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Lista de Notícias

SIPA disponibiliza uma versão SIG das rotas temáticas

sexta-feira, 3 de Maio de 2013
 

O SIPA passa a disponibilizar uma versão SIG, para download, das rotas temáticas produzidas no âmbito do Inventário do Património Arquitetónico.

SIPA disponibiliza uma versão SIG das rotas temáticas

Gonçalo Ribeiro Telles distinguido com o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe

quarta-feira, 10 de Abril de 2013
 

O arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles foi distinguido, no passado dia 10 de abril, com o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, atribuído pela International Federation of Landscape Architects (IFLA).

Gonçalo Ribeiro Telles distinguido com o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe

Eduardo Nery (1938-2013)

segunda-feira, 4 de Março de 2013
 

Faleceu o artista plástico Eduardo Nery no passado dia 2 de março, em Lisboa, aos 74 anos de idade.

Eduardo Nery (1938-2013)

Estudo e divulgação do património azulejar português

sexta-feira, 3 de Maio de 2013
 

O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e a Rede Temática de Estudos de Azulejaria e Cerâmica João Miguel dos Santos Simões celebraram um acordo de colaboração no âmbito do Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA).

Estudo e divulgação do património azulejar português

Duarte Cabral de Mello (1941-2013)

sexta-feira, 3 de Maio de 2013
 

O arquiteto Duarte Cabral de Mello faleceu no passado dia 30 de abril, aos 72 anos.

Duarte Cabral de Mello (1941-2013)

SIPA disponibiliza dados geográficos sobre Conventos em Lisboa

sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012
 

O SIPA publicou na sua plataforma SIG um inventário temático sobre Casas Religiosas em Lisboa.

SIPA disponibiliza dados geográficos sobre Conventos em Lisboa

Faleceu Oscar Niemeyer, aos 104 anos de idade

quinta-feira, 6 de Dezembro de 2012
 

Autor de mais de 600 projetos, Oscar Niemayer, um dos maiores génios da arquitetura mundial, faleceu na noite de 4 de dezembro.

Faleceu Oscar Niemeyer, aos 104 anos de idade

O SIPA e o Inventário do Património Arquitetónico da Diocese do Porto

domingo, 11 de Novembro de 2012
 

O acordo celebrado em Janeiro de 2011 entre o IHRU e a Diocese do Porto com o objetivo de registar o património arquitetónico implantado na área de influência desta entidade incidiu, durante o ano em curso, sobre os edifícios religiosos das vigararias de Castelo de Paiva–Penafiel, Paredes, Santo Tirso, Trofa e Vila do Conde. Os registos de inventário daí resultantes já foram integrados no SIPA e encontram-se disponíveis on-line.

O SIPA e o Inventário do Património Arquitetónico da Diocese do Porto

Dia Nacional dos Castelos

quarta-feira, 3 de Outubro de 2012
 

O Dia Nacional dos Castelos terá este ano as comemorações oficiais no dia 7 de Outubro, com várias ações por todo o país que promovem a divulgação e conservação do património arquitetónico militar português.

Dia Nacional dos Castelos

Dia Nacional da Água

segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
 

Celebra-se hoje o Dia Nacional da Água.

O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) associa-se esta comemoração destacando informação sobre imóveis relacionados com a arquitetura da água disponíveis em www.monumentos.pt

Dia Nacional da Água

O SIPA e a Música

segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
 

O Dia Mundial da Música comemora-se anualmente a 1 de Outubro.

A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música.

O SIPA alia-se a estas comemorações destacando algum do vastíssimo património arquitetónico inventariado direta ou inderetamente relacionado com a música.

O SIPA e a Música

Dia Mundial da Arquitetura 2012

segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
 

A Ordem dos Arquitetos celebra o Dia Mundial da Arquitetura com o tema Os Arquitetos Mudam a Cidade, a partir de dia 1 de Outubro, estará em discussão a cidade com um ambiente urbano mais qualificado e sustentável.

Dia Mundial da Arquitetura 2012

Património edificado ligado à indústria do mármore no SIPA

quinta-feira, 27 de Setembro de 2012
 

O IHRU e o CECHAP firmaram recentemente uma parceria com o objetivo de promover a inventariação e a divulgação, no âmbito do SIPA, do património edificado ligado à indústria do mármore.

Património edificado ligado à indústria do mármore no SIPA

SIPA publica on-line Informação Geográfica

sexta-feira, 24 de Agosto de 2012
 

O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico passou, a partir de hoje, a disponibilizar no site www.monumentos.pt Informação Geográfica (IG) sobre património arquitetónico, urbanístico e paisagístico português possível de ser acedida e utilizada em múltiplos formatos e plataformas.

SIPA publica on-line Informação Geográfica

Curso de inventariação do património arquitetónico

sexta-feira, 17 de Agosto de 2012
 

O IHRU tem programada para este ano, no Forte de Sacavém, de 24 a 26 de Outubro, uma nova edição do Curso de Formação Inventariação de Património Arquitetónico KIT01 2012.

Curso de inventariação do património arquitetónico

Novo horário da sala de leitura do Forte de Sacavém

quinta-feira, 12 de Julho de 2012
 

Entre os dias 15 de Julho e 14 de Setembro, inclusive, a sala de leitura e serviço de referência do Inventário, dos Arquivos e Biblioteca do SIPA encerrarão ao público às Quintas e Sextas-Feiras, mantendo, nos restantes dias da semana, o horário normal. A Biblioteca, porém, estará encerrada ao público de 13 a 31 de agosto.

Novo horário da sala de leitura do Forte de Sacavém

Património arquitectónico ferroviário no SIPA

sexta-feira, 16 de Março de 2012
 

O IHRU e a REFER firmaram recentemente uma parceria com o objectivo de promover a inventariação e a divulgação, no âmbito do SIPA, do património edificado ferroviário à guarda daquela empresa.

Património arquitectónico ferroviário no SIPA

Parcerias no âmbito do SIPA entre o IHRU e a Igreja Católica Portuguesa

terça-feira, 8 de Maio de 2012
 

No dia 7 de maio de 2012, pelas 15:00 horas, no Forte de Sacavém, decorreu uma cerimónia de formalização de duas parcerias SIPA entre o IHRU e a Igreja Católica portuguesa.

Parcerias no âmbito do SIPA entre o IHRU e a Igreja Católica Portuguesa

Manuel Mendes Tainha (1922-2012)

quarta-feira, 20 de Junho de 2012
 

Manuel Mendes Tainha, referência incontornável da arquitetura portuguesa do século XX, faleceu no passado dia 18 de junho, aos 90 anos.

Manuel Mendes Tainha (1922-2012)

Dia Nacional do Pescador

quinta-feira, 31 de Maio de 2012
 

O Dia Nacional do Pescador, instituído no ano de 1997 por decreto governamental, comemora-se todos os anos no dia 31 de maio.

Dia Nacional do Pescador

Gonçalo Ribeiro Telles completa hoje 90 anos.

sexta-feira, 25 de Maio de 2012
 

Homem de forte carisma, Gonçalo Ribeiro Telles é um dos Arquitetos Paisagistas pioneiros da sua profissão em Portugal, área onde desempenha ainda um papel ativo de importância muito relevante, contando-se, entre as várias atividades que mantém, com o entusiasmo e empenho que o caracterizam, a de Presidente da Assembleia Geral e da Comissão de Avaliação curricular da Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas (APAP).

Gonçalo Ribeiro Telles completa hoje 90 anos.

António Facco Vianna Barreto (1924-2012)

segunda-feira, 14 de Maio de 2012
 

Faleceu na madrugada de 12 de maio António Facco Vianna Barreto. Personagem iIustre, revelou-se pelo seu perfil como homem e pela obra deixada, um dos pilares da Arquitectura Paisagista no nosso país.

António Facco Vianna Barreto (1924-2012)

Douro Património Mundial

segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
 

No passado dia 27 de Janeiro, realizou-se na Quinta do Seixo, Tabuaço, a conferência intitulada “Que Douro na próxima Década? Paisagens e Cultura”, no âmbito de um programa comemorativo dos 10 anos do Douro Património Mundial.

Douro Património Mundial

Comemorações dos 1100 anos da Igreja de São Pedro de Lourosa, Oliveira do Hospital

quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
 

Decorrem desde o dia 15 de Janeiro, e até ao dia 14 de Setembro, as comemorações dos “1100 anos de Fé e História” da Igreja moçárabe, de Lourosa.

Comemorações dos 1100 anos da Igreja de São Pedro de Lourosa, Oliveira do Hospital

Guimarães Capital Europeia da Cultura

quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
 

Guimarães viveu, em 21 de Janeiro, um dia único que marcou o arranque da Capital Europeia da Cultura 2012.

Guimarães Capital Europeia da Cultura

Homenagem ao Arquitecto Paisagista, Gonçalo Ribeiro Telles.

quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
 

Realizou-se durante o passado dia 6 de Dezembro uma sessão de homenagem e reflexão dedicada ao Arquitecto Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, cujo espólio pessoal, relativo à sua actividade profissional, se encontra à guarda do IHRU, no Forte de Sacavém.

Homenagem ao Arquitecto Paisagista, Gonçalo Ribeiro Telles.

Prémios para a Arquitectura Paisagista e Equipamento Urbano, em Portugal

quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
 

Estão abertos até Março de 2012 concursos promovidos pelo Jornal Arquitecturas para atribuição de prémios na área da Arquitectura Paisagista e Equipamento Urbano

Prémios para a Arquitectura Paisagista e Equipamento Urbano, em Portugal

Maquetas de Arquitectura em exposição no Forte de Sacavém

segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
 

Comemora-se anualmente, em Outubro, o Dia Mundial do Habitat e o Dia Mundial da Arquitectura. O IHRU entendeu associar-se, este ano, a estas efemérides através da realização de uma Exposição de Maquetas de Arquitectura que pertencem ao acervo documental do SIPA, Sistema de Informação para o Património Arquitectónico.

Maquetas de Arquitectura em exposição no Forte de Sacavém

Dia Nacional dos Castelos

sábado, 8 de Outubro de 2011
 

O Dia Nacional dos Castelos foi comemorado a 7 de Outubro, realçando a importância da conservação e divulgação do património arquitectónico militar português.

Dia Nacional dos Castelos

Concurso nacional de fotografia de Monumentos ¨Wiki Loves Monuments”

segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
 

Encontra-se aberto durante o corrente mês de Setembro o concurso “Wiki Loves Monuments”, iniciativa organizada pela Wikimedia Portugal e as suas congéneres europeias que, a nível nacional, conta com a colaboração e o patrocínio de diversas entidades portuguesas, designadamente o IHRU.

Concurso nacional de fotografia de Monumentos ¨Wiki Loves Monuments”

Ciclo de Palestras SIPA-2011 | Registo e Património

domingo, 1 de Maio de 2011
 

Durante o corrente ano realizar-se-á, no Forte de Sacavém, um novo Ciclo de Palestras SIPA, desta vez com o título Registo e Património.

Ciclo de Palestras SIPA-2011 | Registo e Património

Testemunhos da escravatura no património arquitectónico e urbanístico português

sexta-feira, 19 de Agosto de 2011
 

O SIPA integra no seu inventário registos de património construído de origem portuguesa de algum modo associado à escravatura e ao tráfico de escravos.

Testemunhos da escravatura no património arquitectónico e urbanístico português

Fundação Millenium BCP é o mecenas do projecto SIPA de salvaguarda e valorização do espólio de Eduardo Nery

segunda-feira, 9 de Maio de 2011
 

No passado dia 6 de Maio, na sede do Banco BCP, em Lisboa, foi assinado pelo IHRU, I.P., pela Fundação Millenium BCP e pelo mestre Eduardo Nery e sua mulher, um contrato de apoio mecenático ao projecto SIPA de salvaguarda e valorização do arquivo pessoal e espólio do artista.

Fundação Millenium BCP é o mecenas do projecto SIPA de salvaguarda e valorização do espólio de Eduardo Nery

Boletim SIPA nº 03 (Ago 2011) disponível online

sexta-feira, 5 de Agosto de 2011
 

O IHRU disponibiliza a partir de hoje o nº 3 da Colecção Boletins SIPA, edição online de periodicidade mensal que visa divulgar os conteúdos mais relevantes criados e actualizados, durante os 30 dias a que reporta a publicação, nos diferentes recursos de informação e documentação que integram o SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico e disponibilizados ao público através do sítio Internet www.monumentos.pt.

Boletim SIPA nº 03 (Ago 2011) disponível online

Curso de Inventariação de Património Arquitectónico - KIT01 2011

quarta-feira, 20 de Julho de 2011
 

O IHRU tem programadas para este ano, no Forte de Sacavém, duas edições do Curso de Formação Inventariação de Património Arquitectónico: 1ª edição: 24 a 26 de Outubro; 2ª edição: 21 a 23 de Novembro.

Curso de Inventariação de Património Arquitectónico - KIT01 2011

Lançamento da Revista Monumentos n.º 31, dedicada a Cascais

sexta-feira, 3 de Junho de 2011
 

No passado dia 7 de Junho teve lugar a cerimónia de lançamento da Revista Monumentos n.º 31, dedicada a Cascais, no Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, em Cascais.

Lançamento da Revista Monumentos n.º 31, dedicada a Cascais

SIPA viabiliza trabalho colaborativo no âmbito do inventário do património construído

sexta-feira, 20 de Maio de 2011
 

O SIPA disponibiliza, a partir de hoje, uma plataforma colaborativa de inventariação de património arquitectónico, urbanístico e paisagístico.

SIPA viabiliza trabalho colaborativo no âmbito do inventário do património construído

Boletim SIPA nº 02 (Jul 2011) disponível online

sexta-feira, 1 de Julho de 2011
 

O IHRU disponibiliza a partir de hoje o nº 2 da Colecção Boletins SIPA, edição online de periodicidade mensal que visa divulgar os conteúdos mais relevantes criados e actualizados, durante os 30 dias a que reporta a publicação, nos diferentes recursos de informação e documentação que integram o SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico e disponibilizados ao público através do sítio Internet www.monumentos.pt.

Esta edição permite, além disso, o acesso directo, através de link, aos referidos conteúdos. No caso de registos de inventário e pré-inventário do património arquitectónico, urbanístico e paisagístico, pode ainda o utilizador propor a actualização dos mesmos fazendo uso da funcionalidade "Alterar registo" disponível no dito sítio de internet.

Boletim SIPA nº 2, Julho de 2011

Boletim SIPA nº 02 (Jul 2011) disponível online

Arquivos de arquitectura e urbanismo em revista

quarta-feira, 16 de Março de 2011
 

O Conselho Internacional de Arquivos acabou de editar mais um número da revista COMMA - International Journal on Archives, o qual é inteiramente dedicado aos Arquivos de Arquitectura e Urbanismo.

Arquivos de arquitectura e urbanismo em revista

EDITORIAL

quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011
 

O SIPA, Sistema de Informação para o Património Arquitectónico, integrado no IHRU, dispõe agora de um sítio Internet renovado.

A criação de uma nova versão do sítio www.monumentos.pt resultou da necessidade de:

  • Proceder à profunda reformulação e actualização das ferramentas e das tecnologias informáticas de suporte do SIPA, processo de que a presente renovação é apenas o primeiro passo;
  • Potenciar a integração e a divulgação de novos conteúdos e em diferentes formatos, bem como a diversificação dos serviços informativos e documentais prestados às comunidades e às organizações;
  • Operacionalizar novos modelos de cooperação informativa e documental entre os diferentes agentes e interessados na salvaguarda e valorização do património arquitectónico, urbanístico e paisagístico português ou de matriz portuguesa, promovendo a criação de uma network SIPA que facilite a articulação de vontades e vocações e a racionalização de meios e investimentos.
EDITORIAL

Prémio IHRU 2011 para trabalhos de produção científica

terça-feira, 31 de Maio de 2011
 

Está aberto até 30 de Junho o período de candidaturas ao Prémio IHRU 2011 para trabalhos de produção científica em matérias ligadas à habitação e à reabilitação urbana, nas categorias Teses de Doutoramento e Teses de Mestrado.

Regulamento

Formulário de Candidatura

Cartaz

Mais informações

Prémio IHRU 2011 para trabalhos de produção científica

Gonçalo Ribeiro Telles completa 89 anos no dia 25 de Maio.

segunda-feira, 23 de Maio de 2011
 

Gonçalo Ribeiro Telles distinguiu-se como arquitecto paisagista, pedagogo e político, sendo responsável pela execução de mais de 100 publicações e 4 centenas de projectos, entre outras actividades.

Gonçalo Ribeiro Telles completa 89 anos no dia 25 de Maio.

Universidade de Lisboa organiza 24 passeios guiados pelo património associado ao seu passado e ao seu futuro

sexta-feira, 11 de Março de 2011
 

A iniciativa 100 Locais, promovida pela Universidade de Lisboa no âmbito das Comemorações do seu Centenário, consiste em 24 passeios pela cidade de Lisboa, ao longo dos fins de semana de Março, Abril e Maio de 2011. Estes passeios, destinados ao público em geral, pretendem divulgar o passado e o presente da Universidade de Lisboa, bem como a sua ligação à cidade ao longo dos anos.

