Basílica e Convento de Mafra / Palácio Nacional de Mafra

IPA.00006381
Portugal, Lisboa, Mafra, Mafra
 
Arquitectura religiosa e arquitectura residencial, barroca joanina. Reconhece-se a influência de modelos italianos que marcam genericamente as edificações do denominado barroco joanino.
Número IPA Antigo: PT031109090001
 
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Registo

Categoria

Monumento

Descrição

Planta composta, o edifício organiza-se em 2 corpos principais de secção rectangular adjacentes pelos seus lados maiores. O conjunto apresenta uma volumetria uniforme, da qual se destacam a massa da basílica (cúpula elevada sobre tambor vazado por janelas, e torres sineiras) e os torreões extremos. As coberturas das alas são efectuadas por telhados a 2 águas articulados nos ângulos. O corpo E. (exclusivamente destinado à zona conventual) organiza-se em torno de um claustro quadrado e contam-se, entre os compartimentos mais notáveis, a biblioteca e as cozinhas. O corpo O., de maiores dimensões, é caracterizado pelo eixo de simetria definido pela basílica (de planta longitudinal), inscrita em pátio quadrado que circunscreve 2 corpos secundários, N. e S., também eles organizados em torno de pátios quadrados. De cada um destes corpos destaca-se, nos ângulos com a fachada principal, a O., um torreão, de secção quadrada e cobertura bolbosa. Esta fachada encontra-se desenvolvida em 3 pisos e articulada em 9 corpos distintos (em planta e pelo tratamento arquitectónico), sendo os extremos os torreões mencionados e o central a fachada basilical. O alçado da basílica, antecedido por escadório compósito, ostenta 2 torres sineiras enquadrando um módulo central onde se abrem, num 1º nível, os 5 vãos de acesso à galilé, a que se sucede um 2º nível animado pela alternância de janelas e nichos albergando estatuária monumental, sendo o remate efectuado por um frontão triangular assentando em cornija destacada. Acima desta erguem-se os 3 níveis das torres (relógio e 2 ventanas sineiras em arco de volta inteira). Planimetricamente, a BASÍLICA organiza-se em cruz latina, com nave única (com capelas laterais profundas e intercomunicantes), transepto saliente e capela-mor, ladeada por 2 capelas absidais rectangulares. A iluminação do espaço interior faz-se mediante janelas abertas nos muros laterais (sobre cada uma das 3 capelas abrindo para a nave) e as do alçado principal. A nave é coberta por abóbada de berço em cantaria, com penetrações iluminantes, levantando-se no cruzeiro a cúpula, sobre tambor e pendentes. Os braços do transepto, rematados em semicírculo, apresentam cobertura em abóbada de berço semelhante à da nave, tal como a capela-mor.

Acessos

Terreiro D. João V. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,936922; long: -9,326395

Protecção

MN - Monumento Nacional ,Decreto de 10-01-1907, DG n.º 14 de 17 janeiro 1907, Decreto de 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria n.º 178/92, DR, 2.ª série, n.º 127 de 02 junho 1992

Grau

1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.

Enquadramento

Urbano, destacado, isolado. A E. localiza-se o Jardim do Cerco (v. PT031109090073) e o Aqueduto (v. PT031109090121) que abastecia o convento.

