Fonte de Armés / Fonte dos Mouros

IPA.00006131
Portugal, Lisboa, Sintra, União das freguesias de São João das Lampas e Terrugem
 
Arquitectura infraestrutural, romana. Fonte criada para homenagear o Imperador Augusto, revela simultaneamente o poder sócio-económico de um flâmine municipal. A sua relativa simplicidade denunciada recuada cronologia, talvez ainda da 1ª metade do imperialato de Tibério. Cardim Ribeiro julga que formaria um conjunto semelhante à "Fonte de Trajano" (localizada em Epheso). Aqui, o depósito funciona como elemento intermediário entre a conduta de abastecimento de água e o tanque fontanário propriamente dito, tendo sobre pedra epigrafada estátua de trajano. O fontanário possuia ainda um certo carácter sagrado com as suas águas.
Número IPA Antigo: PT031111130036
 
Registo visualizado 242 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Caixa de planta rectangular, com 213 cm. de comprimento x 231 cm. de alt. (incluindo altura do depósito), formada por vários monólitos aparelhados, com o fundo quebrado e roto. As paredes laterais e posterior erguem-se marcadamente em relação à parede anterior - mero parapeito apócripo suportando tampa com a seguinte inscrição: "L. I V L I V S. M A E L O. C A V D I C. F L A M. D I V I. A V G D S F". A zona exterior da parede lateral esquerda denota um picado grosso, largo e irregular, parecendo revelar que tal face permaneceria primitivamente encoberta. Uma conduta subterrânea, que termina num orifício circular aberto perto da aresta direita da parede posterior do depósito e a cerca de 85 cm sobre o fundo, canaliza as águas de nascente próxima para assegurar abastecimentos ao fontanário.

Acessos

Rua da Fonte Romana, Armés (desvio para Armés na EN 9 Sintra - Montelevar). WGS84 (graus decimais) lat.: 38,851300; long.: -9,344042

Protecção

IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 29/90, DR, 1.ª série, n.º 163 de 17 julho 1990

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Urbano, adossado. Situa-se c. 3 m. abaixo do actual nível do solo, adossado à base da parede S. de 1 largo poço de secção quadrangular, hoje coberto por placa de betão, e com bomba manual para tirar água. Tem acesso por estreita escadaria.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Infraestrutural: fontanário público

Utilização Actual

Marco histórico-cultural: fonte

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 01

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

C. 01 d.C. - datação proposta para a sua construção; "recentemente"- Cardim Ribeiro julga que a laje epigrafada foi recuada em relação à sua primitiva posição, para facilitar acesso prático ao depósito. A sua utilização como fonte permanece até aos nossos dias.

Características Particulares

As dimensões das letras da epígrafe - que sugerem terem sido concebidas, nas suas proporções, tendo em vista uma leitura efectuada de longe, induzem-nos a supor um conjunto arquitectónico original possuidor de um grau de monumentalidade compatível

Dados Técnicos

Materiais

Mármore.

Bibliografia

JUROMENHA, Visconde de, Cintra Pinturesca, Lisboa, 1905; CORREIA; Vergílio, O Archeologo Português, vol. 18, Lisboa, 1913, p. 169 - 174; CARDIM RIBEIRO, José, Património Histórico - Cultural Concelhio, Notas Avulsas - V, in Jornal de Sintra, Sintra, Ano 47, nº 2387, 1980, p. 1 - 3; CARDIM RIBEIRO, José, Estudos Históricos - Epigráficos em torno da figura de "L. I V L I V S M A E L O C A V D I C U", in Sintria, tomo I, Sintra, 1982 - 83, p. 151 - 476.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Desenvolvimento proposto: L(ucius). MAELO. CAVDIC(us). FLAM(en) DIV. AVG. (usti). Tradução "Lúcio Júlio Melo Claudio, flâmine do Divino Augusto, fez (este monumento) à sua custa". Os terminos das paredes laterais estão muito polidos e desgastados por terem servido de poiais.

Autor e Data

Paula Noé 1991

Actualização

 
 
 
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