Castelo de Paderne

IPA.00002602
Portugal, Faro, Albufeira, Paderne
 
Fortificação islâmica construída no período almóada, de planta rectangular com torre albarrã, dominantemente em taipa.
Número IPA Antigo: PT050801030001
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Militar  Castelo    

Descrição

Planta rectangular, cortinas de muralhas ameadas com caminho de ronda que comunica com uma torre albarrã através de uma ponte sobre arco de volta perfeita. No interior vestígios de casario e de uma capela de planta longitudinal, da qual restam apenas as paredes mestras *1.

Acessos

Cabeço do Castelo, na margem esquerda da ribeira de Quarteira, 2 Km a S. de Paderne

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 516/71 DG, 1.ªsérie, n.º 274 de 22 novembro 1971 / ZEP, Portaria n.º 978/99, DR, 2.ª série, n.º 215, de 14 setembro 1999

Enquadramento

Rural, isolado, no topo de um alto cabeço projectado sobre um profundo vale, onde predomina a vegetação mediterrânica, oliveiras, figueiras e alfarrobeiras, em zona inserida em área da Rede Natura 2000 e fazendo parte de percurso pedestre do Instituto de Conservação da Natureza.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Militar: castelo

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

DRCAlgarve, Portaria n.º 829/2009, DR, 2.ª série, n.º 163 de 24 agosto 2009

Época Construção

Séc. 12 / 14

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: Manuel Lopez Vicente (2004-2005, 2016).

Cronologia

Séc. 02 a.c., meados - Os Romanos conquistam um primitivo castro lusitano, presumivelmente de transição do período neolítico para o calcolítico, transformando-o numa forte base militar de ocupação e centro político e administrativo, com o nome de Paderne ou Paderna; 713 - conquistado pelos Mouros; 1248 - D. Paio Peres Correia toma o castelo para a Coroa Portuguesa, no reinado de D. Afonso III; 1305 - D. Dinis, depois de lhe fazer alguns restauros, doa o Castelo de Paderne ao Mestre da Ordem de Avis, D. Lourenço Anes; 1858 - dado o isolamento, abandono e ruína do Castelo, o culto na ermida de Nossa Senhora da Assunção, primitiva igreja paroquial de Paderne, é desactivado; 1998, 10 março - cedência do imóvel ao IPPAR; 2001 - O IPPAR contrata a empresa Terracarta para proceder ao levantamento arquitectónico tridimensional do imóvel; aquisição do monumento e terrenos adjacentes pelo IPPAR pelo valor de 29.000.000$00; 2016, 29 julho - assinatura de protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Albufeira e a Fundação Millenium BCP, para valorização, restauro e conservação da torre albarrã do Castelo de Paderne, um investimento na ordem dos 90 mil euros.

Dados Técnicos

Materiais

Taipa, pedra aparelhada, alvenaria, madeira

Bibliografia

ALMEIDA, João de, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1948; CLARO, Ricardo - «Torre Albarrã do Castelo de Paderne vai ser restaurada». Postal do Algarve Online. 20 julho 2016; OLIVEIRA, Xavier de Ataíde, Monografia de Paderna ou Paderne do Concelho de Albufeira, Porto, 1910; «Torre albarrã do Castelo de Paderne vai ser restaurada». In Jornal de Monchique. 03 agosto 2016; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74129 [consultado em 1 agosto 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN / DSID; IPPAR; Terracarta - Consultoria Geomática, Av. do Brasil, Lisboa, www.terracarta.org.

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN / DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

DGEMN: 1986 - reconstrução de arco que une as muralhas e de uma torre ruídas; enchimento de panos de muralha com alvenaria de taipa para tapamento de rombos e consolidação; nos cunhais foi construída alvenaria hidráulica em elevação; IPPAR: 2004 / 2005 - obras de conservação e restauro do castelo, com assessoria técnica do arquiteto Manuel Lopez Vicente; CMALBUFEIRA / DRCA: 2016 - projeto de conservação e restauro a cargo do arquiteto Manuel Lopez Vicente.

Observações

* 1 - a ermida tinha primitivamente nave com cobertura de madeira e abóbada na capela-mor; tinha três altares e no altar-mor a imagem de Nossa Senhora.

Autor e Data

João Neto 1991

Actualização

 
 
 
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