Descrição Complementar

O acesso à basílica processa-se através de uma galilé abobadada, de planta rectangular alongada (transversa ao eixo principal), com os topos em semicírculo com ligações aos espaços octogonais existentes sob as torres sineiras. Nesta zona é visível um conjunto de estátuas de vulto, em mármore, colocadas em nichos, representando fundadores e reformadores de ordens religiosas, e ainda São Vicente e São Sebastião, ladeando o portal principal. No interior da basílica distingue-se o altar-mor, com uma tela figurando A Virgem Apresentando o Menino a Santo António, havendo ainda a destacar as capelas laterais, de planta quadrada com os ângulos chanfrados, e com as seguintes invocações: Santo Cristo, Santos Bispos e Nª Sª do Rosário, do lado do Evangelho; Santas Virgens, Santos Confessores e Santos Mártires, do lado da Epístola. Em cada uma destas capelas, encontra-se, para além do retábulo em mármore (relevo figurativo), um conjunto de 4 estátuas de vulto, igualmente em mármore, integradas em nichos abertos nos lados menores. Os topos dos braços do transepto são ocupados pelas capelas do Santíssimo Sacramento a N. e da Sagrada Família a S., cujos retábulos apresentam também relevos marmóreos. A zona palacial do monumento, ocupava toda a fachada principal (à excepção da basílica), abrangendo os 2 torreões e ainda, ao nível do 3º piso, as frentes N. e S. e organizava-se nestas alas numa sucessão de compartimentos, de entre os quais há a destacar: a Sala de Audiências, ou do Trono (decorado com pinturas murais de Domingos António Sequeira e Cirilo Wolkmar Machado), na ala N.; a Sala da Benção (sobre a galilé, funcionando como tribuna real), na ala O.; a Sala das Descobertas e a Sala dos Destinos (com tectos integralmente decorados com pintura alegórica, por Cirilo Wolkmar Machado). Na zona conventual, o destaque maior cabe à biblioteca, grande sala abobadada de planta em cruz latina em 2 pisos cujas paredes são revestidas pelas estantes em talha.

Utilização Inicial

Religiosa: convento masculino da Ordem de São Francisco - capuchos (Província da Arrábida) / Residencial: palácio real

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial / Cultural: museu / Militar: quartel / Política e administrativa: Câmara Municipal

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Ministério da Defesa Nacional / DGPC, Decreto-Lei n.º 115/2012, DR, 1.ª série, n.º 102 de 25 maio 2012

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETOS: Custódio Vieira (séc. 18); João Frederico Ludovice (c. 1670 - 1752), Carlo Gimac, António Canevari, Manuel Caetano de Sousa (1742 - 1802) (biblioteca); Carrilhão: Nicolau Lavache, Guilherme Withlockx. CARPINTEIRO: Domenico Massa (1739). ENGENHEIRO MILITAR: Manuel da Maia (séc. 18). ESCULTORES: João de Almeida (presépio, atri.), José de Almeida (1728-1729); Alessandro Giusti (1715 - 1799), Anton MAria Maragliano (1739); Joaquim Machado de Castro, Francesco Maria Schiafino, Carlo Monaldi (1683 - 1760), Agostino Cornnacchini (1685 - c.1754), Giovanni Battista Maini (1690 - 1752), Filippo della Valle (1698 - 1768), Manuel Dias (1739); Pietro Bracci (1690 - 1773). ORGANEIROS: Eugene Nicholas Egan, António Xavier Machado e Cerveira, Joaquim António Peres Fontanes. OURIVES: António Rodrigues de Leão (1739). PEDREIROS: António Martins (séc. 18); Bernardo Pereira, José Rodrigues Corista e Manuel Rodrigues Corista (1736). PINTORES: Agostino Masucci (1692 - 1758), Corrado Gianquinto (1703 - 1756), Emanuel Alfani (act. 1730 - 1746), Etiénne Stephanus Parrocel (1695 - 1776), Francesco Trevisani (tela do altar-mor), Giovanni Odazzi (1663 - 1731), Pierre-Antoine Quillard (1704 - 1733), Pietro Bianchi (1694 - 1740), Sebastiano Conca (1680 - 1764), André Gonçalves (1685 - 1762), Cirilo VolKmar Machado (pinturas da sala do Trono), Inácio de Oliveira Bernardes (1697 - 1781), Francisco Vieira de Matos - o Lusitano (1699 - 1783).

