Villa Romana do Alto da Cidreira / Villa Romana do Alto do Cidreira

IPA.00003046
Portugal, Lisboa, Cascais, Alcabideche
 
Arquitectura agrícola, romana. "Villa" ou casa rural com "domus" e complexo termal.
Número IPA Antigo: PT031105010022
 
Registo visualizado 187 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

Categoria

Monumento

Descrição

"Vila" constituída por uma casa senhorial, possivelmente de dois andares, e o respectivo complexo termal. Deste, existem um tanque semicircular pertencente ao "frigidarium" (zona de banhos frios), o "praefurnium" (forno que permitia aquecer o ar sob o pavimento e a água para os tanques) e o hipocausto, uma sala assente em arcos de tijolo e que ficava aquecida pelo ar quente que passava através dos arcos proveniente do "praefurnium".

Acessos

Estrada Cascais - Sintra, cortando para Carrascal do Alvide. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,723953; long.: -9,421220 (à freguesia)

Protecção

IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 26-A/92, DR, 1.ª série, n.º 126 de 01 junho 1992

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Urbano. Implanta-se numa zona elevada, junto ao marco geodésico designado "João Cidreira", possuindo nas imediações um bairro clandestino, estando uma das casas a violar a área arqueológica.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Agrícola: villa

Utilização Actual

Marco histórico-cultural: villa

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 01

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 01 - época provável da sua construção e ocupação; 1889 - referida pela primeira vez por Francisco Paula e Oliveira; 1915 - Félix Alves Pereira visita o local e é informado que o Visconde de Coruche já ali efectuara escavações; mais tarde descobre três tanques revestidos de "opus signinum"; 1960, década - destruição parcial dos três tanques, quando se construíram algumas moradias; 2007, 25 novembro - proposta de definição de Zona Especial de Proteção, pela CMCascais; 2008, 14 maio - DRCLVTejo concorda com a proposta da edilidade; 11 junho - parecer favorável do Conselho Consultivo do IGESPAR.

Características Particulares

Dados Técnicos

Materiais

Calcário

Bibliografia

BRANCO, D. António Castelo, FERREIRA, O. Veiga, CARDOSO, Guilherme, Descoberta de uma mini mascara de "terracota" na estação lusitano - romana do Alto da Cidreira (Cascais), Cascais, 1970 ; D'ENCARNAÇÃO, José, CARDOSO, Guilherme, NOLEN, Jeannette U. Smit, A Vila Romana do Alto da Cidreira em Cascais in Arquivo de Cascais, nº 4, Cascais, 1982, p. 9 - 27; CARDOSO, Guilherme, Cascais no tempo dos Romanos (Exposição), Cascais, 1986; s.a., Roteiros da Arqueologia Portuguesa 1 - Lisboa e Arredores, s.l. 1986.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1977 - Primeiras sondagens; 1980 e 1981 - Campanhas de escavações.

Observações

A datação provisória submetida à cerâmica "terra sigillata clara A" do espólio, permite estabelecer uma primeira ocupação na segunda metade do séc. 01 e primeira metade do 02I; talvez uma desistência parcial nos fins do séc. 02 e durante o séc. 03; e finalmente uma ocupação importante nos séc. 04 e 05 O espólio é ainda constituído por moedas, fragmentos de alfinetes, em bronze, pesos de tear (sintoma de actividade têxtil), botões e uma pequena máscara em terracota representando um negro e encontra-se no Museu dos Condes de Castro Guimarães.

Autor e Data

Paula Noé 1991

Actualização

 
 
 
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