Capela de São Brás

IPA.00002056
Portugal, Portalegre, Gavião, Belver
 
Arquitectura religiosa, renascentista, naneirista, vernácula. Capela com portal rectilíneo de influência Renascentista. Retábulo-mor de final de quinhentos com nichos enquadrados por colunas que albergam imagens relicário e o central a imagem de São Brás, rematado por frontão semicircular, de influência maneirista.
Número IPA Antigo: PT041209020006
 
Registo visualizado 217 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor rectangular. Massa simples disposta na horizontal. Cobertura exterior telhado de duas águas. Fachada principal orientada a O., de pano único, limitado por cunhais em granito, embasamento pintado a amarelo, um portal com moldura granítica, de linhas rectas, com duas pilastras, lintel recto sobrepujado por pequeno óculo; remate em empena triangular com pequeno campanário no vértice, sem sino. Fachada lateral S., dois panos separados por pilastra adossada à parede, o primeiro rasgado por uma porta com moldura granítica recta e o segundo por uma pequena fresta; embasamento pintado a amarelo; remate beirado recto. Fachada lateral N. com dois panos lisos separados por pilastra adossada á parede; embasamento pintado a amarelo; remate em beirado recto. Fachada posterior a E., com pano único, liso; embasamento pintado a amarelo; remate em empena triangular. INTERIOR: Nave única, parede fundeira rasgada por porta de dois batentes, com moldura recta, sobreposta por pequeno óculo e ladeada, do lado da Epístola, por pia de água benta em forma de vieira adossada à parede e púlpito em alvenaria, cujo acesso é feito através de dois degraus, do lado oposto. Nave com sanca envolvente pintada a amarelo; parede da epístola de pano único rasgado por porta de um batente, com moldura recta, à qual se segue uma pequena pia de água benta adossada na parede, em forma de vieira, idêntica à da parede fundeira. Pano do Evangelho idêntico ao da Epístola mas liso. Um só altar, com tecto em arco redondo exibindo esgrafitos Cobertura da nave com uma abóbada de berço. Pavimento em cerâmica. Arco triunfal de volta perfeita, pintado a amarelo, assente sobre duas colunas cuja pedra está à mostra e que estão embebidas em pilastras adossadas à parede. Grade de ferro forjado a separar a nave da capela-mor. Capela-mor ligeiramente sobrelevada (um degrau), de planta rectangular, parede da Epístola rasgada por uma pequena fresta; parede do Evangelho lisa. Retábulo-mor em madeira, com seis colunas coríntias decoradas com elementos vegetalistas, nicho central com uma imagem de São Brás com moldura em forma de arco de volta perfeita dourado e policromado em vermelho, dois querubins nos acrotérios, grade sob a peanha em que está assente a imagem; 24 nichos com imagens relicários dispostos simetricamente em quatro grupos separados pelas pilastras, dois de cada lado do nicho central; remate com frontão semi-circular sobre friso, com quatro relicários dispostos simetricamente e duas imagens; decoração com elementos vegetalistas; mesa de altar pintada em tons de vermelho e azul a imitar mármores; cobertura da capela-mor em abóbada de berço assente sobre sanca, pintada em tons tijolo , com desenhos geométricos a branco; pavimento em tijoleira.

Acessos

No interior do Castelo de Belver (v. PT041209020001). WGS84 (graus decimais) lat.: 39,493981, long.: -7,960980

Protecção

Incluído na Zona Especial de Proteção do Castelo de Belver (v. PT041209020001)

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Urbano, cimo de colina, no interior do Castelo de Belver junto à torre de menagem (v. PT041209020001).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: capela

Utilização Actual

Religiosa: capela

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Portalegre - Castelo Branco)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 16, 2.ª metade - construção da igreja e do retábulo-mor; 1959 - a igreja volta a estar aberta ao culto, regressando ao seu interior as imagens de São Brás, Santa Luzia e São Marcos que tinham sido levadas para a Igreja Paroquial de Belver; 2005 - a DRÉvora propõe o encerramento do processo de classificação; Despacho de encerramento do processo de classificação pelo presidente do IPPAR.

Características Particulares

O retábulo-mor seiscentista, albergando 28 relicários e a imagem do padroeiro, destacando-se no exíguo espaço interior da capela.

Dados Técnicos

Estrutura mista

Materiais

Alvenaria rebocada; cobertura de telha; granito nas molduras dos vãos e pavimento da capela-mor; tijoleira no pavimento da nave.

Bibliografia

FERREIRA, J. C: Lobato, Monografia da Antiga Vila de Belver (da Ordem de São João do Hospital, Gavião, 1999; KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Portalegre, Lisboa, 1943; O Castelo de Belver, Boletim n.º 46, Lisboa, DGEMN, 1946.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

DGEMN: 1946 - restauro e consolidação da estrutura do altar de talha, incluindo a cimalha e várias guarnições e duas almofadas novas entalhadas em baixo relevo, limpeza e enceramento da madeira em cor natural, restauro e afinação da porta de ferro forjado do sacrário; 1967 - Reparação dos telhados, pintura das portas da capela, reconstrução de rebocos exteriores; 1976 -, reparação de telhados, reconstrução da porta da capela e conservação do seu altar; 1977 - Reconstrução de rebocos em mau estado; reparação da porta principal; pintura de portas, caixilhos e grades de ferro, caiação de paredes interiores e exteriores, consolidação do altar, reparação de telhados; 1984 e 1987 - instalação eléctrica; IPPAR: 2005 - obras de conservação e restauro das coberturas (em curso).

Observações

*1 - As relíquias foram oferta do Infante D. Luís, filho de D. Manuel, que foi Grão Prior da Ordem do Hospital. Segundo O P.e João Baptista de Castro: "As preciosas relíquias São estas: parte do Santo Presépio, em que Cristo Senhor nosso nasceu; parte da mesa em que instituiu o Santíssimo Sacramento; um pedaço do Santo Lenho, e do Santo Sudário, e porção de terra do Monte Calvário; um vaso de marfim do feitio de uma caixa grande de hóstias, em que a Santa Magdalena levou o odorífero balsamo com que ungiu os Sacrosantos pés do Redemptor do mundo; gotas do virginal leite de Maria Santíssima; um dos seus preciosos cabelos; bocadinhos daquela pedra, em que descansou no caminho do Egipto, e terra do seu glorioso sepulchro: relíquias de São Joseph, de São João Baptista, e dos Santos Innocentes: da Sepultura de Lázaro: cabelos de Santa Magdalena: da anfora de São Paulo Apóstolo: do cilício de São Thomé: da pele de São Bartholomeu, ossos de Santo Estvão, de São Sebastião, de São Arcadio, e de São Cyriaco: o dedo index da mão direita de São Braz, carne de Santo Antão e de São Arsénio: da cabeça de Santo Albino. Relíquias de Santa Margarida, de São Salvador monge, da capa de São Domingos, e outras de vários Santos." ( CASTRO, 1870 ).

Autor e Data

Helena Mantas e Marta Gama 2001

Actualização

 
 
 
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