamento urbano desenvolvidos nos últimos 5 anos pelas empresas, por designers e por estudantes de Design na área do Equipamento Urbano, em Portugal e Espanha..
Este prémio admite candidaturas e 2 categorias:
- Projecto Académico (Tema Livre)
- Peça/Linha Produzida (Mobiliário Urbano; Lightning Design; Equipamento Lúdico; Arte Urbana)
As candidaturas poderão ser entregues até ao próximo dia 12 de Março.
Consulte aqui o regulamento
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Maquetas de Arquitectura em exposição no Forte de Sacavém
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segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
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Comemora-se anualmente, em Outubro, o Dia Mundial do Habitat e o Dia Mundial da Arquitectura. O IHRU entendeu associar-se, este ano, a estas efemérides através da realização de uma Exposição de Maquetas de Arquitectura que pertencem ao acervo documental do SIPA, Sistema de Informação para o Património Arquitectónico.
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Os projectos documentados através das maquetas que integram esta exposição são da autoria de vários arquitectos e artistas, a saber: Chorão Ramalho, Cottinelli Telmo, Eduardo Nery, Hestnes Ferreira, Jorge Viana, Leopoldo d’ Almeida, Manuel Laginha, Pedro Cid, Vasconcelos Esteves, Vitor Figueiredo, Vitor Mestre.
A Exposição terá lugar no Forte de Sacavém, será inaugurada no dia 20 de Outubro pelas 16:45 horas e estará patente ao público entre 21 de Outubro e 11 de Novembro, todos os dias úteis, das 9,30 horas às 16,30 horas.
Esta iniciativa foi integrada pela Ordem dos Arquitectos na sua programação comemorativa da efeméride.
Contactos para marcação de visitas: Isabel Forjaz (IPForjaz@ihru.pt); Maria do Céu Ferreira (MFMaria@ihru.pt).
Clique aqui para aceder ao cartaz da Exposição.
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Dia Nacional dos Castelos
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sábado, 8 de Outubro de 2011
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O Dia Nacional dos Castelos foi comemorado a 7 de Outubro, realçando a importância da conservação e divulgação do património arquitectónico militar português.
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Concurso nacional de fotografia de Monumentos ¨Wiki Loves Monuments”
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segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
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Encontra-se aberto durante o corrente mês de Setembro o concurso “Wiki Loves Monuments”, iniciativa organizada pela Wikimedia Portugal e as suas congéneres europeias que, a nível nacional, conta com a colaboração e o patrocínio de diversas entidades portuguesas, designadamente o IHRU.
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A Wikimedia Portugal (WMP) é uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção do conhecimento livre em Portugal através dos projectos mantidos pela Wikimedia Foundation, nomeadamente a internacionalmente conhecida enciclopédia online Wikipédia (www.wikipedia.org), um dos sites mais visitados em todo o mundo, e do repositório de imagens Wikimedia Commons.
O concurso teve a sua primeira edição em 2010 apenas nos Países Baixos, conseguindo-se angariar cerca de 12.500 fotografias de 8000 monumentos. Este ano a acção estende-se ao resto da Europa, com 17 países aderentes, e decorre em duas fases distintas; numa primeira fase são seleccionados e premiados os vencedores nacionais; numa segunda fase seleccionam-se os vencedores por entre os melhores de cada país.
A edição portuguesa conta com o patrocínio das Pousadas de Portugal, da Fotosport, da Air Nimbus, do Projecto Origens e do SIPA (Sistema de Informação para o Património Arquitectónico).
As fotos devem ser da autoria dos concorrentes e poderão ser submetidas apenas entre 1 a 30 de Setembro de 2011 no link disponível no site da iniciativa a partir de Setembro.
Cada concorrente pode submeter quantas fotografias quiser, ficando mesmo habilitado a um prémio caso submeta o maior número de fotografias de monumentos diferentes. Também pode concorrer à categoria de Melhor Fotografia ou ao Prémio Pousadas.
Pode começar já a reunir as fotos (incluindo as que já tirou há uns anos) ou a usufruir do bom tempo para passear, fotografar e habilitar-se aos prémios do concurso.
Para mais informações em como participar, júri e prémios, consulte o site www.wikilovesmonuments.org.pt .
Clique aqui para aceder ao cartaz da iniciativa.
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Ciclo de Palestras SIPA-2011 | Registo e Património
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domingo, 1 de Maio de 2011
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Durante o corrente ano realizar-se-á, no Forte de Sacavém, um novo Ciclo de Palestras SIPA, desta vez com o título Registo e Património.
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A evolução do conceito de Património e a sua aplicação ao longo do tempo, ultrapassando o significado mais preciso de bens materiais a proteger, conservar, salvaguardar, reabilitar, etc., foram gerando um conjunto de vocábulos que por vezes ainda oscila entre a polissemia e a redundância.
A crescente abrangência e a multiplicidade de objectos sobre os quais recai a etiqueta de Património colocam novos problemas e requerem diferentes abordagens e outros métodos de registo e de inventário.
Através deste Ciclo de Palestras, no qual participarão destacados especialistas, procuramos suscitar o confronto de opiniões, o debate de ideias e a clarificação de questões em torno do desenvolvimento e gestão de instrumentos de registo do património arquitectónico e urbanístico, perspectivados não só como ferramentas de documentação e informação técnico-científica, mas também como dispositivos de produção de conhecimento.
O Ciclo de Palestras SIPA-2011 decorrerá no Forte de Sacavém, com uma periodicidade mensal, entre Maio e Dezembro. Cada sessão, com duração até 90 minutos, compreende uma palestra, seguida de comentário e/ou debate entre todos os participantes.
Organização: Margarida Tavares da Conceição e Paula Figueiredo.
A entrada é livre, sujeita, contudo, a inscrição prévia (diba@ihru.pt) e à lotação da sala.
Para ver o programa detalhado clique aqui.
Para aceder a informação detalhada sobre cada Palestra (designadamente o dia e hora do evento, o resumo e nota biográfica do Palestrante) esteja atendo à secção “Agenda” deste site, onde esses dados serão disponibilizados com a devida antecedência.
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Testemunhos da escravatura no património arquitectónico e urbanístico português
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sexta-feira, 19 de Agosto de 2011
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O SIPA integra no seu inventário registos de património construído de origem portuguesa de algum modo associado à escravatura e ao tráfico de escravos.
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A História e o Património Arquitectónico portugueses, sobretudo durante a Epopeia dos Descobrimentos, encontram-se directamente ligados à escravatura, tendo Portugal desempenhado papel de relevo no comércio de escravos, dando início ao que seria designado de ciclo da Guiné, o primeiro do tráfico negreiro, quando a partir de 1432 Gil Eannes terá trazido para Lisboa as primeiras levas de escravos. O comércio de escravos, inicialmente destinado a fins domésticos, era prática usual dos mercadores portugueses tendo a Coroa criado a Casa dos Escravos, em Lisboa, para organizar o negócio.
Em 1444 teve lugar o primeiro carregamento de escravos (num total de 235) de iniciativa privada, trazidos do Golfo de Arguim pelo Almoxarife de Lagos, Lançarote de Freitas, sendo então realizado, na presença do Infante D. Henrique, o primeiro leilão de escravos do Algarve; a venda de cativos terá tido lugar no Mercado de Escravos em Lagos (cujo edifício é hoje um dos mais representativos da cidade) que viria a constituir uma poderosa máquina de negócio de exportação de escravos sobretudo para Sevilha, Cádiz e Valencia.
Lançarote de Freitas seria um dos descobridores da ilha de Gorée no Senegal que durante os Séculos XV e XVI se tornou um dos maiores centros de comércio de escravos do continente, a partir de uma feitoria fundada pelos portugueses e na qual em 1536 estes construíram uma Casa de Escravos.
A presença de escravos no quotidiano português é então lugar comum, como testemunha a instalação no Bombarral, em 1480, da família Cunha e Coimbra, conhecidos contratadores que se dedicavam ao mercado negreiro, importante na economia local. Ou a edificação por D. Manuel I, em 1513, de Vila Nova de Santo António de Arenilha (Vila-Real de Santo-António) com o objectivo de povoar e controlar o contrabando de mercadorias, escravos e dinheiro. O mesmo monarca mandou construir, em Almeirim, o Paço dos Negros da Ribeira de Muge, cuja designação se deve ao facto de D. Manuel ter para aí enviado alguns escravos negros.
Em meados do Séc. XVI, Lisboa abrigava quase 10 mil escravos, constituindo estes cerca de 10% da sua população. O Chafariz de São João documenta esta realidade tendo, em 1551, o Senado da Câmara publicado uma postura regulando a serventia das várias bicas do chafariz, uma das quais se destinava exclusivamente a cântaros, cantarinhas, quartas, odres, barricas e pipas dos escravos. No Funchal sobrevive ainda a Capela da Penha, escavada na rocha, que terá sido um antigo refúgio de escravos canários.
Em Vila Viçosa as comunidades da confraria de Nossa Senhora do Rosário, instituída por volta de 1571 e instalada na Santa Casa da Misericórdia e no Convento das Chagas, incluíam escravos negros; muitos deles serviam no Paço Ducal, possuindo D. Teodósio I, Duque de Brangança, 36 escravos, como estudado por Jorge Fonseca e documenta a referência a “uma gola mui bem feita de deitar no pescoço aos escravos” presente no Inventário da Casa de Armas do Castelo, levantado em 1757.
Segundo José Luís Assis, na 2ª metade do Séc. XVI em Portugal, a maioria dos escravos concentrava-se no Algarve, seguindo-se o Baixo Alentejo, o Vale do Tejo e o Distrito de Évora. No Séc. XVII, o número de escravos diminui acentuadamente dado o desvio do tráfico negreiro para as plantações de açúcar no Brasil.
Nos finais do Séc. XVI, em Paraty, no Rio de Janeiro, o motor da economia assentava na produção do açúcar em larga escala, o que exigia abundante mão-de-obra, sendo a região um importante pólo na captura e escravatura de indígenas.
Assim, ao ciclo da Guiné seguiram-se, dedicados à exportação de cativos provenientes da costa africana para o Brasil, os ciclos de Angola e do Congo no Séc. XVII e, até 1770, o da Costa da Mina. Em Santana de Parnaíba o formato e o tamanho das telhas de capa e canal, utilizadas na maioria das casas, são atribuídos ao facto de terem sido moldadas sobre as coxas dos escravos.
Nos Séc. XVII e XVIII são frequentes as referências a escravos a servir em casas de família, sendo distinguidos dos criados: em Lisboa, na Casa da Quinta das Torres, na Buraca, residiam “2 criados e 2 escravos”; na Quinta da Fonte do Calhariz em Benfica “3 criados e 4 escravos” e no Palácio Foz “seis criados e vários escravos”. Estes escravos não se limitavam a fins domésticos, encontrando-se igualmente documentada a sua presença na construção e decoração de vários edifícios como no Convento e Igreja da Graça em Évora cujo pórtico foi integralmente executado por escravos.
A partir de 1761, os escravos vão desaparecendo progressivamente do país, muitos voltando para a África ou seguindo, à força, para o Brasil. O ciclo da baía de Benin encerrará o comércio de escravos que se prolongou até 1850, tendo a escravatura sido abolida em Portugal apenas em 1876.
Para mais informações sobre o património referido ver:
- Praça do Comércio
- Mercado de Escravos, em Lagos
- Ilha de Gorée, Senegal
- Casa dos Escravos na Ilha de Gorée
- Núcleo Urbano da Vila do Bombarral, Leiria
- Núcleo Pombalino de Vila Real de Santo António
- Paço dos Negros da Ribeira de Muge, Almeirim
- Chafariz de São João, Lisboa
- Capela da Penha, Funchal
- Igreja e Hospital da Misericórdia, Vila Viçosa
- Igreja e Convento das Chagas, Vila Viçosa
- Paço Ducal de Vila Viçosa
- Castelo de Vila Viçosa
- Centro Histórico de Paraty, Brasil
- Centro Histórico de Santana de Parnaíba, Brasil
- Casa da Quinta das Torres, Lisboa
- Quinta da Fonte do Calhariz, Lisboa
- Palácio Foz, Lisboa
- Igreja e Convento da Graça, Évora
Sobre a presença de escravos em Vila Viçosa e no Alentejo em geral, consulte-se:
- ASSIS, José Luís, “Subsídios para o Estudo da Escravatura no Concelho de Alcácer do Sal”, Neptuno on-line, nº 3, Alcácer do Sal, Associação de Defesa do Património Cultural de Alcácer do Sal, Janeiro-Março, 2005.
- FONSECA, Jorge, Escravos em Évora no século XVI, Évora, Câmara Municipal de Évora, 1997.
- IDEM, “Escravos em Vila Viçosa”, Callipole, nº 5-6, Vila Viçosa, CMVV, 1997/1998, pp.25–50.
- IDEM, "Escravatura moderna no sul de Portugal - uma investigação em curso", Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, n° 1 - 12, 2001.
- IDEM, Senhores e Escravos no Alentejo, Ler História, nº 43, 2002, pp. 39–55.
- IDEM, “Os escravos de D. Teodósio I duque de Bragança”, Callipole, nº 13, Vila Viçosa, CMVV, 2005, pp. 45-53.
- GORDALINA, Maria do Rosário, “Alguns documentos relativos à Casa de Arma do Castelo de Vila Viçosa”, Monumentos, nº 27, Lisboa, IHRU, Dezembro, 2007, pp. 44-51.
Sobre Portugal o o tráfico negreiro, consulte-se:
- ALMEIDA, Pedro Ramos de, Portugal e a Escravatura em África - Cronologia do séc. XV ao séc. XX, Lisboa, Estampa, 1978.
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Fundação Millenium BCP é o mecenas do projecto SIPA de salvaguarda e valorização do espólio de Eduardo Nery
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segunda-feira, 9 de Maio de 2011
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No passado dia 6 de Maio, na sede do Banco BCP, em Lisboa, foi assinado pelo IHRU, I.P., pela Fundação Millenium BCP e pelo mestre Eduardo Nery e sua mulher, um contrato de apoio mecenático ao projecto SIPA de salvaguarda e valorização do arquivo pessoal e espólio do artista.
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Nos termos do contrato de comodato celebrado entre o mestre Eduardo Nery e o Estado português, a 25 de Maio de 2005, este assumiu, através da ex-Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), a obrigação de salvaguardar e valorizar o arquivo e espólio pessoais daquele artista plástico no âmbito do SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico, promovendo o seu tratamento técnico, a sua preservação e conservação material, a sua digitalização e a sua divulgação, nomeadamente através da Internet.
O referido conjunto documental, que, tal como uma série de outros espólios de destacados criadores de arquitectura portuguesa do século XX, desde então se encontra depositado nas instalações do Forte de Sacavém, constitui um acervo de relevante interesse público, quer enquanto fundamento da memória pessoal e da actividade criadora daquele destacado artista plástico português, quer como testemunho da intervenção em património arquitectónico, em espaços públicos e equipamentos colectivos do país.
O projecto arquivístico em causa, com uma duração de 12 meses, prevê o tratamento documental e a digitalização da maior parte do acervo, bem como a divulgação desses conteúdos através do sítio de internet www.monumentos.pt, no contexto do SIPA.
O esforço financeiro inerente ao desenvolvimento deste projecto será equitativamente suportado pelo IHRU, IP, - organismo responsável pela gestão do SIPA -, e pela Fundação Millennium BCP, entidade que, no quadro das suas actividades de apoio ao desenvolvimento do país e das suas comunidades, se dedica ao apoio mecenático de acções que visem a promoção e recuperação de património artístico e histórico nacional, incluindo o de natureza arquitectónica e urbanística, grupo no qual a obra do mestre Eduardo Nery especialmente se inscreve e que o seu arquivo e espólio pessoais amplamente documentam.
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Boletim SIPA nº 03 (Ago 2011) disponível online
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sexta-feira, 5 de Agosto de 2011
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O IHRU disponibiliza a partir de hoje o nº 3 da Colecção Boletins SIPA, edição online de periodicidade mensal que visa divulgar os conteúdos mais relevantes criados e actualizados, durante os 30 dias a que reporta a publicação, nos diferentes recursos de informação e documentação que integram o SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico e disponibilizados ao público através do sítio Internet www.monumentos.pt.
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Esta edição permite, além disso, o acesso directo, através de link, aos referidos conteúdos. No caso de registos de inventário e pré-inventário do património arquitectónico, urbanístico e paisagístico, pode ainda o utilizador propor a actualização dos mesmos fazendo uso da funcionalidade "Alterar registo" disponível no dito sítio de internet.
Boletim SIPA nº 3, Agosto de 2011
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Curso de Inventariação de Património Arquitectónico - KIT01 2011
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quarta-feira, 20 de Julho de 2011
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O IHRU tem programadas para este ano, no Forte de Sacavém, duas edições do Curso de Formação Inventariação de Património Arquitectónico: 1ª edição: 24 a 26 de Outubro; 2ª edição: 21 a 23 de Novembro.
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OBJECTIVOS
Baseando-se nos princípios e regras de inventariação preconizados no KIT01 - Património Arquitectónico Geral, é objectivo do Curso de Formação Inventariação de Património Arquitectónico dotar os formandos das ferramentas e conhecimentos teórico-práticos que lhes permitam reconhecer, identificar e documentar, de forma normalizada e técnica e cientificamente consistente, edifícios e estruturas construídas das mais diversas tipologias
DESTINATÁRIOS
1. Agentes do património arquitectónico, públicos e privados, designadamente: proprietários, afectatários, gestores, utilizadores;
2. Organizações não-governamentais ligadas à salvaguarda e valorização patrimoniais;
3. Investigadores, professores e estudantes, especialmente nos domínios da Arquitectura, da Engenharia, da História, da História da Arte, do Património Cultural;
4. Cidadãos em geral.
METODOLOGIA
Aulas teóricas, num total de cerca de 9 horas, com o apoio de apresentações em MSPowerpoint e consulta da base de dados SIPA, disponível em www.monumentos.pt; exercícios práticos, num total de 9 horas, realizados na aula e no terreno, ambos com base em edifícios e estruturas nacionais existentes.
DURAÇÃO
18 horas – 3 dias, de 2º a 4 feira, das 9.30 às 12.30 e das 14.00 às 17.00.
LOCAL
Forte de Sacavém
Rua do Forte de Monte Cintra,
Sacavém
Clique aqui para abrir o registo de inventário do Forte de Sacavém e, a partir dele, aceder ao MAPA e calcular o seu trajecto.
DOCENTES
Doutora Paula Figueiredo e Dra. Paula Noé.
PREÇO
180€ - inclui manual do formando, uma cópia da publicação KIT01 Património Arquitectónico Geral e certificado de presença.
SECRETARIADO
Paula Figueiredo, tel. 219427780, AVFigueiredo@ihru.pt ; Paula Noé, tel. 219427780, APNoe@ihru.pt.
FICHA DE INSCRIÇÃO
Clique aqui para aceder ao folheto e à ficha de inscrição.
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Lançamento da Revista Monumentos n.º 31, dedicada a Cascais
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sexta-feira, 3 de Junho de 2011
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No passado dia 7 de Junho teve lugar a cerimónia de lançamento da Revista Monumentos n.º 31, dedicada a Cascais, no Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, em Cascais.
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SIPA viabiliza trabalho colaborativo no âmbito do inventário do património construído
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sexta-feira, 20 de Maio de 2011
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O SIPA disponibiliza, a partir de hoje, uma plataforma colaborativa de inventariação de património arquitectónico, urbanístico e paisagístico.
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O Estado português, as regiões autónomas e as autarquias locais têm competências específicas e inalienáveis no domínio da protecção e da valorização do património cultural. Todavia, a preservação desse legado é também responsabilidade de todos os cidadãos e organizações, sejam eles seus detentores, gestores, investigadores, utilizadores ou meros fruidores.
No contexto do processo, em curso, de renovação do Sítio de Internet www.monumentos.pt, foi agora disponibilizada uma nova funcionalidade que permite a qualquer indivíduo ou organização, onde quer que se encontre, contribuir directamente para a criação e actualização, no SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico, de conteúdos sobre património arquitectónico, urbanístico e paisagístico português ou de raiz portuguesa, classificado e não classificado.
Concretamente, o utilizador que se registe em www.monumentos.pt terá, doravante, a possibilidade de, de acordo com os termos e condições de colaboração aí estipulados:
> elaborar e submeter propostas de novos registos ou de actualização de registos de Inventário patrimonial, incluindo dados textuais e imagens;
> publicar comentários pessoais sobre o património inventariado;
> votar nesse mesmo património.
O IHRU - Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P., entidade à qual incumbe a gestão do SIPA, responsabilizar-se-á, por seu turno, pela validação técnica e científica dos conteúdos submetidos pelos utilizadores, por garantir a atribuição e a explicitação da autoria desses mesmos conteúdos e pela sua divulgação à escala global.
