Mãe de Água das Amoreiras

IPA.00025486
Portugal, Lisboa, Lisboa, Santo António
 
Arquitectura infraestrutural, barroca e neoclássica. Mãe de Água de planta rectangular simples, com cobertura em terraço, protegido por platibanda plena, rasgada, em todas as fachadas, por janelas em arco de volta perfeita e molduras simples, que permitem uma iluminação interior uniforme. Fachada principal com corpo avançado, com acesso por dois lanços de escadas divergentes, levando a duas portas em arcos de volta perfeita, de acesso ao interior. Fachadas marcadas por duplas pilastras toscanas, encimadas por cornija decorada por gárgulas. Interior com três alas de três tramos, com coberturas diferenciadas em abóbadas de aresta, suportadas por pilares e pilastras toscanas. O tanque recebe água através de uma cascata. A Mãe de Água podia ter sido planificada com uma dimensão unicamente utilitária, sendo o grande reservatório que garantia o abastecimento de água a Lisboa, no âmbito das Águas Livres, mas que foi assumida como pretexto para a elaboração de um espaço de carácter artístico, para o qual também contribuiu a sua localização, que lhe dá imponência tornando-o mais forte e evidente. O edifício apresenta linhas arquitectónicas de grande sobriedade e simplicidade, que apesar de tudo não deixam de recorrer aos elementos clássicos, como é o caso da ordem toscana. Os únicos elementos decorativos existentes são as gárgulas que se dispõem na cornija*10 e o esquema da escadaria na fachada principal, com efeito cenográfico. Os vãos que se rasgam em todas as fachadas apresentam dimensões reduzidas relativamente ao espaço onde se inserem, estes em conjunto com as pilastras, conseguem transferir para o exterior a organização do espaço interno, que adoptou a estrutura das igrejas-salão quinhentistas, cujo espaço aqui parece duplicar devido aos jogos de água. No interior, destacam-se as janelas com conversadeiras e a cascata, o elemento mais artístico do conjunto, que abastece o tanque, com bica em forma de cabeça de golfinho.
Número IPA Antigo: PT031106461221
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Hidráulica de contenção  Mãe de água    