Universidade de Lisboa organiza 24 passeios guiados pelo património associado ao seu passado e ao seu futuro

Aberto concurso para atribuição de 2 bolsas de investigação nas áreas do Design, Arquitectura, História da Arte ou Antropologia

quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011
 

A FA-UTL abriu concurso para a atribuição de duas Bolsas de Investigação no âmbito do projecto Móveis Modernos: a actividade da Comissão de Aquisição de Mobiliário no âmbito da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (1940-1974), financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Aberto concurso para atribuição de 2 bolsas de investigação nas áreas do Design, Arquitectura, História da Arte ou Antropologia

O SIPA no Dia dos Monumentos e Sítios (18 Abril 2011) | Água: Cultura e Património

quinta-feira, 14 de Abril de 2011
 

O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se a esta efeméride, com a publicação do projecto de geo-referenciação de cartografia histórica "O Aqueduto das Águas Livres".

O SIPA no Dia dos Monumentos e Sítios (18 Abril 2011) | Água: Cultura e Património

"As Áfricas de Possolo" por Pancho Guedes

sexta-feira, 18 de Março de 2011
 

Decorreu no dia 16 de Março, no auditório do Forte de Sacavém, a sessão “As Áfricas de Possolo por Pancho Guedes”, primeiro de um previsto conjunto de encontros da série “As Áfricas de Possolo”, que pretende trazer ao Forte convidados a fim de dissertarem sobre a arquitectura portuguesa nos antigos territórios ultramarinos, sob pretexto do recentemente digitalizado espólio fotográfico do arquitecto Luís Possolo (1924-1999), constituído por cerca de um milhar de fotografias elaboradas aquando das missões levadas a cabo durante a década de 1960, ao serviço da Direcção de Serviços de Urbanismo e Habitação (DGOPC/MU).

"As Áfricas de Possolo" por Pancho Guedes

FARIA DA COSTA NO SIPA

segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
 

O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente um núcleo de cerca de 43 registos com informação textual, documental e iconográfica sobre obras projectadas por este arquitecto. Os conteúdos desses registos tomaram como base a documentação reunida no espólio pessoal do arquitecto, confiado à guarda do IHRU em 2004. Este espólio tem como âmbito cronológico 1938-1961 e é constituído por 4,5 ml de documentação textual, 18 espécies fotográficas e 2.743 desenhos técnicos, esboços e esquissos. João Guilherme Faria da Costa nasceu em Sintra, em 1906 e desapareceu no dia 19 de Janeiro de 1971. A sua formação em Arquitectura, cumprida em 1936 na Escola de Belas Artes de Lisboa, foi completada no Institut d'Urbanisme de l'Université de Paris, onde obteve, em 1935, o diploma de urbanista com a apresentação de uma proposta para o Plano de arranjo, embelezamento e extensão da cidade da Figueira da Foz, publicada dois anos depois na revista Arquitectura Portuguesa (nº 31, Out. 1937). A actividade profissional de Faria da Costa ficou fortemente associada à renovação do espaço urbano em Portugal, durante as décadas de 30 e 40, reconhecendo-se, nas suas propostas, a influência dos valores howardianos da cidade-jardim, os modelos espaciais da escola do urbanismo alemão e o legado moderno dos princípios estruturadores da Carta de Atenas. Desenvolveu um extenso e pioneiro trabalho de pesquisa tipológica para a cidade de Lisboa, prolongando os estudos já encetados por Donat-Alfred Agache e Étienne de Gröer, figuras referenciais do urbanismo internacional, que exerceram uma acção determinante no domínio do planeamento em Portugal e com quem o jovem arquitecto teve oportunidade de conviver e trabalhar durante a sua estadia em Paris e, posteriormente, em Lisboa, nomeadamente na definição do Plano Geral de Urbanização e Expansão de Lisboa, entre 1938 e 1948. Em 1938, integrou os Serviços da Câmara Municipal de Lisboa, partilhando gabinete com os arquitectos Keil do Amaral e Inácio Peres Fernandes, no âmbito do qual delineou, durante a década de 40, novas conceptualizações formais e espaciais para os bairros da Encosta da Ajuda e Alvalade. O Plano da Zona Sul da Avenida Alferes Malheiro (Alvalade), datado de 1945, é referenciado como uma das suas principais e mais notáveis propostas, pelo modo como conciliou o programa habitacional, tipológica e socialmente diversificado, com os serviços e pequenas indústrias, dentro de uma estratégia de ocupação organizada por células. Entre as intervenções desenvolvidas à escala urbana podemos, ainda, sublinhar: os Planos de Urbanização desenvolvidos em parceria com Miguel Jacobetty para Portalegre (1939-1942), Monte de Santa Luzia (1939), Funchal (1959) e Costa da Caparica (1947) publicado na revista Arquitectura no mesmo ano; ou os Planos de Urbanização, delineados em 1948 com Etienne de Gröer, para a Figueira da Foz, Alcobaça, Chamusca, Pombal. Foi ainda responsável pela definição dos primeiros planos estratégicos destinados a grandes áreas de expansão, como o Plano da Faixa Marginal do Tejo (que abrange as áreas de Moscavide a Vila Franca; e do Seixal ao Montijo), ou o Plano para o Concelho de Almada, no qual estudou, com Etienne de Gröer, detalhadamente as áreas da Cova do Vapor, Trafaria e Costa da Caparica (1946-1953). A sua actividade alargou-se a outros domínios programáticos tendo projectado: várias prédios de rendimento (1941-1956); moradias particulares, entre as quais uma moradia no Restelo, projectada em parceria com Fernando Silva, que em 1952 ganhou o Prémio Municipal de Arquitectura; equipamentos como a Piscina da Praia das Maçãs (1952-2006) ou o Restaurante na Praia de Carcavelos, entre outros. Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a sua obra, clique em: Edifício no Alto do Carvalhão, n.º 5, Lisboa; Bairro dos Lóios / Zona N2 de Chelas, Lisboa; Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Lisboa; Edifício na Avenida D. Carlos I, n.º 126, Lisboa; Edifício na Rua D. Dinis, n.º 22, Lisboa; Casa na Avenida do Restelo, n.º 8, Lisboa; Piscina da Praia das Maçãs, Sintra; Restaurante Praia de Carcavelos, Cascais.

FARIA DA COSTA NO SIPA

Novos Kits do Património on-line

quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
 

Encontram-se já disponíveis on-line dois novos volumes da colecção KITS do Património: o KIT05 - Património Arquitectónico - Edifícios conventuais capuchos e o KIT06 - Património Arquitectónico - Igrejas de Misericórdia.

Novos Kits do Património on-line

O PATRIMÓNIO DO TEMPO

sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
 

Palestra SIPA no Forte de Sacavém, "O Património do Tempo. Perspectivas do Resgate da Arte Sacra no Baixo Alentejo", pelo Doutor José António Falcão, 4ª feira, 19 de Janeiro, 15h00. RESUMO: Fundado em 1984, o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja tem vindo a levar a cabo uma experiência, pouco comum em Portugal, de resgate dos bens culturais religiosos (arquitectónicos, integrados, móveis e imateriais) do seu território, que abrange o distrito de Beja e a zona sul do distrito de Setúbal. A conferência dá a conhecer as realidades técnicas e científicas associadas a este trabalho de fundo, que visa a dinamização de um vasto acervo patrimonial, boa parte do qual em risco, em virtude da desertificação do mundo rural e da transformação acelerada dos meios urbanos. NOTA CURRICULAR: Licenciado em História da Arte e Arquitectura, Mestre em Museologia e Doutor em Arquitectura. Dirige o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja desde a fundação, em 1984. Conservador de Museus, actualmente com a categoria de Conservador-Chefe, tem desempenhado funções no Museu de Évora, no Museu Municipal de Alpiarça, no Museu Calouste Gulbenkian e na Casa dos Patudos. A sua actividade encontra-se orientada para o estudo do património cultural e museológico, para cuja divulgação tem contribuído com o Comissariado de Exposições como "Entre o Céu e a Terra" (Prémio Prof. Reynaldo dos Santos 2001) e "As Formas do Espírito", no país e no estrangeiro. Como docente, está ligado à Universidade Católica Portuguesa e a universidades espanholas e norte-americanas. É membro da Academia Nacional de Belas-Artes, da Academia Portuguesa da História e de agremiações similares, europeias e americanas. Publicou cerca de uma centena de títulos, entre livros, artigos científicos e participações em congressos, a maioria dos quais dedicados à história da arte e da arquitectura sacras. É Presidente da Associação Portuguesa dos Museus da Igreja e Secretário-Geral Adjunto de Europae Thesauri, organismo assessor da União Europeia.

O PATRIMÓNIO DO TEMPO

Novos conteúdos sobre património português no mundo ingressaram no SIPA

quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011
 

O Centro de História de Além-Mar das Universidades Nova de Lisboa e dos Açores, centro de investigação científica com quem o IHRU/SIPA estabeleceu, no ano transacto, uma parceria com vista à inventariação de património arquitectónico e paisagístico de matriz portuguesa no mundo, acabou de transferir para o SIPA o resultado do trabalho do último ano.

Esse trabalho, que foi elaborado de acordo com as normas de inventariação em vigor no SIPA e contou com a coordenação científica do Doutor Nuno Senos, traduziu-se em 16 novos registos de património religioso no Brasil e na Índia.

Para aceder à página do Inventário do Património Arquitectónico onde poderá efectuar pesquisas e consultar esses conteúdos específicos, bem como outros registos sobre arquitectura religiosa clique aqui.

Novos conteúdos sobre património português no mundo ingressaram no SIPA

A União das Misericórdias Portuguesas torna-se membro da rede SIPA

terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
 

No passado dia 25 de Janeiro, em Lisboa, foi firmado um acordo de colaboração no domínio do SIPA entre o IHRU e a União das Misericórdias Portuguesas. Este acordo, que terá uma duração de 3 anos, estabelece o modelo da cooperação informativa e documental a desenvolver entre as duas entidades no âmbito dos projectos em curso de inventariação do património arquitectónico detido pelas Misericórdias do país.

A União das Misericórdias Portuguesas torna-se membro da rede SIPA

BAIRRO ALTO

terça-feira, 21 de Dezembro de 2010
 
No passado dia 15 de Dezembro celebraram-se 497 anos sobre a concessão do aforamento que permitia a construção de habitações, na zona conhecida hoje por, Bairro Alto. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se a esta comemoração destacando as seguintes fichas de inventário integradas no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA). Para as consultar clique em: Bairro Alto de São Roque / Bairro Alto em Lisboa; Restaurante Tavares, Lisboa; Ascensor da Glória, Lisboa; Edifício do Jornal O Mundo, Lisboa; Jardim Miradouro de São Pedro de Alcântara, Lisboa; Edifício do Chiado Terrasse, Lisboa; Palácio do Marquês de Tomar / Hemeroteca Municipal, Lisboa; Palácio Sousa Calhariz, Lisboa; Edifício dos Calafates / Real Colégio dos Catecúmenos, Lisboa; Fábrica de Vidros das Gaivotas, Lisboa; Palácio do Barão de Quintela e Conde de Farrobo, Lisboa; Casa Professa de São Roque / Igreja e Museu de São Roque, Lisboa; Palácio na Rua do Grémio Lusitano / Museu Maçónico, Lisboa.
BAIRRO ALTO

ESPÓLIO DO ARQTº. PARDAL MONTEIRO

terça-feira, 14 de Dezembro de 2010
 
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA), integra actualmente o acervo pessoal do arquitecto Pardal Monteiro. Porfírio Pardal Monteiro nasceu em Pêro Pinheiro, em 1897, tendo desaparecido em 16 de Dezembro de 1957. Formou-se em Arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa, em 1919 e foi aluno do Mestre José Luís Monteiro, em 1929. Foi nomeado Assistente do Instituto Superior Técnico e em 16 de Dezembro de 1957, era professor catedrático. Ocupou o cargo de Presidente do Conselho Director do Sindicato Nacional dos Arquitectos, entre 1936 e 1944. O seu percurso profissional foi marcado por uma extensa obra, construída, na sua maior parte, na cidade de Lisboa. A sua produção arquitectónica organiza-se em três momentos distintos: um primeiro período, que se estende até ao início da década de 20 e onde é notória a influência de José Luís Monteiro e de Ventura Terra e que reflecte a presença de elementos decorativos "Art-Déco", principalmente nas fachadas; uma segunda etapa, entre finais da década de 20 e da década de 30, marcada pela escala colossal, com características de maior sobriedade e de grande equilíbrio nas proporções dos vários elementos arquitectónicos intervenientes, momento a partir do qual surge o vanguardismo na arquitectura de Porfírio Pardal Monteiro, através do uso de uma nova linguagem denominada "International Style". Numa última fase, que se inicia nos anos 50, decorrem as suas maiores encomendas, as que mais revolucionaram Lisboa, dada a sua escala monumental que muito contribuiu, de resto, para a valorização das zonas em que foram construídas. O espólio do Arqtº Porfírio Pardal Monteiro, de âmbito cronológico situado entre os anos 1922-1957 é constituído por 3 ml de documentação textual, 14 espécies fotográficas e 2.727 desenhos técnicos, esboços e esquissos. Esta variedade de registos encontra-se associada a uma riqueza e diversidade de conteúdos, representativos das várias vertentes da actividade artística, científica e técnica do autor nos domínios da Arquitectura. O pré-inventário já realizado identifica documentação referente a diversos projectos e obras decorrentes de encomendas privadas e públicas em diversos pontos do País, muito especialmente na cidade de Lisboa, onde se pode encontrar a maior parte da sua obra. Dos trabalhos efectuados em Lisboa, destacam-se: Edifício da Missão Portuguesa Adventista do Sétimo Dia, Lisboa; Biblioteca Nacional de Lisboa; Caixa Geral de Depósitos, Porto; Reitoria da Universidade de Lisboa / Aula Magna, Lisboa; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; Edifício do Diário de Notícias, Lisboa; Convento de São Bento da Saúde, Lisboa; Palácio Ferreira Pinto Basto, Lisboa; Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Lisboa; Edifício na Avenida da República, n.º 32, Lisboa; Casa na Avenida Cinco de Outubro, n.º 207-215, Lisboa.
ESPÓLIO DO ARQTº. PARDAL MONTEIRO

O MONUMENTO E O LUGAR

quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010
 
Palestra SIPA no Forte de Sacavém, "O Monumento e o Lugar: Relação entre o espaço público e o monumento na intervenção patrimonial contemporânea", pelo Mestre José Miguel Silva, 4ª feira, 15 de Dezembro, 15h00. RESUMO: A apresentação, tem por base a dissertação do Mestrado realizado e defendido no corrente ano, e abordará a temática do património construído articulando o monumento com o seu espaço público, particularmente a relação dos edifícios com os tecidos urbanos e paisagens onde estão inseridos, avaliando os diferentes tipos de intervenção possível e as interacções mútuas. NOTA CURRICULAR: Licenciado em Arquitectura pela Universidade Lusíada de Lisboa (2004); Mestre em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura em Reabilitação da Arquitectura e Núcleos Urbanos - Universidade de Arquitectura (2010); frequência de Doutoramento em Urbanismo na Universidade Técnica de Lisboa; execução de projectos pontuais como freelancer;
O MONUMENTO E O LUGAR

DIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010
 
No próximo dia 8 de Dezembro, feriado, comemora-se o dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira e protectora de Portugal desde 1646. O SIPA associa-se à comemoração deste dia, destacando o património religioso erigido em sua devoção, não deixando de realçar Vila Viçosa, o lugar, por excelência de devoção a Nossa Senhora da Conceição, tendo sido aí fundada uma confraria, com sede na igreja matriz, com o mesmo nome e orago. Para o consultar clique em: Igreja de Nossa Senhora da Conceição , Vila Viçosa; Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, Aveiro; Capela de Nossa Senhora da Conceição, Braga; Capela de Nossa Senhora da Conceição, Bragança; Capela de Nossa Senhora da Conceição, Porto; Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição, Porto; Convento de Nossa Senhora da Conceição de Melgaço, Viana do Castelo; Casa de Nossa Senhora da Conceição, Guarda; Igreja Paroquial de Lama de Arcos / Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Vila Real; Igreja Matriz de Tabuaço / Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Viseu; Igreja Matriz de Verride / Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Coimbra; Igreja Matriz da Vermiosa / Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Guarda; Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Brasil.
DIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

TEORIA E ÉTICA DA RECUPERAÇÃO DO PATRIMÓNIO

terça-feira, 23 de Novembro de 2010
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, "Teoria e Ética da Recuperação do Património", pelo Mestre João Alberto de Carvalho Marques, 4ª feira, 24 de Novembro, 15h00. RESUMO: Teoria e a ética das intervenções no património a sua salvaguarda e os princípios a levar em consideração para o restauro e conservação. NOTA CURRICULAR:O Palestrante é Mestre em História da Arte pela Faculdade de Letras de Lisboa; Pós-Graduado pela Escola Superior de Belas Artes - Faculdade de Arquitectura em Especialização em Conservação e Recuperação em Edifícios e Monumentos; Estagiou em Conservação e Recuperação de Edifícios e Sítios em Fontevruad (França); Curso de Genealogia e Heráldica; Membro do Grupo de trabalho para a Recuperação do Centro Histórico da Cidade de Faro (1987/88); Professor na Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra.
TEORIA E ÉTICA DA RECUPERAÇÃO DO PATRIMÓNIO