Convicta de que esta nova funcionalidade contribuirá para a viabilização do trabalho colaborativo entre os diversos interessados, a equipa SIPA convida-o(a) a aderir a esta rede de cooperação e a partilhar com uma extensa comunidade de utilizadores nova informação e documentação sobre património arquitectónico, urbanístico e paisagístico português ou de matriz portuguesa de interesse nacional, regional ou local.
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Boletim SIPA nº 02 (Jul 2011) disponível online
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sexta-feira, 1 de Julho de 2011
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O IHRU disponibiliza a partir de hoje o nº 2 da Colecção Boletins SIPA, edição online de periodicidade mensal que visa divulgar os conteúdos mais relevantes criados e actualizados, durante os 30 dias a que reporta a publicação, nos diferentes recursos de informação e documentação que integram o SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico e disponibilizados ao público através do sítio Internet www.monumentos.pt.
Esta edição permite, além disso, o acesso directo, através de link, aos referidos conteúdos. No caso de registos de inventário e pré-inventário do património arquitectónico, urbanístico e paisagístico, pode ainda o utilizador propor a actualização dos mesmos fazendo uso da funcionalidade "Alterar registo" disponível no dito sítio de internet.
Boletim SIPA nº 2, Julho de 2011
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Arquivos de arquitectura e urbanismo em revista
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quarta-feira, 16 de Março de 2011
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O Conselho Internacional de Arquivos acabou de editar mais um número da revista COMMA - International Journal on Archives, o qual é inteiramente dedicado aos Arquivos de Arquitectura e Urbanismo.
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Os arquivistas e os gestores de documentos que, em todo o mundo, trabalham nos mais diversos tipos de arquivos e serviços de documentação enfrentam, muito frequentemente, o desafio de lidarem com os chamados documentos de arquitectura, urbanismo e engenharias. O adequado tratamento arquivístico desse tipo específico de documentação - desenhos técnicos e artísticos, fotografias, documentação textual, maquetas, objectos de toda a espécie, etc., em suporte tradicional ou em formatos electrónicos sofisticados - é, portanto, objecto da preocupação da comunidade internacional dos profissionais dos arquivos e, consequentemente, do Conselho Internacional de Arquivos e da sua Secção de Arquivos de Arquitectura.
Este número de COMMA dedicado a este tipo de arquivos é composto de três partes. A primeira compreende duas panorâmicas sobre a gestão dos documentos e arquivos de arquitectura, uma respeitante à Europa, outra ao Brasil. A segunda inclui dezasseis contribuições que cobrem um conjunto de assuntos relevantes do ponto de vista da gestão desses registos e arquivos: criação, acesso e utilização; avaliação, selecção e eliminação; organização e descrição; conservação e restauro; arquivos digitais; propriedade intelectual; gestão desses arquivos e colecções em diferentes contextos organizacionais (arquivos nacionais, universidades, de ordens e colégios profissionais de arquitectura, museus de arquitectura); cooperação e "networking"; instrumentos de suporte à gestão, como sejam: vocabulários controlados e bases de dados legislativas.
Este volume integra contribuições de três autores portugueses, a saber: um artigo e uma entrevista, respectivamente de Manuel Graça Dias e a Pedro Calapez, onde são abordadas as experiências documentais do arquitecto e do artista enquanto criadores e utilizadores de registos e documentos; um artigo de fundo de Ricardo Agarez, onde são focadas as relações entre a Arquitectura, a sua história e a sua prática, e os Arquivos de Arquitectura. Este trabalho apresenta, ainda, uma panorâmica bastante desenvolvida sobre os arquivos de arquitectura em Portugal, capítulo onde o SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico, e os arquivos da ex-DGEMN - Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais em particular, ocupam lugar de destaque.
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EDITORIAL
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quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011
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O SIPA, Sistema de Informação para o Património Arquitectónico, integrado no IHRU, dispõe agora de um sítio Internet renovado.
A criação de uma nova versão do sítio www.monumentos.pt resultou da necessidade de:
- Proceder à profunda reformulação e actualização das ferramentas e das tecnologias informáticas de suporte do SIPA, processo de que a presente renovação é apenas o primeiro passo;
- Potenciar a integração e a divulgação de novos conteúdos e em diferentes formatos, bem como a diversificação dos serviços informativos e documentais prestados às comunidades e às organizações;
- Operacionalizar novos modelos de cooperação informativa e documental entre os diferentes agentes e interessados na salvaguarda e valorização do património arquitectónico, urbanístico e paisagístico português ou de matriz portuguesa, promovendo a criação de uma network SIPA que facilite a articulação de vontades e vocações e a racionalização de meios e investimentos.
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A versão do sítio que agora se publica, para além de facultar, com melhorias significativas, o acesso e a utilização da base de dados do Inventário do Património Arquitectónico (que inclui cerca de 30.000 registos de edifícios e estruturas construídas, conjuntos e componentes de conjuntos urbanos, sítios e paisagens) e dos extensos Arquivos e Colecções que integram o SIPA, possibilita ainda a incorporação de novos recursos de informação e documentação, como sejam: os inventários temáticos de património arquitectónico, urbanístico e paisagístico, as rotas, as exposições virtuais, os estudos e documentos, etc.
A componente de informação geográfica associada aos inventários patrimoniais resulta substancialmente reforçada nesta nova versão.
Por outro lado, a criação de uma “Extranet” SIPA possibilitará a muito curto prazo, a qualquer pessoa ou organização, onde quer que esta se encontre, contribuir directamente com propostas de novos registos de inventário ou de actualização de registos pré-existentes, para além de permitir o up-load da respectiva documentação de suporte.
Para além disso, os utilizadores do sítio poderão ainda votar e comentar publicamente o património arquitectónico, urbanístico e paisagístico que de alguma forma valorizem.
Por fim, o acesso aos conteúdos do sítio, especialmente aos registos de inventário, passará também a poder ser efectuado directamente através dos motores de busca da Internet, conferindo-lhes, assim, uma enorme visibilidade.
Durante as próximas semanas o sítio será enriquecido com novos conteúdos, entretanto preparados pela equipa SIPA, em certos casos com a colaboração de entidades parceiras. No decurso desse período, em que se espera venham a decorrer igualmente testes e acertos de vária ordem, quer na forma e estrutura, quer nas funcionalidades do sítio, os seus utilizadores são especialmente convidados a contribuir com comentários e sugestões que visem a melhoria do mesmo, os quais poderão ser remetidos para o endereço electrónico diba@ihru.pt.
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Prémio IHRU 2011 para trabalhos de produção científica
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terça-feira, 31 de Maio de 2011
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Está aberto até 30 de Junho o período de candidaturas ao Prémio IHRU 2011 para trabalhos de produção científica em matérias ligadas à habitação e à reabilitação urbana, nas categorias Teses de Doutoramento e Teses de Mestrado.
Regulamento
Formulário de Candidatura
Cartaz
Mais informações
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Gonçalo Ribeiro Telles completa 89 anos no dia 25 de Maio.
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segunda-feira, 23 de Maio de 2011
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Gonçalo Ribeiro Telles distinguiu-se como arquitecto paisagista, pedagogo e político, sendo responsável pela execução de mais de 100 publicações e 4 centenas de projectos, entre outras actividades.
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Gonçalo Ribeiro Telles nasceu a 25 de Maio de 1922, formando-se como Engenheiro Agrónomo e Arquitecto Paisagista em 1952, no Instituto Superior de Agronomia (ISA).
Pertence, juntamente com Manuel Azevedo Coutinho, António Viana Barreto e Ilídio de Araújo, entre outros, à primeira geração de Arquitectos Paisagistas formados no Curso Livre de Arquitectura Paisagista criado por Francisco Caldeira Cabral.
A sua longa carreira, de mais de 50 anos, passou pelo ensino, no ISA e Universidade de Évora, tendo fundado, nesta instituição académica, em 1975, a Licenciatura em Arquitectura Paisagista, na qual, em 1994, foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa, continuando, após esta data, a leccionar nesta universidade como professor convidado, orientando vários trabalhos para obtenção dos graus de licenciatura, mestrado e doutoramento.
É também o responsável por mais de 100 publicações sobre diversos temas, como sejam: o Ordenamento do Território, o Ambiente, o Urbanismo, a Análise Visual, a Paisagem, o Projecto, a Agricultura, a Gestão de Recursos, a Educação e a Política.
Fundador e dirigente do Partido Popular Monárquico (PPM), ocupou altos cargos públicos, nomeadamente os de Sub-secretário e Secretário de Estado do Ambiente do 1º ao 4º e 6º Governos Provisórios, de Ministro de Estado e da Qualidade de Vida do 8º Governo Constitucional, de Deputado pelo PPM, de Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Foi fundador e dirigente do Partido da Terra. Da sua passagem pelos Governos destaca-se legislação proposta e aprovada no âmbito da defesa da paisagem e do ambiente, como sejam, entre outros: Os Planos Regionais de Ordenamento do Território (Dec. Lei 388/83), a Reserva Ecológica Nacional (Dec. Lei 321/83) e a Reserva Agrícola Nacional (Dec. Lei 451/83).
A par do exercício da profissão liberal, que ainda mantém, exerceu funções de Arquitecto Paisagista na Câmara Municipal de Lisboa, entre 1953 e 1960, e no Fundo de Fomento da Habitação, onde dirigiu o sector de Planeamento Biofísico e Espaços verdes.
Em 1975 é-lhe atribuído, em conjunto com António Viana Barreto, o Prémio Valmor pelo Projecto do Parque da Fundação Calouste Gulbenkian.
Presidente da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) entre 2001 e 2005, desempenha agora, nesta associação, as funções de Presidente da Mesa da Assembleia Geral e da Comissão de Avaliação.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra informação relativa a Gonçalo Ribeiro Telles, bem como o espólio do referido Arquitecto Paisagista.
Para aceder aos termos e condições de acesso e consulta da documentação do espólio Ribeiro Telles clique aqui.
Para consultar fichas de Inventário relacionadas com a obra deste Arquitecto Paisagista clique nos links abaixo:
> Jardim Amália Rodrigues / Jardim do Alto do Parque
> Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian
> Quinta dos medos
> Parque do Vale das Abadias
> Parque Municipal da Moita
> Parque do Cebeço das Rolas
> Capela de São Jerónimo
> Grémio Literário
> Quinta de São Sebastião
> Jardins da Fundação Mário Soares
> Jardins da Urbanização Nova Oeiras
> Laboratório Nacional de Engenharia Civil / LNEC
> Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge
> Centro de Reabilitação da Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian
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Universidade de Lisboa organiza 24 passeios guiados pelo património associado ao seu passado e ao seu futuro
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sexta-feira, 11 de Março de 2011
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A iniciativa 100 Locais, promovida pela Universidade de Lisboa no âmbito das Comemorações do seu Centenário, consiste em 24 passeios pela cidade de Lisboa, ao longo dos fins de semana de Março, Abril e Maio de 2011. Estes passeios, destinados ao público em geral, pretendem divulgar o passado e o presente da Universidade de Lisboa, bem como a sua ligação à cidade ao longo dos anos.
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O SIPA associa-se a esta iniciativa através da disponibilização, no âmbito do Inventário do Património Arquitectónico, de registos actualizados sobre o património arquitectónico e urbanístico objecto das referidas visitas. A Universidade de Lisboa, por seu turno, contribuiu para a actualização desses registos SIPA através da cedência de informação e documentação.
Para aceder ao Programa completo da iniciativa 100 Locais clique aqui.
Para aceder ao sítio do Programa das Comemorações da Universidade de Lisboa clique aqui.
Para aceder aos registos de inventário do património arquitectónico e urbanístico associado à Universidade de Lisboa que for sendo objecto das visitas programadas no âmbito da iniciativa 100 Locais clique abaixo:
> Visita 1, 12 Mar, 15-18 horas, Cidade Universitária | Reitoria
Reitoria da Universidade de Lisboa / Aula Magna
> Visita 2, 13 Mar, 15-18 horas, Campo Santana I
Escola Médico-Cirúrgica / Faculdade de Ciências Médicas
Instituto Bacteriológico Câmara Pestana
> Visita 3, 19 Mar, 11-13 horas, Cidade Universitária | Cantina Nova
Cantina da Universidade de Lisboa / Cantina Nova
Complexo Interdisciplinar / Instituto para a Investigação Interdisciplinar
> Visita 4, 19 Mar, 15-18 horas, Cidade Universitária | Ciências Sociais e Farmácia
Edifícios da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa
Quinta da Torrinha / Castelinho
Edifício do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e de Empresa (ISCTE) / Edifício do Instituto de Ciências Sociais (ICS)
> Visita 5, 20 Mar, 15-18 horas, Cidade Universitária | Faculdade de Letra da Universidade de Lisboa
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
> Visita 6, 26 Mar, 11-13 horas, Cidade Universitária | Faculdade de Direito
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
> Visita 7, 26 Mar, 15-18 horas, Cidade Universitária | Faculdade de Psicologia e Educação e Faculdade de Medicina Dentária
Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa
Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
> Visita 8, 27 Mar, 15-18 horas. Alfama ! Estudos Gerais
Castelo e Encosta da Sé
> Visita 9, 02 Abril, 11-13 horas, Eixo Chiado - Rato I
Casa na Calçada Bento Rocha Cabral, n.º 14 / Instituto de Investigação Bento da Rocha Cabral
> Visita 10, 02 Abril, 15-18 horas, Eixo Chiado - Rato II
Convento de Nossa Senhora de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco / Academia das Ciências de Lisboa
> Visita 11, 03 Abril, 15-18 horas, Cidade Universitária | Ala Poente
Estádio Universitário de Lisboa
Cantina da Universidade de Lisboa / Cantina Velha
Edifício Caleidoscópio
Jardim do Campo Grande
> Visitas 12 e 13, 09 Abril, 11-13 horas e 15-18 horas, Eixo Chiado - Rato | Politécnica | Museus
Noviciado da Cotovia / Colégio dos Nobres / Escola Politécnica / Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Picadeiro do antigo Colégios dos Nobres
> Visita 14, 10 Abril, 15-18 horas, Campo Santana II
Instituto Oftalmológico Gama Pinto
Igreja e Convento de Santa Marta / Hospital de Santa Marta
> Visita 15, 16 Abril, 11-13 horas, Cidade Universitária | Medicina I
Hospital de Santa Maria / Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
> Visita 16, 16 Abril, 15-18 horas, Cidade Universitária | Ciências
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
> Visita 17, 17 Abril, 15-18 horas, Eixo Chiado - Rato | Politécnica | Museu Nacional de História Natural I
Jardim Botânico da Faculdade de Ciências de Lisboa
> Visita 18, 07 Maio, 11-13 horas, Praça de Espanha | Instituto Português de Oncologia
Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil Martins
> Visita 19, 07 Maio, 15-18 horas, Campo Santana III
Instituto de Medicina Legal de Lisboa
Colégio de Santo-Antão-o-Novo / Hospital de São José
> Visita 20, 08 Maio, 15-18 horas, Eixo Chiado-Rato | Politécnica | Obaservatórios da Politécnica
Observatório Astronómico da Faculdade de Ciências
> Visita 21, 14 Maio, 11-13 horas, Eixo Chiado-Rato | Politécnica | Museu Nacional de História Natural II
Casa do Noviciado de Nossa Senhora da Assunção da Cotovia / Colégio dos Nobres / Escola Politécnica / Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
> Visita 22, 14 Maio, 15-18 horas, Eixo Chiado-Rato | Belas Artes
Covento de São Francisco da Cidade / Faculdades de Belas Artes da Universidade de Lisboa / Academia Nacional de Belas Artes
> Visita 23, 15 Maio, 15-18 horas, Cidade Universitária | Medicina II
Hospital de Santa Maria / Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
> Visita 24, 21 Maio, 10-17 horas, Ajuda, Belém e Cascais
Observatório Astronómico de Lisboa / Observatório Astronómico da Tapa da Ajuda
Mosteiro de Santa Maria de Belém / Mosteiro dos Jerónimos / Museu Nacional de Arqueologia
Forte de Nossa Senhora da Guia / Museu Oceanográfico / Museu Bocage
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Aberto concurso para atribuição de 2 bolsas de investigação nas áreas do Design, Arquitectura, História da Arte ou Antropologia
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quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011
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A FA-UTL abriu concurso para a atribuição de duas Bolsas de Investigação no âmbito do projecto Móveis Modernos: a actividade da Comissão de Aquisição de Mobiliário no âmbito da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (1940-1974), financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.
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O projecto de investigação, dirigido pelo Professor Doutor João Paulo Martins, tem como propósito desenvolver o estudo sistemático e multidisciplinar da actividade da Comissão de Aquisição de Mobiliário (CAM), que funcionou no âmbito da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, avaliando a sua importância para a conformação dos espaços interiores dos monumentos nacionais e dos edifícios destinados a equipamentos públicos.
A investigação será centrada no estudo do arquivo desta instituição (processos administrativos, elementos de projecto desenhados e escritos, fotografias, catálogos, amostras de materiais), com extensões a outros acervos documentais.
Prevê-se a realização de um livro colectivo e de uma exposição síntese para disseminação final dos resultados da investigação, integrando os contributos dos diversos investigadores envolvidos e uma selecção do material estudado.
Para a concretização deste projecto a FA-UTL contará com a estreita colaboração do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. (IHRU), entidade responsável pelo desenvolvimento do SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico. Este recurso de informação e documentação sobre património arquitectónico e integrado, urbanístico e paisagístico não só conserva o arquivo gerado pela Comissão de Aquisição de Mobiliário, como incorpora, nas suas bases de dados de inventário, registos sobre os monumentos nacionais e os edifícios públicos destinatários dos móveis e equipamentos desenhados e ou adquiridos pela referida Comissão.
Para aceder ao Edital do concurso clique aqui.
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O SIPA no Dia dos Monumentos e Sítios (18 Abril 2011) | Água: Cultura e Património
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quinta-feira, 14 de Abril de 2011
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O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se a esta efeméride, com a publicação do projecto de geo-referenciação de cartografia histórica "O Aqueduto das Águas Livres".
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O Aqueduto das Águas Livres constitui uma das mais notáveis obras da engenharia hidráulica portuguesa, construída ao longo de dois séculos (XVIII e XIX), permitindo satisfazer as crescentes carências de água da população lisboeta.
Trata-se de uma obra delineada pelos engenheiros Manuel da Maia, Manuel de Azevedo Fortes e Custódio da Silva Serra e pelos arquitectos António Canevari, Custódio José Vieira, Filipe António Gavila, João Baptista Barros, João Frederico Ludovice, Manuel da Costa Negreiros, Miguel Ângelo Blasco e Reinaldo Manuel dos Santos. Apesar de possuírem formação distinta, estes autores lograram projectar uma obra que evidencia uma notável unidade construtiva. A sua estrutura individualiza-se pela extensão, pela quantidade de nascentes de água que a alimentam - constituindo uma rede de ramais colaterais ao seu percurso principal -, pela implantação maioritariamente subterrânea das condutas e pelo recurso à solução de arcadas - com arcos de volta perfeita, abatidos ou apontados - nos troços que se projectam sobre vales, sendo o mais notável o de Alcântara.
Assinalando o final da estrutura do aqueduto, maioritariamente invisível em Lisboa, apenas aflorando timidamente nas zonas de Campo de Ourique e Infante Santo, surgem chafarizes barrocos. Estes equipamentos, não obstante o seu carácter funcional ligado ao abastecimento urbano, desempenham ainda um importante papel cenográfico nas praças projectadas para o efeito por Carlos Mardel. Menos exuberantes são os chafarizes que debitam água ao longo do troço principal da estrutura, maioritariamente da autoria do arquitecto Reinaldo Manuel dos Santos.
O Projecto de geo-referenciação da Planta Topográfica do “Aqueduto Geral das Águas Livres” datada de 1856 foi desenvolvido em quatro fases:
1ª Geo-referenciação da planta;
2ª Levantamento de elementos associados ao aqueduto (respiradouros, conduta à superfície, chafarizes, mães d’água);
3ª Vectorização do traçado (traço grosso para conduta à superfície; traço fino para conduta subterrânea; diferenciação cromática para a conduta principal e as subsidiárias);
4ª Associação dos registos da base de dados SIPA relacionados com o Aqueduto e estabelecimento de links.
No contexto do referido projecto foi possível registar uma parte significativa do trajecto do Aqueduto das Águas Livres e dos seus componentes, a saber:
> a azul o troço principal, o qual se inicia nas Águas Livres e termina na Mãe de Água das Amoreiras;
> a vermelho, os aquedutos adutores situados a montante da mãe do troço principal, situada em D. Maria, identificando-se os Aqueduto de D. Maria, Aqueduto da Câmara, Aqueduto do Brouco, Aqueduto da Mata e Aqueduto da Fonte Santa;
> a laranja e amarelo, os aquedutos subsidiários, que se ligam ao troço principal, como os Aqueduto de Queluz, Aqueduto das Galegas e Aqueduto das Francesas, sendo, ainda, identificados alguns respiradouros de uma estrutura que transporta água a partir da Serra do Monsanto, mas cujo percurso não foi possível delinear. A partir da mãe de água do Aqueduto das Francesas, sai uma linha de abastecimento de água para Carnaxide.