Descrição

Planta quadrangular, irregular, com dois corpos avançados, nas fachadas principal e posterior, de volumes articulados e disposição horizontalista das massas, com cobertura em terraço. Fachadas em cantaria de calcário aparente, flanqueadas por duplas pilastras toscanas colossais, encimadas por cornija onde se dispõem gárgulas em forma de animais fantásticos, rematadas em platibanda plena. Fachada principal, voltada a S., composta pelo corpo da Mãe de Água*3, a que se adossa, ao centro, um corpo saliente, ladeado por duas escadas exteriores simétricas e divergentes, cada uma delas com dois lanços, tendo guarda corpo em cantaria almofadada, que terminam em patamares, onde se rasgam portas de verga recta encimadas por bandeiras em arco de volta perfeita com fechos salientes e molduras simples de cantaria, com os vãos protegidos por duas folhas de madeira e almofadas pintadas de verde. A face central do corpo possui uma janela em arco de volta perfeita, protegida por caixilharia de madeira pintada de branco, com vidro simples. As fachadas laterais são semelhantes, viradas a E. e O., de três panos divididos por pilastras toscanas, colossais, cada um deles rasgado por janelas de arco de volta perfeita, com molduras e fechos salientes. Adossado sensivelmente a meio da fachada lateral esquerda, encontra-se uma clarabóia, de planta recta, rebocada e pintada de branco, rematada em cornija, rasgada por duas janelas rectilíneas e porta de verga recta, todas emolduradas, as primeiras protegidas por gradeamento de ferro pintado de verde e a última protegida por uma folha de madeira da mesma cor. Esta estrutura encontra-se ligada interiormente por meio de uma escada de cantaria à Casa do Registo *4, situada sob ela, do lado de fora do muro mas adossada a ele, apresentando planta rectilínea, com cobertura em telhado de três águas, com fachadas em cantaria de calcário aparente, rematadas em cornija, rasgada ao centro por porta de verga recta encimada por janela rectilínea semelhante às que se encontram nas fachadas laterais. Sobre esta, no muro que envolve o edifício, surge uma tabela rectilínea com moldura almofadada, encimada por cornija e assente em falsas mísulas ornadas por lacrimais, onde surge a inscrição: "JOANNES. V. LUSITANORUM REX MAGNIFICUS LIBERALIS CIVITATI PROPITIUS EXCIPIENDIS AQUIS POPULO MANANTIBUS HANC MOLEM STRUENDAM GURAVIT URBIS ORNAMENTUM ORBIS MIRACULUM TANTI NOMINIS AETERNITATI. S" *5; sob este, o escudo e coroa reais e a inscrição AND1811". Fachada posterior rasgada por três janelas de arco de volta perfeita, com molduras e fechos salientes, encontrando-se adossada, ao centro, a arcaria do último troço do Aqueduto das Águas Livres. INTERIOR em cantaria de calcário aparente, em aparelho isódomo, com três alas de três tramos cada, com paredes rasgadas por vãos com conversadeiras, tendo coberturas diferenciadas em nove abóbadas de aresta, rebocadas e pintadas de branco, apoiados em pilastras toscanas e em quatro grandes pilares da mesma ordem arquitectónica, de secção quadrangular e ângulos chanfrados, que se encontram no centro do tanque entre os quais surge uma plataforma de madeira com acesso pelo lado E.. O tanque mede 28,75 m. de comprimento; 24,55 m. de largura e 8,70 m. de profundidade, estando rodeado por uma plataforma pavimentada a lajeado de calcário, delimitado por guarda em cantaria *6; no lado O. apresenta um volante em ferro, que acciona uma válvula de saída de água. Na parede N., assenta uma cascata de pedra*7, apoiada num corpo semicircular implantado no fundo do tanque, sendo coroada superiormente por um golfinho *8 de cuja boca sai água vinda do Aqueduto das Águas Livres; é rasgada, de ambos os lados, por arcos de volta perfeita, que se abrem para um corredor curvo em cantaria, que permite a passagem pelo seu interior, com cobertura em abóbada de berço. Sobre a cascata, surge uma janela rectilínea, com guarda vazada em ferro pintada de verde. No lado E., situa-se uma escada de um lanço, que se apoia num pilar quadrangular colocado no ângulo do tanque e numa plataforma que nasce no fundo do reservatório, com um portão de acesso em ferro vazado, pintado de preto e guarda em cantaria; no topo da escada, rasga-se uma porta de verga recta, a qual dá passagem a um estreito corredor com cobertura em abóbada de berço, rasgado no interior por uma galeria com entrada protegida por portão em ferro vazado*9, junto ao qual se situa outra escada, de um lanço, que vai desembocar num terraço plano, com inclinação sul-norte, com passeios largos e elevados a toda a volta, com acesso por escadas de quatro degraus em cada um dos lados, pontuados por plintos paralelepipédicos.

Acessos

Praça das Amoreiras, n.º 10; Rua das Amoreiras; Calçada Bento da Rocha Cabral, n.º 7

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, 1910, Decreto de 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910, Decreto n.º 5/2002, DR, 1.ª série-B, n.º 42 de 19 fevereiro 2002 *1 / ZEP, Portaria n.º 1099/95, DR, 1.ª série-B, n.º 207 de 07 setembro 1995

Enquadramento

Urbano, adossado, implantado numa cota elevada, relativamente às vias públicas que o circundam, em zona de forte pendor de inclinação, rodeado por muro em cantaria de calcário, com dois portões de acesso, criando uma plataforma onde se desenvolve, em duas das faces zonas ajardinadas. A fachada principal abre para um terreiro que no extremo S. apresenta construções de apoio, envolvidas por pequeno jardim*2 com bancos de cantaria, uma fonte adossada a um muro, composta por tanque semicircular galbado, encimado por bica e por um pequeno nicho em arco quebrado, e um busto de Manuel da Maia, assente em plinto troncocónico, em cantaria de calcário, tendo, na face frontal, a seguinte inscrição: "BRIGADEIRO MANUEL DA MAIA INICIOU A CONSTRUÇÃO DO AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES DE 1731 A 1799 COM O SARGENTO-MOR CUOSTODIO VIEIRA". É flanqueado por canteiros de relva circulares, onde surgem dois vasos tipo "Médicis". Na fachada lateral esquerda, situa-se o chamado Jardim da Pimenteira, com um tanque rectangular e uma escultura de um leão em cantaria, perto do qual se encontra, no muro, pontuado por vasos em cantaria, um relógio de sol. A fachada posterior encontra-se virada para a Praça das Amoreiras, onde se localiza a Capela de Nossa Senhora de Monserrate (v. PT031106460721), parte da arcada do Aqueduto das Águas Livres e o Arco das Amoreiras (v. PT031106100028). À fachada lateral esquerda, adossa-se o aqueduto e um pequeno corpo de apoio, em cantaria de calcário aparente, em aparelho isódomo, rasgada por porta de verga recta, encimada por bandeira protegida por grade, com moldura simples em cantaria. Nas proximidades situa-se o Chafariz do Largo do Rato (v. PT031106460022).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Hidráulica: mãe de água

Utilização Actual

Cultural e recreativa: museu

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: Carlos Mardel (séc. 18); Reinaldo dos Santos (séc. 18).