ACÇÃO DE FORMAÇÃO EM IPA

segunda-feira, 15 de Novembro de 2010
 
Acção de formação em Inventário do Património Arquitectónico - Conjuntos Urbanos incluída, no seminário do curso de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa, no âmbito de um acordo de parceria com o IHRU no projecto de investigação "Bairros em Lisboa". No âmbito de uma parceria entre o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Universidade Autónoma de Lisboa / Centro de Estudos de Arquitectura, Cidade e Território, no projecto de investigação "Bairros em Lisboa 2012" (coordenado pela Prof. Doutora Filipa Ramalhete) e envolvendo ainda a colaboração da Universidade Nova de Lisboa e da Câmara Municipal de Lisboa, foi acordada a leccionação de um seminário no Departamento de Arquitectura, durante o 1º semestre do presente ano lectivo. O seminário tem sido dedicado a uma acção de formação em Inventário de Conjuntos Urbanos, envolvendo uma parte da equipa do SIPA: Anouk Faria da Costa, Cláudia Morgado, Margarida Tavares da Conceição, Paula Figueiredo, João Paulo Machado, Rita Vale. Pretendeu-se transmitir aos alunos algumas bases teóricas sobre métodos de inventariação de património, mas em especial procurou-se experimentar na prática alguns procedimentos, com aplicação a um caso concreto, tendo sido escolhido como exemplo da experiência o Bairro de Campo de Ourique. O processo tem envolvido trabalho de campo com levantamento de dados, posterior tratamento cartográfico e preenchimentos do registo textual IPA, tendo sido precedido de uma componente teórica e uma visita ao Forte de Sacavém.
ACÇÃO DE FORMAÇÃO EM IPA

ARQTº. COTTINELLI TELMO

quinta-feira, 11 de Novembro de 2010
 
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente um núcleo de cerca de 36 registos com informação textual, documental e iconográfica sobre imóveis ou conjuntos de imóveis projectados por este arquitecto. José Ângelo Cottinelli Telmo nasceu em 13 de Novembro de 1897, arquitecto pela Escola de Belas-Artes de Lisboa (1920), foi um artista de talento multifacetado, músico, bailarino, fotógrafo, ilustrador, autor de banda desenhada (director da revista "ABCzinho", 1921-29) e cineasta ("A Canção de Lisboa", 1933). Iniciou a sua carreira de arquitecto com uma orientação académica e historicista (Pavilhão de Honra de Portugal na Exposição Internacional do Rio de Janeiro, 1921-22; com Carlos Ramos e Luís Cunha). Em 1923, ingressou na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, concebendo então aquela que seria uma das primeiras concretizações do ideal da "cidade-jardim" em Portugal (Bairro e Escola Camões, no Entroncamento, 1923-28; com L. Cunha). Os seus projectos para os edifícios de passageiros das estações do Sul-Sueste/ Terreiro do Paço (Lisboa, 1928-32) e Vila Real de Santo António (1936-45), torres de sinalização (Pinhal Novo, 1936-38; Campolide, 1940) e armazéns de abastecimento (Cacém, 1937-41; Entroncamento, 1938-39) viriam a pontuar a modernização gradual da arquitectura ferroviária portuguesa. Duarte Pacheco, ministro das Obras Públicas, confiou-lhe a condução do plano nacional de construções prisionais (1934). Logo depois, em 1939, nomeou-o arquitecto-chefe da Exposição do Mundo Português (Lisboa, 1940). À frente de uma vasta equipa que incluiu os melhores arquitectos, pintores e escultores da sua geração, Cottinelli colocou todo o seu talento ao serviço desta iniciativa, criando uma das referências fundamentais do imaginário do Estado Novo, num compromisso entre o gosto moderno e a retórica convencional que a ocasião reclamava. Colaborador privilegiado de Pacheco desde então, foi encarregado dos projectos mais emblemáticas do regime: os planos da zona de Belém, do Santuário de Fátima e da Cidade Universitária de Coimbra. Ao mesmo tempo, em obras de menor escala, reelaborava referências ruralistas (colónia de férias da Praia das Maçãs, 1942-43; edifício de passageiros do apeadeiro da Curia, 1943-44) e continuava em busca de uma síntese entre a modernidade e as convenções da linguagem clássica (Standard Eléctrica, Lisboa, 1944-48). Eleito presidente do Sindicato Nacional dos Arquitectos (1945-48), Cottinelli assegurou a realização do I Congresso da classe sob o patrocínio do governo (1948). Contudo, garantindo a intervenção sem censura prévia dos profissionais em oposição ao regime, permitiu que o Congresso viesse a saldar-se numa inequívoca expressão de descontentamento colectivo e na afirmação de um novo ciclo da arquitectura portuguesa. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente um núcleo de cerca de 36 registos com informação textual, documental e iconográfica sobre imóveis ou conjuntos de imóveis projectados por este arquitecto. Os conteúdos desses registos tomaram como base, entre outros, a informação reunida no acervo documental do arquitecto, confiado à guarda do IHRU, que reúne 347 unidades arquivísticas, situadas num âmbito cronológico balizado entre 1916 e 1948, nas quais se integram: um conjunto de cerca de 372 documentos gráficos, entre desenhos técnicos, estudos e croquis; 3777 imagens fotográficas e 3 maquetas. Esta variedade de registos encontra-se associada a uma riqueza e diversidade de conteúdos, representativos das várias vertentes da actividade artística e técnica do seu autor nos domínios da Arquitectura, Ilustração, Artes Gráficas, Artes Plásticas e Cinema, entre outras. Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a sua obra, clique em: Estação Fluvial de Sul e Sueste, Lisboa; Edifícios de Passageiros da Estação Ferroviária de Tomar; Edifícios de Passageiros da Estação Ferroviária do Carregado; Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; Instalações da Standard Eléctrica , Lisboa; Sanatório Ferroviário das Penhas da Saúde, Covilhã; Cadeia Comarcã de Alenquer / Posto da GNR, Guarda Nacional Republicana; Estação Ferroviária de Vila-Real de Santo-António; Padrão dos Descobrimentos, Lisboa ;
ARQTº. COTTINELLI TELMO

COMO DO VELHO SE FEZ NOVO

terça-feira, 2 de Novembro de 2010
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, "Como do Velho se fez Novo - O Estado Novo e a criação da nova malha urbana e viária do mosteiro da Batalha", pelo Mestre Cláudio Oliveira, 4ª feira, 10 de Novembro, 15h00. RESUMO: Para melhor compreender a vila da Batalha e a actual envolvente do mosteiro de Santa Maria da Vitória, o presente trabalho pretende traçar o processo do imaginário e da criação da sua nova malha urbana e viária, que emergem, efectivamente, a partir da década de 1960. O estudo das discussões, dos projectos e das obras, numa relação nem sempre sequencial, permite-nos ilustrar o caminho longo, complexo, recheado de avanços e recuos, e que, a espaços, adquiriu um ritmo soluçante, de como o velho se fez novo. Quer a cadência das obras, quer o seu planeamento revestem-se de grande complexidade. Esta reside, nas combinações que os vários intervenientes desenharam entre si (locais e nacionais). As diferentes perspectivas em confronto conduziram à forja de uma nova vila de enquadramento ao mosteiro, que hoje podemos admirar. NOTA CURRICULAR: O Palestrante é licenciado em História (Ramo científico e ramo educacional) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (200-2005); Mestre em Recuperação do Património Arquitectónico e Paisagístico pela Universidade de Évora (2006-2009); colaboração na elaboração da monografia Seiva Sagrada. A Agricultura na Região de Alcobaça - Notas Históricas (2006).
COMO DO VELHO SE FEZ NOVO

NUNO TEOTÓNIO PEREIRA

quinta-feira, 28 de Outubro de 2010
 
O Arquitecto foi homenageado hoje, dia 28 de Outubro, pela Ordem dos Arquitectos, pelos seus 60 anos de carreira dedicada à arquitectura, urbanismo e habitação em Portugal. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA), tem à sua guarda o seu arquivo pessoal com o objectivo de o conservar e divulgar. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se a esta homenagem disponibilizando informação relativa ao Arquitecto, a qual poderá ser consultada neste "site", no sector "Sistemas de Informação / Fontes documentais". Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a sua obra, clique em: Forte de Nossa Senhora de Porto Salvo / Forte da Giribita, Oeiras; Casa de Francisco Barata dos Santos / Casa do Arqtº. Nuno Portas, Vila Viçosa; Real Fábrica de Panos da Covilhã / Museu de Lanifícios da Covilhã / Polo da Universidade da Beira Interior, Covilhã; Igreja de São Tiago / Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Lisboa; Edifício na Rua Braamcamp, n.º 9, esquina com a Rua Castilho, n.º 40 / Edifício Franjinhas, Lisboa; Edifício na Praça do Campo Pequeno, n.º 21, Lisboa; Edifício na Praça das Águas Livres n.º 8 e Rua Gorgel do Amaral n.º 1 / Bloco das Águas Livres, Lisboa; Paços do Concelho / Câmara Municipal de Lisboa; Teatro Taborda, Lisboa; Igreja Nova e Centro Paroquial de Almada / Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Almada
NUNO TEOTÓNIO PEREIRA

FRANCISCO CALDEIRA CABRAL

sexta-feira, 22 de Outubro de 2010
 
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA), tem à sua guarda o arquivo pessoal de Francisco Caldeira Cabral com o objectivo de o conservar e divulgar. Francisco Caldeira Cabral, foi o primeiro arquitecto paisagista português, nasceu em 26 de Outubro de 1908 e após a conclusão da licenciatura em Engenharia Agronómica em 1936, no Instituto Superior de Agronomia (ISA), rumou à Alemanha como Bolseiro do Instituto de Alta Cultura, tendo aí frequentado o curso de Arquitectura Paisagista da Faculdade de Agronomia do Institut Fur Gartengestaltung de Berlim, que concluiu em 1940, obtendo o título de Diplom-Gartner. Nesse mesmo ano é contratado como professor extraordinário pelo ISA e encarregado da regência da disciplina de Desenho Organográfico, passando, meses mais tarde, a leccionar também a disciplina de Construções Rurais. Autorizado pelo Conselho Escolar daquele instituto, inicia um ano depois, a título experimental, o Curso de Arquitectura Paisagista, o qual viria a ser reconhecido por Despacho Ministerial como Curso Livre e o seu regulamento aprovado em 1942. Três anos mais tarde, é contratado para o desempenho das funções de Professor Catedrático do Curso Livre de Arquitectura Paisagista, as quais desempenhou até 1975. Em 1953, cria no Instituto Superior de Agronomia o Centro de Estudos de Arquitectura Paisagista, do qual foi director. Entre 1951 e 1981, exerce a sua actividade de professor em vários cursos no estrangeiro: Estados Unidos da América, Alemanha e Espanha. Em Évora viria a leccionar de 1979 a 1982. Foi nomeado Doutor Honoris Causa pela University of Hannover (1971) e pela Universidade de Évora (1980). Em 1951 é convidado a inscrever-se como Membro Individual na International Federation of Landscape Architects (IFLA), tendo participado em vários congressos internacionais e integrado júris de concursos internacionais. Em 1957 propõe e é aceite por aclamação a filiação do Centro de Estudos de Arquitectura Paisagista na IFLA. É eleito vice-presidente da IFLA em 1958, e presidente entre 1962 e 1966, transferindo todo o seu secretariado para Lisboa em 1965. Continuou a sua actividade internacional ligada à IFLA como "past president desta federação, desempenhando também altos cargos noutras instituições estrangeiras. É autor de um elevado número de publicações nacionais e estrangeiras. Exerceu também actividade como profissional liberal desde 1940 até ao seu desaparecimento, em 10 de Novembro de 1992, em áreas como projecto, ordenamento e planeamento do território realizando também vários estudos e pareceres. Em 1988 é agraciado com a Grande Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA), destaca os seguintes registos de inventário de património arquitectónico correspondentes a obras de sua autoria, e que se encontram disponíveis on-line, em [L206]www.monumentos.pt[/L]: Quinta da Agrela, Santo Tirso; Parque D. Carlos I/Parque das Termas das Caldas da Rainha; Parque Municipal do Montijo; Estádio de Atletismo do Parque Desportivo do Jamor / Estádio do Jamor/Estádio Nacional, Lisboa; Jardim-Museu Agrícola Tropical / Jardim do Ultramar/Jardim Colonial, Lisboa; Jardim da Avenida Constantino Palha, Vila Franca de Xira; Jardim da Casa do Primo Madeira, Massarelos; Parque Municipal do Bombarral; Quinta de Subserra de João Guedes de Sousa, Vila Franca de Xira; Casa da Torre, Braga; Jardim da Quinta de São Pedro / Jardim de Carlos Amaral Netto, Santarém; Jardim da Quinta dos Arciprestes, Oeiras.
FRANCISCO CALDEIRA CABRAL

ESCULTOR LAGOA HENRIQUES

terça-feira, 19 de Outubro de 2010
 
No próximo dia 21 de Outubro, vai ser inaugurada na Fundação Liga em Lisboa, a exposição "Mestre Lagoa Henriques - Um percurso de vida", com uma mostra de obras plásticas e objectos pessoais. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se a esta homenagem disponibilizando informação relativa ao Mestre, a qual poderá ser consultada neste "site", no sector "Sistemas de Informação / Fontes documentais". Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a obra deste Escultor, clique em: Embaixada de Portugal, Brasília; Estátua de D. Sebastião, Esposende; Estação Fronteiriça de Vilar Formoso; Colégio dos Jesuítas, Gouveia; Hotel Ritz, Lisboa; Jardim do Príncipe Real, Lisboa; Tribunal de Comarca de Rio Maior; Casino Park Hotel, Funchal; Edifício da Caixa Sindical de Previdência do Distrito do Funchal.
ESCULTOR LAGOA HENRIQUES

TRIENAL DE ARQUITECTURA DE LISBOA

quinta-feira, 14 de Outubro de 2010
 
Foi inaugurada no dia 14 de Outubro a Trienal de Arquitectura de Lisboa. O Museu da Electricidade recebe vários projectos a partir de um repto lançado às escolas de arquitectura, desenvolverem um projecto arquitectónico para melhorar as condições de vida do Bairro da Cova da Moura. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se a esta importante exposição, que estará patente até ao dia 16 de Janeiro de 2011, destacando informação da ficha de inventário integrada no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) relativa a este Bairro: O bairro do Alto da Cova da Mouradeve o seu crescimento a uma localização privilegiada, onde se destaca por um lado, o factor de proximidade à capital e as boas acessibilidades criadas pelos grandes eixos viários (IC19, CREL e CRIL) e infra-estruturas ferroviárias e, por outro, ao conhecimento, por via familiar ou de relações de amizade, da existência de um espaço disponível para ocupação, numa época de grande pressão urbanística para a obtenção de local onde habitar. Quando a exploração agrícola na Quinta do Outeiro é abandonada no final da década de 50, surgem as primeiras casas, de construção em madeira, maioritariamente concentradas em dois núcleos: um junto à casa da quinta e constituído sobretudo pelos antigos trabalhadores; o outro no limite NE. próxima da antiga pedreira, nessa data já desactivada. Esta ocupação estava ainda associada a uma agricultura de subsistência que era exercida não só pelos habitantes das barracas situadas no terreno, mas igualmente por residentes dos bairros vizinhos onde muita da população tinha recentemente chegado da província. Na segunda metade dos anos 70, chegam os primeiros retornados e nessa altura o bairro sofre uma segunda fase de ocupação de proporções bem diferentes, uma vez que até essa data habitariam na área cerca de 360 pessoas. De facto o bairro começa por ser ocupado junto às principais acessibilidades, onde os novos moradores pagam à "comunidade agrícola" para libertar os terrenos e de imediato delimitam a "sua propriedade", dando início à construção. Com a constituição da Comissão de Moradores, em 1978, a abertura de ruas obedece a um plano da própria Comissão, que desempenha um papel importante na gestão dos terrenos e no controlo da dinâmica construtiva. Todos estes trabalhos foram realizados com o consentimento, e eventual colaboração, primeiro da Câmara Municipal de Oeiras, e mais tarde, aquando da constituição do Município da Amadora, da Junta de Freguesia da Buraca e respectivo Município. Posteriormente, a chegada em grande número de população de origem africana e a rápida passagem de informação sobre o bairro dá origem a uma ocupação intensa e algo desordenada, onde as habitações começam por ser de madeira e mais tarde de alvenaria de tijolo, com cérceas entre os dois e três pisos, que crescem gradualmente de forma a dar resposta à forte procura de habitação no bairro e que rapidamente se traduziu num situação de difícil controlo urbanístico, em muitos casos contrária às mais elementares regras de habitabilidade. A morfologia do terreno influenciou igualmente de forma evidente o sistema de circulação, nomeadamente na ligação ao exterior. Não obstante, as opções consagradas nem sempre se revelaram as mais adequadas, como por exemplo a tentativa de definir um sistema hierarquizado, de que o topónimo "rua principal" é o mais significativo sinal, o que obrigou uma pendente exagerada de grande parte das ruas. Refira-se que apesar deste esforço, cuja legibilidade se descortina em grande parte do núcleo, a sobreposição consecutiva das redes e das funções bem como a polivalência que foi sendo injectada no sistema de circulação, determinaram antes um sistema mais ou menos neutro. Os espaços exteriores de permanência são no essencial, a rua, o que traduz por um lado a condição de escassez de espaço que o bairro patenteia, mas ao mesmo tempo a notável flexibilidade e capacidade de acolhimento de um espaço central da vivência urbana. O ritmo de utilização de algumas das artérias do bairro são um sinal de adaptabilidade adquirida, muito embora se encontrem carências de toda a ordem. A que ressalta mais gritante tem a ver com a persistente ausência de variáveis como o mobiliário urbano, o tratamento paisagístico ou o desenho dos suportes. Quanto ao espaço preenchido e à sua consequência na definição da morfologia urbana há uma relativa homogeneidade tipológica que espelha de algum modo, os dois momentos distintos da apropriação do solo que tiveram lugar no bairro, no período de mais forte procura ou seja, logo após o 25 de Abril: a primeira ocupação consubstanciou-se na edificação de construções unifamiliares isoladas ou geminadas em lotes de reduzidas dimensões, com um espaço exterior privado mínimo mas ainda assim, muitas vezes reaproveitado para construir anexos; o segundo momento afirmou uma edificação desordenada, desalinhada, que configura um espaço exterior menos legível, onde aumenta o número de becos e ruelas e diminui os afastamentos entre os edifícios e por conseguinte, onde pioram condições de habitabilidade.
TRIENAL DE ARQUITECTURA DE LISBOA