> ainda em tonalidade laranja, surge delineada uma linha de transporte de água, marcada por respiradouros exteriores, que nasce no alto da Serra de Carnaxide e serviria para abastecer o Palácio de Queluz; não foi possível, contudo, obter, até ao momento, mais dados documentais relativos a esta estrutura, que seria complementada pelo Aqueduto da Gargantada, delineado a verde.
A partir da Mãe de Água das Amoreiras, surge uma série de aquedutos secundários, denominados na documentação como “Galerias”, que permitiram distribuir a água até às zonas mais densamente povoadas da cidade de Lisboa. Assim, surgem, de Oeste para Nordeste, e marcadas a amarelo as:
> Galeria das Necessidades, de onde deriva um ramal, o Ramal das Janelas Verdes;
> Galeria da Esperança que se estende até ao Chafariz com o mesmo nome, situado na zona de Santos;
> Galeria do Loreto, que se ramifica, distribuindo água para São Mamede, Largo de São Carlos e Largo do Carmo, estando prevista a construção de um chafariz em São Pedro de Alcântara que não se viria a concretizar;
> Galeria de Santana, que realiza o maior percurso pela cidade, através de São Sebastião e terminando no Chafariz do Desterro.
Foi ainda possível registar e geo-referenciar os chafarizes não construídos, como os Chafarizes de São Pedro de Alcântara e o de Santa Ana, que seriam, pelos desenhos existentes e por peças que foram esculpidas e adaptadas a outras estruturas de fornecimento de água, os mais monumentais de toda a cidade.
Assinalaram-se, ainda, os elementos de distribuição de água desaparecidos, como o Chafariz da Estrela, implantado na zona onde seria construído o Jardim, o Chafariz do Rossio e o Chafariz do Loreto.
Esta metodologia acima referida de geo-referenciação de cartografia histórica pode ser aplicada a diversos fins na óptica da compreensão da génese e evolução dos sistemas arquitectónicos e urbanos, constituindo-se como uma ferramenta de suporte à investigação arqueológica, arquitectónica, urbanística e paisagística, contribuindo para o ordenamento do território.
Para aceder à cartografia resultante do projecto clique aqui.
Para aceder a uma demonstração da metodologia do projecto clique aqui.
Para mais informações sobre estas estruturas, consulte os seguintes registos SIPA:
- Aqueduto da Gargantada
- Aqueduto das Águas Livres
- Aqueduto das Águas Livres - troço de Sintra
- Aqueduto das Águas Livres - troço entre a Buraca e as Amoreiras
- Aqueduto das Águas Livres - troço entre São Brás e a Buraca
- Aqueduto das Francesas / Aqueduto de Carnaxide
- Chafariz da Armada / Chafariz da Praça de Armas / Chafariz de Alcântara
- Chafariz da Buraca
- Chafariz da Convalescença / Chafariz das Águas Boas
- Chafariz da Esperança
- Chafariz da Junqueira / Chafariz da Cordoaria
- Chafariz da Rua da Mãe de Água
- Chafariz da Rua do Arco de São Mamede
- Chafariz da Rua Formosa / Chafariz da Rua do Século
- Chafariz das Janelas Verdes
- Chafariz das Laranjeiras
- Chafariz das Terras / Chafariz de Buenos-Aires
- Chafariz de Benfica
- Chafariz de Carnaxide
- Chafariz de Entrecampos / Chafariz na Rua de Entrecampos
- Chafariz de Santa Ana
- Chafariz de São Domingos / Chafariz Devisme
- Chafariz do Intendente / Chafariz do Desterro
- Chafariz do Largo do Mastro
- Chafariz do Largo do Rato
- Chafariz na Rua do Arco do Carvalhão / Chafariz da Cruz das Almas
- Chafariz na Rua do Monte Olivete / Chafariz da Praça das Flores
- Chafariz na Rua São Sebastião da Pedreira
- Chafariz no Largo do Carmo
- Fontanário - Obelisco do Largo de São Paulo / Chafariz do Largo de São Paulo
- Mãe de água das Amoreiras
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Para visitar alguns dos troços do Aqueduto, contactar o Museu da Água - www.museudaagua.epal.pt
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"As Áfricas de Possolo" por Pancho Guedes
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sexta-feira, 18 de Março de 2011
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Decorreu no dia 16 de Março, no auditório do Forte de Sacavém, a sessão “As Áfricas de Possolo por Pancho Guedes”, primeiro de um previsto conjunto de encontros da série “As Áfricas de Possolo”, que pretende trazer ao Forte convidados a fim de dissertarem sobre a arquitectura portuguesa nos antigos territórios ultramarinos, sob pretexto do recentemente digitalizado espólio fotográfico do arquitecto Luís Possolo (1924-1999), constituído por cerca de um milhar de fotografias elaboradas aquando das missões levadas a cabo durante a década de 1960, ao serviço da Direcção de Serviços de Urbanismo e Habitação (DGOPC/MU).
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Amâncio d'Alpoim Miranda Guedes (Pancho Guedes) viveu até 1975 em Moçambique e foi o primeiro arquitecto português a ter projecção internacional, vendo desde os anos 50 as suas obras divulgadas em periódicos de grande difusão internacional. As composições de Pancho Guedes revelam grande heterodoxia formal, um forte carácter expressionista e uma abordagem extremamente pessoal, internacionalmente apelidada de "stiloguedes", na qual a arquitectura se "confunde" com as expressões plásticas da pintura e escultura. Entre as suas obras de maior significado podemos destacar em Maputo, o Bloco de apartamentos "Prometeu" (1951-1953), o edifício "O Leão Que Ri" (1954-1955) e o Restaurante Zambi (1957), sendo ainda assinaláveis o Hotel de São Martinho de Bilene (1951), a Igreja da Sagrada Família em Machava (1962-1963), o pavilhão de Cricket situado em Witwaterstand (1978-1979).
Dirigida pelo arquitecto José Luís Possolo Saldanha (ISCTE) e centrada na arquitectura moçambicana, a presente sessão pública enquadrou-se no âmbito do projecto Gabinetes Coloniais de Urbanização: Cultura e Prática Arquitectónica [PTDC/AURAQI/104964/2008] (IHRU-SIPA / ISCTE / IICT-AHU), financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Incidindo sobre a arquitectura moderna nos antigos territórios ultramarinos portugueses, este projecto tem como objectivos a inventariação, catalogação e estudo do trabalho dos sucessivos Gabinetes que, integrando as estruturas do Ministério das Colónias/Ultramar, foram responsáveis pela actividade construtiva do poder central nas regiões ultramarinas no período compreendido entre 1944 e 1974. Visa igualmente o recenseamento da documentação existente, bem como o conhecimento da cultura de projecto e a recolha de testemunhos vivos dos técnicos portugueses que serviram estes gabinetes oficiais ou que mantiveram actividade profissional nas ex-colónias.
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FARIA DA COSTA NO SIPA
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segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
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O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente um núcleo de cerca de 43 registos com informação textual, documental e iconográfica sobre obras projectadas por este arquitecto. Os conteúdos desses registos tomaram como base a documentação reunida no espólio pessoal do arquitecto, confiado à guarda do IHRU em 2004. Este espólio tem como âmbito cronológico 1938-1961 e é constituído por 4,5 ml de documentação textual, 18 espécies fotográficas e 2.743 desenhos técnicos, esboços e esquissos. João Guilherme Faria da Costa nasceu em Sintra, em 1906 e desapareceu no dia 19 de Janeiro de 1971. A sua formação em Arquitectura, cumprida em 1936 na Escola de Belas Artes de Lisboa, foi completada no Institut d'Urbanisme de l'Université de Paris, onde obteve, em 1935, o diploma de urbanista com a apresentação de uma proposta para o Plano de arranjo, embelezamento e extensão da cidade da Figueira da Foz, publicada dois anos depois na revista Arquitectura Portuguesa (nº 31, Out. 1937). A actividade profissional de Faria da Costa ficou fortemente associada à renovação do espaço urbano em Portugal, durante as décadas de 30 e 40, reconhecendo-se, nas suas propostas, a influência dos valores howardianos da cidade-jardim, os modelos espaciais da escola do urbanismo alemão e o legado moderno dos princípios estruturadores da Carta de Atenas. Desenvolveu um extenso e pioneiro trabalho de pesquisa tipológica para a cidade de Lisboa, prolongando os estudos já encetados por Donat-Alfred Agache e Étienne de Gröer, figuras referenciais do urbanismo internacional, que exerceram uma acção determinante no domínio do planeamento em Portugal e com quem o jovem arquitecto teve oportunidade de conviver e trabalhar durante a sua estadia em Paris e, posteriormente, em Lisboa, nomeadamente na definição do Plano Geral de Urbanização e Expansão de Lisboa, entre 1938 e 1948. Em 1938, integrou os Serviços da Câmara Municipal de Lisboa, partilhando gabinete com os arquitectos Keil do Amaral e Inácio Peres Fernandes, no âmbito do qual delineou, durante a década de 40, novas conceptualizações formais e espaciais para os bairros da Encosta da Ajuda e Alvalade. O Plano da Zona Sul da Avenida Alferes Malheiro (Alvalade), datado de 1945, é referenciado como uma das suas principais e mais notáveis propostas, pelo modo como conciliou o programa habitacional, tipológica e socialmente diversificado, com os serviços e pequenas indústrias, dentro de uma estratégia de ocupação organizada por células. Entre as intervenções desenvolvidas à escala urbana podemos, ainda, sublinhar: os Planos de Urbanização desenvolvidos em parceria com Miguel Jacobetty para Portalegre (1939-1942), Monte de Santa Luzia (1939), Funchal (1959) e Costa da Caparica (1947) publicado na revista Arquitectura no mesmo ano; ou os Planos de Urbanização, delineados em 1948 com Etienne de Gröer, para a Figueira da Foz, Alcobaça, Chamusca, Pombal. Foi ainda responsável pela definição dos primeiros planos estratégicos destinados a grandes áreas de expansão, como o Plano da Faixa Marginal do Tejo (que abrange as áreas de Moscavide a Vila Franca; e do Seixal ao Montijo), ou o Plano para o Concelho de Almada, no qual estudou, com Etienne de Gröer, detalhadamente as áreas da Cova do Vapor, Trafaria e Costa da Caparica (1946-1953). A sua actividade alargou-se a outros domínios programáticos tendo projectado: várias prédios de rendimento (1941-1956); moradias particulares, entre as quais uma moradia no Restelo, projectada em parceria com Fernando Silva, que em 1952 ganhou o Prémio Municipal de Arquitectura; equipamentos como a Piscina da Praia das Maçãs (1952-2006) ou o Restaurante na Praia de Carcavelos, entre outros. Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a sua obra, clique em: Edifício no Alto do Carvalhão, n.º 5, Lisboa; Bairro dos Lóios / Zona N2 de Chelas, Lisboa; Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Lisboa; Edifício na Avenida D. Carlos I, n.º 126, Lisboa; Edifício na Rua D. Dinis, n.º 22, Lisboa; Casa na Avenida do Restelo, n.º 8, Lisboa; Piscina da Praia das Maçãs, Sintra; Restaurante Praia de Carcavelos, Cascais.
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Novos Kits do Património on-line
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quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
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Encontram-se já disponíveis on-line dois novos volumes da colecção KITS do Património: o KIT05 - Património Arquitectónico - Edifícios conventuais capuchos e o KIT06 - Património Arquitectónico - Igrejas de Misericórdia.
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Esta colecção de guias básicos de inventariação de património é editada conjuntamente pelo IHRU, IP e pelo IGESPAR, IP.
Constituindo a defesa do património, a par do ambiente, um dos grandes desafios para a construção de um futuro sustentável, a criação de ferramentas de reconhecimento territorial direccionadas para o cidadão comum ou para os estudantes reveste-se da maior oportunidade.
Efectivamente, a complexidade e a abrangência do domínio patrimonial nas sociedades actuais exigem que se desenvolva uma maior consciência por parte das diversas comunidades, sendo fundamental a sua participação para o desenvolvimento de uma acção de salvaguarda mais abrangente, que reverta para uma gestão e divulgação mais efectiva.
A disponibilização, nas páginas electrónicas do IHRU e do IGESPAR, de mais estes dois guias de inventário de nível específico, cuja concepção esteve de acordo com as metodologias e com os mais actuais conhecimentos técnicos de registo e identificação do património, permite o acesso amplo e imediato a um universo técnico que se pretende mais universal, esperando-se que, com esta acção, os cidadãos se sintam empenhados numa salvaguarda conjunta da nossa herança patrimonial e numa clara articulação com as entidades responsáveis neste domínio.
Para aceder aos guias agora publicados, bem como aos restantes títulos da colecção, clique abaixo:
> KIT05 - Património Arquitectónico - Edifícios Conventuais Capuchos
> KIT06 - Património Arquitectónico - Igrejas de Misericórdia
> KIT01 – Património Arquitectónico – Geral
> KIT02 – Património Arquitectónico – Habitação Multifamiliar do Século XX
> KIT03 – Património Industrial
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O PATRIMÓNIO DO TEMPO
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sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
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Palestra SIPA no Forte de Sacavém, "O Património do Tempo. Perspectivas do Resgate da Arte Sacra no Baixo Alentejo", pelo Doutor José António Falcão, 4ª feira, 19 de Janeiro, 15h00. RESUMO: Fundado em 1984, o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja tem vindo a levar a cabo uma experiência, pouco comum em Portugal, de resgate dos bens culturais religiosos (arquitectónicos, integrados, móveis e imateriais) do seu território, que abrange o distrito de Beja e a zona sul do distrito de Setúbal. A conferência dá a conhecer as realidades técnicas e científicas associadas a este trabalho de fundo, que visa a dinamização de um vasto acervo patrimonial, boa parte do qual em risco, em virtude da desertificação do mundo rural e da transformação acelerada dos meios urbanos. NOTA CURRICULAR: Licenciado em História da Arte e Arquitectura, Mestre em Museologia e Doutor em Arquitectura. Dirige o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja desde a fundação, em 1984. Conservador de Museus, actualmente com a categoria de Conservador-Chefe, tem desempenhado funções no Museu de Évora, no Museu Municipal de Alpiarça, no Museu Calouste Gulbenkian e na Casa dos Patudos. A sua actividade encontra-se orientada para o estudo do património cultural e museológico, para cuja divulgação tem contribuído com o Comissariado de Exposições como "Entre o Céu e a Terra" (Prémio Prof. Reynaldo dos Santos 2001) e "As Formas do Espírito", no país e no estrangeiro. Como docente, está ligado à Universidade Católica Portuguesa e a universidades espanholas e norte-americanas. É membro da Academia Nacional de Belas-Artes, da Academia Portuguesa da História e de agremiações similares, europeias e americanas. Publicou cerca de uma centena de títulos, entre livros, artigos científicos e participações em congressos, a maioria dos quais dedicados à história da arte e da arquitectura sacras. É Presidente da Associação Portuguesa dos Museus da Igreja e Secretário-Geral Adjunto de Europae Thesauri, organismo assessor da União Europeia.
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Novos conteúdos sobre património português no mundo ingressaram no SIPA
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quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011
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O Centro de História de Além-Mar das Universidades Nova de Lisboa e dos Açores, centro de investigação científica com quem o IHRU/SIPA estabeleceu, no ano transacto, uma parceria com vista à inventariação de património arquitectónico e paisagístico de matriz portuguesa no mundo, acabou de transferir para o SIPA o resultado do trabalho do último ano.
Esse trabalho, que foi elaborado de acordo com as normas de inventariação em vigor no SIPA e contou com a coordenação científica do Doutor Nuno Senos, traduziu-se em 16 novos registos de património religioso no Brasil e na Índia.
Para aceder à página do Inventário do Património Arquitectónico onde poderá efectuar pesquisas e consultar esses conteúdos específicos, bem como outros registos sobre arquitectura religiosa clique aqui.
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A União das Misericórdias Portuguesas torna-se membro da rede SIPA
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terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
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No passado dia 25 de Janeiro, em Lisboa, foi firmado um acordo de colaboração no domínio do SIPA entre o IHRU e a União das Misericórdias Portuguesas. Este acordo, que terá uma duração de 3 anos, estabelece o modelo da cooperação informativa e documental a desenvolver entre as duas entidades no âmbito dos projectos em curso de inventariação do património arquitectónico detido pelas Misericórdias do país.
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No âmbito desta parceria, a equipa do IHRU/SIPA responsabilizar-se-á pela formação e pelo acompanhamento técnico das equipas de inventariação da UMP colocadas no terreno e, bem assim, pela validação científica dos resultados. Os registos de inventário criados ou actualizados na sequência desse trabalho, bem como os correspondentes documentos de suporte, passarão a integrar o SIPA, sendo, nesse contexto, disponibilizados ao público interessado.
O SIPA dispõe actualmente de 1080 registos de edifícios e estruturas construídas relacionados com as Misericórdias Portuguesas, muitos dos quais produzidos no contexto de uma parceria firmada em 1999 entre a ex-Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e a UMP.
Para aceder à página do Inventário do Património Arquitectónico onde poderá efectuar pesquisas e consultar esses conteúdos específicos, bem como a outros registos sobre arquitectura religiosa clique aqui.
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BAIRRO ALTO
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terça-feira, 21 de Dezembro de 2010
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No passado dia 15 de Dezembro celebraram-se 497 anos sobre a concessão do aforamento que permitia a construção de habitações, na zona conhecida hoje por, Bairro Alto. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se a esta comemoração destacando as seguintes fichas de inventário integradas no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA). Para as consultar clique em:
Bairro Alto de São Roque / Bairro Alto em Lisboa;
Restaurante Tavares, Lisboa;
Ascensor da Glória, Lisboa;
Edifício do Jornal O Mundo, Lisboa;
Jardim Miradouro de São Pedro de Alcântara, Lisboa;
Edifício do Chiado Terrasse, Lisboa;
Palácio do Marquês de Tomar / Hemeroteca Municipal, Lisboa;
Palácio Sousa Calhariz, Lisboa;
Edifício dos Calafates / Real Colégio dos Catecúmenos, Lisboa;
Fábrica de Vidros das Gaivotas, Lisboa;
Palácio do Barão de Quintela e Conde de Farrobo, Lisboa;
Casa Professa de São Roque / Igreja e Museu de São Roque, Lisboa;
Palácio na Rua do Grémio Lusitano / Museu Maçónico, Lisboa.
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ESPÓLIO DO ARQTº. PARDAL MONTEIRO
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terça-feira, 14 de Dezembro de 2010
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O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA), integra actualmente o acervo pessoal do arquitecto Pardal Monteiro.
Porfírio Pardal Monteiro nasceu em Pêro Pinheiro, em 1897, tendo desaparecido em 16 de Dezembro de 1957.
Formou-se em Arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa, em 1919 e foi aluno do Mestre José Luís Monteiro, em 1929. Foi nomeado Assistente do Instituto Superior Técnico e em 16 de Dezembro de 1957, era professor catedrático. Ocupou o cargo de Presidente do Conselho Director do Sindicato Nacional dos Arquitectos, entre 1936 e 1944.
O seu percurso profissional foi marcado por uma extensa obra, construída, na sua maior parte, na cidade de Lisboa. A sua produção arquitectónica organiza-se em três momentos distintos: um primeiro período, que se estende até ao início da década de 20 e onde é notória a influência de José Luís Monteiro e de Ventura Terra e que reflecte a presença de elementos decorativos "Art-Déco", principalmente nas fachadas; uma segunda etapa, entre finais da década de 20 e da década de 30, marcada pela escala colossal, com características de maior sobriedade e de grande equilíbrio nas proporções dos vários elementos arquitectónicos intervenientes, momento a partir do qual surge o vanguardismo na arquitectura de Porfírio Pardal Monteiro, através do uso de uma nova linguagem denominada "International Style". Numa última fase, que se inicia nos anos 50, decorrem as suas maiores encomendas, as que mais revolucionaram Lisboa, dada a sua escala monumental que muito contribuiu, de resto, para a valorização das zonas em que foram construídas.
O espólio do Arqtº Porfírio Pardal Monteiro, de âmbito cronológico situado entre os anos 1922-1957 é constituído por 3 ml de documentação textual, 14 espécies fotográficas e 2.727 desenhos técnicos, esboços e esquissos. Esta variedade de registos encontra-se associada a uma riqueza e diversidade de conteúdos, representativos das várias vertentes da actividade artística, científica e técnica do autor nos domínios da Arquitectura.