Cronologia

1712 - deliberação de D. João V no sentido de se edificar um convento de religiosos da província da Arrábida, no local denominado Alto da Vela, promessa deste monarca, caso tivesse um filho varão, o que viria a acontecer em 6 de Junho de 1714, com o nascimento do infante D. José (futuro rei); 1713 - aquisição dos terrenos; 1717 - lançamento da 1ª pedra do edifício, a 17 de Novembro, o qual tinha visto o seu programa alterado (sendo sucessivamente aumentado o nº de religiosos que albergaria, acrescentando-se uma área de residência régia e uma zona hospitalar) e obedecia a um projecto do Arq. João Frederico Ludovice; trabalha no projecto Custódio Vieira; 1728 - conclusão da basílica (à excepção do zimbório), quanto à obra fundamental de arquitectura, lançamento dos alicerces do convento que se destinava então a acolher 300 religiosos; trabalhos no aqueduto para conduzir água a Mafra, conforme plano de Manuel da Maia); extracção das melhores pedras pelo pedreiro António Martins, chamado o Barambilha; plano para Mafra, da autoria de António Canevari, que não foi aceite; 1728 - 1729 - execução de um modelo para o frontão da fachada principal por José de Almeida; 1729 - trabalhavam no estaleiro de Mafra 47.836 operários; 1730 - realização, em Antuérpia, dos carrilhões da basílica (57 sinos para cada uma das torres), por João Nicolau Lavache, fundidor de Liège, e Guilherme Withlockx; 1730 - sagração da basílica, a 21 de Outubro, os trabalhos prosseguem num ritmo mais lento e sob a direcção do Arq. Custódio Vieira (c. 1690 - 1744); 1731 / 1733 - realização em Itália da componente escultórica da basílica (estátuas destinadas à fachada, galilé e a todas as capelas do interior); 1734 -inauguração do refeitório conventual; 1735 - conclusão de importantes detalhes do zimbório da basílica, sendo a obra exterior do convento também dada por concluída; 1736 - trabalhavam no local os pedreiros de Ranhados, Viseu, Bernardo Pereira, José e Manuel Rodrigues Corista; 17 setembro - estabelece-se na Basílica a Ordem Terceira da Penitência de São Francisco; 1739 - encomenda de imagens para os 10 andores da procissão da Penitência dos Santos Terceiros Franciscanos, a Manuel Dias; encomenda de alfaias em prata ao ourives António Rodrigues de Leão; chega a Portugal o fundidor João Nicolau Lavache; obras de carpintaria de Domenico Massa; 19 março - Domenico Massa integra a Ordem Terceira de São Francisco, ofertando um crucifixo em madeira,b atribuível a Anton Maria Maragliano (SALDANHA, p. 46); 1740 - execução de quatro órgãos pelo organeiro irlandês, Eugene Nicholas Egan; 1744 - são considerados concluídos os trabalhos do complexo arquitectónico de Mafra, ainda que muitos pormenores se encontrem por realizar, o convento é então habitado por 342 religiosos, 203 sacerdotes, 45 coristas, 10 noviços, 60 leigos e 24 donatos; 1750 - celebração das exéquias fúnebres de D. João V na basílica; 1754 - celebração das exéquias fúnebres da rainha D. Mariana de Áustria na basílica; 1755 - conclusão do retábulo dos Santos Bispos, pelo escultor italiano, activo em Portugal, Alessandro Giusti (1715 - 1799); 1765 - uma descarga eléctrica atinge o zimbório destruindo as colunas de mármore do interior; 1770 - breve pontifício determinando a ocupação do convento de Mafra por uma comunidade de cónegos regrantes de Santo Agostinho; 1771 - os religiosos arrábidos são obrigados a abandonar o convento, o qual passa a ser ocupado pelos cónegos regrantes de Santo Agostinho, que aí assegurarão o funcionamento de um colégio, sob a supervisão do Cardeal da Cunha e que encomendarão ao Arq. Manuel Caetano de Sousa (1742 - 1802) a conclusão da obra da biblioteca; referência ao presépio; 1772 - chegam ao denominado Colégio Real de Mafra 54 alunos; 1772 - cerimónia de inauguração do colégio; 1792 - por determinação de D. Maria I, os agostinhos abandonam Mafra, regressando os arrábidos ao convento; 1806 / 1807 - o palácio funciona como residência real principal de D. João VI e D. Carlota Joaquina, registando-se variadas obras de beneficiação e redecoração dos interiores do palácio; 1807 - conclusão da reconstrução dos 6 órgãos da basílica, efectuados