INVENTÁRIO DE PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO

segunda-feira, 13 de Setembro de 2010
 
O IHRU tem o prazer de anunciar a realização do curso de "Inventariação de Património Arquitectónico", 2º edição: 25 a 29 de Outubro. OBJECTIVOS Baseando-se nos princípios e regras de inventariação preconizados no KIT01 - Património Arquitectónico Geral, é objectivo do Curso de Formação Inventariação de Património Arquitectónico dotar os formandos das ferramentas e conhecimentos teórico-práticos que lhes permitam reconhecer, identificar e documentar, de forma normalizada e técnica e cientificamente consistente, edifícios e estruturas construídas das mais diversas tipologias DESTINATÁRIOS 1. Agentes do património arquitectónico, públicos e privados, designadamente: proprietários, afectatários, gestores, utilizadores; 2. Organizações não-governamentais ligadas à salvaguarda e valorização patrimoniais; 3. Investigadores, professores e estudantes, especialmente nos domínios da Arquitectura, da Engenharia, da História, da História da Arte, do Património Cultural; 4. Cidadãos em geral. A produção, a gestão e a divulgação de inventários técnico-científicos de património arquitectónico, urbanístico e paisagístico são consideradas actividades essenciais de suporte ao reconhecimento, identificação, estudo, compreensão e "apropriação" desses objectos patrimoniais pelos indivíduos, comunidades e organizações e, bem assim, à sua gestão, salvaguarda e valorização. No quadro das suas atribuições nos domínios da salvaguarda e valorização do património arquitectónico, da reabilitação urbana e dos sistemas de informação patrimonial, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. (IHRU) e o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I.P. (IGESPAR), vêm publicando, desde 2008, KITS - Património, uma colecção de guias práticos de nível básico sobre inventariação de património arquitectónico, urbanístico e paisagístico São objectivos desta colecção: 1. Dotar os agentes do património cultural e os cidadãos em geral de instrumentos técnicos que os orientem e apoiem em acções de reconhecimento, identificação e documentação do "seu" património; 2. Promover a constituição de inventários patrimoniais tecnicamente consistentes de âmbito local e sectorial, e a sua utilização como ferramentas de apoio à salvaguarda e valorização; 3. Contribuir para a criação e o desenvolvimento de uma rede de informação patrimonial que garanta a transmissão e o intercâmbio de dados consistentes e com um grau aceitável de rigor entre sistemas de informação e documentação, bem como a sua divulgação junto dos diversos METODOLOGIA Aulas teóricas, num total de cerca de 15 horas, com o apoio de apresentações em MSPowerpoint e consulta da base de dados SIPA, disponível em www.monumentos.pt; exercícios práticos, num total de 15 horas, realizados na aula e no terreno, ambos com base em edifícios e estruturas construídas nacionais existentes. DURAÇÃO 30 horas - 5dias, de 2º a 6º feira, das 9.30 às 12.30 e das 14.00 às 17.00. DOCENTES Dra. Paula Noé Doutora Paula Figueiredo PREÇO 300€ - incluí manual do formando, uma cópia do KIT=01 Património Arquitectónico Geral e certificado de presença SECRETARIADO Para qualquer esclarecimento contactar: - Paula Figueiredo, tel. 219427780, AVFigueiredo@ihru.pt - Paula Noé, tel. 219427780, APNoe@ihru.pt Para descarregar a ficha de inscrição aceda a: www.portaldahabitacao.pt / notícias / curso de formação sobre Inventariação de Património Arquitectónico
INVENTÁRIO DE PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO

86º ANIVERSÁRIO DO ARQTº. JORGE VIANA

sexta-feira, 28 de Maio de 2010
 
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente o acervo pessoal do arquitecto Jorge Viana. Jorge Manuel Teixeira Viana nasceu a 9 de Junho de 1924, formando-se como Arquitecto em 1952, na Escola Superior de Belas Artes. Desde muito cedo, ainda como estudante, iniciou a sua actividade liberal colaborando com os Arquitectos Carlos Chambers Ramos e Carlos Manuel Oliveira Ramos. Desde então, destacou-se pela elaboração de vários projectos entre os quais: a Igreja da Tabaqueira, a Nova Igreja Paroquial de São Julião da Barra, em Oeiras, moradias particulares como a de Trigo de Negreiros, em Nova Oeiras, estalagens, mercados (Odemira, Vila Nova de Milfontes e Castro Verde), centros paroquiais, creches, lares de idosos (Misericórdia de Castro Verde), entre outros. Exerceu vários cargos na administração pública, entre 1960 e 1964, como arquitecto do Gabinete de Estudos da "Habitações Económicas - Federação de Caixas de Previdência, contribuindo na construção de vários blocos de habitação para os Bairros dos Olivais Sul e Amadora, Como membro independente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Oeiras integrou, entre 1974 e 1977, os Gabinetes de Planeamento e Recuperação de Clandestinos e desenvolveu projectos em vários domínios programáticos entre os quais se incluem os mercados de Queijas e Valeja, e os Planos de Intervenção Municipal em Zonas de Expansão Urbana do Concelho de Oeiras. Ainda no âmbito do planeamento urbano exerceu os cargos de Chefe dos Serviços Municipais de Habitação e Chefe do Gabinete de Recuperação de Clandestinos na Câmara Municipal da Moita, entre 1977 e 1983, centrando a sua actividade na elaboração de "projectos tipo" para a reconversão do Núcleo das "Arroteias" e delineando o projecto do Centro Paroquial da Moita do Ribatejo. Trabalhou ainda na área da consultadoria no âmbito da supervisão de arquitectura portuária como o porto de Aveiro, os edifícios dos Estaleiros Navais de Vila do Conde, os arranjos da margem Norte e doca da Figueira da Foz, e o parque desportivo de Angra do Heroísmo, no qual está incluído o estádio João Paulo II. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra informação relativa a Jorge Viana, a qual poderá ser consultada neste "site", no sector "Sistemas de Informação / Fontes documentais". Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a obra deste Arquitecto, clique em: Igreja da Tabaqueira, Sintra, Lisboa; Igreja da Misericórdia, Beja; Mercado Municipal , Beja; Bairro Social dos Olivais Sul, Lisboa; Estádio do Restelo, Lisboa.
86º ANIVERSÁRIO DO ARQTº. JORGE VIANA

O SIPA E O DIA DO MEIO AMBIENTE

terça-feira, 25 de Maio de 2010
 
No próximo dia 5 de Junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente decretado na Conferência de Estocolmo, convocada pelas Nações Unidas no ano de 1972. O IHRU, através do SIPA, encontra-se a desenvolver o Inventário da Paisagem Cultural em ambiente SIG. Este projecto de carácter técnico-científico consiste na criação e desenvolvimento de uma metodologia de inventário da paisagem, recorrendo às Tecnologias de Informação Geográfica (aplicadas no manuseamento, processamento, armazenamento e disponibilização da informação). Uma "paisagem" designa uma parte do território percebida como tal pelas populações, cujo carácter resulta da acção de factores naturais e/ou humanos bem como das suas inter-relações (Convenção Europeia da Paisagem). A Informação Geográfica tem, cada vez mais, uma importância acrescida para o suporte de decisões e gestão de problemas ambientais aos níveis local, regional, nacional e internacional. O acesso à informação permite a tomada de consciência (de forma generalizada) da situação actual e da sua evolução futura e, em última instância, promove e facilita a implantação no terreno de diversas formas de cooperação tendentes à minimização destes problemas. O SIPA, enquanto projecto interdisciplinar, visa, justamente, ser um importante contributo não só para a salvaguarda do património arquitectónico entendido numa perspectiva prolífica como parte estruturante da paisagem cultural, mas também para a modernização da Administração Pública Central (através da generalização das tecnologias de informação), como também para os cidadãos em geral, e outros agentes públicos e privados, com interesse ou competências nesta matéria. Na convergência do ano internacional da biodiversidade (2010) e no dia mundial do meio ambiente, o SIPA/IHRU pretende alertar para a necessidade de compreender e divulgar a riqueza dos valores bióticos existentes em Portugal remetendo o utilizador SIPA a seis fichas paisagem disponíveis on-line: Foz do Guadiana; "Beneficiando da especificidade do estuário e de uma cadeia trófica em equilíbrio, os factores bióticos encontram um meio ideal para o seu desenvolvimento..." Paisagem da Serra de Sintra; "As condições edafo-climáticas da serra de Sintra (resultantes do microclima, relevo e solo) permitiram o desenvolvimento de uma flora densa, diversificada e luxuriante. Contudo esta exuberância resultou sobretudo da acção humana, que modificou a paisagem..." Serra da Arrábida-Espichel; "Parque Natural da Arrábida (criado pelo Decreto-Lei nº 622/76 de 28 de Julho e reclassificado pelo Decreto Regulamentar n.º 23/98 de 14 de Outubro, mantendo o mesmo estatuto e criando o Parque Marinho - Resolução do Conselho de Ministros nº 141/2005, de 23 de Agosto: alarga os limites da Área Protegida, incluindo uma área mais extensa de Reserva Marinha). Rede de Reservas Biogenéticas do Conselho da Europa: "Serra da Arrábida" (área actualmente integrada no Sítio "Arrábida - Espichel" - rede Natura 2000. Protecção das arribas marinhas, espécies vegetais endémicas, a nidificação de aves e a preservação de icnofósseis no cabo Espichel"..."A vegetação da Arrábida encontra-se condicionada pelo seu clima específico e ainda pelo seu relevo, sendo uma das principais especificidades da serra e a principal razão para a criação do seu parque..." Litoral Alentejano e Vicentino; "Esta área integra o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e apresenta elevada biodiversidade. FLORA: território de vegetação diversificada devido aos vários ecossistemas aqui presentes, ocorrendo espécies de cariz mediterrâneo e atlântico. A singularidade da paisagem é atestada pela ocorrência de espécies endémicas raras..." Cerca do Antigo Convento dos Carmelitas Descalços da Província de Portugal / Mata Nacional do Buçaco; "Na mata do Buçaco, a vegetação autóctone já dispunha de características únicas (com uma baixa diversidade e um porte pouco frondoso), restando alguns vestígios desta floresta junto à Cruz Alta. Na floresta primitiva o predomínio seria de carvalhos (Quercus), pontuados por castanheiros (Castanea sativa), aveleiras (Corylus avellana), azereiro (Prunus lusitanica), entre outras. Embora seja difícil determinar o ano da introdução de espécies exóticas, diversos registos indicam que precede a fixação dos Carmelitas Descalços (1628)..." Paisagem da Ilha do Pico; "O património natural das ilhas açorianas é diversificado, sendo que das 1330 plantas vasculares e briófitos existentes nos Açores, 68 são espécies endémicas deste arquipélago..."
O SIPA E O DIA DO MEIO AMBIENTE

AS FESTAS DE LISBOA NO SIPA

sexta-feira, 21 de Maio de 2010
 
Até ao próximo dia 16 de Julho, Lisboa vai estar em Festa com inúmeros eventos tradicionais e contemporâneos. A Câmara Municipal de Lisboa (CML) oferece entradas gratuitas e diversas actividades ao longo destes meses, que se realizarão em inúmeros locais históricos da cidade. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se à comemoração destas festas destacando as seguintes fichas de inventário integradas no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) relativas a espaços junto dos quais os referidos festejos irão ocorrer. Para as consultar clique em: Castelo de São Jorge; Cinema São Jorge; Museu do Fado e da Guitarra Portuguesa; Edifício da Sociedade Nacional de Belas Artes; Fábrica do Braço de Prata; Chapitô (antigo Colégio de São Patrício); Museu da Cidade (Antiga Casa da Quinta da Pimenta); Sé de Lisboa; Goethe Institut (Antigo Palácio Valmor); Teatro Municipal de São Luiz>; Teatro Nacional de D. Maria II>; Praça do Comércio>.
AS FESTAS DE LISBOA NO SIPA

RIBEIRO TELLES REALIZA 88º ANIVERSÁRIO

sexta-feira, 21 de Maio de 2010
 
Gonçalo Ribeiro Telles nasceu a 24 de Maio de 1922, formando-se como Engenheiro Agrónomo e Arquitecto Paisagista em 1952, no Instituto Superior de Agronomia (ISA). Pertence, juntamente com Manuel Azevedo Coutinho, António Viana Barreto e Ilídio de Araújo, entre outros, à primeira geração de Arquitectos Paisagistas formados no Curso Livre de Arquitectura Paisagista criado por Francisco Caldeira Cabral. A sua longa carreira, de mais de 50 anos, passou pelo ensino, no ISA e Universidade de Évora, onde, em 1994, foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa, continuando, após esta data a leccionar nesta instituição como professor convidado e orientando vários trabalhos para obtenção dos graus de licenciatura, mestrado e doutoramento sendo, ainda, o responsável por mais de 114 publicações. Fundador e Dirigente do Partido Popular Monárquico (PPM), ocupou altos públicos, nomeadamente os de Sub-secretário e Secretário de Estado do Ambiente, do 1º ao 4º e 6º Governos Provisórios, de Ministro de Estado e da Qualidade de Vida do 8º Governo Constitucional, de Deputado do PPM, de Vereador da Câmara Municipal de Lisboa e Fundador e Dirigente do Partido da Terra. Da sua passagem pelos Governos destaca-se legislação proposta e aprovada no âmbito da defesa da paisagem e do ambiente, encontrando-se, entre outros diplomas: os Planos Regionais de Ordenamento do Território (Dec. Lei 388/83), a Reserva Ecológica Nacional (Dec. Lei 321/83) e a Reserva Agrícola Nacional (Dec. Lei 451/83). A par do exercício da profissão liberal que ainda mantém, exerceu funções de Arquitecto Paisagista na Câmara Municipal de Lisboa, entre 1953 e 1960, e no fundo de Fomento da Habitação, onde dirigiu o sector de Planeamento Biofísico e Espaços verdes. Em 1975 é-lhe atribuído, em conjunto com António Viana Barreto, o Prémio Valmor, pelo Projecto do Parque da Fundação Calouste Gulbenkian. Presidente da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) entre 2001 e 2005, desempenha agora, nesta associação, as funções de Presidente da Mesa da Assembleia Geral e da Comissão de Avaliação. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra informação relativa a Gonçalo Ribeiro Telles, a qual poderá ser consultada neste "site", no sector "Sistemas de Informação / Fontes documentais". Para consultar algumas fichas de inventário relacionadas com a obra deste Arquitecto Paisagista, clique em: Palácio de Mateus; Pousada de Santa Bárbara; Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge; Capela de São Jerónimo; Museu de Marinha / Planetário Calouste Gulbenkian; Quinta dos Marqueses de Fronteira; Jardins da Urbanização Nova Oeiras; Jardim do Rossio.
RIBEIRO TELLES REALIZA 88º ANIVERSÁRIO

O AQUEDUTO DAS FRANCESAS

sexta-feira, 14 de Maio de 2010
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, A Rua das Mães d' Água e o Aqueduto das Francesas - o contributo do SIPA em Projectos de Reabilitação Urbana, por Ana Paula Figueiredo e Teresa Ferreira, 4ª feira, 19 de Maio, 15h00. RESUMO: A influência do Aqueduto das Francesas, subsidiário do Aqueduto das Águas Livres, no projecto do Plano Integrado do Zambujal. A inventariação como factor de sustentação da reabilitação do bairro do Zambujal. A interligação e o equilíbrio na coexistência entre um Monumento classificado e um bairro social. Análise histórica e construtiva do Aqueduto das Francesas, com os seus respectivos componentes - minas, clarabóias e respiradouros. Ana Paula Figueiredo- Doutorada em Arte, Património e Restauro; Professora de História da Arte na Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra. Técnica de Inventário de Património Arquitectónico DGEMN / IHRU; Teresa de Deus Ferreira - licenciada em Arquitectura; Mestrado em Construção do Instituto Superior Técnico; Técnica de Inventário de Património Arquitectónico DGEMN / IHRU.
O AQUEDUTO DAS FRANCESAS