Cronologia

1728 - o procurador da cidade, Claudio Gorgel do Amaral, propõe a construção de um aqueduto; 1731, 12 Maio - alvará régio ordenando que se dê início à obra do Aqueduto das Águas Livres e que esta se faça através das terras, fazendas, moinhos etc., sem qualquer impedimento e independentemente da condição dos seus proprietários; 1744, 30 de Outubro - pela primeira vez correu água num tanque improvisado nas Amoreiras; 1745, Outubro / 1746, Março - trabalhos junto à Casa da Água no sítio do Rato, nos desentulhos que se fizeram no "caboco" da parte Norte, e nos pegões a ela imediatos, conforme projecto de Carlos Mardel; 1746, Abril / Setembro - obras na Arca de Água e pegões a ela sucessivos para o lado de São João dos Bem Casados; afundamento dos pegões do pátio da Arca de Água; 1746, Outubro / 1747, Março - construção dos arcos junto à Casa da Água; 1746 / 1748 - edificação do Arco das Amoreiras; 1747, Abril / Setembro - obras no arco de passagem da água no canto e estrada junto ao muro das Freiras de Campolide medindo-se a obra das impostas do arco para cima, até ao ponto do frontispício; colocação da tabela de pedraria em que está a inscrição na parede exterior da Arca de Água na parte do poente; diversos trabalhos na Arca de Água das Amoreiras e nos pegões a ela ligados; 1747, Outubro / 1748, Março - continuação das obras na Arca de Água das Amoreiras; 1749, Abril / Setembro - obra do sítio da Arca de Água até oito fiadas de pedra que tem fora daquela Arca; 1750, Abril / Setembro - decorriam trabalhos na obra do sítio do Rato, na Arca de Água, em onze fiadas de pedra mais o seu cordão e todas as pedrarias do pavimento do passeio dos seus quatro lados interiores, socalcos das quatro colunas, nas paredes que rodeiam a Arca de Água e nos dois últimos arcos que pegam com esta da parte N.; 1751, Abril a Setembro - os quatro lados das paredes da Mãe de Água das Amoreiras encontravam-se cheias até à altura da imposta; 1751, Outubro / 1752, Março - continuação das obras na Mãe de Água das Amoreiras; 1753, Outubro / 1754, Março - obra no interior da Mãe de Água das Amoreiras, incluindo toda a pedraria das formas dos arcos das paredes dos seus quatro lados e os sete pegões de cantaria; 1754, Abril / Setembro - medição dos arcos que descansam sobre as paredes na Casa de Água das Amoreiras; 1755, Outubro / 1756, Março -obras junto à Mãe de Água das Amoreiras; 1758, Abril / 1759, Março - execução da escada exterior da Mãe de Água das Amoreiras; 1770, Outubro - 1771, Setembro - obras na Casa de Registo, 1770, Outubro / 1771, Setembro - obras na Casa de Água do Rato; 1771 / 1772 - execução da platibanda do terraço da Casa do Rato e das quatro colunas e cascata, das gárgulas de pedra da Casa do Registo; 1791 - a obra da Casa da Água, no Largo do Rato encontrava-se completa; 1791, Junho - revestimento de pedraria que se assentou nos 4 pilares que sustentam a abóbada da Casa Grande de Registo, do sítio do Rato, incluindo a imposta moldada e a referida abóbada; 1795 - obra da Casa de Água, do chafariz e dos seus tanques; 1798, 23 de Novembro - manda-se construir por conta do público, uma muralha para suster a terra da entrada da Casa da Água, situada no Rato, a fim de evitar o seu desabar; 1802 - a Casa da Água necessitava de obras; 1805, 12 de Junho - aviso ao arquitecto das obras das Águas Livres para mandar construir um chafariz de quatro bicas junto à Casa de Registo da Mãe de Água no Rato; 1807 - aviso ao fiel dos arquitectos José dos Reis para mandar fechar e acabar a obra da Casa da Água no sítio do Rato; 1822, 24 de Julho - consulta na qual a Direcção da Obra das Águas Livres considera a obra da Casa de Água das Amoreiras como uma das melhores do mundo e com um custo que rondou 1 milhão de cruzados; 1824 - construção do poço e da escada da Casa do Registo; 1824, 26 Junho - aviso à Direcção da Real Fábrica das Sedas e Obras das Águas Livres para que ultime a obra do grande reservatório de água no sítio do Rato; 1825, 29 Julho - continuação das obras na Mãe de Água e no chafariz das Gazelas; 9 Agosto - ordem da Direcção da Real Fábrica das Sedas e Obras das Águas Livres para o mestre geral das referidas obras declarar o que mais convém para o interesse público: o acabamento imediato do terraço da Casa do Reservatório de Água ou deixar a obra para a Primavera seguinte; 1833, 2 Outubro - é concedida a quantia necessária para concluir o estucamento das abóbadas do edifício das Amoreiras antes do Inverno; 1834 - com a conclusão do terraço panorâmico, são dadas por terminadas as obras da Mãe de Água das Amoreiras; 1858 - 1864 - construção da galeria do Arco; 1919 - nas sessões de 30 de Abril e de 2 de Maio da Assembleia-Geral da Companhia das Águas de Lisboa surgiu a ideia de criar um Museu da Água; 1927 - o Aqueduto é utilizado para fins militares pelas forças leais ao governo, utilizando a Mãe de Água das Amoreiras como trincheira do quartel de Campolide e as galerias para movimentação de tropas; 1947 - colocação da pedra de armas de D. João V sobre uma lápide existente por cima da Casa do Registo; 1958 - a Companhia das Águas de Lisboa efectua escavações na rocha com o objectivo de prolongar e alargar o passeio em volta da Mãe de Água das Amoreiras; 1967 - termina a exploração de água do aqueduto de Lisboa; encerramento do Aqueduto das Águas Livres e do Reservatório da Mãe de Água, que passaram a integrar o conjunto do património do Museu da Água; 1987 - inauguração do Museu da Água composto por quatro núcleos: o Aqueduto das Águas Livres, o Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras, o Reservatório da Patriarcal (localizado no subsolo do Jardim do Príncipe Real) e a Estação Elevatória dos Barbadinhos; o Museu foi galardoado com o Prémio Municipal de Azulejaria com o painel "Água" da autoria de Eduardo Nery; 1990 - o Museu da Água recebeu o prémio de Museu Europeu do Ano e, consequentemente o prémio do Concelho da Europa.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante.