por António Xavier Machado e Cerveira e Joaquim António Peres Fontanes; 1807 - tem lugar na basílica o baptismo da infanta D. Ana de Jesus Maria, filha de D. João VI; 1807, 8 dezembro / 1808, setembro - na sequência da 1ª invasão francesa, aqui esteve instalado o quartel-general da divisão francesa dirigida pelo general Loison, popularmente conhecido como "o Maneta"; 1808 - instalação, em parte do edifício, uma pequena fracção do exército aliado inglês; 1820 - encerramento do Real Colégio de Mafra, a comunidade arrábida não ultrapassava os 40 religiosos; 1828 - retira-se do edifício a fracção do exército inglês aí instalada desde 1808; 1833 - fuga da comunidade religiosa, constatando a aproximação das tropas liberais; 1834 - com a expulsão das ordens religiosas, o convento de Mafra é incorporado na Fazenda Nacional; 1835 - a basílica funciona como igreja paroquial da vila; 1841 - à excepção dos compartimentos do palácio, da Sala dos Actos, refeitório, cozinha e botica dos religiosos, o edifício de Mafra fica à disposição do Ministério da Guerra (para aproveitamento conforme sua vontade); 1848 - o Real Colégio Militar é transferido de Carnide para o edifício de Mafra; 1859 - o Real Colégio Militar deixa Mafra; 1868 - depois de apeada é conduzida para o real Museu de Belas-Artes de Lisboa, a grade de ferro da entrada da capela-mor da basílica; 1870 - o Real Colégio Militar é transferido pela 2ª vez para o edifício de Mafra; 1873 - o Real Colégio Militar volta para Carnide; 1887 - instalação nas antigas dependências conventuais da Escola Prática de Infantaria e Cavalaria, efectuando-se as necessárias obras de adaptação; 1908 - celebração na basílica de solenes exéquias em memória do rei D. Carlos e do príncipe D. Luís Filipe; 1910 - extinção da Escola Real de Mafra, instalada em parte do edifício e nacionalização do palácio pelo regime republicano; 1941, 17 Maio - Decreto-lei n.º 31272 de criação da Comissão Administrativa das Novas Instalações para o Exercito; 1992, 01 junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei 106F/92, DR, 1.ª série A, n.º 126; 1994 / 1997 - estudo prévio à recuperação e revitalização do Palácio, da responsabilidade do atelier dos Arqtºs. Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas e Pedro Botelho, prevendo o reordenamento dos espaços do edifício, criando os necessários apoios (nova recepção e cafetaria), valorizar o percurso em causa através da instalação de um pólo museológico, melhorar o acesso ao Convento / Palácio, articular o edifício com as valências de carácter urbano da envolvente (o jardim da Cerca e a Tapada), e permitir a partilha de espaços com a EPI; para tal, tornava-se prioritário assegurar: a recuperação da Ala Norte do andar nobre; a remodelação da ala S., de acordo com a proposta de reordenamento museológico a apresentar; beneficiação do acesso à Biblioteca; integração de uma pinacoteca na ala S.; instalação de serviços de apoio no piso térreo; acesso aos pátios da Basílica; 1997 - até esta data o imóvel estava ocupado por cinco entidades: o IPPAR (o Palácio, com área de recepção e circuito de visita), a Escola Prática de Infantaria de Mafra (EPI), a Câmara Municipal de Mafra, a Igreja (serviços da paróquia) e o Tribunal de Mafra; 1997, 19 Maio - acordo entre o IPPAR e a Região Militar de Lisboa, no qual se procedeu à redefinição da partilha dos espaços com o principal usufrutuário dos mesmos, a EPI; o protocolo assegura a conversão da Capela dos Sete Altares (hoje auditório), a capela da EPI (piso O), a cedência pela EPI ao IPPAR da Capela Real (3º piso); a cedência ao IPPAR de toda a Ala Nascente (áreas anexas à Biblioteca - piso 3); a cedência da Sala dos Convalescentes ao IPPAR (piso 3); a afectação dos "mezaninos" ao IPPAR para instalação de sistemas técnicos; a demolição das oficinas da EPI situadas a nascente do monumento; e compensação financeira por parte do IPPAR destinada à construção de espaços funcionais alternativos a instalar na zona das novas casernas da Quinta da Vela; 2007, 29 março - a zona museológica é afeta ao Instituto dos Museus e Conservação, I.P. pelo Decreto-Lei n.º 97/2007, DR, 1.ª série, n.º 63.