OS MUSEUS NO SIPA

sexta-feira, 14 de Maio de 2010
 
No próximo dia 18 de Maio assinala-se o Dia Internacional dos Museus, este ano tendo como tema central "Museus e Harmonia Social" Os Museus e Palácios do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), assim como da Rede Portuguesa de Museus (RPM) oferecem entradas gratuitas, visitas guiadas e diversas actividades nos dias 16 e 18 do corrente mês. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se à comemoração deste dia destacando os seguintes registos de informação integrados no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) em [L206]www.monumentos.pt[/L]: Museu do Abade de Baçal; Museu da Cerâmica; Museu da Guarda; Museu da Terra de Miranda; Palácio Nacional de Queluz; Museu Nacional de Arte Antiga; Museu Nacional do Azulejo; Palácio Foz; Museu Nacional do Teatro; Museu Nacional dos Coches; Paço dos Duques de Bragança; Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves; Museu de Arte Sacra de Penafiel.
OS MUSEUS NO SIPA

ARQUÉTIPOS DA ORDEM

sexta-feira, 30 de Abril de 2010
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, Arquétipos da Ordem, pela Arqtª. Paisagista Maria Celeste d'oliveira Ramos, 4ª feira, 5 de Maio, 15h00. RESUMO: A partir de imagens, e poucas palavras, fala-se da "Beleza como Esplendor da Ordem" manifestada no Céu e no Mar, no Planeta e seus habitantes da flora e fauna, ou no corpo humano, a mesma a Lei do universo desde a escala maior da galáxia, à micro escala de um grão de polén ou de uma gota de água, passando pela dimensão "inteligente" de todos os reinos, e mesmo pela inteligência emocional sobretudo do reino animal Os mesmos arquétipos de todas as coisas, mas sendo que a Mente Humana, quando "passa ao lado" da Lei que governa o Todo e as Partes, leva a que se transforme a Casa que Habita, o Planeta, e quem nele habita, em desordem que provoca dor à vida de todos os seres viventes e aos seus habitats. NOTA CURRICULAR: A Palestrante é Engª. Agrónoma, Engª Silvicultora e Arqtª. Paisagista, foi representante de Portugal na ECO 92 (NY) e na ONU (Genézve) do GT Agricultura Ambiente da ONU, tanto do Ministério do Ambiente como da Agricultura; Prémio Leopardo de Ouro para cenário de exterior de filme português "O BOBO" de José Álvaro de Morais; seleccionada de entre 63 equipas para o Projecto de Reabilitação do Martim Moniz (1981), proposta pessoal e isolada do Plano de Sines 1977 (1ª revisão) e 2ª revisão 1983; 37 artigos sobre "A CIDADE" para o BLOG de arquitectura www.infohabitar.blogspot.com., colaboração com ateliers privados de arquitectura para execução de projectos de jardins para Habitação Social entre eles o P.I.A. (projecto de integração de Almada), representante desde 1999 da Associação Profissional (APAP) no júri do Prémio de Construção Nova (PER) do INH, desde 2007 membro de Júri IHRU (construção Nova e Reabilitação Urbana) dos prémios construção e reabilitação integrados, escrito "o meu bairro é uma cidade dentro da Cidade publicado nos Cadernos Técnicos do LNEC, artigo "A Pele da TERRA, em comemoração do ano mundial da Terra 2008 - para publicação na Revista Especial, lições na Universidade Nova no Curso de Sociologia para alunos e professores sobre "A ÁRVORE no Espaço Urbano", aula na Faculdade de Ciências da Universidade Técnica de Lisboa a convite da Drª Tereza Azevedo, para alunos e formandos em arqueologia sobre o tema "Pedologia", etc
ARQUÉTIPOS DA ORDEM

ALUNOS DO INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO VISITAM O FORTE DE SACAVÉM

sexta-feira, 23 de Abril de 2010
 
No próximo dia 5 de Maio o Forte de Sacavém receberá uma visita de estudo de 45 alunos do 4º ano do Mestrado Integrado em Arquitectura, no âmbito da disciplina de "Teoria da Conservação. A visita terá como objectivo conhecer o projecto de arquitectura de adaptação do Forte a Arquivo, o importante acervo documental sobre o Património Nacional, sua preservação e conservação.
ALUNOS DO INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO VISITAM O FORTE DE SACAVÉM

ALUNOS DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE VISITAM O FORTE DE SACAVÉM

sexta-feira, 23 de Abril de 2010
 
No próximo dia 3 de Maio o Forte de Sacavém receberá uma visita de estudo de 13 alunos da licenciatura em Arquitectura Paisagista, no âmbito da cadeira "História da Arte dos Jardins II". A visita terá como objectivo conhecer o Inventário do Património Paisagístico e os respectivos espólios, a Biblioteca e os Departamentos de conservação preventiva de documentos gráficos e de fotografia.
ALUNOS DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE VISITAM O FORTE DE SACAVÉM

ABERTURA AO PÚBLICO DO FORTE DE SACAVÉM

segunda-feira, 12 de Abril de 2010
 
DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS 18 DE ABRIL DE 2010 (DOMINGO) O SIPA associa-se à comemoração deste dia, cujo tema estruturante este ano é "O Património Agrícola" com o objectivo de ampliar a consciência pública sobre a diversidade do Património e chamar a atenção sobre a sua vulnerabilidade e os esforços necessários no tocante à sua salvaguarda e conservação. A participação do SIPA (Sistema de Informação para o Património Arquitectónico) nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, tem por objectivo mostrar, ao público em geral, mas também especializado, o Forte de Sacavém bem como as actividades desenvolvidas na Inventariação e Salvaguarda do património arquitectónico e da paisagem no qual se inclui o Património Agrícola. O SIPA conta ao momento com c. de 600 registos de edifícios e estruturas construídas de tipologia funcional agrícola, entre eles: regiões de produção vitivinícola demarcada; escolas agrícolas e laboratórios de investigação agrária; herdades, quintas de produção, montes, granjas e casais; marcos de produção; adegas, espigueiros, sequeiros, celeiros, canastros, silos, tulhas, palheiros, cubas e cabanais; eiras, azenhas, moagens, moinhos, lagares e pisões; fojos; coudelarias, cavalariças, aviários, vacarias, cabris, estábulos, malhadas, ovis, pocilgas, capoeiras, coelheiras, pombais e falcoarias; apiários; brandas, abrigos, cabanas, chafurdões, choças e safurdas; forjas; queijarias e fumeiros; sistemas de contençãoe depósito, adução, condução, elevação, extracção e distribuição de água associados à actividade agrícola, como açudes, caldeiras, represas, tanques, caleiras, levadas, aquedutos, sistemas de rega, noras, picotas, cegonhas, poços, etc.. Para o dia 18 de Abril, será realizada uma visita guiada pelas 10:00h ao Forte de Sacavém onde se irá mostrar a sua estrutura arquitectónica mostrando e explicando a construção e adaptação do edifício que serve de instalação física ao SIPA, com ênfase na sua história, arquitectura e restauro como exemplo de preservação do património. Durante o percurso será feita visita à sala multimédia onde se fará uma demonstração do SIPA na sua vertente Internet. Nº Telefone para informações e inscrições: 219427780 /81 (Dr. João Paulo Machado; Dr. João Nuno Reis) Forte de Sacavém (Reduto do Monte Cintra) Rua do Forte Monte Cintra 2685 Sacavém (junto ao Museu de Cerâmica de Sacavém) Horário: 10.00 Horas Breve descrição: Visita guiada ao Forte de Sacavém, mostrando e explicando a construção e adaptação do edifício que serve de instalação física ao Sistema de informação para o Património Arquitectónico, e demonstração do SIPA na sua vertente Internet. Público-alvo: Público em geral mas também especializado nas áreas da Arquitectura, Urbanismo e Salvaguarda e Conservação do Património. Organização: Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana I.P.
ABERTURA AO PÚBLICO DO FORTE DE SACAVÉM

ARQTº. JOÃO VASCONCELOS ESTEVES

segunda-feira, 22 de Março de 2010
 
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente o acervo pessoal do arquitecto Vasconcelos Esteves, constituído por um núcleo de 727 unidades arquivísticas que reúnem documentação gráfica, fotográfica e textual produzida entre 1946 e 2004. Nele inscrevem-se 2.055 espécies fotográficas (1.242 provas, 805 negativos, 8 diapositivos), 8.214 desenhos técnicos, esboços e esquiços, 676 pastas com documentação textual, 1.104, objectos, 3 maquetas e 1 documento electrónico. A esta variedade de registos corresponde uma não menos diversa riqueza de conteúdos, representativos das várias vertentes da actividade artística, científica e técnica do seu autor nos domínios da Arquitectura e Urbanismo. No dia 22 de Março celebra-se o nascimento do arquitecto João de Barros e Vasconcelos Esteves. Trata-se de um arquitecto cuja produção se tornou marcante no quadro da arquitectura contemporânea portuguesa. Nota Biográfica João de Barros e Vasconcelos Esteves, nascido em Lisboa a 22 de Março de 1924, frequenta o curso superior de Arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa até 1951 e obtém o diploma de arquitecto no concurso de 1952, com uma proposta de "Residência para Estudantes da Escola de Belas Artes" e a média final de 17 valores. Em 1952, o recém-formado arquitecto é contratado pela Comissão das Construções Hospitalares (CCH) do Ministério das Obras Públicas (MOP), para a qual projecta, até 1959, os hospitais sub-regionais de Torre de Moncorvo, Sernacelhe e Penela da Beira, a remodelação e ampliação do Hospital de São Marcos em Braga (novo pavilhão de internamento, bloco operatório, lavandaria e central térmica, 1954-1959) e a remodelação do Hospital de Santa Marta em Lisboa (serviços de Medicina Torácica). Para a mesma comissão mas já em regime de profissão liberal, desenvolverá mais tarde os projectos do Hospital Regional de Portalegre (hoje Hospital Doutor José Maria Grande) e das respectivas instalações complementares (pavilhões do Hospital de Dia e Psiquiatria, Pessoal, Anatomia Patológica e Portaria), entre 1965 e 1974 (remodelado com projecto do mesmo em 1994), consolidando uma especialização crescente na arquitectura para os programas hospitalares e assistenciais. Para a Direcção-Geral das Construções Hospitalares, organismo sucessor da CCH no MOP, realiza a Escola e Lar de Enfermagem de Portalegre, entre 1969 e 1972, e o projecto geral do Hospital Regional da Horta, entre 1975 e 1981. A sua experiência neste domínio prolonga-se nos projectos de ampliação da Escola de Enfermagem de São Vicente de Paulo em Lisboa (1973-1976), do Centro de Saúde das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo em Fátima (1974-1985), e da Creche e Jardim de Infância da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental na R. Carlos Mayer n.º 4 em Lisboa (1975). O ano de 1953 marca o início da relação profissional com os arquitectos Manuel Laginha e Pedro Cid, que se fortalecerá no estabelecimento de um forte vínculo de amizade entre famílias e na partilha de um escritório comum. Este é o ano de arranque do grande projecto do conjunto de blocos de habitação na Av. dos Estados Unidos da América, para a Câmara Municipal de Lisboa, desenvolvido com Laginha e Cid e realizado até 1961, merecedor do Prémio Municipal de Arquitectura de 1957. Por encomenda da mesma câmara e no mesmo escritório, dirige a partir de 1958 os estudos de reajustamento, loteamento, ajardinamento e projecto de arquitectura dos blocos de habitação na Célula A do novo bairro dos Olivais (Norte), conhecidos como "Tipo Y" e concretizados em 22 unidades ao longo da R. Alferes Barrilaro Ruas, até 1960. Nestes projectos de habitação em grande escala, Vasconcelos Esteves concretiza a experiência teórica desenvolvida, ainda enquanto tirocinante, nos concursos públicos de projectos para bairros económicos, promovidos pela Federação das Caixas de Previdência - nos quais obtivera, em equipa com os arquitectos Pedro Cid e Celestino de Castro, o 3.º prémio em 1951 e o 1.º prémio em 1952. Campo privilegiado de experimentação da arquitectura e do urbanismo do Movimento Moderno, o programa de habitação multifamiliar inserida em novos troços de cidade permite ao arquitecto, tanto nas propostas quanto nas realizações, a exploração dos novos mecanismos do habitat e das suas implicações sociológicas, e a formalização dos princípios modernos numa arquitectura afirmadamente contemporânea e diferenciada - veja-se, por exemplo, os volumes, o sistema de acessos e a articulação dos fogos nos blocos de planta em "Y" dos Olivais. Respondendo a outro programa essencial da prática arquitectónica sua contemporânea, Vasconcelos Esteves vence em 1955, em equipa com o arquitecto Eduardo Hilário e o tirocinante Luís Alçada Baptista, o concurso para o anteprojecto de uma Escola Técnica Elementar a erguer no Porto, promovido pela Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário do MOP. A então baptizada Escola Clara de Resende é concluída em 1959. Três anos depois, por encomenda da Câmara Municipal de Santarém, o arquitecto desenha a Escola Primária de Salvador, no centro da cidade, pronta em 1967. No escritório que partilha com Manuel Laginha e Pedro Cid assina, a sós e em parceria com estes arquitectos, diversos projectos para habitação multifamiliar de rendimento, de promoção privada, tanto no centro quanto na periferia de Lisboa. São deste período os projectos de urbanização, edifícios e equipamentos da Quinta da Várzea e do Outeiro, em Palhais, Barreiro (1959-1961, com Pedro Cid), e do conjunto urbano da Rebelva, Carcavelos (1960-1970); bem como inúmeros prédios situados nas Avenidas "Novas" estruturantes e referenciais no tecido urbano da cidade. Ainda no contexto da cidade, mas para o sector dos serviços, é responsável pelos projectos do Hotel D. Carlos na Av. Duque de Loulé n.º 121 (1961-1968), da torre de escritórios e instalações dos CTT na Av. da República n.º 18 (1970-1975), da sede da Associação dos Empreiteiros e Construtores de Obras Públicas do Sul na Av. João Crisóstomo n.º 51-53 (1980) e da agência do Banco Nacional Ultramarino em Campo de Ourique. Para esta instituição bancária projecta também as delegações de Faro, Chaves e Almodôvar. O trabalho conjunto de Vasconcelos Esteves com Laginha e Cid é igualmente marcado por um número significativo de importantes projectos não realizados, de entre os quais se destacam: o Hotel da Praia Nova (1961-1967) e o Balneário para a Fonte Santa (1962-1965), ambos em Quarteira; os conjuntos urbanos da Quinta da Granja de Cima em Lisboa (com Pedro Cid e Fernando Torres) e da zona a sul da Av. Nun'Álvares em Almada (1961); o Plano de Pormenor da área de Santa Isabel em Lisboa (com Fausto Simões); os prédios na R. Miguel Pais e R. Conselheiro Serra e Moura no Barreiro (1962-1968); o Centro Turístico da Guia, Cascais (1963-1973, com Manuel Laginha); o Hotel de 2.ª Classe em Armação de Pêra (1964-1967); e o Conjunto Turístico em Alporchinhos, Lagoa (1965-1976, com Laginha e Fausto Simões). Em Maio de 1959, inicia uma colaboração duradoura com a Sociedade Nacional de Estudos e Financiamento de Empreendimentos Ultramarinos (SONEFE), inicialmente chefiando o Gabinete de Arquitectura da empresa e, a partir de 1963, como consultor da mesma. Nestas funções, desenvolve projectos entre Lisboa, Angola e Moçambique, nomeadamente no âmbito do aproveitamento hidroeléctrico do rio Cuanza em Cambambe, Angola - arranjo urbanístico do bairro residencial e das instalações industriais (1960), centro social provisório 1961, edifício do posto de comando da central hidroeléctrica (1962-1971), central subterrânea (com o gabinete técnico da Companhia Hidroeléctrica do Zêzere), capela e escola primária (1962), cine-teatro ao ar livre, posto hospitalar, cooperativa e casa de pessoal (1969), centro social definitivo, escola e conjunto de habitação para trabalhadores (1973). Ainda para Angola projecta a subestação eléctrica de Lobito (1959) e o edifício de comando da subestação de Luanda II (1961-1963), ao mesmo tempo que desenvolve, na actual Maputo, Moçambique, os projectos da subestação eléctrica (1959), da Central Térmica II (1963-1966, com o arquitecto Manuel Crespo e o gabinete técnico da MAGUE) e do arranjo urbanístico do bairro residencial e das instalações industriais da SONEFE. A especialização atingida no programa das grandes infra-estruturas hidroeléctricas justifica ainda a consultadoria técnica prestada, entre 1966 e 1973, à Companhia Hidroeléctrica do Zêzere para o projecto do aproveitamento do rio Tejo no Fratel, Vila Velha de Ródão, inaugurado em 1974. No sector da indústria pesada, participa na equipa de coordenação do projecto de ampliação das instalações da Siderurgia Nacional no Seixal, entre 1982 e 1983, não concluído. Vasconcelos Esteves experimenta a actividade docente universitária, como assistente do 4.º grupo dos cursos superiores de Arquitectura, Pintura e Escultura da ESBAL, num primeiro momento (1967-1971), e como regente do 4.º grupo do curso superior de Arquitectura da mesma escola, entre 1971 e 1975. Neste ano regressa à Direcção-Geral das Construções Hospitalares para dirigir as equipas de projecto então ali criadas, servindo a instituição até 1981, ano em que entra em licença ilimitada. Como profissional liberal, vai elaborando numerosas propostas para moradias disseminadas por todo o país (Quinta do Lago, Coruche, São Martinho do Porto, Santarém, Atalaia, Amora, Azeitão, Luz de Lagos, Cruz Quebrada, Magoito, Sintra, Mafra) e para empreendimentos residenciais turísticos (Sesimbra, Porto de Mós, Praia das Maçãs). O percurso do arquitecto no serviço público é retomado em 1986 quando é nomeado, após convite do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, coordenador do Gabinete Técnico Local de Alfama para o processo de reabilitação urbana daquele bairro da capital e, a partir de 1990, director do Departamento de Reabilitação Urbana da Colina do Castelo (que englobou os gabinetes técnicos locais de Alfama e Mouraria e o Grupo de Trabalho da Colina do Castelo). Desenvolve então intensa actividade na coordenação, implementação e acompanhamento de intervenções, intercâmbio de experiências e apresentação de resultados em fóruns nacionais e internacionais, especializando-se nos processos de reabilitação de núcleos históricos a partir da acção directa sobre a área central de Lisboa. Nota sobre o arquivo pessoal e espólio do arquitecto Vasconcelos Esteves O trabalho de pré-inventariação já realizado permitiu identificar, de imediato, documentação referente a alguns projectos e obras para entidades públicas assim como para clientes privados, destacando-se empreendimentos como: " "Hospital Distrital da Horta", Direcção-Geral das Construções Hospitalares, 1979; " "Olivais - Célula A: blocos de habitação - projecto", Câmara Municipal de " Lisboa/Gabinete de Estudos de Urbanização, 1960; " "Projecto do Hospital Regional de Portalegre: hospital de dia e psiquiatria", Comissão das Construções Hospitalares, 1966-1971; " "Escola de Enfermagem de Portalegre", Ministério da Habitação e Obras Públicas / Direcção-Geral das Construções Hospitalares, 1973; " "Remodelação parcial do hospital Distrital de Portalegre para instalação de uma nova unidade Cirúrgica Ambulatória e um serviço de Medicina Fisica e Reabilitação", Direcção-Geral das Construções Hospitalares, 1995-1997; " "Projecto de prédios de habitação para a Av. Estados Unidos da América", 1955; " "Proposta para a elaboração dos projectos para quatro blocos de habitação na Av. Dos Estados Unidos da América (troço Av. Rio de Janeiro - Av. do Aeroporto)", 1958; " "Torre de escritórios e instalações dos CTT, Correios e Telecomunicações de Portugal, Av. da República, nº 18 e Av. João Crisóstomo", GESTIM - Sociedade de Insvestimentos e Gestão, 1970-1975; " Vários projectos para a empresa SONEFE S.A.R.L. em Angola e Moçambique, 1959-1973; " "Edifício de habitação no Gaveto da Av. Da República, nº 85 com a Rua Júlio Dinis", requerente Maria del Consuelo Mera Benito Garcia, 1965-1983; " "Casa Provincial dos Missionários da Consulata, Instalações na Quinta dos Serrões, Olivais Norte", requerente Casa Provincial dos Missionários da Consulata, 1985-1989; " "Projecto de remodelação de prédio de rendimento na Costa do Castelo, nº 45-47, Lisboa", RENTIFIX - Investimentos Industriais e Administração, S.A.R.L., 1973-1978; " "Projecto do Hotel Dom Carlos" no nº 121 da Av. Duque de Loulé e "Estudo de ampliação do Hotel Dom Carlos" na Av. Duque de Loulé nº 127 ao nº 172 na Rua Rodrigo Sampaio, Companhia de Investimentos Hoteleiros Dom Carlos, S.A.R.L., 1951-1968; " "Projecto de uma moradia a construir no Monte de Lemos na Freguesia da Luz, Algarve por Prof. Dr. Reinhhard Purschke / Prof. Manfred Korte", 1984-1987; " Unidade Hoteleira e aldeamento Turístico, localizado na Praia das Maças, freguesia de Colares, Sintra", pertença de Consuelo Mera de Benito Garcia e José António Benito Garcia, 1981-1985; " "Projecto de uma moradia no local de Matos Gaviões, Atalaia, Algarve para Maria da Luz Ferreira Leitão", 1979-1991. O acervo pessoal do arquitecto contempla, ainda, a sua biblioteca, que é constituída por 305 monografias, 562 fascículos de publicações periódicas, 1.180 catálogos, 53 postais e 4 posters. Esta documentação cobre maioritariamente os domínios da Arquitectura, Urbanismo e do Design e foi editada em diversos países europeus.
ARQTº. JOÃO VASCONCELOS ESTEVES