Materiais

Estrutura, pilastras, cornija, gárgulas, guardas das escadas, modinaturas, plintos, golfinho, conversadeiras, bancos, lápides, pilares, pavimento, escadas em cantaria de calcário; portas, plataforma e caixilhos de madeira; janelas com vidro simples; grades, portões, volante da válvula do tanque em ferro.

Bibliografia

CHELMICKI, José Carlos Conrado de, Memória Sobre o Aqueduto Geral de Lisboa, Lisboa, 1857; SILVA, Augusto Vieira da, O Arco e a Mãe D'Água das Amoreiras, Separata do Número Comemorativo da Exposição de Obras Públicas, do Boletim da Comissão de Fiscalização das Águas de Lisboa, Lisboa, [s.d.]; Catálogo da Exposição Cultural Relativa ao Aqueduto das Águas Livres e Abastecimento de Água à Cidade de Lisboa, Lisboa, 1940; CARVALHO, Ayres de, D. João V e a Arte do Seu Tempo, Lisboa, 1962; Idem, Lisboa e as Suas Fontes: o Aqueduto das Águas Livres, Lisboa, s.d.; ALMEIDA, Fernando de, Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, 2º Tomo, Lisboa, 1975; O Século, 18 de Outubro 1986; O Dia, 12 de Maio, 1988; O Diário, 12 de Maio 1989; O Dia, 17 de Agosto 1989; D. João V e o Abastecimento de Água a Lisboa, Lisboa, 1990; ROSSA, Walter, Mãe-d'Água das Amoreiras, in Dicionário da História de Lisboa, Lisboa, 1994, p.557 - 559; ROSSA, Walter, Além da Baixa - Indícios de Planeamento Urbano na Lisboa Setecentista, Lisboa, 1998; CASEIRO, Carlos, PENA, Américo, VITAL, Raul, Histórias e Outras Memórias do Aqueduto das Águas Livres, EPAL, Lisboa 1999; DUARTE, João Miguel Couto, O Reservatório da Mãe D'Água das Amoreiras, ou o Vazio Como Presença, Arte Teoria - Revista do Mestrado em Teorias de Arte da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, n.º7, Lisboa, 2005.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1785 - aplicação de revestimento de "pedraria bastrada" na obra da Mãe de Água das Amoreiras; 1787, Julho / Novembro - reforma da Casa do Repuxo e zonas anexas ao Aqueduto; COMPANHIA das ÁGUAS de LISBOA: 1944 - restauro da pedra de armas de D. João V, localizada em frente ao Jardim das Amoreiras; 1945 -substituição da porta coeva da construção das Amoreiras por outra em forro de pinho.