O pré-inventário já realizado identifica documentação referente a diversos projectos e obras decorrentes de encomendas privadas e públicas em diversos pontos do País, muito especialmente na cidade de Lisboa, onde se pode encontrar a maior parte da sua obra. Dos trabalhos efectuados em Lisboa, destacam-se:
Edifício da Missão Portuguesa Adventista do Sétimo Dia, Lisboa;
Biblioteca Nacional de Lisboa;
Caixa Geral de Depósitos, Porto;
Reitoria da Universidade de Lisboa / Aula Magna, Lisboa;
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa;
Edifício do Diário de Notícias, Lisboa;
Convento de São Bento da Saúde, Lisboa;
Palácio Ferreira Pinto Basto, Lisboa;
Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Lisboa;
Edifício na Avenida da República, n.º 32, Lisboa;
Casa na Avenida Cinco de Outubro, n.º 207-215, Lisboa.
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O MONUMENTO E O LUGAR
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quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010
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Palestra SIPA no Forte de Sacavém, "O Monumento e o Lugar: Relação entre o espaço público e o monumento na intervenção patrimonial contemporânea", pelo Mestre José Miguel Silva, 4ª feira, 15 de Dezembro, 15h00.
RESUMO: A apresentação, tem por base a dissertação do Mestrado realizado e defendido no corrente ano, e abordará a temática do património construído articulando o monumento com o seu espaço público, particularmente a relação dos edifícios com os tecidos urbanos e paisagens onde estão inseridos, avaliando os diferentes tipos de intervenção possível e as interacções mútuas.
NOTA CURRICULAR: Licenciado em Arquitectura pela Universidade Lusíada de Lisboa (2004); Mestre em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura em Reabilitação da Arquitectura e Núcleos Urbanos - Universidade de Arquitectura (2010); frequência de Doutoramento em Urbanismo na Universidade Técnica de Lisboa; execução de projectos pontuais como freelancer;
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DIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
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segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010
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No próximo dia 8 de Dezembro, feriado, comemora-se o dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira e protectora de Portugal desde 1646.
O SIPA associa-se à comemoração deste dia, destacando o património religioso erigido em sua devoção, não deixando de realçar Vila Viçosa,
o lugar, por excelência de devoção a Nossa Senhora da Conceição, tendo sido aí fundada uma confraria, com sede na igreja matriz, com o mesmo nome e orago. Para o consultar clique em:
Igreja de Nossa Senhora da Conceição , Vila Viçosa;
Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, Aveiro;
Capela de Nossa Senhora da Conceição, Braga;
Capela de Nossa Senhora da Conceição, Bragança;
Capela de Nossa Senhora da Conceição, Porto;
Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição, Porto;
Convento de Nossa Senhora da Conceição de Melgaço, Viana do Castelo;
Casa de Nossa Senhora da Conceição, Guarda;
Igreja Paroquial de Lama de Arcos / Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Vila Real;
Igreja Matriz de Tabuaço / Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Viseu;
Igreja Matriz de Verride / Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Coimbra;
Igreja Matriz da Vermiosa / Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Guarda;
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Brasil.
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TEORIA E ÉTICA DA RECUPERAÇÃO DO PATRIMÓNIO
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terça-feira, 23 de Novembro de 2010
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém, "Teoria e Ética da Recuperação do Património", pelo Mestre João Alberto de Carvalho Marques, 4ª feira, 24 de Novembro, 15h00.
RESUMO: Teoria e a ética das intervenções no património a sua salvaguarda e os princípios a levar em consideração para o restauro e conservação.
NOTA CURRICULAR:O Palestrante é Mestre em História da Arte pela Faculdade de Letras de Lisboa; Pós-Graduado pela Escola Superior de Belas Artes - Faculdade de Arquitectura em Especialização em Conservação e Recuperação em Edifícios e Monumentos; Estagiou em Conservação e Recuperação de Edifícios e Sítios em Fontevruad (França); Curso de Genealogia e Heráldica; Membro do Grupo de trabalho para a Recuperação do Centro Histórico da Cidade de Faro (1987/88); Professor na Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra.
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ACÇÃO DE FORMAÇÃO EM IPA
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segunda-feira, 15 de Novembro de 2010
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Acção de formação em Inventário do Património Arquitectónico - Conjuntos Urbanos incluída, no seminário do curso de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa, no âmbito de um acordo de parceria com o IHRU no projecto de investigação "Bairros em Lisboa".
No âmbito de uma parceria entre o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Universidade Autónoma de Lisboa / Centro de Estudos de Arquitectura, Cidade e Território, no projecto de investigação "Bairros em Lisboa 2012" (coordenado pela Prof. Doutora Filipa Ramalhete) e envolvendo ainda a colaboração da Universidade Nova de Lisboa e da Câmara Municipal de Lisboa, foi acordada a leccionação de um seminário no Departamento de Arquitectura, durante o 1º semestre do presente ano lectivo.
O seminário tem sido dedicado a uma acção de formação em Inventário de Conjuntos Urbanos, envolvendo uma parte da equipa do SIPA: Anouk Faria da Costa, Cláudia Morgado, Margarida Tavares da Conceição, Paula Figueiredo, João Paulo Machado, Rita Vale. Pretendeu-se transmitir aos alunos algumas bases teóricas sobre métodos de inventariação de património, mas em especial procurou-se experimentar na prática alguns procedimentos, com aplicação a um caso concreto, tendo sido escolhido como exemplo da experiência o Bairro de Campo de Ourique. O processo tem envolvido trabalho de campo com levantamento de dados, posterior tratamento cartográfico e preenchimentos do registo textual IPA, tendo sido precedido de uma componente teórica e uma visita ao Forte de Sacavém.
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ARQTº. COTTINELLI TELMO
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quinta-feira, 11 de Novembro de 2010
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O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente um núcleo de cerca de 36 registos com informação textual, documental e iconográfica sobre imóveis ou conjuntos de imóveis projectados por este arquitecto.
José Ângelo Cottinelli Telmo nasceu em 13 de Novembro de 1897, arquitecto pela Escola de Belas-Artes de Lisboa (1920), foi um artista de talento multifacetado, músico, bailarino, fotógrafo, ilustrador, autor de banda desenhada (director da revista "ABCzinho", 1921-29) e cineasta ("A Canção de Lisboa", 1933).
Iniciou a sua carreira de arquitecto com uma orientação académica e historicista (Pavilhão de Honra de Portugal na Exposição Internacional do Rio de Janeiro, 1921-22; com Carlos Ramos e Luís Cunha). Em 1923, ingressou na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, concebendo então aquela que seria uma das primeiras concretizações do ideal da "cidade-jardim" em Portugal (Bairro e Escola Camões, no Entroncamento, 1923-28; com L. Cunha). Os seus projectos para os edifícios de passageiros das estações do Sul-Sueste/ Terreiro do Paço (Lisboa, 1928-32) e Vila Real de Santo António (1936-45), torres de sinalização (Pinhal Novo, 1936-38; Campolide, 1940) e armazéns de abastecimento (Cacém, 1937-41; Entroncamento, 1938-39) viriam a pontuar a modernização gradual da arquitectura ferroviária portuguesa.
Duarte Pacheco, ministro das Obras Públicas, confiou-lhe a condução do plano nacional de construções prisionais (1934). Logo depois, em 1939, nomeou-o arquitecto-chefe da Exposição do Mundo Português (Lisboa, 1940). À frente de uma vasta equipa que incluiu os melhores arquitectos, pintores e escultores da sua geração, Cottinelli colocou todo o seu talento ao serviço desta iniciativa, criando uma das referências fundamentais do imaginário do Estado Novo, num compromisso entre o gosto moderno e a retórica convencional que a ocasião reclamava.
Colaborador privilegiado de Pacheco desde então, foi encarregado dos projectos mais emblemáticas do regime: os planos da zona de Belém, do Santuário de Fátima e da Cidade Universitária de Coimbra. Ao mesmo tempo, em obras de menor escala, reelaborava referências ruralistas (colónia de férias da Praia das Maçãs, 1942-43; edifício de passageiros do apeadeiro da Curia, 1943-44) e continuava em busca de uma síntese entre a modernidade e as convenções da linguagem clássica (Standard Eléctrica, Lisboa, 1944-48).
Eleito presidente do Sindicato Nacional dos Arquitectos (1945-48), Cottinelli assegurou a realização do I Congresso da classe sob o patrocínio do governo (1948). Contudo, garantindo a intervenção sem censura prévia dos profissionais em oposição ao regime, permitiu que o Congresso viesse a saldar-se numa inequívoca expressão de descontentamento colectivo e na afirmação de um novo ciclo da arquitectura portuguesa.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente um núcleo de cerca de 36 registos com informação textual, documental e iconográfica sobre imóveis ou conjuntos de imóveis projectados por este arquitecto. Os conteúdos desses registos tomaram como base, entre outros, a informação reunida no acervo documental do arquitecto, confiado à guarda do IHRU, que reúne 347 unidades arquivísticas, situadas num âmbito cronológico balizado entre 1916 e 1948, nas quais se integram: um conjunto de cerca de 372 documentos gráficos, entre desenhos técnicos, estudos e croquis; 3777 imagens fotográficas e 3 maquetas. Esta variedade de registos encontra-se associada a uma riqueza e diversidade de conteúdos, representativos das várias vertentes da actividade artística e técnica do seu autor nos domínios da Arquitectura, Ilustração, Artes Gráficas, Artes Plásticas e Cinema, entre outras. Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a sua obra, clique em:
Estação Fluvial de Sul e Sueste, Lisboa;
Edifícios de Passageiros da Estação Ferroviária de Tomar;
Edifícios de Passageiros da Estação Ferroviária do Carregado;
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra;
Instalações da Standard Eléctrica , Lisboa;
Sanatório Ferroviário das Penhas da Saúde, Covilhã;
Cadeia Comarcã de Alenquer / Posto da GNR, Guarda Nacional Republicana;
Estação Ferroviária de Vila-Real de Santo-António;
Padrão dos Descobrimentos, Lisboa ;
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COMO DO VELHO SE FEZ NOVO
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terça-feira, 2 de Novembro de 2010
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém, "Como do Velho se fez Novo - O Estado Novo e a criação da nova malha urbana e viária do mosteiro da Batalha", pelo Mestre Cláudio Oliveira, 4ª feira, 10 de Novembro, 15h00.
RESUMO: Para melhor compreender a vila da Batalha e a actual envolvente do mosteiro de Santa Maria da Vitória, o presente trabalho pretende traçar o processo do imaginário e da criação da sua nova malha urbana e viária, que emergem, efectivamente, a partir da década de 1960. O estudo das discussões, dos projectos e das obras, numa relação nem sempre sequencial, permite-nos ilustrar o caminho longo, complexo, recheado de avanços e recuos, e que, a espaços, adquiriu um ritmo soluçante, de como o velho se fez novo.
Quer a cadência das obras, quer o seu planeamento revestem-se de grande complexidade. Esta reside, nas combinações que os vários intervenientes desenharam entre si (locais e nacionais). As diferentes perspectivas em confronto conduziram à forja de uma nova vila de enquadramento ao mosteiro, que hoje podemos admirar.
NOTA CURRICULAR: O Palestrante é licenciado em História (Ramo científico e ramo educacional) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (200-2005); Mestre em Recuperação do Património Arquitectónico e Paisagístico pela Universidade de Évora (2006-2009); colaboração na elaboração da monografia Seiva Sagrada. A Agricultura na Região de Alcobaça - Notas Históricas (2006).
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NUNO TEOTÓNIO PEREIRA
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quinta-feira, 28 de Outubro de 2010
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O Arquitecto foi homenageado hoje, dia 28 de Outubro, pela Ordem dos Arquitectos, pelos seus 60 anos de carreira dedicada à arquitectura, urbanismo e habitação em Portugal. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA), tem à sua guarda o seu arquivo pessoal com o objectivo de o conservar e divulgar.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se a esta homenagem disponibilizando informação relativa ao Arquitecto, a qual poderá ser consultada neste "site", no sector "Sistemas de Informação / Fontes documentais". Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a sua obra, clique em:
Forte de Nossa Senhora de Porto Salvo / Forte da Giribita, Oeiras;
Casa de Francisco Barata dos Santos / Casa do Arqtº. Nuno Portas, Vila Viçosa;
Real Fábrica de Panos da Covilhã / Museu de Lanifícios da Covilhã / Polo da Universidade da Beira Interior, Covilhã;
Igreja de São Tiago / Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Lisboa;
Edifício na Rua Braamcamp, n.º 9, esquina com a Rua Castilho, n.º 40 / Edifício Franjinhas, Lisboa;
Edifício na Praça do Campo Pequeno, n.º 21, Lisboa;
Edifício na Praça das Águas Livres n.º 8 e Rua Gorgel do Amaral n.º 1 / Bloco das Águas Livres, Lisboa;
Paços do Concelho / Câmara Municipal de Lisboa;
Teatro Taborda, Lisboa;
Igreja Nova e Centro Paroquial de Almada / Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Almada
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FRANCISCO CALDEIRA CABRAL
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sexta-feira, 22 de Outubro de 2010
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O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA), tem à sua guarda o arquivo pessoal de Francisco Caldeira Cabral com o objectivo de o conservar e divulgar.
Francisco Caldeira Cabral, foi o primeiro arquitecto paisagista português, nasceu em 26 de Outubro de 1908 e após a conclusão da licenciatura em Engenharia Agronómica em 1936, no Instituto Superior de Agronomia (ISA), rumou à Alemanha como Bolseiro do Instituto de Alta Cultura, tendo aí frequentado o curso de Arquitectura Paisagista da Faculdade de Agronomia do Institut Fur Gartengestaltung de Berlim, que concluiu em 1940, obtendo o título de Diplom-Gartner.
Nesse mesmo ano é contratado como professor extraordinário pelo ISA e encarregado da regência da disciplina de Desenho Organográfico, passando, meses mais tarde, a leccionar também a disciplina de Construções Rurais. Autorizado pelo Conselho Escolar daquele instituto, inicia um ano depois, a título experimental, o Curso de Arquitectura Paisagista, o qual viria a ser reconhecido por Despacho Ministerial como Curso Livre e o seu regulamento aprovado em 1942. Três anos mais tarde, é contratado para o desempenho das funções de Professor Catedrático do Curso Livre de Arquitectura Paisagista, as quais desempenhou até 1975. Em 1953, cria no Instituto Superior de Agronomia o Centro de Estudos de Arquitectura Paisagista, do qual foi director.
Entre 1951 e 1981, exerce a sua actividade de professor em vários cursos no estrangeiro: Estados Unidos da América, Alemanha e Espanha. Em Évora viria a leccionar de 1979 a 1982. Foi nomeado Doutor Honoris Causa pela University of Hannover (1971) e pela Universidade de Évora (1980).
Em 1951 é convidado a inscrever-se como Membro Individual na International Federation of Landscape Architects (IFLA), tendo participado em vários congressos internacionais e integrado júris de concursos internacionais.
Em 1957 propõe e é aceite por aclamação a filiação do Centro de Estudos de Arquitectura Paisagista na IFLA. É eleito vice-presidente da IFLA em 1958, e presidente entre 1962 e 1966, transferindo todo o seu secretariado para Lisboa em 1965. Continuou a sua actividade internacional ligada à IFLA como "past president desta federação, desempenhando também altos cargos noutras instituições estrangeiras.
É autor de um elevado número de publicações nacionais e estrangeiras.
Exerceu também actividade como profissional liberal desde 1940 até ao seu desaparecimento, em 10 de Novembro de 1992, em áreas como projecto, ordenamento e planeamento do território realizando também vários estudos e pareceres.
Em 1988 é agraciado com a Grande Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA), destaca os seguintes registos de inventário de património arquitectónico correspondentes a obras de sua autoria, e que se encontram disponíveis on-line, em [L206]www.monumentos.pt[/L]:
Quinta da Agrela, Santo Tirso;
Parque D. Carlos I/Parque das Termas das Caldas da Rainha;
Parque Municipal do Montijo;
Estádio de Atletismo do Parque Desportivo do Jamor / Estádio do Jamor/Estádio Nacional, Lisboa;
Jardim-Museu Agrícola Tropical / Jardim do Ultramar/Jardim Colonial, Lisboa;
Jardim da Avenida Constantino Palha, Vila Franca de Xira;
Jardim da Casa do Primo Madeira, Massarelos;
Parque Municipal do Bombarral;
Quinta de Subserra de João Guedes de Sousa, Vila Franca de Xira;
Casa da Torre, Braga;
Jardim da Quinta de São Pedro / Jardim de Carlos Amaral Netto, Santarém;
Jardim da Quinta dos Arciprestes, Oeiras.
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ESCULTOR LAGOA HENRIQUES
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terça-feira, 19 de Outubro de 2010
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No próximo dia 21 de Outubro, vai ser inaugurada na Fundação Liga em Lisboa, a exposição "Mestre Lagoa Henriques - Um percurso de vida", com uma mostra de obras plásticas e objectos pessoais.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se a esta homenagem disponibilizando informação relativa ao Mestre, a qual poderá ser consultada neste "site", no sector "Sistemas de Informação / Fontes documentais". Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a obra deste Escultor, clique em:
Embaixada de Portugal, Brasília;
Estátua de D. Sebastião, Esposende;
Estação Fronteiriça de Vilar Formoso;
Colégio dos Jesuítas, Gouveia;
Hotel Ritz, Lisboa;
Jardim do Príncipe Real, Lisboa;
Tribunal de Comarca de Rio Maior;
Casino Park Hotel, Funchal;
Edifício da Caixa Sindical de Previdência do Distrito do Funchal.
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TRIENAL DE ARQUITECTURA DE LISBOA
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quinta-feira, 14 de Outubro de 2010
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Foi inaugurada no dia 14 de Outubro a Trienal de Arquitectura de Lisboa. O Museu da Electricidade recebe vários projectos a partir de um repto lançado às escolas de arquitectura, desenvolverem um projecto arquitectónico para melhorar as condições de vida do Bairro da Cova da Moura.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se a esta importante exposição, que estará patente até ao dia 16 de Janeiro de 2011, destacando informação da ficha de inventário integrada no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) relativa a este Bairro:
O bairro do Alto da Cova da Mouradeve o seu crescimento a uma localização privilegiada, onde se destaca por um lado, o factor de proximidade à capital e as boas acessibilidades criadas pelos grandes eixos viários (IC19, CREL e CRIL) e infra-estruturas ferroviárias e, por outro, ao conhecimento, por via familiar ou de relações de amizade, da existência de um espaço disponível para ocupação, numa época de grande pressão urbanística para a obtenção de local onde habitar. Quando a exploração agrícola na Quinta do Outeiro é abandonada no final da década de 50, surgem as primeiras casas, de construção em madeira, maioritariamente concentradas em dois núcleos: um junto à casa da quinta e constituído sobretudo pelos antigos trabalhadores; o outro no limite NE. próxima da antiga pedreira, nessa data já desactivada.
Esta ocupação estava ainda associada a uma agricultura de subsistência que era exercida não só pelos habitantes das barracas situadas no terreno, mas igualmente por residentes dos bairros vizinhos onde muita da população tinha recentemente chegado da província. Na segunda metade dos anos 70, chegam os primeiros retornados e nessa altura o bairro sofre uma segunda fase de ocupação de proporções bem diferentes, uma vez que até essa data habitariam na área cerca de 360 pessoas. De facto o bairro começa por ser ocupado junto às principais acessibilidades, onde os novos moradores pagam à "comunidade agrícola" para libertar os terrenos e de imediato delimitam a "sua propriedade", dando início à construção. Com a constituição da Comissão de Moradores, em 1978, a abertura de ruas obedece a um plano da própria Comissão, que desempenha um papel importante na gestão dos terrenos e no controlo da dinâmica construtiva. Todos estes trabalhos foram realizados com o consentimento, e eventual colaboração, primeiro da Câmara Municipal de Oeiras, e mais tarde, aquando da constituição do Município da Amadora, da Junta de Freguesia da Buraca e respectivo Município. Posteriormente, a chegada em grande número de população de origem africana e a rápida passagem de informação sobre o bairro dá origem a uma ocupação intensa e algo desordenada, onde as habitações começam por ser de madeira e mais tarde de alvenaria de tijolo, com cérceas entre os dois e três pisos, que crescem gradualmente de forma a dar resposta à forte procura de habitação no bairro e que rapidamente se traduziu num situação de difícil controlo urbanístico, em muitos casos contrária às mais elementares regras de habitabilidade. A morfologia do terreno influenciou igualmente de forma evidente o sistema de circulação, nomeadamente na ligação ao exterior.