DIAS MUNDIAIS DA ÁRVORE E DA FLORESTA

quarta-feira, 17 de Março de 2010
 
O SIPA associa-se à comemoração das efemérides publicando um excerto de um texto do Professor Gonçalo Ribeiro Telles alusivo ao tema: " A árvore, para além de exprimir os ritmos do tempo e o correr das estações, é o símbolo da vida e, como tal exaltada, por poetas, sinal de lugar e ambientes. A árvore isolada ou constituindo matas, montados, olivais, sebes e debruando as margens dos rios e ribeiras, está presente em todas as paisagens tradicionais portuguesas desde as de socalcos no Minho às de colinas e planícies meridionais do Alentejo, quer ocupando os solos mais pobres, as encostas mais declivosas, compartimentando os campos mais férteis, ensombrando as pastagens do sul, protegendo as margens dos cursos de água e as nascentes e protegendo a costa do avanço das areias. Também nas cidades, desde ensombrando as carreiras dos terrenos de feira, as avenidas e alamedas, os jardins e parques públicos, os quintais e jardins privados, está presente desde há muito. Só agora, a impermeabilização dos quintais (logradouros) e a redução do espaço público a áreas meramente residuais, consequência da máxima densidade das construções e do traçado omnipresente das infra-estruturas viárias, vem expulsando a árvore da cidade... As árvores são elementos essenciais da biodiversidade da paisagem, sem os quais a viabilidade ecológica dos sistemas de vida de que depende a sociedade humana (humanidade) não é possível. Também na composição arquitectónica dos espaços da grande paisagem e nos que dizem respeito ao quotidiano, quer naqueles onde domina a natureza viva, quer nos limitados por edifícios, a árvore desempenha um papel estético que não se coaduna com o simplesmente decorativo que, por vezes, lhe pretendem atribuir por terminologia imprópria mas, infelizmente, bastante divulgada: arborização paisagista, paisagismo, vegetalização, com que se pretende substituir e diminuir a importância daquilo que são verdadeiramente projectos de Arquitectos Paisagistas indispensáveis na organização, formalização, gestão e traçado do ordenamento de território que não deve desconhecer a importância da criação da paisagem. Reconhece-se hoje o valor da árvore, quer como matéria-prima da economia industrial, quer como elemento fundamental do espaço natural, ou melhor, daquele onde impera a vida em toda a sua complexidade de formas e relações. No entanto, como elemento estruturante da paisagem, tanto nos espaços rurais, como na cidade, do qual depende, em muito, a melhor circulação do ar e da água e a sua qualidade e a fertilidade dos campos, não é considerada. Nas diferentes políticas económicas e sociais tal papel não é reconhecido." Gonçalo Ribeiro Telles e Francisco Caldeira Cabral, A Árvore em Portugal, Lisboa: Edição Assírio e Alvim, 1999, pp 10-12
DIAS MUNDIAIS DA ÁRVORE E DA FLORESTA

LINHAS DE DEFESA A NORTE DE LISBOA

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, "Linhas de defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular", por José Paulo Berger, 4ª feira, 27 de Janeiro, 15h00. Resumo: 1. O contexto histórico que levou à Guerra Peninsular; 2. O conceito de Wellington para a defesa de Portugal; 3. A invasão de Masséna e as Linhas de Defesa de Lisboa; 4. O levantamento e a escolha das posições defensivas e localização das obras militares; 5. A Engenharia Militar e a preservação do Património das linhas de Defesa de Lisboa; 6. Conclusões. Nota Curricular do Palestrante: Engenheiro Militar, Tenente-Coronel do Exército; Licenciado em Ciências Sócio-Militares, pela Academia Militar; Pós graduado em Museologia e Museografia pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa; Chefe da Repartição de Planeamento e Gestão do Património e do Gabinete de Estudos Arqueológicos da Engenharia Militar da Direcção de Infra-Estruturas do Exército; Membro da Ordem dos Engenheiros, da Sociedade de Geografia de Lisboa e do International Council of Museums.
LINHAS DE DEFESA A NORTE DE LISBOA

FARIA DA COSTA NO SIPA

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
 
João Guilherme Faria da Costa nasceu em Sintra, em 1906. A sua formação em Arquitectura, cumprida em 1936 na Escola de Belas Artes de Lisboa, foi completada no Institut d'Urbanisme de l'Université de Paris, onde obteve, em 1935, o diploma de urbanista com a apresentação de uma proposta para o Plano de arranjo, embelezamento e extensão da cidade da Figueira da Foz, publicada dois anos depois na revista Arquitectura Portuguesa (nº 31, Out. 1937). A actividade profissional de Faria da Costa ficou fortemente associada à renovação do espaço urbano em Portugal, durante as décadas de 30 e 40, reconhecendo-se, nas suas propostas, a influência dos valores howardianos da cidade-jardim, os modelos espaciais da escola do urbanismo alemão e o legado moderno dos princípios estruturadores da Carta de Atenas. Desenvolveu um extenso e pioneiro trabalho de pesquisa tipológica para a cidade de Lisboa, prolongando os estudos já encetados por Donat-Alfred Agache e Étienne de Gröer, figuras referenciais do urbanismo internacional, que exerceram uma acção determinante no domínio do planeamento em Portugal e com quem o jovem arquitecto teve oportunidade de conviver e trabalhar durante a sua estadia em Paris e, posteriormente, em Lisboa, nomeadamente na definição do Plano Geral de Urbanização e Expansão de Lisboa, entre 1938 e 1948. Em 1938, integrou os Serviços da Câmara Municipal de Lisboa, partilhando gabinete com os arquitectos Keil do Amaral e Inácio Peres Fernandes, no âmbito do qual delineou, durante a década de 40, novas conceptualizações formais e espaciais para os bairros da Encosta da Ajuda (PT031106320819) e Alvalade. O Plano da Zona Sul da Avenida Alferes Malheiro (Alvalade), datado de 1945, é referenciado como uma das suas principais e mais notáveis propostas, pelo modo como conciliou o programa habitacional, tipológica e socialmente diversificado, com os serviços e pequenas indústrias, dentro de uma estratégia de ocupação organizada por células. Entre as intervenções desenvolvidas à escala urbana podemos, ainda, sublinhar: os Planos de Urbanização desenvolvidos em parceria com Miguel Jacobetty para Portalegre (1939-1942), Monte de Santa Luzia (1939), Funchal (1959) e Costa da Caparica (1947) publicado na revista Arquitectura no mesmo ano; ou os Planos de Urbanização, delineados em 1948 com Etienne de Gröer, para a Figueira da Foz, Alcobaça, Chamusca, Pombal. Foi ainda responsável pela definição dos primeiros planos estratégicos destinados a grandes áreas de expansão, como o Plano da Faixa Marginal do Tejo (que abrange as áreas de Moscavide a Vila Franca; e do Seixal ao Montijo), ou o Plano para o Concelho de Almada, no qual estudou, com Etienne de Gröer, detalhadamente as áreas da Cova do Vapor, Trafaria e Costa da Caparica (1946-1953). A sua actividade alargou-se a outros domínios programáticos tendo projectado: várias prédios de rendimento (1941-1956); moradias particulares, entre as quais uma moradia no Restelo, projectada em parceria com Fernando Silva, que em 1952 ganhou o Prémio Municipal de Arquitectura; equipamentos como a Piscina da Praia das Maçãs (1952-2006) (PT031111110502), ou o Restaurante na Praia de Carcavelos (PT031105020184), entre outros. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra actualmente um núcleo de cerca de 43 registos com informação textual, documental e iconográfica sobre obras projectadas por este arquitecto. Os conteúdos desses registos tomaram como base a documentação reunida no espólio pessoal do arquitecto, confiado à guarda do IHRU em 2004. Este espólio tem como âmbito cronológico 1938-1961 e é constituído por 4,5 ml de documentação textual, 18 espécies fotográficas e 2.743 desenhos técnicos, esboços e esquissos.
FARIA DA COSTA NO SIPA

MOSTEIRO DA MADRE DE DEUS

terça-feira, 22 de Dezembro de 2009
 
No âmbito das Comemorações dos 500 Anos da fundação do Mosteiro da Madre de Deus, pela rainha D. Leonor, em 1509-1510, o IHRU está presente com um kiosk informático, junto à entrada da igreja do conjunto monacal, onde está instalado o Museu Nacional do Azulejo. A apresentação informática consiste num estudo preliminar do edifício, no qual se pretende reconstituir a evolução arquitectónica do mesmo desde a sua fundação até à actualidade.
MOSTEIRO DA MADRE DE DEUS

OS PRESÉPIOS BARROCOS PORTUGUESES

quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, Os presépios barrocos portugueses, por Alexandre Nobre Pais, 4ª feira, 16 de Dezembro, 16h00 (excepcionalmente) Resumo: Antes da integração das Natividades no espaço laico das habitações, prática que começou a ter maior destaque a partir do século XIX, os presépios barrocos portugueses integravam espaços religiosos, na sua maioria constituídos para o efeito, quer altares, quer as chamadas "Salas de Presépio". Exemplo de dois dos mais importantes desses espaços que sobreviveram até aos nossos dias são, os que se encontram na Basílica da Estrela e na Capela de Santo António do Convento da Madre de Deus, hoje Museu Nacional do Azulejo. Outros houve, mas os espólios hoje dispersos e os imóveis alterados não permitem definir com rigor estruturas e concepções. Alexandre Nobre Pais - Frequência do Doutoramento em Artes Decorativas pela Universidade Católica Portuguesa, com o tema "A produção de faiança em Portugal - com enfoque principal nas manufacturas de Lisboa - antes do aparecimento das fábricas pombalinas (final do século XVI - 1763)"; Mestrado em História de Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa com o tema "Presépios de Barro Portugueses do século XVIII"; Licenciatura em História - Variante História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa.
OS PRESÉPIOS BARROCOS PORTUGUESES

ESPÓLIO DO ARQTº. PARDAL MONTEIRO

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
 
Comemora-se no próximo dia 16 de Dezembro, o aniversário do falecimento do Arqtº. Pardal Monteiro. Porfírio Pardal Monteiro nasceu em Pêro Pinheiro, em 1897, tendo-se formado em Arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa, em 1919. Foi aluno do Mestre José Luís Monteiro, em 1929. Foi nomeado Assistente do Instituto Superior Técnico, no qual, até à hora do seu falecimento, em 16 de Dezembro de 1957, era professor catedrático. Ocupou o cargo de Presidente do Conselho Director do Sindicato Nacional dos Arquitectos, entre 1936 e 1944. O seu percurso profissional foi marcado por uma extensa obra, construída, na sua maior parte, na cidade de Lisboa. A sua produção arquitectónica organiza-se em três momentos distintos: um primeiro período, que se estende até ao início da década de 20 e onde é notória a influência de José Luís Monteiro e de Ventura Terra e que reflecte a presença de elementos decorativos "Art-Déco", principalmente nas fachadas; uma segunda etapa, entre finais da década de 20 e da década de 30, marcada pela escala colossal, com características de maior sobriedade e de grande equilíbrio nas proporções dos vários elementos arquitectónicos intervenientes e momento a partir do qual surge o vanguardismo na arquitectura de Porfírio Pardal Monteiro, através do uso de uma nova linguagem denominada "International Style". Numa última fase, que se inicia nos anos 50, decorrem as suas maiores encomendas, as que mais revolucionaram Lisboa, dada a sua escala monumental que muito contribuíu, de resto, para a valorização das zonas em que foram construídas. O espólio do Arqtº Porfírio Pardal Monteiro, de âmbito cronológico situado entre os anos 1922-1957 é constituído por 3 ml de documentação textual, 14 espécies fotográficas e 2.727 desenhos técnicos, esboços e esquissos. Esta variedade de registos encontra-se associada a uma riqueza e diversidade de conteúdos, representativos das várias vertentes da actividade artística, científica e técnica do autor nos domínios da Arquitectura. O pré-inventário já realizado identifica documentação referente a diversos projectos e obras decorrentes de encomendas privadas e públicas em diversos pontos do País, muito especialmente na cidade de Lisboa, onde se pode encontrar a maior parte da sua obra. Dos trabalhos efectuados em Lisboa, destacam-se: a Igreja Adventista do Sétimo Dia (1924), [L325]a Igreja de Nossa Senhora de Fátima (1936)[/L], o Seminário dos Olivais (1933), a Estação Ferroviária do Cais do Sodré (1925/28), as Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos (1934/37), os Institutos Superior Técnico (1928/32) e Nacional de Estatística (1932), o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (1942/52), [L326]o edifício do Diário de Notícias (1936/40)[/L], a Faculdade de Direito (1952/57) e a Faculdade de Letras (1952/59), bem como a Reitoria (1952/61), [L330]a Biblioteca Nacional[/L], cuja inauguração ocorreu em 1969 e o [L327]Hotel Ritz (1952/59)[/L]. Destaca-se na arquitectura civil privada [L328]a moradia na Avenida 5 de Outubro (Prémio Valmor de 1929)[/L], [L329]o prédio de rendimento na Avenida Sidónio Pais, nº 16 (Prémio Municipal 1947)[/L] e o Casal Monserrate, no Estoril (1935). Colaborou ainda na estatuária urbana, no Monumento a António José de Almeida (1937) e na estátua de D. João IV, em Vila Viçosa (1943). Especial destaque também para o Centro Comercial do Restelo (Lisboa, 1951), Capela e Ossário do Cemitério de Nossa Senhora das Angústias (Funchal, 1951), Escola Pedro Nolasco (Macau, 1963), Hospital de Beja (1964), Caixa de Previdência de Setúbal (1965), Embaixada de Portugal em Brasília (1972), Caixa Geral de Depósitos em Leiria (1980) e ainda a Assembleia Regional da Madeira (Funchal, 1984). o em Arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa, em 1919.
ESPÓLIO DO ARQTº. PARDAL MONTEIRO