Características Particulares

O monumento de Mafra constitui-se como um exemplo da articulação harmoniosa de 3 componentes funcionais distintas - residência real, área conventual e respectiva igreja, área assistencial - que raramente se encontra mas cuja principal referência é o complexo de São Lourenço do Escorial (Espanha).

Dados Técnicos

Paredes autoportantes, estrutura mista

Materiais

Cantaria de calcário e de mármore, alvenaria mista, reboco pintado, estuque, madeira

Bibliografia

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O Monumento, Guimarães, 1963; Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, Relatório da intervenção no sacrário da Sacristia (por Domingos Duarte), Cacém, 1995; Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, Relatório da intervenção no retábulo da Sagrada Família (por André Ricardo Fradique), na Basílica, Cacém, 1996; Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, Relatório da intervenção na banqueta do século XIX, Cacém, 1997; GOMES, Joaquim da Conceição, O Monumento de Mafra, Mafra, 1866; FREIRE, João Paulo, Mafra: História, Bibliografia e Notas, Lisboa, 1925; FREIRE, João Paulo, PASSOS, Carlos de, Mafra, Notícia Historico-Archeologica e Artistica da Vila e do Paço Conventual, in Monumentos de Portugal, Série II, Nº 1, Porto, 1933; GAMA, Luís Filipe Marques da, O Palácio Nacional de Mafra, Lisboa, 1985; GANDRA, Manuel, Mafra Barroca (Iconografia), Lisboa, 1989; GIL, Júlio, As Mais Belas Igrejas de Portugal, Vol. II, Lisboa, 1989; GIL, Júlio, Os Mais Belos Palácios de Portugal, Lisboa, 1992; GOMES, Joaquim da Conceição, Descripção Minuciosa do Monumento de Mafra, Lisboa, 1871; GONÇALVES, J. Cardoso, O Convento de Mafra, Lisboa, 1906; IPPAR, Património. Balanço e Perspectivas (2000-2006), s.l., 2000; IVO, Júlio, O Monumento de Mafra, Porto, 1930; LINO, Raul, (dir. de), Palácios Portugueses, Lisboa, 1973; LUCENA, Armando, Monografia de Mafra, s.l., 1980; MEDINA, Gregório de, Portugal - Roteiro Turístico, Artístico e Histórico, Rio de Janeiro, 1980; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1952, Lisboa, 1953; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1955, Lisboa, 1956; MONTENEGRO, Maria Margarida, O Palácio Nacional de Mafra, Lisboa, 1995; PAIS, Alexandre Manuel Nobre da Silva, Presépios Portugueses Monumentais do século XVIII em Terracota [ dissertação de Mestrado na Universidade Nova de Lisboa ], Lisboa, 1998; PEREIRA, José Fernandes, Mafra, Igreja, Palácio e Convento de, in PEREIRA, José Fernandes, (dir. de), Dicionário da Arte Barroca em Portugal, Lisboa, 1989; PEREIRA, José Fernandes, Arquitectura e Escultura de Mafra, Lisboa, 1994; PEREIRA, Paulo (dir.) História da Arte Portuguesa, volume 3, Círculo de Leitores, Lisboa, 1999; PIMENTEL, António Filipe, Arquitectura e Poder. O Real Edifício de Mafra, Coimbra, 1992; PRADO, Fr. João de S. José do, Monumento Sacro da Fabrica, e Solemnissima Sagração da Santa Basilica do Real Convento de Mafra, Lisboa, 1751; Relação das Solemnes Exequias, que se Celebrarão no Real Convento de Nossa Senhora, e Santo António junto à Villa de Mafra, pela Alma do Muito Poderoso Rey, e Senhor D. João V, Lisboa, 1750; SALDANHA, Nuno - «Pintura inédita de Trevisani em Portugal. A série dos santos da Ordem de São Francisco do Convento de Mafra» in Invenire - Revista de Bens Culturais da Igreja. Lisboa: Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, julho - dezembro 2013, n.