Não obstante, as opções consagradas nem sempre se revelaram as mais adequadas, como por exemplo a tentativa de definir um sistema hierarquizado, de que o topónimo "rua principal" é o mais significativo sinal, o que obrigou uma pendente exagerada de grande parte das ruas. Refira-se que apesar deste esforço, cuja legibilidade se descortina em grande parte do núcleo, a sobreposição consecutiva das redes e das funções bem como a polivalência que foi sendo injectada no sistema de circulação, determinaram antes um sistema mais ou menos neutro. Os espaços exteriores de permanência são no essencial, a rua, o que traduz por um lado a condição de escassez de espaço que o bairro patenteia, mas ao mesmo tempo a notável flexibilidade e capacidade de acolhimento de um espaço central da vivência urbana. O ritmo de utilização de algumas das artérias do bairro são um sinal de adaptabilidade adquirida, muito embora se encontrem carências de toda a ordem. A que ressalta mais gritante tem a ver com a persistente ausência de variáveis como o mobiliário urbano, o tratamento paisagístico ou o desenho dos suportes. Quanto ao espaço preenchido e à sua consequência na definição da morfologia urbana há uma relativa homogeneidade tipológica que espelha de algum modo, os dois momentos distintos da apropriação do solo que tiveram lugar no bairro, no período de mais forte procura ou seja, logo após o 25 de Abril: a primeira ocupação consubstanciou-se na edificação de construções unifamiliares isoladas ou geminadas em lotes de reduzidas dimensões, com um espaço exterior privado mínimo mas ainda assim, muitas vezes reaproveitado para construir anexos; o segundo momento afirmou uma edificação desordenada, desalinhada, que configura um espaço exterior menos legível, onde aumenta o número de becos e ruelas e diminui os afastamentos entre os edifícios e por conseguinte, onde pioram condições de habitabilidade.
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INVENTÁRIO DE PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO
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segunda-feira, 13 de Setembro de 2010
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O IHRU tem o prazer de anunciar a realização do curso de "Inventariação de Património Arquitectónico", 2º edição: 25 a 29 de Outubro.
OBJECTIVOS
Baseando-se nos princípios e regras de inventariação preconizados no KIT01 - Património Arquitectónico Geral, é objectivo do Curso de Formação Inventariação de Património Arquitectónico dotar os formandos das ferramentas e conhecimentos teórico-práticos que lhes permitam reconhecer, identificar e documentar, de forma normalizada e técnica e cientificamente consistente, edifícios e estruturas construídas das mais diversas tipologias
DESTINATÁRIOS
1. Agentes do património arquitectónico, públicos e privados, designadamente: proprietários, afectatários, gestores, utilizadores;
2. Organizações não-governamentais ligadas à salvaguarda e valorização patrimoniais;
3. Investigadores, professores e estudantes, especialmente nos domínios da Arquitectura, da Engenharia, da História, da História da Arte, do Património Cultural;
4. Cidadãos em geral.
A produção, a gestão e a divulgação de inventários técnico-científicos de património arquitectónico, urbanístico e paisagístico são consideradas actividades essenciais de suporte ao reconhecimento, identificação, estudo, compreensão e "apropriação" desses objectos patrimoniais pelos indivíduos, comunidades e organizações e, bem assim, à sua gestão, salvaguarda e valorização.
No quadro das suas atribuições nos domínios da salvaguarda e valorização do património arquitectónico, da reabilitação urbana e dos sistemas de informação patrimonial, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. (IHRU) e o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I.P. (IGESPAR), vêm publicando, desde 2008, KITS - Património, uma colecção de guias práticos de nível básico sobre inventariação de património arquitectónico, urbanístico e paisagístico
São objectivos desta colecção:
1. Dotar os agentes do património cultural e os cidadãos em geral de instrumentos técnicos que os orientem e apoiem em acções de reconhecimento, identificação e documentação do "seu" património;
2. Promover a constituição de inventários patrimoniais tecnicamente consistentes de âmbito local e sectorial, e a sua utilização como ferramentas de apoio à salvaguarda e valorização;
3. Contribuir para a criação e o desenvolvimento de uma rede de informação patrimonial que garanta a transmissão e o intercâmbio de dados consistentes e com um grau aceitável de rigor entre sistemas de informação e documentação, bem como a sua divulgação junto dos diversos
METODOLOGIA
Aulas teóricas, num total de cerca de 15 horas, com o apoio de apresentações em MSPowerpoint e consulta da base de dados SIPA, disponível em www.monumentos.pt; exercícios práticos, num total de 15 horas, realizados na aula e no terreno, ambos com base em edifícios e estruturas construídas nacionais existentes.
DURAÇÃO
30 horas - 5dias, de 2º a 6º feira, das 9.30 às 12.30 e das 14.00 às 17.00.
DOCENTES
Dra. Paula Noé
Doutora Paula Figueiredo
PREÇO
300€ - incluí manual do formando, uma cópia do KIT=01 Património Arquitectónico Geral e certificado de presença
SECRETARIADO
Para qualquer esclarecimento contactar:
- Paula Figueiredo, tel. 219427780, AVFigueiredo@ihru.pt
- Paula Noé, tel. 219427780, APNoe@ihru.pt
Para descarregar a ficha de inscrição aceda a:
www.portaldahabitacao.pt / notícias / curso de formação sobre Inventariação de Património Arquitectónico
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86º ANIVERSÁRIO DO ARQTº. JORGE VIANA
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sexta-feira, 28 de Maio de 2010
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O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente o acervo pessoal do arquitecto Jorge Viana.
Jorge Manuel Teixeira Viana nasceu a 9 de Junho de 1924, formando-se como Arquitecto em 1952, na Escola Superior de Belas Artes.
Desde muito cedo, ainda como estudante, iniciou a sua actividade liberal colaborando com os Arquitectos Carlos Chambers Ramos e Carlos Manuel Oliveira Ramos.
Desde então, destacou-se pela elaboração de vários projectos entre os quais: a Igreja da Tabaqueira, a Nova Igreja Paroquial de São Julião da Barra, em Oeiras, moradias particulares como a de Trigo de Negreiros, em Nova Oeiras, estalagens, mercados (Odemira, Vila Nova de Milfontes e Castro Verde), centros paroquiais, creches, lares de idosos (Misericórdia de Castro Verde), entre outros.
Exerceu vários cargos na administração pública, entre 1960 e 1964, como arquitecto do Gabinete de Estudos da "Habitações Económicas - Federação de Caixas de Previdência, contribuindo na construção de vários blocos de habitação para os Bairros dos Olivais Sul e Amadora,
Como membro independente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Oeiras integrou, entre 1974 e 1977, os Gabinetes de Planeamento e Recuperação de Clandestinos e desenvolveu projectos em vários domínios programáticos entre os quais se incluem os mercados de Queijas e Valeja, e os Planos de Intervenção Municipal em Zonas de Expansão Urbana do Concelho de Oeiras.
Ainda no âmbito do planeamento urbano exerceu os cargos de Chefe dos Serviços Municipais de Habitação e Chefe do Gabinete de Recuperação de Clandestinos na Câmara Municipal da Moita, entre 1977 e 1983, centrando a sua actividade na elaboração de "projectos tipo" para a reconversão do Núcleo das "Arroteias" e delineando o projecto do Centro Paroquial da Moita do Ribatejo.
Trabalhou ainda na área da consultadoria no âmbito da supervisão de arquitectura portuária como o porto de Aveiro, os edifícios dos Estaleiros Navais de Vila do Conde, os arranjos da margem Norte e doca da Figueira da Foz, e o parque desportivo de Angra do Heroísmo, no qual está incluído o estádio João Paulo II.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra informação relativa a Jorge Viana, a qual poderá ser consultada neste "site", no sector "Sistemas de Informação / Fontes documentais". Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a obra deste Arquitecto, clique em:
Igreja da Tabaqueira, Sintra, Lisboa;
Igreja da Misericórdia, Beja;
Mercado Municipal , Beja;
Bairro Social dos Olivais Sul, Lisboa;
Estádio do Restelo, Lisboa.
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O SIPA E O DIA DO MEIO AMBIENTE
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terça-feira, 25 de Maio de 2010
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No próximo dia 5 de Junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente decretado na Conferência de Estocolmo, convocada pelas Nações Unidas no ano de 1972.
O IHRU, através do SIPA, encontra-se a desenvolver o Inventário da Paisagem Cultural em ambiente SIG. Este projecto de carácter técnico-científico consiste na criação e desenvolvimento de uma metodologia de inventário da paisagem, recorrendo às Tecnologias de Informação Geográfica (aplicadas no manuseamento, processamento, armazenamento e disponibilização da informação).
Uma "paisagem" designa uma parte do território percebida como tal pelas populações, cujo carácter resulta da acção de factores naturais e/ou humanos bem como das suas inter-relações (Convenção Europeia da Paisagem).
A Informação Geográfica tem, cada vez mais, uma importância acrescida para o suporte de decisões e gestão de problemas ambientais aos níveis local, regional, nacional e internacional. O acesso à informação permite a tomada de consciência (de forma generalizada) da situação actual e da sua evolução futura e, em última instância, promove e facilita a implantação no terreno de diversas formas de cooperação tendentes à minimização destes problemas.
O SIPA, enquanto projecto interdisciplinar, visa, justamente, ser um importante contributo não só para a salvaguarda do património arquitectónico entendido numa perspectiva prolífica como parte estruturante da paisagem cultural, mas também para a modernização da Administração Pública Central (através da generalização das tecnologias de informação), como também para os cidadãos em geral, e outros agentes públicos e privados, com interesse ou competências nesta matéria.
Na convergência do ano internacional da biodiversidade (2010) e no dia mundial do meio ambiente, o SIPA/IHRU pretende alertar para a necessidade de compreender e divulgar a riqueza dos valores bióticos existentes em Portugal remetendo o utilizador SIPA a seis fichas paisagem disponíveis on-line:
Foz do Guadiana;
"Beneficiando da especificidade do estuário e de uma cadeia trófica em equilíbrio, os factores bióticos encontram um meio ideal para o seu desenvolvimento..."
Paisagem da Serra de Sintra;
"As condições edafo-climáticas da serra de Sintra (resultantes do microclima, relevo e solo) permitiram o desenvolvimento de uma flora densa, diversificada e luxuriante. Contudo esta exuberância resultou sobretudo da acção humana, que modificou a paisagem..."
Serra da Arrábida-Espichel;
"Parque Natural da Arrábida (criado pelo Decreto-Lei nº 622/76 de 28 de Julho e reclassificado pelo Decreto Regulamentar n.º 23/98 de 14 de Outubro, mantendo o mesmo estatuto e criando o Parque Marinho - Resolução do Conselho de Ministros nº 141/2005, de 23 de Agosto: alarga os limites da Área Protegida, incluindo uma área mais extensa de Reserva Marinha). Rede de Reservas Biogenéticas do Conselho da Europa: "Serra da Arrábida" (área actualmente integrada no Sítio "Arrábida - Espichel" - rede Natura 2000. Protecção das arribas marinhas, espécies vegetais endémicas, a nidificação de aves e a preservação de icnofósseis no cabo Espichel"..."A vegetação da Arrábida encontra-se condicionada pelo seu clima específico e ainda pelo seu relevo, sendo uma das principais especificidades da serra e a principal razão para a criação do seu parque..."
Litoral Alentejano e Vicentino;
"Esta área integra o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e apresenta elevada biodiversidade. FLORA: território de vegetação diversificada devido aos vários ecossistemas aqui presentes, ocorrendo espécies de cariz mediterrâneo e atlântico. A singularidade da paisagem é atestada pela ocorrência de espécies endémicas raras..."
Cerca do Antigo Convento dos Carmelitas Descalços da Província de Portugal / Mata Nacional do Buçaco;
"Na mata do Buçaco, a vegetação autóctone já dispunha de características únicas (com uma baixa diversidade e um porte pouco frondoso), restando alguns vestígios desta floresta junto à Cruz Alta. Na floresta primitiva o predomínio seria de carvalhos (Quercus), pontuados por castanheiros (Castanea sativa), aveleiras (Corylus avellana), azereiro (Prunus lusitanica), entre outras. Embora seja difícil determinar o ano da introdução de espécies exóticas, diversos registos indicam que precede a fixação dos Carmelitas Descalços (1628)..."
Paisagem da Ilha do Pico;
"O património natural das ilhas açorianas é diversificado, sendo que das 1330 plantas vasculares e briófitos existentes nos Açores, 68 são espécies endémicas deste arquipélago..."
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AS FESTAS DE LISBOA NO SIPA
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sexta-feira, 21 de Maio de 2010
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RIBEIRO TELLES REALIZA 88º ANIVERSÁRIO
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sexta-feira, 21 de Maio de 2010
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Gonçalo Ribeiro Telles nasceu a 24 de Maio de 1922, formando-se como Engenheiro Agrónomo e Arquitecto Paisagista em 1952, no Instituto Superior de Agronomia (ISA).
Pertence, juntamente com Manuel Azevedo Coutinho, António Viana Barreto e Ilídio de Araújo, entre outros, à primeira geração de Arquitectos Paisagistas formados no Curso Livre de Arquitectura Paisagista criado por Francisco Caldeira Cabral.
A sua longa carreira, de mais de 50 anos, passou pelo ensino, no ISA e Universidade de Évora, onde, em 1994, foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa, continuando, após esta data a leccionar nesta instituição como professor convidado e orientando vários trabalhos para obtenção dos graus de licenciatura, mestrado e doutoramento sendo, ainda, o responsável por mais de 114 publicações.
Fundador e Dirigente do Partido Popular Monárquico (PPM), ocupou altos públicos, nomeadamente os de Sub-secretário e Secretário de Estado do Ambiente, do 1º ao 4º e 6º Governos Provisórios, de Ministro de Estado e da Qualidade de Vida do 8º Governo Constitucional, de Deputado do PPM, de Vereador da Câmara Municipal de Lisboa e Fundador e Dirigente do Partido da Terra.
Da sua passagem pelos Governos destaca-se legislação proposta e aprovada no âmbito da defesa da paisagem e do ambiente, encontrando-se, entre outros diplomas: os Planos Regionais de Ordenamento do Território (Dec. Lei 388/83), a Reserva Ecológica Nacional (Dec. Lei 321/83) e a Reserva Agrícola Nacional (Dec. Lei 451/83).
A par do exercício da profissão liberal que ainda mantém, exerceu funções de Arquitecto Paisagista na Câmara Municipal de Lisboa, entre 1953 e 1960, e no fundo de Fomento da Habitação, onde dirigiu o sector de Planeamento Biofísico e Espaços verdes.
Em 1975 é-lhe atribuído, em conjunto com António Viana Barreto, o Prémio Valmor, pelo Projecto do Parque da Fundação Calouste Gulbenkian.
Presidente da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) entre 2001 e 2005, desempenha agora, nesta associação, as funções de Presidente da Mesa da Assembleia Geral e da Comissão de Avaliação.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra informação relativa a Gonçalo Ribeiro Telles, a qual poderá ser consultada neste "site", no sector "Sistemas de Informação / Fontes documentais". Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a obra deste Arquitecto Paisagista, clique em:
Palácio de Mateus;
Pousada de Santa Bárbara;
Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge;
Capela de São Jerónimo;
Museu de Marinha / Planetário Calouste Gulbenkian;
Quinta dos Marqueses de Fronteira;
Jardins da Urbanização Nova Oeiras;
Jardim do Rossio.
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O AQUEDUTO DAS FRANCESAS
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sexta-feira, 14 de Maio de 2010
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
A Rua das Mães d' Água e o Aqueduto das Francesas - o contributo do SIPA em Projectos de Reabilitação Urbana, por Ana Paula Figueiredo e Teresa Ferreira, 4ª feira, 19 de Maio, 15h00.
RESUMO: A influência do Aqueduto das Francesas, subsidiário do Aqueduto das Águas Livres, no projecto do Plano Integrado do Zambujal. A inventariação como factor de sustentação da reabilitação do bairro do Zambujal. A interligação e o equilíbrio na coexistência entre um Monumento classificado e um bairro social. Análise histórica e construtiva do Aqueduto das Francesas, com os seus respectivos componentes - minas, clarabóias e respiradouros.
Ana Paula Figueiredo- Doutorada em Arte, Património e Restauro; Professora de História da Arte na Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra.
Técnica de Inventário de Património Arquitectónico DGEMN / IHRU;
Teresa de Deus Ferreira - licenciada em Arquitectura; Mestrado em Construção do Instituto Superior Técnico; Técnica de Inventário de Património Arquitectónico DGEMN / IHRU.
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OS MUSEUS NO SIPA
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sexta-feira, 14 de Maio de 2010
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ARQUÉTIPOS DA ORDEM
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sexta-feira, 30 de Abril de 2010
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
Arquétipos da Ordem, pela Arqtª. Paisagista Maria Celeste d'oliveira Ramos, 4ª feira, 5 de Maio, 15h00.
RESUMO: A partir de imagens, e poucas palavras, fala-se da "Beleza como Esplendor da Ordem" manifestada no Céu e no Mar, no Planeta e seus habitantes da flora e fauna, ou no corpo humano, a mesma a Lei do universo desde a escala maior da galáxia, à micro escala de um grão de polén ou de uma gota de água, passando pela dimensão "inteligente" de todos os reinos, e mesmo pela inteligência emocional sobretudo do reino animal
Os mesmos arquétipos de todas as coisas, mas sendo que a Mente Humana, quando "passa ao lado" da Lei que governa o Todo e as Partes, leva a que se transforme a Casa que Habita, o Planeta, e quem nele habita, em desordem que provoca dor à vida de todos os seres viventes e aos seus habitats.
NOTA CURRICULAR: A Palestrante é Engª. Agrónoma, Engª Silvicultora e Arqtª. Paisagista, foi representante de Portugal na ECO 92 (NY) e na ONU (Genézve) do GT Agricultura Ambiente da ONU, tanto do Ministério do Ambiente como da Agricultura; Prémio Leopardo de Ouro para cenário de exterior de filme português "O BOBO" de José Álvaro de Morais; seleccionada de entre 63 equipas para o Projecto de Reabilitação do Martim Moniz (1981), proposta pessoal e isolada do Plano de Sines 1977 (1ª revisão) e 2ª revisão 1983; 37 artigos sobre "A CIDADE" para o BLOG de arquitectura www.infohabitar.blogspot.com., colaboração com ateliers privados de arquitectura para execução de projectos de jardins para Habitação Social entre eles o P.I.A. (projecto de integração de Almada), representante desde 1999 da Associação Profissional (APAP) no júri do Prémio de Construção Nova (PER) do INH, desde 2007 membro de Júri IHRU (construção Nova e Reabilitação Urbana) dos prémios construção e reabilitação integrados, escrito "o meu bairro é uma cidade dentro da Cidade publicado nos Cadernos Técnicos do LNEC, artigo "A Pele da TERRA, em comemoração do ano mundial da Terra 2008 - para publicação na Revista Especial, lições na Universidade Nova no Curso de Sociologia para alunos e professores sobre "A ÁRVORE no Espaço Urbano", aula na Faculdade de Ciências da Universidade Técnica de Lisboa a convite da Drª Tereza Azevedo, para alunos e formandos em arqueologia sobre o tema "Pedologia", etc
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ALUNOS DO INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO VISITAM O FORTE DE SACAVÉM
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sexta-feira, 23 de Abril de 2010
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No próximo dia 5 de Maio o Forte de Sacavém receberá uma visita de estudo de 45 alunos do 4º ano do Mestrado Integrado em Arquitectura, no âmbito da disciplina de "Teoria da Conservação. A visita terá como objectivo conhecer o projecto de arquitectura de adaptação do Forte a Arquivo, o importante acervo documental sobre o Património Nacional, sua preservação e conservação.
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ALUNOS DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE VISITAM O FORTE DE SACAVÉM
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sexta-feira, 23 de Abril de 2010
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No próximo dia 3 de Maio o Forte de Sacavém receberá uma visita de estudo de 13 alunos da licenciatura em Arquitectura Paisagista, no âmbito da cadeira "História da Arte dos Jardins II". A visita terá como objectivo conhecer o Inventário do Património Paisagístico e os respectivos espólios, a Biblioteca e os Departamentos de conservação preventiva de documentos gráficos e de fotografia.
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ABERTURA AO PÚBLICO DO FORTE DE SACAVÉM
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segunda-feira, 12 de Abril de 2010
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DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS 18 DE ABRIL DE 2010 (DOMINGO)
O SIPA associa-se à comemoração deste dia, cujo tema estruturante este ano é "O Património Agrícola" com o objectivo de ampliar a consciência pública sobre a diversidade do Património e chamar a atenção sobre a sua vulnerabilidade e os esforços necessários no tocante à sua salvaguarda e conservação.
A participação do SIPA (Sistema de Informação para o Património Arquitectónico) nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, tem por objectivo mostrar, ao público em geral, mas também especializado, o Forte de Sacavém bem como as actividades desenvolvidas na Inventariação e Salvaguarda do património arquitectónico e da paisagem no qual se inclui o Património Agrícola.