ANO INTERNACIONAL DA ASTRONOMIA

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
 
Celebrou-se em 2009 o Ano Internacional da Astronomia coincidindo com o 400.º aniversário do primeiro uso científico do telescópio por Galileu Galilei e com a publicação da obra de Johannes Kepler Astronomia Nova na qual se apresentam as suas duas primeiras leis do movimento planetário. Na História da Astronomia, Portugal teve papel de relevo, sobretudo ao tempo de D. João V e de D. José. Empenhado em desenvolver o estudo e a prática da astronomia no país, o Magnânimo promoveu a vinda de matemáticos, como os jesuítas Capassi e J.B. Carbonne, que em 1723 organizaram o Observatório do Colégio de Santo Antão. Na esteira do seu antecessor, D. José encomendou igualmente inúmeros instrumentos para as observações astronómicas, das quais se salienta a colecção destinada ao Gabinete de Física do Colégio dos Nobres (posteriormente transferida para a Universidade de Coimbra) onde funcionou um observatório astronómico, fundado em 1761. Mas já nos Séc. XVI e XVII os Duques de Bragança se haviam interessado pos estas matérias: refira-se o observatório astronómico do Paço Ducal de Vila Viçosa, que terá sido dirigido, ao tempo de D. Teodósio I, pelo astrólogo espanhol António Maldonado Ontiveros; ou o célebre Manuel Bocarro, médico, matemático, astrónomo e astrólogo, que dedicou a 4ª Parte das suas Anacephaloses da Monarchia Lusitana a D. Teodósio II e cuja obra Luz Pequena Lunar e Estellifera da Monarchia Lusitana, foi publicada em Roma, em 1626, com prefácio de Galileu Galilei; e ainda o malogrado D. Teodósio III, ele próprio matemático, que em 1650 instituiu em Elvas o Colégio de São Tiago, ao tempo considerado como um dos melhores centros do ensino da matemática em Portugal. O Sistema para o Inventário do Património Arquitectónico (SIPA) integra extensa documentação e informação relativa a vários imóveis com vertente astronómica. Aliando-se a esta comemoração o SIPA destaca algumas destas estruturas, porventura menos conhecidas do grande público, disponíveis em www.monumentos.pt. Venha conhecer o 1º Observatório Astronómico de Lisboa, instalado em 1779 numa torre do Castelo de Lisboa (PT031106121218 e PT031106120023) ou o Observatório da Universidade de Coimbra projectado por Manuel Alves Macombo e inaugurado em 1799 (PT020603250014). Saiba ainda da construção de uma "casinha mudável", erguida em 1757, a mando do Arq. Carlos Mardel na varanda do antigo Paço dos Duques de Bragança em Lisboa para se observar o "Fenómeno, ou Planeta grande que se há de principiar a ver no mês de Outubro pelos Astrónomos, ou Matemáticos Ingleses" (PT031106200593). Consulte ainda, em Fontes Documentais, a vasta documentação, gráfica, fotográfica e textual, detida pelo SIPA referente á construção dos observatórios metereológicos do país. Igualmente com finalidade simbólica, alegórica, heráldica ou simplesmente decorativa a Astronomia está omnipresente no nosso património arquitectónico. Aprecie as alegorias da Astronomia figuradas em painéis de azulejo no Palácio dos Marqueses de Fronteira (PT031106390113) e no Claustro dos Gerais da Universidade de Évora (PT040705210023); em mosaico no Vestíbulo da Aula Magna da Universidade de Lisboa da autoria de Querubim Lapa (PT031106090455), ou em pintura mural na Casa da R. de Avis, nº 41 - 47 em Évora (PT040705070103) e no tecto da Sala da Tribuna da Basílica da Estrêla atribuídas a Pedro Alexandrino de Carvalho (PT031106170006).
ANO INTERNACIONAL DA ASTRONOMIA

AS COLECÇÕES FOTOGRÁFICAS DO IICT

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, "Missões cartográficas e arquitectura colonial nas colecções fotográficas do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT)", por Catarina Mateus e Laura Domingues, 4ª feira, 25 de Novembro, 15h00, RESUMO: O Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) é um Instituto que desenvolve a investigação científica tropical nas áreas das Ciências Humanas e Naturais, aumentando a capacitação científica e técnica dos países com que coopera e promovendo a preservação do Património. Este laboratório de Estado do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior tem por missão trabalhar em prol dos países das regiões tropicais, em particular, da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Esta comunicação pretende divulgar o vasto e riquíssimo espólio fotográfico do IICT, composto por registos de natureza técnica e científica que documentam de forma impressiva as missões geográficas, cartográficas, etnológicas, realizadas entre 1885 a 1974 nas ex-colónias portuguesas, bem como apresentar o recentemente criado ACTD (Arquivo Científico Tropical Digital). Trata-se de uma plataforma digital que divulga o património do IICT, em que a fotografia tem um especial destaque, tendo já disponíveis cerca de 11000 imagens e sua respectiva descrição, só possíveis devido ao trabalho de recolha, inventariação, catalogação e tratamento das fotografias do Instituto. NOTA CURRICULAR DAS PALESTRANTES: Catarina Mateus - Bacharel em Conservação e Restauro na ESTT/IPT,1996. CESE em Peritagem de Arte, na ESAD/FRESS, 1999. Estágios curriculares no AFCML em 1994, 1999, em conservação de fotografia. Estágio profissional no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, 2000, na conservação do espólio Walker Evans. Pós?Graduação em Estudos de Fotografia, IADE, 2004. Master of Arts in Preventive Conservation na Universidade de Northumbria, U.K, 2008. Profissionalmente tem dedicado à conservação e restauro de fotografia, tendo trabalhado na Luis Pavão Lda entre 1997 e 2008 como conservadora/ restauradora de diversos espólios de fotografia tais como o Arquivo Fotográfico António Silva Magalhães (C.M.Tomar); Arquivo Fotográfico da DGEMN, actual IHRU; CIM - Centro de Imagem Mariana, do Santuário de Fátima; e Arquivo Fotográfico do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT). Mantém colaboração com a Luís Pavão lda como formadora do Curso de Identificação de Espécies Fotográficas, e Curso de Conservação e Restauro de Fotografia. Actualmente é bolseira BGCT no IICT, onde desenvolve trabalho de pesquisa e coordenação dos trabalhos de conservação de fotografia do Instituto. Laura Domingues - Licenciada em Antropologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa desde 1999 e pós graduada em Relações Interculturais pela Universidade Aberta em 2005. Tem trabalhado especialmente na área dos Arquivos de Imagem em Movimento, com especial interesse pela recolha de imagem para preservação das memórias colectivas. Fez o Curso Elementar de Conservação de Fotografia e Curso de Identificação de Processos Fotográficos com a empresa Luís Pavão, Lda, em 2005 e 2007, respectivamente. Actualmente é Bolseira no programa de BGCT/FCT na área de Conservação de Fotografia, nomeadamente na avaliação, organização, preservação e informatização em base de dados da documentação fotográfica e audiovisual do Instituto de Investigação Cientifica Tropical (IICT).
AS COLECÇÕES FOTOGRÁFICAS DO IICT

A TAIPA E O PATRIMÓNIO HABITACIONAL NO BAIXO ALENTEJO

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, "A taipa e o património habitacional no Baixo Alentejo", por Catarina Saraiva Pereira, 4ª feira, 11 de Novembro, 15h00. RESUMO: Perante o vasto património construído em taipa no Alentejo, a questão que naturalmente se coloca acerca destes edifícios centra-se em saber como podemos e como devemos relacionar-nos com o seu legado. Devemos deixar que a Natureza venha ressarcir o que lhe pertence, regressando a taipa das casas à terra de onde nasceram e encerrando assim um ciclo de vida? Ou devemos incutir valor à sua existência conferindo-lhe estatuto de Património Arquitectónico e investindo no seu estudo, conservação e reabilitação? Nesta apresentação a palestrante aborda este problema, procurando sugerir que as ruínas das habitações rurais constituem documentos vivos da taipa em Portugal. Pois, se nos detivermos na observação de uma ruína em taipa podemos retirar informação rica sobre elementos relativos às técnicas construtivas e aos modos de vida das populações rurais. NOTA CURRICULAR: Licenciada em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (1998); Pós-graduação em Arquitecturas de Terra pelo CRATerre-ENSAG em França (2003); Co-fundadora e membro dirigente da associação Centro da Terra (2003); Assistente convidada do Departamento de Ciências Tecnológicas e Desenvolvimento da Universidade dos Açores (2005-2008); Perita Qualificada em Certificação Energética, ADENE (2009).
A TAIPA E O PATRIMÓNIO HABITACIONAL NO BAIXO ALENTEJO

A CONSERVAÇÃO DE FOTOGRAFIA

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, "A conservação de fotografia. As Colecções de Manuel Laginha e Frederico George", por Ana Coelho e Élia Roldão, 4ª feira, 28 de Outubro, 15h00. Projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian . RESUMO: as espécies fotográficas dos espólios de Frederico George e Manuel Laginha apresentam diferentes métodos de exposição, formatos e deteriorações que desafiam a sua conservação e preservação. Nesta palestra serão apresentadas as deteriorações mais comuns, nas espécies fotográficas dos espólios referidos, e debatidas as metodologias aplicadas e intervenções desenvolvidas para cada situação específica. NOTA CURRICULAR DOS PALESTRANTES: Ana Coelho - Licenciatura em Conservação e Restauro, Ramo: Arqueologia da Paisagem, pelo Instituto Politécnico de Tomar em 2002, Master Europeu em Aplicações Informáticas em Arqueologia e ao Estudo do Património, no mesmo Instituto. Em simultâneo, inicia a sua carreira de conservadora-restauradora, passando por diversas áreas de intervenção: talha, pintura, escultura, pedra, cerâmica, mobiliário e mais recentemente, a fotografia. Desde 2005, que se encontra a colaborar com a empresa Luís Pavão, Lda, através da qual, tem vindo a participar em projectos de conservação de fotografia, em várias colecções e arquivos nacionais: Instituto Português de Conservação e Restauro (actual IMC); Fundação Portuguesa Rádio Marconi; Colecção Foto Sequeira (Biblioteca Municipal de Santarém); Arquivo Histórico Ultramarino; Colecção de Michel Giacometti (Câmara Municipal de Cascais); Colecção da Fundação Calouste Gulbenkian; Colecção da EPAL; Colecção do Ecomuseu do Seixal e alguns espólios particulares. Fazendo parte integrante da equipa de conservação e preservação, do arquivo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (actual IHRU), no departamento de Informação, Biblioteca e Arquivos do Forte de Sacavém, desde Maio de 2007. Élia Roldão - Pós-Graduada em Química Aplicada ao Património Cultural pela Universidade de Lisboa e Instituto Politécnico de Tomar (2008), orientou os seus estudos para a "Identificação e caracterização de camadas acessórias aplicadas em colódios húmidos e provas em albumina". Licenciada em Conservação e Restauro pelo Instituto Politécnico de Tomar (2000), trabalhou em conservação e restauro de Pintura Mural, Pintura de Cavalete, Escultura e Materiais Pétreos entre 1996 e 2000. Desde 2000 até hoje, é conservadora-restauradora de fotografia na única empresa em Portugal dedicada a esta área, a Luís Pavão, Lda. Integrou e coordenou equipas de inventário e de conservação de diversos espólios de fotografia tais como o do Instituto Português de Conservação e Restauro (actualmente IMC); da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (actualmente IHRU); o arquivo fotográfico da EPAL; e realizou vários tratamentos de conservação e de restauro de peças de colecções particulares. É co-autora e formadora de algumas acções de formação da empresa Luís Pavão Lda.
A CONSERVAÇÃO DE FOTOGRAFIA

ESPÓLIO DE FREDERICO GEORGE

terça-feira, 13 de Outubro de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, "A digitalização do espólio fotográfico de Frederico George", por Luís Pavão, 4ª feira, 21 de Outubro, 15h00. NOTA CURRICULAR DO PALESTRANTE: Luís Pavão é o responsável pela empresa Luís Pavão, Limitada (www.lupa.com.pt), especializada em conservação e digitalização de colecções de fotografia e trabalhos fotográficos (desde 1982), tendo como principais clientes instituições públicas e privadas e Municípios em Portugal. Também realiza acções de formação nesta área. Professor no Instituto Politécnico de Tomar das cadeiras de processos de impressão históricos em fotografia. Conservador das colecções de fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa, Arquivo Fotográfico. Entre 1986 e 1989 estuda Conservação de Fotografia em Rochester, nos Estados Unidos, tendo concluído o Mestrado no Rochester Institute of Technology em 1989. Actualmente exerce a actividade de fotógrafo apenas no ramo da fotografia de arquitectura, com várias publicações em arquitectura. Tem desenvolvido trabalho pessoal nos campos da fotografia panorâmica e impressão fotográfica por processos alternativos. Autor de vários livros entre os quais: Tabernas de Lisboa, Assírio e Alvim, 1979 Fotografias de Lisboa à Noite, Assírio e Alvim, 1983 Conservação de Colecções de Fotografia, Dinalivro 1997 Lisboa em Vésperas do terceiro Milénio, Assírio e Alvim, 2002. RESUMO: O SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico conserva diversas colecções fotográficas com relevância para os temas Arquitectura, Urbanismo e Paisagem. Uma delas é a colecção constituída pelo Arquitecto Frederico George, cujo espólio documental se encontra integralmente depositado no Forte de Sacavém. A palestra a proferir por Luís Pavão abordará essencialmente os aspectos técnicos, tecnológicos e de gestão relacionados com o processo de digitalização a que foi submetida a colecção, no contexto de um projecto de tratamento arquivístico que contou com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
 ESPÓLIO DE FREDERICO GEORGE

INVENTÁRIO DE PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO

terça-feira, 6 de Outubro de 2009
 
O IHRU tem o prazer de anunciar a realização de cursos de "Inventariação de Património Arquitectónico", 1º edição: 26 a 30 de Outubro; 2º edição: 23 a 27 de Novembro. INTRODUÇÃO A produção, a gestão e a divulgação de inventários técnico-científicos de património arquitectónico, urbanístico e paisagístico são consideradas actividades essenciais de suporte ao reconhecimento, identificação, estudo, compreensão e "apropriação" desses objectos patrimoniais pelos indivíduos, comunidades e organizações e, bem assim, à sua gestão, salvaguarda e valorização. No quadro das suas atribuições nos domínios da salvaguarda e valorização do património arquitectónico, da reabilitação urbana e dos sistemas de informação patrimonial, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. (IHRU) e o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I.P. (IGESPAR), vêm publicando, desde 2008, KITS - Património, uma colecção de guias práticos de nível básico sobre inventariação de património arquitectónico, urbanístico e paisagístico São objectivos desta colecção: 1. Dotar os agentes do património cultural e os cidadãos em geral de instrumentos técnicos que os orientem e apoiem em acções de reconhecimento, identificação e documentação do "seu" património; 2. Promover a constituição de inventários patrimoniais tecnicamente consistentes de âmbito local e sectorial, e a sua utilização como ferramentas de apoio à salvaguarda e valorização; 3. Contribuir para a criação e o desenvolvimento de uma rede de informação patrimonial que garanta a transmissão e o intercâmbio de dados consistentes e com um grau aceitável de rigor entre sistemas de informação e documentação, bem como a sua divulgação junto dos diversos públicos potenciais. OBJECTIVOS Baseando-se nos princípios e regras de inventariação preconizados no KIT01 - Património Arquitectónico Geral, é objectivo do Curso de Formação Inventariação de Património Arquitectónico dotar os formandos das ferramentas e conhecimentos teórico-práticos que lhes permitam reconhecer, identificar e documentar, de forma normalizada e técnica e cientificamente consistente, edifícios e estruturas construídas das mais diversas tipologias DESTINATÁRIOS 1. Agentes do património arquitectónico, públicos e privados, designadamente: proprietários, afectatários, gestores, utilizadores; 2. Organizações não-governamentais ligadas à salvaguarda e valorização patrimoniais; 3. Investigadores, professores e estudantes, especialmente nos domínios da Arquitectura, da Engenharia, da História, da História da Arte, do Património Cultural; 4. Cidadãos em geral. METODOLOGIA Aulas teóricas, num total de cerca de 15 horas, com o apoio de apresentações em MSPowerpoint e consulta da base de dados SIPA, disponível em www.monumentos.pt; exercícios práticos, num total de 15 horas, realizados na aula e no terreno, ambos com base em edifícios e estruturas construídas nacionais existentes. DURAÇÃO 30 horas - 5dias, de 2º a 6º feira, das 9.30 às 12.30 e das 14.30 às 17.30 DOCENTES Dra. Paula Noé Doutora Paula Figueiredo PREÇO 300€ - incluí manual do formando, uma cópia do KIT=01 Património Arquitectónico Geral e certificado de presença SECRETARIADO Para qualquer esclarecimento contactar: - Paula Figueiredo, tel. 219427780, AVFigueiredo@ihru.pt - Paula Noé, tel. 219427780, APNoe@ihru.pt - João Silva, tel. 219428064, JVSilva@ihru.pt Para descarregar a ficha de inscrição aceda a: www.portaldahabitacao.pt / notícias / curso de formação sobre Inventariação de Património Arquitectónico
INVENTÁRIO DE PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO

