Categoria
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| Monumento |
Descrição
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Acessos
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| Arquipélago dos Açores, Grupo Central, Ilha do Faial, extremidade O., E.N. 3-2 / ramal para o Porto do Comprido |
Protecção
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| Incluído na Reserva Florestal Natural, Decreto Legislativo Regional nº27/88/A, de 22 de Julho |
Grau
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| 5 |
Enquadramento
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Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Comunicações: farol |
Utilização Actual
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| Cultural / científica: centro de interpretação ambiental |
Propriedade
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| Regional |
Afectação
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Época Construção
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| Séc. 19 / 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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Cronologia
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| 1894, 1 Abril - início da construção do edifício do farol (www.inventario.iacultura.pt); 1903, Julho - o edifício encontra-se concluído (www.inventario.iacultura.pt); 1957, 10 Outubro - por decorrerem obras de reparação do Farol dos Capelinhos pela Direcção das Obras Públicas no Distrito da Horta, sob a supervisão da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais / Direcção dos Serviços de Conservação, o director das Obras Públicas daquele distrito informa por telégrafo o director-geral sobre a suspensão momentânea dos trabalhos em virtude da erupção do vulcão dos Capelinhos (PT DGEMN.DSARH-005-4448/10); 1957, 7 Novembro - data do primeiro relatório elaborado pelo engenheiro director de Obras Públicas no Distrito da Horta (Eng. Frederico de Menezes Avelino Machado) e dirigido ao director-geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, sobre o impacto da erupção dos Capelinhos no edifício do farol. É então pormenorizadamente descrito um momento único na história contemporânea do arquipélago: "A erupção dos Capelinhos começou a 27 de Setembro com um ligeiro fervilhar da água do mar cerca de 1 km a Oeste do farol. A 29 de Setembro a intensidade aumentou e tornou-se altamente explosiva. Os jactos de cinza (areia e pó) atingiam frequentemente os 800 metros e uma vez ou outra subiram a mais de 1200. A coluna de vapor de água ia a 3 ou 4 km de altura e excepcionalmente ainda mais. A violência da erupção manteve-se durante um mês. A quantidade de cinza emitida foi tanta que formou uma ilhota com 800 metros de diâmetro e 100 de altura (acima do nível do mar) num ponto onde anteriormente a profundidade era de 70 metros. Cairam também junto ao farol dos Capelinhos e Porto do Comprido, algumas pedras que chegavam a pesar 30 kg. A nuvem era arrastada pelo vento e por isso chegou a cair cinza a 20 km de distância da chaminé vulcânica. Este foi o aspecto mais nocivo da erupção. A quantidade de cinza caída em terra tem dependido da direcção do vento. Quando este soprou forte de Oeste, a 6 e 7 de Outubro, houve pânico nas povoações do Canto e Norte Pequeno (freguesia do Capelo) que ficam a cerca de 3 km do vulcão. As populações foram então evacuadas. Em virtude da poeira espalhada no ar (que aumentava muito a condensação das gotas de água) a pluviosidade da região aumentou mais de dez vezes, passando de 70 mm para mais de 700 por mês. A chuva torrencial que caiu foi outro factor desastroso na região. A 29 de Outubro a ilhota submergiu-se e a actividade parecia ter terminado. Contudo nos últimos dias renovou , não se prevendo por agora se poderá voltar a atingir a violência anterior. (...) As pedras arremessadas pelo vulcão caíram sobre os edifícios do farol dos Capelinhos, furando os telhados e pavimentos e partindo vidros, loiças sanitárias e alguns móveis. O farol teve de ficar apagado durante a erupção e o pessoal foi evacuado. A obra de reparação que estava em curso teve de ser também suspensa. A cinza e a água da chuva entraram pelos buracos dos telhados e das janelas e acumularam-se em quase todos os compartimentos, avariando os pavimentos e as pinturas interiores. O recinto exterior ficou também entulhado com mais de 1 m de areia." (PT DGEMN.DSARH-005-4448/10). Esta descrição é acompanhada com uma reportagem fotográfica com 6 registos, legendendados e datados, ilustrando os momentos mais importantes do processo entre Setembro e Novembro de 1957; 1958, 30 Abril - novo relatório do mesmo responsável dirigido ao DGEMN, acompanhado de 7 registos fotográficos, no qual são descritos os acontecimentos desde o anterior relatório e as medidas tomadas: "Como a actividade vulcânica diminuiu em Novembro e Dezembro as avarias foram reparadas em parte pela Direcção de Faróis e em parte pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais que executou trabalhos de emergência no valor de 49.611$50 para pôr os edifícios em estado de resistirem às intempéries caso a erupção ainda durasse muitos meses. Em Janeiro voltaram a cair cinzas e foi concedida (a pedido da Direcção de Obras Públicas) uma verba de 20 contos para manter os telhados limpos, verba da qual foram dispendidos 11.109$00. (...) Em Fevereiro e Março a erupação teve porém um desenvolvimento inesperado. A cratera (que estava a cerca de 1200 m do farol) deslocou-se para um ponto 500 m mais próximo e em consequência as pedras, com peso de 10 a 300 kg, cairam em tanta abundância que foi forçoso suspender os trabalhos de limpeza dos telhados. Muitas pedras atingiram os edifícios furando o fibrocimento do telhado. A cinza caiu também em grande abundância, (...). Numa única noite (23/24 de Março) caiu uma camada de 1,9 m de cinza, correspondendo a uma carga de 2000 kg/m2. Os telhados das habitações abateram em grande parte e a própria laje de betão armado da casa dos motores ficou arruinada. Há actualmente no recinto do farol cinza com a espessura de 7 m aproximadamente e este número talvez continue a aumentar. Foi possível com a verba concedida franquear a entrada dos edifícios de forma a retirarem móveis e motores (trabalho que foi feito pelo pessoal do farol). (...) Em face dos últimos acontecimentos parece que não se deve dispender mais verbas com o farol sem que termine a erupção. A torre ainda se mantém em condições razoáveis mas o cone vulcânico (altura actual 150 m) está a aumentar tanto, que talvez se tenha de rever no futuro a localização do farol." (PT DGEMN.DSARH-005-4448/10); |
Características Particulares
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Dados Técnicos
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Materiais
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Bibliografia
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| Lista de Faróis, Bóias Luminosas, Radiofaróis, Sinais de Nevoeiro e Sinais Horários e de Mau Tempo, Estações Radiotelegráficas e de Socorro a Náufragos Existentes na Costa de Portugal, nos Arquipélagos dos Açores e Madeira e Colónias, Lisboa, Direcção de Faróis, 1955; Vulcão dos Capelinhos - Retrospectiva , Victor Hugo Forjaz, vol. I, 1.ª edição, Ponta Delgada, Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, 1997; |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSARH, DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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| IHRU: DGEMN/DSARH-005-4448/10 |
Intervenção Realizada
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Observações
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| EM ESTUDO |
Autor e Data
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| Ricardo Agarez 2007 |
Actualização
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