O SIPA conta ao momento com c. de 600 registos de edifícios e estruturas construídas de tipologia funcional agrícola, entre eles: regiões de produção vitivinícola demarcada; escolas agrícolas e laboratórios de investigação agrária; herdades, quintas de produção, montes, granjas e casais; marcos de produção; adegas, espigueiros, sequeiros, celeiros, canastros, silos, tulhas, palheiros, cubas e cabanais; eiras, azenhas, moagens, moinhos, lagares e pisões; fojos; coudelarias, cavalariças, aviários, vacarias, cabris, estábulos, malhadas, ovis, pocilgas, capoeiras, coelheiras, pombais e falcoarias; apiários; brandas, abrigos, cabanas, chafurdões, choças e safurdas; forjas; queijarias e fumeiros; sistemas de contençãoe depósito, adução, condução, elevação, extracção e distribuição de água associados à actividade agrícola, como açudes, caldeiras, represas, tanques, caleiras, levadas, aquedutos, sistemas de rega, noras, picotas, cegonhas, poços, etc..
Para o dia 18 de Abril, será realizada uma visita guiada pelas 10:00h ao Forte de Sacavém onde se irá mostrar a sua estrutura arquitectónica mostrando e explicando a construção e adaptação do edifício que serve de instalação física ao SIPA, com ênfase na sua história, arquitectura e restauro como exemplo de preservação do património. Durante o percurso será feita visita à sala multimédia onde se fará uma demonstração do SIPA na sua vertente Internet.
Nº Telefone para informações e inscrições:
219427780 /81 (Dr. João Paulo Machado; Dr. João Nuno Reis)
Forte de Sacavém (Reduto do Monte Cintra)
Rua do Forte Monte Cintra
2685 Sacavém (junto ao Museu de Cerâmica de Sacavém)
Horário:
10.00 Horas
Breve descrição:
Visita guiada ao Forte de Sacavém, mostrando e explicando a construção e adaptação do edifício que serve de instalação física ao Sistema de informação para o Património Arquitectónico, e demonstração do SIPA na sua vertente Internet.
Público-alvo:
Público em geral mas também especializado nas áreas da Arquitectura, Urbanismo e Salvaguarda e Conservação do Património.
Organização:
Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana I.P.
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ARQTº. JOÃO VASCONCELOS ESTEVES
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segunda-feira, 22 de Março de 2010
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O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente o acervo pessoal do arquitecto Vasconcelos Esteves, constituído por um núcleo de 727 unidades arquivísticas que reúnem documentação gráfica, fotográfica e textual produzida entre 1946 e 2004. Nele inscrevem-se 2.055 espécies fotográficas (1.242 provas, 805 negativos, 8 diapositivos), 8.214 desenhos técnicos, esboços e esquiços, 676 pastas com documentação textual, 1.104, objectos, 3 maquetas e 1 documento electrónico. A esta variedade de registos corresponde uma não menos diversa riqueza de conteúdos, representativos das várias vertentes da actividade artística, científica e técnica do seu autor nos domínios da Arquitectura e Urbanismo.
No dia 22 de Março celebra-se o nascimento do arquitecto João de Barros e Vasconcelos Esteves. Trata-se de um arquitecto cuja produção se tornou marcante no quadro da arquitectura contemporânea portuguesa.
Nota Biográfica
João de Barros e Vasconcelos Esteves, nascido em Lisboa a 22 de Março de 1924, frequenta o curso superior de Arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa até 1951 e obtém o diploma de arquitecto no concurso de 1952, com uma proposta de "Residência para Estudantes da Escola de Belas Artes" e a média final de 17 valores.
Em 1952, o recém-formado arquitecto é contratado pela Comissão das Construções Hospitalares (CCH) do Ministério das Obras Públicas (MOP), para a qual projecta, até 1959, os hospitais sub-regionais de Torre de Moncorvo, Sernacelhe e Penela da Beira, a remodelação e ampliação do Hospital de São Marcos em Braga (novo pavilhão de internamento, bloco operatório, lavandaria e central térmica, 1954-1959) e a remodelação do Hospital de Santa Marta em Lisboa (serviços de Medicina Torácica). Para a mesma comissão mas já em regime de profissão liberal, desenvolverá mais tarde os projectos do Hospital Regional de Portalegre (hoje Hospital Doutor José Maria Grande) e das respectivas instalações complementares (pavilhões do Hospital de Dia e Psiquiatria, Pessoal, Anatomia Patológica e Portaria), entre 1965 e 1974 (remodelado com projecto do mesmo em 1994), consolidando uma especialização crescente na arquitectura para os programas hospitalares e assistenciais. Para a Direcção-Geral das Construções Hospitalares, organismo sucessor da CCH no MOP, realiza a Escola e Lar de Enfermagem de Portalegre, entre 1969 e 1972, e o projecto geral do Hospital Regional da Horta, entre 1975 e 1981. A sua experiência neste domínio prolonga-se nos projectos de ampliação da Escola de Enfermagem de São Vicente de Paulo em Lisboa (1973-1976), do Centro de Saúde das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo em Fátima (1974-1985), e da Creche e Jardim de Infância da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental na R. Carlos Mayer n.º 4 em Lisboa (1975).
O ano de 1953 marca o início da relação profissional com os arquitectos Manuel Laginha e Pedro Cid, que se fortalecerá no estabelecimento de um forte vínculo de amizade entre famílias e na partilha de um escritório comum. Este é o ano de arranque do grande projecto do conjunto de blocos de habitação na Av. dos Estados Unidos da América, para a Câmara Municipal de Lisboa, desenvolvido com Laginha e Cid e realizado até 1961, merecedor do Prémio Municipal de Arquitectura de 1957.
Por encomenda da mesma câmara e no mesmo escritório, dirige a partir de 1958 os estudos de reajustamento, loteamento, ajardinamento e projecto de arquitectura dos blocos de habitação na Célula A do novo bairro dos Olivais (Norte), conhecidos como "Tipo Y" e concretizados em 22 unidades ao longo da R. Alferes Barrilaro Ruas, até 1960. Nestes projectos de habitação em grande escala, Vasconcelos Esteves concretiza a experiência teórica desenvolvida, ainda enquanto tirocinante, nos concursos públicos de projectos para bairros económicos, promovidos pela Federação das Caixas de Previdência - nos quais obtivera, em equipa com os arquitectos Pedro Cid e Celestino de Castro, o 3.º prémio em 1951 e o 1.º prémio em 1952. Campo privilegiado de experimentação da arquitectura e do urbanismo do Movimento Moderno, o programa de habitação multifamiliar inserida em novos troços de cidade permite ao arquitecto, tanto nas propostas quanto nas realizações, a exploração dos novos mecanismos do habitat e das suas implicações sociológicas, e a formalização dos princípios modernos numa arquitectura afirmadamente contemporânea e diferenciada - veja-se, por exemplo, os volumes, o sistema de acessos e a articulação dos fogos nos blocos de planta em "Y" dos Olivais. Respondendo a outro programa essencial da prática arquitectónica sua contemporânea, Vasconcelos Esteves vence em 1955, em equipa com o arquitecto Eduardo Hilário e o tirocinante Luís Alçada Baptista, o concurso para o anteprojecto de uma Escola Técnica Elementar a erguer no Porto, promovido pela Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário do MOP. A então baptizada Escola Clara de Resende é concluída em 1959. Três anos depois, por encomenda da Câmara Municipal de Santarém, o arquitecto desenha a Escola Primária de Salvador, no centro da cidade, pronta em 1967.
No escritório que partilha com Manuel Laginha e Pedro Cid assina, a sós e em parceria com estes arquitectos, diversos projectos para habitação multifamiliar de rendimento, de promoção privada, tanto no centro quanto na periferia de Lisboa. São deste período os projectos de urbanização, edifícios e equipamentos da Quinta da Várzea e do Outeiro, em Palhais, Barreiro (1959-1961, com Pedro Cid), e do conjunto urbano da Rebelva, Carcavelos (1960-1970); bem como inúmeros prédios situados nas Avenidas "Novas" estruturantes e referenciais no tecido urbano da cidade.
Ainda no contexto da cidade, mas para o sector dos serviços, é responsável pelos projectos do Hotel D. Carlos na Av. Duque de Loulé n.º 121 (1961-1968), da torre de escritórios e instalações dos CTT na Av. da República n.º 18 (1970-1975), da sede da Associação dos Empreiteiros e Construtores de Obras Públicas do Sul na Av. João Crisóstomo n.º 51-53 (1980) e da agência do Banco Nacional Ultramarino em Campo de Ourique. Para esta instituição bancária projecta também as delegações de Faro, Chaves e Almodôvar.
O trabalho conjunto de Vasconcelos Esteves com Laginha e Cid é igualmente marcado por um número significativo de importantes projectos não realizados, de entre os quais se destacam: o Hotel da Praia Nova (1961-1967) e o Balneário para a Fonte Santa (1962-1965), ambos em Quarteira; os conjuntos urbanos da Quinta da Granja de Cima em Lisboa (com Pedro Cid e Fernando Torres) e da zona a sul da Av. Nun'Álvares em Almada (1961); o Plano de Pormenor da área de Santa Isabel em Lisboa (com Fausto Simões); os prédios na R. Miguel Pais e R. Conselheiro Serra e Moura no Barreiro (1962-1968); o Centro Turístico da Guia, Cascais (1963-1973, com Manuel Laginha); o Hotel de 2.ª Classe em Armação de Pêra (1964-1967); e o Conjunto Turístico em Alporchinhos, Lagoa (1965-1976, com Laginha e Fausto Simões).
Em Maio de 1959, inicia uma colaboração duradoura com a Sociedade Nacional de Estudos e Financiamento de Empreendimentos Ultramarinos (SONEFE), inicialmente chefiando o Gabinete de Arquitectura da empresa e, a partir de 1963, como consultor da mesma. Nestas funções, desenvolve projectos entre Lisboa, Angola e Moçambique, nomeadamente no âmbito do aproveitamento hidroeléctrico do rio Cuanza em Cambambe, Angola - arranjo urbanístico do bairro residencial e das instalações industriais (1960), centro social provisório 1961, edifício do posto de comando da central hidroeléctrica (1962-1971), central subterrânea (com o gabinete técnico da Companhia Hidroeléctrica do Zêzere), capela e escola primária (1962), cine-teatro ao ar livre, posto hospitalar, cooperativa e casa de pessoal (1969), centro social definitivo, escola e conjunto de habitação para trabalhadores (1973). Ainda para Angola projecta a subestação eléctrica de Lobito (1959) e o edifício de comando da subestação de Luanda II (1961-1963), ao mesmo tempo que desenvolve, na actual Maputo, Moçambique, os projectos da subestação eléctrica (1959), da Central Térmica II (1963-1966, com o arquitecto Manuel Crespo e o gabinete técnico da MAGUE) e do arranjo urbanístico do bairro residencial e das instalações industriais da SONEFE.
A especialização atingida no programa das grandes infra-estruturas hidroeléctricas justifica ainda a consultadoria técnica prestada, entre 1966 e 1973, à Companhia Hidroeléctrica do Zêzere para o projecto do aproveitamento do rio Tejo no Fratel, Vila Velha de Ródão, inaugurado em 1974. No sector da indústria pesada, participa na equipa de coordenação do projecto de ampliação das instalações da Siderurgia Nacional no Seixal, entre 1982 e 1983, não concluído.
Vasconcelos Esteves experimenta a actividade docente universitária, como assistente do 4.º grupo dos cursos superiores de Arquitectura, Pintura e Escultura da ESBAL, num primeiro momento (1967-1971), e como regente do 4.º grupo do curso superior de Arquitectura da mesma escola, entre 1971 e 1975. Neste ano regressa à Direcção-Geral das Construções Hospitalares para dirigir as equipas de projecto então ali criadas, servindo a instituição até 1981, ano em que entra em licença ilimitada. Como profissional liberal, vai elaborando numerosas propostas para moradias disseminadas por todo o país (Quinta do Lago, Coruche, São Martinho do Porto, Santarém, Atalaia, Amora, Azeitão, Luz de Lagos, Cruz Quebrada, Magoito, Sintra, Mafra) e para empreendimentos residenciais turísticos (Sesimbra, Porto de Mós, Praia das Maçãs).
O percurso do arquitecto no serviço público é retomado em 1986 quando é nomeado, após convite do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, coordenador do Gabinete Técnico Local de Alfama para o processo de reabilitação urbana daquele bairro da capital e, a partir de 1990, director do Departamento de Reabilitação Urbana da Colina do Castelo (que englobou os gabinetes técnicos locais de Alfama e Mouraria e o Grupo de Trabalho da Colina do Castelo). Desenvolve então intensa actividade na coordenação, implementação e acompanhamento de intervenções, intercâmbio de experiências e apresentação de resultados em fóruns nacionais e internacionais, especializando-se nos processos de reabilitação de núcleos históricos a partir da acção directa sobre a área central de Lisboa.
Nota sobre o arquivo pessoal e espólio do arquitecto Vasconcelos Esteves
O trabalho de pré-inventariação já realizado permitiu identificar, de imediato, documentação referente a alguns projectos e obras para entidades públicas assim como para clientes privados, destacando-se empreendimentos como:
" "Hospital Distrital da Horta", Direcção-Geral das Construções Hospitalares, 1979;
" "Olivais - Célula A: blocos de habitação - projecto", Câmara Municipal de
" Lisboa/Gabinete de Estudos de Urbanização, 1960;
" "Projecto do Hospital Regional de Portalegre: hospital de dia e psiquiatria", Comissão das Construções Hospitalares, 1966-1971;
" "Escola de Enfermagem de Portalegre", Ministério da Habitação e Obras Públicas / Direcção-Geral das Construções Hospitalares, 1973;
" "Remodelação parcial do hospital Distrital de Portalegre para instalação de uma nova unidade Cirúrgica Ambulatória e um serviço de Medicina Fisica e Reabilitação", Direcção-Geral das Construções Hospitalares, 1995-1997;
" "Projecto de prédios de habitação para a Av. Estados Unidos da América", 1955;
" "Proposta para a elaboração dos projectos para quatro blocos de habitação na Av. Dos Estados Unidos da América (troço Av. Rio de Janeiro - Av. do Aeroporto)", 1958;
" "Torre de escritórios e instalações dos CTT, Correios e Telecomunicações de Portugal, Av. da República, nº 18 e Av. João Crisóstomo", GESTIM - Sociedade de Insvestimentos e Gestão, 1970-1975;
" Vários projectos para a empresa SONEFE S.A.R.L. em Angola e Moçambique, 1959-1973;
" "Edifício de habitação no Gaveto da Av. Da República, nº 85 com a Rua Júlio Dinis", requerente Maria del Consuelo Mera Benito Garcia, 1965-1983;
" "Casa Provincial dos Missionários da Consulata, Instalações na Quinta dos Serrões, Olivais Norte", requerente Casa Provincial dos Missionários da Consulata, 1985-1989;
" "Projecto de remodelação de prédio de rendimento na Costa do Castelo, nº 45-47, Lisboa", RENTIFIX - Investimentos Industriais e Administração, S.A.R.L., 1973-1978;
" "Projecto do Hotel Dom Carlos" no nº 121 da Av. Duque de Loulé e "Estudo de ampliação do Hotel Dom Carlos" na Av. Duque de Loulé nº 127 ao nº 172 na Rua Rodrigo Sampaio, Companhia de Investimentos Hoteleiros Dom Carlos, S.A.R.L., 1951-1968;
" "Projecto de uma moradia a construir no Monte de Lemos na Freguesia da Luz, Algarve por Prof. Dr. Reinhhard Purschke / Prof. Manfred Korte", 1984-1987;
" Unidade Hoteleira e aldeamento Turístico, localizado na Praia das Maças, freguesia de Colares, Sintra", pertença de Consuelo Mera de Benito Garcia e José António Benito Garcia, 1981-1985;
" "Projecto de uma moradia no local de Matos Gaviões, Atalaia, Algarve para Maria da Luz Ferreira Leitão", 1979-1991.
O acervo pessoal do arquitecto contempla, ainda, a sua biblioteca, que é constituída por 305 monografias, 562 fascículos de publicações periódicas, 1.180 catálogos, 53 postais e 4 posters. Esta documentação cobre maioritariamente os domínios da Arquitectura, Urbanismo e do Design e foi editada em diversos países europeus.
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DIAS MUNDIAIS DA ÁRVORE E DA FLORESTA
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quarta-feira, 17 de Março de 2010
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O SIPA associa-se à comemoração das efemérides publicando um excerto de um texto do Professor Gonçalo Ribeiro Telles alusivo ao tema:
" A árvore, para além de exprimir os ritmos do tempo e o correr das estações, é o símbolo da vida e, como tal exaltada, por poetas, sinal de lugar e ambientes.
A árvore isolada ou constituindo matas, montados, olivais, sebes e debruando as margens dos rios e ribeiras, está presente em todas as paisagens tradicionais portuguesas desde as de socalcos no Minho às de colinas e planícies meridionais do Alentejo, quer ocupando os solos mais pobres, as encostas mais declivosas, compartimentando os campos mais férteis, ensombrando as pastagens do sul, protegendo as margens dos cursos de água e as nascentes e protegendo a costa do avanço das areias.
Também nas cidades, desde ensombrando as carreiras dos terrenos de feira, as avenidas e alamedas, os jardins e parques públicos, os quintais e jardins privados, está presente desde há muito. Só agora, a impermeabilização dos quintais (logradouros) e a redução do espaço público a áreas meramente residuais, consequência da máxima densidade das construções e do traçado omnipresente das infra-estruturas viárias, vem expulsando a árvore da cidade... As árvores são elementos essenciais da biodiversidade da paisagem, sem os quais a viabilidade ecológica dos sistemas de vida de que depende a sociedade humana (humanidade) não é possível.
Também na composição arquitectónica dos espaços da grande paisagem e nos que dizem respeito ao quotidiano, quer naqueles onde domina a natureza viva, quer nos limitados por edifícios, a árvore desempenha um papel estético que não se coaduna com o simplesmente decorativo que, por vezes, lhe pretendem atribuir por terminologia imprópria mas, infelizmente, bastante divulgada: arborização paisagista, paisagismo, vegetalização, com que se pretende substituir e diminuir a importância daquilo que são verdadeiramente projectos de Arquitectos Paisagistas indispensáveis na organização, formalização, gestão e traçado do ordenamento de território que não deve desconhecer a importância da criação da paisagem.
Reconhece-se hoje o valor da árvore, quer como matéria-prima da economia industrial, quer como elemento fundamental do espaço natural, ou melhor, daquele onde impera a vida em toda a sua complexidade de formas e relações.
No entanto, como elemento estruturante da paisagem, tanto nos espaços rurais, como na cidade, do qual depende, em muito, a melhor circulação do ar e da água e a sua qualidade e a fertilidade dos campos, não é considerada. Nas diferentes políticas económicas e sociais tal papel não é reconhecido."
Gonçalo Ribeiro Telles e Francisco Caldeira Cabral, A Árvore em Portugal, Lisboa: Edição Assírio e Alvim, 1999, pp 10-12
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LINHAS DE DEFESA A NORTE DE LISBOA
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quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
"Linhas de defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular", por José Paulo Berger, 4ª feira, 27 de Janeiro, 15h00.
Resumo:
1. O contexto histórico que levou à Guerra Peninsular;
2. O conceito de Wellington para a defesa de Portugal;
3. A invasão de Masséna e as Linhas de Defesa de Lisboa;
4. O levantamento e a escolha das posições defensivas e localização das obras militares;
5. A Engenharia Militar e a preservação do Património das linhas de Defesa de Lisboa;
6. Conclusões.
Nota Curricular do Palestrante:
Engenheiro Militar, Tenente-Coronel do Exército; Licenciado em Ciências Sócio-Militares, pela Academia Militar; Pós graduado em Museologia e Museografia pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa; Chefe da Repartição de Planeamento e Gestão do Património e do Gabinete de Estudos Arqueológicos da Engenharia Militar da Direcção de Infra-Estruturas do Exército; Membro da Ordem dos Engenheiros, da Sociedade de Geografia de Lisboa e do International Council of Museums.
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FARIA DA COSTA NO SIPA
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segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
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João Guilherme Faria da Costa nasceu em Sintra, em 1906. A sua formação em Arquitectura, cumprida em 1936 na Escola de Belas Artes de Lisboa, foi completada no Institut d'Urbanisme de l'Université de Paris, onde obteve, em 1935, o diploma de urbanista com a apresentação de uma proposta para o Plano de arranjo, embelezamento e extensão da cidade da Figueira da Foz, publicada dois anos depois na revista Arquitectura Portuguesa (nº 31, Out. 1937).
A actividade profissional de Faria da Costa ficou fortemente associada à renovação do espaço urbano em Portugal, durante as décadas de 30 e 40, reconhecendo-se, nas suas propostas, a influência dos valores howardianos da cidade-jardim, os modelos espaciais da escola do urbanismo alemão e o legado moderno dos princípios estruturadores da Carta de Atenas. Desenvolveu um extenso e pioneiro trabalho de pesquisa tipológica para a cidade de Lisboa, prolongando os estudos já encetados por Donat-Alfred Agache e Étienne de Gröer, figuras referenciais do urbanismo internacional, que exerceram uma acção determinante no domínio do planeamento em Portugal e com quem o jovem arquitecto teve oportunidade de conviver e trabalhar durante a sua estadia em Paris e, posteriormente, em Lisboa, nomeadamente na definição do Plano Geral de Urbanização e Expansão de Lisboa, entre 1938 e 1948.
