Muralhas e Portas Muçulmanas e Almedina de Silves

IPA.00005922
Portugal, Faro, Silves, Silves
 
Arquitectura militar, muçulmana, gótica. Fortificação almóada.
Número IPA Antigo: PT050813070018
 
Registo visualizado 157 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Planta irregular implantada em terreno alto, os troços existentes deixam perceber que se tratavam de altas muralhas ameadas com torres que circundavam o aglomerado urbano partindo do castelo a poente volta a encontrá-lo a S.. Existe o troço entre a R. Nova da Boavista e R. Nunes Mascarenhas, cortada pela R. B. Marques e R. D. Afonso III, com restos de torres, sensivelmente a meio e no topo da R. Nova da Boavista, ao qual se foram adossando construções modernas. O troço que vai encontrar as Portas da cidade, poderoso baluarte de dois registos, é visível em toda a largura do átrio do Museu Arqueológico, através de um grande painel de vidro.

Acessos

Rua Nova da Boavista, Rua Nunes Mascarenhas e Rua da Porta da Azóia

Protecção

MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 31-C/2012, DR, 1.ª série, n.º 252, de 31 dezembro 2012

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Os troços de muralha existente situam-se por entre o casario das ruas Nova da Boavista e Nunes Mascarenhas e por detrás da rua da Porta da Azóia. Outro troço existe na rua das Portas de Loulé e está actualmente integrado no Museu de Arqueologia. O Torreão das portas da cidade fecha a Praça do Município pelo lado E..

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Militar: muralhas / Residencial: conjunto urbano fortificado

Utilização Actual

Marco histórico-cultural / Cultural: biblioteca municipal (torreão portas da Cidade): horário 2º a 6º feira das 09:30 - 13:00 / 14:00 - 17:30

Propriedade

Afectação

Época Construção

Séc. 8 / 9 / 10 (conjectural) / 11 / 13 / 14 / 15

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

201 a. c. - conquista de Silves pelos Romanos transformando-a numa forte base militar de ocupação e num centro político e comercial de grande prosperidade; 716 - os Mouros tomaam o local e reforçam a fortaleza romana com uma nova cerca amuralhada com torres e couraças e que se estendia ao longo da margem direita da ribeira desde o porto até ao Rovallo, ponto este em que eram tomadas as águas para abastecimento da população e era especialmente defendido por um pequeno castelo e continuava depois a monte pela banda do norte até ao porto fluvial, inclusive (ALMEIDA, 1948); 1755, 01 Novembro - danificado pelo terramoto, segundo Moreira de Mendonça "A cidade de Silves perdeu a sua Se, Torre, castelo, e muralhas, Casa da Camara, Cadea..." (MENDONÇA. 1758); 1890, até c. de - o Tribunal Judicial ( v. 0813070041 ) funcionava no Torreão das Portas da cidade; 1969 - estragos provocados pelo sismo; 1980, outubro - Despacho de homologação de classificação como Imóvel de Interesse Público; 1995, 04 dezembro - Incluído no PDM de Silves como VC - Valor Concelhio, Resolução do Conselho de Ministros n.º 161/95; 2005, 29 setembro - tendo-se extraviado o processo inicial de classificação, nova proposta de abertura de processo de classificação pelo IPPAR/DRFaro; 2005, 20 dezembro - Despacho de abertura de processo de classificação pela Vice-Presidente do IPPAR; 2006, 09 maio - Proposta de classificação pelo IPPAR/DRFaro; 2006, 12 junho - Proposta de ZEP pelo IPPAR/DRFaro; 2008, 01 outubro - o Conselho Consultivo do IGESPAR emite Parecer a propor a classificação como MN - Monumento Nacional e Parecer favorável à ZEP; 2011, 27 de outubro - publicado no DR, nº 207, 2ª série, o Anúncio nº 15560/2011 de Projecto de Decisão relativo à classificação como MN e a demarcação da respectiva ZEP.

Características Particulares

Dados Técnicos

Materiais

Taipa, cantaria

Bibliografia

MENDONÇA, Joachim Joseph Moreira de, História Universal dos Terramotos, Lisboa, Officina de António Vicente da Silva, 1758; Alexandre HERCULANO, História de Portugal, Tomo III, 8ª ed.; Sé Catedral de Silves, Boletim da DGEMN, Porto, 1955, Castelo de Silves, Boletim da DGEMN, Porto, 1948; João de ALMEIDA, Roteiro dos monumentos militares Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1948;TEIXEIRA, Manuel C., Silves: cidade mediterrânica - cidade muçulmana, Revista Monumentos, nº 23, Lisboa, 2005, pp. 6 - 17.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMS

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMS

Intervenção Realizada

DGEMN: 1972 - obras de recuperação da torre junto à Câmara Municipal; demolição de um anexo; consolidação de fendas;1973 - reparação de um troço de muralhas junto do edifício da Câmara Municipal; construção de betão armado em lintéis para consolidação dos paramentos de um torreão; 1982 - assentamento de silhares de cantaria da região em cunhais de um torreão da zona virada a N.; 1984 - demolição dos restos das alvenarias de um prédio que obstruía um troço das muralhas Dr. Francisco Vieira; assentamento de silhares de cantaria da região em cunhais de um torreão; tapamento de rombos e consolidação de panos de muralha; 1985 - continuação da consolidação e recuperação do troço da rua Dr. Francisco Vieira e do troço na zona N.; 2000 - reconstrução dos cunhais da Torre da Almedina: 2002 - reconstrução de dois cunhais da torre e fechamento de juntas.

Observações

*1 - DOF: Muralhas e Porta da Almedina de Silves.

Autor e Data

João Neto 1991

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login