º 7, pp. 38-43; SALDANHA, Sandra - «Um crucifixo de Anton Maria Maragliano em Mafra. Oferta do genovês Domenico Massa à Ordem Terceira da Penitência» in Invenire - Revista de Bens Culturais da Igreja. Lisboa: Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, julho - dezembro 2013, n.º 7, pp. 44-47; SANTA ANA, Fr. António de, Oração Funebre, nas Exéquias que Celebrarão os Religiosos da Santa Província da Arrábida no Real Convento de Nossa Senhora, e Santo António junto à Villa de Mafra, à Saudosa Memória do Serenissimo e Fidelissimo Senhor Rey D. João V, Lisboa, 1750; SILVA, D. Fernando Paes de Almeida, Mafra e os Seus Artistas, Mafra, 1944; TELES, Alberto, Os Paços Monásticos de Mafra, in O Occidente, Nº 506, Nº 508, Nº 510, Nº 513, Nº 514, Lisboa, 1893; TOSTÕES, Ana e GRANDE, Nuno - Nuno Teotónio Pereira. Nuno Portas. Aveleda: Verso da História, 2013; VALE, Teresa Leonor M., Um português em Roma Um italiano em Lisboa. Os escultores setecentistas José de Almeida e João António Bellini, Lisboa, Livros Horizonte, 2008; VALENÇA, Manuel, A Arte Organística em Portugal, vol. I, Braga, 1990; VIDAl, Eduardo Augusto, O Convento de Mafra, in A Arte, Vol. I, s.l., 1879; VITERBO, Sousa, Diccionario Historico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portuguezes ou a serviço de Portugal, Lisboa, Imprensa Nacional, 1904, vols. I e II.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DSARH, DGEMN/DRELisboa/DRC, DGEMN/DRMLisboa, AHMOP: Desenho nº 507, 508, 510, 511, 512; Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DRMLisboa; Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DRMLisboa, DGEMN/DSARH; Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra; BGUCoimbra: Dia da Fundação do Mosteiro que a Grandeza da Magestade de El Rey D. João V Mandou Fazer na Villa de Mafra, s.l., (1717) (Ms. Nº 50); Memorial que se Fez a El-Rey D. João o 5º sobre a Grande Oppreção da Obra de Mafra, s.l., s.d. (Ms. Nº 630 ou Ms. Nº 1088), Relação das Riais Obras de Mafra, s.l., s.d. (Ms. 396 ou Ms. Nº 3029); BPÉvora (Cod. CV/1-9 ou CX/1-1), PEREIRA, Fr. José, Compendio das Couzas Mais Notaveis do Real Convento de Mafra, s.l., s.d. (Cod. CX/1-6); BPNMafra: Noticia das Riays Obras de Mafra. Parte Primeira e Segunda, a Oprimeira Parte foy Escrita o Anno Passado e Agora Tresladada e Acrescentada com huma Segunda parte e Qualquer dellas Leva no Fim huns Versos da Mesma Obra, Mafra, 1730, SANTANA, Fr. João de, Real Edifício Mafrense Visto por Fora e por Dentro, Mafra, 1828; ANRio Janeiro: Noticia das razões que Motivaram a Saída dos Religiosos Arrábidos do Convento de Mafra, Sua Substituição pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e seu Posterior Reingresso (Negócios de Portugal, Cx. 627, pacote 3, Doc. 14)