Em 1938, integrou os Serviços da Câmara Municipal de Lisboa, partilhando gabinete com os arquitectos Keil do Amaral e Inácio Peres Fernandes, no âmbito do qual delineou, durante a década de 40, novas conceptualizações formais e espaciais para os bairros da Encosta da Ajuda (PT031106320819) e Alvalade. O Plano da Zona Sul da Avenida Alferes Malheiro (Alvalade), datado de 1945, é referenciado como uma das suas principais e mais notáveis propostas, pelo modo como conciliou o programa habitacional, tipológica e socialmente diversificado, com os serviços e pequenas indústrias, dentro de uma estratégia de ocupação organizada por células.
Entre as intervenções desenvolvidas à escala urbana podemos, ainda, sublinhar: os Planos de Urbanização desenvolvidos em parceria com Miguel Jacobetty para Portalegre (1939-1942), Monte de Santa Luzia (1939), Funchal (1959) e Costa da Caparica (1947) publicado na revista Arquitectura no mesmo ano; ou os Planos de Urbanização, delineados em 1948 com Etienne de Gröer, para a Figueira da Foz, Alcobaça, Chamusca, Pombal. Foi ainda responsável pela definição dos primeiros planos estratégicos destinados a grandes áreas de expansão, como o Plano da Faixa Marginal do Tejo (que abrange as áreas de Moscavide a Vila Franca; e do Seixal ao Montijo), ou o Plano para o Concelho de Almada, no qual estudou, com Etienne de Gröer, detalhadamente as áreas da Cova do Vapor, Trafaria e Costa da Caparica (1946-1953).
A sua actividade alargou-se a outros domínios programáticos tendo projectado: várias prédios de rendimento (1941-1956); moradias particulares, entre as quais uma moradia no Restelo, projectada em parceria com Fernando Silva, que em 1952 ganhou o Prémio Municipal de Arquitectura; equipamentos como a Piscina da Praia das Maçãs (1952-2006) (PT031111110502), ou o Restaurante na Praia de Carcavelos (PT031105020184), entre outros.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente um núcleo de cerca de 43 registos com informação textual, documental e iconográfica sobre obras projectadas por este arquitecto. Os conteúdos desses registos tomaram como base a documentação reunida no espólio pessoal do arquitecto, confiado à guarda do IHRU em 2004. Este espólio tem como âmbito cronológico 1938-1961 e é constituído por 4,5 ml de documentação textual, 18 espécies fotográficas e 2.743 desenhos técnicos, esboços e esquissos.
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MOSTEIRO DA MADRE DE DEUS
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terça-feira, 22 de Dezembro de 2009
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No âmbito das Comemorações dos 500 Anos da fundação do Mosteiro da Madre de Deus, pela rainha D. Leonor, em 1509-1510, o IHRU está presente com um kiosk informático, junto à entrada da igreja do conjunto monacal, onde está instalado o Museu Nacional do Azulejo. A apresentação informática consiste num estudo preliminar do edifício, no qual se pretende reconstituir a evolução arquitectónica do mesmo desde a sua fundação até à actualidade.
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OS PRESÉPIOS BARROCOS PORTUGUESES
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quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
Os presépios barrocos portugueses, por Alexandre Nobre Pais, 4ª feira, 16 de Dezembro, 16h00 (excepcionalmente)
Resumo: Antes da integração das Natividades no espaço laico das habitações, prática que começou a ter maior destaque a partir do século XIX, os presépios barrocos portugueses integravam espaços religiosos, na sua maioria constituídos para o efeito, quer altares, quer as chamadas "Salas de Presépio". Exemplo de dois dos mais importantes desses espaços que sobreviveram até aos nossos dias são, os que se encontram na Basílica da Estrela e na Capela de Santo António do Convento da Madre de Deus, hoje Museu Nacional do Azulejo.
Outros houve, mas os espólios hoje dispersos e os imóveis alterados não permitem definir com rigor estruturas e concepções.
Alexandre Nobre Pais - Frequência do Doutoramento em Artes Decorativas pela Universidade Católica Portuguesa, com o tema "A produção de faiança em Portugal - com enfoque principal nas manufacturas de Lisboa - antes do aparecimento das fábricas pombalinas (final do século XVI - 1763)";
Mestrado em História de Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa com o tema "Presépios de Barro Portugueses do século XVIII";
Licenciatura em História - Variante História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa.
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ESPÓLIO DO ARQTº. PARDAL MONTEIRO
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quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
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Comemora-se no próximo dia 16 de Dezembro, o aniversário do falecimento do Arqtº. Pardal Monteiro.
Porfírio Pardal Monteiro nasceu em Pêro Pinheiro, em 1897, tendo-se formado em Arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa, em 1919.
Foi aluno do Mestre José Luís Monteiro, em 1929. Foi nomeado Assistente do Instituto Superior Técnico, no qual, até à hora do seu falecimento, em 16 de Dezembro de 1957, era professor catedrático. Ocupou o cargo de Presidente do Conselho Director do Sindicato Nacional dos Arquitectos, entre 1936 e 1944.
O seu percurso profissional foi marcado por uma extensa obra, construída, na sua maior parte, na cidade de Lisboa. A sua produção arquitectónica organiza-se em três momentos distintos: um primeiro período, que se estende até ao início da década de 20 e onde é notória a influência de José Luís Monteiro e de Ventura Terra e que reflecte a presença de elementos decorativos "Art-Déco", principalmente nas fachadas; uma segunda etapa, entre finais da década de 20 e da década de 30, marcada pela escala colossal, com características de maior sobriedade e de grande equilíbrio nas proporções dos vários elementos arquitectónicos intervenientes e momento a partir do qual surge o vanguardismo na arquitectura de Porfírio Pardal Monteiro, através do uso de uma nova linguagem denominada "International Style". Numa última fase, que se inicia nos anos 50, decorrem as suas maiores encomendas, as que mais revolucionaram Lisboa, dada a sua escala monumental que muito contribuíu, de resto, para a valorização das zonas em que foram construídas.
O espólio do Arqtº Porfírio Pardal Monteiro, de âmbito cronológico situado entre os anos 1922-1957 é constituído por 3 ml de documentação textual, 14 espécies fotográficas e 2.727 desenhos técnicos, esboços e esquissos. Esta variedade de registos encontra-se associada a uma riqueza e diversidade de conteúdos, representativos das várias vertentes da actividade artística, científica e técnica do autor nos domínios da Arquitectura.
O pré-inventário já realizado identifica documentação referente a diversos projectos e obras decorrentes de encomendas privadas e públicas em diversos pontos do País, muito especialmente na cidade de Lisboa, onde se pode encontrar a maior parte da sua obra.
Dos trabalhos efectuados em Lisboa, destacam-se: a Igreja Adventista do Sétimo Dia (1924), [L325]a Igreja de Nossa Senhora de Fátima (1936)[/L], o Seminário dos Olivais (1933), a Estação Ferroviária do Cais do Sodré (1925/28), as Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos (1934/37), os Institutos Superior Técnico (1928/32) e Nacional de Estatística (1932), o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (1942/52), [L326]o edifício do Diário de Notícias (1936/40)[/L], a Faculdade de Direito (1952/57) e a Faculdade de Letras (1952/59), bem como a Reitoria (1952/61), [L330]a Biblioteca Nacional[/L], cuja inauguração ocorreu em 1969 e o [L327]Hotel Ritz (1952/59)[/L].
Destaca-se na arquitectura civil privada [L328]a moradia na Avenida 5 de Outubro (Prémio Valmor de 1929)[/L], [L329]o prédio de rendimento na Avenida Sidónio Pais, nº 16 (Prémio Municipal 1947)[/L] e o Casal Monserrate, no Estoril (1935). Colaborou ainda na estatuária urbana, no Monumento a António José de Almeida (1937) e na estátua de D. João IV, em Vila Viçosa (1943).
Especial destaque também para o Centro Comercial do Restelo (Lisboa, 1951), Capela e Ossário do Cemitério de Nossa Senhora das Angústias (Funchal, 1951), Escola Pedro Nolasco (Macau, 1963), Hospital de Beja (1964), Caixa de Previdência de Setúbal (1965), Embaixada de Portugal em Brasília (1972), Caixa Geral de Depósitos em Leiria (1980) e ainda a Assembleia Regional da Madeira (Funchal, 1984).
o em Arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa, em 1919.
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ANO INTERNACIONAL DA ASTRONOMIA
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sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
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Celebrou-se em 2009 o Ano Internacional da Astronomia coincidindo com o 400.º aniversário do primeiro uso científico do telescópio por Galileu Galilei e com a publicação da obra de Johannes Kepler Astronomia Nova na qual se apresentam as suas duas primeiras leis do movimento planetário.
Na História da Astronomia, Portugal teve papel de relevo, sobretudo ao tempo de D. João V e de D. José. Empenhado em desenvolver o estudo e a prática da astronomia no país, o Magnânimo promoveu a vinda de matemáticos, como os jesuítas Capassi e J.B. Carbonne, que em 1723 organizaram o Observatório do Colégio de Santo Antão. Na esteira do seu antecessor, D. José encomendou igualmente inúmeros instrumentos para as observações astronómicas, das quais se salienta a colecção destinada ao Gabinete de Física do Colégio dos Nobres (posteriormente transferida para a Universidade de Coimbra) onde funcionou um observatório astronómico, fundado em 1761. Mas já nos Séc. XVI e XVII os Duques de Bragança se haviam interessado pos estas matérias: refira-se o observatório astronómico do Paço Ducal de Vila Viçosa, que terá sido dirigido, ao tempo de D. Teodósio I, pelo astrólogo espanhol António Maldonado Ontiveros; ou o célebre Manuel Bocarro, médico, matemático, astrónomo e astrólogo, que dedicou a 4ª Parte das suas Anacephaloses da Monarchia Lusitana a D. Teodósio II e cuja obra Luz Pequena Lunar e Estellifera da Monarchia Lusitana, foi publicada em Roma, em 1626, com prefácio de Galileu Galilei; e ainda o malogrado D. Teodósio III, ele próprio matemático, que em 1650 instituiu em Elvas o Colégio de São Tiago, ao tempo considerado como um dos melhores centros do ensino da matemática em Portugal.
O Sistema para o Inventário do Património Arquitectónico (SIPA) integra extensa documentação e informação relativa a vários imóveis com vertente astronómica. Aliando-se a esta comemoração o SIPA destaca algumas destas estruturas, porventura menos conhecidas do grande público, disponíveis em www.monumentos.pt.
Venha conhecer o 1º Observatório Astronómico de Lisboa, instalado em 1779 numa torre do Castelo de Lisboa (PT031106121218 e PT031106120023) ou o Observatório da Universidade de Coimbra projectado por Manuel Alves Macombo e inaugurado em 1799 (PT020603250014). Saiba ainda da construção de uma "casinha mudável", erguida em 1757, a mando do Arq. Carlos Mardel na varanda do antigo Paço dos Duques de Bragança em Lisboa para se observar o "Fenómeno, ou Planeta grande que se há de principiar a ver no mês de Outubro pelos Astrónomos, ou Matemáticos Ingleses" (PT031106200593).
Consulte ainda, em Fontes Documentais, a vasta documentação, gráfica, fotográfica e textual, detida pelo SIPA referente á construção dos observatórios metereológicos do país.
Igualmente com finalidade simbólica, alegórica, heráldica ou simplesmente decorativa a Astronomia está omnipresente no nosso património arquitectónico. Aprecie as alegorias da Astronomia figuradas em painéis de azulejo no Palácio dos Marqueses de Fronteira (PT031106390113) e no Claustro dos Gerais da Universidade de Évora (PT040705210023); em mosaico no Vestíbulo da Aula Magna da Universidade de Lisboa da autoria de Querubim Lapa (PT031106090455), ou em pintura mural na Casa da R. de Avis, nº 41 - 47 em Évora (PT040705070103) e no tecto da Sala da Tribuna da Basílica da Estrêla atribuídas a Pedro Alexandrino de Carvalho (PT031106170006).
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AS COLECÇÕES FOTOGRÁFICAS DO IICT
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quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
"Missões cartográficas e arquitectura colonial nas colecções fotográficas do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT)", por Catarina Mateus e Laura Domingues, 4ª feira, 25 de Novembro, 15h00,
RESUMO:
O Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) é um Instituto que desenvolve a investigação científica tropical nas áreas das Ciências Humanas e Naturais, aumentando a capacitação científica e técnica dos países com que coopera e promovendo a preservação do Património. Este laboratório de Estado do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior tem por missão trabalhar em prol dos países das regiões tropicais, em particular, da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Esta comunicação pretende divulgar o vasto e riquíssimo espólio fotográfico do IICT, composto por registos de natureza técnica e científica que documentam de forma impressiva as missões geográficas, cartográficas, etnológicas, realizadas entre 1885 a 1974 nas ex-colónias portuguesas, bem como apresentar o recentemente criado ACTD (Arquivo Científico Tropical Digital). Trata-se de uma plataforma digital que divulga o património do IICT, em que a fotografia tem um especial destaque, tendo já disponíveis cerca de 11000 imagens e sua respectiva descrição, só possíveis devido ao trabalho de recolha, inventariação, catalogação e tratamento das fotografias do Instituto.
NOTA CURRICULAR DAS PALESTRANTES:
Catarina Mateus - Bacharel em Conservação e Restauro na ESTT/IPT,1996. CESE em Peritagem de Arte, na ESAD/FRESS, 1999. Estágios curriculares no AFCML em 1994, 1999, em conservação de fotografia. Estágio profissional no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, 2000, na conservação do espólio Walker Evans. Pós?Graduação em Estudos de Fotografia, IADE, 2004. Master of Arts in Preventive Conservation na Universidade de Northumbria, U.K, 2008.
Profissionalmente tem dedicado à conservação e restauro de fotografia, tendo trabalhado na Luis Pavão Lda entre 1997 e 2008 como conservadora/ restauradora de diversos espólios de fotografia tais como o Arquivo Fotográfico António Silva Magalhães (C.M.Tomar); Arquivo Fotográfico da DGEMN, actual IHRU; CIM - Centro de Imagem Mariana, do Santuário de Fátima; e Arquivo Fotográfico do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT). Mantém colaboração com a Luís Pavão lda como formadora do Curso de Identificação de Espécies Fotográficas, e Curso de Conservação e Restauro de Fotografia.
Actualmente é bolseira BGCT no IICT, onde desenvolve trabalho de pesquisa e coordenação dos trabalhos de conservação de fotografia do Instituto.
Laura Domingues - Licenciada em Antropologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa desde 1999 e pós graduada em Relações Interculturais pela Universidade Aberta em 2005.
Tem trabalhado especialmente na área dos Arquivos de Imagem em Movimento, com especial
interesse pela recolha de imagem para preservação das memórias colectivas.
Fez o Curso Elementar de Conservação de Fotografia e Curso de Identificação de Processos
Fotográficos com a empresa Luís Pavão, Lda, em 2005 e 2007, respectivamente. Actualmente é Bolseira no programa de BGCT/FCT na área de Conservação de Fotografia, nomeadamente na avaliação, organização, preservação e informatização em base de dados da documentação fotográfica e audiovisual do Instituto de Investigação Cientifica Tropical (IICT).
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A TAIPA E O PATRIMÓNIO HABITACIONAL NO BAIXO ALENTEJO
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sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
"A taipa e o património habitacional no Baixo Alentejo", por Catarina Saraiva Pereira, 4ª feira, 11 de Novembro, 15h00.
RESUMO: Perante o vasto património construído em taipa no Alentejo, a questão que naturalmente se coloca acerca destes edifícios centra-se em saber como podemos e como devemos relacionar-nos com o seu legado. Devemos deixar que a Natureza venha ressarcir o que lhe pertence, regressando a taipa das casas à terra de onde nasceram e encerrando assim um ciclo de vida? Ou devemos incutir valor à sua existência conferindo-lhe estatuto de Património Arquitectónico e investindo no seu estudo, conservação e reabilitação?
Nesta apresentação a palestrante aborda este problema, procurando sugerir que as ruínas das habitações rurais constituem documentos vivos da taipa em Portugal. Pois, se nos detivermos na observação de uma ruína em taipa podemos retirar informação rica sobre elementos relativos às técnicas construtivas e aos modos de vida das populações rurais.
NOTA CURRICULAR: Licenciada em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (1998); Pós-graduação em Arquitecturas de Terra pelo CRATerre-ENSAG em França (2003); Co-fundadora e membro dirigente da associação Centro da Terra (2003); Assistente convidada do Departamento de Ciências Tecnológicas e Desenvolvimento da Universidade dos Açores (2005-2008); Perita Qualificada em Certificação Energética, ADENE (2009).
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A CONSERVAÇÃO DE FOTOGRAFIA
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quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
"A conservação de fotografia. As Colecções de Manuel Laginha e Frederico George", por Ana Coelho e Élia Roldão, 4ª feira, 28 de Outubro, 15h00.
Projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian .
RESUMO: as espécies fotográficas dos espólios de Frederico George e Manuel Laginha apresentam diferentes métodos de exposição, formatos e deteriorações que desafiam a sua conservação e preservação. Nesta palestra serão apresentadas as deteriorações mais comuns, nas espécies fotográficas dos espólios referidos, e debatidas as metodologias aplicadas e intervenções desenvolvidas para cada situação específica.
NOTA CURRICULAR DOS PALESTRANTES:
Ana Coelho - Licenciatura em Conservação e Restauro, Ramo: Arqueologia da Paisagem, pelo Instituto Politécnico de Tomar em 2002, Master Europeu em Aplicações Informáticas em Arqueologia e ao Estudo do Património, no mesmo Instituto. Em simultâneo, inicia a sua carreira de conservadora-restauradora, passando por diversas áreas de intervenção: talha, pintura, escultura, pedra, cerâmica, mobiliário e mais recentemente, a fotografia. Desde 2005, que se encontra a colaborar com a empresa Luís Pavão, Lda, através da qual, tem vindo a participar em projectos de conservação de fotografia, em várias colecções e arquivos nacionais: Instituto Português de Conservação e Restauro (actual IMC); Fundação Portuguesa Rádio Marconi; Colecção Foto Sequeira (Biblioteca Municipal de Santarém); Arquivo Histórico Ultramarino; Colecção de Michel Giacometti (Câmara Municipal de Cascais); Colecção da Fundação Calouste Gulbenkian; Colecção da EPAL; Colecção do Ecomuseu do Seixal e alguns espólios particulares. Fazendo parte integrante da equipa de conservação e preservação, do arquivo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (actual IHRU), no departamento de Informação, Biblioteca e Arquivos do Forte de Sacavém, desde Maio de 2007.
Élia Roldão - Pós-Graduada em Química Aplicada ao Património Cultural pela Universidade de Lisboa e Instituto Politécnico de Tomar (2008), orientou os seus estudos para a "Identificação e caracterização de camadas acessórias aplicadas em colódios húmidos e provas em albumina".
Licenciada em Conservação e Restauro pelo Instituto Politécnico de Tomar (2000), trabalhou em conservação e restauro de Pintura Mural, Pintura de Cavalete, Escultura e Materiais Pétreos entre 1996 e 2000. Desde 2000 até hoje, é conservadora-restauradora de fotografia na única empresa em Portugal dedicada a esta área, a Luís Pavão, Lda. Integrou e coordenou equipas de inventário e de conservação de diversos espólios de fotografia tais como o do Instituto Português de Conservação e Restauro (actualmente IMC); da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (actualmente IHRU); o arquivo fotográfico da EPAL; e realizou vários tratamentos de conservação e de restauro de peças de colecções particulares. É co-autora e formadora de algumas acções de formação da empresa Luís Pavão Lda.
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ESPÓLIO DE FREDERICO GEORGE
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terça-feira, 13 de Outubro de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
"A digitalização do espólio fotográfico de Frederico George", por Luís Pavão, 4ª feira, 21 de Outubro, 15h00.
NOTA CURRICULAR DO PALESTRANTE:
Luís Pavão é o responsável pela empresa Luís Pavão, Limitada (www.lupa.com.pt), especializada em conservação e digitalização de colecções de fotografia e trabalhos fotográficos (desde 1982), tendo como principais clientes instituições públicas e privadas e Municípios em Portugal. Também realiza acções de formação nesta área.
Professor no Instituto Politécnico de Tomar das cadeiras de processos de impressão históricos em fotografia. Conservador das colecções de fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa, Arquivo Fotográfico. Entre 1986 e 1989 estuda Conservação de Fotografia em Rochester, nos Estados Unidos, tendo concluído o Mestrado no Rochester Institute of Technology em 1989. Actualmente exerce a actividade de fotógrafo apenas no ramo da fotografia de arquitectura, com várias publicações em arquitectura. Tem desenvolvido trabalho pessoal nos campos da fotografia panorâmica e impressão fotográfica por processos alternativos.
