Pelourinho de Folhadal

IPA.00002375
Portugal, Viseu, Nelas, Nelas
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, seiscentista. Pelourinho de pinha piramidal, com soco circular de dois degraus, com fuste quadrangular, de arestas chanfradas, rematado por pináculo piramidal.
Número IPA Antigo: PT021809030003
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco circular, de dois degraus planos, sendo o inferior mais alto e de maior diâmetro, parcialmente enterrado no pavimento, a N.. O fuste arranca de uma base diminuta, de vértices arredondados, quadrada, possuindo chanfros que originam uma secção octogonal. No quinto superior do fuste uma estreita gola com aro de ferro. Superiormente o fuste retoma a forma quadrada de vértices salientes onde assenta directamente o remate em pirâmide quadrangular, de faces lisas.

Acessos

Folhadal, Largo da Capela. WGS84 (graus decimais) lat.: 40,513225; long.: -7,852625

Protecção

IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Urbano, em pequeno largo de forma triangular com inclinação para S., circundado pela Capela de Nossa Senhora da Tosse (v. PT021809030012) a E. e casas de dois pisos a N., O. e S.. Em destaque, isolado.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Político-administrativa: pelourinho / Judicial: pelourinho (concelho régio)

Utilização Actual

Marco histórico-cultural: pelourinho

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 17 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1286 - foral de D. Dinis ou Carta de Povoação; séc. 16 - desconhece-se a existência de foral novo, estando os habitantes sob a alçada administrativa do concelho de Senhorim sediado em Vilar Seco, embora com justiças próprias, justificando a existência de um pelourinho *1; séc. 17 - provável edificação do pelourinho; 1708 - a povoação, com 80 vizinhos, é da Coroa; trem juiz de vintena e é subordinada ao Corregedor de Viseu; 1758 - nas Memórias Paroquiais é referido que a povoação, com Senhorim, formavam uma freguesia, pertencente à Comarca de Viseu, com juizes ordinários e vereadores, sendo as sessões da Câmara realizadas em Vilar Seco; séc. 19 - a povoação do Folhadal é anexada ao Concelho de Senhorim.

Características Particulares

Pelourinho rústico de proporções atarracadas e linhas simples, de construção tardia.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutrua em cantaria de granito; aro de ferro.

Bibliografia

COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. II, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1708; LOUREIRO, José Pinto, Concelho de Nelas (Subsídios para a História da Beira), Nelas, 1988; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; REAL, Mário Guedes, Pelourinhos da Beira Alta, Folhadal, Rev. Beira Alta, vol. IV, 1945, pp. 56-61; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Viseu, Viseu, 1998.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 42, n.º 404, fl. 207)

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

*1 - os julgamentos eram efectuados sobre um carro de bois, junto do Pelourinho.

Autor e Data

Madeira Portugal 1991 / Lina Marques 1996

Actualização

 
 
 
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