Observações

*1 - o Decreto de 19 de Fevereiro de 2002, vem alterar a redacção do decreto de 16 de Junho de 1910, publicado em 23 de Junho de 1910 que designava o imóvel como "Aqueduto das Águas Livres, compreendendo a Mãe de Água", passando a ter a seguinte DOF: " Aqueduto das Águas Livres, seus aferentes e correlacionados, nas freguesias de Caneças, Almargem do Bispo, Casal de Cambra, Belas, Agualva-Cacém, Queluz, no concelho de Sintra, São Brás, Mina, Brandoa, Falagueira, Reboleira, Venda Nova, Damaia, Buraca, Carnaxide, Benfica, São Domingos de Benfica, Campolide, São Sebastião da Pedreira, Santo Condestável, Prazeres, Santa Isabel, Lapa, Santos-o-Velho, São Mamede, Mercês, Santa Catarina, Encarnação e Pena, municípios de Odivelas, Sintra, Amadora, Oeiras e Lisboa, distrito de Lisboa."; o edifício é também conhecido por Arca de Água, Cálice, Casa de Água, Castelo de Água e Reservatório das Amoreiras. *2 - neste jardim estiveram depositadas, desde 1845 até 1940, dois tritões, duas sereias e duas carrancas, que haviam sido destinadas para um chafariz monumental projectado para o Campo de Santana, e uma estátua alegórica, representando a "Verdade". *3 - inicialmente, estavam previstos três grandes depósitos de água, mas só este foi concluído, tendo os demais sido substituídos por estruturas mais pequenas, normalmente situadas junto aos chafarizes mais importantes; do projecto da Mãe de Água, conhecem-se vários desenhos originais, que permitem identificar quatro versões; nenhuma delas corresponde rigorosamente ao que veio a ser construído, o que se deverá ao longo período de obras pelo qual o edifício passou e ao trabalho de diferentes arquitectos que nele trabalharam, em especial no que diz respeito à cobertura e à platibanda, que em nada correspondem ao que tinha sido pensado inicialmente; comparando o que chegou aos nossos dias e os projectos existentes, as maiores diferenças situam-se ao nível do acesso, da decoração, da hesitação entre o recurso a dois depósitos sobrepostos ou a um único, e na cobertura, que se idealizou em canhão. *4 - Na Casa do Registo, desembocam três galerias: a galeria do Arco; o aqueduto do Loreto e o aqueduto da Esperança. *5 - esta inscrição data do reinado de D. José I, tendo sido colocada em substituição da original. *6 - em meados do séc. 19, assentavam no parapeito desta guarda, no lado S., três esculturas de mármore, uma a meio e duas nos extremos, que entretanto desapareceram. *7 - alguns autores defendem que a pedra utilizada na cascata veio da zona de Belas, perto das Mães de Água Nova e Velha; contudo, esta encontra-se completamente revestida por um sedimento de calcário, tornando imperceptível o seu aspecto original, fazendo com que muitas vezes seja interpretada como uma fonte naturalista. *8 - em imagens antigas da cascata, encontrava-se representada uma estátua de Neptuno sobre a cabeça do golfinho, que poderia fazer parte do chafariz de Neptuno, localizado no Rossio, antes do terramoto de 1755, e que tendo saído ilesa tenha vindo a ser aproveitada e adaptada no cimo da cascata, cerca do ano de 1786, quando se reconstruiu a praça pelo traçado pombalino. *9 - este marca a galeria que vem do Arco das Amoreiras e finaliza o Aqueduto das Águas Livres. *10 - estes elementos não correspondem a qualquer uma das quatro versões projectadas, algumas onde a decoração não se estendia para além de umas esferas no remate do prolongamento das pilastras.

Autor e Data

Rute Antunes 2007

Actualização

 
 
 
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