TRATADOS DE ARQUITECTURA

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, Tratados de arquitectura e outros textos: questões portuguesas (séc. XVI e XVII), por Margarida Tavares da Conceição e comentado por Maria Helena Barreiros, 4ª feira, 23 de Setembro, 15h00. RESUMO: Tratadística da arquitectura é uma expressão muito usada, sujeita a generalizações por vezes precipitadas. Uma breve referência aos pressupostos historiográficos internacionais facilitará a identificação das linhas portuguesas, que os reflectem em muito, pouco ou nada. Dos manuscritos dispersos do século XVI até à publicação do primeiro tratado português - um livro sobre fortificação impresso em 1680 - observa-se um conjunto de textos importantes para o entendimento da cultura arquitectónica, e também urbanística, no meio português dos séculos XVI e XVII. PALESTRANTE: Margarida Tavares da Conceição Licenciada em História (Universidade de Lisboa, 1989), mestre em História da Arte (UNL, 1998) e doutora em Arquitectura (Universidade de Coimbra, 2009). Actualmente lecciona História da Arquitectura na Universidade Católica Portuguesa (pólo de Viseu). Tem publicado alguns estudos sobre a cultura arquitectónica escrita, em especial sobre as questões que relacionam fortificação e espaço urbano. Das actividades anteriores, destaca-se uma diversificada colaboração no SIPA. COMENTADORA: Maria Helena Barreiros Bolseira de Investigação (doutoramento) - Fundação para a Ciência e Tecnologia/Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Licenciada em História da Arte (UNL, 1987), mestre em Conservação do Património (Univ. Católica de Lovaina, 1997), pós-graduada em Arquitectura, Território e Memória (Univ. Coimbra, 2004). Prepara tese de doutoramento em História da Arquitectura sobre o tema da habitação pluri-familiar em Portugal, no século XVIII. Participou e organizou diversas exposições e conferências sobre história da arquitectura e do urbanismo portugueses, áreas em que tem publicado diversos trabalhos de investigação.
<B>TRATADOS DE ARQUITECTURA</B>

PATOLOGIAS EM DESENHOS DE ARQUITECTURA

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, Patologias em Desenhos de Arquitectura, pelas conservadoras-restauradoras, Joana Martins e Lúcia Moutinho Alberto, 4ª feira, 16 de Setembro, 15h00. Resumo: As peças tratadas no Laboratório de Documentos Gráficos apresentam patologias variadas, que decorreram dos materiais constituintes e dos processos tecnológicos de produção dos próprios desenhos, do seu manuseamento ao longo dos anos, das condições de acondicionamento e instalação a que foram sujeitos, e até em certos casos, das operações arquivísticas, que sobre eles incidiram. Nesta apresentação pretende-se expor algumas das patologias que comummente atingem os desenhos técnicos e a sua acção sobre os diferentes tipos de suporte e de matérias de registo, e as intervenções realizadas para a sua estabilização. Joana Martins é Mestre em Conservação e Restauro pelo Instituto Politécnico de Tomar; Lúcia Moutinho Alberto é Mestre em Conservação e Restauro pelo Camberwell College of Arts, Londres, Inglaterra.
PATOLOGIAS EM DESENHOS DE ARQUITECTURA

VICTOR PALLA, PERCURSO MULTIDISCIPLINAR

quarta-feira, 3 de Junho de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, Victor Palla, Percurso Multidisciplinar, pelo Arquitecto João Palla, 3ª feira, 16 de Junho, 15h00. Resumo: A presente comunicação observará a obra de Victor Palla (1922-2006), uma personalidade multivalente cujo trabalho ainda nos revela surpresas. Observaremos como a descoberta e criação artística ocorrem segundo um processo de experimentalismo através da execução da própria obra, desde as belas artes às artes aplicadas e à fotografia, e destacamos o desenho como um sistema estrutural, que exerce a articulação entre toda a sua produção visual e de arquitectura. Pretende-se difundir a obra deste autor, e enquadrá-la numa perspectiva alargada, promovendo análises e relações entre as diferentes componentes. Depois de inventariada, é neste momento importante uma reavaliação da sua importância dentro do panorama artístico português. Encontramos nesta obra soluções criativas que moldaram uma consciência estética e crítica, nomeadamente no que se refere à matéria visual, demonstrando a sua importância para a construção da cultura visual portuguesa. O Palestrante é Arquitecto e colaborou com o Arquitecto Manuel Vicente entre 1990 e 1997 em Macau e Lisboa. Em 1999 completou uma tese de investigação intitulada 'Bamboo Architecture in Macau' como bolseiro da Fundação Oriente. Em 2000, junto com Carlos Valles, fundou a firma de arquitectos Scriptorium em Lisboa. É membro da Associação dos Arquitectos Sem Fronteiras - ASF Portugal. Completou um Mestrado em Design e Cultura Visual no IADE em 2006. Actualmente está a realizar um Doutoramento sobre o tema do desenho como processo interdisciplinar na FBAUL. João Palla é docente no IADE desde 1999.
VICTOR PALLA, PERCURSO MULTIDISCIPLINAR

RIBEIRO TELLES CELEBRA 87º ANIVERSÁRIO

quinta-feira, 21 de Maio de 2009
 
Gonçalo Ribeiro Telles nasceu a 25 de Maio de 1922, formando-se como Engenheiro Agrónomo e Arquitecto Paisagista em 1952, no Instituto Superior de Agronomia (ISA). Pertence, juntamente com Manuel Azevedo Coutinho, António Viana Barreto e Ilídio de Araújo, entre outros, à primeira geração de Arquitectos Paisagistas formados no Curso Livre de Arquitectura Paisagista criado por Francisco Caldeira Cabral. A sua longa carreira, de mais de 50 anos, passou pelo ensino, no ISA e Universidade de Évora, onde, em 1994, foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa, continuando, após esta data a leccionar nesta instituição como professor convidado e orientando vários trabalhos para obtenção dos graus de licenciatura, mestrado e doutoramento sendo, ainda, o responsável por mais de 114 publicações. Fundador e Dirigente do Partido Popular Monárquico (PPM), ocupou altos cargos públicos, nomeadamente os de Sub-secretário e Secretário de Estado do Ambiente, do 1º ao 4º e 6º Governos Provisórios, de Ministro de Estado e da Qualidade de Vida do 8º Governo Constitucional, de Deputado do PPM, de Vereador da Câmara Municipal de Lisboa e Fundador e Dirigente do Partido da Terra. Da sua passagem pelos Governos destaca-se legislação proposta e aprovada no âmbito da defesa da paisagem e do ambiente, encontrando-se, entre outros decretos de lei: Os Planos Regionais de Ordenamento do Território (Dec. Lei 388/83), a Reserva Ecológica Nacional (Dec. Lei 321/83) e a Reserva Agrícola Nacional (Dec. Lei 451/83). A par do exercício da profissão liberal que ainda mantém, exerceu funções de Arquitecto Paisagista na Câmara Municipal de Lisboa, entre 1953 e 1960, e no fundo de Fomento da Habitação, onde dirigiu o sector de Planeamento Biofísico e Espaços verdes. Em 1975 é-lhe atribuído, em conjunto com António Viana Barreto, o Prémio Valmor, pelo Projecto do Parque da Fundação Calouste Gulbenkian. Presidente da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) entre 2001 e 2005, desempenha agora, nesta associação, as funções de Presidente da Mesa da Assembleia Geral e da Comissão de Avaliação. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra informação relativa a Gonçalo Ribeiro Telles, a qual poderá ser consultada neste "site", no sector "Sistemas de Informação / Fontes documentais". Para consultar fichas de Inventário relacionadas com a obra deste Arquitecto Paisagista, clique em: [L359]Quinta dos medos[/L]; [L360]Parque do Vale das Abadias[/L]; [L361]Parque Municipal da Moita[/L]; [L362] Parque do Cabeço das Rolas[/L]; [L363]Capela de São Jerónimo[/L]; [L364]Grémio Literário[/L]; [L365]Quinta de São Sebastião[/L]; [L366]Jardins da Fundação Mário Soares[/L]; e [L367]Jardins da Urbanização Nova Oeiras[/L]. O SIPA integra, ainda, o espólio do referido Arquitecto Paisagista, bem como de [L156]outros criadores de Arquitectura e Arquitectura Paisagista[/L]. A sua consulta pública, no [L165]Forte de Sacavém[/L], será facultada mediante pedido por escrito e posterior marcação.
RIBEIRO TELLES CELEBRA 87º ANIVERSÁRIO

OS MUSEUS NO SIPA

segunda-feira, 11 de Maio de 2009
 
No próximo dia 18 de Maio assinala-se o Dia Internacional dos Museus, este ano tendo como tema central o Turismo. Os museus do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), assim como da Rede Portuguesa de Museus (RPM) oferecem entradas gratuitas, visitas guiadas e diversas actividades O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) associa-se à comemoração deste dia destacando os seguintes registos de informação integrados no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) em [L206]www.monumentos.pt[/L]: [L350]Casa dos Biscainhos, Braga[/L]; [L351]Antiga Casa da Câmara de Miranda do Douro, Bragança[/L]; [L352]Casa Museu Fernando de Castro, Porto[/L]; [L353]Quartel da Guarda Principal, Vila Real[/L]; [L354] Museu Arte Nova, Aveiro[/L]; [L355]Antigo Quartel da 1ª Companhia Disciplinar, Castelo Branco[/L]; [L356]Casa da Vereação de Sintra, Lisboa[/L]; [L358]Museu de Arte Moderna, Sintra[/L]; [L357]Fábrica da Cortiça de José Estrelo, Faro[/L].
OS MUSEUS NO SIPA

TERRITÓRIO-DOCUMENTO

terça-feira, 5 de Maio de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, Território-Documento. Um registo fotográfico do território português, pelo Arquitecto/ Fotógrafo, Duarte Belo, 4ª feira, 13 de Maio, excepcionalmente às 16h30m. Resumo: Território-Documento. Um registo fotográfico do território português. Numa primeira de duas partes, serão apresentados, através de fotografias, alguns lugares singulares do território português. Paisagens, naturais, rurais ou urbanas, geralmente pouco divulgadas. São exemplos que nos falam de uma forma particular de ocupação do espaço ou da interpretação dos lugares. Na segunda parte serão focados princípios metodológicos, quer da preparação do trabalho de campo, quer do registo fotográfico da paisagem, quer do seu posterior arquivo e preparação para edição. O Palestrante é Arquitecto/fotógrafo e expõe individualmente desde 1989. Em 1986 inicia um levantamento fotográfico progressivo de unidades de paisagem, formas primitivas de ocupação e domínio do território, aspectos das cidades e da suburbanidade, arquitecturas e transformações recentes do espaço habitado, dando origem a um extenso arquivo fotográfico. Da obra publicada são de destacar os títulos: Portugal - O Sabor da Terra (14 volumes), 1997; Orlando Ribeiro - Seguido de uma viagem breve à Serra da Estrela, 1999; Ruy Belo - Coisas de Silêncio, 2000; O Vento Sobre a Terra - apontamentos de viagens e À Superfície do Tempo - Viagem à Amazónia, 2002; Uma Espada Trespassa o Coração, 2003; Território em Espera e Geografia do Caos, 2005; Terras Templárias de Idanha, 2006; Portugal Património (12 volumes). Fogo Frio - O Vulcão dos Capelinhos, 2008 Está representado em colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro.
TERRITÓRIO-DOCUMENTO

CASSIANO BRANCO NO SIPA

quinta-feira, 16 de Abril de 2009
 
No próximo dia 24 de Abril decorrem 39 anos sobre a morte de Cassiano Branco, nome cimeiro da arquitectura modernista em Portugal. O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) assinala o dia destacando os registos de Inventário de alguns dos principais imóveis que nos legou, em [L206]www.monumentos.pt[/L]: [L259]Coliseu do Porto[/L]; [L260]Cadeia Comarcã de Monção[/L]; [L261]Grande Hotel do Luso[/L]; [L262]Câmara Municipal da Sertã[/L]; [L274]Estação Fronteiriça de Marvão[/L]; [L273]Mercado Municipal de Santarém[/L]; [L263]Edifício da Junta Nacional do Vinho, Lisboa[/L]; [L264]Edifício de habitação na Rua dos Navegantes, n.º 53, Lisboa[/L]; [L265] Edifício de habitação na Rua Eiffel, n.º 9, Lisboa [/L]; [L266]Edifício de habitação na Avenida Álvares Cabral, n.ºs 44-48, Lisboa[/L]; [L267]Edifício de habitação na Avenida Álvares Cabral, n.º 34-36, Lisboa[/L]; [L268]Edifício de habitação na Avenida Álvares Cabral, n.ºs 30-32, Lisboa[/L]; [L269]Teatro Eden, Lisboa[/L]; [L270]Edifício de habitação na Avenida Defensores de Chaves, n.º 27, Lisboa[/L]; [L271]Antigo Hotel Vitória, Lisboa[/L]; [L272]Edifício de habitação na Rua Nova de São Mamede, n.ºs 3-9, Lisboa[/L]. Cassiano Branco, filho de Maria de Assumpção Viriato e de Cassiano José Branco (pequeno industrial de Alcácer do Sal), nasceu em Agosto de 1897, em Lisboa, junto aos Restauradores, na freguesia de S. José (perto do local para onde haveria de projectar o Teatro Éden). Foi ainda na capital que casou, em 1917, com Maria Elisa Soares Branco. Dois anos depois concluiu os exames do antigo Curso Geral de Desenho, preparatórios da sua admissão ao Curso de Arquitectura que haveria de terminar em 1926, depois de, ao contrário do que era usual fazer-se, ter viajado pela Europa (Bélgica, Holanda, Paris e Londres), o que terá sido fundamental para a forma como via a arquitectura e a sabia enquadrar no espaço urbano. Foi na capital que deixou a parte mais significativa do seu legado, de que fazem parte obras tão diferentes como os cine-teatros Éden e Império, um bairro de moradias de luxo construído na Avenida António José de Almeida, o café Cristal e o antigo Hotel Vitória, ambos na Avenida da Liberdade, prédios de baixo rendimento na zona do Areeiro. Construiu, todavia, um pouco por todo o país, sendo sua, entre outras, a obra fetiche do Estado Novo: o Portugal dos Pequenitos, em Coimbra.
CASSIANO BRANCO NO SIPA

PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE ARQUIVOS

quinta-feira, 19 de Março de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, pelas estagiárias da Catarina Gonçalves e Vera Lory, 4ª feira, 25 de Março, 15h00. Resumo: A Preservação e Conservação de documentos gráficos no DIBA - Forte de Sacavém, tendo em conta os materiais, técnicas e políticas da instituição. Aplicação destes conhecimentos em algumas peças desenhadas pertencentes aos Arquivos Pessoais dos Arquitectos Porfírio Pardal Monteiro e José Cottinelli Telmo. As Palestrantes são alunas do Mestrado em Conservação e Restauro da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE ARQUIVOS

ARQUITECTURA E DURABILIDADE - PREVENÇÃO DE ANOMALIAS NA FAIXA COSTEIRA.

quarta-feira, 4 de Março de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém, pela Arqtº. Teresa de Deus Ferreira, 4ª feira, 11 de Março, 15h00. Análise dos elementos patológicos na faixa costeira. Análise de vários grupos de materiais: cimentícios, metálicos, madeiras e cerâmicos. Sua aplicação, anomalias e métodos preventivos. Produtos, materiais e pormenores arquitectónicos para prevenção de anomalias. A Palestrante é Licenciada em Arquitectura pela Universidade Lusíada; Mestre em Construção do Instituto Superior Técnico; Exerce actividade independente e colabora em vários atelier's de Arquitectura.
ARQUITECTURA E DURABILIDADE - PREVENÇÃO DE ANOMALIAS NA FAIXA COSTEIRA.

A ARQUITECTURA DOS FRANCISCANOS CAPUCHOS

sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
 
Palestras SIPA no Forte de Sacavém. A arquitectura dos Franciscanos Capuchos - a Real Província da Conceição por Ana Paula Valente Figueiredo, 4ª feira, 11 de Fevereiro, 15h00. A arquitectura dos Franciscanos Capuchos - a Real Província da Conceição por Ana Paula Valente Figueiredo, que abordará temas como: - a origem, expansão e desenvolvimento da Real Província da Conceição; - meios de subsistência; - a organização e decoração dos espaços de culto; - a organização e decoração do espaço regular; - A Real Província da Conceição e as demais Províncias Capuchas - diferenças entre arquitectura capucha. No Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) podemos encontrar significativa documentação sobre Arquitectura dos franciscanos capuchos, destacando-se os seguintes registos de Inventário sobre arquitectura religiosa disponíveis em [L206]www.monumentos.pt[/L]; [