Intervenção Realizada

DGEMN: 1955 / 1958 - Diversos trabalhos de conservação pelo Serviço dos Monumentos Nacionais; 1994 / 1995 - beneficiação da rede eléctrica e de segurança, restauro do jogo mecânico do carrilhão da torre S.; Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra: 1993 - intervenção na pintura do tecto da Sala dos Camaristas, com limpeza e levantamento de vernizes e repintes, colocação de massas, reintegração cromática, aplicação de fungicída e protecção final; 1994 / 1995 - intervenção em dois painéis e tecto na Sala do Trono, com remoção de repintes, vernizes e massas, reintegração cromática, aplicação de fungicida e protecção final com resina acrílica; 1995 - intervenção no sacrário de talha dourada da Sacristia, com fixação da folha de ouro, desinfestação e consolidação da madeira, limpeza e fixação dos elementos de talha destacados, manufactura e colocação dos elementos em falta, integração cromática; 1996 - intervenção no retábulo dedicado à Sagrada Família, na Basílica, com limpeza mecânica, protecção das madeiras, limpeza por via húmida, remoção de depósitos calcários e excessos de betume, refecho e policromia das juntas, remoção das escorrências de bronze, colocação de pasta celulósica com hipoclorito, lavagem final; 1997 - intervenção na banqueta do século 19, com desmontagem da peça, limpeza, douragem pontual, limpeza da ara em mármore onde a peça assenta; 1999 - intervenção de requalificação do Convento, foram restaurados lampadários, esculturas e elementos decorativos: pintura do altar capela-mor "Nossa Senhora entregando o Menino a Santo António", da autoria de Francesco Trevisani, quatro orgãos de tubo pelo mestre-organeiro Dinarte Machado; IPPAR: 1994 / 1995 / 1996 / 1997 / 1998 / 1999 - Programa de revitalização e recuperação de fachadas e coberturas, nomeadamente limpeza das fachadas, rebocos e pintura do exterior e dos pátios e claustros; arranjo, limpeza e conservação das coberturas; conclusão do restauro do órgão do lado do Evangelho, pelo Mestre organeiro Dinarte Machado, tendo sido necessário proceder ao restauro da caixa do mesmo, pelo Dr. José Manuel do Rosário Nobre, tendo orçado em 26.780 contos; conclusão da conservação de quatro estátuas, em mármore de Carrara, na fachada principal, representando São Domingos, São Francisco, Santa Clara e Santa Isabel da Hungria, consistindo na limpeza, tratamento de conservação e fixação; conservação no medalhão, em jaspe, no tímpano do frontão, do Mestre Giuseppe Lironi, apresenta as imagens da Virgem com o Menino e Santo António em adoração, trabalhos orçados em 1.340 contos; conclusão da limpeza, tratamento de conservação e consolidação as superfícies arquitectónicas e ornamentos da galilé, orçados em 6.040 contos; restauro do sacrário da Capela do Santíssimo, com desinfestação e consolidação da madeira, limpeza, fixação de policromias e altares de ouro, orçado em 2.560 contos; 2000 - limpeza e tratamento de conservação das nove banquetas metálicas dos altares da Basílica de Mafra; 2005 - conclusão do restauro dos órgãso apoiado finaceiramente pelo Barclays Bank, tendo como consultor permanente o organista João Vaz;

Observações

A invocação da basílica é dupla: Nossa Senhora e Santo António

Autor e Data

Teresa Vale e Carlos Gomes 1995

Actualização

 
 
 
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