Autor de vários livros entre os quais:
Tabernas de Lisboa, Assírio e Alvim, 1979
Fotografias de Lisboa à Noite, Assírio e Alvim, 1983
Conservação de Colecções de Fotografia, Dinalivro 1997
Lisboa em Vésperas do terceiro Milénio, Assírio e Alvim, 2002.
RESUMO:
O SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico conserva diversas colecções fotográficas com relevância para os temas Arquitectura, Urbanismo e Paisagem. Uma delas é a colecção constituída pelo Arquitecto Frederico George, cujo espólio documental se encontra integralmente depositado no Forte de Sacavém.
A palestra a proferir por Luís Pavão abordará essencialmente os aspectos técnicos, tecnológicos e de gestão relacionados com o processo de digitalização a que foi submetida a colecção, no contexto de um projecto de tratamento arquivístico que contou com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
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INVENTÁRIO DE PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO
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terça-feira, 6 de Outubro de 2009
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O IHRU tem o prazer de anunciar a realização de cursos de "Inventariação de Património Arquitectónico", 1º edição: 26 a 30 de Outubro; 2º edição: 23 a 27 de Novembro.
INTRODUÇÃO
A produção, a gestão e a divulgação de inventários técnico-científicos de património arquitectónico, urbanístico e paisagístico são consideradas actividades essenciais de suporte ao reconhecimento, identificação, estudo, compreensão e "apropriação" desses objectos patrimoniais pelos indivíduos, comunidades e organizações e, bem assim, à sua gestão, salvaguarda e valorização.
No quadro das suas atribuições nos domínios da salvaguarda e valorização do património arquitectónico, da reabilitação urbana e dos sistemas de informação patrimonial, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. (IHRU) e o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I.P. (IGESPAR), vêm publicando, desde 2008, KITS - Património, uma colecção de guias práticos de nível básico sobre inventariação de património arquitectónico, urbanístico e paisagístico
São objectivos desta colecção:
1. Dotar os agentes do património cultural e os cidadãos em geral de instrumentos técnicos que os orientem e apoiem em acções de reconhecimento, identificação e documentação do "seu" património;
2. Promover a constituição de inventários patrimoniais tecnicamente consistentes de âmbito local e sectorial, e a sua utilização como ferramentas de apoio à salvaguarda e valorização;
3. Contribuir para a criação e o desenvolvimento de uma rede de informação patrimonial que garanta a transmissão e o intercâmbio de dados consistentes e com um grau aceitável de rigor entre sistemas de informação e documentação, bem como a sua divulgação junto dos diversos públicos potenciais.
OBJECTIVOS
Baseando-se nos princípios e regras de inventariação preconizados no KIT01 - Património Arquitectónico Geral, é objectivo do Curso de Formação Inventariação de Património Arquitectónico dotar os formandos das ferramentas e conhecimentos teórico-práticos que lhes permitam reconhecer, identificar e documentar, de forma normalizada e técnica e cientificamente consistente, edifícios e estruturas construídas das mais diversas tipologias
DESTINATÁRIOS
1. Agentes do património arquitectónico, públicos e privados, designadamente: proprietários, afectatários, gestores, utilizadores;
2. Organizações não-governamentais ligadas à salvaguarda e valorização patrimoniais;
3. Investigadores, professores e estudantes, especialmente nos domínios da Arquitectura, da Engenharia, da História, da História da Arte, do Património Cultural;
4. Cidadãos em geral.
METODOLOGIA
Aulas teóricas, num total de cerca de 15 horas, com o apoio de apresentações em MSPowerpoint e consulta da base de dados SIPA, disponível em www.monumentos.pt; exercícios práticos, num total de 15 horas, realizados na aula e no terreno, ambos com base em edifícios e estruturas construídas nacionais existentes.
DURAÇÃO
30 horas - 5dias, de 2º a 6º feira, das 9.30 às 12.30 e das 14.30 às 17.30
DOCENTES
Dra. Paula Noé
Doutora Paula Figueiredo
PREÇO
300€ - incluí manual do formando, uma cópia do KIT=01 Património Arquitectónico Geral e certificado de presença
SECRETARIADO
Para qualquer esclarecimento contactar:
- Paula Figueiredo, tel. 219427780, AVFigueiredo@ihru.pt
- Paula Noé, tel. 219427780, APNoe@ihru.pt
- João Silva, tel. 219428064, JVSilva@ihru.pt
Para descarregar a ficha de inscrição aceda a:
www.portaldahabitacao.pt / notícias / curso de formação sobre Inventariação de Património Arquitectónico
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TRATADOS DE ARQUITECTURA
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quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
Tratados de arquitectura e outros textos: questões portuguesas (séc. XVI e XVII), por Margarida Tavares da Conceição e comentado por Maria Helena Barreiros, 4ª feira, 23 de Setembro, 15h00.
RESUMO:
Tratadística da arquitectura é uma expressão muito usada, sujeita a
generalizações por vezes precipitadas. Uma breve referência aos
pressupostos historiográficos internacionais facilitará a identificação das linhas portuguesas, que os reflectem em muito, pouco ou nada. Dos manuscritos dispersos do século XVI até à publicação do primeiro tratado português - um livro sobre fortificação impresso em 1680 - observa-se um conjunto de textos importantes para o entendimento da cultura arquitectónica, e também urbanística, no meio português dos séculos XVI e XVII.
PALESTRANTE:
Margarida Tavares da Conceição
Licenciada em História (Universidade de Lisboa, 1989), mestre em História da Arte (UNL, 1998) e doutora em Arquitectura (Universidade de Coimbra, 2009). Actualmente lecciona História da Arquitectura na Universidade Católica Portuguesa (pólo de Viseu). Tem publicado alguns estudos sobre a cultura arquitectónica escrita, em especial sobre as questões que relacionam fortificação e espaço urbano. Das actividades anteriores, destaca-se uma diversificada colaboração no SIPA.
COMENTADORA:
Maria Helena Barreiros
Bolseira de Investigação (doutoramento) - Fundação para a Ciência e Tecnologia/Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.
Licenciada em História da Arte (UNL, 1987), mestre em Conservação do Património (Univ. Católica de Lovaina, 1997), pós-graduada em Arquitectura, Território e Memória (Univ. Coimbra, 2004). Prepara tese de doutoramento em História da Arquitectura sobre o tema da habitação pluri-familiar em Portugal, no século XVIII. Participou e organizou diversas exposições e conferências sobre história da arquitectura e do urbanismo portugueses, áreas em que tem publicado diversos trabalhos de investigação.
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PATOLOGIAS EM DESENHOS DE ARQUITECTURA
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quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
Patologias em Desenhos de Arquitectura, pelas conservadoras-restauradoras, Joana Martins e Lúcia Moutinho Alberto, 4ª feira, 16 de Setembro, 15h00.
Resumo: As peças tratadas no Laboratório de Documentos Gráficos apresentam patologias variadas, que decorreram dos materiais constituintes e dos processos tecnológicos de produção dos próprios desenhos, do seu manuseamento ao longo dos anos, das condições de acondicionamento e instalação a que foram sujeitos, e até em certos casos, das operações arquivísticas, que sobre eles incidiram.
Nesta apresentação pretende-se expor algumas das patologias que comummente atingem os desenhos técnicos e a sua acção sobre os diferentes tipos de suporte e de matérias de registo, e as intervenções realizadas para a sua estabilização.
Joana Martins é Mestre em Conservação e Restauro pelo Instituto Politécnico de Tomar; Lúcia Moutinho Alberto é Mestre em Conservação e Restauro pelo Camberwell College of Arts, Londres, Inglaterra.
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VICTOR PALLA, PERCURSO MULTIDISCIPLINAR
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quarta-feira, 3 de Junho de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
Victor Palla, Percurso Multidisciplinar, pelo Arquitecto João Palla,
3ª feira, 16 de Junho, 15h00.
Resumo: A presente comunicação observará a obra de Victor Palla (1922-2006), uma personalidade multivalente cujo trabalho ainda nos revela surpresas.
Observaremos como a descoberta e criação artística ocorrem segundo um processo de experimentalismo através da execução da própria obra, desde as belas artes às artes aplicadas e à fotografia, e destacamos o desenho como um sistema estrutural, que exerce a articulação entre toda a sua produção visual e de arquitectura.
Pretende-se difundir a obra deste autor, e enquadrá-la numa perspectiva alargada, promovendo análises e relações entre as diferentes componentes. Depois de inventariada, é neste momento importante uma reavaliação da sua importância dentro do panorama artístico português.
Encontramos nesta obra soluções criativas que moldaram uma consciência estética e crítica, nomeadamente no que se refere à matéria visual, demonstrando a sua importância para a construção da cultura visual portuguesa.
O Palestrante é Arquitecto e colaborou com o Arquitecto Manuel Vicente entre 1990 e 1997 em Macau e Lisboa. Em 1999 completou uma tese de investigação intitulada 'Bamboo Architecture in Macau' como bolseiro da Fundação Oriente. Em 2000, junto com Carlos Valles, fundou a firma de arquitectos Scriptorium em Lisboa. É membro da Associação dos Arquitectos Sem Fronteiras - ASF Portugal.
Completou um Mestrado em Design e Cultura Visual no IADE em 2006. Actualmente está a realizar um Doutoramento sobre o tema do desenho como processo interdisciplinar na FBAUL.
João Palla é docente no IADE desde 1999.
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RIBEIRO TELLES CELEBRA 87º ANIVERSÁRIO
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quinta-feira, 21 de Maio de 2009
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Gonçalo Ribeiro Telles nasceu a 25 de Maio de 1922, formando-se como Engenheiro Agrónomo e Arquitecto Paisagista em 1952, no Instituto Superior de Agronomia (ISA).
Pertence, juntamente com Manuel Azevedo Coutinho, António Viana Barreto e Ilídio de Araújo, entre outros, à primeira geração de Arquitectos Paisagistas formados no Curso Livre de Arquitectura Paisagista criado por Francisco Caldeira Cabral.
A sua longa carreira, de mais de 50 anos, passou pelo ensino, no ISA e Universidade de Évora, onde, em 1994, foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa, continuando, após esta data a leccionar nesta instituição como professor convidado e orientando vários trabalhos para obtenção dos graus de licenciatura, mestrado e doutoramento sendo, ainda, o responsável por mais de 114 publicações.
Fundador e Dirigente do Partido Popular Monárquico (PPM), ocupou altos cargos públicos, nomeadamente os de Sub-secretário e Secretário de Estado do Ambiente, do 1º ao 4º e 6º Governos Provisórios, de Ministro de Estado e da Qualidade de Vida do 8º Governo Constitucional, de Deputado do PPM, de Vereador da Câmara Municipal de Lisboa e Fundador e Dirigente do Partido da Terra.
Da sua passagem pelos Governos destaca-se legislação proposta e aprovada no âmbito da defesa da paisagem e do ambiente, encontrando-se, entre outros decretos de lei: Os Planos Regionais de Ordenamento do Território (Dec. Lei 388/83), a Reserva Ecológica Nacional (Dec. Lei 321/83) e a Reserva Agrícola Nacional (Dec. Lei 451/83).
A par do exercício da profissão liberal que ainda mantém, exerceu funções de Arquitecto Paisagista na Câmara Municipal de Lisboa, entre 1953 e 1960, e no fundo de Fomento da Habitação, onde dirigiu o sector de Planeamento Biofísico e Espaços verdes.
Em 1975 é-lhe atribuído, em conjunto com António Viana Barreto, o Prémio Valmor, pelo Projecto do Parque da Fundação Calouste Gulbenkian.
Presidente da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) entre 2001 e 2005, desempenha agora, nesta associação, as funções de Presidente da Mesa da Assembleia Geral e da Comissão de Avaliação.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra informação relativa a Gonçalo Ribeiro Telles, a qual poderá ser consultada neste "site", no sector "Sistemas de Informação / Fontes documentais". Para consultar fichas de Inventário relacionadas com a obra deste Arquitecto Paisagista, clique em:
[L359]Quinta dos medos[/L]; [L360]Parque do Vale das Abadias[/L]; [L361]Parque Municipal da Moita[/L]; [L362] Parque do Cabeço das Rolas[/L]; [L363]Capela de São Jerónimo[/L]; [L364]Grémio Literário[/L]; [L365]Quinta de São Sebastião[/L]; [L366]Jardins da Fundação Mário Soares[/L]; e [L367]Jardins da Urbanização Nova Oeiras[/L].
O SIPA integra, ainda, o espólio do referido Arquitecto Paisagista, bem como de [L156]outros criadores de Arquitectura e Arquitectura Paisagista[/L]. A sua consulta pública, no [L165]Forte de Sacavém[/L], será facultada mediante pedido por escrito e posterior marcação.
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OS MUSEUS NO SIPA
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segunda-feira, 11 de Maio de 2009
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No próximo dia 18 de Maio assinala-se o Dia Internacional dos Museus, este ano tendo como tema central o Turismo.
Os museus do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), assim como da Rede Portuguesa de Museus (RPM) oferecem entradas gratuitas, visitas guiadas e diversas actividades
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se à comemoração deste dia destacando os seguintes registos de informação integrados no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) em [L206]www.monumentos.pt[/L]:
[L350]Casa dos Biscainhos, Braga[/L]; [L351]Antiga Casa da Câmara de Miranda do Douro, Bragança[/L]; [L352]Casa Museu Fernando de Castro, Porto[/L]; [L353]Quartel da Guarda Principal, Vila Real[/L]; [L354] Museu Arte Nova, Aveiro[/L]; [L355]Antigo Quartel da 1ª Companhia Disciplinar, Castelo Branco[/L]; [L356]Casa da Vereação de Sintra, Lisboa[/L]; [L358]Museu de Arte Moderna, Sintra[/L]; [L357]Fábrica da Cortiça de José Estrelo, Faro[/L].
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TERRITÓRIO-DOCUMENTO
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terça-feira, 5 de Maio de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém,
Território-Documento. Um registo fotográfico do território português, pelo Arquitecto/ Fotógrafo, Duarte Belo, 4ª feira, 13 de Maio, excepcionalmente às 16h30m.
Resumo: Território-Documento. Um registo fotográfico do território português. Numa primeira de duas partes, serão apresentados, através de fotografias, alguns lugares singulares do território português. Paisagens, naturais, rurais ou urbanas, geralmente pouco divulgadas. São exemplos que nos falam de uma forma particular de ocupação do espaço ou da interpretação dos lugares. Na segunda parte serão focados princípios metodológicos, quer da preparação do trabalho de campo, quer do registo fotográfico da paisagem, quer do seu posterior arquivo e preparação para edição.
O Palestrante é Arquitecto/fotógrafo e expõe individualmente desde 1989. Em 1986 inicia um levantamento fotográfico progressivo de unidades de paisagem, formas primitivas de ocupação e domínio do território, aspectos das cidades e da suburbanidade, arquitecturas e transformações recentes do espaço habitado, dando origem a um extenso arquivo fotográfico. Da obra publicada são de destacar os títulos: Portugal - O Sabor da Terra (14 volumes), 1997; Orlando Ribeiro - Seguido de uma viagem breve à Serra da Estrela, 1999; Ruy Belo - Coisas de Silêncio, 2000; O Vento Sobre a Terra - apontamentos de viagens e À Superfície do Tempo - Viagem à Amazónia, 2002; Uma Espada Trespassa o Coração, 2003; Território em Espera e Geografia do Caos, 2005; Terras Templárias de Idanha, 2006; Portugal Património (12 volumes). Fogo Frio - O Vulcão dos Capelinhos, 2008 Está representado em colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro.
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CASSIANO BRANCO NO SIPA
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quinta-feira, 16 de Abril de 2009
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No próximo dia 24 de Abril decorrem 39 anos sobre a morte de Cassiano Branco, nome cimeiro da arquitectura modernista em Portugal.
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) assinala o dia destacando os registos de Inventário de alguns dos principais imóveis que nos legou, em [L206]www.monumentos.pt[/L]: [L259]Coliseu do Porto[/L]; [L260]Cadeia Comarcã de Monção[/L]; [L261]Grande Hotel do Luso[/L]; [L262]Câmara Municipal da Sertã[/L]; [L274]Estação Fronteiriça de Marvão[/L]; [L273]Mercado Municipal de Santarém[/L]; [L263]Edifício da Junta Nacional do Vinho, Lisboa[/L]; [L264]Edifício de habitação na Rua dos Navegantes, n.º 53, Lisboa[/L]; [L265] Edifício de habitação na Rua Eiffel, n.º 9, Lisboa [/L]; [L266]Edifício de habitação na Avenida Álvares Cabral, n.ºs 44-48, Lisboa[/L]; [L267]Edifício de habitação na Avenida Álvares Cabral, n.º 34-36, Lisboa[/L]; [L268]Edifício de habitação na Avenida Álvares Cabral, n.ºs 30-32, Lisboa[/L]; [L269]Teatro Eden, Lisboa[/L]; [L270]Edifício de habitação na Avenida Defensores de Chaves, n.º 27, Lisboa[/L]; [L271]Antigo Hotel Vitória, Lisboa[/L]; [L272]Edifício de habitação na Rua Nova de São Mamede, n.ºs 3-9, Lisboa[/L].
Cassiano Branco, filho de Maria de Assumpção Viriato e de Cassiano José Branco (pequeno industrial de Alcácer do Sal), nasceu em Agosto de 1897, em Lisboa, junto aos Restauradores, na freguesia de S. José (perto do local para onde haveria de projectar o Teatro Éden). Foi ainda na capital que casou, em 1917, com Maria Elisa Soares Branco. Dois anos depois concluiu os exames do antigo Curso Geral de Desenho, preparatórios da sua admissão ao Curso de Arquitectura que haveria de terminar em 1926, depois de, ao contrário do que era usual fazer-se, ter viajado pela Europa (Bélgica, Holanda, Paris e Londres), o que terá sido fundamental para a forma como via a arquitectura e a sabia enquadrar no espaço urbano.
Foi na capital que deixou a parte mais significativa do seu legado, de que fazem parte obras tão diferentes como os cine-teatros Éden e Império, um bairro de moradias de luxo construído na Avenida António José de Almeida, o café Cristal e o antigo Hotel Vitória, ambos na Avenida da Liberdade, prédios de baixo rendimento na zona do Areeiro. Construiu, todavia, um pouco por todo o país, sendo sua, entre outras, a obra fetiche do Estado Novo: o Portugal dos Pequenitos, em Coimbra.
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PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE ARQUIVOS
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quinta-feira, 19 de Março de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém, pelas estagiárias da Catarina Gonçalves e Vera Lory, 4ª feira, 25 de Março, 15h00.
Resumo: A Preservação e Conservação de documentos gráficos no DIBA - Forte de Sacavém, tendo em conta os materiais, técnicas e políticas da instituição. Aplicação destes conhecimentos em algumas peças desenhadas pertencentes aos Arquivos Pessoais dos Arquitectos Porfírio Pardal Monteiro e José Cottinelli Telmo.
As Palestrantes são alunas do Mestrado em Conservação e Restauro da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
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ARQUITECTURA E DURABILIDADE - PREVENÇÃO DE ANOMALIAS NA FAIXA COSTEIRA.
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quarta-feira, 4 de Março de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém, pela Arqtº. Teresa de Deus Ferreira, 4ª feira, 11 de Março, 15h00.
Análise dos elementos patológicos na faixa costeira. Análise de vários grupos de materiais: cimentícios, metálicos, madeiras e cerâmicos. Sua aplicação, anomalias e métodos preventivos. Produtos, materiais e pormenores arquitectónicos para prevenção de anomalias.
A Palestrante é Licenciada em Arquitectura pela Universidade Lusíada; Mestre em Construção do Instituto Superior Técnico; Exerce actividade independente e colabora em vários atelier's de Arquitectura.
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A ARQUITECTURA DOS FRANCISCANOS CAPUCHOS
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sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
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Palestras SIPA no Forte de Sacavém.
A arquitectura dos Franciscanos Capuchos - a Real Província da Conceição por Ana Paula Valente Figueiredo, 4ª feira, 11 de Fevereiro, 15h00.
A arquitectura dos Franciscanos Capuchos - a Real Província da Conceição por Ana Paula Valente Figueiredo, que abordará temas como: - a origem, expansão e desenvolvimento da Real Província da Conceição; - meios de subsistência; - a organização e decoração dos espaços de culto; - a organização e decoração do espaço regular; - A Real Província da Conceição e as demais Províncias Capuchas - diferenças entre arquitectura capucha.
No Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) podemos encontrar significativa documentação sobre Arquitectura dos franciscanos capuchos, destacando-se os seguintes registos de Inventário sobre arquitectura religiosa disponíveis em [L206]www.monumentos.pt[/L]; [ | |